Call of Duty Black Ops II (PC)

Gostei bastante da história do primeiro Black Ops, por se centrar no período da Guerra Fria, nas décadas de 60 e 70. Este segundo jogo da subsérie Black Ops já decorre no futuro, no ano de 2025, onde controlamos principalmente David Mason, o filho de uma das personagens principais do primeiro jogo. Mas teremos também umas quantas missões passadas anos antes, ainda durante a Guerra Fria, que irão mostrar as origens do novo antagonista e a sua relação com elementos do primeiro jogo. O meu exemplar foi comprado em Maio de 2017 na Worten por 15€.

Jogo com caixa e papelada diversa

O antagonista é Raul Menendez (não é typo), líder de um grupo paramilitar que, em 2025, lança ataques tanto contra a China como contra os Estados Unidos, que naquela altura eram as maiores superpotências do planeta e aparentemente também estavam num clima de Guerra Fria, em luta pelo controlo de metais raros. Tal como referi acima, a história vai-se dividindo no confronto principal de 2025, mas também na década de 80, onde acompanhamos Alex Mason, Hudson e Woods numa série de operações que irão desvendar mais detalhes sobre o passado de todos eles e do próprio Raul Menendez. Uma coisa de realçar neste Call of Duty é o facto da história ser algo não linear e é influenciada por algumas acções que tomamos, como matar ou não determinados alvos ou falhar um ou outro objectivo principal. Isso irá ter algumas repercussões no final do jogo.

As missões de 2025 têm muita tecnologia

No que diz respeito à jogabilidade, bom, é um Call of Duty! Esperem por umas quantas missões furtivas, outras mais de conflito aberto. Tanto num caso como no outro, esperem também por algumas reviravoltas e as coisas complicarem-se sempre mais do que o previsto. Antes de começarmos cada missão podemos também customizar o equipamento a levar, mas confesso que nunca explorei muito isso, tenho-me contentado com as armas recomendadas para cada nível. Já estas são bastante variadas e, claro, nas missões que decorrem em 2025 teremos umas quantas armas futuristas que nos permitem identificar melhor os alvos mesmo que estejam atrás de objectos e algumas das armas até nos permitem disparar através de superfícies. Um fato com capacidades de invisibilidade também é algo que podemos usar, bem como poderemos (e muitas vezes teremos) de vir a controlar drones e outros robots blindados em algumas missões.

Lembro-me da polémica que foi terem retratado Savimbi como um herói neste jogo

Outra das novidades trazidas neste jogo são mesmo as Strike Missions. Estas são missões secundárias onde teremos um esquadrão de tropas para comandar, desde infantaria, drones, os tais robots blindados, entre outros. As missões possuem objectivos diferentes como defender objectivos, conquistar objectivos aos inimigos, escolta, entre outros, onde tanto poderemos controlar directamente qualquer um dos intervenientes do nosso esquadrão, bem como ir para uma vista aérea e controlar as nossas unidades como um RTS se trata. Tipicamente temos um tempo limite para completar a missão e os inimigos vão estar sempre a chegar em grande número, se bem que ocasionalmente também teremos alguns reforços do nosso lado. É uma novidade interessante para adicionar um pouco mais de longevidade à campanha principal, mas não sou grande fã de jogos de estratégia, portanto não posso dizer que me tenha divertido muito com estas strike missions. De resto contem com um extenso modod multiplayer, incluindo os Zombies, mas confesso que nem sequer os experimentei, pelo que não me irei alongar neles.

Ao longo do jogo poderemos optar por tomar certas acções que irão alterar o decurso da história

Graficamente acho que o jogo envelheceu melhor que os seus antecessores, em particular no detalhe gráfico dado às personagens principais. Os seus antecessores ainda apresentavam cenários bem detalhados para a época, mas com algumas texturas pobres e geometria simples em alguns edifícios e aqui, parece-me que este motor gráfico é bem mais capaz. É um jogo de 2012, a correr em settings ultra num PC de 2019, devo dizer que fiquei satisfeito com o nível de detalhe. Mas mais importante que isso é mesmo o jogo oferecer missões agradáveis em locais bastante distintos entre si, desde as planícies mais áridas de Angola ou mesmo do Afeganistão durante a década de 80, ou as metrópoles um pouco mais futuristas. As novas armas e gadgets estão também bem apelativos! De resto a narrativa é excelente, assim como a banda sonora que se vai adaptando bem à ambiência que cada missão requer.

Antes de cada missão principal podemos customizar as armas e restante equipamento que queremos levar

Portanto, e uma vez mais reafirmando que não experimentei nenhum do multiplayer nem os Zombies, que são habitualmente os maiores selling points dos Call of Duty, devo dizer que gostei bastante da campanha oferecida por este Black Ops II. É curta, é certo, e se calhar gostaria mais se estivesse focada maioritariamente no período da Guerra Fria tal como no primeiro jogo, mas as armas e gadgets futuristas também foram bem interessantes. As strike missions foram uma adição interessante à série, mas eu não sendo um grande fã de jogos de estratégia (e com o número limitado de tentativas que temos para as completar) devo dizer que pessoalmente, foi o ponto que menos gostei nesta aventura.

Blade Dancer (Sony Playstation Portable)

A PSP é uma das minhas consolas portáteis preferidas. O seu catálogo de jogos, para além de incluir títulos de qualidade muito próxima à da Playstation 2, o que na altura para uma consola portátil era muito bom, tinha também um excelente reportório de títulos mais retro e/ou uns quantos relançamentos de RPGs, muitos deles que nunca tinham saído antes na Europa. O seu catálogo de RPGs é um dos pontos fortes que mais me agrada, mas nem todos são bons. Infelizmente este Blade Dancer recai mais nesta última categoria. O meu exemplar foi comprado em Maio de 2016 numa CeX por 3.5€.

Jogo com caixa e manual

A (pouca) história leva-nos a controlar o jovem Lance, que parte para a aventura na distante ilha de Foo. Quando lá chega, e após explorar as terras à volta da cidade de Jade, a capital local, começamo-nos a aperceber de uma trama maior e Lance é na verdade um descendente do Blade Dancer, um guerreiro que lutou contra as forças do mal do Dark Lord, muitos anos antes. O Dark Lord que entretanto acaba por ser ressuscitado portanto já estão a ver onde isto vai dar. Presumo que o Blade Dancer era suposto ter uma sequela, pois a história termina num cliffhanger gigante, mas como o jogo não teve o sucesso esperado, a sequela acabou por ficar na gaveta.

Apesar dos visuais não serem os mais bonitos, ao menos temos voice acting numa grande parte dos diálogos

No que diz respeito às mecânicas de jogo, este é um RPG com batalhas por turnos mas com os inimigos visíveis no ecrã, pelo que as batalhas são despoletadas só após entrarmos em contacto com algum inimigo no mundo. Independentemente dos inimigos que iremos defrontar, todos são representados como caveiras azuis que vão vagueando pelo mundo. A partir de um certo ponto na história, essas caveiras azuis podem-se transformar ou fundir com outras caveiras, resultando em caveiras cinzentas que simbolizam inimigos muito mais poderosos. Já nas batalhas em si, esperem pelas opções habituais, mas no que diz respeito às magias e/ou golpes especiais, estas possuem mecânicas algo diferentes. Chamadas de Lunabilities, estas habilidades partilham de uma mana pool que é usada por todas as personagens da nossa party e cuja se vai enchendo à medida que vamos combatendo. De resto, contem também com um sistema de crafting que nos permite criar uma série de itens e equipamento, bem como o facto das armas (e felizmente apenas as armas) possuirem uma durabilidade limitada, pelo que teremos de ter sempre alguns backups em inventário (que por sua vez também é limitado). Ah, e o desgaste das armas não pode ser reparado.

Temos uma mana pool dinâmica que pode ser usada por todos na batalha

Até aqui tudo bem, mas então porque é que o jogo tem má fama? Bom, para além da história não ser nada de especial, nem as personagens carismáticas, o problema principal é por ser um jogo lento e, à falta de melhor palavra, aborrecido como o raio. Vamos ter de andar a percorrer as mesmas regiões vezes sem conta (principalmente se quisermos fazer as sidequests que nos vão sendo requeridas pelos NPCs), mas não temos aqui nenhum mecanismo de fast travel, nem nenhuma habilidade que nos permite teletransportar para as cidades visitadas. Só já perto da fase final do jogo é que desbloqueamos um sistema de portais que nos permite viajar de imediato entre as 3 cidades principais e a Luna Tower, mas mesmo assim não é bom o suficiente.

Tendo em conta que o crafting pode falhar, é sempre bom fazer save antes de tentar

A nível audiovisual, bom sinceramente nem o achei mau de todo. É certo que as localizações que vamos explorar não são necessariamente as mais cativantes, mas não há muito que possa apontar ao detalhe gráfico, pois parece-me ter gráficos bem competentes para o que a PSP pode fazer. Temos é muita pouca variedade de inimigos, o mesmo modelo poligonal é apresentado em múltiplas cores para representar inimigos diferentes. Já no som, as músicas são poucas, mas as poucas que existem não as achei nada más. No que diz respeito ao voice acting, temos disponível tanto o original japonês como em inglês. Gosto do facto de terem mantido o voice acting japonês, que foi o que acabei por usar. Nada tenho a apontar ao inglês pois nem sequer o ouvi!

Outra das coisas irritantes é o facto de termos de seleccionar o alvo a interagir, sejam tesouros, pessoas para falar ou outros objectos para interagir, como portas e portais

Portanto este Blade Dancer é um jogo que infelizmente não resultou tão bem assim. A sua lentidão no geral, as sidequests aborrecidas e as inúmeras viagens que teremos de fazer ao longo do mapa mundo sem qualquer atalho irão sem dúvida testar a vossa paciência. Para não falar das armas frágeis e sem possibilidade de as repararmos, pelo que teremos de ter isso em consideração num inventory management já algo exigente pelo limite de itens que podemos carregar. Mas com aquele cliffhanger, é mesmo a machadada final, visto que a eventual sequela nunca chegou a sair. Dragoneer’s Aria é dos mesmos, mas um jogo diferente.

90 Minutes: Sega Championship Football (Sega Dreamcast)

Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, ficamos agora com este 90 Minutes para a Dreamcast. Depois do UEFA Dream Soccer, a parceria entre a Sega e a Silicon Dreams chegou ao fim e a empresa nipónica olhou para os seus estúdios internos de forma a produzir mais um jogo de futebol para a sua última consola, que não teve o apoio da Electronic Arts, logo ficou sem a sua linha de jogos desportivos. O meu exemplar foi comprado em Agosto a um particular, veio num bundle de uma Dreamcast e vários jogos que acabou por me ficar muito barato.

Jogo com caixa, manual e papelada

Na altura da Dreamcast, apesar da consola ter recebido alguns jogos de futebol como os Worldwide Soccer 2000, Virtua Striker 2 ou mesmo o tal UEFA Dream Soccer que já referi acima, era a série FIFA da Electronic Arts que dominava a cena, com os ISS Pro da Konami também a terem muito boa reputação com os jogadores. Com a ausência de títulos da Electronic Arts na Dreamcast, e o suporte da Konami ser muito limitado também, a Dreamcast nunca chegou a receber nenhum desses títulos mais famosos. Enquanto os restantes desportos como basquetebol, hóquei no gelo e futebol americano acabaram por ficar muito bem servidos pela série 2K, a Sega nunca conseguiu competir a sério no futebol neste período. Depois de três títulos produzidos pela Silicon Dreams, foi a vez da Smilebit tentar fazer a diferença e o resultado foi este 90 Minutes.

Olha o Quim à baliza!

No que diz respeito ao conteúdo, sinceramente até que gostei do que vi aqui. Temos várias competições diferentes para abordar, desde partidas amigáveis, campeonato do mundo de selecções nacionais, várias ligas de diferentes países, bem como outras competições e torneios distintos, como torneios de clubes europeus, por exemplo. E aparentemente a Sega conseguiu a licença da FIFA pois temos aqui clubes reais e nomes de jogadores também. Já no que diz respeito à jogabilidade, bom, eu não sou grande jogador deste tipo de jogos e não gastei tanto tempo com o 90 Minutes assim. Mas a acção pareceu-me algo lenta e não era muito fácil controlar a bola ou passá-la para onde quisermos mas isso pode ter prefeitamente falta de jeito da minha parte.

Infelizmente achei a acção algo lenta e os controlos imprecisos

No que diz respeito à apresentação, acho que o jogo até que possui bons gráficos, mas devo dizer que gostei mais das animações dos jogadores no UEFA Dream Soccer. Temos uma série de estádios genéricos onde podemos escolher jogar, bem como poderemos escolher também as condições atmosféricas bem como a altura do dia, o que lhe dá uma maior variedade na sua apresentação. As músicas, como bem sabemos apenas tocam durante os menus e afins e aí devo dizer que este 90 Minutes possui uma banda sonora clássica da Sega, com algumas músicas mais rock, com solos de guitarra bem melódicos e sonantes! Já durante as partidas, temos os comentários de um comentador britânico e, se por um lado é impressionante ele ter gravado vozes para os nomes de todos os jogadores, durante as partidas os seus comentários acabam por ser muitas vezes muito aborrecidos, o que é pena.

Acho que o Zidane já tinha menos cabelo nesta altura

Portanto este 90 Minutes até que me parece ser um jogo de futebol bem completo, tanto nos seus modos de jogo e competições distintas, como na variedade de equipas que podemos escolher e com os nomes dos jogadores reais, o que não era muito comum na época a não ser nos FIFAs. Já na jogabilidade, lembro-me que na altura a imprensa não a avaliou bem e eu realmente achei o jogo um bocado lento e os controlos nem sempre eram assim tão precisos.

Jurassic Park (Sega Mega CD)

Noutros tempos, uma conversão de uma IP conhecida para o mundo dos videojogos poderia vir a assumir muitras formas diferentes, seja pela grande panóplia de diferentes sistemas que existiam no mercado, seja por questões de direitos, ou outros. O caso da adaptação do Jurassic Park é um desses casos em que a licença ficou distribuida entre a britânica Ocean Software e a Sega. Enquanto a Ocean ficou a cargo das versões SNES, NES, Gameboy, PC e Amiga, a Sega ficou com a versão arcade e todas as adaptações para os seus sistemas, desde uma versão 8bit para a Game Gear e Master System, outra para a Mega Drive e esta para a Mega CD. O bom é que estas versões são todas diferentes entre si! O meu exemplar foi comprado já há uns 2 anos pelo menos, ficou aqui esquecido durante todo esse tempo. Para já tenho apenas o disco, que veio dentro de uma Mega CD que comprei por 7€ na feira da Vandoma no Porto.

Disco solto

Então e como a Sega diferenciou este Jurassic Park da versão Mega Drive? Ao fazer um point and click adventure, claro. Aqui tomamos o papel de um cientista da InGen (a empresa que criou o local e os seus dinossauros) que é levado para a ilha depois dos acontecimentos do filme, de forma a pelo menos recuperar uns quantos ovos das diferentes espécies que lá habitam. No entanto o seu helicóptero sofre um acidente ao chegar à ilha, do qual é o único sobrevivente. Para além disso, temos apenas 12 horas em “tempo real” para coleccionar ovos de todas as espécies e depois escapar da ilha!

Quem viu o filme sabe bem o que aconteceu com este jipe

No que diz respeito às mecânicas de jogo, esta é então uma aventura gráfica na primeira pessoa, com algumas sequências de acção ocasionais. O cursor vai mudando de forma consoante o local por onde passamos, mudando para uma seta ao indicar uma direcção onde nos podemos mover, uma mão para indicar objectos com os quais podemos interagir ou uma lupa para os objectos que podemos observar mais atentamente. De resto, como devem calcular, não teremos a vida fácil para apanhar os ovos pois estes vão sendo sempre protegidos pelos seus progenitores, para não falar dos outros dinossauros carnívoros que nos acham um bom petisco. Portanto, para além de resolver alguns puzzles que nos permitam alcançar alguns ovos em segurança, também teremos de procurar algumas armas (não letais) para tranquilizar os dinossauros que nos confrontam, daí ocasionalmente termos algumas sequências de acção também. Uma vez apanhados alguns ovos, temos também de ter a preocupação que eles se podem estragar, pelo que teremos de viajar para o centro de controlo e os carregar na incubadora.

Este terminal no centro de controlo é o que nos permite gravar o progresso no jogo, bem como visualizar algumas vídeochamadas sobre a nossa missão

O facto de termos uma meta em “tempo real” para finalizar o jogo é um desafio extra e eu fico sempre nervoso quando tenho um tempo limite para fazer o quer que seja. Principalmente em jogos deste género, onde não temos grandes pistas do que fazer e a exploração e experimentação levam-nos o seu tempo. Deixo o “tempo real” entre aspas pois enquanto estamos no mesmo ecrã o relógio decorre em tempo real, mas sempre que nos movimentamos de ecrã para ecrã passa sempre 1 minuto se for dentro da mesma zona ou 10 minutos, se mudamos para uma zona diferente. E como vamos andar a explorar bastante, todos esses conjuntos de 10 minutos causam impacto na aventura como um todo.

Ao longo do jogo poderemos também ver alguns vídeos com curiosidades de cada um dos dinossauros que vamos encontrar

Passando para os audiovisuais, devo dizer que fiquei bem agradado com o que vi aqui. Este é um jogo na primeira pessoa, onde em cada ecrã onde estamos podemos olhar em 360º horizontalmente para as nossas imediações. Sempre que mudamos de área, temos uma pequena cutscene em full motion video a acompanhar essa transição, mas ao contrário da maioria dos jogos de Mega CD, aqui os vídeos são em maior resolução (embora a sua qualidade não seja a melhor de todas, como habitual). Uma vez terminada a transição, os cenários já são renderizados normalmente, embora tenham um bom nível de detalhe tendo em conta que estamos a falar de uma Mega Drive / CD. Um detalhe interessante é a inclusão de alguns vídeos narrados por um paleontólogo que nos vai contando algumas curiosidades e factos das várias espécies de dinossauros que iremos encontrar. Passando para a parte do som, as músicas são um misto de chiptune e músicas em formato CD Audio. As músicas chiptune são tipicamente bastante calmas e nem por isso muito excitantes, já as faixas CD audio tanto podem ser músicas mais mexidas, especialmente para aquelas secções onde há mais acção, como faixas de apenas barulhos de fundo da própria natureza, sem qualquer música.

Alguns dinossauros, mesmo sendo herbívoros devem ser distraídos para podermos lhes roubar os ovos à vontade

Portanto este Jurassic Park para a Mega CD, apesar de não ser propriamente uma masterpiece, é a meu ver um jogo bem interessante. Quanto mais não seja para mostrar as capacidades da Mega CD e o facto de ser possível fazer coisas diferentes, em vez de apenas converterem jogos de Mega Drive com alguns extras como músicas em CD audio ou cutscenes em vídeo, como muito se fez.

Madden NFL 94 (Sega Mega Drive)

Vamos agora a mais uma rapidinha, principalmente depois de ter escrito um artigo do predecessor deste Madden NFL 94, o John Madden Football 93. O futebol americano é um desporto que não me desperta interesse nenhum, pelo que vamos lá retirar isto do sistema o quanto antes! Tal como o outro jogo, este Madden NFL veio do mesmo conjunto de vários jogos de desporto que foram comprados como novos, numa feira de velharias algures durante o passado mês de Agosto por 5€ cada um.

Jogo com caixa, manual e papelada diversa

Enquanto os jogos anteriores tinham sido desenvolvidos pela Blue Sky Software, estes seguintes já tiveram uma nova equipa a trabalhar nos mesmos, nomeadamente a High Score Productions, a mesma equipa por detrás do excelente Jungle Strike. Este é também o primeiro jogo da série Madden que detem a licença da própria NFL, pelo que esperem que esta vez as equipas já tenham os seus nomes e logotipos reais, no entanto creio que os jogadores ainda são fictícios visto a EA não ter ainda a licença da NFLPA por esta altura.

Tal como no nosso futebol, as partidas começam pela moeda ao ar para decidir o pontapé de saída

No que diz respeito aos modos de jogo, temos as partidas amigáveis, a temporada completa ou poderemos saltar logo para os playoffs da fase final se assim o desejarmos. A jogabilidade parece-me semelhante aos anteriores, mas não levem a minha palavra por certa pois reafirmo que não sou grande conhecedor do desporto. Uma vez mais teremos de estar constantemente a escolher formações e tácticas em cada jogada, quer estejamos a jogar ofensivamente, quer à defesa e eu continuo clueless sem saber qual a melhor forma de prosseguir em qualquer situação.

Ok, escolher uma táctica à sorte, depois passar a bola para alguém e esperar que a apanhe

Do ponto de vista audiovisual, sinceramente, apesar de não achar este jogo mau de todo, creio que ficou uns furos abaixo do título anterior. Em vez dos vários comentários do John Madden durante as partidas, vamos ouvindo muito mais os árbitros a interferir nas jogadas. Sinceramente preferia os comentários do título anterior, sempre davam mais vida ao jogo. As músicas, que aqui continuam a ouvir-se apenas nos menus e afins, também eram mais ao meu gosto no jogo anterior. De resto, as animações e a apresentação geral do jogo a começar pelos seus menus também ficaram mais visualmente apelativos no John Madden Football 93. Mas isto é tudo a minha opinião pessoal, claro, até porque mesmo assim este Madden NFL 94 continua a ter uma produção que faz inveja a qualquer FIFA que tenha saído nas plataformas 16bit: as reacções do público, a antevisão de cada partida como se estivéssemos num programa televisivo, são tudo detalhes que acabam por contar.