Ultimate Soccer (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais um de desporto para a Mega Drive. Na verdade é um jogo que tem que se lhe diga, pois é a adaptação para a Mega Drive do Striker da Rage Software, que saiu em diversas plataformas sob vários nomes diferentes, incluindo por Eric Cantona Football Challenge, para a Super Nintendo, só na França. O nome Ultimate Soccer também não vos deve ser muito estranho pois já o trouxe cá para a Game Gear. O cartucho foi-me oferecido por um vendedor de velharias, após lhe ter comprado outra coisa. Entrou na minha colecção algures durante o mês de Julho. Edit: Algures durante o mês de Março de 2018 comprei uma caixa e manual por 5€.

Jogo com caixa e manual em português

O jogo apresenta-nos vários modos de jogo, desde disputas amigáveis, passando por vários tipos de campeonatos e torneios, bem como treinar os penalties. Temos 64 selecções nacionais à nossa escolha e um grande número de opções a customizar. Desde os já habituais detalhes estratégicos de formação ou postura em campo, tipo de relvado, de vento, peso da bola, entre muitos outros. Há também a hipótese de se jogar futebol de salão, que pelo que me lembro, em 1993 era uma novidade, pelo menos na Mega Drive. De resto a jogabilidade é excelente, especialmente se definirmos o jogo para ter uma jogabilidade rápida, no ecrã de opções.

Apesar das pequenas sprites, os visuais do jogo estão bem conseguidos graças à sua fluidez

A câmara possui um ângulo de jogo interessante e que resulta bem. É o mesmo usado no já velhinho Super Soccer, onde vemos o jogo na perspectiva semi-aérea de uma das balizas. Os gráficos em si são bem conseguidos na minha opinião. As sprites dos jogadores não são lá muito grandes, mas estão bem detalhadas quanto baste e com a fluidez do jogo, acho que o resultado final foi bem agradável. Para além disso as músicas também são agradáveis, embora apenas ocorram durante os menus, não nas partidas em si.

Batman Forever (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, trago cá agora a versão da Nintendo GameBoy da adaptação do filme Batman Forever e, tal como a versão Mega Drive, é bastante decepcionante. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, algures em Maio, vindo no meio de um bundle que me trouxe 22 cartuchos por 20€.

Apenas cartucho

Sumarizando bastante, esta versão é mázinha. O layout dos níveis está mais simplificado e não temos aquele elemento de puzzle ocasional que víamos na versões de 16bit, mas a jogabilidade em si ainda me parece desnecessariamente complicada, até porque temos apenas 2 botões faciais, para tantos movimentos diferentes. E não haver um manual online deste jogo também me dificultou a vida!

Gráficos digitalizados e portáteis 8bit monocromáticas não combinam.

A nível gráfico, como podem adivinhar é um jogo extremamente simples. Os níveis parecem também ser digitalizados, mas numa consola como a Gameboy isso não faz muito sentido! Os Donkey Kong Lands chegam lá perto, mas continuo a achar que esta não é uma consola para gráficos digitalizados. Assim sendo, temos cenários muito vazios e desprovidos de vida! Já as músicas gostei mais do que na versão Mega Drive.

Batman Forever (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais uma adaptação de filme para videojogos que acabou por não correr lá muito bem. Estou a falar então da adaptação do Batman Forever, desenvolvida pela Probe Entertainment, os mesmos que converteram Mortal Kombat para as consolas da Sega. E tal como Mortal Kombat, entraram numa de digitalização de cenários e personagens do próprio filme, o que no caso da Mega Drive não correu lá muito bem. O meu exemplar é apenas um cartucho, tendo sido comprado na feira da Vandoma no Porto por 2.5€ algures em Julho. Edit: Em Agosto ofereceram-me uma caixa e manual PT.

Jogo com caixa e manual PT

O jogo segue a história do filme, onde Batman vê-se a lutar contra os vilões Two-Face e Riddler (no filme interpretado por Jim Carrey) de forma a salvar a cidade de Gotham de mais um plano maquiavélico. Aqui temos 2 modos de jogo distintos, e cada um permite multiplayer para 2 jogadores. Um deles é o Training Mode, que consiste basicamente num simulador de um jogo de luta de 1 contra 1. O outro é o modo principal que também pode ser jogado com um amigo, quer de forma cooperativa, quer competitiva (embora a única diferença seja mesmo o friendly fire e a separação de pools de créditos de cada jogador).

Infelizmente a qualidade dos cenários na Mega Drive fica muito aquém das expectativas, devido à reduzida paleta de cores do sistema.

O maior problema deste jogo é a sua jogbilidade. A jogabilidade de Mortal Kombat é a que tenta ser emulada, com o jogo a permitir a utilização de comandos de 6 botões para simplficiar a distinção entre socos altos e baixos, pontapés altos e baixos, entre outros. Infelizmente a implementação dos controlos é que deixa bastante a desejar, pois controlar o Batman é desnecessariamente complicado. Antes de cada nível temos o direito de escolher quais os gadjets opcionais queremos carregar, e apesar de existir uma grande variedade de gadgets, na verdade muitos deles acabam por fazer a mesma coisa. E cada gadjet tem uma combinação própria de botões para ser usado, parece que temos de fazer um hadouken cada vez que temos de usar um batarang, por exemplo. Não faz sentido, muito menos num híbrido de beat ‘em up e plataformas. Depois também temos uma série de blueprints escondidas em salas secretas ao longo dos 8 níveis, que poderão desbloquear Gadgets diferentes, quer para Batman, quer para Robin.

Antes de começar cada nível temos uma breve introdução ao que é esperado que façamos

No que diz respeito ao grafismo, a Acclaim apostou em sprites e cenários digitalizados para dar um look mais realista vindo do filme. Mas infelizmente o resultado final também deixa muito a desejar, com os cenários a serem demasiado simples, pouco detalhados e sinceramente, muitas vezes são apenas um aglomerado de cores escuras, sem vida. As sprites também poderiam ter mais detalhe, mas os inimigos também variam muito pouco, nem sequer existem palette swaps. Nesse campo, a versão SNES é superior. As músicas também não ficam na memória.

Portanto o Batman Forever na Mega Drive é um jogo que deixa muito a desejar. Apesar de ter tido algumas boas ideias, a sua execução como um todo acaba por não satisfazer. A versão SNES e PC parecem pelo menos serem melhores graficamente, mas tenho sérias dúvidas que a nível de mecânicas de jogo sejam também superiores.

Goal! (Nintendo Entertainment System)

A rapidinha de hoje leva-nos de volta à NES para mais um jogo de desporto que infelizmente não resistiu lá muito bem ao teste do tempo. O jogo que cá trago hoje é o Goal! da Jaleco, lançado para a NES algures em 1989, com algumas sequelas lançadas também na Gameboy e SNES, uns anos depois. O meu exemplar veio de uma feira de velharias que fui no mês passado aqui no Porto e custou-me 7.5€.

Apenas cartucho

O jogo dispõe de vários modos de jogo, desde o tradicional versus que nos coloca a jogar partidas amigáveis em multiplayer, bem como o modo campeonato do mundo, onde dispomos de 16 selecções nacionais que poderemos escolher representar. Naturalmente que Portugal não está aqui representado. Este modo Campeonato do Mundo tem duas fases de grupos e só depois a semifinal e final. Temos também o modo torneio onde podem entrar 8 equipas e é jogado por eliminatórias. Para além disso temos um outro modo de jogo que achei original. Intitulado de “Shoot Competition”, é um modo de jogo onde temos vários desafios de, a partir de um lance de bola parada, marcar golo. Se a defesa interceptar a bola o desafio está perdido. Achei um modo de jogo bastante curioso!

A perspectiva é muito estranha e não ajuda nada na movimentação dos jogadores

Mas isto era tudo muito bonito se a jogabilidade fosse boa. Em primeiro lugar vamos para a perspectiva que é vista de cima, mas oblíqua. Não é uma perspectiva isométrica, como nos primeiros FIFAs, mas mesmo oblíqua, o que não ajuda nada para as deslocações com o D-Pad, onde só nos conseguimos mover em 8 direcções fíxas. Depois o jogo é lento, cheio de problemas de framerate e a inteligência articial deixa muito a desejar. É pena, pois para um jogo lançado originalmente no Japão em 1988, até parece ter bastante conteúdo para o que se via na altura.

Ao menos quando alguém marca um golo vemos uma bonita animação de um jogador a festejar

As músicas são toleráveis, e vão tocando ao longo das partidas. Os gráficos já não gosto tanto, principalmente pela perspectiva estranha já mencionada acima. No entanto o jogo possui algumas animações interessantes, nas pequenas cutscenes que acontecem quando alguém marca um golo, ou quando o árbitro tem de intervir na partida. De resto é um jogo que tenta fazer o melhor possível face às limitações de hardware. No fim de contas, se a perspectiva usada fosse mais convencional e a jogabilidade um pouco mais polida, creio que poderíamos estar aqui com um jogo de futebol de peso para a NES. Assim sendo, prefiro antes divertir-me no irrealista Nintendo World Cup.

Tiny Toon Adventures: Buster Busts Loose (Super Nintendo)

Uma das licenças que a Konami dispunha durante os anos 90 era a dos Tiny Toon, uma versão moderna dos clássicos Looney Tunes, com personagens jovens, mas inspiradas nas clássicas. Era uma das minhas séries de animação preferidas enquanto criança, pelo que os seus videojogos também me interessavam. Um dos jogos que a Konami desenvolveu foi este Buster Busts Loose, que tem como o Buster Bunny como protagonista principal. O meu exemplar veio de uma troca feita com um particular, há alguns meses atrás.

Apenas cartucho

Este jogo não tem propriamente uma história em si, simplesmente parece ser jogado em episódios diferentes, onde cada nível possui uma temática completamente distinta. O primeiro nível é passado na “universidade” onde as personagens andam e temos de viajar até à cozinha, onde temos lá o Taz Junior (Dizzy Devil) a destruir a cozinha em busca de comida, já o nível seguinte leva-nos aos Westerns, com a última parte, passada na locomotiva de um comboio a vapor a lembrar-me logo do filme Back to the Future III. Um dos níveis seguintes já nos leva para o meio de uma partida de futebol americano onde temos de nos desviar de uma série de jogadores e conseguir marcar um touchdown. O último nível (que não se consegue aceder no modo easy) já é uma clara paródia/homenagem aos filmes do Star Wars.

Com o Dash até podemos subir paredes!

O jogo em si usa as mecânicas dos jogos de plataformas, com Buster a dispor de um botão para saltar, outro para atacar (através de umas cambalhotas pelo ar) e os botões L e R a servirem para activar o dash, ou seja, para permitir ao Buster correr desenfreadamente, conseguindo até correr em paredes. É uma mecânica de jogo bem necessária nalguns níveis onde o platforming seja mais exigente. Mas não podemos simplesmente correr sempre que nos apetece, pois ao usar o dash estamos a usar uma barra de stamina do Buster, que se vai regenerando de cada vez que deixemos de correr. Pelo meio dos níveis principais temos sempre direito a alguns minijogos que podem ser escolhidos através de uma roleta. Estes minijogos são bastante variados entre si, desde versões simplificadas do Bingo, do jogo das escondidas, partidas de squatch, entre outros. Estes minijogos servem para ganharmos vidas extra, que por sua vez também podem ser obtidas a cada 100 estrelas que coleccionemos ao longo dos níveis “normais”.

Este é o minijogo que menos gosto, nunca fui fã de jigsaw puzzles, e aqui ainda temos a pressão do tempo

A nível audiovisual é um jogo competente, mas nada fora deste mundo tendo em conta as capacidades da Super Nintendo. São gráficos coloridos, com um nível de detalhe considerável e o uso quanto baste dos típicos efeitos de sprite scaling e mode 7 que a SNES sempre conseguiu fazer. Por outro lado as músicas são bastante festivas e vamos poder ouvir a faixa tema dos Looney Tunes Adventures tocada de formas completamente diferentes, mediante o nível em que estamos.

No fim de contas, este é um jogo de plataformas simples, mas bem competente. Os fãs do género conseguem passar um bom tempo com esta pequena aventura!