Marble Madness (Sega Master System)

Para não variar, mais uma rapidinha a uma conversão de arcade, desta vez para a Sega Master System. Marble Madness, lançado originalmente pela Atari, é um clássico arcade na medida em que oferecia uma jogabilidade simples, de absorção imediata, mas com um desafio elevado. O objectivo é o de conduzir um berlinde por uma série de caminhos labirínticos e repletos de obstáculos e outras armadilhas, até à sua meta. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado no mês de Setembro, tendo vindo de um leilão online que me ficou a 6€ por jogo.

Jogo com caixa e manual

O objectivo do jogo é tão simples que mesmo que uma pessoa não esteja habituada a videojogos depressa aprende o que tem de fazer. Basicamente temos um berlinde que temos de o conduzir por um labirinto repleto de abismos, armadilhas e outros inimigos que podem interferir. Podemos cair, ou ser comidos as vezes que quisermos pois temos vidas infinitas, no entanto temos é um tempo limite para chegar ao destino e é aí que está o desafio. Muitas vezes temos de fazer descidas íngremes em rampas estreitas, à beira de um abismo e com curvas apertadas, pelo que temos de controlar bem a inércia da bola. Numa arcade isto era mais engraçado pois os controlos usavam uma rollerball, até era mais intuitivo. Aqui temos de usar o d-pad e simplesmente este é um dos jogos que requerem muita práctica, pois até nem temos assim tantos níveis.

Por vezes conseguimos ganhar alguns segundos precisosos

A nível audiovisual é um jogo simples, porém bem detalhado. Os níveis são apresentados numa perspectiva isométrica e possuem alguns inimigos ou armadilhas que até têm boas animações. As músicas são também agradáveis, pelo que no fundo esta até acaba por ser uma boa conversão do clássico arcade.

T2 The Arcade Game (Super Nintendo)

Ainda pelas rapidinhas, vamos agora num instante à Super Nintendo para mais uma adaptação arcade. Existem vários jogos baseados no filme Terminator 2, um dos melhores filmes de acção de sempre, e um deles foi desenvolvido originalmente pela Midway para as arcades. É um shooter em 2D muito à moda do Operation Wolf, onde inimigos vão surgindo no ecrã vindos de todos os lados, tornando-se practicamente impossível não sofrer algum dano. Esse jogo foi convertido para várias consolas, entre as quais a Mega Drive, versão que já cá trouxe e servirá de base para este artigo, pelo que recomendo que o espreitem. O meu exemplar foi comprado em Setembro na Cash Converters, tendo-me custado 8€.

Apenas cartucho

Tal como a versão Mega Drive, aqui também temos o suporte à light gun, neste caso a Super Scope que também não tenho. A grande diferença face à versão Mega Drive é que esta, a nível gráfico está bem mais próxima do original arcade. O original, como muitos jogos da Midway da época, prezava em apresentar sprites realistas, sendo digitalizadas de actores reais, neste caso os do próprio filme. As músicas são também agradáveis. A jogabilidade é que pronto, é a típica daqueles jogos light gun da época e com tanto inimigo no ecrã, vamos sempre sofrer algum dano, mesmo com 2 jogadores. De resto dispomos de imensos power ups, incluindo pequenos rockets teleguiados, escudos ou rapid fire. Mas os medkits são sem dúvida os mais úteis!

Rugrats Time Travelers (Nintendo Gameboy Color)

Continuando pelas rapidinhas, vamos agora para a Gameboy Color para um pequeno jogo dos Rugrats, uma conhecida série de animação dos anos 90, embora confesso que nunca lhe achei grande piada. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no Porto, algures durante o mês de Setembro e custou-me um simbólico euro. Não é jogo que fizesse questão em ter, até porque nem sequer está em boas condições, mas digamos que foi uma compra “necessária”.

Apenas cartucho

Neste jogo os pirralhos vão andar a viajar pelo tempo e visitar diversos períodos, desde o velho oeste, incluindo o seu período mineiro na busca ao ouro, o período jurássico, antigo egípto, época medieval, entre muitos outros lugares. Vamos acabar por ter a oportunidade de jogar com todos os fedelhos, embora a jogabilidade seja sempre idêntica entre eles. Um botão para saltar e… é practicamente isso. Não podemos atacar os inimigos pelo que teremos de nos esquivar dos mesmos constantemente! De resto cada nível possui a seguinte estrutura: temos de encontrar um objecto (ou um dos bébés) mais um certo número de biberons e, assim que ambas as condições estiverem satisfeitas, a saída do nível é activada, pelo que teremos de a encontrar. Ocasionalmente temos 2 níveis de bónus, como uma galeria de tiro no velho Oeste, ou um mini-jogo musical. Fora isso, é um simples jogo de plataformas onde a maior dificuldade está mesmo em avançarmos num passo lento de forma a não sermos atingidos por inimigos.

Graficamente o jogo até que está muito bem conseguido, tirando apenas no facto de ter ainda poucas cores. Mas talvez seja por ser um jogo retrocompatível com a Gameboy original

Por outro lado, a nível audiovisual até que é um jogo bem conseguido. As sprites estão bastante grandes e bem detalhadas, assim como os níveis, que são também bastante variados entre si conforme já mencionado. As músicas são surpreendentemente também bastante agradáveis, pelo menos nalguns níveis.

E pronto, Rugrats Time Travellers é um simples jogo de plataformas, certamente desenvolvido a pensar nos jogadores mais jovens. Se forem jogadores mais veteranos, não percam o vosso tempo, a não ser para apreciar um grafismo surpreendentemente bem feito.

Micro Machines Military (Sega Mega Drive)

Continuando pela Mega Drive e pelas rapidinhas, ficamos agora com o último videojogo da série Micro Machines a ser desenvolvido com base nos sistemas 16 bit. Sendo um lançamento exclusivo europeu, este Micro Machines Military, tal como o nome indica, incide principalmente em corridas com veículos militares. O meu exemplar foi comprado algures em Abril numa ida a Paris em trabalho, onde lá consegui visitar as famosas lojas de Boulevard Voltaire. Custou-me 15€.

Jogo com caixa e manual

A nível de jogabilidade não há muita coisa que mude, a não ser que agora todos os veículos podem usar armas. De resto, é um jogo altamente viciante, especialmente jogado em multiplayer, algo que, com a introdução do J-Cart (duas portas para ligar comandos extra no próprio cartucho), podemos jogar partidas não só até 4 jogadores, mas sim 8 se todos partilharem um comando. Sempre achei um pouco inconveniente partilhar o comando desta forma, mas não deixa de ser uma ideia interessante.

Como sempre teremos vários obstáculos para contornar

Infelizmente no entanto temos menos modos de jogo que nos títulos anteriores. Se jogarmos sozinhos temos o challenge race, onde teremos uma série de circuitos para explorar sendo que temos de ficar constantemente nas primeiras posições para avançar. Temos também o time trial, onde temos um tempo limite para percorrer 3 voltas em cada circuito. Um novo modo de jogo é o Arena, onde temos uma arena que preenche um ecrã inteiro e temos de atirar os oponentes para fora da arena, sobrevivendo um certo limite de tempo. Depois temos as versões “Pro” destes mesmos modos de jogo, onde os circuitos possuem agora mais obstáculos e os oponentes não dão tréguas. Fica a faltar o modo liga do jogo anterior, por exemplo! As opções multiplayer oferecem também variantes destes modos de jogo no single player.

Bom a cozinha não é propriamente um cenário de guerra, mas é um clássico em Micro Machines

Graficamente é um jogo muito bem detalhado, embora já não hada muito a dizer pois a Codemasters acertou em cheio logo no primeiro jogo, depois foi só acrescentar alguma variedade ao longo das sequelas. Aqui temos uma vez mais circuitos montados em divisões da casa, no quintal, na oficina de alguém, onde os objectos do dia-a-dia são parte importante nas corridas, servindo de obstáculos ou mesmo para demarcar os circuitos. As músicas são também bastante agradáveis.

Portanto este é mais um óptimo Micro Machines, com uma jogabilidade bastante divertida, e agora podemos inclusivamente disparar projécteis contra os nossos adversários, para apimentar ainda mais as coisas! Ainda assim nota-se perfeitamente que a fórmula já estava a ficar algo gasta nos 16 bit, pois este jogo possui muito menos pistas e modos de jogo que os seus antecessores.

Bubsy II (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas mas voltando à Mega Drive, o jogo que cá trago hoje é a sequela de Bubsy, mais um jogo de plataformas com mascotes lançado na década de 90, na esperança de destronar Sonic e Mario dentro do género. O primeiro jogo, apesar de ter na minha opinião excelentes audiovisuais, não é lá grande coisa na jogabilidade. O segundo jogo, acaba por melhorar bastante, mas ainda está algo longe de ser um jogo muito interessante. O meu exemplar foi comprado algures durante o mês de Julho a um particular, tendo-me custado algo em volta dos 5€.

Jogo com caixa e manual

A história é simples, Bubsy e sua família iam visitar um novíssimo parque de diversões, que graças à sua realidade virtual, nos permitia visitar diferentes mundos. A excitação é tanta que os gémeos Terri e Terry, sobrinhosde Bubsy, invadem o parque de diversões antes do mesmo abrir, descobrindo acidentalmente um plano maléfico traçado por Oinker, o dono do parque de diversões. Cabe-nos então a nós resgatar os pequenos gatos e travar o que quer que Oinker esteja a tramar.

Antes de começar o jogo podemos escolher qual o conjunto de níveis a jogar

Mal começamos o jogo temos logo uma série de opções a ter em conta: escolher a ala oeste ou este do parque de diversões, e aí escolher se quisermos visitar apenas um dos três andares, ou explorar os três de seguida. Cada andar corresponde a uma dificuldade e cada possui também 5 níveis distintos para explorar, mais um boss. Os cinco níveis correspondem às temáticas do antigo egipto, outro baseado na música, um outro no espaço que muito me faz lembrar os desenhos de Marvin, o marciano dos Looney Tunes. Temos também um nível medieval e um outro “aéreo”. Independentemente da ala ou do andar que escolhemos, os níveis baseam-se todos nestes temas, embora sejam diferentes entre si.

Cada andar que visitamos serve de hub para diferentes níveis

E enquanto no primeiro Bubsy os níveis eram bastante lineares, aqui não é bem assim, sendo até bastante confusos, com portais que nos levam de uma ponta para a outra, acabando por nos desorientar um pouco. O objectivo é encontrar a saída, sendo que temos 15 minutos para o fazer e desta vez Bubsy consegue aguentar com 3 colisões seguidas antes de perder uma vida, o que é bom! De resto iremos encontrar imensos power ups, desde berlindes coloridos, vidas extra, itens que nos regeneram a vida entre outros power ups que podemos posteriormente utilizar. Os controlos são simples, com um botão para saltar e um outro para planar após um salto. O botão C serve para usar os tais itens que podemos apanhar nos níveis. Coisas como uma pistola Nerf ou mesmo uma bomba capaz de destruir todos os inimigos presentes no ecrã em simultâneo. De resto, ainda na jogabilidade, este Bubsy II possui modos de jogo multiplayer tanto cooperativo como competitivo, algo que acabei por não experimentar.

Graficamente até que é um jogo bem detalhado

A nível audiovisual, este Bubsy II acaba por ser um jogo competente, tanto a nível gráfico como de som. Os níveis são bastante detalhados e possuem um desenho muito cartoony, como seria de esperar. As músicas são também algo variadas entre si, por vezes até um pouco jazzy, o que até se adequa bem à natureza do jogo.

No fim de contas, este Bubsy II não é um mau jogo de plataformas, tendo superado o seu predecessor em practicamente todos os pontos. Pessoalmente gostaria que os níveis fossem um pouco menos confusos e que houvesse maior variedade de zonas. Mas não é um mau jogo de plataformas de todo!