Ridge Racer (Sony Playstation Portable)

Até então, a saga Ridge Racer da Namco, com as suas origens nas arcades durante a década de 90, tinha vindo a acompanhar o lançamento das novas consolas da Sony. Foi assim com o primeiro Ridge Racer na Playstation, Ridge Racer V na Playstation 2 e agora na PSP, com este outro Ridge Racer, que apesar de possuir o mesmo nome do primeiro jogo, é na verdade uma espécie de homenagem a toda a série até então. O meu exemplar foi comprado algures em Abril de 2015, tendo vindo da saudosa Cash Converters de ALfragide, por 3€.

Jogo com caixa e manual

Os modos de jogo que temos são os World Tour, Single Race, Time Trial e Wireless Battle. O último é o típico modo multiplayer que, como habitualmente, nem sequer experimentei. Os Single Race e Time Trial devem ser também auto explanatórios, pois são modos de jogo onde poderemos jogar os circuitos já desbloqueados de forma despreocupada ou, no caso do time attack, com vista em fazer o melhor tempo possível. O World Tour é, portanto, o modo de jogo que nos irá consumir mais horas, pois consiste em dezenas de pequenos torneios onde teremos de participar num número variável de corridas. É aqui que vamos desbloqueando novos carros e circuitos para jogar nos outros modos de jogo também. Cada corrida possui critérios distintos de qualificação para a corrida seguinte, inicialmente basta-nos chegar em terceiro lugar (concorrem sempre 12 carros), mas à medida que vamos avançando no torneio teremos de chegar em segundo ou primeiro lugar.

Com a câmara na primeira pessoa temos direito a um espelho retrovisor onde podemos tomar conta dos oponentes que se aproximam de nós

E à medida que vamos jogando, não conseguimos deixar de sentir uma certa familiaridade com as pistas que vamos percorrendo. Então fui ler sobre este Ridge Racer e lá descobri que o mesmo é uma espécie de homenagem a toda a série disponível até então, onde os seus circuitos e carros são remixes dos mesmos presentes em jogos anteriores. Mas nem tudo são lembranças do passado, a jogabilidade continua bastante arcade, o que me agrada, mas introduziram também um sistema de nitros que teremos de usar de forma inteligente para ganhar vantagem perante a competição. Basicamente no lado esquerdo do ecrã vemos 3 garrafas de nitro, vazias, cujas se vão enchendo, uma de cada vez, à medida que vamos correndo. Uma vez com pelo menos uma garrafa cheia, poderemos activar o nitro para, durante alguns segundos, atingirmos velocidades estonteantes e conseguir ultrapassar a concorrência.

À medida que vamos avançando no jogo desbloqueamos novos carros e circuitos

No que diz respeito aos audiovisuais, devo dizer que este é um jogo muito bem conseguido, ainda para mais sendo um título de lançamento da PSP (pelo menos por cá na Europa). Os circuitos estão muito bem detalhados, onde iremos percorrer diversos locais de Ridge City e suas imediações, como o centro da cidade repleto de arranha céus, as suas estradas pelas montanhas ou à beira mar, bem como alguns circuitos que se aventuram mais no interior. Graficamente é um jogo excelente, não ficando atrás de muitos jogos de corrida lançados na Playstation 2. As pistas são bastante detalhadas, com bonitos efeitos gráficos como o reflexo do sol no asfalto durante o crepúsculo, ou o trilho de luz deixado pelos faróis traseiros dos carros nas corridas nocturnas. Só os carros, quando os vemos de perto, é que nos apercebemos que são mais “quadrados” do que o suposto, mas sinceramente é um pequeno sacrifício quando vemos tudo o resto. As músicas são remixes de temas conhecidos dos jogos anteriores, e o resultado é uma banda sonora bastante agradável e diversificada. Tanto temos músicas mais mexidas e electrónicas, como outras bem mais calmas e cheias de influências jazz. Outras ainda mais pop e rock!

Os nitros devem ser usados de maneira inteligente, preferencialmente em grandes rectas

Até que gostei deste Ridge Racer. A sua jogabilidade é bastante precisa, ainda tem aquele feeling arcade que aprecio e no que diz respeito aos audiovisuais, é de facto um jogo muito bem conseguido. O seu modo World Tour é realmente extenso: são dezenas de torneios, com ainda mais dezenas de circuitos. É então um jogo perfeito para ser jogado em pequenas doses, pois infelizmente não há grande variedade a nível de desafios em cada torneio. Mas vamos tendo algumas recompensas interessantes para desbloquear, como alguns carros temáticos da Namco e, claro, um dos seus clássicos arcade dos anos 80, nomeadamente o New Rally X.

Time Crisis 4 (Sony Playstation 3)

Para quem adorava os light gun shooters das arcade como eu, a saga Time Crisis é das mais famosas. Infelizmente, com os avanços da tecnologia as televisões modernas, apesar de terem uma imagem excelente, possuem uma taxa de refrescamento demasiado baixa para as tradicionais light guns funcionarem correctamente. Isto, em conjunto com o decréscimo da popularidade das arcades, tornaram este subgénero dos videojogos algo obsoleto, embora tenha tido algum revivalismo na Wii e na Playstation 3 também, assim que o PS Move foi apresentado. No entanto, esta conversão do Time Crisis 4 acabou por vir com a terceira geração das light guns da Namco, a Guncom 3 que já não teve o mesmo sucesso que as suas predecessoras. O meu exemplar veio da CeX de Gaia por 6€, tendo sido comprado algures em Novembro de 2017. Infelizmente sem a Guncon 3, que seria muito mais caro.

Jogo com caixa e manual

Portanto tive de jogar isto com o comando, o que não é de todo a mesma coisa, mas já lá vamos. Aqui temos vários modos de jogo, a começar pela conversão directa da versão arcade onde podemos controlar 2 agentes secretos da VSSE em mais uma das suas aventuras, desta vez em solo americano onde um grupo aparentemente terrorista preparava-se para tramar das suas ao libertar uma série de armas químicas apelidadas de Terror Bites, que eram na verdade insectos gigantes e mortíferos. Este modo de jogo poderia ser jogado com 1 ou 2 jogadores em simultâneo, com o ecrã a dividir-se em split-screen. Isto é necessário pois, tal como em alguns dos Time Crisis anteriores, cada jogador tem uma perspectiva ligeiramente diferente, pois por vezes se movimentam em caminhos diferentes. Aqui as mecânicas de jogo são as típicas da série, onde cada secção do jogo tem um tempo limite para ser terminada (matando todos os inimigos presentes no ecrã), sendo que podemos a qualquer altura nos resguardar em segurança do fogo inimigo (aproveitando para recarregar as nossas armas também). Também vamos tendo diferentes armas para usar, desde os revólveres que possuem munições ilimitadas, passando por metralhadoras, caçadeiras e granadas, estas com munições contadas. Uma das coisas que me chateou aqui, em relação ao suporte de comandos normais, é a sensibilidade do movimento, que pode ser slow ou fast. Ora no modo slow é lenta demais para mim, já no modo fast atrapalha mais do que ajuda naqueles disparos que exigem maior precisão.

Podemos alternar entre várias armas, embora no modo arcade apenas o revólver tenha munição ilimitada

Para além da conversão directa arcade temos também o modo de jogo “Complete Mission”. Este alterna entre os níveis da versão arcade, bem como mais alguns níveis adicionais, onde jogamos com o norte-americano Captain Rush. Estes níveis jogam-se como se um first person shooter se tratasse, e aqui jogar com o comando acaba finalmente por ser uma vantagem, pois temos um dos analógicos para nos mover, o outro para apontar a arma, um gatilho para disparar, outro botão para recarregar as armas e um outro para alternar entre as armas disponíveis no nosso arsenal. Em teoria este é um modo de jogo interessante, mas como FPS é muito pobrezinho: os níveis são algo desinsipirados, os inimigos burros que nem portas e aqueles insectos Terror Bites continuam bastante chatos aqui. Ao completar o modo arcade e complete mission, para além de desbloquear alguns perks interessantes como munições ilimitadas na versão arcade, desbloqueamos também as Crisis Missions, que são na verdade um conjunto de desafios, como derrotar 20 inimigos dentro de um tempo limite e sem sofrer dano, ou fazer um certo número de pontos, etc. Para além disso temos também alguns minijogos que sinceramente não perdi grande tempo com eles.

Numa das missões vamos ter um momento à LA Machineguns da Sega

A nível audiovisual, o Time Crisis 4 original saiu em 2006, num hardware bem mais fraco que a Playstation 3 seria capaz, pelo que a nível gráfico não esperem por um jogo fora de série. São gráficos simples, porém funcionais e cumprem bem o seu papel. As cutscenes por outro lado já possuem mais qualidade como seria de esperar. Nos níveis no modo FPS faz-me um bocado de confusão não se ver a arma que temos equipada, a não ser nuns breves segundos enquanto trocamos de armas. No que diz respeito às músicas, bom essas são mais orquestrais e acabam por passar um pouco despercebidas. O jogo está é repleto de voice acting medíocre, mas o que seria um light gun shooter sem diálogos assim?

No modo FPS apenas vemos os modelos das armas por breves segundos, quando as recarregamos e pouco mais

Portanto esta adaptação do Time Crisis 4 é interessante quanto mais não seja pelo modo FPS que introduziram, mesmo que medíocre, não deixa de ser uma inovação interessante que a Namco tenha tentado introduzir na série. Mas fora isso, e a menos que tenham uma Guncom 3, acabo por recomendar antes o Time Crisis Razing Storm que saiu mais tarde. Para além do Razing Storm, o jogo possui ainda o modo Arcade do Time Crisis 4 mais um jogo adicional, tudo com suporte à Guncom 3, comando tradicional, mas também ao PS Move.

Point Blank 2 (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas, mas agora para a Playstation, o jogo que cá vos trago hoje é o follow up do Point Blank, um interessante e  muito divertido light gun shooter com as suas origens nas arcades. E com o sucesso do primeiro jogo (que por sua vez já tinha sido uma conversão tardia), não tardou muito para surgir também na Playstation a sua sequela, com muitos mais minijogos divertidos e bizarros quanto baste. O meu exemplar foi comprado numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto algures em Junho de 2017. Se bem me lembro custou-me 1€ e estava debaixo de uma pilha de CDs de música.

Jogo completo com manual

Tal como no jogo anterior da Playstation, temos aqui vários modos de jogo, incluindo uma adaptação do arcade. Aqui, mediante a dificuldade seleccionada teremos vários níveis/mini-jogos para completar. Estes são galerias de tiro podem ser coisas simples como alvejar uma série de alvos, incluindo níveis à lá “Lethal Enforcers” onde aparecem bandidos de cartão. Mas também podem ser bastante bizarros, como tosquiar uma série de ovelhas à lei da bala, ou despir a armadura de um cavaleiro até o deixar de boxers. Cada desafio possui um tempo limite e nalguns casos, também um número limite de balas. Para além do arcade temos um versus para 2 jogadores e um modo de Endurance, que consiste, num número limitado de vidas, tentarmos ultrapassar o máximo número de desafios que conseguirmos.

Atirar em ninjas? Porque não?

Depois temos o Party Mode, que como o nome indica, é adequado para multiplayer para várias pessoas. Temos vários modos multiplayer como torneios e afins, mas no fim de contas resumem-se a jogarmos várias partidas dos desafios normais do Point Blank, ganhando quem fizer mais pontos. Para além disso temos o Theme Park mode que é o modo história deste Point Blank 2. Ao contrário do primeiro jogo que tínhamos aqui um RPG simples, porém interessante, aqui temos um modo história diferente, que decorre algures num parque de diversões e que no fundo se vai resumir a jogarmos também uma série de desafios.

A nível gráfico, esperem pelo mesmo estilo cartoonesco do primeiro jogo, o que pessoalmente sempre me agradou. As músicas são bastante variadas entre si, desde temas mais rock, outros mais épicos ou orquestrais, ou outros mais funky, uma vez mais, tal como no primeiro jogo temos direito a uma banda sonora diversificada.

Uma das referências que aqui vemos a outros jogos da Namco são os níveis inspirados no Galaga

Portanto este Point Blank 2 acaba por ser mais um jogo interessante e bem humorado, com imensos novos desafios pela frente, uns mais bizarros que os outros. Peca no entanto pela falta de um modo single player mais sólido, se bem que o arcade com os seus diferentes níveis de dificuldade já servem bastante para nos divertir.

Point Blank (Sony Playstation)

A melhor definição que consigo dar para o point and blank é algo do género: pensem num Warioware só com minijogos de light gun. O jogo é bizarro (a começar pelos seus protagonistas – Dr Don e Dr Dan) e os minijogos também o são! Com as suas origens nas arcades em 1994, o seu lançamento para a Playstation, anos mais tarde, não é um mero port do arcade, incluindo muito conteúdo novo, o que é bom. O meu exemplar foi comprado algures em Fevereiro de 2017, creio que numa visita à Feira da Vandoma no Porto. Não me recordo ao certo quanto custou, mas lembro-me que foi barato, algo abaixo dos 3€.

Jogo com caixa e um folheto publicitário.

O que seria expectável neste Point Blank para a Playstation seria a Namco adaptar a versão arcade e incluir alguns extras como novos níveis. E isso acontece, onde temos o training, arcade e special, que andam à volta do mesmo conceito de jogo, mas com diferentes graus de dificuldade e longevidade. Aqui vamos ter de participar numa série de cenários, que são na verdade diferentes galerias de tiro com diferentes objectivos. Esperam-nos coisas simples como acertar nos alvos de uma determinada cor, disparar sobre pratos atirados para o ar, ou coisas cada vez mais bizarras como cucos a sair de relógios, galerias de tiro à lá Lethal Enforcers onde não podemos acertar em inocentes, uma matriz de números onde temos de os acertar por ordem crescente, salvar Don ou Dan de serem comidos por piranhas ou de serem queimados vivos por uma tribo de canibais, os desafios são muito variados. O que os torna desafiantes é mesmo as suas condições, onde geralmente temos poucos segundos (20 ou menos) e/ou poucas balas disponíveis para alcançar os objectivos. Consoante vamos progredindo e escolher “caminhos” mais difíceis, o desafio vai aumentando de forma a nos obrigar a ser o mais precisos possível. Isto pois vamos ter desafios com tempos tão reduzidos como 2 ou 3 segundos para acertar numa série de alvos rodeados por “não alvos” onde somos penalizados se os atingirmos. Isso obriga-nos mesmo a ter a lightgun o mais calibrada possível (se bem que também podemos jogar com o comando, o que nos obriga ainda a mais precisão) e treinar bastante os nossos reflexos.

Mesmo no modo arcade podemos escolher diferentes tipos de dificuldade

Para além destes modos de jogo temos ainda alguns “party” que nos permitem fazer torneios multiplayer, ganhando aquele que no final de uma sequência de vários mini-jogos possuir mais pontos. Mas para além disso temos ainda um Quest Mode que é nada mais nada menos que um RPG. Sim, um RPG, com batalhas aleatórias e tudo! Como nos movemos no mapa? Fácil, disparar para a posição onde queremos ir que as nossas personagens se começam a movimentar nessa direcção. Diálogos? Fácil, basta disparar para andar com o texto para a frente. Menus? Mesma coisa, usar a lightgun como cursor e disparar na área seleccionada. Seja para escolher itens em lojas, seja para navegar no nosso inventário. E sim, temos alguns combates aleatórios que são na verdade estes mesmos mini jogos que podemos jogar nos outros modos de jogo. A história aí é muito parva e não se deve levar a sério, com Don e Dan a serem convencidos a explorar uma ilha remota em busca da Gunball, uma arma mítica de uma civilização de outros tempos, mas ao mesmo tempo mágica e que daria imortalidade a quem a usar. Depois a partir daí lá vamos explorar as diferentes aldeias e interagir com os seus habitantes, cada qual com a sua história bizarra por detrás (até temos uma aparição de Mulder e Scully algures na segunda metade do jogo!). É um RPG simples e parvo, mas uma adição muito benvinda a um jogo que, já por si só nos daria muitas horas de diversão se apenas fizessem uma conversão directa do modo arcade, já com estes extras todos, e principalmente este do RPG, acaba por ser uma excelente atitude da Namco.

Independentemente do cenário que temos pela frente, acertar nestas bombas nunca é boa ideia

A nível de audiovisuais, este é um jogo inteiramente em 2D, e sinceramente acho que fica muito bem assim, até pela sua natureza mais “animada”. Adoro o design tosco do Dr. Don e Dr. Dan, e podem esperar um estilo muito caricaturado ao longo de todo o jogo. As músicas vão sendo variadas, por vezes tão bizarras quanto os cenários que nos vão sendo postos à frente, o que me agradou bastante.

Sim, este é um jogo bizarro. É por isso que é bom!

Portanto este Point Blank acabou por se revelar para mim numa bela surpresa, principalmente pela quantidade de extras que a Namco decidiu incluir neste lançamento para consolas domésticas. E não se iludam pelos visuais parvos, pois Point Blank é um jogo bastante desafiante para quem quiser explorar os modos de jogo mais difíceis. Existem alguns desafios que são mesmo muito difíceis! Para a Playstation 1 ainda recebemos mais duas sequelas e estou genuinamente curioso em ver o como a série evoluiu.

 

Ace Combat 2 (Sony Playstation)

Tempo para mais uma rapidinha, agora para a primeira Playstation. Pouco tempo depois do bem sucedido Air Combat, a Namco não perdeu muito tempo para desenvolver uma sequela, que saiu originalmente para a Playstation em 1997, já com o nome final de Ace Combat, que perdura até aos dias de hoje. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás numa loja em S. João da Madeira, custou-me algo à volta dos 12€, o que não foi lá muito barato.

Jogo com caixa e manual

A trama anda à volta de uma força militar que iniciou um golpe de estado e está a tentar controlar um país. Nós representamos uma unidade militar de elite e somos contratados para cumprir uma série de missões que nos vão levar a combater estes revolucionários. As nossas missões vão tendo um briefing inicial onde nos são detalhados quais os objectivos a destruir (tipicamente infrastruturas ou poderosos alvos militares inimigos), a resistência que podemos esperar assim como a rota de ataque esperada. A jogabilidade é bastante simples e intuitiva. Os aviões que pilotamos dispõem de uma metralhadora pesada e vários mísseis que poderemos usar. Claro que apenas devemos disparar os mísseis assim que os alvos estejam “lockados” no ecrã, mas nem assim é garantia que atingem o alvo, assim da mesma forma que se aplicarmos manobras evasivas também poderemos fugir aos mísseis inimigos. O radar, localizado no canto inferior direito, é também  o nosso maior amigo, que nos vai indicando a posição dos aviões inimigos e outros alvos primários a abater (sinalizados com a cor vermelha).

Podemos alternar entre uma perspectiva de primeira ou terceira pessoa

A quantidade de alvos que abatemos, sejam os alvos obrigatórios para a missão, ou outros aviões ou inimigos, vão nos dando créditos extra no final da missão. Esses créditos poderão mais tarde ser usados para comprar aviões mais poderosos (uma vez mais o lote de aviões disponíveis varia entre aviões verdadeiros e fictícios), ou contratar um piloto adicional para nos ajudar nas missões seguintes. Ao contrário do jogo anterior, temos menos variedade dos pilotos que podemos contratar, no entanto os aviões que pilotam são diferentes consoante as ordens que lhes damos antes de iniciar a missão. Por exemplo, podemos ordená-los a proteger a nossa retaguarda, perseguir os aviões inimigos, entre outros.

Para além dos objectivos de cada missão, poderemos também tentar abater alguns ases inimigos, pilotos bem mais difíceis de abater mas que, em caso de sucesso, nos é atribuida uma medalha. Depois, o progresso no jogo vai sendo relativamente linear, embora ocasionalmente tenhamos a hipótese de seleccionar entre 2 missões, que nos levam a 2 caminhos separados de progresso no jogo.

Nem sempre o avião estar lockado é sinal que os nossos mísseis vão ter sucesso

No que diz respeito aos audiovisuais, este é mais um bom jogo. Os cenários vão sendo variados e o pop-in nem é assim tão mau quanto isso. Gostei particularmente das missões nocturnas e da visão nocturna, ou daquela vez quem que tivemos de sobrevoar uma cidade repleta de arranha-céus. As músicas são quase todas numa toada hard-rock mesmo à Top Gun, o que me agrada bastante.

Ao abater outros ases, vamos sendo recompensados com medalhas

Portanto este é mais um sólido capítulo na série Ace Combat, que eu sinceramente me arrependo de a ter deixado de lado durante tanto tempo. Para além deste jogo, a Namco acabou por lançar um remake em 2011 para a Nintendo 3DS, versão essa que me parece ser a definitiva, pelo que estejam atentos a essa versão se a virem baratinha.