Onslaught (Sega Mega Drive)

O jogo de hoje é muito estranho e como irei descrever mais tarde, extremamente aborrecido. Foi lançado originalmente em 1989 para o Commodore Amiga, tendo sido mais tarde convertido para uma série de outras plataformas, incluindo a Mega Drive, cuja conversão e lançamento esteve a cargo da Accolade, através da sua label Ballistic. E a Accolade, tal como a Electronic Arts e mais tarde a Codemasters, começou por lançar jogos na Mega Drive sem qualquer licenciamento pela Sega, o que levou à nipónica a tomar acções. Enquanto a EA e Codemasters chegaram a um acordo, a Accolade acabou mesmo por ser processada em tribunal. Antes disso, e para prevenir o aparecimento de mais jogos não licenciados, a Sega implementou no hardware da Mega Drive o sistema TMSS que para além de servir de region lock para certos jogos, prevenia também que jogos não licenciados corressem. Este Onslaught foi lançado antes da implementação do TMSS pelo que não corre nas Mega Drives que já possuem esse sistema de segurança, o que é a sua grande maioria. Apenas os modelos Mega Drive 1 das primeiras revisões de hardware (tipicamente os que dizem High Definition Graphics na consola) o conseguem correr. Pelo que no meu caso, como actualmente não tenho nenhum desses modelos, tive mesmo de recorrer à emulação. O meu exemplar foi comprado a um particular algures em Agosto de 2020, tendo-me custado uns 30€ se a memória não me falha.

Jogo com caixa de cartão, papelada e manual

Mas após esta grande introdução, vamos ao que interessa. O que é este Onslaught? Bom, é um jogo de acção 2d sidescroller de fantasia medieval, onde controlamos um guerreiro e o objectivo é o de conquistar todas as nações vizinhas. Ao iniciar o jogo vemos um mapa onde no centro temos o nosso castelo e depois podemos seleccionar qualquer nação à nossa volta, sendo que há alguns tipos de terreno como água, pântanos ou montanhas que não conseguimos inicialmente atravessar. Uma vez escolhida a nação a ser invadida somos levados para um campo de batalha, que na verdade acaba por ser uma espécie de capture the flag. Isto porque para além de ter de combater grandes hostes de inimigos, teremos de percorrer o nível até ao fim e capturar o estandarte inimigo, enquanto o inimigo tenta fazer o mesmo com o nosso estandarte. Quando conseguirmos capturar o estandarte inimigo teremos de nos preocupar em derrotar os inimigos restantes que ficaram ainda no ecrã e passamos à fase seguinte. E a fase seguinte é exactamente a mesma coisa, mas num cenário diferente. Se conseguirmos passar essa fase, somos levados a um confronto com um boss, uma criatura estranha com 4 braços que dispara projécteis e nós somos literalmente uma mão que também dispara projécteis, mas move-se pelos contornos do ecrã. Para além da nossa barra de vida e mana, temos também de ter em atenção o estado do nosso próprio estandarte, que está localizado no início do nível. Se deixarmos passar muitos inimigos por nós, o risco de ficarmos sem a nossa bandeira vai crescendo e se isso acontecer, o nosso progresso regride para a fase anterior. O mesmo acontece caso não consigamos derrotar um boss na última fase. Agora o que acontece se perdermos a bandeira logo na primeira fase? O jogo começa uma fase defensiva onde teremos de defender o nosso castelo das forças inimigas e capturar uma vez mais a sua bandeira. Se mesmo aí perdermos, temos um confronto contra o mesmo boss, mas agora na nossa própria fortaleza. Se também perdermos esse confronto, perdemos o território. Se já não tivermos território nenhum é game over.

O ecrã título até que é bastante promissor!

A jogabilidade é super intensa pois os inimigos vão surgindo em grande número, mas felizmente também vão largando imensos power ups que serão úteis, desde armas, feitiços que conseguem derrotar mais que um inimigo de cada vez ou simplesmente pergaminhos que nos regeneram parcialmente a barra de vida ou de mana. Os controlos são relativamente simples, com o d-pad a servir para controlar a nossa personagem (com o direccional a servir também para saltar), o botão B para atacar com a arma/feitiço seleccionado e o A e C a servirem para percorrer os diferentes itens no nosso inventário. Nas opções de jogo podemos activar diferentes métodos de interagir com o inventário, o modo tutor apanha os itens e selecciona-os automaticamente, o modo assist apanha os itens automaticamente mas temos de seleccionar os que quisermos usar com os botões A e C e por fim temos o modo manual que, como o nome indica, temos de fazer toda essa gestão manualmente.

O mapa com os territórios a conquistar e templos opcionais

Mas há mais particularidades a ter em conta. Como referi acima há territórios que não conseguimos inicialmente atravessar. Para o fazer temos de templos, assinalados como circulos coloridos no mapa. Aí somos levados logo a um confronto contra um boss, onde tipicamente poderemos vir a obter alguns talismãs especiais. Alguns desses talismãs permitem-nos então atravessar esses tipos de terreno, mas também poderemos ganhar outros talismãs úteis. À medida que vamos explorando o mapa, o tempo vai passando e ocasionalmente acontecem também alguns eventos aleatórios com os territórios. Alguns podem ser de cruzadas por forças inimigas, outros podem ser alvo de rebeliões internas ou até sofrerem pragas. E como combater isso? Conquistá-los de novo! No caso das rebeliões internas começamos na fase de defesa do nosso castelo, já as pragas colocam-nos a combater contra esqueletos e nas cruzadas os inimigos são duplamente mais perigosos. Mas os tais templos também nos podem dar outros talismãs que poderão ser úteis, como talismãs que automaticamente conquistam um território sem termos de batalhar por ele, ou outros capazes de eliminar cruzadas, pragas ou rebeliões sem termos de combater. Naturalmente estes itens são mais raros de aparecer.

À esquerda e direita vemos a mana e vida que nos resta e se qualquer deles chegar a zero é game over

Ora depois de entendermos os conceitos do jogo e os seus controlos, até nos conseguimos divertir um pouco a jogar isto, pois o jogo até possui gráficos bem detalhados e acção constante. O seu principal problema é que rapidamente se torna extremamente aborrecido pois temos 104 territórios para conquistar e a jogabilidade é sempre a mesma. Para além disso, os próprios territórios a conquistar são iguais. Os níveis são iguais, os gráficos são iguais, as músicas são iguais, só alguns inimigos é que vão diferindo um pouco. E repetir isto 104 vezes ou mais, caso percamos alguns territórios pelo meio, é uma tarefa muito ingrata. O manual e o próprio jogo está repleto de referências ao lore daquele mundo, quais as diferentes tribos e os seus costumes, mas, isso resulta em absolutamente nada pois o jogo é extremamente repetitivo e como já referi acima, tudo é practicamente igual em todos os confrontos. E para além da gestão de inventário algo atabalhoada, o jogo possui mais algumas situações caricatas. Para obter a password com o nosso progresso actual temos de pressionar o botão de reset da consola, que irá efectivamente reiniciar o jogo, mas é-nos então mostrada a password. É um sistema estúpido.

Os níveis no crepúsculo são os que temos de defender o nosso castelo

Já no que diz respeito aos audiovisuais, como referi acima o jogo até que tem uma boa apresentação. O logo tem um bom apelo visual, assim como a sua animação no ecrã título. Os níveis até que possuem um bom nível de detalhe, impressionando principalmente pela quantidade de inimigos presentes no ecrã sem abrandamentos. Mas, tal como referi acima, tudo isso vai ao charco quando vemos os mesmos cenários vezes sem conta. Já no que diz respeito ao som bom, esse é também um problema. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros e às músicas, que por acaso até são agradáveis, mas temos aqui mais dois problemas sérios. Também há muita pouca variedade nas músicas, pelo que iremos ouvir sempre as mesmas 2, 3 músicas vezes sem conta. Para além disso, tal como no original Amiga, somos obrigados a escolher nas opções se queremos ouvir as músicas OU os efeitos sonoros. Não é possível ter ambos em simultâneo. Creio que isto era práctica relativamente comum nalguns jogos do Amiga, mas era escusado terem feito o mesmo na Mega Drive.

Até os bosses são bastante iguais entre si! Só vão mudando a cabeça consoante a facção que estamos a combater

Portanto este Onslaught é um jogo que inicialmente até parece interessante, principalmente depois de nos começarmos a habituar aos seus controlos e mecânicas de jogo. Mas por essa altura também nos começamos a aperceber da sua extrema repetitividade. É um jogo que não funciona na maioria das Mega Drives devido a não suportar o sistema TMSS, mas sinceramente também não se perde muito.

Where Is My Heart? (PC)

Where is My Heart? é um interessante jogo indie que foi lançado originalmente na Playstation Portable como um jogo digital, mas acabou por receber um lançamento no steam anos mais tarde. É um jogo de plataformas com elementos de puzzle muito originais e o meu exemplar digital deve ter vindo nalgum bundle que tenha eventualmente comprado a muito baixo preço.

Na sua essência, este é um jogo de plataformas onde iremos controlar pequenos monstros e o objectivo é de os encaminhar para a saída do nível em segurança. Preferivelmente deveremos tentar apanhar todos os corações flutuantes que encontremos em cada nível também, embora tal não seja obrigatório. E inicialmente as coisas parecem simples, mas rapidamente nos apercebemos qual é a grande reviravolta que o jogo induz: o ecrã de cada nível é segmentado em diversos frames que estarão espalhados, resultando numa imagem completamente fragmentada. Teremos portanto de jogar com cuidado e atenção especial para tentar adivinhar em que frame é que a personagem que estamos a controlar irá aparecer a seguir! Naturalmente que à medida que o jogo vai avançando vamos ter puzzles cada vez mais desafiantes como interruptores que devem ser activados por personagens específicas ou mesmo teremos de dar alguns saltos de fé, o que num jogo deste tipo já me chateia um bocado. É que para concluir cada nível de forma perfeita, para além de coleccionar todos os corações presentes nesse nível, teremos também de garantir que nenhuma das personagens morre alguma vez.

Embora não seja mandatório, para completar cada nível de forma perfeita temos de apanhar todos os corações espalhados e garantir que nenhuma personagem perca uma vida

Mas o jogo consegue ser ainda mais mindfuck devido às habilidades especiais que poderemos activar. Em certos níveis vão haver uns plataformas onde se encavalitarmos os monstros nas costas um dos outros, eles transformam-se noutra criatura com diferentes habilidades. Uma dessas criaturas consegue dar um duplo salto, outra consegue tornar visíveis plataformas ou passagens secretas e outra tem a capacidade de rodar os painéis do cenário, servindo de certa forma como uma maneira rápida de nos teletransportar-nos de um lado para o outro. É um jogo um pouco ingrato de o descrever devido à sua originalidade nas mecânicas de jogo, mas à medida que o vamos jogando, estas mecânicas vão-nos ser apresentadas uma a uma e rapidamente começamos a assimilá-las.

Alguns dos n´vieis são uma confusão mental que só visto!

Do ponto de vista audiovisual esperem por um jogo colorido e com um pixel art muito bem detalhado como eu gosto. Parece algo tirado da Mega Drive! Espanta-me é como isto seria na PSP que, apesar de ter um óptimo ecrã para a época, tendo em conta que é um jogo com características muito peculiares na sua apresentação, a possibilidade de o jogar num ecrã maior é sem dúvida bem mais agradável. As músicas são também bastante calmas e agradáveis e vamos tendo também alguns ruídos de fundo da natureza que lhe dão uma maior imersividade.

Graficamente o jogo tem um estilo pixel art que me agrada bastante!

Portanto fiquei agradavelmente surpreendido por este Where is my Heart?. É um jogo de plataformas com mecânicas de jogo muito originais e puzzles desafiantes, embora a parte de por vezes termos de fazer alguns saltos de fé, confesso que não sou o maior apologista dessa jogabilidade. É certo que temos vidas infinitas e podemos sempre rejogar o mesmo nível para tentar obter uma pontuação perfeita, mas ainda assim é um mal menor.

Last Window: The Secret of Cape West (Nintendo DS)

Vamos voltar a vestir a pele de Kyle Hyde, um antigo detective que um ano após ter resolvido um grande mistério no Hotel Dusk, vê-se agora envolvido em mais uma aventura, agora no próprio complexo de apartamentos onde vive, e irá desvendar alguns crime que lá ocorreram, incluindo desvendar o passado por detrás do desaparecimento do seu pai. O meu exemplar foi comprado a um particular por volta de 2017, creio que me custou uns 10€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este é portanto mais um jogo de aventura onde teremos de usar as múltiplas características do hardware da 3DS para ir avançando no jogo e solucionar os seus puzzles. A começar pelo facto de termos de jogar com a DS na vertical e, tal como no Hotel Dusk, o touch screen apresenta o mapa e o outro ecrã apresenta uma perspectiva na primeira pessoa, completamente renderizada em 3D poligonal. Apesar de podermos usar os botões para movimento e interacção com o texto, como jogamos com a DS na vertical torna-se um pouco incómodo, pelo que o jogo pode ser todo controlado com a stylus. Basta clicar em qualquer zona do mapa que Kyle se começa a mover nessa direcção e no fundo do ecrã temos os mesmos ícones que tínhamos no Hotel Dusk: a possibilidade de consultar o bloco de notas, a possibilidade de ir ao menu e gravar o progresso no jogo, ou ícones que se activam consoante o contexto. Se nos aproximarmos de algum objecto que pode ser interagido ou observado de perto surge um ícone com uma lupa, ou se nos aproximarmos de alguém é então activado um ícone para iniciar o diálogo.

Tal como no Hotel Dusk, o ecrã táctil mostra um mapa e uma série de ícones, já o outro ecrã mostra os cenários numa perspectiva de primeira pessoa.

Uma coisa que me agradou nesta sequela é o facto de alguns puzzles poderem ser resolvidos de mais de uma forma. A história em si é completamente linear, ao contrário do Hotel Dusk que ia decorrendo ao longo de várias horas no mesmo dia, este Last Window vai decorrer ao longo de alguns dias, sendo que o tempo só avança quando activarmos um certo evento que faça com que o relógio avance. Mas ter soluções diferentes para alguns problemas foi uma surpresa algo agradável. De resto temos também muitos puzzles que nos obrigam a usar todas as funcionalidades da Nintendo DS, como o facto de ter 2 ecrãs, o touchscreen e mesmo o microfone. Aquele puzzle da caixa de música achei-o muito inteligente! Existem também alguns puzzles onde temos de tocar em mais que um ponto em simultâneo no ecrã, mas esses já achei um pouc frustrantes, pois a Nintendo DS (pelo menos a minha) não reconhece bem quando tocamos em mais que um ponto em simultâneo.

Os diálogos são uma vez mais apresentados desta forma muito peculiar, mas que resulta bem. Fica só a faltar algum voice acting!

Tal como no jogo anterior também teremos os diálogos, que para além de serem apresentados de uma forma muito agradável, teremos de fazer alguns interrogatórios às restantes personagens e por vezes confrontá-los com provas baseadas em objectos que eventualmente vamos descobrindo. E aqui há um maior desafio pois no Hotel Dusk sempre que alguém se descaía e aparecia a oportunidade de pressionar a pessoa com mais perguntas, eramos sempre obrigados a aproveitar essa oportunidade. Agora por vezes temos de resistir à tentação de irritar demasiado as personagens e deixá-las falar por si mesmas. Nalguns interrogatórios mais importantes, os que têm as questões assinaladas a vermelho, temos de uma vez mais ter especial cuidado na forma como guiamos a entrevista também.

Eventualmente poderemos desbloquear alguns mini jogos opcionais, como esta máquina electrónica à moda antiga. É um jogo que decorre em 1980!

A nível audiovisual é então um jogo muito semelhante ao Hotel Dusk. Como já referi, enquanto exploramos os cenários o ecrã táctil mostra um mapa em 2D enquanto que o outro ecrã mostra uma perspectiva na primeira pessoa com os cenários a serem renderizados em 3D poligonal. A Nintendo DS não tem grandes capacidades em renderizar gráficos 3D mas sinceramente estes pareceram-me um pouco mais bem definidos. Ainda assim se tivessem apostado num visual mais cel-shading provavelmente o resultado teria sido melhor. Já quando falamos com alguém, as personagens aparecem totalmente a preto e branco (embora por vezes também apareçam a cor por breves momentos) com boas animações que mostram bem a expressevidade das suas emoções. Fica a faltar uma vez mais algum voice acting que acho sinceramente que iria enriquecer ainda mais a narrativa. Já as músicas, são practicamente todas jazz, o que se adequa perfeitamente a uma aventura mais do género noir.

O jogo também inclui uma versão em livro de toda a história, cujos novos capítulos vão desbloqueando à medida que avançamos no jogo

Portanto para quem gostou do Hotel Dusk, irá certamente apreciar este jogo. Tirando alguns puzzles mais frustrantes por nos obrigarem a usar multi-touch, o que a meu ver não resulta bem na Nintendo DS, devo dizer que até gostei mais deste jogo do que o anterior, principalmente pela narrativa ser melhor. Gostei mais da história que nos apresentaram aqui, as personagens são mais interessantes, uma vez mais cheias de segredos e sinceramente o final fica com muito menos pontas soltas que no jogo anterior. É curioso que este jogo não chegou a sair na América, tendo-se ficado apenas pelo Japão e Europa. Talvez por isso que o seu preço actualmente não seja o mais convidativo!

Kore ga Pro Yakyuu ’89 (PC-Engine)

Voltando às rapidinhas na PC-Engine, vamos ficar com mais um jogo de baseball, um desporto que não aprecio muito e também não sou grande conhecedor das suas regras. E sendo este um jogo japonês, a barreira linguística também é considerável. O meu exemplar veio de um conjunto de vários jogos que importei do Japão em Dezembro. Os jogos em si ficaram pouco acima dos 20€, já todas as restantes despesas, principalmente as de desalfandegamento que foram cobradas pela transportadora… é melhor nem lembrar!

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Aqui dispomos de três modos de jogo: Open, Pennant, e Versus. O Open corresponde a uma partida amigável contra o CPU, enquanto o versus permite jogar partidas multiplayer. O Pennant é então o modo temporada, que nos permite jogar entre 70 a 130 partidas – um pesadelo para mim, portanto experimentei um pouco do Open apenas. E depois de seleccionar qual a equipa que quero representar, bem como a do CPU, vou para um menu inicial onde presumo que dê para seleccionar quais os jogadores que quero levar a jogo e a sua ordem de batting, mas com os menus todos em japonês não deu mesmo para ter grande ajuda. E o google lens também não ajudou muito desta vez. Ao iniciar a partida apercebo-me que a equipa estava a jogar sozinha! Ao ler um pouco do manual (e aí o google lens já reconhece o texto e traduz) lá me apercebi que este é na verdade um jogo de management. Nós não temos interacção directa no jogo, mas podemos passar dicas para os jogadores de como eles poderão abordar as jogadas. Mas uma vez mais com tudo em japonês não serviu de grande ajuda. E então acabei por encostar o jogo, pois se o baseball já não é um desporto que me agrade particularmente, um jogo onde apenas somos o treinador, ainda por cima com a barreira da linguagem em todos os menus não é mesmo para mim. Aparentemente treinamos equipas reais da liga japonesa da temporada de 1989, portanto suponho que o jogo tenha tido alguma licença oficial.

Antes de cada partida temos este ecrã não muito amigável onde poderemos gerir a equipa

A nível audiovisual acho sinceramente um jogo competente. Logo no ecrã título somos recebidos com uma música agradável e cheia de energia e mesmo sendo este um simulador, ouvimos música na mesma durante as partidas, o que mantém as coisas um pouco mais interessantes. Já os efeitos sonoros não os achei nada de especial. A nível gráfico é um jogo competente, as sprites são bem detalhadas e a câmara dá-nos sempre uma boa visão sobre o que está a acontecer no campo.

Durante as partidas também podemos submeter alguns comandos que uma vez mais não faço ideia para que servem

Portanto ainda não foi desta que fiquei a apreciar o desporto. Acredito que este jogo até tenha tido algum sucesso pois a Intec no ano seguinte lançou uma sequela que sinceramente não tenho vontade nenhuma de experimentar.