Tekken 5 (Sony Playstation 2)

Tekken 5Tekken 4 foi uma excelente sequela da já bem conhecida série de jogos de luta 3D da Namco. Ainda assim, um Tekken 5 foi lançado também para a Playstation 2, com sensivelmente os mesmos modos de jogo, mas com mais outros extras e também claro está mais lutadores. Originalmente, tal como o Tekken 4 e o Tekken Tag Tournament, a minha primeira cópia deste jogo tinha sido comprada por um preço muito apetecível, num bundle em que incluíam estes 3 jogos mais o Virtua Fighter 4 para a mesma consola. No total  tinha-me ficado a menos de 10€ se não estou em erro, embora infelizmente esta fosse uma edição platinum. No final do ano de 2014 acabei por comprar uma versão black label deste jogo.

Tekken 5 - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

Ao iniciar o jogo vemos algo que já não via a Namco a fazer há algum tempo. Ocupar o loading inicial com mais um minijogo, desta vez em vez de abordar algo do início da década de 80 como o Galaga, somos levados para a década seguinte para um jogo em 3D poligonal muito básico, o Starblade. Depois vemos uma bonita cutscene de abertura que nos leva logo para a história. Mais uma vez o conflito principal é entre a linhagem de Mishima, com Heihachi, Kazuya, Jin e agora também Jinpanchi metidos ao barulho, todos à luta pelo controlo total do Devil gene. Temos também muitos outros lutadores com quem jogar, todos eles com os seus diferentes backgrounds e motivos para participarem no King of Iron Fist Tournament 5. Caras conhecidas como Paul, Nina ou Yoshimitsu tomam o seu regresso, mas temos também vários novos lutadores, como Asuka Kazama ou Roger Jr, um duo de cangurus, com mãe e cria na sua bolsa marsupial. Mais outra personagem ridícula a adicionar ao universo de Tekken…

screenshot
Os modos de jogo disponíveis, algo semelhantes aos do Tekken 4

Os modos de jogo que dispomos são os mesmos de Tekken 4, sejam o modo arcade, time attack, o story mode, que é uma variante do modo arcade com mais ênfase na história, mostrando cutscenes no início e no final do jogo para cada lutador. O survival, modo de jogo onde temos de enfrentar o máximo de inimigos possível até perder um combate, ou o team battle, onde podemos escolher equipas de vários lutadores para lutarem entre si e o Practice, são tudo modos de jogo que já vimos anteriormente. Mas neste Tekken a Namco foi mais longe e ainda incluiu o modo “Arcade History”, onde podemos jogar as versões arcade dos três primeiros jogos da série, bem como o próprio Starblade que vimos na introdução, se o conseguirmos desbloquear. São uns belos extras. O customize é uma opção onde podemos desbloquear vários items ou outfits para customizar os lutadores à nossa escolha. Podemos fazê-lo ao ganhar pontos nos vários modos de jogo existentes. No geral, a jogabilidade neste jogo de pancada parece-me mais rápida e com animações mais fluídas. As arenas perderam os desníveis vistos no Tekken 4, mas podem na mesma serem interagidas, ou seja, podemos atirar com o nosso adversário para as paredes ou rochas e vê-las a estilhaçarem-se.

screenshot
As arenas estão com bons detalhes, assim como as personagens

Mas eu deixei algo de fora no parágrafo anterior de forma propositada. Tekken 3 e 4 tinham um outro modo de jogo chamado Tekken Force, sendo este uma espécie de hino aos beat ‘em up da velha guarda como Final Fight ou Streets of Rage. Aqui esse modo de jogo marca mais uma vez presença, mas desta vez de uma forma algo diferente. “The Devil Within” é o seu nome, e aqui apenas podemos jogar com Jin Kazama, onde vemos o que lhe aconteceu entre os acontecimentos de Tekken 4 e Tekken 5. Começamos este jogo a invadir uns laboratórios da G-Corporation, chegando a algumas misteriosas ruínas que contam um pouco mais da origem do seu devil gene. Mas este Devil Within é mais que um beat ‘em up. É certo que passamos a maior parte do tempo à porrada com tudo o que mexa, mas passamos muito tempo também a explorar o layout labiríntico dos níveis, com alguns puzzles e elementos de platforming à mistura. Fez até lembrar um pouco os primeiros Tomb Raiders nesse aspecto. Infelizmente acho que este mini jogo poderia estar um pouco melhor polido, existindo pouca variedade de cenários e os mesmos são bastante repetitivos.

screenshot
No Devil Within, para além de enfrentarmos hordas de inimigos, temos algum platforming e puzzles para resolver.

De resto a nível gráfico é um óptimo jogo para uma Playstation 2. As arenas estão repletas de bonitos detalhes e os lutadores estão muito bem modelados. Para além disso, e isto é algo que eu realmente gostei, é o facto de terem mudado um pouco o aspecto geral dos lutadores. Nunca gostei do “desenho” que existia desde os primeiros Tekken e neste jogo as personagens estão com uma cara bem diferente, na minha opinião. As músicas continuam a ser bastante variadas entre si, mas não as considero propriamente memoráveis. As vozes são OK, embora ache os monólogos do narrador um pouco maus, principalmente quando o narrador tenta impersonar algumas personagens. Mas as vozes dos lutadores em si estão boas, e onde no jogo anterior a Namco teve a preocupação de deixar  alguns lutadores a falarem em inglês e japonês, desta vez o mandarim e o coreano são também juntados ao leque da linguística.

screenshot
Neste Tekken 5 introduziram as customizações que podemos fazer aos nossos lutadores favoritos

No fim de contas este parece-me ser mais um excelente jogo de luta da Playstation 2. Infelizmente não me considero especialista o suficiente para enumerar as particularidades das mecânicas deste jogo face às do anterior, mas a mim pareceu-me ter uns controlos agradáveis. Mas mais do que isso, este Tekken 5 prima realmente pelo seu conteúdo adicional, mais uma prova que a partir de uma certa altura, converter directamente os grandes êxitos das arcades directamente para as consolas já não é suficiente.

Super Mario Bros. Deluxe (Nintendo Gameboy Color)

Super Mario Bros DeluxeApós ter escrito uma análise ao enorme clássico que é o Super Mario Bros para a NES, resta-me agora escrever uma rapidinha a este Super Mario Bros. Deluxe, que para além de ser uma conversão/remake do jogo original, acrescenta também inúmeras coisas novas, sendo aí que me irei focar para este artigo. Assim sendo, recomendo que seja dada uma leitura ao artigo anterior. E este jogo foi comprado algures em Julho deste ano na Porto Alternativo da Maia. Foi uma compra de impulso, pois ficou-me a 5€, mesmo sendo apenas o cartucho.

Super Mario Bros Deluxe - Nintendo Gameboy Color
Jogo, apenas cartucho

Quando ligamos a nossa Gameboy pela primeira vez com este cartucho, uma das opções que nos salta logo à vista é o “original 1985”. E apesar de ser uma réplica quase idêntica ao jogo original, não o é, apresentando pela primeira vez um overworld onde podemos ver o nosso progresso ao longo do mundo tal como o Super Mario World, alguns glitches foram corrigidos, novas animações introduzidas e temos agora a opção de fazer save-game. Para além disso temos também outros modos de jogo como o versus para multiplayer com o link cable, onde podemos competir contra um amigo a ver quem chega primeiro ao final do nível. Outros modos de jogo vão sendo desbloqueados à medida que vamos obtendo pontos no original de 1985. Aos 100 000 pontos desbloqueamos o You vs Boo, um modo de jogo semelhante ao versus, porém com um Boo como oponente de respeito, visto ele conseguir atravessar obstáculos sem qualquer problema. Mas aos 300 000 pontos desbloqueamos o “Super Mario Bros. for Super Players“, uma versão  algo modificada do The Lost Levels, a verdadeira sequela do jogo original que se ficou pelo Japão, até ao seu lançamento na compilação Super Mario All-Stars na SNES.

screenshot
Estes são os modos de jogo que dispomos inicialmente

Mas as coisas não se ficam por aqui, existindo vários outros extras como a combatibilidade com a Gameboy Printer, uma agenda do Mario ou o espectacular Challenge Mode. Aqui temos de cumprir vários desafios em todos os níveis do jogo original, seja procurar 8 red coins, ou um yoshi egg, muito bem escondido num bloco invisível ou ter o máximo de pontuação num determinado nível. Para além disso o jogo tem o seu próprio sistema de achievements muito antes de eles se terem tornado populares há alguns anos atrás. Aqui eles chamam-se de “Awards” e tanto abrangem coisas simples como apanhar um cogumelo de “1UP” como coisas mais complicadas como completar os vários Challenge modes por completo. Como vêm, este jogo traz imensos extras e eu nem os referi a todos.

screenshot
O modo challenge é de facto bastante desafiante.

No que diz respeito aos audiovisuais a Nintendo optou por mantê-los semelhantes ao original da NES, embora o tamanho de ecrã da Gameboy seja menor. Mas para compensar podemos ir para trás um pouquinho, talvez para compensar a diferença de resolução entre versões. De resto, tal como já referi atrás, modificaram algumas sprites e animações como a lava que é agora animada. As músicas são as clássicas de sempre não há nada a apontar aqui.

Concluindo, este é um óptimo exemplo de como um remake ou conversão “generosa” deve ser abordado, nada como vemos actualmente nas HD editions que pouco mais trazem que um upscale ligeiro aos seus visuais. Vale bem a pena a sua compra, e se o encontrarem completo ainda melhor.

Double Dragon (Sega Master System)

Double DragonVoltando à consola de 8 Bit da Sega, para uma conversão daquele que é provavelmente o jogo mais influente do género beat ‘em up tradicional em 2D, que influenciou outros clássicos como Final Fight ou Streets of Rage. Double Dragon é um jogo originalmente desenvolvido pela Technos Japan que teve um imenso sucesso e com isso foram desenvolvidas imensas conversões, desde a famosa conversão para a NES, passando por imensas outras plataformas, como a velhinha Atari 2600, micro computadores como o ZX Spectrum ou esta versão da Master System. Comprei o jogo muito recentemente, mais precisamente na semana passada na pressplay no Porto, tendo-me custado pouco mais de 5€. Está completa e em óptimo estado.

Double Dragon - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manuais

A história por detrás de Double Dragon é muito simples. Vemos uma rapariga a ser raptada por un gang, e apesar de não sabermos quais as razões que os levaram a fazer esse acto, entramos logo em acção como Billy ou Jimmy Lee e passamos o resto do jogo a distribuir pancada a tudo o que mexa até reavermos a mulher. Simples, mas eficaz. Ao contrário da versão NES, esta versão permite que joguemos num modo cooperativo para 2 jogadores, tal como a versão arcade. E também tal como na versão arcade, depois de derrotado o boss final neste modo de jogo teremos de andar à porrada com o nosso amigo que nos ajudou desde sempre para conquistar o coração da moça. Não sei o que a Technos tinha na cabeça para ter essa ideia, mas até achei engraçado.

screenshot
Uma cena recriada vezes sem conta

A jogabilidade é muito simples, devido ao comando da Master System apenas possuir 2 botões, servindo um deles para dar pontapés e o outro mandar socos. Ainda assim podemos fazer algumas combos, ou desencadear alguns golpes especiais. Ao carregar no botão 1 e 2 ao mesmo tempo efectuamos um jump kick, por exemplo. Ao continuar a dar murros ou pontapés sem interrupção também teremos alguns pequenos combos. Quando deitamos um inimigo ao chão podemos pegar nele e efectuar também alguns golpes especiais. Para além disso também podemos usar outros objectos ou armas. Rochas ou caixas que apanhamos do chão podem ser atiradas contra os inimigos, as próprias armas deles, como chicotes, facas ou bastões de baseball também podem ser “roubadas” e usadas contra os próprios. E com os seus continues infinitos (excepto no último nível a menos que usemos um truque) tornam este um jogo algo fácil. Se não quisermos perder muitas vidas, o truque está em lutar muito cuidadosamente, enfrentando um adversário de cada vez e evitar que eles nos atinjam.

screenshot
Algumas palette swaps eram mesmo desnecessárias… tipo esta

Graficamente é um jogo interessante tendo em conta a altura em que foi lançado. Se comparado à conversão da NES, está bem melhor, com mais cores no ecrã, o level design mais parecido com o original arcade e claro, a possibilidade de se jogar com 2 jogadores. No entanto não deixa de ser um jogo bastante simples e que abusa bastante do palette swap quando repetem muitas sprites. Ver tipos com a pele verde é muito estranho, mesmo que alguns até se possam parecer com o Hulk. Outro problema que notei foi o elevado sprite flickering, em especial quando uma sprite se sobrepõe à outra. As músicas e efeitos sonoros não são nada de especial, mas também não são propriamente maus. A versão japonesa deste jogo tira partido do acessório FM-Sound Unit, o que lhe dá um enorme boost na qualidade das músicas. De resto, no campo do audiovisual, é inegável que jogos que sairam mais tarde como o próprio Streets of Rage para a Master System são bem superiores neste campo.

No fim de contas, apesar de não ser perfeita, esta conversão do Double Dragon original é bem competente e interessante. E apesar de não ser um jogo imprescindível para a biblioteca de qualquer fã ou coleccionador de Sega Master System, a verdade é que também não é nada mau e fica bem na prateleira.

Super Soccer (Super Nintendo)

Super SoccerVoltando às rapidinhas que o tempo tem sido mesmo muito curto para mais um jogo de SNES que apesar de não ser grande coisa, é um jogo que me traz muitas memórias, devido a ter sido um dos primeiros jogos de SNES que joguei back in the day, em conjunto com o Super Mario World e o Street Fighter II. Foi comprado algures no mês passado na cash converters de alfragide, tendo-me custado algo em torno dos 3,50€. EDIT: Recentemente arranjei uma versão completa, embora não em muito bom estado, por 5€ na Cash Converters do Porto.

Jogo com caixa e manual

Todas as consolas tinham de ter um jogo de futebol no seu reportório e enquanto a SNES não recebia o seu primeiro International Superstar Soccer ou FIFA eram estes pequenos jogos que teriam de satisfazer os fãs do género. E de facto Super Soccer é um jogo simples, oferecendo apenas 3 modos de jogo, o exhibition match, penalty shootout e tournament. O primeiro consiste apenas numa partida normal, que tanto pode ser jogada sozinho contra o CPU, contra um amigo, ou juntamente com um amigo e contra o CPU. O segundo é auto explanatório, serve para treinar os penalties. Já o último é o modo de jogo mais desafiante, onde temos de levar a selecção que escolhemos de forma a vencer todos os restantes jogos contra as outras 15 selecções. Se vencermos essa competição poderemos jogar depois contra a equipa Nintendo, uma equipa especial repleta de super jogadores.

screenshot
A perspectiva é horrível para quem tem de atacar de frente para o ecrã.

A jogabilidade é simples e o facto de o comando da SNES ter os botões L e R dá muito jeito, pois os mesmos botões permitem seleccionar o jogador ao qual queremos passar a bola, por exemplo. De resto nota-se bem que é um jogo ainda de uma era algo primitiva da SNES, pelo uso exagerado do Mode 7 e sprite scaling “só porque sim”. A perspectiva do campo é toda ela em Mode 7, o que infelizmente não foi a melhor decisão. Em vez de colocarem o campo com os jogadores a atravessar uma baliza à outra horizontalmente, o mesmo é feito na vertical, deixando sempre um lado do campo escondido. A equipa que ataca no sentido de fora do ecrã para dentro tem sempre vantagem. Depois o scrolling do campo também me parece bastante lento. Quando jogavamos isto bem novinhos, eram detalhes que nunca sequer davamos conta, mas hoje em dia são bastante gritantes. De resto não deixa de ser um jogo competente e colorido quanto baste. Os jogadores de cada equipa ainda são todos iguais entre si mas tal era absolutamente normal numa altura em que cada sprite ocupava um espaço valioso disponível na memória do cartucho. Os efeitos sonoros são ok, com bons efeitos de público e alguns voice overs. As músicas são de géneros variáveis, mas é pena que não sejam tocadas de forma mais aleatória. Ouvir a mesma música sempre na mesma parte do jogo cansa um pouco.

screenshot
Infelizmente há poucas selecções disponíveis e todas elas têm jogadores com nomes fictícios, como seria de esperar.

No fim de contas este é um jogo de futebol modesto, muito longe do que os International Superstar Soccer ou mesmo os FIFA iriam oferecer com apenas alguns anos de distância. É um jogo que eu recomendo apenas aos mais ávidos coleccionadores de SNES ou os que, tal como eu, mesmo sabendo dos seus defeitos, guardam-lhe um carinho nostálgico especial.

Red Faction: Guerrilla (PC)

Red Faction GuerrillaA série Red Faction teve o seu início no princípio deste milénio, com um lançamento para PC e também PS2 que já tinha sido aqui analisado anteriormente. Focando-se na exploração mineira em Marte, onde practicamente escravizavam os seus trabalhadores sem quaisquer escrúpulos, o primeiro jogo abordava esta aproximação mais política e revolucionária da coisa, algo que foi novamente introduzido neste Guerilla, mas abandonando a jogabilidade FPS para um shooter na terceira pessoa num mundo aberto em sandbox. Tinha comprado pela primeira vez este jogo algures em 2012, quando apanhei o Red Faction Armageddon em promoção na Worten do Maiashopping. Essa versão do Armageddon trazia também um disco extra com o Guerilla, que posteriormente vim a arranjar também na mesma Worten pela módica quantia de 5€. Adoro as promoções para PC.

Red Faction Guerrilla - PC
Jogo completo com caixa e manual

O jogo coloca-nos no papel de Alec Mason, recém chegado a Marte para se juntar ao seu irmão para trabalhar como mineiro. Mas ao chegar ao planeta vermelho dá logo de caras com a maneira como a Earth Defense Force, outrora heróis e aliados dos mineiros que já foram explorados no primeiro jogo, tornaram-se os vilões. Supostamente isso aconteceu devido a fortes pressões por parte das forças corporativas da Terra que, a passar por uma grave crise de recursos naturais, exigiam demandas muito altas de recursos naturais marcianos, forçando a EDF a “escravizar” novamente a população local. Mas em Marte não existem só as forças da EDF e os trabalhadores ou rebeldes, mas também os Marauders, um estranho grupo tribal que são uns autênticos “hoarders” de armas e material velho. O jogo será então passado connosco a vaguear pelas wastelands marcianas e cumprir uma série de missões, tanto as obrigatórias da story mission, como também muitas outras facultativas.

screnshot
Nunca gostei de escort missions e este jogo está cheio delas. Felizmente a sua maioria são opcionais.

Como qualquer jogo sandbox que se preze, temos um inteiro mapa à nossa disposição para explorar, embora seja apenas recomendado que exploremos as áreas que estamos em vias de libertar do controlo da EDF, visto as restantes áreas ocupadas ainda serem algo perigosas. E para além de todas as story missions teremos muitas missões de géneros variados a cumprir se o quisermos. Essas missões podem ser apenas para resgatar reféns, assaltar alguns edifícios da EDF, roubar certos veículos e transportá-los para uma safehouse, ou defender um certo ponto de várias waves de tropas da EDF. Tal como nos jogos anteriores a série Red Faction sempre foi popular pela sua característica “geomod”, ou seja, pela capacidade de podermos destruir os cenários. Aqui as coisas foram levadas a um outro nível e realmente podemos destruir por completo qualquer edifício que seja, embora a física das coisas por vezes não seja a melhor. Por exemplo, é possível destruir vários pilares essenciais de um edifício, deixando-o pendurado por uma nesga e mesmo assim não cair. De qualquer das formas não deixa de ser uma sensação agradável deixar uma série de detonation charges em pontos certos e detoná-las quando alguns pobres soldados passam lá perto, deixando um rasto de destruição. Outras das missões secundárias são mesmo desafios de demolições, onde apenas munidos de algumas detonation charges ou outros explosivos teremos de mandar abaixo alguma infrastrutura num determinado intervalo de tempo.

screenshot
Podemos marcar no mapa qual a missão a cumprir e aparece-nos o trilho a seguir para chegar a essa localidade.

Cumprir o máximo de missões possível é recomendado pois vamos sempre ganhando mais pontos junto da Red Faction e a EDF por sua vez perde influência nesse território. Também ao destruir qualquer edifício ou veículo (mas convém sempre que sejam da EDF e não o contrário) vamos podendo aproveitar a sucata que deixamos para trás para adquirir novas armas ou upgrades às armas existentes. Coisas como o rocket launcher, vários tipos de minas ou um lança lâminas em forma de disco são apenas algumas das imensas armas que podemos utilizar ao longo deste jogo. Temos 4 slots para armas, sendo que um deles terá sempre de carregar o martelo, a arma melee por defeito. De resto, como muitos sandbox que se prezem também podemos utilizar veículos, incluindo os tanques inimigos, para semear a destruição. Existem também vários modos multiplayer, como variantes dos já habituais deathmatch e capture the flag, bem como outros modos de jogo que tiram um maior partido das capacidades de destruição de edifícios do geomod 2.0. Infelizmente não experimentei nenhum devido à fraca performance do jogo no meu PC, algo que passo já a explicar.

screenshot
Apesar de terem alguns problemas de física por vezes, não deixa de ser excitante poder rebentar com tudo.

Bom, este Red Faction tem uns requisitos de sistema que o meu laptop deveria aguentar e bem. Infelizmente não foi o caso, sendo este mais um dos jogos pouco optimizado para PC, dando problemas em várias configurações, mesmo que sejam PCs bastante poderosos. Tive de reduzir bastante a resolução e os efeitos gráficos, desactivei até o DirectX 10 mas pouco adiantou, o framerate continuava bastante baixo. Inclusivamente em alguns pontos do jogo mandava-me a aplicação abaixo. A coisa tornou-se tão insuportável que acabei por desistir do jogo a meio, o que é pena. Apesar de existir uma pouca variedade visual, visto ser tudo “wastelands” marcianas, com vários edifícios pelo meio que me parecem ter sido construídos por uma espécie de Ikea de metais, ao invés de madeira, os gráficos propriamente ditos nem seriam maus de todo, não fossem todos estes problemas que eu tive. Não sei se foi apenas preguiça da THQ a fazer uma conversão decente do jogo, ou se a integração com o infame Games for Windows Live também fez das suas, o que é certo é que já não é o primeiro nem segundo jogo que usa esse serviço que me deu problemas similares.

screenshot
Alguém acha que os Marauders vão buscar influências a Borderlands? Não estão sozinhos.

No fim de contas, este Red Faction que apesar de ter abandonado os FPS para seguir a onda dos jogos em sandbox, até que tem algumas boas ideias, mas a sua execução não é das melhores. Para um jogo com tanto ênfase na destruição de cenários, o facto de não podermos destruir o meio natural que nos envolve, ou mesmo a destruição de edificios ter alguns problemas de física é decepcionante. Infelizmente não recomendo a versão PC por todos os seus problemas de performance, mas se calhar até poderão ter sorte e não ter problemas nenhuns… Resta-me agora testar o Red Faction Armageddon, para ver como evoluiram a série que aparentemente se deixou ficar no limbo com a falência da THQ, mas ainda deverei levar algum tempo a instalá-lo sequer na minha máquina.