The Simpsons: Bart vs the Space Mutants (Sega Mega Drive)

Vamos ficar agora com mais uma rapidinha a um jogo da Mega Drive, nomeadamente este The Simpsons: Bart vs the Space Mutants. É uma rapidinha pois já cá trouxe tanto a sua versão original para a NES, bem como a versão Master System. Esta versão Mega Drive também foi convertida pela Flying Edge e é sem dúvida a versão mais bonitinha deste jogo. Já na jogabilidade, bom, a mesma continua repleta de saltos extremamente precisos, o que poderá ser frustrante. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Setembro por 5€.

Jogo com caixa

Como referi anteriormente, a história e o conceito é o mesmo das versões 8bit. Bart munido dos seus óculos raio-X descobre que extraterrestres estão entre nós a construir uma arma para dominar o mundo e cabe-lhe a ele travar os seus planos. Inicialmente essa máquina está a usar objectos roxos para o fabrico da tal arma, pelo que no primeiro nível a nossa missão vai ser a de pintar o máximo de objectos roxos que conseguirmos, seja com as latas de spray que vamos encontrando, seja com algum platforming mais exigente, ou mesmo com recurso a outros objectos que poderemos vir a adquirir. No segundo nível, passado num centro comercial, já teremos de coleccionar todos os chapéus que encontrarmos, pois a máquina passou a usar chapéus. No terceiro nível, passado numa feira Popular, o objectivo é apanhar ou rebentar o maior número de balões e por aí fora. É essencialmente o mesmo jogo, com os mesmos segredos e desafios. Confesso que descobri um segredo que nunca me tinha apercebido antes: no primeiro nível, as moedas que vamos encontrando podem ser usadas em algumas lojas para comprar objectos, até aqui tudo bem. Mas logo na primeira cabine telefónica a seguir ao Moe’s Tavern, poderemos usar o telefone para fazer uma das prank calls típicas do Bart! Fui depois experimentar o mesmo na versão Master System e também está lá presente! Muito engraçado!

Este obstáculo inicial lixou a vida a muita gente

De resto é um jogo que, tal como a sua versão 8bit, apesar de possuir imensos segredos e uma jogabilidade até variada com a inclusão de vários itens com diferentes usos que poderemos vir a coleccionar e usar, bem como até alguns mini-jogos lá pelo meio, não deixa de ser um jogo desafiante pelo seu platforming preciso, obstáculos e inimigos que nos temos de desviar constantemente. Para não falar claro que basta sofrer dano por 2x que se perde uma vida. E é muito fácil sofrer dano neste jogo! E os controlos infelizmente são também desnecessariamente complicados, especialmente nas mecânicas de correr e saltar.

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente sempre gostei desta versão. Para além de possuir cores bem mais vivas e um detalhe gráfico nos níveis mais trabalhado, as músicas são também bastante agradáveis. Em particular a música título, que não sendo a tradicional música de abertura da série televisiva, aparentemente por motivos de licenciamento, não deixa de ser extremamente viciante. Não me sai da cabeça!

Podemos activar a visão raio x para desmascarar e atacar os aliens que se fazem passar por humanos

Portanto este Bart vs Space Mutants, se não fosse pelos seus problemas de controlos e por vezes a dificuldade mais extrema (benditos save states!), até que tinha potencial para ser um clássico, pela sua variedade de níveis e de mecânicas de jogo. Para além de que esta versão da Mega Drive está de facto muito bonita visualmente.

Robocop Versus The Terminator (Sega Master System)

Vamos voltar agora à Master System para um jogo interessante que já tinha em backlog já há algum tempo. Na verdade, o meu exemplar físico deste Robocop vs The Terminator só o tinha na colecção desde Julho deste ano, onde o comprei a um amigo por 5€. No entanto, já há muito que o queria jogar em emulação, onde tinha apenas experimentado os primeiros 2 níveis há já demasiados anos atrás.

Jogo com caixa

Como podem perceber pelo nome, este é um crossover que junta duas das maiores franchises de filmes de acção da década de 80, inícios de 90: Robocop e The Terminator! Ambas envolvem robots, cyborgs e/ou andróides pelo que um crossover nem parecia assim tão descabido. Esse crossover começou precisamente na banda desenhada e aparentemente o jogo é baseado na mesma, ou num eventual filme que nunca chegou a acontecer. Sinceramente não tenho a certeza pois nunca li a BD, mas também não interessa. O que é preciso saber aqui é que controlamos o Robocop no tal futuro apocalíptico dominado pela Skynet e o seu exército de cyborgs assassinos, cujo nosso papel é precisamente o de destruir a Skynet e assim salvar a raça humana do seu extermínio.

Se matarmos algum inimigo humano, isto acontece

Na práctica, este é um jogo de acção em 2D sidescroller, com elementos de shooter e platformer. Não é um shooter frenético como Contra, mas os princípios são semelhantes. Na maior parte dos níveis o nosso objectivo é o de sobreviver e encontrar a sua saída, embora tenhamos outros níveis com objectivos diferentes, como o de resgatar reféns ou destruir objectos como câmaras de vigilância ou radares. Alguns níveis também culminam com um confronto contra um boss, sendo que o último, Skynet, é bastante difícil não sofrer dano, pelo que convém ir jogando com calma e amealhar vidas nos restantes níveis. Robocop pode disparar em várias direcções e os botões faciais servem para saltar e disparar, embora as mecânicas de salto poderiam ser um pouco melhores. Para saltar mais alto, por exemplo, teremos de manter o botão de salto pressionado em conjunto com o direccional para cima, e o mesmo tem de ser feito para o Robocop se agarre às escadas para subir ou descer, ou aos cabos que vamos vendo nalguns níveis e que nos permitem atravessar abismos.

No final de alguns níveis teremos também bosses para enfrentar

De resto vamos tendo também diferentes armas para apanhar, bem como power ups que nos irão ajudar ao longo do jogo. Robocop possui o seu revólver como arma principal, mas vamos poder encontrar também uma arma que dispara raios laser, outra de plasma e um lança rockets que é sem dúvida a mais poderosa de todas. Mas quando estivermos a subir ou descer em escadas ou atravessar algum cabo, não podemos usar as duas mãos para disparar, pelo que Robocop nessas situações usa sempre a sua pistola. Felizmente temos munições infinitas para todas as armas, no entanto! Os restantes itens que vamos encontrando são os típicos medkits que nos regeneram a barra de vida, invencibilidade temporária ou mesmo vidas extra.

Alguns níveis vão tendo designs mais labirínticos

Passando para os audiovisuais, este é um jogo que fica uns bons furos abaixo da versão Mega Drive que do ponto de vista gráfico é incrível. Ainda assim é uma versão bem competente. Os primeiros níveis são passados numa cidade à noite, mas vamos depois explorar alguns subterrâneos e outros edifícios mais industriais. Os níveis possuem um nível de detalhe bem competente e esta versão até que é bastante gore, com os inimigos humanos a explodirem numa pilha de carne e sangue. As músicas são também muito agradáveis, têm aquele feeling mesmo europeu da cena dos microcomputadores da década de 80 e o velhinho PSG da Master System até encaixa bem nessa sonoridade. Nada a apontar aos efeitos sonoros, a não ser pelas vozes digitalizadas que ouvimos antes de cada nível: “looking for trouble?” e quando derrotamos um boss: “You’re terminated“.

Portanto este Robocop Vs The Terminator é um jogo de acção bem competente para a Master System. Existe também de forma idêntica na Game Gear, mas com a limitação de ter uma menor resolução de ecrã. A versão Game Boy e NES (esta última cancelada mas existe uma ROM finalizada a circular pela internet) são jogos inteiramente diferentes, assim como as suas versões 16bit para a Mega Drive e Super Nintendo. A da Mega Drive está incrível graficamente, será sem dúvida um jogo para adquirir no futuro.

OutRun (Sega Mega Drive)

OutRun é um dos maiores clássicos da Sega nas arcades. Foi o primeiro jogo arcade que alguma vez joguei e um dos meus primeiros contactos com videojogos! Lembro-me perfeitamente de ser criança e quando os meus pais iam ao Jumbo da Maia fazerem as suas compras, eu só queria ficar na máquina do OutRun, nem que fosse lá sentado na cabine a fingir que estava a jogar! Naturalmente que o jogo recebeu inúmeras conversões para sistemas domésticos, algumas das quais eu já cá trouxe, como foi o caso da versão Master System. O meu exemplar foi comprado a um particular no passado mês de Agosto por 25€.

Jogo com caixa

Como já referi em artigos passados, OutRun é um jogo de corridas diferente. Em vez de termos a preocupação de chegar em primeiro lugar na meta, aqui o objectivo é o de desfrutar uma viagem. Mas não podemos ir muito relaxados, pois sendo este um jogo arcade temos um tempo limite para chegar a cada checkpoint. Se batermos algumas vezes pelo caminho, provavelmente já não teremos tempo suficiente para o checkpoint seguinte. Outra das inovações trazidas pelo jogo é a sua não linearidade no progresso. Sempre que nos estivermos a aproximar do checkpoint seguinte, a estrada bifurca-se e teremos de escolher qual o caminho a seguir. Ao longo do jogo vamos ter umas 4 bifurcações pela frente, o que nos levará a 5 destinos finais, todos com uma cutscene de vitória diferente. Portanto este OutRun, apesar de ser um curto jogo arcade, tem alguma longevidade na medida em que teremos vários caminhos alternativos para explorar!

Para além de dar atenção ao relógio, temos também de evitar colidir com os restantes carros

A versão Mega Drive é uma conversão bem mais sólida do original, tendo em conta o esforço anterior da Sega, para a Master System. A conversão é bem mais fluída e com mais detalhe, não ficando assim tão longe quanto isso do original. A Mega Drive não é propriamente um colosso do super scaler, mas a fluidez e sensação de velocidade estão também aqui presentes, pelo que estamos perante uma versão muito agradável e competente. No que diz respeito ao som, o original possuía 3 músicas bem agradáveis e elas estão todas aqui presentes, sendo que poderemos escolher qual a música a ouvir antes de cada viagem. A versão Mega Drive adiciona ainda uma quarta música que também não é nada má!

O facto de podermos escolher o nosso caminho dá outro factor de longevidade, quanto mais não seja para conhecer os segmentos todos.

Portanto, pelo menos para os padrões de 1991, esta versão do OutRun era sem dúvida a melhor forma de jogar o clássico arcade em casa. O jogo acabou por ter conversões mesmo para sistemas concorrentes com a Sega (como a versão Turbographx-16) mas para ter uma conversão ainda mais fiel ao original, tivemos de esperar pelo lançamento na Sega Saturn, que felizmente chegou cá à Europa na compilação Sega Ages.

Fantasy Zone (Sega Master System)

Fantasy Zone é um interessante shmup produzido pela própria Sega originalmente para as arcades algures em meados da década de 80. Naturalmente que uma versão acabou por ser produzida para a Master System e, apesar de já cá ter trazido a versão Game Gear que partilha do mesmo nome, essa é na verdade uma versão diferente. O meu exemplar foi comprado a um particular algures no mês passado por 5€.

Jogo com caixa e manual

Fantasy Zone é um cute’em up, ou seja, um shmup mas com visuais muito fofinhos, a começar pelo protagonista, Opa-Opa. Este tem a aparência de uma nave espacial bem colorida mas é na verdade um ser vivo, e que até tem pernas, que são visíveis se decidirmos caminhar à superfície. Os níveis também costumam ser bastante coloridos e os inimigos raramente têm um aspecto ameaçador.

Os gráficos são bastante bonitinhos e os inimigos muitas vezes bizarros

Mas então qual é o propósito do jogo? Bom em cada nível nós podemos nos mover livremente pelo ecrã, quer pelo ar, quer à superfície. Vamos destruindo os inimigos que nos vão atacando e apanhar as moedas que vão deixando. Também vamos vendo uns inimigos maiores que são na verdade geradores de inimigos mais pequenos. O objectivo de cada nível é precisamente o de destruir todos esses inimigos maiores. Uma vez derrotados, somos levados a defrontar um boss e passamos para o nível seguinte. Os controlos são simples, um botão serve para disparar a arma primária, o outro a secundária, típicamente bombas largadas pelo ar. As moedas que vamos apanhando servirão para comprar novos power ups e upgrades em lojas que vamos poder visitar ocasionalmente. Temos várias armas para comprar, incluindo bombas bem mais poderosas (mas de munição limitada), ou upgrades que nos melhorem a agilidade da nave ou mesmo vidas extra. Se quisermos farmar dinheiro basta deixar os inimigos maiores vivos durante algum tempo e ir destruindo os inimigos gerados por eles.

O dinheiro que vamos amealhando deve ser usado para comprar alguns upgrades ou novas armas

Do ponto de vista dos gráficos, já aqui referi que este é na verdade um cute ‘em up, com inimigos fofinhos e gráficos bem coloridos. Mas no entanto esta conversão para a Master System infelizmente fica uns furos bem abaixo da versão arcade, que possuía níveis ainda mais coloridos. Felizmente que o Fantasy Zone II acabou por ser bem melhor nesse aspecto! De resto as músicas são bastante agradáveis!

Portanto este Fantasy Zone, apesar de simples, é um bom shmup na Master System que apresenta algumas mecânicas de jogo interessantes. Opa-Opa foi uma espécie de mascote da Sega, pelo que a Master System acabou por receber ainda mais dois jogos desta série. O Fantasy Zone II é mais um shmup que me pareceu ser uma óptima evolução deste, mas isso já seria assunto para um outro artigo.

Counter Strike 1 Anthology (PC)

Voltando ao PC, vamos abordar brevemente esta compilação do Counter Strike 1 Anthology, que já estava cá em backlog para um artigo há muito tempo. Tal como muita gente da minha idade, joguei bastante o Counter Strike (versão 1.5 ftw) nos meus tempos de Ensino Secundário e não só. Esta compilação para além de trazer o CS original e o Condition Zero, traz também mais uns quantos outros jogos que tinham sido desenvolvidos pela Valve nesse período. O meu exemplar tenho a ideia de ter sido comprado selado ao desbarato na feira da Ladra em Lisboa, por aí em 2014.

Jogo com caixa mais papelada

Deixando os Counter Strike para o fim, vamos começar com os mais desconhecidos desta compilação. Deathmatch Classic, tal como practicamente todos os outros títulos presentes nesta compilação, começou como sendo um mod de Half-Life e é na verdade uma espécie de homenagem ao Quake clássico, pois os seus mapas, armas e jogabilidade frenética estão todos aqui presentes de certa forma. Mas é também um jogo muito simples, onde o único modo de jogo é precisamente o deathmatch. Team Fortress Classic é o original que nos trouxe o Team Fortress 2, ainda bastante popular hoje em dia. Já neste primeiro jogo tínhamos o sistema de 9 classes, cada qual com diferentes armas e habilidades no geral, o que para a altura me pareceu uma inovação bastante interessante. Particularmente os Spies, capazes de se mascararem de soldados inimigos! É um jogo interessante do ponto de vista histórico, mas envelheceu mal e recomendo vivamente a sua sequela, não só pela jogabilidade e gráficos mais refinados, mas também pela maior variedade de modos de jogo.

Já o Team Fortress Classic introduzia as mesmas classes com diferentes habilidades que ficaram mais conhecidas na sua sequela

Ricochet é sem dúvida o jogo mais estranho aqui do conjunto. Com um visual futurista que faz lembrar o Tron, o jogo apresenta arenas em pleno espaço com uma série de plataformas que nos permitem saltar a grandes distâncias para outras plataformas e fazer ricochete em algumas paredes. As nossas armas são meros discos que também podem fazer ricochete em inimigos e é practicamente isso. Acredito que uma sessão deathmatch com muita gente até seja agradável mas poucos são os que jogam Ricochet hoje em dia. Day of Defeat é baseado na segunda guerra mundial, sendo mais um jogo onde podemos escolher jogar por entre diferentes classes, que por sua vez carregam com diferentes tipos de armamento. Os seus modos de jogo são mais na base de conquista/defesa/destruição de diversos objectivos espalhados pelo mapa e o jogo na altura introduziu muitos elementos mais realistas na sua jogabilidade, como o coice das armas, a fadiga dos soldados, entre outros.

Ricochet é um jogo muito bizarro mas também bastante simples na sua jogabilidade (e variedade)

Por fim, vamos aos Counter-Strike, sendo que nesta compilação temos o Counter Strike Clássico e o Condition Zero. O clássico é um jogo multiplayer que torrei imensas horas durante a minha adolescência, onde poderemos optar por jogar como terroristas ou polícias em diversos modos de jogo. O mais famoso, pelo menos para mim e para os meus amigos, sempre foi o bomb defusal, onde o objectivo dos terroristas seria o de plantar uma bomba num de vários locais alvo e garantir que a mesma explodisse dentro de um tempo limite. Já o da polícia é precisamente o contrário, evitar que bombas sejam plantadas e, caso sejam, teremos também de as desarmar a tempo. Outro modo de jogo é o de resgate de reféns, onde os polícias devem localizar e encaminhar uma série de reféns em segurança para o ponto de resgate, já os terroristas devem evitar que isso aconteça. Por fim temos o VIP Escort, onde os polícias devem proteger um VIP e escoltá-lo com sucesso a um determinado ponto no mapa, já os terroristas devem assassinar esse mesmo VIP. Em qualquer modo de jogo no entanto, se todos os jogadores de um dos lados morrerem, será suficiente para vencer um round.

Os cenários de bomb defusal eram de longe os mais divertidos. Tantas horas no de_dust2!

Agora a jogabilidade é simples e assenta sem dúvida na perícia de cada um e no expertise dos diferentes mapas, ao reconhecer os melhores pontos de vantagem. Aqui não há classes e no início de cada round cada jogador tem uma certa quantia de dinheiro para gastar para comprar diferentes armas, munições, explosivos e armaduras. Apenas podemos carregar duas armas de cada vez, uma primária e outra secundária, mas vamos tendo um grande arsenal de diferentes armas para escolher, tanto metralhadoras, pistolas, shotguns, sniper rifles e por aí fora. Dependendo da nossa performance ao longo do jogo, vamos tendo mais ou menos dinheiro disponível para os rounds seguintes, pelo que convém comprar material de forma mais sensata. De resto, tal como referi no primeiro parágrafo, a versão que mais joguei foi a 1.5. A que aqui vem é a 1.6 que eu e os meus amigos nunca gostamos muito, pois introduziram a possibilidade dos polícias poderem usar um daqueles escudos gigantes e sempre sentimos que isso tenha desiquilibrado um pouco as balanças.

O Tour of Duty do CS Condition Zero são uma espécie de partidas com bots glorificadas, onde para além de podermos condicionar o comportamento dos bots teremos também alguns desafios adicionais em cada partida

Por fim vamos abordar o Counter Strike Condition Zero. Anunciado como uma sequela, este jogo teve um ciclo de desenvolvimento bastante complicado e longo, atravessando diferentes estúdios e lançado no início de 2004, cerca de 2 anos depois da data inicialmente prevista. Basicamente temos o mesmo multiplayer mas com gráficos ligeiramente melhorados face ao original, mas confesso que muito pouco tempo perdi com esse modo de jogo. Este Condition Zero traz ainda algum conteúdo single player, como o Tour of Duty e Deleted Scenes, este último disponível como um jogo à parte no steam. O Tour of Duty é um modo de jogo single player, mas que serve de um bom treino para o jogo em si. Isto porque, em conjunto com alguns bots, vamos tendo uma série de missões para concluir, que são na realidade partidas clássicas do Counter Strike, onde jogaremos nos mesmos mapas e com os mesmos objectivos do jogo multiplayer. A diferença é que temos algum controlo sobre os bots, podendo dar-lhes algumas indicações durante os combates e vamos tendo também alguns desafios adicionais para completar, como terminar um round em menos do que um certo tempo, matar inimigos com algumas armas específicas, entre outros. À medida que vamos avançado no jogo, vamos ganhar mais pontos que nos permitem recrutar mais e melhores bots para os desafios seguintes.

O Condition Zero já foi desenvolvido numa versão melhorada do motor gráfico original, apresentando uns visuais algo superiores

Já o Deleted Scenes é uma campanha single player completa, onde iremos encarnar em diversas forças militares e/ou de segurança e cumprir uma série de missões por todo o mundo, desde resgatar reféns, desarmar bombas nucleares, assassinar barões de droga, entre outras. As localizações que iremos visitar são bastante diversificadas, como o médio oriente, as selvas da américa do sul ou mesmo algumas zonas mais urbanas como o Japão ou um arranha céus em Belfast. Aqui já não estamos limitados a carregar 2 armas de cada vez, pelo que iremos ter à nossa disposição um arsenal de armas bem maior em cada missão. É um modo de jogo interessante, mas as missões que jogamos são todas desconexas entre si, não há nenhuma narrativa propriamente dita ou um fio condutor que interligue as missões umas às outras.

O Deleted Scenes já nos leva por dezenas de missões em vários locais no globo, incluindo o Japão

No que diz respeito aos audiovisuais, bom estes são bastante simples. Todos os jogos aqui presentes nesta compilação são baseados no motor gráfico original do Half Life, que se por um lado era bem competente para a altura em que saiu, por outro não envelheceu lá muito bem, ao apresentar texturas de baixa resolução e objectos ainda muito quadrados. A excepção está no Counter Strike Condition Zero (e Deleted Scenes), que usam uma versão já melhorada do mesmo motor gráfico, pelo que as personagens já possuem mais geometria, as texturas já possuem mais detalhe e até há algumas físicas interessantes na destruição de cenários. Nada a apontar ao som no geral, os sons do Counter Strike clássico estarão para sempre implantados na minha memória! Já o Condition Zero Deleted Scenes, como iremos atravessar o globo ao longo do jogo, preparem-se para ouvir um inglês repleto de péssimos sotaques, especialmente o alemão, russo, japonês e espanhol.

Portanto este Counter-Strike 1 Anthology é uma compilação interessante, quanto mais não seja por incluir o Counter Strike clássico e o Condition Zero. Este último em particular teria sido uma boa ideia se o jogo não tivesse atrasado tanto no seu desenvolvimento. Quando foi lançado em 2004, já estavamos a meros meses do lançamento de Half Life 2 e eventualmente do Counter-Strike Source, um outro remake do clássico, mas com gráficos bem superiores face aos que foram apresentados no Condition Zero meros meses antes.