McDonaldLand (Nintendo Game Boy)

McDonaldLandPara não fugir ao habitual, hoje é tempo de mais uma rapidinha. O jogo escolhido é o McDonaldLand para Gameboy, uma conversão daquele que nos Estados Unidos é conhecido como M.C. Kids para a NES. Na verdade, esta conversão para a Gameboy apenas é conhecida como McDonaldland aqui pela europa, já que nos Estados Unidos o mesmo jogo é um reskin com a personagem Cool Spot, mascote da 7up por aquelas bandas. O meu exemplar sinceramente já não me recordo onde foi comprado, nem quanto custou, mas calculo que tenha vindo da Cash Converters de Alfragide.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

O jogo remete-nos para a McDonaldland, um mundo fantasioso de onde fazem parte muitas personagens que conhecemos dos happy meals da década de 90. Podendo jogar com uma dupla de jovens rapazes que me parecem o Mick e Mack do Global Gladiators, teremos de procurar um saco mágico do Ronald McDonald, que tinha sido roubado pelo Hamburglar. Não, eu não conheço estes nomes, fui pesquisar à internet.

Antes de começar a aventura, podemos escolher o grau de dificuldade.
Antes de começar a aventura, podemos escolher o grau de dificuldade.

Tal como o M.C. Kids, as mecânicas deste jogo são um pouco peculiares. É um platformer, mas a única maneira que temos de atacar os inimigos é pegar numa caixa e atirar-lhes com ela em cima. Como jogo de plataformas em si, acaba por ser um pouco exigente, porque os saltos não são lá muito fluídos. Para saltar mais alto, temos de carregar para baixo e posteriormente no botão de salto, mas isso impede-nos de controlar o salto desde o início, o que se torna algo chato. Mais valia ter as boas velhas mecânicas de inércia do Super Mario Brothers.

Sim, a troco de Big Macs
Sim, a troco de Big Macs

No que diz respeito aos audiovisuais não tenho muito a apontar, são ambos competentes. É mesmo a jogabilidade que se sobressai aqui, nem sempre pelas melhores razões. Mas também não me pareceu ser um jogo tão mau que mereça um vídeo de rant do AVGN (versão NES).

Mystic Towers (PC)

Continuando pelo catálogo da Apogee / 3D Realms que tenho vindo a redescobrir após ter comprado a colectânea 3D Realms Anthology ao desbarato num bundle da Bundle Stars, a rapidinha que cá trago hoje é de um jogo que sempre me despertou imensa curiosidade por ser bastante diferente de tudo o que a Apogee fazia até então. Estou a falar, claro, do Mystic Towers, um jogo de acção numa perspectiva isométrica e que conta, como herói, um velhinho todo caquético.

Mystic_Towers_hi-resA história coloca-nos então no papel do velho feiticeiro Baron Baldric, cuja missão é a de explorar e destruir 12 torres povoadas de monstros. Cada torre possui 5 andares, com 9 salas cada um, sendo que o objectivo é o de destruir todos os monstros e procurar todas as chaves de forma a poder ganhar acesso à torre seguinte. O problema é que os monstros vão fazendo respawn até que consigamos encontrar e destruir o gerador de monstros existente em cada torre. Para isso temos de procurar uma bomba e colocá-la no gerador para o destruir. Para além da barra de vida cuja pode ser regenerada automaticamente com o tempo, temos também de nos preocupar com barras de fome e sede, obrigando-nos a comer a comida que encontremos por aí e beber água dos fontanários. Também podemos beber garrafas que encontramos, mas se tiverem álcool vai nos deixar temporariamente bêbedos, dificultando-nos a vida. Dos itens que encontramos, ou podemos comprar em máquinas de “vending” para o efeito estão os feitiços. Existem vários feitiços, muitos deles atacantes (como bolas de fogo, raios electricos ou bolas de gelo), outros possuem diferentes efeitos, como levitação (ideal para não pisar armadilhas), regeneração de vida ou teletransporte. Tudo isto torna o Mystic Towers num jogo bastante desafiante, até porque é frequente ficarmos sem água, algo perdidos no labirinto, armadilhas por todo o lado e os inimigos muitas vezes são bastante fortes, requerindo muitos “tiros” dos nossos feitiços. O facto de o jogo ser todo em perspectiva isométrica também não ajuda nada a tentar acertar nos inimigos, pois eles mexem-se muito rapidamente.

Lá está o velho a fazer parvoíces!
Lá está o velho a fazer parvoíces!

No que diz respeito aos gráficos e som, bom, este é um jogo bastante colorido e detalhado. As salas estão muito bem detalhadas e com decorações variadas, o design dos inimigos é também bastante diversificado. O próprio Baron Baldric possui imensas animações cómicas e é bastante comum ele começar a fazer palermices vindas do nada, por vezes até atrapalhando o que estaríamos a fazer. As músicas são também agradáveis, muitas delas têm um feeling medieval que também se encaixa muito bem no estilo de jogo em si.

Muitas vezes, acertar no nosso adversário é um martírio!
Muitas vezes, acertar no nosso adversário é um martírio!

Tudo isto tornam este Mystic Towers num jogo interessante para se descobrir. É bastante desafiante pelas mecânicas de jogo introduzidas, pecando na minha opinião mais no combate, pois a perspectiva isométrica e os padrões de movimento rápidos e erráticos dos nossos inimigos nos fazem desperdiçar muitos feitiços valiosos (apenas o ataque de gelo possui munição infinita, mas é o mais fraco).

Disney’s Magical Mirror Starring Mickey Mouse (Nintendo Gamecube)

14326_frontContinuando com as rapidinhas, hoje revisitarei a Nintendo Gamecube, uma das minhas plataformas preferidas, mas que não tenho tido tempo para a jogar. E o jogo que cá trarei hoje é um dos seus mais antigos exclusivos, um jogo de aventuras point and click com o rato Mickey e produzido pela Capcom. Sinceramente é um jogo que não fazia parte da minha wishlist, apenas o comprei por ser um exclusivo que poderia vir a falar no Crónicas Cúbicas, uma rubrica do meu canal que estará para ser relançada em breve. E o meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na Cash Converters de Alfragide, por cerca de 3€.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Disney’s Magical Mirror era um jogo que não fazia parte da minha wishlist por ser uma aventura demasiado simplista e infantil. Aqui encarnamos no rato Mickey que, a meio de uma noite de sono, vê o seu espírito ser “sugado” pelo espelho do seu quarto para uma outra dimensão, uma mansão aparentemente abandonada. Ao explorar a primeira sala, logo vemos  que algo está mal, e teremos a presença quase constante de um irritante fantasma que passará o tempo todo a nos pregar partidas. Para voltar ao seu mundo, Mickey terá de explorar a mansão de forma a encontrar todas as peças do espelho mágico que servirá de portal para o levar de volta ao seu quarto.

Este é o espelho que será partido em 12 pedaços e que teremos de reconstruir para voltar a casa
Este é o espelho que será partido em 12 pedaços e que teremos de reconstruir para voltar a casa

Dito isto, o resto do jogo é um simples point and click, onde o analógico servirá de rato apontando para onde nos devemos mover, interagir com objectos, abrir portas, etc. De forma a progredir no jogo teremos de encontrar e usar vários tipos de itens como uma lanterna para atravessar uma caverna escura, chaves para destrancar portas, entre outros. Muitas vezes encontramos estrelas e “star containers” que nos aumentam o número máximo de estrelas que podemos carregar. Estas servem para executar os tricks, algumas acções que em 90% envolvem partidas entre o fantasma e o mickey. Partidas essas que muitas vezes resultam em desbloquear algum item ou situação. Por vezes também iremos participar em mini-jogos, alguns rítimicos que fazem lembrar jogos como Dance Dance Revolution ou os futuros Guitar Heroes, outros mais tradicionais como descer uma encosta numa prancha de snowboard ou um minijogo onde temos de destruir barris de madeira, de uma forma muito semelhante a um certo Street Fighter II…

Apenas nos podemos mover onde o ponteiro ficar branco, indicando portas ou objectos que podem ser interagidos. Como o ângulo da câmara é fixo, por vezes torna-se complicado avançar para onde queremos
Apenas nos podemos mover onde o ponteiro ficar branco, indicando portas ou objectos que podem ser interagidos. Como o ângulo da câmara é fixo e não mostra tudo, por vezes torna-se complicado avançar para onde queremos

Agora as coisas que não gostei nada:A movimentação. Bom, não nos podemos mover para onde queremos, o que é uma chatice visto o jogo ter ângulos de câmara fixos que vão alterando mediante a nossa posição na sala. Apenas nos podemos mover para objectos que podem ser interagidos, o que não faz sentido nenhum. Sendo um jogo point and click, bastaria apontar e clicar para o local onde queremos levar o Mickey, mas isso não acontece. Apenas podemos levar o Mickey para onde o ponteiro “acende”, os tais objectos ou portas que podem ser interagidos. Depois perde-se imenso tempo entre acções. Abrir uma porta, usar um item do inventário são acções que deveriam ser simples, mas antes de as podermos executar temos de ver imensas animações infantis que não podem ser passadas para a frente. O mesmo acontece ao repetir os tricks que por algum motivo podemos ter falhado (alguns requerem pequenos QTEs ou outros tricks para serem feitos em cadeia). Uma vez feito a parte jogável do trick, deveria dar para avançar a cutscene.

Os star containers servem para aumentar o número de estrelas que podemos carregar
Os star containers servem para aumentar o número de estrelas que podemos carregar

Fora isso, é um jogo bastante simplista e infantil, como já referi. Até porque existe um “Kids mode” para além do modo normal, onde Mickey vai avançando sozinho na casa e apenas teremos de fazer algumas acções de vez em quando. No que diz respeito aos audiovisuais, é também um jogo simples, até porque foi lançado no início do ciclo de vida da Gamecube. É um jogo bastante colorido e relativamente bem detalhado, embora note-se perfeitamente que ainda deixa um pouco a desejar em alguns campos como os efeitos de luz. De resto, as músicas e efeitos sonoros são tipicamente Disney: O Mickey continua com aquela vozinha irritante, e as músicas são sempre bastante alegres.

Posto isto, Disney’s Magical Mirror é um point and click que apesar de ser nitidamente pensado para um público bastante jovem, poderia e deveria também ser um pouco melhor nas suas mecânicas de jogo, em especial a de movimento e de transições para se usar itens no inventário, onde se perde muito tempo em ver o Mickey a fazer expressões faciais inúteis. De bom, gostei das referências a jogos como Devil May Cry ou Street Fighter II, bem como de alguns filmes clássicos da Disney.

Sonic Compilation (Sega Mega Drive)

Sonic CompilationAqui estamos nós para mais uma rapidinha, agora à compilação Sonic Compilation para a Mega Drive. É uma colectânea que contém alguns dos jogos do universo Sonic the Hedgehog, incluindo o primeiro Sonic, a sua sequela directa e o puzzle game Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine. Visto que já abordei os primeiros Sonics, vou aproveitar para dar mais foco no Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, que ainda não o apanhei em standalone a um bom preço. O meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás, custou-me uns 8€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manuais, embora falte o manual do primeiro Sonic
Jogo com caixa e manuais, embora falte o manual do primeiro Sonic

Este é dos poucos jogos passados no universo do Sonic onde o ouriço azul não aparece em lado nenhum. É também um reskin de um outro jogo lançado originalmente no Japão, o Puyo Puyo, a lendária e já long runner franchise da Compile, que agora pertence à Sega. Puyo Puyo é mais um daqueles sucessores do Tetris, onde temos de juntar vários blocos de cores diferentes. Curiosamente, o Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine não é o único reskin que os Puyo Puyo receberam no ocidente. Na SNES, o Kirby’s Avalanche também sofreu o mesmo destino. E aqui, no Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine vemos o malvado cientista a maltratar os pobres feijõezinhos, colocando-os numa máquina com o plano de os transformar em robots escravos. Nós somos um Puyo Puyo especial, o Has Bean, uma espécie de mascote desta série Puyo Puyo. E vamos defrontando vários oponentes, muitos deles tirados da série de animação Adventures of Sonic the Hedgehog, que chegou a passar na TV portuguesa na primeira metade da década de 90.

O ecrã de selecção de jogos, não é muito diferente de alguns Mega Games
O ecrã de selecção de jogos, não é muito diferente de alguns Mega Games

As mecânicas de jogo são simples, tal como numa partida de tetris, vão caindo blocos pelo tecto e temos de evitar encher a nossa área de jogo até ao topo. A diferença é que aqui vêm sempre aos pares de 2 feijões coloridos. A ideia é juntar 4 ou mais blocos da mesma cor, podendo estes estar agrupados de qualquer forma, logo que estejam juntos uns dos outros. Se formos inteligentes o suficiente, poderemos desencadear cadeias de combos que colocam no ecrã do nosso oponente uma série de feijões transparentes só para atrapalhar. Claro que o mesmo também pode acontecer connosco… De resto, para além do modo história, temos também um versus para o multiplayer e um modo de treino.

Misturar feijões coloridos nunca foi tão divertido!
Misturar feijões coloridos nunca foi tão divertido!

Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine é um óptimo jogo de puzzles dentro do seu género. É uma pena que a série Puyo Puyo nunca tenha tido tanto sucesso assim. E esse jogo, mais os 2 primeiros Sonic the Hedgehog num único cartucho, fazem deste Sonic Compilation uma excelente colectânea para a Mega Drive.

Virtua Striker 2 Ver. 2000.1 (Sega Dreamcast)

Virtua Striker 2Para não variar, hoje é tempo de mais uma rapidinha! E o jogo que cá trago é mais um de futebol, desta vez para a Dreamcast. É a primeira adaptação para consolas de um título da série Virtua Striker da Sega, uma franchise de videojogos de futebol com a sua raiz nas arcades. O Virtua Striker 2 original foi um jogo de grande sucesso nessas máquinas, tendo sido lançado originalmente em 1997 para o sistema Model 2. Foi recebendo alguns updates nos anos seguintes, com o Ver. 2000 já a sair no sistema Naomi. Da Naomi para a Dreamcast foi um tirinho e é assim que nasceu esta conversão. O meu exemplar custou 2€ e veio da feira da Vandoma, no Porto, há coisa de 2 meses atrás.

Jogo completo com caixa e manuais

Este é um jogo bastante simples, com uma jogabilidade intuitiva e nada complicada. Bastante fiel às suas raízes, portanto. Botões para passe curto, longo e remate, ou para tentar recolher a bola quando se joga à defesa. Tal como os International Superstar Soccer clássicos, aqui também apenas se podem jogar com selecções nacionais, nada de clubes nem de nomes reais dos jogadores. No que diz respeito aos modos de jogo, temos o modo arcade original, diversos tipos de campeonatos e torneios internacional, partidas livres ou os habituais tiros de penáltis.

Tal como no ISS, o radar do campo marca aqui a sua presença
Tal como no ISS, o radar do campo marca aqui a sua presença

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo com gráficos razoáveis para uma Dreamcast. Temo-nos que nos lembrar que o Virtua Striker 2 foi originalmente um jogo lançado no sistema Model 2, o mesmo que nos trouxe jogos como Virtua Fighter 2 ou Daytona USA. Com a conversão para Naomi e posteriormente para Dreamcast houve algumas melhorias gráficas, mas a consola da Sega é capaz de melhor, na minha opinião. As músicas são alegres, embora só toquem nos menus principais, intervalos entre partidas e afins. Durante o jogo propriamente dito temos os barulhos dos cânticos nos estádios e um comentador muito tímido que pouquíssimas palavras diz em cada partida. Este era um aspecto que deveria definitivamente ser melhorado.

As raízes arcade são bem notórias ao longo do jogo
As raízes arcade são bem notórias ao longo do jogo

Em suma, Virtua Striker 2 é um bom jogo de futebol para a Dreamcast, para quem procurar por uma experiência mais ligeira, tal como nas arcades. É verdade que a Dreamcast sofre pela falta de um jogo de futebol de peso como os PES ou FIFA, mas para quem procurar um jogo de futebol mais a sério nessa plataforma, talvez recomende o 90 Minutes, ou o Worldwide Soccer 2000 Euro Edition.