Time Crisis 4 (Sony Playstation 3)

Para quem adorava os light gun shooters das arcade como eu, a saga Time Crisis é das mais famosas. Infelizmente, com os avanços da tecnologia as televisões modernas, apesar de terem uma imagem excelente, possuem uma taxa de refrescamento demasiado baixa para as tradicionais light guns funcionarem correctamente. Isto, em conjunto com o decréscimo da popularidade das arcades, tornaram este subgénero dos videojogos algo obsoleto, embora tenha tido algum revivalismo na Wii e na Playstation 3 também, assim que o PS Move foi apresentado. No entanto, esta conversão do Time Crisis 4 acabou por vir com a terceira geração das light guns da Namco, a Guncom 3 que já não teve o mesmo sucesso que as suas predecessoras. O meu exemplar veio da CeX de Gaia por 6€, tendo sido comprado algures em Novembro de 2017. Infelizmente sem a Guncon 3, que seria muito mais caro.

Jogo com caixa e manual

Portanto tive de jogar isto com o comando, o que não é de todo a mesma coisa, mas já lá vamos. Aqui temos vários modos de jogo, a começar pela conversão directa da versão arcade onde podemos controlar 2 agentes secretos da VSSE em mais uma das suas aventuras, desta vez em solo americano onde um grupo aparentemente terrorista preparava-se para tramar das suas ao libertar uma série de armas químicas apelidadas de Terror Bites, que eram na verdade insectos gigantes e mortíferos. Este modo de jogo poderia ser jogado com 1 ou 2 jogadores em simultâneo, com o ecrã a dividir-se em split-screen. Isto é necessário pois, tal como em alguns dos Time Crisis anteriores, cada jogador tem uma perspectiva ligeiramente diferente, pois por vezes se movimentam em caminhos diferentes. Aqui as mecânicas de jogo são as típicas da série, onde cada secção do jogo tem um tempo limite para ser terminada (matando todos os inimigos presentes no ecrã), sendo que podemos a qualquer altura nos resguardar em segurança do fogo inimigo (aproveitando para recarregar as nossas armas também). Também vamos tendo diferentes armas para usar, desde os revólveres que possuem munições ilimitadas, passando por metrelhadoras, caçadeiras e granadas, estas com munições contadas. Uma das coisas que me chateou aqui, em relação ao suporte de comandos normais, é a sensibilidade do movimento, que pode ser slow ou fast. Ora no modo slow é lenta demais para mim, já no modo fast atrapalha mais do que ajuda naqueles disparos que exigem maior precisão.

Podemos alternar entre várias armas, embora no modo arcade apenas o revólver tenha munição ilimitada

Para além da conversão directa arcade temos também o modo de jogo “Complete Mission”. Este alterna entre os níveis da versão arcade, bem como mais alguns níveis adicionais, onde jogamos com o norte-americano Captain Rush. Estes níveis jogam-se como se um first person shooter se tratasse, e aqui jogar com o comando acaba finalmente por ser uma vantagem, pois temos um dos analógicos para nos mover, o outro para apontar a arma, um gatilho para disparar, outro botão para recarregar as armas e um outro para alternar entre as armas disponíveis no nosso arsenal. Em teoria este é um modo de jogo interessante, mas como FPS é muito pobrezinho: os níveis são algo desinsipirados, os inimigos burros que nem portas e aqueles insectos Terror Bites continuam bastante chatos aqui. Ao completar o modo arcade e complete mission, para além de desbloquear alguns perks interessantes como munições ilimitadas na versão arcade, desbloqueamos também as Crisis Missions, que são na verdade um conjunto de desafios, como derrotar 20 inimigos dentro de um tempo limite e sem sofrer dano, ou fazer um certo número de pontos, etc. Para além disso temos também alguns minijogos que sinceramente não perdi grande tempo com eles.

Numa das missões vamos ter um momento à LA Machineguns da Sega

A nível audiovisual, o Time Crisis 4 original saiu em 2006, num hardware bem mais fraco que a Playstation 3 seria capaz, pelo que a nível gráfico não esperem por um jogo fora de série. São gráficos simples, porém funcionais e cumprem bem o seu papel. As cutscenes por outro lado já possuem mais qualidade como seria de esperar. Nos níveis no modo FPS faz-me um bocado de confusão não se ver a arma que temos equipada, a não ser nuns breves segundos enquanto trocamos de armas. No que diz respeito às músicas, bom essas são mais orquestrais e acabam por passar um pouco despercebidas. O jogo está é repleto de voice acting medíocre, mas o que seria um light gun shooter sem diálogos assim?

No modo FPS apenas vemos os modelos das armas por breves segundos, quando as recarregamos e pouco mais

Portanto esta adaptação do Time Crisis 4 é interessante quanto mais não seja pelo modo FPS que introduziram, mesmo que medíocre, não deixa de ser uma inovação interessante que a Namco tenha tentado introduzir na série. Mas fora isso, e a menos que tenham uma Guncom 3, acabo por recomendar antes o Time Crisis Razing Storm que saiu mais tarde. Para além do Razing Storm, o jogo possui ainda o modo Arcade do Time Crisis 4 mais um jogo adicional, tudo com suporte à Guncom 3, comando tradicional, mas também ao PS Move.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Time Crisis 4 (Sony Playstation 3)

  1. Pedro Soares diz:

    Já há muito tempo que não vinha aqui comentar mas como vi Time Crisis teve de ser! Eu joguei a versão arcade do TC4 no Razing Storm com o Move e apesar de não ser 1:1 joga-se bem depois de calibrado o comando. Mas sempre tive curiosidade em arranjar esta versão pelo modo FPS, não presente no Razing Storm. Jogar com o comando não é problema pois tenho-o feito nos de PS2 e um gajo habitua-se. xD

    • cyberquake diz:

      Sim, ao fim de algum tempo habituas-te, mas não lhes custava nada ter mais opções na sensibilidade do analógico, em vez de ser só slow as snails e fast as bullets. :p

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