Tiny Hawk (Playstation Portable Minis)

De volta para as rapidinhas porque o tempo realmente não dá para mais e esta será curtinha assim como o próprio jogo. Tiny Hawk (quaisquer semelhanças com Tony Hawk são mera coincidência, ou não) é um joguinho indie desenvolvido pela Polygon Toys e que acabou por ser lançado para a PSN na forma de um Playstation Minis, formato inicialmente pensado para a PSP. Foi uma das ofertas que a Sony fez neste último Natal, creio eu.

title_screen_without_menuEssencialmente este é um jogo de plataformas em que temos de ir do ponto A ao ponto B num nível, demorando o mínimo de tempo possível e apanhando o máximo de latinhas de refrigerantes que conseguirmos. O problema é que o jogo tem apenas 32 níveis e não são assim tão difíceis de chegar até ao fim e o pouco tempo que nos leva a terminar o jogo também não nos entusiasma em pegar nele novamente, nem que seja para melhorar o tempo ou garantir que apanhemos todos os itens espalhados em cada nível. O que é pena pois a jogabilidade até que é boa. Podemos saltar, “grinding” em corrimões e saltar de parede em parede à lá Ninja Gaiden, temos de evitar cair em poças de água e por aí fora. Joga-se bem.

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A bandeirinha axadrezada é o ponto final que devemos atingir em cada nível

Os gráficos são bastante simplistas assim como a música que apesar de não ser variada acaba por cumprir bem o seu papel. Os gráficos retro não me incomodam minimamente e para ser sincero até gostei dos mesmos, mas que adianta ser um jogo bonitinho e com uma boa jogabilidade se podemos chegar ao fim do mesmo em 30 minutos? Talvez resulte em jogos mais artísticos como Shelter ou Proteus, mas num jogo de plataformas não é o caso. E assim sendo não é um jogo que recomende, a menos que tal como eu o tenham obtido gratuitamente por cortesia da Sony.

Canabalt (Playstation Portable Minis)

Indo agora para a “rapidinha” mais rápida de sempre, Canabalt é um jogo indie desenvolvido por Adam Saltsman que está também disponível na PSN como um jogo Playstation Minis. Tal como os outros Minis que possuo na minha colecção digital da PSP, este foi também uma das ofertas da Sony no seu facebook pelo Natal de 2012, se a memória não me falha.

Canabalt_logoEssencialmente Canabalt é um jogo de corrida/parkour sem fim, onde o único objectivo é alcançar a maior distância possível em cada jogada. Controlamos um homem que, por algum motivo vê-se ameaçado por algo e decide atirar-se janela fora do seu prédio, começando a correr pelos terraços dos prédios vizinhos e entrando pelas janelas de outros prédios também. Enquanto vamos correndo vamos também ganhando velocidade e devemos evitar os obstáculos que nos aparecem à frente ou saltar os penhascos. Falhar um salto significa a nossa morte, embora se embarrarmos contra um caixote ou uma cadeira apenas perdemos alguma da velocidade.

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Gosto bastante desta “concrete jungle” e a grayscale utilizada nos visuais

E Canabalt é isto, somos largados neste nível gigantesco e sem fim, cujos obstáculos vão sendo gerados automaticamente. Os visuais são simples mas a utilização da greyscale agrada-me bastante e quando estamos nos exteriores parece que estamos num cenário de guerra futurista, ou a ser alvo de alguma invasão alienígena, pelos “mechas” e naves que vamos vendo em background. Os efeitos sonoros são bastante simples mas assentam que nem uma luva ao jogo bem a música mais acelerada que nos dá sempre pica para jogar um bocadinho mais e tentar bater o nosso record anterior, mas infelizmente com a falta de leaderboards online, este Canabalt acaba por ser mais um daqueles jogos “pick up and play” para jogar por momentos rápidos enquanto esperamos pelo autocarro ou pela nossa vez no dentista.

Mas uma curiosidade que me agradou neste Canabalt foi o facto de alguém ter convertido oficialmente este jogo para a Commodore 64, algo que depois até teve direito a um lançamento físico e tudo. Pelo que vi por aí, parece-me que fizeram mesmo um óptimo trabalho!

Breakquest (Sony Playstation Portable Minis)

Vamos lá a mais uma rapidinha, desta vez com o primeiro jogo da categoria PSP Minis a ser analisado neste espaço. Os Minis são uma série de jogos indie que estão disponíveis para compra na loja online da Playstation, a partir de qualquer PSP e não só. Alguns destes jogos acabaram por ter releases em formato físico através de várias compilações, mas sinceramente não sei se este é o caso. Breakquest é um interessante clone de Arkanoid e chegou-me à colecção como sendo um presente de natal por parte da Sony a todos os possuídores de PSP. Creio que foi no Natal de 2012.

BreakQuest

E o Breakquest é um jogo indie que pega na fórmula já bem conhecida do Arkanoid, Breakout e similares e tenta dar-lhe um toque mais moderno. O jogo foi originalmente desenvolvido pela Nurium Games para o PC e posteriormente convertido para outras plataformas, entre os quais esta versão Mini para o serviço PSN da PSP, cuja ficou a cargo dos Beatshapers.

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Breakquest apresenta níveis bastante diferentes dos que são normalmente apresentados em jogos deste género

E o que salta à vista no Breakquest são os 100 níveis que podemos jogar, todos eles com temáticas diferentes entre si e com físicas muito interessantes que vão bem mais além do que os jogos clássicos do género. Todos os níveis vão sendo bastante distintos entre si e com mecânicas próprias: um deles funciona como o tetris, de forma a destruir os blocos, temos de preencher uma linha da mesma cor, outro nível apresenta os blocos como se estivessem presos a uma corda elástica, tirando o máximo partido da engine de física utilizada, com imensas colisões à mistura, outro até se assemelha bastante a um Space Invaders. Para acompanhar esta variedade de níveis e gameplay, o jogo tem imensos powerups, itens e armas que podem ser usadas para destruir os blocos. Naturalmente esses powerups que vão caíndo tanto podem ser benéficos, como bolas múltiplas ou protecções no fundo do ecrã que não deixam a bola cair, outros powerups complicam-nos a vida, embora no ecrã da PSP nem sempre seja fácil distinguir entre uns e outros.

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Os níveis vão sendo bastante coloridos e originais

Infelizmente os controlos não são os melhores e isso acaba por prejudicar bastante um jogo deste género. Essencialmente podemos controlar a nave através do direccional ou pelo analógico da PSP. Enquanto que o primeiro desloca a nave muito lentamente, no segundo acaba por ser precisamente o contrário. Existe também a habilidade de controlar um pouco a trajectória da bola, através de um botão que aumenta ligeiramente a gravidade, fazendo com que a trajectória da bola caia mais “a pique”. Esta é uma técnica que tem um imenso potencial estratégico para se masterizar, mas com estes maus controlos não se tira todo o partido que poderia oferecer.

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Com 100 níveis e 3 graus de dificuldade, BreakQuest acaba por ter muito conteúdo para os fãs deste género

O jogo apresenta gráficos simples, mas bastante coloridos e diversificados entre si, e o mesmo pode ser dito das músicas, que muitas delas acabam por ser bastante viciantes. Com os seus 100 níveis no Quest Mode, diferentes graus de dificuldade, e o modo Arcade (oferecendo um número mais reduzido de níveis), tornam este jogo que apesar de não ser perfeito, numa excelente escolha para “pick up and play“, naqueles momentos chatos em que não sabemos muito bem o que jogar.

Metal Gear Acid (Sony Playstation Portable)

Metal Gear AcidLembro-me bem dos primeiros anos sobre a rivalidade entre a Nintendo DS e a PSP. Enquanto uns apreciavam a vertente mais “inovadora” da Nintendo DS, outros preferiam o sistema tecnicamente mais avançado, com a PSP a renderizar gráficos próximos dos da Playstation 2, o que para a altura era algo muito impressionante numa portátil. E com um Metal Gear anunciado para a plataforma, os fãs da série só tinham que ficar contentes. Infelizmente (para uns), o Metal Gear Acid acabou por ser um jogo completamente diferente dos restantes onde apesar de o stealth continuar a ser algo a ter em conta, desta vez a jogabilidade é a de um jogo de estratégia por turnos em que as nossas acções são dadas por cartas de trading card games. O jogo entrou na minha colecção algures em 2012 se não estou errado, tendo sido comprado na GAME do Maiashopping por 10€, se a memória não me falha.

Metal Gear Acid - Sony Playstation Portable
Jogo completo com caixa e manual

A história é um imbróglio de todo o tamanho, mesmo para os padrões da série Metal Gear. Basicamente o jogo decorre durante o ano de 2016, onde um avião norte-americano é tomado de assalto por 2 marionetas com poderes sobrenaturais. Sim, isso mesmo que leram. Esse avião traz a bordo Viggo Hatch, um senador Norte-Americano muito poderoso e como tal, um pedido de resgate chorudo seguiu-se pouco depois. Os terroristas pretendem que o governo norte americano lhes entregue os detalhes de Pythagoras, um projecto militar/científico ultra-secreto. Acontece que esse projecto está em curso num qualquer pais Africano, cujo governo não quer cooperar com os Estados Unidos na resolução do conflito. Sendo assim a solução é enviar Snake para se infiltrar na base militar africana e recuperar Pythagoras, de forma a salvar o senador norte americano.

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A movimentação é dada por estes quadradinhos, tal como nos RPGs tacticos

A história não pertence à série principal de Metal Gear, então o facto de se tornar uma confusão de todo o tamanho (em especial as sequências finais) já atenuam um pouco a coisa. No entanto ainda existem referências aos restantes jogos da série desenvolvidos até à altura, e incluindo até outros clássicos de Kojima como Snatcher ou Policenauts. Essas referências tomam a forma de cartas, elemento central da jogabilidade deste jogo. Essencialmente é um jogo de estratégia por turnos, onde dispomos de um certo número de “quadrados” para os quais nos podemos mover durante um turno, ou utilizar cartas para efectuar uma série de acções dentro do turno. Essas cartas tanto podem ser armas que podem ser equipadas e disparar com elas, outras são meras habilidades que nos aumentam as características, como aumentar a defesa, a evasão, aumentar a distância percorrida num único turno, entre outras.

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Entre missões podemos ir refinando o nosso deck, o que é útil porque há missões em que certas cartas serão melhores em determinadas situações

Essas cartas e restantes acções possuem um “custo” de utilização, cujo no final do turno será tomado em conta. O custo é o que determina de quem será o próximo turno. Enquanto houver inimigos com um custo menor que o de Snake ou da sua companheira Teliko, serão os inimigos a avançar. Existem porém cartas que reduzem o custo de cada personagem, que deverão ser utilizadas estratégicamente. Existe uma grande variedade de cartas que poderá ser desbloqueada à medida em que vamos progredindo no jogo, cartas com personagens dos outros Metal Gears e não só, que possuem habilidades próprias. O Ninja Gray Fox do Metal Gear Solid, por exemplo, permite atacar inimigos à distância. A de Emma Emerich, do Metal Gear Solid 2, permite-nos esquivar de todos os ataques inimigos até ao nosso próximo turno. Existe um limite do número de cartas iguais que tenhamos no deck, e o limite de cartas no próprio deck também se vai aumentando à medida em que vamos progredindo no jogo.

Como vemos, existe uma componente bem mais estratégica por parte deste Metal Gear Acid, desde a nossa construção do deck, como utilizar as cartas que nos vão saindo da melhor forma. E tal como os outros Metal Gears, este também possui os elementos de stealth e caso sejamos apanhados por algum inimigo, entraremos na conhecida fase Alert – Evasion – Caution, onde teremos de fazer o melhor possível para eliminar todos os inimigos que vão surgindo pelo caminho e/ou nos escondermos nalgum lado até passar o perigo.

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As cartas vão tendo utilidades completamente diferentes entre si

Graficamente é um jogo bem competente, pelos padrões da PSP. As diferenças gráficas entre a PSP e a Nintendo DS são bem grandes e apesar de eu adorar a consola portátil da Nintendo, a PSP tem uma série de hidden gems e outros jogos que para mim lhe dão um grande valor também, como as conversões ou remakes de vários RPGs da era 16 e 32bit, que de outra forma seria muito dispendioso de arranjar. O Metal Gear Acid não se enquadra nestas minhas categorias, mas não deixa de ser um jogo interessante e diferente. Para mim só tenho mesmo pena pela história ser demasiado confusa e desinteressante. Porque na apresentação audiovisual o jogo está excelente, como os restantes jogos da série, faltando-lhe apenas o voice acting presente nos restantes jogos. Ainda assim nenhum deles bate o Peace Walker.

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O artwork deste jogo é diferente dos restantes, estando a cargo da mesma pessoa do Zone of Enders 2

Para além do modo história, o jogo possui também uma vertente multiplayer que pode ser jogada “localmente” através de redes Ad-hoc com outra PSP. Infelizmente não cheguei a experimentar este modo de jogo, mas essencialmente é um duelo contra o outro jogador, onde apesar de possuirmos algumas limitações de cartas a utilizar no deck, temos de encontrar o oponente e derrotá-lo.

No fim de contas, Metal Gear Acid é um jogo muito diferente do que poderão estar habituados da série. No entanto, para quem for fã de trading card games, e gosta também de jogos com estratégia por turnos, então poderão achar graça a este jogo. Mesmo para quem for um grande fã da jogabilidade mais tradicional da série, também poderá encontrar alguns elementos familiares, mas isto acaba mesmo por ser mais voltado para a malta das estratégias e cartas.

Dirge of Cerberus Final Fantasy VII (Sony Playstation 2)

Dirge of Cerberus - Final Fantasy VIICreio que foi por volta de 2004 que a Square-Enix anunciou a série “Compilation of Final Fantasy VII”, que consistiu em expandir o universo do primeiro jogo e filme com mais filmes e jogos. Um desses já foi analisado cá, o Crisis Core da PSP. O outro jogo relevante é mesmo este Dirge of Cerberus, que usa o Vincent Valentine como protagonista é ao contrário do esperado, é um shooter, mas com alguns elementos de RPG. Creio que o jogo me entrou na colecção algures em 2011, 2012. Já não faço a mínima ideia de onde o comprei nem a que preço, mas conhecendo os meus critérios, não terá custado mais de 10€ certamente.

Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII - Sony Playstation 2
Jogo com caixa, manual e papelada

Tal como referi acima, o jogo decorre 3 anos após o Final Fantasy VII e 2 anos após o filme Advent Children, que por acaso nunca vi. Quando joguei o FF VII sempre achei que o Vincent era uma personagem misteriosa e com um passado que nunca foi muito bem descortinado. Mas isso mudou com este jogo, onde poderemos descobrir o passado de Vincent e a sua relação com Lucrecia, a rapariga aprisionada num cristal. Essencialmente a história aborda um outro conflito à escala global, onde uma organização militar ultra-secreta ainda fundada pela Shinra, os Deepground, planeiam acordar um ser poderoso chamado Omega, com a capacidade para destruir o mundo. Não adoram estes nihilistas? A ajudar o Vincent está a organização World Regenesis Organization (WRO), liderada por Reeve, a pessoa que controlava o gato robótico Cait Sith no FF VII. Pelo meio da aventura também vamos poder interagir com diversas caras conhecidas como Yuffie, Cid, Tifa, Barret e claro, Cloud.

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Ao longo dos níveis vamos também encontrar sub-missões com objectivos opcionais que influenciarão a nossa pontuação final

A jogabilidade mistura conceitos de shooter na  terceira pessoa com uma perspectiva over-the-shoulder à lá Resident Evil 4, os ataques melee de Devil May Cry (apenas só um cheirinho), e elementos de RPG. À medida em que vamos progredindo no jogo iremos encontrar diferentes armas, acessórios e materia. Das armas existem 3 tipos distintos, a arma inicial que é uma mistura entre revólver e shotgun, metralhadoras e rifles. Para cada arma podemos equipar um de 3 tipos de canos – normal, pequenos e grandes. Os grandes aumentam a precisão de tiro, mas restringem os movimentos de Vincent devido ao seu maior peso. Podemos equipar também acessórios que tanto podem ser uma mira telescópica especialmente útil na rifle, outros que anulam o peso do cano das armas, nos aumentem a defesa ou eliminem o tempo de reload, por exemplo. Para além disso ainda podemos descobrir e equipar algumas materias, que tal como no jogo original servem para equipar ataques mágicos. Esses projécteis mágicos variam consoante o elemento utilizado e tanto podem afectar um único inimigo como um grupo que esteja próximo.

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Ao gastar um Limit Break tomamos temporariamente a forma desta “besta”

Como temos níveis, health, magic points e stats diversos, é natural que ganhemos experiência com cada combate. Mas aqui a experiência é atribuida de uma maneira diferente. No final de cada nível (sim, o jogo está dividido em vários níveis lineares) a nossa performance é avaliada nos mais variados campos, desde inimigos derrotados, precisão no gatilho ou mesmo como nos safamos na execução de algumas missões/objectivos opcionais. No final dessa avaliação são-nos oferecidos uma série de pontos de experiência, aos quais podemos utilizar para evoluir Vincent, ou transformá-los em Gil (unidade monetária) para comprar novos items ou fazer upgrade ao esquipamento que já tivermos em mãos. Uma outra habilidade que podemos utilizar são os limit break, que durante um certo intervalo de tempo transformam Vincent na sua forma bestial de Galian, ficando assim bem mais poderoso durante esse tempo. Lá para a recta final do jogo existem mais surpresas deste género, mas prefiro deixar isso para quem jogar o descobrir.

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Não tendo visto o Advent Children, não consegui deixar de gostar ver as conhecidas personagens em “alta definição”

Mediante o grau de dificuldade podemos também seleccionar se quisermos algum auto-aim, ou um auto-aim mais completo ainda. Esse auto-aim completo deixa o jogo bem mais fácil, então se utilizarmos uma rifle, o CPU aponta-nos para um inimigo ainda sem sequer o vermos. De resto o jogo tem uma boa quantidade de extras. Ao terminarmos o jogo pela primeira vez desbloqueamos uma série de missões extra, que podem ser acedíveis através de um menu próprio para esse conteúdo bónus. Essas missões são desafios, como derrotar uma série de inimigos, muitas vezes com restrições de tempo ou de armas, ou missões como encontrar items, por exemplo. Ainda vão sendo bastantes missões e existem algumas que apenas podem ser desbloqueadas ao destruir umas pequenas cápsulas que podemos encontrar ao longo do jogo. Na verdade existe muito outro conteúdo bónus que apenas lhe podemos ter acesso ao destruir essas cápsulazinhas, que como são pequenas, acabam por passar por muitas vezes despercebidas. Ao destruí-las todas vamos completando também várias galerias com artwork, banda sonora e clips de vídeo.

Tecnicamente falando, os controlos são bons e o jogo é fluído quanto baste. Tenho pena que não tenham desenvolvido melhor a parte melee do combate e o jogo apresenta também alguns problemas de câmara, mas nada de especial. Graficamente é um bom jogo, tendo em conta que corre numa Playstation 2. As personagens principais estão bem destalhadas e para quem gostar do artwork das personagens mais “maduras” da Squaresoft certamente irá encontrar traços familiares neste jogo. E tal como todos os “big budget” da Squaresoft, o jogo está repleto de imensas cutscenes em CG com uma qualidade excelente, bem como outras que utilizam mesmo o próprio motor gráfico do jogo. E a juntar ao pequeno problema com a câmara, vem aqui a minha primeira queixa “mais a sério” deste jogo. Em muitas alturas passamos bem mais tempo a ver cutscenes do que a jogar. Eu gosto de cutscenes em jogos, mas devido a outro problema eu ia perdendo a paciência por várias vezes. E esse problema é algo que passa meramente pelo meu gosto pessoal: os diálogos “emo” que muitos jogos da Square têm desde há muito tempo. O voice acting é perfeitamente ok, mas os diálogos em si por vezes dão cabo de mim. Mas isso sou só eu. Por fim, as músicas vão sendo variadas, e para quem gostar de J-Rock, ouvirá alguns temas neste jogo.

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Sempre gostei do artwork destes jogos da Square e este Dirge of Cerberus não é excepção

No fim de contas, eu até acho que este jogo não é mau de todo. Apesar de não reinventar a roda e ser completamente linear, a jogabilidade é divertida e o jogo possui conteúdo extra que lhe dá mais algum tempo de vida. Como referi, o maior problema para mim está mesmo nos diálogos chatos que tornam as cutscenes bem longas e difíceis de suportar. Mas isso é standard da vertente Squaresoft da Square-Enix e portanto, para os fãs da empresa, certamente isso não será problema.