Colony Wars (Sony Playstation)

Vamos voltar à Playstation original para mais um dos muitos jogos de qualidade acima da média que a Psygnosis desenvolveu na era das 32-bit. Lançado em 1997, este Colony Worlds é o primeiro de uma trilogia de shooters espaciais e confesso que até se revelou numa excelente surpresa. Sinceramente já não me recordo onde comprei o meu exemplar, nem quanto custou (mas foi certamente barato), apenas sei que o comprei algures em Agosto de 2017.

Jogo com caixa, dois discos e manual

A história decorre no futuro, algures quase no ano 4000, onde a civilização humana acaba por colonizar os confins do espaço. E o jogo coloca-nos num conflito entre as forças da League of Free Worlds, formada por habitantes das colónias terrestres, contra o poderoso império que as escravizava. Os humanos da Terra, claro está! Ao longo do jogo iremos participar numa série de missões, cuja nossa performance nos pode levar por diferentes percursos e obter um de vários finais alternativos. Tem o seu quê de não-linearidade, o que também lhe aumenta bastante a sua longevidade.

As missões vão tendo diferentes objectivos, incluindo os de proteger naves aliadas

As missões em si decorrem em pleno espaço e vão variando um pouco os seus objectivos. Por vezes temos apenas de destruir uma série de naves ou bases inimigas, outras vezes temos de as desabilitar para posteriormente serem capturadas. E ocasionalmente também teremos objectivos de escoltar aliados nossos sob fogo inimigo. Os controlos são relativamente simples, com o analógico a servir para controlar a nave, os botões faciais para seleccionar as armas primárias ou secundárias, bem como para as disparar. Já os botões de cabeceira servem para acelerar ou travar, bem como para os barrel rolls, muito úteis para evadir de fogo inimigo. O select serve para alternar entre vários ângulos de câmara e independentemente da câmara temos também de ter em atenção aos vários indicadores que vamos tendo no ecrã. À esquerda temos a indicação do estado dos escudos da nossa nave, a nossa velocidade e a temperatura dos canhões das armas principais, pois apesar de termos munições infinitas nas armas primárias, temos de ter em conta o seu sobreaquecimento também. À direita temos a indicação dos escudos da nave/base inimiga que estamos a atacar no momento, bem como o número de armas secundárias ainda disponíveis. Já no centro temos um radar esférico que nos vai indicando a posição de aliados e naves ou bases inimigas para destruir! De resto, o objectivo vai sendo quase sempre o de aniquilar as forças inimigas, mas também temos de ter especial cuidado com os ataques que vamos sofrendo, especialmente das naves maiores, que muitas vezes nem dá para antever de onde os seus projécteis vão sendo disparados!

Graficamente o jogo até que possui efeitos de luz e partículas muito interessantes para a sua época

Graficamente é um jogo muito interessante para uma Playstation. As missões decorrem todas em pleno espaço, quase sempre com alguns planetas ou buracos negros nas suas imediações. Ainda assim, e com todo o espaço para explorar, o jogo consegue ter uma boa sensação de velocidade quando aceleramos as coisas. E claro, todos os efeitos de luz dos raios laser a voar por todo o lado dão também outro brilho! As naves inimigas, particularmente os colossos que vamos ter de enfrentar, vão estando bem detalhadas graficamente também. A nível de som é um jogo excelente, com voice acting bastante competente e uma banda sonora orquestral e bastante épica.

Ocasionalmente vamos tendo algumas cutscenes em CGI que vão avançando a história

Portanto este Colony Wars até que se revelou uma óptima surpresa. E tendo em conta que mediante a nossa performance poderemos enveredar por diferentes missões e consequentemente diferentes finais, a sua longevidade até que é bastante considerável. E aparentemente o jogo até fez um bom sucesso comercial, pois a Psygnosis não perdeu muito tempo a produzir duas sequelas. A ver como se safaram em breve!

Heart of Darkness (Sony Playstation)

Heart of Darkness é um videojogo do mesmo criador de Another World, mais um platformer cinematográfico, com excelentes gráficos e animações super fluídas, mas também com uma jogabilidade exigente, tanto no platforming, como combate e puzzles. Foi um jogo que teve um ciclo de desenvolvimento muito atribulado, tendo começado pouco tempo depois do lançamento do clássico referido acima, mas que apenas foi finalizado em 1998, e das várias plataformas para as quais o jogo chegou a ser anunciado, apenas o PC e a Playstation acabaram por o receber. O meu exemplar veio cá parar em Janeiro deste ano, após uma troca que fiz com um amigo.

Jogo com caixa, manual e dois discos, na sua versão horrível Best of Infogrames que irei certamente trocar assim que surgir a oportunidade

E este jogo conta a história de um miúdo que tem medo do escuro e depois de certas coisas lhe acontecerem na escola, a aula acaba e o professor pedir aos alunos para não perderem o eclipse solar que ia acontecer em breve. E é mesmo isso que ele faz, mas algo de muito errado acontece, o eclipse torna-se numa espécie de vortex que suga o seu cão. Mas o miúdo é um génio e do nada constrói uma pequena nave, uma arma que dispara raios eléctricos e atravessa o portal, entrando numa outra dimensão repleta de criaturas letais e muitos outros obstáculos! As semelhanças com o Another World não são por acaso e este jogo tem mecânicas muito semelhantes, com o mundo a estar separado em diferentes ecrãs em vez de scrolling contínuo e em cada ecrã vamos tendo desafios de combate, exploração e alguns puzzles para resolver.

Tak como no Another World, a margem de erro é muito reduzida!

Tal como no Another World basta um passo em falso e morremos, mas felizmente o jogo possui vidas infinitas e checkpoints regulares, pelo que se morrermos, tipicamente renascemos no mesmo ecrã ou um ou outro ecrã atrás. Os controlos são simples, com um botão para saltar, outro para correr e outro para disparar, mas como é habitual neste tipo de jogos (uma vez mais Another World e Flashback) o posicionamento e velocidade são essenciais para ultrapassar alguns obstáculos. Também podemos dar um duplo salto com mortal, o que será outra das manobras que precisaremos de dominar par ultrapassar alguns desafios. Inicialmente dispomos de uma arma que dispara raios eléctricos e com essa arma conseguimos mesmo derrotar as muitas criaturas sombra que nos perseguem, mas rapidamente ficamos completamente indefesos, pelo que a fase seguinte do jogo obriga-nos a ter uma jogabilidade mais furtiva e atrair as criaturas sombrias para as poucas zonas com raios de luz. A certa altura ganhamos poderes mágicos, que não só servem de mais uma arma de longo alcance, mas também terão de ser usadas para resolver alguns dos puzzles, ao por exemplo, fazer com que certas árvores brotem das suas sementes ou vice-versa.

As animações estão fantásticas e detalhes como a projecção de sombras nos cenários estão soberbos

Graficamente é um jogo belíssimo, mesmo para 1998, depois de todos os atrasos que sofreu no seu desenvolvimento. O mundo que exploramos é riquíssimo em detalhes e uma vez mais as animações da nossa personagem, bem como as dos inimigos, estão muito fluídas e ricas em detalhe. Outros detalhes visuais como a projecção das sombras nos cenários, ou as animações dos inimigos que se tentam esquivar dos nossos projécteis estão também muito bem conseguidas. E claro, sendo este um jogo onde o perigo espreita a cada esquina e basta um erro para o miúdo morrer, também temos cutscenes bem elaboradas desses desastres. Este é um jogo para todas as idades, e de facto não há cá ponta de sangue, mas mesmo assim podemos ver uma criança a ser devorada, esventrada, esmagada, tudo repleto de animações super fluídas! A aventura é também acompanhada de imensas cutscenes em CGI que estão muito bem conseguidas também e por vezes até são algo cómicas, como a introdução das criaturas amigáveis, os Amigos, que até dizem algumas palavras em português. Este contraste que existe entre as cutscenes algo parvas e inofensivas e todos os perigos que nos ameaçam também é algo que se deva salientar.

A razão pela qual o jogo vem em 2 discos é porque está repleto de cutscenes em CGI e estas sim, representam um grande contraste com a atmosfera mais opressora do jogo em si

Portanto devo dizer que gostei bastante deste Heart of Darkness apesar de ter alguns momentos bastante desafiantes. Mas lá está, felizmente os checkpoints também não são assim tão maus quanto isso, pelo que acaba por ser uma questão de preserverança. Se gostaram desses jogos de plataforma mais “cinematográficos” como os já referidos Another World e Flashback, então este é um jogo que recomendo completamente. E o jogo até vendeu bem na Europa, pois recebeu mais tarde um lançamento Platinum e este horrível “Best of Infogrames”, mas aparentemente não recebeu o mesmo sucesso nos Estados Unidos. E de certa forma até se compreeende, pois afinal em 1998 o que as pessoas queriam eram jogos de acção em 3D poligonal, mas sinceramente os visuais e animações deste Heart of Darkness envelheceram muito melhor que a esmagadora maioria dos jogos em 3D da primeira Playstation. Supostamente iria haver uma conversão deste jogo para a Gameboy Advance mas infelizmente foi cancelada. Estou curioso em ver como a portátil da Nintendo se safaria ao correr este jogo, mas acho que seria uma conversão mais modesta, sinceramente.

Marvel vs Capcom (Sony Playstation)

Durante a década de 90, a Capcom era uma máquina de produzir jogos de luta 2D, todos eles com muita qualidade. Mas para além dos inúmeros Street Fighter e novas IPs como a série Darkstalkers, a Capcom também lançou uns quantos jogos de luta do universo da Marvel e, a partir do X-Men vs Street Fighter começou também a explorar melhor os crossovers entre universos da Marvel e da própria Capcom. Este Marvel vs Capcom é o terceiro desses crossovers, mas o primeiro que reúne personagens de universos mais abrangentes, tanto da Marvel, como da Capcom. Mas infelizmente, também tal como os seus predecessores, a versão Playstation acabou por ser uma conversão que, por limitações de hardware, viu uma boa parte das suas mecânicas de jogo alteradas. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro de 2016 numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto, por 5€.

Jogo com caixa e manual

A primeira vez que joguei o Marvel vs Capcom foi sem dúvida marcante! Joguei-o na Dreamcast, creio que na FNAC do Norte Shopping algures em 2000. E os seus gráficos vibrantes, aliados a uma jogabilidade incrivelmente fluída e frenética deixaram-me com água na boca! Esta versão PS1 não é um mau jogo de todo se o analisarmos isoladamente, mas tal como os seus predecessores, a versão original arcade (e a conversão Dreamcast) assentavam numas mecânicas de tag team, onde teríamos de escolher representar duas personagens e poderíamos alternar entre ambas durante os combates. Devido à reduzida quantidade de memória RAM na primeira Playstation, para além desta versão ter sofrido alguns cortes nas animações, todo o conceito de tag team teve também de ser descartado. Continuamos a seleccionar 2 personagens, mas a segunda personagem irá apenas ser invocada nalguns golpes especiais.

Neste jogo temos imensas personagens não jogáveis que podemos invocar para nos ajudar com uns specials!

A versão Playstation possui então os seguintes modos de jogo: arcade e versus para 2 jogadores que naturalmente dispensam apresentações, um modo de treino onde poderemos treinar os golpes de cada lutador e o modo crossover que, tal como na versão Playstation do Marvel Super Heroes vs Street Fighter, permite combates com tag team, mas com lutadores espelhados entre si. Por exemplo, se seleccionarmos o Ryu e Venom, iremos enfrentar as sprite swaps dessas mesmas personagens. Tudo isto devido às limitações de RAM da Playstation. Mas indo um pouco mais a fundo nas mecânicas de jogo em si, este é um jogo de luta incrivelmente frenético, com imensos golpes especiais e visualmente muito apelativos a serem despoletados a todo o tempo! Uma das funcionalidades que aqui foram introduzidas é o Duo Team Up Attack, onde durante um curto período de tempo, podemos controlar 2 personagens em simultâneo, permitindo atingir combos estratosféricos! Mas nesta versão Playstation, uma vez mais devido a limitações de hardware, a segunda personagem que controlamos é sempre um sprite swap do nosso oponente, o que é um pouco estranho. Outra das funcionalidades que foram algo modificadas na versão Playstation é o Special Assist. Nas versões arcade e Dreamcast, cada jogador possuía um convidado especial aleatório, que poderia aparecer no ecrã ao despoletar algum ataque especial, aqui na Playstation antes de cada partida temos de escolher se queremos usar o sistema de Partner Heroes, ou Special Heroes. O primeiro permite-nos escolher a tal personagem secundária que nos originais seria o nosso parceiro de tag team, já escolhendo a opção Special Heroes é que nos é assignado aleatoriamente o tal parceiro que pode também ser invocado em certos golpes especiais.

Não há como negar, este é um jogo muito vistoso!

A nível de personagens jogáveis, a memória pregou-me uma grande partida pois era capaz de jurar que haviam mais personagens jogáveis! Podemos escolher de entre 15 personagens do universo Marvel e Capcom, onde do lado da Capcom destaco Megaman, Strider Hyriu, Morrigan, Captain Commando e Jin (do jogo Cyberbots) como as personagens novas, fora do universo Street Fighter. Para além das 15 personagens, poderemos desbloquear mais umas 7 personagens mas a maioria são sprite swaps, excepto a Roll (do universo Mega Man) e o boss Onslaught (que possui animações fantásticas, já agora). Já do lado dos tais “Special Helpers”, o leque é bem maior (21 personagens!), incluindo nomes como o Arthur da série Ghouls n’ Ghosts ou de jogos ainda mais obscuros da Capcom! Do lado da Marvel, também temos algumas personagens não muito comuns nestas andanças como a Jubilee dos X-Men, ou as portentosas Sentinels.

Das personagens desbloqueáveis, apenas a Roll e Onslaught é que não são sprite swaps de outras personagens

A nível audiovisual este é um jogo excelente. Aparentemente os cortes nas animações foram feitos mais nos specials mais vistosos, deixando a acção “normal” o mais fluída possível. E a verdade é que, mesmo apesar de todas as restrições e alterações de mecânicas de jogo que esta versão sofreu devido às limitações de hardware, não deixa de ser um jogo de luta extremamente competente. As personagens possuem sprites muito bem detalhadas e os cenários também são bastante variados entre si, e sempre com pequenos detalhes muito interessantes! Sempre gostei do design gráfico deste tipo de jogos e o Marvel vs Capcom não desilude nesse departamento. Já no que diz respeito ao som, a banda sonora que o acompanha também é bastante agradavel, se bem que eu, tal como referi nos crossovers anteriores, acabo por preferir sempre aqueles temas com influências mais rock, o que felizmente ainda são umas quantas!

X-Men Mutant Academy 2 (Sony Playstation)

O artigo de hoje é mais uma rapidinha, uma breve análise ao X-Men Mutant Academy 2, que embora seja melhor que o primeiro, confesso que continuo preferir de longe os fighters da Capcom do universo X-Men e/ou Marvel. Mas já lá vamos! O meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho, jutamente com mais alguns outros jogos de Playstation, algures em Abril de 2016.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este é mais um jogo de luta 1 contra um no universo X-Men, mas com gráficos e jogabilidade em 2.5D, ou seja, tanto as personagens como os cenários são renderizados em 3D poligonal, mas a jogabilidade é toda mantida num plano 2D. A nível de modos de jogo temos exactamente os mesmos que o anterior, com os tradicionais modos arcade e versus, bem como o tutorial (Academy) onde o Professor Xavier nos explica detalhadamente as mecânicas de jogo. O modo de jogo que resta é o Survival que também dispensa apresentações, pois coloca-nos a enfrentar combates contínuos e apenas dispomos de uma só vida, pelo que o objectivo é o de aguentar o máximo de confrontos possível.

O elenco de personagens disponíveis é bem mais completo desta vez

Mesmo a nível de dificuldade, algumas das mecânicas base se mantiveram, como o facto de termos não uma, não duas, mas sim três barras de energia separadas que se vão enchendo à medida que vamos distribuindo pancada e, uma vez cheias, desbloqueiam a possibilidade de desencadear um golpe especial. Cada barra de energia enche a ritmos diferentes, pelo que as que demoram mais a encher são as que nos permitem desencadear os golpes especiais mais fortes. Também tal como na sua prequela é possível transferir a barra de energia de uma para outra e a nível de controlos, o esquema mantém-se também idêntico, com os botões faciais e R1/R2 a servirem para despoletar socos e pontapés, fracos, médios e fortes. Já os botões L1 e R1 ficam com os Counter e Throws.

Continuamos com as 3 barras de specials e poedmos transferir a energia de umas paras as outras

Mas confesso que este jogo ficou bem mais agradável que o seu predecessor, na minha opinião. Não só os combates são mais fluídos, como há uma maior variedade de golpes, incluindo combos aéreos, bem como uma maior variedade de personagens disponíveis! Mesmo a nível audiovisual, as personagens continuam bem detalhadas, mas desta vez os cenários são mais interessantes e fazem mais sentido tendo em conta o universo X-Men. Mas, no fim do dia, continuo de longe a preferir os fighters da Capcom. Ainda assim devo dizer que este Mutant Academy 2 até que foi uma agradável surpresa visto que não fiquei assim tão impressionado com o primeiro.

X-Men: Mutant Academy (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas na PS1, vamos ficar agora com o X-Men Mutant Academy, um jogo de luta em pseudo 3D sobre o universo X-Men, lançado algures durante o ano de 2000 para a Playstation e Gameboy Color. A versão PS1 foi desenvolvida pela Paradox Development, que para além de ter criado mais alguns títulos com a IP dos X-Men e outros de Wrestling, fizeram também o Mortal Kombat Shaolin Monks que planeio cá trazer em breve. O meu exemplar foi-me oferecido por um amigo meu numa das nossas idas a uma feira de velharias, é apenas o disco, pelo que um dia que me apareça uma versão completa a bom preço, irei certamente substituir.

Apenas o disco solto, para já

Antes de abordar a jogabilidade propriamente dita, convém referir os modos de jogo disponíveis. Pois bem, temos o Arcade, Versus e Survival que dispensam apresentações, pois o primeiro é aquele modo de jogo básico onde seleccionamos uma personagem e iremos defrontar todas as outras, enquanto o segundo é o que permite multiplayer para 2 jogadores andarem à pancada. O Survival é um modo de resistência, onde apenas com uma vida teremos de defrontar o máximo de oponentes possível, com a nossa barra de vida a regenerar ligeiramente entre cada confronto. O modo Academy é basicamente o modo de treino do jogo, onde podemos tanto optar por treinos livres, ou por treinos com objectivos, onde somos levados por um tutorial que nos explica as mecânicas de jogo.

O leque de lutadores disponíveis é algo limitado e os vilões têm de ser desbloqueados ao jogar o modo arcade

Ora este é então um jogo de luta de 1 contra 1 mas, embora possua gráficos em 3D poligonal, a sua jogabilidade é ainda em 2D. A nível de controlos, temos os botões faciais a servirem para desferir socos ou pontapés ligeiros ou médios, com os restantes botões de cabeceira a servirem para desferir os golpes fortes, counters ou throws. Para além disso devemos também ter em conta as 3 barras de energia no fundo do ecrã, que se vão enchendo mediante a nossa performance ao longo dos combates. Estas servem para despoletar 3 tipos distintos de specials quando estiverem cheias: os Supers, Stringed Supers e X-Treme Supers. Cada uma destas barras quando cheias permitem-nos usar alguns dos golpes mais poderosos de cada personagem, mas, no caso dos X-Treme, encher a barra não é suficiente. Uma vez a barra cheia temos de pressionar o botão X repetidamente durante alguns segundos e só depois o X-Treme fica desbloqueado, mas claro que estamos sujeitos a levar com dano durante esse tempo! Aparentemente também é possível transferir a energia de uma barra de special para as outras, o que é uma funcionalidade interessante, mas mais uma vez não tão trivial de executar no calor da batalha.

Cada x-men possui as suas habilidades específicas, mas os diferentes specials não são assim tão intuitivos

A nível audiovisual, é um jogo com cenários e personagens modeladas em 3D poligonal, mas mantém uma jogabilidade em 2D, conforme já referi acima. As personagens, para uma PS1, até que estão bem modeladas, mas já os cenários sinceramente achei-os muito desinspirados! O mesmo posso dizer para as músicas e restantes efeitos sonoros ou o ligeiro voice acting que cada personagem possui. Entendo perfeitamente o apelo de jogos em 3D poligonal, mas sinceramente prefiro de longe os visuais 2D dos jogos da Capcom. Até porque esses são bem mais fluídos e com uma jogabilidade mais intuitiva. Aqui achei o sistema de combate um pouco lento até.

Cada personagem tem direito a cutscenes CGI mas as mesmas são um bocado desinspiradas, particularmente em personagens como o Beast

Mas pronto, o X-Men Mutant Academy até deve ter feito algum sucesso pois gerou duas sequelas directas. O Mutant Academy 2 é um jogo que também tenho na colecção, após ter sido oferecido por um colega de trabalho há uns valentes anos atrás, pelo que também o irei jogar a ver no que a Paradox evoluiu face ao primeiro jogo. Lançaram posteriormente o X-Men: Next Dimension para as consolas da geração seguinte mas para já não me sinto com grande vontade de o comprar. A ver se o Mutant Academy 2 me fará mudar de ideias! Existe também uma versão Gameboy Color deste jogo, que é naturalmente muito mais simplificada.