Medal of Honor Vanguard (Sony Playstation 2)

moh_vanguard_ps2_vgtUns tempos atrás fiz uma série de reviews dos Medal of Honor para a Gamecube e mencionei que brevemente faria uma análise do Medal of Honor Vanguard para PS2. Fui atrasando, atrasando, até que hoje finalmente cumpri a minha promessa. A minha cópia foi comprada em Março no ebay UK, tendo-me custado sensivelmente 5€. Infelizmente graças aos correios portugueses ou britânicos, o envelope chegou-me a casa rasgado, bem como a caxa partida nesse local do rasgo. De resto estava impecável. Posteriormente troquei a caixa de plástico por uma outra caixa de um jogo de PS2 que tinha aqui repetido, embora as caixas sejam diferentes (a original era azul).

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Jogo completo com caixa e manual (mas com a caixa de um jogo antigo de PS2)

Inicialmente tinha sido anunciado um novo capítulo da série Medal of Honor, disponível para todas as consolas de mesa em vigor no mercado (e PC). Medal of Honor Airborne seria um novo FPS onde o jogador encarna um soldado de um regimento especial de paraquedistas norte-americanos, em várias missões pela Europa. Embora o jogo fosse HD, versões para Wii e PS2 foram anunciadas, tendo sido posteriormente canceladas dando lugar ao Medal of Honor Vanguard, que na sua essência é uma versão bastante capada do Airborne, seguindo a mesma temática e partilhando as mesmas missões. Em 2005 com Medal of Honor European Assault, a EA resolveu fazer algumas experiências nomeadamente a habilidade de comandar um pequeno batalhão de 3 soldados, poder utilizar brevemente movimentos de câmara lenta para ganhar alguma vantagem ao inimigo (bullet time como no Matrix), a exploração dos mapas para descobrir objectivos secundários, etc. Estas mudanças embora tenham gerado alguma discussão entre os fãs da série, na minha opinião resultaram bem, dando um ar revigorado à série. Em Vanguard não há nada disso. Os níveis permanecem lineares e com pouca coisa para descobrir, não há items de regeneração de vida. Para a personagem se curar é utilizado o “moderno” mecanismo de auto-heal, bastando estar encostado num cantinho sem levar mais nenhum tiro. Pessoalmente não é uma coisa que  eu goste.

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O ecrã fica progressivamente vermelho à medida que vamos sofrendo dano

Em Vanguard existem apenas 4 diferentes campanhas: Husky na Sicilia, Neptune no norte de França, Market Garden na Holanda e finalmente Varsity na Alemanha. Todas estas campanhas fazem também parte de Medal of Honor Airborne, embora não sei se o “conteúdo” é o mesmo. Cada campanha tem entre 2 a 4 missões, o que torna este Medal of Honor um pouco curto (teoricamente e já vão perceber porquê). A jogabilidade não é muito diferente dos restantes jogos da série, se estão habituados a jogar FPS na PS2 então não vão sentir muita dificuldade em jogar este jogo. Como novidade é o sistema de manobrar o pára-quedas. No início de cada campanha, somos forçados a saltar de um avião de pára-quedas, podendo controlar muito ligeiramente a trajectória. Os mapas em si não são muito interessantes, são pouco variados. Frequentemente parece um jogo de guerrilha, combatendo alemães no meio do bosque tentando emboscá-los ou sofrendo emboscadas nós mesmos.O jogo desenrola-se com a particularidade de ter checkpoints com auto-save, caso o jogador morrer volta ao checkpoint, não tendo de recomeçar a missão do início. Ainda acerca da jogabilidade, este jogo peca por ter uma fraca detecção de colisões, sendo difícil por vezes acertar no inimigo, mesmo sabendo que a arma estava bem apontada. Nos últimos níveis isto é agravante.

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O assalto a um bunker, preparem-se para levar com muitas balas de M-42 no lombo

A inteligência artificial não é grande coisa, apenas se contarmos que os inimigos têm uma postura quase sempre muito defensiva, sempre à procura de abrigo. Mesmo quando nos “armamos em Rambo” e vamos ter com eles a primeira reacção não é disparar mas sim fugir para um outro sítio. Pouco mais fazem, a não ser fugir de buraquinho em buraquinho. No entanto também podemos fazer o mesmo e é só esperar que eles ponham a cabeça de fora para dar um tiro certeiro. As primeiras missões não são muito difíceis se tivermos o cuidado de procurar um abrigo, mas a coisa muda completamente de figura na última campanha “Varsity”. Aqui somos largados numa margem do rio Reno, a primeira missão consiste em erradicar os Nazis de um enorme complexo de trincheiras e bunkers, destruindo também uma série de antiaéreas. Aqui somos frequentemente rodeados de fogo inimigo (e uma série de campos minados ao longo do nível), sendo que muitas vezes não se tem um abrigo seguro. É um nível longo e complicado, com poucos checkpoints e espaçados entre eles. Na segunda e última missão deste nível somos deixados sozinhos numa fábrica alemã bombardeada tendo de defrontar um batalhão de soldados alemães, snipers e até um tanque. Quando o jogador se reencontra com o seu pelotão, somos obrigados a defender uma zona de uma autêntica invasão de soldados alemães, e vários tanques. As coisas ficam mesmo caóticas pois aqui os alemães tomam uma posição ofensiva e embora se escondam atrás de objectos para se abrigarem, não têm problema nenhum em tomar a iniciativa de avançar no terreno. Para piorar vão começando a surgir tanques, que só são destruídos com 3 tiros de Bazooka, cuja munição vai surgindo de tempos a tempos em várias posições do terreno, obrigando-nos a ir várias vezes da frigideira para o fogo, o que aliando a um fraco sistema de recuperação de vida, má detecção de colisões, torna esta parte bastante frustrante.

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O assalto ao infame edifício final

A nível de som, este jogo continua a boa tradição da série com uma atmosfera convincente e orquestrações envolventes que dão uma outra emoção naqueles momentos mais tensos. Uma novidade interessante é o facto de o pelotão interagir muito mais com o jogador, dando conselhos como “abriga-te”, “atenção ao inimigo na janela do 2º andar” ou “fogo inimigo à tua direita”. Graficamente, apesar de as missões terem sido algo monótonas a nível de visuais e os soldados terem todos o mesmo aspecto, Vanguard tem gráficos aceitáveis tal como European Assault, com algumas iluminações interessantes e efeitos de fumo/pó. Outras novidades de Vanguard passam pela existência de upgrades às armas escondidos em alguns níveis, bem como a atribuição de medalhas de mérito ao longo do jogo (número x de headshots, sobreviver à missão sem morrer uma única vez, aterrar de para-quedas num ponto específico, etc). Infelizmente estas medalhas não desbloqueiam nada, não incentivando à sua colecção.

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Mira telescópica para a rifle Garland, um dos upgrades que podem ser encontrados. Por acaso não a encontrei, tinha dado jeito.

No multiplayer infelizmente não há modo online, resumindo-se a combates em split screen até 4 jogadores, com os modos de jogo habituais (Team) Deathmatch, Capture the Flag, King of the Hill (defender um certo ponto), Scavenger Hunt (recolha de objectos e levá-los para um ponto x).

Finalizando, Medal of Honor Vanguard é mais do mesmo, com poucas novidades realmente interessantes, missões monótonas (excepto as 2 últimas) e uma jogabilidade um pouco imprecisa. Nota-se que foi um jogo feito “para o desenrasque”, enquanto que o jogo principal (Airborne) recebeu todos os cuidados. Quem tiver uma Wii ficaria melhor servido, pelo suporte a progressive scan e widescreen. Ah, e este é o fim da minha série de posts seguidos, é tempo de voltar aos estudos. Volto a escrever assim que tiver tempo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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5 respostas a Medal of Honor Vanguard (Sony Playstation 2)

  1. Estou a ver que não perdi muito em não ter jogado este MoH. Mas também como enjoei de jogos na WW2 não iria ajudar nada. Bom estudo! 🙂

  2. Pingback: Medal of Honor: Airborne (PC) | GreenHillsZone

  3. Anónimo diz:

    este jogo é muito bom eu jogo no nível elite que é o mais difícil

  4. Anónimo diz:

    Ja zerie em todos os niveis!

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