Timesplitters (Sony Playstation 2)

TimesplittersLançado em 2000, Timesplitters foi um dos primeiros jogos a surgir para a PS2, por intermédio de um estúdio de nome Free Radical, repleto de ex-membros da Rare, responsáveis pela produção do mítico 007 Goldeneye para a Nintendo 64. As expectativas eram elevadas. A minha cópia foi comprada há cerca de um mês, na GAME do MaiaShopping por sensivelmente 5€, um bom negócio.

Timesplitters PS2

Jogo completo com caixa e manual

007 Goldeneye ficou bastante conhecido pela sua componente multiplayer, bastante inovadora para os FPS de consolas e Timesplitters tentou transpor toda essa adrenalina para a PS2, sendo um jogo inteiramente focado (e encorajado) para o multiplayer. Contudo, existe um modo single player, mas na minha opinião é bastante fraco e é um dos pontos mais fracos deste jogo. Inicialmente existem 2 modos de jogo: Story e Arcade. O modo Story é o ponto de partida do jogo, embora de história não tenha muito. Pensem no modo single player do Quake III Arena, só que invés de Deathmatches temos uma versão modificada de um “Capture the Flag”. Em Story Mode temos a liberdade de escolher um de vários níveis disponíveis para jogar, cada nível correspondente a um ano específico entre 1935 e 2035. Cada nível tem 2 personagens que o jogador pode escolher representar. Escolhas feitas, somos largados num tal mundo sem nenhuma indicação do que fazer. Para saber, temos de carregar em Start e lá surge uma mensagem do género: “Procura o objecto x e leva-o até ao local y”. Dependendo da época em que estamos inseridos, teremos à nossa disposição desde armamento antiquado, metrelhadoras modernas, e armas futuristas. Os inimigos também variam de nível para nível, dependendo da época em questão e não só. De vez em quando defrontaremos Zombies, robots, ou ETs. No momento em que capturamos o objecto que nos é pedido, começam a surgir ao longo do mapa os seres demoníacos “Timesplitters”, seja lá porque razão for… À medida que os níveis em Story Mode vão sendo completos, esses respectivos mapas passam a estar disponíveis no modo Arcade, bem como as personagens e novos bots. Completando todos os mapas da Story Mode é desbloqueado o Challenge Mode. Antes de avançar só para referir que o Story Mode pode ser jogado até 2 jogadores em modo cooperativo.

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Uma ET que como todos os outros inimigos do jogo não sei o que está ali a fazer

O Challenge Mode, tal como o nome indica, são um conjunto de desafios que testam a habilidade do jogador, como por exemplo decapitar x Zombies em 2 minutos. Completar os desafios também desbloqueia novo conteúdo para o modo Arcade. O modo Arcade é o ponto forte deste jogo, consiste basicamente em jogar em qualquer dos níveis desbloqueados (ou um nível criado pelo jogador – mais informação lá à frente), seja sozinho ou com até 4 amigos, escolhendo um dos vários modos de jogo. Desde os clássicos deathmatch e “capture the bag”, temos também outros modos de jogo como “Bagtag” onde um objecto aparece numa posição do mapa e o jogador que conseguir ficar mais tempo com o objecto sem morrer vence, “knockout”, uma versão modificada do capture the flag, onde o objectivo é recolher objectos aleatórios e retorná-los ao seu ponto de partida, “escort” onde se tem de proteger um objecto enquanto viaja pelo mapa sob fogo inimigo e finalmente “last stand”, onde o objectivo consiste em defender a base contra ataques inimigos. Neste Arcade Mode a customização é elevada, podemos escolher quais as armas a utilizar, quais os bots que queremos colocar e o seu grau de “inteligência”.

Outra grande funcionalidade de Timesplitters é conter um editor de níveis para o modo arcade. É um editor algo básico, que permite a escolha de várias combinações possíveis (prédeterminadas) de paredes, rampas, objectos e inimigos. Pode-se criar um máximo de 7 andares no mesmo mapa e há um limite de memória para cada mapa. Infelizmente não se pode chegar ao detalhe de escolher ao certo as texturas a utilizar (pode-se escolher um tema pré-determinado que gera as texturas de forma algo aleatória), mas permite controlar a iluminação de áreas. Os mapas podem ser guardados num cartão de memória para serem jogados sempre que se quiser.

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Zombies! Também não sei como foram ali parar

A nível de gráficos, Timesplitters foi um dos primeiros jogos da PS2 a sair por cá, pelo que graficamente não é nada de especial. Até é um dos poucos jogos de PS2 que utilizam CD em vez de DVD, pelo que não há muito espaço para conteúdo. Os modelos são arcaicos e as texturas são muito simples, mas em contapartida o jogo é bastante fluído, nuns 60fps lisinhos, o que para o “caos” no modo multiplayer é muito bom. A nível sonoro não é nada de especial, com pouquíssimo voice-acting, mas tem uma ou outra música que se destaca.

Falando da jogabilidade, o controlo de Timesplitters é um pouco como os restantes FPS da sua era. Um analógico para movimentação, outro para a câmara, gatilhos direitos para disparar, gatilhos esquerdos para abaixar ou entrar no “aim mode”, que permite disparar com maior precisão. Os controlos podem ser modificados para outros esquemas que o jogador se sinta mais confortável. O jogo tem também um ligeiro mecanismo de “auto-aim” que pode ser desactivado. É uma boa ajuda para quem não gosta muito de jogar FPS em consolas com o comando tradicional.

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yay, uma metrelhadora pesada

Concluindo, Timesplitters foi um bom jogo para se jogar com os amigos numa PS2, no início deste milénio. Enquanto que hoje não deixa de ser um jogo divertido, é uma experiência que sabe muito a pouco e estou convicto que tanto Timesplitters 2 como Timesplitters 3 Future Perfect tenham melhorado consideravelmente o aspecto gráfico e mantido a diversão. Tenho ambas as sequelas, mas sinceramente ainda mal as joguei. Espero também que os restantes tenham um Story Mode bem mais caprichado, pois eu não sou grande fã de jogos multiplayer. E Timesplitters tem potencial para ser uma experiência bastante divertida e com conteúdo. Actualmente o estúdio Free Radical foi comprado pela Crytek tendo mudado o nome para Crytek UK. Timesplitters 4 estava em desenvolvimento para X360 e PS3 mas acabou por ser cancelado. Ao tempo que este artigo está a ser redigido, correm rumores que Timesplitters 4 retomou a sua produção e sairá na próxima Xbox. Veremos…

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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Uma resposta a Timesplitters (Sony Playstation 2)

  1. Nunca joguei este, comecei pelo Future Perfect e foi a melhor coisa que fiz pois tem um modo campanha sólido, divertido e estupidamente cómico. Torna-se ainda melhor jogado em co-op. Depois joguei o 2 e como é de calcular não gostei tanto. Ainda assim é uma série de excelentes e frenéticos FPS. 🙂

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