Cá vamos a mais uma rapidinha àquele que potencialmente é o melhor jogo de futebol das consolas de 16bit. Já antes o primeiro International Superstar Soccer, lançado também para a Super Nintendo, tinha sido um óptimo jogo de futebol, mas nesta versão Deluxe adicionaram muito conteúdo extra que a torna na versão definitiva. E este meu cartucho veio de uma Cash aqui pela zona de Lisboa há uns meses atrás, custou-me 5€.
Apenas cartucho
ISS Deluxe tem uma grande desvantagem perante os FIFA da época. Bom, na verdade duas. A primeira é que apenas possui selecções, não clubes. A outra é que não possuí as licenças para o nome dos jogadores, o que sinceramente não me incomoda muito. Até é engraçado por vezes ver os nomes que eles inventam! De resto, pesando bem as coisas, acabam por ser 2 inconvenientes e pouco mais, isto porque a jogabilidade é excelente. Os controlos são simples e funcionais, e depois o jogo possui uma série de detalhes não muito vistos na época. Para além de cada jogador ter os seus próprios stats. têm também indicadores de fadiga e estado anímico, que acabam por ter repercussões durante o jogo em si. De resto, coisas como alterar esquemas tácticos ou o muito útil radar de jogo (no baixo-centro do ecrã) marcam também aqui a sua presença.
Comparativamente com os FIFAs da época, este jogo apenas perde pelo facto de só ter selecções e a falta de licenças para os nomes dos jogadores
A nível de modos de jogo, para além das partidas particulares, que claro, podem ser também jogadas em multiplayer, incluindo o multiplayer cooperativo (uma das novidades da versão Deluxe), temos também outros modos de jogo mais longos como torneios e ligas. Temos também o Scenario, onde teremos de cumprir uma série de missões, como dar a reviravolta a um resultado negativo com pouco tempo disponível até à partida acabar. Outros modos de treino como os Penalty Kicks (auto explanatório), ou mesmo um Training Mode onde podemos practicar uma série de jogadas, desde fintas, pontapés livres, tácticas defensivas, etc.
Este Allejo joga para caraças!!
No que diz respeito aos audiovisuais, este é um excelente jogo do seu género. A começar pelo detalhe dos estádios (que vão sendo variados), mas particularmente para o detalhe e animações dos jogadores, onde cada qual possui o seu próprio número na camisola e vão tendo sprites diferentes entre si. As músicas, geralmente existentes nos menus, intervalos e afins, são geralmente bastante upbeat. A acompanhar o ruído do público e da bola a ser chutada de um lado para o outro estão também várias frases curtas de comentadores desportivos, que vão sendo repetidas a cada vez que há um passe, um corte, um remate, uma defesa, e por aí fora.
As celebrações de golo estão também muito bem representadas!
Resumidamente, International Superstar Soccer Deluxe é para mim um dos melhores, senão mesmo o melhor jogo de futebol da era 16bit. Tanto pela jogabilidade, como pela variedade de modos de jogo oferecidos, ou pura e simplesmente pelos seus audiovisuais.
Ultimamente tenho andado um nadinha mais afastado do blogue, confesso. Por entre compromissos profissionais e a azáfama da preparação da Páscoa em família não tem sobrado muito tempo para outros lazeres. Mas eis que hoje vos trago mais uma rapidinha a um outro jogo não lá muito longo para a Nintendo Gameboy. Nemesis é um shmup da Konami com um logo muito familiar, pois na verdade este Nemesis é uma conversão/adaptação para Gameboy do primeiro Gradius, uma das mais famosas séries de shmups clássicos. Este meu exemplar foi comprado na cash converters de Alfragide há uns bons meses atrás, custando-me 2€.
Apenas cartucho
E apesar de ser uma versão muito minimalista de Gradius devido às limitações de hardware impostas pela Game Boy, a sua essência mantém-se, pois continuamos a controlar uma nave em scroll horizontal e com um sistema de power-ups bastante peculiar. Isto porque podemos armazenar uma série de diferentes power-ups e utilizá-los em simultâneo até ao final do nível ou perder uma vida. A única excepção a esta regra são os itens Double e Laser que na realidade são diferentes modos de disparo que não podem ser utilizados em conjunto. O primeiro dispara projécteis em mais que uma direcção, o segundo dispara raios laser que podem atingir mais que um objecto em cada rajada, pois atravessam-nos. Os outros power ups são coisas como aumento de velocidade, mísseis ar-terra que percorrem o solo até atingirem algum alvo, escudos ou as naves auxiliares que nos aumentam o poder de fogo. E sim, também temos umas bombas especiais que limpam todos os inimigos do ecrã.
Apesar do nome diferente, isto é na verdade uma adaptação do Gradius
De resto a jogabilidade continua excelente, com o jogo a presentear-nos com 5 níveis passados em diferentes locais, mas sempre com um boss gigante no final. Os gráficos possuem detalhe quanto baste e quanto a Gameboy também o permite, com backgrounds simples mas que também acabam por ser sacrificados quando surge um dos imponentes bosses, onde as únicas sprites presentes no ecrã são a de ambas as naves e os seus projéceis. As músicas são bastante agradáveis e, tal como a NES, a Gameboy possui uma qualidade própria de chiptune que sempre me agradou.
Os bosses quando aparecem deixa-se de ver os backgrounds, comportamento muito usual em jogos 8bit
Nemesis, para todos os fãs de shmups, acaba por ser uma óptima proposta da Konami para a Gameboy. Apenas se têm de lembrar que é um jogo ainda algo das primeiras gerações e que a Gameboy mais tarde se viria a provar ser um sistema mais capaz tecnicamente.
Vamos lá escrever enquanto as memórias estão bem frescas! Este foi um jogo que não percebo porquê, mas ficou demasiado tempo na prateleira à espera de ser jogado. Tal como o Metal Gear Solid 2 foi um jogo bastante esperado no início de vida da Playstation 2, este MGS4 foi um dos grandes motivos para se comprar uma Playstation 3 em 2008, numa altura em que a consola ainda estava numa posição de mercado algo delicada. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa já há algum tempo, creio que ainda em 2014. Custou-me 10€ e veio com a sleeve exterior de cartão, que poderia estar em melhor estado, é verdade. Para além disso, e não está na foto abaixo, tenho também um DVD bónus “Metal Gear Saga Volume 2” que aparentemente veio para quem fez a pre-order ao jogo. Esse tinha sido comprado por 1€ na Feira da Vandoma no Porto ainda uns meses antes de ter comprado o jogo em si.
Jogo com caixa, sleeve de cartão, manual e papelada. Destaque para o manual que está excelente.
Em Metal Gear Solid 4 a narrativa decorre já no ano de 2014, 5 anos após os acontecimentos passados em Metal Gear Solid 2. Essa era uma altura de imensas guerras civis, travadas por grupos militares que acabaram por se tornar como que empresas, controlando de certa forma a economia mundial. O último grito tecnológico era o uso de nanotecnologia nos soldados, garantindo-lhes estabilidade psicológica para continuar a combater e também optimizar as suas técnicas de combate. É nesse meio que aparentemente surge uma nova ameaça e o Coronel Campbell nos pede (a Snake) para travar: Liquid renasceu através do velho Ocelot e este aparentemente está a tramar alguma. Infelizmente para nós, devido ao facto de Solid Snake ser um clone, está a envelhecer demasiadamente rápido, estando agora com um aspecto bem mais velho e com uma aptidão física já não tão boa. É frequente queixar-se das costas se andarmos agachados durante muito tempo, por exemplo.
O prólogo deste jogo é muito bizarro. Até David Hayter (voz de Snake até ao último MGS5) participa
Antes de avançar, devo já dizer que vou evitar ao máximo fazer grandes spoilers, mas devo também dizer que adorei este jogo. Isto porque a jogabilidade melhorou imenso e o facto de ser um jogo não tão voltado para o stealth mas sim para a acção acabou por me agradar mais. Sim, podemos e em certas alturas devemos mesmo jogar de uma forma mais furtiva e evitar sermos descobertos, mas esse não é mais o foco do jogo. Se formos descobertos podem contar com as fases clássicas de Alert, Evasion, Caution até termos a costa desimpedida novamente. A nossa vestimenta tem também uma tecnologia “camaleão”, que se adapta à textura do que estejamos em contacto. Deixamos de ter de nos preocupar muito com que uniforme a usar em cada ocasião, pois esse fato já nos deixa mais descansados se quisermos passar despercebidos. Também vamos tendo outros disfarces para usar, mas o seu aparecimento tem a sua lógica. Isto porque vamos estar no meio de várioas guerras civis, entre as tropas de PMCs a mando de Liquid/Ocelot, e outros grupos rebeldes que não sabem quem somos. Quanto aos rebeldes, é possível ficarmos amigos deles se os ajudarmos em várias ocasiões a combater os PMCs, mas se os prejudicarmos eles também abrem fogo contra nós. Estes disfarces rebeldes servem para estas ocasiões, para podermos passear livremente em áreas controladas pelos grupos rebeldes.
Estes Gekkos são chatos de se combater enquanto não tivermos uma Rail Gun na nossa posse
Também temos ao nosso dispor armas tranquilizantes e é possível chegar ao fim sem matar ninguém, mas sinceramente eu preferi jogar sempre com armas letais. E falando em armas letais ao longo do jogo vamos tendo a oportunidade de encontrar uma vasta selecção de diferentes tipos de armas de fogo, são mesmo dezenas e muitas delas podem ser customizadas com diferentes acessórios, como sniper scopes, silenciadores, miras laser, entre outras. Para nos facilitar o trabalho temos uma loja de armas e munições que podemos visitar a qualquer altura do jogo (a partir do momento em que a encontramos) onde podemos fazer essas compras a troco de Drebin Points. E como ganhamos Drebin points? Fácil, ao destruir inimigos não humanos como os Gekkos ou os Scarabs, e ao vender as armas repetidas que vamos encontrando. Para além do mais, temos também uma grande panóplia de itens a utilizar, desde revistas playboy para distrair alguns dos nossos oponentes, rações e outros itens que nos restaurem energia e a sanidade e por fim dois grandes gadgets, o Solid Eye e o robot Mark II. O primeiro é um visor multifunções. Ao tê-lo equipado e activado no modo normal, os itens espalhados pelo chão ficam completamente visíveis, quando poderiam ter sido passado algo despercebidos. Outro dos usos é de servirem de binóculos, mas sinceramente eu sempre preferia usar a mira de uma sniper rifle. O melhor dos usos é o night vision mode, que nos dá uma ideia bastante clara da posição de alguns inimigos em condições mais adversas, bem como de outros detalhes como pegadas se quisermos seguir o rastro de alguém. O robot Mark II, supostamente controlado por Otacon, serve para fazer reconhecimento sem corrermos o risco de ser directamente apanhados, podendo interagir com algumas coisas e deixar também inimigos inconscientes. Os fãs de Snatcher irão reconhecer o design deste pequeno amigo!
Os combates com as Beauties podem ficar algo… err.. intensos
De resto é um jogo excelente, com uma óptima jogabilidade como já referi. Mas a série Metal Gear sempre foi conhecida pelas suas personagens carismáticas, longas cutscenes, uma narrativa complexa e cheia de plot twists. E o Metal Gear Solid 4 não desaponta em nenhum desses aspectos. Vamos ver muitas caras conhecidas, algumas novas e sem spoilar mais nada, devo dizer que este MGS4 é uma bela maneira de fechar um ciclo. É certo que ainda não joguei o MGS5 que tem o Big Boss como protagonista, mas a história como um todo neste MGS4 serviu de uma bela conclusão. E sim, são imensas cutscenes, muitas delas bem longas, mas felizmente podemos pausá-las sempre que quisermos. As únicas que não consegui pausar foram as conversas no CODEC. Depois o jogo está também repleto de pequenos detalhes deliciosos, como vários flashbacks que nos remetem para as aventuras passadas.
O design de alguns dos bosses continua excelente
Graficamente é um jogo muito bom, que tira plenamente partido das capacidades da Playstation 3. Temos cenários bem diversos, desde cidades no médio oriente devastadas pela guerra, algures numa selva na américa do sul, uma cidade na Europa de Leste e não só. Tudo está bem detalhado, desde as ruas, a vegetação na selva e claro, as personagens. Especialmente os bosses, que continuam bastante doentios de uma maneira que só o Kojima sabe fazer. Os confrontos com as beauty and the beast sempre foram memoráveis, embora a última (Screaming Mantis) me tenha dado algumas dores de cabeça até finalmente ter percebido o que era suposto fazer. Por fim, devo fazer a referência que o voice acting no geral também está muito bem conseguido, assim como as músicas.
No fim de contas, e ainda muita coisa poderia ser dita (como o conteúdo online que não fui a tempo de aceder e o Virtual Range), este Metal Gear Solid 4 foi um jogo que me surpreendeu bastante pela positiva. A nível de jogabilidade é para mim o melhor da série, e a nível de história é também muito bom, embora o MGS3 para mim vença nesse aspecto. Se gostarem da saga e ainda não jogaram este MGS4, então não façam como eu e o deixem na prateleira durante meses e meses, joguem-no!
Este artigo também vai ser muito breve. É verdade que é um jogo excelente e completamente revolucionário, uma autêntica pedrada no charco que redefiniu o conceito de jogos de acção e stealth. Mas eu já por cá trouxe a versão Twin Snakes para a Nintendo Gamecube, um remake deste mesmo jogo com alguns extras. Portanto aconselho vivamente que passem os olhos por este artigo! Entretanto quando vi este que veio a ser o meu exemplar na cash converters de Alfragide por 3€ claro que tive de o trazer, mesmo sendo a versão Platinum.
Jogo completo com caixa e manuais. Versão Platinum
Ora bem, este Metal Gear Solid é um jogo excelente, tanto nos seus visuais muito bem detalhados, como na jogabilidade e história ricas e complexas, repleto de personagens carismáticas. É verdade que já os primeiros Metal Gears da MSX deixaram um certo gosto no ar do que Hideo Kojima seria capaz de fazer, ao incluir uma trama relativamente complexa e com alguns plot twists interessantes, mas esta passagem para o 3D na forma do Metal Gear Solid foi de facto um grande marco na sua carreira e em toda a biblioteca de qualquer consola daquela geração como um todo.
Sem dúvida dos jogos da Playstation mais bem trabalhados a nível gráfico
Mas sejamos honestos, mesmo sendo um jogo excelente nos dias que correm, é inegável que o remake para a Gamecube seja superior. Para além do óbvio upgrade a nivel gráfico, introduziram também muitas mecânicas de jogo herdadas do Metal Gear Solid 2, como a perspectiva de primeira pessoa, a possibilidade de nos escondermos dentro de cacifos, ou as dog tags coleccionáveis. Apenas as VR Missions que foram lançadas mais tarde por cá como Metal Gear Solid Special Missions não foram incluídas. As cutscenes são também diferentes entre ambas as versões, havendo quem acabe por preferir as originais.
De resto não deixa de ser um excelente jogo, quer joguem esta versão, ou o Twin Snakes.
Já há algum tempo que não trazia cá nada da PSP, mesmo tendo um backlog considerável nessa plataforma. A razão é que tenho andado ocupado com este jogo que vos mostrarei hoje e para ser sincero não me agradou lá muito da primeira vez que o joguei, pelo que me deu a preguiça de voltar a pegar nele até há umas semanas atrás. E este Rengoku é um jogo hack ‘n slash com alguns elementos de RPG, fazendo lembrar outros títulos como Phantasy Star Online na medida em que é um jogo futurista e temos uma grande dungeon para explorar. O meu exemplar custou-me 4.5€, tendo sido comprado na Cash Converters do Porto algures em Março de 2015.
Jogo com caixa e manual – versão norte americana
O conceito do jogo é original. Decorre num futuro algo distante, onde a humanidade começou a desenvolver andróides com o objectivo de substituir os soldados humanos nas guerras. Essa evolução deu-se de tal forma que eventualmente foram criados andróides super poderosos e com habilidades muito especiais que puseram um fim a todas as guerras. O que fazer com esses andróides depois? Bom, porque não construir uma torre gigante e colocá-los lá a lutar uns contra os outros por toda a eternidade? E já agora meter câmaras e fazer dessas batalhas um programa televisivo! Nós encarnamos num desses andróides, na base da torre com o objectivo de subi-la, derrotar os outros andróides e tentar descobrir qual é realmente o nosso papel lá. Poderão pensar que vos spoilei grande parte da história neste parágrafo, mas na verdade está tudo no manual de instruções!
O maior trunfo deste Rengoku é a customização que oferece. Mas ainda há muitas arestas para limar!
Mas que habilidades são estas as destes andróides que os tornam máquinas de guerra tão letais? O seu corpo é facilmente moldável, permitindo-lhes equipar uma série de armas ou outros equipamentos directamente no seu corpo, algo que vamos ter de fazer com todo o cuidado e atenção ao longo do jogo. Podemos equipar coisas nos braços, tronco, cabeça e pernas (aqui geralmente equipamento passivo de regeneração ou maior velocidade de movimento). Basta cuscarem um pouco o artwork deste jogo para verem andróides com revólveres na cabeça, para terem uma noção de como as coisas podem ser customizadas. Teremos ao nosso dispor vários tipos de armas brancas como espadas, garras, martelos e machados, bem como revólveres, metralhadoras ou outras armas de fogo mais futuristas como armas de energia e claro, explosivos como mísseis ou morteiros. Essas armas podem ser obtidas ao destruir outros andróides que nos apareçam à frente e as que achemos que não venhamos a precisar podemos convertê-las em “elixir”, algo que posteriormente nos permite melhorar alguns dos nossos stats ou aumentar o número de slots disponíveis para equipamento nas várias partes do corpo.
Podemos fazer lock-on a um oponente, mas infelizmente o mesmo é quebrado quando somos atingidos
Cada andar representa um mapa que temos de explorar na totalidade e derrotar todos os andróides que nos apareçam à frente (excepto respawns de salas que já tenhamos “limpo” antes), de forma a podermos prosseguir para o boss e posteriormente para o andar seguinte. Ora os inimigos vão tendo armas melhores que as nossas, mas sempre com as suas fraquezas que devem ser exploradas. No início de cada andar temos à nossa disposição um terminal computorizado onde automaticamente recuperamos vida (e munições) e podemos alterar o nosso equipamento, coisa que devemos fazer cuidadosamente. Infelizmente não dá para alterar equipamento on-the-fly, forçando-nos sempre a voltar ao ponto de início do nível para fazer estas trocas. Podemos porém, encontrar alguns power-ups que nos restabeleçam vida ou energia (munições), mas não se fiem inteiramente nisso. Para além da impossibilidade de alterar o nosso equipamento a qualquer altura, a outra coisa que mais me chateou neste jogo é precisamente a maneira como as munições das nossas armas são gastas. Com as armas brancas, mesmo que falhemos o nosso alvo, e demos um golpe no ar, conta para a energia dessa arma baixar… mais uma razão para escolhermos bem qual o equipamento que queremos levar. Outra coisa a ter em cuidado é o sobreaquecimento dos equipamentos, que os podem deixar inutilizáveis por algum tempo que pode ser bem precioso caso estejamos fechados numa sala sem hipóteses de sair a não ser que a “limpemos” toda.
Adoro o artwork conceptual destes andróides, pena que só os bosses que estão bem detalhados
De resto, é repetir este processo ao longo dos 8 andares da torre, sempre com um boss no final de cada andar. Vamos ter de nos esquivar imenso e atacar cuidadosamente, pelo que esses 8 andares vão acabar por não parecer tão curtos assim. E para além disso, desculpem pelo pequeno spoiler,para ver o verdadeiro final teremos de voltar a jogar o jogo todo, desta vez contra inimigos mais poderosos (e consequentemente com armas mais poderosas para apanhar e utilizar). Para além deste modo história existem ainda 2 outras vertentes multiplayer, embora não as tenha experimentado por não conhecer mais ninguém com este jogo. Um deles é o Pancatrium Mode que, pelo que o manual do jogo dá a entender, é uma espécie de deathmatch onde até 4 pessoas podem participar. O outro é o Item Swap Mode que conforme o nome indica serve unicamente para podermos trocar equipamento entre amigos.
Cuidado com os ataques que nos deixem sobreaquecidos e consequentemente indefesos!
Graficamente este jogo é para mim uma grande desilusão. Isto porque adorei o artwork conceptual do jogo, principalmente da forma fria como os andróides foram desenhados. Mas infelizmente eles aparecem pouco detalhados no jogo e a própria torre muito pouco varia de cenários de andar para andar. Algumas cores vão mudando, mas é tudo espaços fechados e com uma temática algo industrial. Quanto ao som, bom esse parece-me competente, até porque a música vai alternando entre orquestrações bem épicas até música electrónica futurista, o que me parece ir de certa forma de encontro ao que o jogo tenta passar para o jogador.
No fim de contas não acho que este seja propriamente um jogo assim tão mau. A nível de jogabilidade há várias coisas que acho que poderiam ser limadas, sendo que para mim a hipótese de alterar o equipamento em real-time, ou mesmo alternar entre quais slots queremos utilizar para melhor explorar as fraquezas dos nossos oponentes. A pouca variedade gráfica também é um problema. Existe uma sequela intitulada Rengoku II: The Stairway to Heaven, onde espero que estes problemas tenham sido corrigidos. Assim que o encontrar a um bom preço irei saber.