Disaster: Day of Crisis (Nintendo Wii)

DisasterJá há algum tempo que não trazia cá nenhum artigo da Wii, mas nos últimos dias tenho estado a jogar aquele que foi um dos primeiros jogos que comprei para essa consola mas que até há poucos dias ainda não tinha tido oportunidade de o jogar a sério. Produzido pela Monolith Soft (os mesmos senhores por detrás dos RPGs da série Xeno) em 2008, é um jogo de acção muito interessante, pelos conceitos que aborda (um conflito terrorista em pleno cenário de catástrofe natural), bem como pelas diferentes mecânicas de jogo que nos apresenta. O meu exemplar foi comprado algures em 2014 na falida New Game do Maiashopping por cerca de 5€.

Jogo com caixa, manual e papelada
Jogo com caixa, manual e papelada

A história deste jogo faz-me lembrar bastante o filme The Rock, com Sean Connery e Nicholas Cage. Isto porque há um grupo de militares norte americanos de elite que rapta um professor especialista em sismologia e a sua assistente, aproveitando depois um enorme terramoto que acontece na cidade fictícia de Blue Ridge City para invadir uma base militar e roubar também 3 ogivas nucleares. Com isso em mãos pedem ao governo norte americano uma larga quantia de dinheiro, em parte para restabelecer a honra que aparentemente o seu próprio governo lha tinha tirado. Só que em vez de termos o Nicholas Cage como personagem principal, temos um jovem ex-marine chamado Raymond Bryce, que outrora fazia parte de uma equipa de salvamento também de elite. Como Ray se envolveu nisto tudo é relativamente simples, a assistente do professor de sismologia que foi raptada era sua conhecida e Ray precisava de fazer tudo o que estava ao seu alcance para a salvar. Então ao longo do jogo iremos perseguir este grupo militar, onde aos poucos nos vamos apercebendo das suas motivações e dos seus planos, e visitar diferentes pontos do país, com a particularidade de em todos os sítios uma tragédia estar para acontecer. Começa com o terramoto, depois um tsunami, uma explosão vulcânica relativamente perto da mesma cidade, cheias e até um furacão. E como Ray fez parte de uma equipa de salvamento, para além de andarmos aos tiros temos também de salvar vários sobreviventes que vamos encontrando.

Quando estamos a tratar de vítimas por vezes temos a pressãozinha saudável de eles estarem a morrer, pelo que nos temos de despachar
Quando estamos a tratar de vítimas por vezes temos a pressãozinha saudável de eles estarem a morrer, pelo que nos temos de despachar

E isto tudo é feito através de diferentes mecânicas de jogo que tentarei sumarizar em seguida. Temos a parte de exploração, onde o jogo se comporta como practicamente qualquer jogo na terceira pessoa, onde podemos andar, saltar, interagir com pessoas e objectos. Temos a parte da acção, mais concretamente dos tiroteios que na verdade se comporta como um light gun shooter bem inspirado no Time Crisis. Isto porque temos um botão para nos abrigarmos para protecção do fogo inimigo ou simplesmente recarregar a arma. É também possível fazer um zoom temporário nos inimigos e dessa forma conseguir atingir-lhes com alguns tiros críticos. O outro modo principal de jogo, e sem dúvida aquele que mais me irritou, são os segmentos de condução, onde temos de jogar com o wiimote deitado a fazer de volante, com os botões frontais a servir de acelerador e travão. Detestei a maioria desses segmentos de condução, os controlos não são mesmo nada bons, era bem preferível jogá-los da forma mais tradicional.

Quando há tiroteios a acção muda para um light gun shooter à moda de um Time Crisis
Quando há tiroteios a acção muda para um light gun shooter à moda de um Time Crisis

Para além disso teremos vários “minijogos” ou outros QTEs que nos obrigam a mexer com o Wiimote e Nunchuck da forma que nos é pedida no ecrã. Em especial quando estamos a salvar alguns sobreviventes, tanto podemos ter tarefas de lavar feridas e tratá-las com pensos ou ligaduras, bem como coisas mais complexas como o suporte básico de vida ao fazer massagens cardíacas e respiração boca a boca, tudo com o wiimote. Infelizmente o Wiimote parece que nem sempre respondia da melhor forma e nalgumas acções a coisa podia complicar um pouco. Em especial quando temos de salvar alguém que está quase a cair de uma ravina, pois temos de fazer um movimento com o wiimote na direcção do sobrevivente exactamente no momento em que ele extende a mão para nós. Eu senti sempre ali um delayzinho chato…

Nalguns destes quick time events notei um certo delay do Wiimote que baralhava um pouco o timing
Nalguns destes quick time events notei um certo delay do Wiimote que baralhava um pouco o timing

Depois temos muitas outras variáveis a ter em consideração, como a nossa barra de vida e de fadiga, que vai sendo gasta à medida em que vamos fazendo várias acções como correr, andar à pancada ou simplesmente ao estar em sítios muito quentes ou frios. Existem alguns itens para recuperar vida, fadiga ou impedir temporariamente que a fadiga aumente em condições adversas. Para além disso temos um indicador dos pulmões que deve também ser tido em conta, nomeadamente ao passar em zonas de fumo, ou simplesmente quando vamos para debaixo de água. Muito tempo sem vir à tona ou com muito fumo dos pulmões dá direito a game over, pelo que temos de ter isso em atenção.

No final de cada nível a nossas performance é avaliada e vão-nos sendo atribuídos 2 tipos diferentes de pontos, ambos serverm para serem gastos em upgrades e afins entre cada missão. Os survival points servem para melhorar algumas das capacidades de Ray, como o seu metabolismo, a força física ou a capacidade de carregar com mais itens. Os battle points servem para comprar novas armas e melhorar as que estiverem no nosso arsenal, em coisas como poder de fogo, precisão, tempo de reload, entre outros. Esses battle points podem também ser gastos em shooting galleries, cada qual com diferentes desafios que nos podem recompensar com mais pontos ou mesmo algumas armas extra.

De certa forma o jogo captura bem estas catástrofes naturais. Mas numa consola next-gen o efeito seria sem dúvida melhor
De certa forma o jogo captura bem estas catástrofes naturais. Mas numa consola next-gen o efeito seria sem dúvida melhor

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo competente, tendo em conta que estamos a falar de uma Wii. Há uma relativa variedade de cenários, como diferentes zonas urbanas e rurais. Alguns dos níveis, como o fallout de cinza em plena floresta após uma erupção vulcânica, agradaram-me bastante com esses efeitos gráficos interessantes, já outros como as cheias ou o tsunami… bom, apenas digo que o Wave Race Blue Storm era um jogo de lançamento da Gamecube e tinha efeitos de água melhores. Mas também temos de ver que neste jogo é suposto ser uma coisa mais épica e abrangente. O voice acting está bom e gostei de detalhes como os anúncios de rádio a virem directamente das pequenas colunas do Wiimote.

Na generalidade, gostei deste Disaster: Day of Crisis. É verdade que misturaram imensas coisas num mesmo jogo: shooter de light gun, condução de carros, salvamento de vítimas, diferentes catástrofes naturais a acontecerem quase em simultâneo, bem como muitas mecânicas de jogo diferentes. E eu aceito isso tudo, nem acho que tenha resultado propriamente mal. Mas aquelas fases de condução são mesmo chatas!

Dragon’s Lair (Super Nintendo)

Dragons LairComo não poderia deixar de ser, o artigo de hoje é mais uma rapidinha. E já que a temática do jogo anterior eram os dragões, nada melhor que revisitar aquela que talvez é a franchise mais clássica dos videojogos sobre esse tema. O Dragon’s Lair foi um jogo lançado originalmente para as arcades que narra o eterno cliché de um cavaleiro em busca de salvar uma princesa das garras de um dragão, só que foi dos primeiros jogos a aproveitar a capacidade de armazenamento do formato Laserdisc, tornando-o basicamente num filme interactivo. É talvez o pai dos quick time events, embora na altura os mesmos nem apareciam no ecrã! Existem imensas versões e conversões desse clássico para os mais variados sistemas, e na Super Nintendo decidiram torná-lo num jogo de plataformas mais genérico, pois a SNES não teria capacidades para oferecer uma experiência fiel ao original, como seria de esperar. Este meu exemplar veio num bundle de vários cartuchos de SNES que comprei recentemente no OLX, fazendo as contas ficou-me por 12€ cada cartucho.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Este Dragon’s Lair para a SNES é um jogo bastante colorido e bem detalhado, com boas animações e cenários algo variados, embora estejamos sempre a explorar um castelo, desde as suas muralhas, até às cavernas e catacumbas dos seus subterrâneos, evitando imensos perigos pelo caminho. Tirando uma ou outra excepção, os bosses são bem grandinhos, embora as animações não sejam as melhores. E já que comecei por referir os audiovisuais, na parte do som é também um jogo competente, embora não tenha músicas que sejam propriamente orelhudas.

Os níveis são algo labirínticos e por vezes encontrar a saída dentro do tempo limite pode se tornar algo complicado.
Os níveis são algo labirínticos e por vezes encontrar a saída dentro do tempo limite pode se tornar algo complicado.

Indo para a jogabilidade, esta é a típica de um jogo de plataformas, com Dirk a poder executar ataques com a sua espada ou outras armas de maior alcance como machados ou punhais, que podem ser encontrados como power ups ao longo do jogo. Inicialmente começamos apenas com um escudo, o que quer dizer que podemos levar 1 ponto de dano antes de perder uma vida, mas também poderemos encontrar outros escudos, que naturalmente nos aumentam essa resistência. E bem que serão preciosos, pois os controlos infelizmente não são os mais fluídos e sofrer dano não é nada difícil de acontecer. Depois o setup default de botões também não é o que mais me agrada, mas felizmente é possível customizá-los ao nosso gosto.

Este dragão podia ser um bocadinho mais imponente... digo eu!
Este dragão podia ser um bocadinho mais imponente… digo eu!

No fim de contas, é um jogo que me provoca alguns sentimentos mistos. Se por um lado era muito difícil conseguir replicar o filme interactivo que é o Dragon’s Lair original na Super Nintendo, a adaptação para um jogo de plataformas é muito benvinda, pois é algo que nem se encaixa mal no conceito do jogo em si. Agora infelizmente a jogabilidade não é a melhor, mas se há uma boa notícia a retirar daqui é que esta versão é infinitamente superior à versão NES que é absolutamente atroz.

Dragon’s Fury (Sega Mega Drive)

Dragon's FuryÉ verdade que nunca fui o maior dos fãs de jogos de pinball. Há um da Epic Mega Games cuja versão de shareware joguei bastante no meu primeiro PC, o Sonic Spinball da Mega Drive e Master System também foi outro dos poucos contemplados, visto eu sempre ter gostado dos jogos do ouriço azul, principalmente quando era mais novo. Pelo que este Dragon’s Fury sempre me passou um pouco ao lado. Mas eis que há uns meses atrás vi um vídeo no youtube com um top pessoal de jogos da Mega Drive e o Dragon’s Fury foi um dos jogos lá mostrados. A excelente banda sonora, aliada aos visuais bem sinistros fez-me mudar de ideias por completo e curiosamente, uns dias depois, aparece-me um exemplar como novo na Cash Converters de Alfragide. Talk about timing! Já não me lembro ao certo quando me custou, mas creio que foi 7.5€.

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Na verdade, este é um jogo cujo lançamento tem alguma história por detrás. Isto porque pertence à série Crush da Naxat Soft, cujos primeiros jogos (Alien Crush e Devil’s Crush) haviam sido lançados para a PC-Engine/TurboGrafx. Ambos os títulos, apesar de possuirem temáticas distintas (sci-fi vs oculto) tinham aquele feeling de terror que bem os diferenciavam dos demais. Eventualmente o Devil’s Crush foi convertido para a Mega Drive, cujo lançamento ocidental ficou a cargo da Tengen, que é nada mais nada menos que um dos braços mascarados da Atari, nomeadamente a Atari Games que apenas podia lançar jogos nas arcadas com esse nome, já nos computadores e consolas seria a Atari Corporation, pelo que a Atari Games criou essa nova “label” exclusivamente para entrar no mercado das consolas e computadores também. Bom, confusões à parte, a Tengen decidiu mudar o nome do jogo para Dragon’s Fury, e censurou alguns dos pentagramas existentes na versão japonesa. Mesmo a Tengen não ser propriamente um estúdio licenciado pela Nintendo, empresa que é muito mais picuinhas com essas coisas, eles decidiram fazer essa pequena censura na mesma.

Atenção com a bela adormecida!
Atenção com a bela adormecida!

E então o que aqui temos é uma mesa de pinball dinâmica, com 3 andares, e repleta de coisas fofinhas, como esqueletos, demónios, mulheres serpente, dragões, entre outras coisas simpáticas. O objectivo do jogo é atingir um milhar de milhão de pontos (billion, como dizem os americanos), sendo que para isso teremos de acertar com a bola em inimigos, enfiá-la em alguns buracos (ok isto soa um pouco mal), e por aí fora. Standard pinball business. Temos também de completar com sucesso as 8 mesas de bónus, que podem ser lançadas ao entrar nalguns portais para o efeito. Estas mesas podem ter mini-bosses para ser derrotados, ou algo mais puzzle-based, como é o caso de uma mesa em que temos de atacar demónios de fogo quando passam directamente acima de uns certos buracos. Com essas mesas de bónus concluídas e atingindo 1 milhar de milhão de pontos então lá somos levados para a mesa de pinball final onde defrontamos o último boss.

Algumas das mesas de bónus são mais de puzzle do que combate directo.
Algumas das mesas de bónus são mais de puzzle do que combate directo.

E eis que chegamos aos visuais! Bom, este jogo está realmente excelente. Para quem gosta destas coisas mais do oculto, claro! Isto porque tal como referi acima, o que não falta são caveiras, demónios, dragões e outras criaturas sinistras nas mesas de pinball. A mesa central tem uma cabeça de uma bela adormecida. À medida em que lhe vamos batendo, vemos-la a acordar e a ganhar uma expressão verdadeiramente maléfica, transformando-se gradualmente numa serpente. Esse pormenor em particular achei mesmo muito bem conseguido, até deixa uma pessoa um pouco desconfortável só de olhar. E as músicas, bom, essas são mesmo excelentes! Pesquisem pela banda sonora na internet que é algo que vale mesmo a pena.

A arte deste jogo é algo incrível
A arte deste jogo é algo incrível

Portanto, devo dizer que gostei bastante deste jogo, mesmo não sendo o maior dos fãs de jogos de pinball, como referi logo no primeiro parágrafo. Fiquei cheio de curiosidade em jogar o resto da série “Crush” da Naxat Soft, embora as temáticas de cada capítulo sejam um pouco diferentes, mas mantêm toda esta atmosfera de terror que me agrada bastante. A Tengen acabou por lançar mais tarde uma sequela directa deste jogo, chamada Dragon’s Revenge. É um jogo que nada tem a ver com os originais da Naxat Soft, mas também lhe darei a devida atenção se me aparecer à frente pelo preço certo.

Midway Arcade Treasures (Sony Playstation 2)

Midway Arcade TreasuresPara não variar, vamos lá a mais uma rapidinha. E o que cá trago hoje é uma das várias retro compilações que a Playstation 2 recebeu, nomeadamente o primeiro volume da Midway Arcade Treasures. A Midway é uma empresa norte americana com as suas origens nas arcades e com uma história algo rica, até porque muitos dos jogosque vamos encontrar aqui não foram desenvolvidos de raiz pela Midway, como é o caso dos jogos da Williams (empresa que inclusivamente comprou a Midway) ou outros exemplos como o Klax e Gauntlet da Atari Games, cujos direitos foram comprados pela Midway/Williams algures nos tempos. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na Cash Converters de Alfragide por 3€ se a memória não me falha.

Compilação com caixa, manual e papelada
Compilação com caixa, manual e papelada

E temos aqui muitos títulos da década de 80 para experimentar, como os Defender, Joust, Spyhunter, Super Sprint, Gauntlet, Rampage entre outros clássicos e jogos bem mais obscuros como o Toobin ou o “simulador de barman” Root Beer Tapper. Os jogos mais recentes que encontramos nesta compilação são o Rampart e Smash TV de 1990. Mas tal como a Activision Anthology, também teremos muito conteúdo extra que a meu ver é o que dá realmente valor a esta compilação. Existem quatro diferentes tipos de conteúdo bónus: uma secção com algum texto da história e desenvolvimento do jogo, outra com imagens como as cabines arcade e os seus panfletos publicitários, uma outra secção de “trivia”, onde são contadas algumas curiosidades sobre os jogos, que podem até ser acompanhadas de respostas gravadas pelos próprios autores dos jogos. Mas a mais importante para mim são mesmo as entrevistas aos autores dos jogos. Infelizmente este conteúdo bónus não está tão uniformemente distribuído, ou seja, embora todos os jogos tenham alguma coisa de extra para mostrar, muitos não têm as tais imagens extra, ou entrevistas, trivia e afins.

Ainda assim não deixa de ser uma compilação interessante. Há jogos que resistiram bem mais ao teste do tempo que outros, pois jogar o Super Sprint com aqueles controlos foi um atrofio completo. No entanto, para quem se interessa por estas retrospectivas esta compilação cumpre bem o seu papel. A ver se consigo encontrar os outros 2 volumes seguintes!

Daffy Duck in Hollywood (Sega Game Gear)

Daffy DuckDaffy Duck in Hollywood foi um jogo de plataformas que eu joguei bastante quando era mais novo, mas para a Mega Drive. Apesar de saber que existia também uma versão 8bit para a Master System e Game Gear, nunca me tinha dado ao trabalho de a experimentar. Mas eventualmente lá me apareceu a oportunidade de comprar este cartucho baratinho para a Game Gear, numa cash converters há uns meses atrás, e cá estamos para mais uma rapidinha.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Centrado no pobre pato dos Looney Tunes, aqui o objectivo é o de cumprir uma missão que Yosemite Sam, o pistoleiro, nos pede: que encontremos os seus 12 Golden Cartoon Awards, espalhados algures nos sets de “filmagens” de várias das animações de Daffy Duck que foram lançadas ao longo dos anos. Pensem numa espécie de Mickey Mania, mas com uma história um pouco mais idiota. E então lá teremos de tentar encontrar as 12 estátuas, que geralmente ficam escondidas atrás de passagens secretas não muito visíveis… se não as apanharmos todas lá teremos o mau final. Aliás, mesmo que as encontremos todas podemos ter ainda outro mau final, caso não tenhamos o jogo em Hard. Sim, este é um dos que nos obriga a terminar o jogo em Hard se quisermos ver o verdadeiro final.

Existem 6 zonas com 3 níveis cada. A ordem pela qual os escolhemos é quase totalmente livre
Existem 6 zonas com 3 níveis cada. A ordem pela qual os jogamos é quase totalmente livre

De resto, é um jogo de plataformas normal para os padrões da época, pelo menos para uma conversão 8bit. Um botão para saltar e o outro para disparar a arma de bolas de sabão letais que Daffy Duck transporta. Ao longo dos níveis iremos descobrir uma série de power-ups que vão surgindo na forma de balões. Muitos dos itens apenas servem para aumentar a pontuação, mas há outros que nos aumentam o fire rate da arma, ou mesmo torná-la mais poderosa, ao inclusivamente disparar em 3 direcções em simultâneo. Existem também uns power ups que nos deixam com uma fada protectora a servir de escudo, permitindo assim sofrer dano 1 vez sem perdermos uma vida. Sem esse escudo andamos indefesos e a única que realmente me chateou neste jogo foram os projécteis vindos “do nada” que muitas vezes nos apanham completamente despercebidos.

Graficamente é um jogo normal, a versão Mega Drive é bastante superior neste aspecto, como seria de esperar. Ainda assim, apesar de ter alguns níveis interessantes como o mundo assombrado de Duxorcist, os ninjas de Assault and Peppered ou o mundo futurista de Duck Dodgers, acho que poderiam ser melhor detalhados, em especial os inimigos. As músicas não me deixam grandes recordações também.

Existem vários power ups para a noss arma que podemos encontrar
Existem vários power ups para a noss arma que podemos encontrar

Em suma, Daffy Duck in Hollywood é um jogo de plataformas algo banal. Não é perfeito, tem algumas falhas, mas também não acho que seja propriamente um mau jogo. Mas com a possibilidade de jogar a versão Mega Drive, tecnicamente superior em todos os níveis, o apelo desta versão mais modesta não é muito.