Red Faction II (Sony Playstation 2)

red faction2Estive uns dias ausente, pelo que os updates aqui ao tasco têm ficado pendentes. No seguimento do post anterior trago aqui a sequela de Red Faction, um jogo muito diferente do seu predecessor, onde melhoraram em vários aspectos, embora num ou noutro nem tanto. A minha cópia foi comprada na loja portuense TVGames há um ou outro mês atrás, tendo-me custado sensivelmente 4€. O jogo está completo e em boas condições.

Red Faction 2 PS2
Jogo completo com caixa e manual

Longe estão os túneis monótonos das minas em Marte (embora ainda haja um ou outro cenário mais claustrofóbico), e as referências a Red Faction 1 são mínimas. Quem jogou o original, descobriu as experiências genéticas com recurso a nanotecnologia que eram feitas em seres humanos. Acontece que no final do primeiro jogo essa tecnologia foi roubada e trazida para a Terra, mais precisamente para Commonwealth, um império liderado pelo tirano ditador Sopot. O ditador usou essa tecnologia para criar um exército de super-guerreiros, modificados tecnologicamente de modo a ficarem mais fortes, ágeis e inteligentes. Posteriormente Sopot arrependeu-se do que criou pois temia que os soldados se voltassem contra ele e ursupassem o seu poder. Sendo assim, ordenou à sua guarda de elite que os assassinassem, sendo que deste massacre 6 guerreiros sobreviveram. Liderados por Molov, os 6 guerreiros juntam-se ao movimento rebelde Red Faction e formam um esquadrão especial, com o objectivo de assassinar Sopot e por um fim à sua tirania. O jogador encarna o papel de Alias, um dos 6 guerreiros, especialista em demolições (explosivos, vá).

Enquanto que o jogo original era muito inspirado em Half-Life, sem níveis/mapas, mas sim um gigantesco mapa separado por várias áreas, aqui as coisas são um pouco mais tradicionais. Apesar de os vários níveis terem alguma sequência lógica, e a sua transição se faça de forma “suave” (por intermédio de um ecrã de loading), os níveis são lineares e a partir de um determinado nível não é possível regressar ao anterior. Contudo, através do menu principal temos a liberdade de re-jogar qualquer dos níveis que tenhamos desbloqueados, podendo inclusive escolher qual o checkpoint onde começar. A estrutura dos níveis também é bastante variada, principalmente tendo em conta a monotonia que se fazia sentir nas minas de Marte. Aqui os cenários são maioritariamente urbanos (mas futuristas e em clima de guerra), com incursões por esgotos, pontes, túneis de metro, igrejas, bases militares e laboratórios. Red Faction também foi bastante conhecido pela sua tecnologia “Geo-Mod” que permitia a modificação dinâmica do meio ambiente através de armas explosivas. Essa funcionalidade voltou, e embora não seja possível escavar túneis enormes como nas minas de Marte, a verdade é que esta tecnologia está presente no jogo todo, ao invés de estar presente mais no início, como aconteceu na prequela. Em Red Faction 2 existem imensas paredes de menor espessura que podem ser inteiramente destruídas, bem como equipamentos electrónicos, mobília, etc. É frequente em batalhas mais intensas ver estilhaços pelo ar do cenário que vai sendo destruído. Contudo nem todos os materiais podem ser destruídos o que até se compreende, pois estragaria a linearidade e os scripts existentes nos vários níveis.

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Apesar de estarem melhor que em Red Faction 1, os modelos ainda poderiam ser mais trabalhados

Também como Red Faction existem veículos que podemos manobrar. Tanques de guerra, naves, submarinos e mechas podem ser utilizados, embora apenas no submarino o no “mecha” temos controlo absoluto do que estamos a fazer, nos restantes veículos o jogo torna-se “on rails”, pois os mesmos são manobrados por Shrike (o especialista em veículos do esquadrão) sendo que nós apenas tomamos conta das armas. Falando em armas, Red Faction 2 possui um imenso arsenal. São 14 armas no total, sendo que 3 delas podem ser utilizadas aos pares e a maioria possui 2 modos de disparo. Desde pistolas, várias metralhadoras, snipers, lança granadas, armas que misturam várias coisas, há de facto muita coisa a escolher. Algumas favoritas da prequela estão de volta, como a extremamente útil Railgun. Esta arma tem um visor raio-x que permite ver através das paredes e descobrir os inimigos. O seu disparo atravessa paredes e pode matar vários inimigos num único disparo, se os mesmos estiverem em fila. Para além desta grande variedade de armas, existem também 4 tipos diferentes de granadas que podem ser usadas independentemente. E o cúmulo disto tudo é que a personagem pode carregar toda esta catrafada de armas ao mesmo tempo, tornando a sua troca num momento quente de batalha algo desajeitada. Uma outra “inovação” trazida por Red Faction 2 é a questão do heroísmo. Se matarmos civis inocentes ou colegas da Red Faction, são-nos retirados pontos de heroísmo. Ao concluir objectivos de bónus escondidos ao longo dos níveis são-nos dados pontos de heroísmo. Este balanço é ligeiramente importante para determinar o final do jogo, onde podemos ser recebidos como heróis ou como assassinos.

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Visor especial da Railgun, que permite localizar inimigos através de paredes

A nível gráfico houve uma boa evolução por parte da Volition. Temos de ter em conta que isto ainda é um jogo de 2002, não tem os mesmos gráficos de um Black ou Killzone, por exemplo. No entanto melhoraram imenso nas texturas ao apresentarem cenários bem mais variados que anteriormente. Existem também vários efeitos de partículas a voarem pelo ar enquanto as coisas são destruídas que, apesar de não serem tão bons como no Black já são agradáveis e algo inovadores para a época. Os modelos também apresentam mais polígonos e detalhe, em especial os inimigos. Gostei bastante dos efeitos eléctricos que aparecem nalguns níveis. Passando para o som, bem aqui é que já não gostei nada. Enquanto que os efeitos sonoros são competentes (não prestei atenção à música), as vozes são do mais irritante que há. Principalmente a voz do ditador Sopot, que está CONSTANTEMENTE a debitar propaganda política. O pior é que tal propaganda não se ouve apenas no jogo em si, mas também nos menus! Grande ideia, Volition.

Red Faction 2 apresenta também um modo multiplayer que é bem mais completo que o original. Permite acção em split screen até 4 jogadores, numa gama de 40 mapas diferentes. Os modos de jogo possuem as habituais variações de Deathmatch e Capture the Flag, bem como alguns modos de jogo diferentes como o “Regime”, onde um jogador assume o papel de Ditador, e todos os outros têm como objectivo eliminá-lo. Existe também uma liberdade considerável na customização das partidas multiplayer, limitando as armas possíveis de serem utilizadas, os powerups, a inteligência artificial dos bots, entre outros.

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Conduzir um mecha nunca foi tão divertido

Antes de finalizar, que o post já vai um pouco longo, há que louvar o conteúdo desbloqueável incluído em Red Faction 2. Ao completar os níveis nos vários graus de dificuldade e completar os objectivos de bónus vamos desbloqueando várias coisas no jogo. Desde batotas que poderemos utilizar como munições infinitas, passando por artworks, modelos das armas e das personagens, bem como alguns vídeos, incluindo o Making Of e uma pseudo-entrevista bem humorada às personagens de Summoner 2 (também da Volition e THQ). Isto é altamente convidativo a voltar a jogar o modo single player, de forma a descobrir tudo o que os níveis têm para oferecer, porque de outra forma o jogo completa-se algo rapidamente.

Red Faction (Sony Playstation 2)

Red FactionDesde que joguei o Doom e o Duke Nukem 3D algures na década de 90, os jogos First Person Shooter tornaram-se um dos meus géneros preferidos. Ultimamente como tenho tido algum tempo para jogar tenho apostado em vários FPS que possuo para a minha ainda recente PS2. O jogo que trago hoje finalizei-o hoje mesmo, foi comprado no ebay uk por cerca de 3€ e o único problema que tem é ter o dvd escrito com uma série de números. Algum idiota, infelizmente.

Red Faction PS2
Jogo completo com caixa e manual inglês

Red Faction é um jogo da Volition Inc, tendo sido lançado ainda no primeiro ano de vida da PS2 (embora também existam versões para PC e Mac). Conta a históra da tirania de uma empresa mineira chamada Ultor Corporation, localizada em Marte. Ultor explora os seus mineiros em regime de escravidão, forçando-os a trabalhar em condições miseráveis, sujeitos a maus tratos por parte dos guardas e para piorar as coisas subitamente surgiu um vírus “The Plague” que mata dezenas de trabalhadores, sem que os médicos descubram razão ou cura para isso. Tais condições extremas fazem com que se juntem alguns trabalhadores revoltados, formando o movimento Red Faction onde, liderados por uma jovem de alcunha EOS, conspiram a melhor maneira de se revoltarem. Durante meses foram adquirindo secretamente armas roubadas aos guardas, bem como alistar vários trabalhadores para a sua causa. Este jogo põe-nos na pele de Parker, um jovem filho de pais ricos que, para fugir ao nível de exigência que os seus pais esperam dele, decide ir trabalhar para as minas de Ultor como um escape à sua realidade. Claro que ao chegar lá foi sujeito aos trabalhos forçados como todos os outros. O jogo começa com Parker numa mina a assistir ao assassínio de um colega de trabalho por parte de um guarda. Isto deixa-o sem alternativa, é matar ou morrer e este acontecimento marca o início da revolução da Red Faction.

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Usar portas? Para quê?

Red Faction vai buscar muitas inspirações a Half-Life. Não existem “níveis”, existe uma enorme área (separada em cerca de 70 secções) a ser explorada, e o jogo vai-se desenrolando à medida que essa área vai ser explorada. Os “mapas” têm alguma não linearidade, existindo vários caminhos para o mesmo objectivo, ou mesmo vários pontos que não sendo de passagem obrigatória, escondem batalhas, items e armamento que de outra forma passariam ao lado. Sendo um mundo aberto, na maior parte das vezes é possível voltar a áreas previamente exploradas, embora o jogo não requira que isto seja feito muitas vezes. As inspirações a Half-Life não se ficam por aqui, muitas vezes vamos ouvindo conversas de guardas, ou avisos de intercomunicador, que embora não sejam dirigidos a nós, contribuem para percebermos o que se está a suceder. Parker também recebe “chamadas” de companheiros na sua revolta (a própria EOS e Hendrix, um técnico de segurança aliado aos rebeldes), bem como recebe chamadas dos vilões. Mas o que realmente marca Red Faction é a sua tecnologia Geo-Mod, revolucionária para a época. Através do Geo-Mod é possível alterar dinamicamente o meio em que nos rodeia. Por exemplo, não conseguimos abrir uma porta? Estoura-se com a parede! É possível fazer túneis com explosivos descobrindo salas secretas ou caminhos alternativos para fazer emboscadas a guardas desprevenidos. Uma das coisas que gostei de fazer foi de estourar com um desfiladeiro com rockets, enquanto um blindado enorme andava a passear por lá. Infelizmente o jogo não permite que façamos isto sempre, lá mais para o final uma grande parte das paredes e afins são mais resistentes. Não é só a Half Life que vai buscar influências, também existem algumas áreas onde o stealth é imperativo e o único armamento que temos é uma pistola silenciosa para aquelas alturas em que tiver mesmo de ser. Também podemos carregar os corpos para os esconder.

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Mandar o blindado para o precipício, como referi atrás

Os controlos não são muito intuitivos, alguns botões estão organizados de forma que atrapalham os dedos e o conceito de “aim” que vemos em jogos como Medal of Honor ou Call of Duty encontra-se aqui também, mas de uma forma muito confusa. Existe um botão de aim “geral”, que faz um pequeno zoom e dá mais alguma precisão aos tiros. Mas se usarmos uma arma de sniper, e querermos usar a mira, não se usa o botão de aim mas sim o “alternate fire“. Enfim, pequenas coisas que na altura ainda não eram utilizadas mas davam um jeitaço. Pelo menos o menu de opções permite que configuremos os botões da maneira que quisermos. Red Faction contém também vários veículos a serem utilizados, desde jipes, blindados, pequenos submarinos e naves. Os veículos possuem armamento e existem várias secções do jogo em que temos de andar nesses veículos e provocar o caos. Para o submarino e a nave, os controlos são agradáveis, já controlar os veículos terrestres é bem mais chato. O jogo também não é fácil, requer muita tentativa/erro e o facto de ser possível fazer save em qualquer ponto do jogo como um FPS de PC se tratasse já é uma grande ajuda. Isso e o facto de podermos activar auto aiming.

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Metralhadora pesada, gosto.

Graficamente o jogo não é nada de especial, o que é normal considerando que é um jogo de primeira geração da PS2 (a versão PC é um pouco melhor). Os modelos ainda são muito “quadrados” e pouco detalhados, as texturas dos cenários são bastante simples e os visuais em si são muito monótonos. Quando estamos nas minas o jogo consiste em túneis e túneis de terreno vermelho, com algumas áreas mais abertas pelo meio. Na parte mais “industrial”, os cenários vão mais para o cinzento e o amarelo/castanho. Nos locais de saúde ou executivos é apostado num visual mais branco. Mas tendo em conta que uma grande parte do jogo é passada no próprio terreno de Marte, preparem-se para enjoar de vermelho. A nível de som também foi uma coisa que me tenha passado ao lado. Muitas vezes não existe música e quando existe é ambiente ou então passa para temas mais mexidos quando estamos nalguma batalha mais acesa. Existe também um modo multiplayer mas é muito arcaico. Apenas permite death match em split screen para 2 jogadores (embora também se possam usar alguns bots para fazer número).

Ainda assim, considerando que é um dos jogos da primeira geração da PS2, Red Faction fez um óptimo trabalho e a tecnologia Geo-Mod tem imenso potencial para ser utilizada em jogos futuros. Actualmente a saga Red Faction já vai em 4 jogos diferentes, sendo o Red Faction Armageddon o mais recente (saiu este ano para PC, PS3 e X360). Estou algo curioso para ver qual a história a seguir, visto o final de Red Faction 1 aparentemente não deixar grandes pontas soltas. Estou também curioso para ver como evoluiram a tecnologia Geo-Mod. Brevemente começarei a jogar Red Faction II também para a PS2 e logo vos digo como está.

Timesplitters Future Perfect (Sony Playstation 2)

coverTempo de fazer uma análise ao até agora último capítulo na saga Timesplitters. Lançado em 2005, Timesplitters Future Perfect é mais uma boa sequela da série que, apesar de não oferecer muito conteúdo inédito, introduz várias refinações na fórmula que tornam a experiência ainda mais agradável. A minha cópia foi comprada neste ano na loja portuense TVgames, tendo custado uns 4€ e está impecável.

Timesplitters 3 PS2
Jogo completo com caixa e manual em PT

Esta análise não vai ser longa, visto Timesplitters Future Perfect manter os mesmos modos de jogo que a sua prequela, apenas com a adição do modo online que, visto os servidores da EA terem encerrado em 2007, não o cheguei a experimentar. O modo história pode ser novamente jogado sozinho ou em co-op com um amigo, e a história arranca logo depois do final de Timesplitters 2, onde depois de Cortez ter resgatado os time crystals de uma estação espacial repleta de timesplitters, a nave em que ele seguia despenha-se num planeta (que suponho ser o próprio planeta Terra). Aqui, depois de ser resgatado por outros Marines e ter recebido uma recepção de inimigos desconhecidos, Cortez usa os time crystals recolhidos para alimentar uma máquina do tempo do seu próprio exército. Cortez é então enviado no tempo para tentar evitar que a guerra com os Timesplitters ocorra. Apesar de o Story Mode ainda ser algo curto e um pouco mais fácil que os anteriores, a verdade é que a Free Radical na minha opinião fez um óptimo trabalho. A história está bem contada (repleta de loops temporais onde versões futuras e passadas de cortez se encontram e têm de trabalhar em conjunto), as personagens têm carisma, tornando este modo de jogo bastante agradável de jogar e com bastante sentido de humor. Personagens como Harry Tipper, um agente secreto que faz lembrar o Austin Powers, um nível numa casa assombrada repleta de zombies e laboratórios secretos, níveis futuristas em guerras contra robots, níveis com algum stealth, etc. Uma novidade introduzida neste jogo foi a introdução de veículos, que nem Halo. Infelizmente achei-os um pouco difíceis de manobrar, não gostei muito da experiência.

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Um exemplo do humor presente no jogo

De resto o jogo mantém na mesma os modos Challenge, repletos de desafios como atirar tijolos para partir vidros, decapitar uma série de zombies, e até re-imaginações do modo story do primeiro Timesplitters, onde o objectivo era procurar o item x e deixá-lo no local y. Para além do modo Challenge temos também o Arcade e o Arcade League. Tal como em TS2, Arcade League é um modo de jogo em que temos de vencer uma espécie de torneio, com arenas, bots e objectivos definidos. Algo como o modo single-player de Quake III Arena. Obter troféus tanto no modo Challenge como neste último reverte em desbloquear personagens e batotas para serem usadas no modo arcade e não só. Enquanto que Timesplitters 2 tinha 120 personagens, este tem umas 150, após as desbloquearmos todas. O modo Arcade é o modo multiplayer habitual em Timesplitters, mantendo uma elevada customização das regras de jogo, IA dos bots, que bots utilizar, armas, etc. Arcade contém uma grande variedade de modos de jogo, a maior parte variantes do Deathmatch e já disponíveis em Timesplitters 2, como Vampire, Monkey Assisant ou Thief, por exemplo. A grande novidade deste jogo fica no modo online que infelizmente não consegui experimentar, mas suponho que mantenha o mesmo nível de customização do modo Arcade.

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Um mapa do modo arcade com temática egípcia

O jogo inclui também um editor de níveis, como vem sendo habitual desde o primeiro jogo da série. Para quem se habituou a construir níveis nos jogos anteriores, o editor comporta-se da mesma forma, introduzindo porém algumas funcionalidades avançadas para a inteligência artificial dos bots e mais algumas funcionalidades, permitindo criar mapas de acordo com os vários modos de jogo, até para o modo story. Penso que daria para fazer upload e download de níveis no modo online, mas não tenho a certeza se essa seria uma funcionalidade exclusiva da versão Xbox ou também existia na PS2.

Graficamente, sendo um jogo de 2005 para as consolas da geração passada já tem a obrigação de ser um jogo “bonito”, e de facto é. Os mapas apresentam visuais variados, as texturas são mais bem definidas e os modelos contém mais polígonos. O que perde é o framerate, enquanto que nos jogos anteriores o framerate era constante a 60fps, aqui notam-se algumas quebras quando aparecem vários inimigos, explosões, etc. A nível de som não deu para prestar grande atenção às músicas com toda a acção e disparos que estavam a acontecer. A música pareceu-me na sua maioria música electrónica. Os restantes efeitos sonoros estão bons, as falas das personagens estão bem representadas, com vários sotaques à mistura e sempre com sentido de humor presente.

Screnshot
Sim Jo-Beth, eu sei o que são zombies.

Concluindo, Timesplitters 3 Future Perfect é o jogo mais bonito da saga, e com um story mode com uma história bem construída e com personagens bastante carismáticos. Ainda assim as missões de Timesplitters 2 eram mais variadas. A nível de multiplayer herda os modos de jogo da sua prequela, incluindo também um modo online que infelizmente já não se encontra disponível.  Mesmo com estes drawbacks e trazer poucas novidades no quesito multiplayer, ainda considero Future Perfect como o melhor da saga. Existem versões para Xbox e Gamecube, sendo o online o único diferencial nas mesmas, tendo a versão Xbox mais algumas funcionalidades como voice chat, e a versão GC não ter nenhum modo online, infelizmente. Mas visto os servidores estarem encerrados, as 3 versões ficam agora em pé de igualdade (excepto os gráficos serem ligeiramente superiores na Xbox e depois GC).

Timesplitters 2 (Sony Playstation 2)

timesplitters2 ps2Timesplitters 2 é um excelente exemplo do que uma sequela deve ser (assim como Timesplitters Future Perfect), onde mantiveram tudo o que era de bom no original, adicionando porém uma série de inovações que tornam o jogo muito melhor. A minha cópia foi comprada numa loja portuense de nome TVGames, tendo-me custado 4€ e está em óptimo e estado.

Box
Jogo completo com caixa e manual

Novamente desenvolvido pela Free Radical, um estúdio com membros da equipa que nos trouxe 007 Goldeneye e Perfect Dark, ambos clássicos da Nintendo 64, sendo que desta vez já saiu também para Gamecube e Xbox, em 2002, em vez de se tornar num exclusivo da Playstation 2. No jogo original apesar de ser um jogo bastante fluido e repleto de acção frenética, o modo história era muito, muito pobrezinho. O jogador era deixado no meio da acção apenas com a informação “descobre o objecto x e leva-o para o local y”, sem que soubéssemos o que estavamos concretamente a fazer. Na sequela já tiveram o cuidado em desenvolver um pouco mais a história do jogo, que a passo a citar. A humanidade está em guerra com uma raça de aliens chamados “Timesplitters”. Estes, em vez de atacar a Terra directamente, usam os Time Crystals para viajar no tempo e tentar arruinar a raça humana no passado. Calculo que a história de Timesplitters 1 tenha sido semelhante. O jogo começa com o Sargento Cortez e a Corporal Hart a fazerem um raid a uma estação espacial dominada por Timesplitters de modo a recuperar os time crystals. Quando lá chegam já é tarde demais (os Timesplitters já tinham entrado num portal temporal) e Cortez não tem outra hipótese senão segui-los para várias eras distintas. Apesar de existir este fio condutor de o Cortez encarnar várias personagens ao longo dos anos, cada nível tem também uma história própria, que nada tem a ver com a história principal.

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O jogo tem uma grande variedade de diferentes armas, consoante a era em questão.

Os níveis em si têm missões bem mais variadas, desde dizimar tudo o que se mexe, escoltar reféns, missões de infiltração, desactivar bombas, resgatar alguém, etc. Todas as missões têm uma série de objectivos principais (que são obrigatórios para completar o nível) bem como alguns objectivos secundários que poderão ser obrigatórios dependendo do grau de dificuldade em questão. Com o decorrer da missão, novos objectivos podem surgir. Isto tudo para o “Story Mode” – que pode ser jogado sozinho ou em modo cooperativo com um amigo. Timesplitters 2 tem mais uma série de modos de jogo nomeadamente os Challenge, que consistem numa série de desafios extravagantes, desde decapitar uma série de zombies, passando por atirar tijolos a janelas. Existe também o Arcade League, que é uma série de combates com condições, bots e armas pré-determinadas. A boa performance do jogador nestes modos de jogo permite desbloquear uma série de níveis, modos de jogo e principalmente personagens para utilizar no multiplayer.

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Exemplo de uma missão stealth. O equipamento mostrado funciona como radar.

O multiplayer é o grande foco de Timesplitters. Permite acção em split screen até 4 jogadores, e a versão PS2 também permite jogar até 16 jogadores em rede através da porta IEEE 1394 (que os modelos Slim já não têm). Tal como o jogo original, o modo multiplayer é extenso e altamente customizável. Temos um vasto leque de modos de jogo, desde os clássicos Deathmatch, Team Deathmatch, Capture the Flag, passando por modos de jogo como Thief, onde vence quem conseguir roubar mais moedas dos adversários, Vampire, onde os pontos de vida do jogador descem constantemente e só ao matar outros é que se regeneram, e o modo Monkey Assistant, por exemplo, cujo diferencial é aparecer uma equipa de macacos que ajuda o jogador com a menor pontuação num Deathmatch. Só de variantes de Deathmatch são 16. Depois temos uma série de arenas por onde escolher, mais de 120 bots diferentes (depois de ter tudo desbloqueado), mais uma série de possíveis configurações desde armas a utilizar, grau da inteligência artificial dos bots, friendly fire, radar, vários handicaps, etc. É um jogo bastante customizável, como tem vindo a ser tradição já desde o Goldeneye.

A nível gráfico, tendo em conta que foi lançado em 2002 e apesar da PS2 já andar com 2 anos de mercado, os gráficos apesar de não serem propriamente maus, também não são nada de especial, os modelos ainda são algo simples, bem como as texturas. O que melhoraram imenso foi no design dos mapas, que já não são tão confusos e tão “quadradados” como vários mapas no Timesplitters 1. A acção continua frenética a 60fps e sem slowdowns aparentes. A nível de som confesso que não dei grande atenção, a música pareceu-me ser à base de música electrónica, que apesar de não ser a minha praia, assenta bem ao ritmo frenético do jogo. Timesplitters 2 traz também um editor de níveis que, apesar de muito semelhante ao editor de Timesplitters 1, pareceu-me oferecer uma maior customização nas “salas”.

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As cut-scenes usam o próprio motor gráfico do jogo.

Para finalizar, Timesplitters 2 é uma excelente sequela. O single player foi melhorado imenso, com a adição de uma história (apesar de ainda ser simples) e várias missões com objectivos diferentes. Mantiveram a classe do multiplayer anterior e melhoraram-no, oferecendo um leque de opções maior, pecando apenas na falta de um modo online. Ainda assim, do pouco que já joguei do Timesplitters Future Perfect, este parece-me um jogo ainda mais completo.

Medal of Honor Vanguard (Sony Playstation 2)

moh_vanguard_ps2_vgtUns tempos atrás fiz uma série de reviews dos Medal of Honor para a Gamecube e mencionei que brevemente faria uma análise do Medal of Honor Vanguard para PS2. Fui atrasando, atrasando, até que hoje finalmente cumpri a minha promessa. A minha cópia foi comprada em Março no ebay UK, tendo-me custado sensivelmente 5€. Infelizmente graças aos correios portugueses ou britânicos, o envelope chegou-me a casa rasgado, bem como a caxa partida nesse local do rasgo. De resto estava impecável. Posteriormente troquei a caixa de plástico por uma outra caixa de um jogo de PS2 que tinha aqui repetido, embora as caixas sejam diferentes (a original era azul).

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Jogo completo com caixa e manual (mas com a caixa de um jogo antigo de PS2)

Inicialmente tinha sido anunciado um novo capítulo da série Medal of Honor, disponível para todas as consolas de mesa em vigor no mercado (e PC). Medal of Honor Airborne seria um novo FPS onde o jogador encarna um soldado de um regimento especial de paraquedistas norte-americanos, em várias missões pela Europa. Embora o jogo fosse HD, versões para Wii e PS2 foram anunciadas, tendo sido posteriormente canceladas dando lugar ao Medal of Honor Vanguard, que na sua essência é uma versão bastante capada do Airborne, seguindo a mesma temática e partilhando as mesmas missões. Em 2005 com Medal of Honor European Assault, a EA resolveu fazer algumas experiências nomeadamente a habilidade de comandar um pequeno batalhão de 3 soldados, poder utilizar brevemente movimentos de câmara lenta para ganhar alguma vantagem ao inimigo (bullet time como no Matrix), a exploração dos mapas para descobrir objectivos secundários, etc. Estas mudanças embora tenham gerado alguma discussão entre os fãs da série, na minha opinião resultaram bem, dando um ar revigorado à série. Em Vanguard não há nada disso. Os níveis permanecem lineares e com pouca coisa para descobrir, não há items de regeneração de vida. Para a personagem se curar é utilizado o “moderno” mecanismo de auto-heal, bastando estar encostado num cantinho sem levar mais nenhum tiro. Pessoalmente não é uma coisa que  eu goste.

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O ecrã fica progressivamente vermelho à medida que vamos sofrendo dano

Em Vanguard existem apenas 4 diferentes campanhas: Husky na Sicilia, Neptune no norte de França, Market Garden na Holanda e finalmente Varsity na Alemanha. Todas estas campanhas fazem também parte de Medal of Honor Airborne, embora não sei se o “conteúdo” é o mesmo. Cada campanha tem entre 2 a 4 missões, o que torna este Medal of Honor um pouco curto (teoricamente e já vão perceber porquê). A jogabilidade não é muito diferente dos restantes jogos da série, se estão habituados a jogar FPS na PS2 então não vão sentir muita dificuldade em jogar este jogo. Como novidade é o sistema de manobrar o pára-quedas. No início de cada campanha, somos forçados a saltar de um avião de pára-quedas, podendo controlar muito ligeiramente a trajectória. Os mapas em si não são muito interessantes, são pouco variados. Frequentemente parece um jogo de guerrilha, combatendo alemães no meio do bosque tentando emboscá-los ou sofrendo emboscadas nós mesmos.O jogo desenrola-se com a particularidade de ter checkpoints com auto-save, caso o jogador morrer volta ao checkpoint, não tendo de recomeçar a missão do início. Ainda acerca da jogabilidade, este jogo peca por ter uma fraca detecção de colisões, sendo difícil por vezes acertar no inimigo, mesmo sabendo que a arma estava bem apontada. Nos últimos níveis isto é agravante.

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O assalto a um bunker, preparem-se para levar com muitas balas de M-42 no lombo

A inteligência artificial não é grande coisa, apenas se contarmos que os inimigos têm uma postura quase sempre muito defensiva, sempre à procura de abrigo. Mesmo quando nos “armamos em Rambo” e vamos ter com eles a primeira reacção não é disparar mas sim fugir para um outro sítio. Pouco mais fazem, a não ser fugir de buraquinho em buraquinho. No entanto também podemos fazer o mesmo e é só esperar que eles ponham a cabeça de fora para dar um tiro certeiro. As primeiras missões não são muito difíceis se tivermos o cuidado de procurar um abrigo, mas a coisa muda completamente de figura na última campanha “Varsity”. Aqui somos largados numa margem do rio Reno, a primeira missão consiste em erradicar os Nazis de um enorme complexo de trincheiras e bunkers, destruindo também uma série de antiaéreas. Aqui somos frequentemente rodeados de fogo inimigo (e uma série de campos minados ao longo do nível), sendo que muitas vezes não se tem um abrigo seguro. É um nível longo e complicado, com poucos checkpoints e espaçados entre eles. Na segunda e última missão deste nível somos deixados sozinhos numa fábrica alemã bombardeada tendo de defrontar um batalhão de soldados alemães, snipers e até um tanque. Quando o jogador se reencontra com o seu pelotão, somos obrigados a defender uma zona de uma autêntica invasão de soldados alemães, e vários tanques. As coisas ficam mesmo caóticas pois aqui os alemães tomam uma posição ofensiva e embora se escondam atrás de objectos para se abrigarem, não têm problema nenhum em tomar a iniciativa de avançar no terreno. Para piorar vão começando a surgir tanques, que só são destruídos com 3 tiros de Bazooka, cuja munição vai surgindo de tempos a tempos em várias posições do terreno, obrigando-nos a ir várias vezes da frigideira para o fogo, o que aliando a um fraco sistema de recuperação de vida, má detecção de colisões, torna esta parte bastante frustrante.

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O assalto ao infame edifício final

A nível de som, este jogo continua a boa tradição da série com uma atmosfera convincente e orquestrações envolventes que dão uma outra emoção naqueles momentos mais tensos. Uma novidade interessante é o facto de o pelotão interagir muito mais com o jogador, dando conselhos como “abriga-te”, “atenção ao inimigo na janela do 2º andar” ou “fogo inimigo à tua direita”. Graficamente, apesar de as missões terem sido algo monótonas a nível de visuais e os soldados terem todos o mesmo aspecto, Vanguard tem gráficos aceitáveis tal como European Assault, com algumas iluminações interessantes e efeitos de fumo/pó. Outras novidades de Vanguard passam pela existência de upgrades às armas escondidos em alguns níveis, bem como a atribuição de medalhas de mérito ao longo do jogo (número x de headshots, sobreviver à missão sem morrer uma única vez, aterrar de para-quedas num ponto específico, etc). Infelizmente estas medalhas não desbloqueiam nada, não incentivando à sua colecção.

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Mira telescópica para a rifle Garland, um dos upgrades que podem ser encontrados. Por acaso não a encontrei, tinha dado jeito.

No multiplayer infelizmente não há modo online, resumindo-se a combates em split screen até 4 jogadores, com os modos de jogo habituais (Team) Deathmatch, Capture the Flag, King of the Hill (defender um certo ponto), Scavenger Hunt (recolha de objectos e levá-los para um ponto x).

Finalizando, Medal of Honor Vanguard é mais do mesmo, com poucas novidades realmente interessantes, missões monótonas (excepto as 2 últimas) e uma jogabilidade um pouco imprecisa. Nota-se que foi um jogo feito “para o desenrasque”, enquanto que o jogo principal (Airborne) recebeu todos os cuidados. Quem tiver uma Wii ficaria melhor servido, pelo suporte a progressive scan e widescreen. Ah, e este é o fim da minha série de posts seguidos, é tempo de voltar aos estudos. Volto a escrever assim que tiver tempo.