Sensible Soccer (Sega Mega CD)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, vou só deixar aqui um artigo muito breve sobre a versão Mega CD do Sensible Soccer. É que é practicamente a mesma versão que já cá trouxe da Mega Drive, com alguns extras que o suporte em formato CD permite. Recomendo então uma leitura pelo artigo da Mega Drive para maior detalhe. O meu exemplar foi comprado numa CeX aqui da zona do Porto algures em Dezembro. Custava 30€ mas trouxe-a bem mais barata pois tinha aqui algum material repetido para troca que abateu no preço. Curioso que esta versão traz também uma demo do Battlecorps, que me faz lembrar que tenho o jogo por cá já há uns anos e ainda não lhe peguei. A tratar disso em breve.

Jogo com caixa, manuais e cd demo do Battlecorps

Então o que traz de novo esta versão para a Mega CD? Algumas cutscenes em CGI primitivo e de baixa resolução, mas também músicas e efeitos sonoros de muito melhor qualidade, como cânticos do público. O gameplay parece-me inalterado, bem como o conteúdo a nível de equipas e modos de jogo, quando comparado com a versão Mega Drive. Agora se isso justifica a compra desta versão em comparação com a da Mega Drive, sinceramente eu diria que não.

Dino Dini’s Soccer (Sega Mega Drive)

Vamos voltar às rapidinhas com mais um jogo de desporto, desta vez a conversão para a Mega Drive do Goal! de Dino Dini, que foi a mente por detrás dos primeiros dois Kick Off, jogos de futebol que tiveram bastante sucesso na Europa no início da década de 90. O meu exemplar veio cá parar à colecção após uma troca que fiz com um amigo no passado mês de Dezembro.

Jogo completo com caixa e manual

Bom, este é um jogo não licenciado, onde apenas podemos representar selecções nacionais e com uma jogabilidade rápida mas, tal como em jogos como o Sensible Soccer, a bola anda sempre bastante solta pelo que para mim sempre obrigou a uma maior habituação aos controlos, pois é difícil controlar a direcção para onde queremos encaminhar a bola. Por vezes queremos virar para a esquerda ou direita e a bola continua a seguir a sua trajectória original… O jogo obriga-nos então a encaminhar a bola sempre que os nossos pés estejam prestes a tocar nela, o que é difícil se estivermos em corrida. De resto é mais um daqueles jogos em que implementam o after touch, ou seja, depois de rematar, podemos definir uma trajectória de arco ao manter o botão direccional pressionado na direcção pretendida.

Podemos também customizar as equipas, que naturalmente possuem nomes fictícios

A nível de modos de jogo temos bastantes, desde o modo amigável, um modo de treino para practicar os controlos, um modo arcade onde o objectivo é o de defrontar vitoriosamente o máximo de equipas possível e por fim temos as competições propriamente ditas. Para além de campeonatos por pontos podemos também simular um campeonato do mundo, desde as qualificações continentais, até à sua fase final. De resto durante as partidas podemos definir tácticas e temos de ter em conta a condição física dos jogadores, pois estes podem também se lesionar e sermos obrigados a substituí-los.

Para quem não estiver habituado a controlos mais soltos como os do Kick Off ou Sensible Soccer, o modo de treino é obrigatório

A nível audiovisual é um jogo simples porém eficaz. Tipicamente o jogo apresenta uma câmara de scrolling vertical com uma vista de cima, mas podemos mudar para uma câmara de scrolling horizontal se assim o desejarmos. Em certas alturas, como nos replays ou quando marcamos um pontapé de baliza, a câmara faz um zoom out que nos dá uma maior perspectiva do posicionamento dos jogadores, o que é um pormenor interessante. De resto, o jogo tem música durante as partidas o que sinceramente até se adequa bem dado a natureza mais “arcade” deste jogo. Nada a apontar aos efeitos sonoros que cumprem bem o seu papel, só mesmo deixar um comentário ao clip de voz que ouvimos ao iniciar o jogo: Dino Dini’s Soccer – it’s in the name! É não só uma óbvia referência ao slogan da EA Sports, mas também ao peso que Dino Dini e o seu Kick Off deixou nos jogadores europeus.

Em certas alturas o câmara muda para uma perspectiva mais distante, o que nos dá uma maior visibilidade do campo. É bom para os livres!

Portanto estamos aqui perante um jogo de futebol que até me parece bastante competente, mas eu nunca consegui habituar-me completamente à jogabilidade de jogos com o Kick Off, precisamente pela bola andar muito solta e obrigar-nos a ter muito mais controlo sobre a nossa movimentação, passes e remates. Mas para quem for fã do género, estou certo que têm aqui um bom jogo. Este foi também lançado para a Super Nintendo, mas aparentemente o Dino Dini não teve qualquer envolvimento no seu desenvolvimento, pelo que presumo que esta versão seja então superior.

Bank Panic (Sega Master System)

Vamos voltar às rapidinhas na Sega Master System com uma adaptação de mais um jogo arcade da Sega, o Bank Panic. Este é um daqueles jogos arcade à moda antiga, na medida em que não há propriamente um final, o jogo vai ficando é cada vez mais difícil à medida que vamos avançando e a ideia é a de tentar obter a melhor pontuação possível. O meu exemplar veio através de uma troca que fiz com um amigo meu no passado mês de Dezembro.

Jogo com caixa e manual

Este é um jogo que decorre no velho Oeste, onde encarnamos no papel de um xerife que está incumbido de guardar o banco local, atrás do balcão de atendimento. Ora este banco possui 12 portas e a ideia é percorrer todas as portas e garantir que os bandidos que vão aparecendo não roubam dinheiro e, acima de tudo, que lhes limpemos o sebo. Podemos ver 3 portas de cada vez e na parte superior do ecrã vemos qual o estado de cada guichet/porta do banco, se tem dinheiro no balcão e se estão pessoas na porta para entrar. A jogabilidade é então bastante simples, com o d-pad para a esquerda e direita a servir para nos irmos movimentando entre as portas e o d-pad para cima, botão 1 e 2 a servir para disparar sobre a porta da esquerda, centro e direita, respectivamente.

Para obter mais pontos, devemos atingir os bandidos após eles sacarem da sua arma, mas se disparam antes de nós perdemos uma vida

Naturalmente que devemos evitar atingir inocentes que só querem depositar dinheiro no banco, bem como devemos disparar sobre os bandidos antes que estes disparem em nós. Mas para obter mais pontos, convém disparar sobre os bandidos apenas após estes nos apontarem a arma. Se dispararmos antes do tempo recebemos menos pontos, mas sinceramente é mais seguro dessa forma. Há outras situações que devemos ter atenção, como bandidos que se escondem atrás de reféns, um miúdo cheio de chapéus na cabeça que devemos disparar e arrancar-lhe todos os chapéus ao tiro, só depois é que ele deposita algum dinheiro ou mesmo um homem que aparece amarrado com cordas, devemos disparar uma vez para o soltar e depois ele deposita imenso dinheiro. Ocasionalmente alguém coloca também uma bomba de dinamite presa numa porta e devemos disparar sobre a bomba antes que rebente (videogame logic).

Naturalmente que perdemos também uma vida caso atinjamos algum inocente

Cada nível fica concluído sempre que todos os balcões/portas tenham dinheiro entregue no balcão e à medida que vamos alcançando uma certa quota de pontos, ganhamos também vidas extra. Podemos perder uma vida sempre que um bandido dispare em nós, sempre que atingirmos um inocente, sempre que uma bomba expluda ou quando o tempo limite de cada nível se esgotar. E como referi acima, o jogo não tem fim, vai ficando gradualmente mais difícil e termina quando esgotarmos todas as nossas vidas disponíveis, pelo que nos sobra o objectivo de alcançar a maior pontuação possível.

Graficamente é um jogo muito simples, pois a variedade gráfica é practicamente não existente. Todos os níveis são passados atrás do mesmo balcão, as sprites dos inimigos e inocentes são sempre as mesmas e até a música nunca muda. É portanto um jogo bastante repetitivo, mesmo que a música até seja agradável. Graficamente não é nada do outro mundo, mesmo a versão arcade também não o era. Ainda assim a versão arcade possui sprites mais bem detalhadas e com algumas animações extra que não existem nesta versão, o que também se compreende visto o sistema arcade ser mais potente que a Master System. Existe também uma outra versão para a SG-1000, mas essa é naturalmente ainda mais limitada graficamente, se bem que a nível de jogabilidade também me parece muito fiel ao original.

Medievil 2 (Sony Playstation)

Eu não joguei muito o primeiro Medievel, passei logo para o seu remake na Playstation Portable. Mas este tinha sido um jogo lançado originalmente para a Playstation original algures em 1998 e teve sucesso suficiente para receber uma sequela 2 anos mais tarde, ainda para a mesma plataforma. O meu exemplar sinceramente já não sei precisar ao certo quando o comprei, mas lembro-me que foi na feira da Vandoma no Porto, tendo-me custado 1,5€.

Jogo com caixa

Enquanto o primeiro jogo decorria na Idade Média, onde um poderoso feiticeiro cria um exército de vampiros e Sir Daniel Fortesque que teoricamente o tinha derrotado uns bons anos atrás, é também ressuscitado como zombie e cabe-lhe a ele o papel de derrotar o feiticeiro. Ora esta sequela já decorre uns quantos séculos depois dos acontecimentos do primeiro jogo, em plena era Victoriana, com um outro feiticieiro a lançar novamente o mesmo feitiço que ressuscita os zombies, e Sir Daniel a ser novamente ressuscitado para uma vez mais ter de confrontar o novo vilão e o seu exército de zombies e outras criaturas tenebrosas.

Este fantasma vai-nos acompanhando ao longo de todo o jogo, para além de nos dar algumas dicas úteis, também é ele que nos permite gravar o progresso no jogo.

Este é então um jogo de acção/plataformas em 3D, onde teremos diversos níveis diferentes para ultrapassar e Sir Daniel poderá a vir coleccionar uma grande variedade de armas, umas melee como espadas ou martelos, outras de médio/longo alcance como pistolas, bestas ou mesmo uma gatling gun que podemos desbloquear mais tarde. Em todos os níveis teremos dezenas de inimigos para defrontar e o jogo encoraja-nos mesmo a que derrotemos o máximo de inimigos possível, pois só assim poderemos apanhar os diferentes cálices espalhados em cada nível e posteriormente desbloquear novas armas. O jogo possui também um foco considerável em resolver puzzles, seja ao procurar itens e usá-los nos locais certos, seja ao manipular objectos como caixas e afins. Por exemplo, um dos níveis leva-nos a uma mansão repleta de vampiros e a única maneira que os temos de os derrotar é encaminhá-los a levarem com luz solar directamente, sendo que para isso teremos muitas vezes de resolver alguns puzzles antes. A certa altura ganhamos também a habilidade de controlar cabeça de Dan separadamente, juntando-a a umas mãos que nos acompanham, permitindo-nos explorar algumas passagens estreitas, algo habitualmente necessário para resolver alguns puzzles.

Os níveis vão sendo bastante diversificados entre si, com a primeira zona a explorar ser o mesmo museu onde Sir Daniel estava sepultado

Infelizmente os controlos não são os melhores, Daniel ataca de uma forma algo atabalhoada e por vezes os inimigos precisam mesmo de levar bastante pancada para serem finalmente derrotados, o que se traduz em muito dano sofrido pelo meio. É verdade que também podemos defender com um escudo, mas este apenas consegue absorver uma certa quantidade de dano antes de partir. Para além disso os segmentos de platforming por vezes são algo frustrantes, com Daniel a ser incapaz de saltar curtas distâncias sem antes ganhar algum balanço.

Alguns dos inimigos são puramente ridículos!

Mas controlos à parte, tecnicamente é um jogo impressionante e muito agradável. Tecnicamente, para uma Playstation 1 achei o jogo muito bom graficamente, com cenários e personagens bem detalhados. Os cenários vão sendo também bastante variados e, apesar de se passar na era victoriana e não na idade média, os cenários continuam com aquele aspecto sinistro, mas não propriamente assustadores. Parece mesmo que estamos num filme do Tim Burton! E depois temos uma vez mais todo o bom humor, que está presente não só na narrativa, mas também nalguns momentos chave do jogo, como o combate entre Frankensteins ser logo aquele que me vem imediatamente à cabeça. A narrativa, para um jogo de PS1 também a achei muito boa e bem humorada!

Este é provavelmente um dos confrontos mais hilariantes que temos no jogo

Portanto devo dizer que até gostei deste Medievil 2, se não fosse por o sistema de combate e platforming não ser o mais convidativo, poderia mesmo ser um grande clássico da Playstation. Entretanto a série viu mais um remake a ser produzido para o primeiro jogo, tendo sido lançado para a PS4 algures em 2019. Ainda não o joguei, mas quem sabe se não teremos um remake deste também?