Jurassic Park (Sega Master System)

JurassicPark-SMS-PT-mediumO Jurassic Park foi o primeiro filme que fui ver ao cinema, corria o ano de 1993 e tinha eu na altura uns 7 anos. Ainda mal lia as legendas, mas só ver aqueles bicharocos no ecrã gigante já valia completamente a pena. Sim, tal como muitos de nós jovens nerds desta geração, também tinha um fascínio por dinossauros. E o Jurassic Park, filme tão badalado como foi, necessitava também de uma adaptação a videojogos. E curiosamente, existem inúmeras adaptações deste filme, desde a NES, Arcade, Gameboy, Mega-CD até aos PCs, quase todas elas diferentes entre si e com sequelas também distintas. A versão Master System que aqui trago é idêntica à da Game Gear, sendo esta mais uma das Portuguese Purples. Custou-me algo entre os 5€ e os 7€ na Feira da Ladra em Lisboa, algures em 2013.

Jurassic Park - Sega Master System

Jogo completo com caixa e manual. Versão Portuguese Purple

O jogo segue muito ligeiramente a história do filme. Encarnamos no Dr. Grant, reconhecido paleontólogo, com a função de visitar diversas secções do parque jurássico e aprisionar vários diferentes dinossauros que escaparam das suas “jaulas”. O jogo começa com um mapa da ilha, onde podemos escolher livremente um de 4 diferentes níveis. O 5º e último nível está bloqueado, apenas o podemos jogar em último lugar e mesmo assim para o desbloquar temos de encontrar todos os tokens com as letras JP, que estão espalhados nos vários níveis, tendo nós de derrotar os dinossauros que os carregam. Infelizmente não dá para ver quais os dinossauros têm esse item, pelo que o ideal é mesmo “matá-los” a todos.

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O colorido ecrã título

Os níveis estão divididos em duas partes: na primeira vemos o Dr. Grant a conduzir de jipe pelo parque e temos de o proteger de todos os dinossauros que o atacam, a segunda parte já é mais tradicional de um jogo de plataformas/sidescroller. Voltando ao início, estes segmentos em que o Dr. Grant viaja num jipe assemelham-se a um pseudo-lightgun game. Vemos uma mira no ecrã e com o botão direccional temos de apontar para os vários dinossauros que vão atacando o jipe. Na recta final da viagem temos sempre um dinossauro maior a servir de boss, que precisa de vários tiros para ser derrotado. E sim, tal como no filme, também seremos perseguidos por um T-Rex. Os outros segmentos também como já indiquei são mais tradicionais de um jogo de plataformas, onde nós temos de ir do ponto A ao B, defendendo-nos dos dinossauros que nos atacam e também das adversidades naturais dos níveis. No final de cada um desses níveis de plataformas teremos também um boss.

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Estas perseguições são um bocadinho chatinhas e os gráficos também não ajudam

Tanto nos níveis de perseguição como nos de plataformas, temos uma barra de energia que vai sendo gasta com cada ataque que sofremos e existem vários powerups que podemos apanhar. Estes, para além dos tokens JP que dão acesso ao nível final, consistem em items que regeneram a barra de energia, medkits que podem ser utilizados no ecrã de pausa, ou mesmo novas vidas e continues. Durante as secções em que estamos a ser perseguidos, podemos também encontrar um garrafão de combustível que nos aumenta a barra de energia. Na secção de platforming ao carregar em pausa temos acesso a um pequeno menu, onde para além de podermos utilizar o medkit como já referi acima, podemos também escolher uma de 3 diferentes armas a utilizar. A arma normal dispara projécteis em linha recta, ideais para inimigos que nos ataquem ao mesmo nível. Temos também uma espécie de lança granadas, bons para derrotar os dinossauros voadores e por fim umas barras de dinamite que são atiradas em arco.

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O Visitor Center é o último nível que poderemos jogar, ou não, e tal como no filme, o T-Rex vai aparecer.

Os níveis, apesar de serem poucos, parecem-me bastante variados entre si, ao contrário das perseguições de jipe em que pouca coisa muda. Podemos atravessar florestas repletas de perigos, como plataformas que caem, raios de trovoada ou mesmo incêndios que rapidamente enchem o ecrã de chamas. O Dr. Grant para além de atacar e saltar, pode também agarrar-se a ramos de árvores e subir para cima das mesmas, ou mesmo tectos. Pois tal como no filme podemos também atravesar algumas instalações humanas, como se viu nos filmes quando os velociraptors e o T-Rex andaram a fazer das suas. Graficamente o jogo não é nada de especial, apesar de nos níveis de platforming ter alguns detalhes interessantes, como as árvores a mexerem com o vento. Alguns bosses são bem grandinhos, mas as sprites apresentam algum flickering, especialmente quando lhes andamos aos tiros. Mas o que realmente gostei nos visuais é a elaborada cutscene de introdução, são poucos os jogos que se esmeraram assim tanto. De resto já se viu melhor na Master System, mas também já se viu muito pior. O mesmo pode ser dito dos efeitos sonoros e música.

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A cutscene inicial está muito boa para os padrões da consola

Acho extraordinário o facto de existirem imensas adaptações do primeiro filme Jurassic Park, quase todas elas completamente diferentes entre si (conto pelo menos umas 10, não contanto com sequelas não oficiais como Jurassic Park 2: The Chaos Continues para SNES/GB). Hoje em dia é algo que seria practicamente impossível de se ter, a menos que considerássemos as diferenças notáveis de hardware entre consolas caseiras, portáteis e smartphones/tablets. Mas voltando mais uma vez à versão da Master System, não acho que seja um jogo mau de todo, mas também não se destaca na consola. Pode ser que mais tarde possa analisar uma das outras versões.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

3 respostas a Jurassic Park (Sega Master System)

  1. Aah, também me lembro de descobrir este jogo à uns anos atrás. Não é mau de todo, mas a verdade é que também não aquece nem arrefece. Para mim a versão SNES e o Lost World para a Mega Drive continuam a ser os meus preferidos (sem contar com o fantástico Trespasser, claro ;)).

  2. Pingback: Jurassic Park (Sega Mega Drive) | GreenHillsZone

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