Call of Duty 2: Big Red One (Sony Playstation 2)

Call of Duty Big Red One PS2Enquanto que a primeira iteração de Call of Duty nas consolas de mesa deixou bastante a desejar na minha opinião, já este Call of Duty 2: Big Red One representa uma franca melhoria. Desenvolvido em conjunto com a Treyarch e a Gray Matter Interactive (estúdio que veio a fundir-se com a Treyarch pouco tempo depois) este Big Red One é mais uma vez um jogo diferente do Call of Duty 2 para PC (este desenvolvido pela Infinity Ward). A minha cópia foi comprada na Gamestop perto do Estádio do Dragão, tendo-me custado quase 7€. Está em bom estado e completa.

Call of Duty 2 Big Red One PS2
Jogo completo com caixa, papelada e manual

Ao contrário de Call of Duty 2 no PC, onde mais uma vez encarnamos soldados de 3 diferentes facções da IIª Guerra Mundial (Americanos, Britânicos e Soviéticos), em Big Red One vivemos apenas as aventuras da Fox Company, uma companhia da famosa 1ª divisão de Infantaria Norte-Americana. Tomaram essa decisão de modo a dar um clima mais cinematográfico, e a criar laços entre os soldados, levando a uma história mais empolgante. De facto até se deram ao trabalho de utilizar vários actores da excelente série de TV “Band of Brothers” nas personagens deste jogo. Com todos estes ingredientes, a narrativa ficou naturalmente melhor. Apesar de convivermos sempre com os mesmos soldados, não quer dizer que os cenários e missões não sejam variados, bem pelo contrário. Começamos com algumas missões no Norte de África, desde assaltar aeródromos a devastar franceses de Vichy com tanques, passando pela invasão da Sicília com várias missões bastante empolgantes e repletas de lutas em cenários apertados, e por fim na europa central, desde o desembarque no dia D na Omaha Beach até à fronteira Alemã. Contudo fico com a sensação que poderiam ter caprichado mais nos diálogos entre os companheiros, mas são picuinhices minhas.

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Um dialogozinho antes da acção

Os controlos estão bastante melhores, embora pouca coisa tenha mudado na esquematização dos botões. Agora é possível fazer lean para a esquerda ou direita, perdendo-se a função de usar items no Finest Hour. De resto está tudo lá, a função de mirar pelo iron sight das armas, a mudança de postura, etc. Os controlos estão também mais precisos, mais responsivos e não tão lentos como no jogo anterior, resultando assim numa melhor experiência. Infelizmente ainda não estão perfeitos, digo isto pois existem 2 missões onde é necessário conduzir um tanque de guerra e devo dizer que conseguiram piorar o controlo dos tanques que existia em Finest Hour. Enquanto que no jogo anterior o analógico da esquerda servia para controlar o “corpo” do tanque e o da direita para controlar o seu canhão, aqui resolveram fazer uma mistura difícil de explicar, apenas digo que não gostei. Mas felizmente foram apenas 2 missões de tanques e não um terço do jogo… Experiências como essa fizeram mais uma em que estavamos a bordo de um bombardeiro norte-americano, e tinhamos o objectivo de mandar abaixo uns quantos caças nas várias metralhadoras tripuladas, bem como largar bombas nalguns alvos “terrestres”. Não gostei muito desta missão sinceramente, mas dou o mérito de experimentarem coisas novas. Mais uma vez, ao completar-se cada nível é desbloqueado uma série de extras, como artwork, vídeos históricos e informação relativa às armas e veículos encontrados no jogo.

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A primeira missão a bordo de um tanque - e logo para explodir uns quantos Panzers ao mesmo tempo

O multiplayer é mais uma vez limitado ao modo online e LAN, não oferecendo o tradicional split screen para os jogadores de consola mais tradicionais. Mais uma vez deixaram os jogadores de Gamecube sem qualquer multiplayer, pois mesmo apesar de existir modems e adaptadores de rede para a consola, a falta de interesse da Nintendo em investir no online alastrou-se às restantes desenvolvedoras, deixando a Sega e a Chunsoft com apenas uns 4 jogos lançados com essa funcionalidade. Mas isso agora não interessa para este caso, portanto adiante. Os modos de jogo disponíveis são variantes do Deathmatch, Team Deathmatch, Capture the Flag e Domination. Trazido do jogo de PC, o multiplayer também introduz as “Battlefield Promotions” como recompensa para uma boa performance individual ou de equipa. Essas recompensas incluem carregamentos aéreos de health packs ou munições explosivos “Satchel” e a habilidade de usar os binóculos para chamar por bombardeamentos de artilharia. No multiplayer existe também a hipótese de se correr (embora não se possa correr e disparar ao mesmo tempo), infelizmente não implementaram isso no singleplayer, o que é pena. Também para quem tiver um head-set USB poderá utilizá-lo nos jogos online.

Passando para a parte técnica, este é um jogo bem superior ao anterior. Os gráficos já são melhores, assim como as texturas. Os mapas são bem mais variados e posso dizer que me deu gozo jogar nos mapas de Sicília, nos campos verdejantes e repletos de oliveiras, bem como nas pequenas cidades ricas em acção. Apesar de acreditar que o jogo esteja melhor numa Gamecube ou Xbox, tendo em conta as limitações da PS2 não está nada mau. O som está óptimo, a narração é coerente, os efeitos de som são credíveis e a música como sempre épica dá outro toque à coisa. Neste campo não há muito que queixar. Notei uma ou outra quebra no framerate de vez em quando, quando as coisas começavam a ficar realmente caóticas, mas não me incomodou. Eu gosto sempre de jogar com legendas, mas neste jogo as mesmas nem sempre estavam bem visíveis, pois atrapalhavam com a disposição da restante HUD. A inteligência artificial não é a melhor, mas também não foi coisa que me incomodou muito.

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O desembarque na Normandia, a ordenar a artilharia para mandar abaixo uns quantos bunkers nas costa.

Este Call of Duty 2 Big Red One é uma experiência bem mais agradável que Finest Hour. A começar pela jogabilidade, que apesar de não apresentar muitas diferenças não está tão lenta como no jogo anterior. Decidiram focar-se mais nas missões de infantaria, e não a conduzir tanques durante uma grande parte do jogo, assim como escoltar demasiados bots estúpidos. Os gráficos estão superiores, existem armas novas que pode ser utilizadas, tais como francesas e italianas, etc. É um óptimo FPS com a temática da 2ª Guerra Mundial, para uma PS2. Futuramente (embora não seja o próximo post) irei trazer cá o Call of Duty 3 também para PS2, que do pouco que joguei pareceu-me amadurecer bem as ideias dos anteriores, sendo provavelmente o melhor jogo da série na PS2. Veremos.

Call of Duty Finest Hour (Sony Playstation 2)

CoD Finest Hour PS2Capitalizando sobre o sucesso do jogo original, a Activision resolveu trazer a série Call of Duty também para as consolas de mesa. Em vez de uma simples conversão, o resultado foi um jogo diferente, com novas missões e algumas inovações na própria jogabilidade, mas que no entanto deixa bastante a desejar tendo em conta o jogo original do PC, tal como irei descrever. A versão que trago aqui é a versão Playstation 2, tendo sido comprada algures no ano passado no ebay UK. Está completa e em óptimo estado, não me tendo custado mais de 6€.

Call of Duty Finest Hour PS2
Jogo completo com caixa e manual

À semelhança da sua iteração original no PC, em Finest Hour jogamos 3 diferentes campanhas na vertente single-player. Passaremos pelas 3 mesmas forças, mas desta vez de ordem inversa, começando pelo exército Soviético, em mais uma re-imaginação da retoma de Estalinegrado, mas desta vez com um terço da adrenalina. Em seguida algumas missões das forças Britânicas no norte de África, culminando com a campanha norte-americana em terreno europeu. Desta vez, ao invés de encarnarmos apenas numa personagem por campanha, vamos saltando de personagem em personagem ao longo das missões, o que acaba por não se criar laços com ninguém, tornando a experiência um pouco mais genérica. No que diz respeito à jogabilidade, vários detalhes são herdados do jogo original, como a técnica de mirar pela “iron sight”, a hipótese de se poder movimentar em 3 poses diferentes, utilizar postos estacionários de metralhadoras pesadas ou artilharia, etc. O que foi introduzido de novidade foi a confução de tanques. Na verdade, quase 1/7 deste jogo é passado a conduzi-los, bem como batalhar com outros tanques, artilharia pesada ou simplesmente infantaria alemã que se lembre de passar à frente. Infelizmente os infames “tank controls” de outros jogos famosos aplicam-se na perfeição a manobrar os tanques deste Call of Duty. Os controlos são confusos e algo lentos, mas ao fim de algumas tentativas lá me consegui habituar à movimentação e à própria defesa. Infelizmente os controlos lentos não são exclusividade do controlo dos tanques, mas o maior defeito deste jogo em geral, na minha opinião. A movimentação do jogador é lenta, o que dificulta bastante naqueles momentos de maior aperto que acontecem ao longo do jogo. Para colmatar esta falha, incluíram uma pequena batota para “ajudar” a mirar nos inimigos – auto aim.

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As missões no norte de áfrica foram as mais divertidas, pena que foram poucas,

As missões, tal como na versão PC, são jogadas na sua maioria com o acompanhamento de vários outros soldados que nos vão auxiliando (ou não). Infelizmente para além de um grande enfoque para missões de tanque – eu gosto de FPS pela infantaria – houve também um grande foco em missões de escolta, quer de outros humanos, quer de frotas de tanques Aliados. Eu detesto missões de escolta por uma razão muito simples: os bots são burros na medida em que se deixam sempre a descoberto do fogo inimigo. Aqui não é excepção, infelizmente. Mas nem tudo é mau e mesmo assim existem algumas missões realmente empolgantes, como uma perseguição sobre soldados Britânicos em pleno deserto do Norte de África. De resto o jogo conta como sempre com um arsenal fiel ao da época, com a limitação de se carregar 2 armas em simultâneo, bem como uma série de granadas/explosivos. Infelizmente as granadas não têm grande física associada, visto que é impossível de controlar a distância a que queremos lançar a mesma.

Passando para a vertente técnica, este Finest Hour foi desenvolvido utilizando a engine “Renderware”, uma engine desenvolvida especificamente a pensar num desenvolvimento simples para as 3 plataformas em simultâneo – PS2, GameCube e Xbox. Infelizmente o resultado final não foi o melhor, graficamente já vi jogos bem mais aprimorados com essa engine, tal como o Sonic Heroes por exemplo (que apesar de bonitinho tem uma jogabilidade horrível). Os modelos não são muito definidos, mas o que chateia mais são mesmo as texturas muito simples e com baixíssima resolução. Medal of Honor Frontline, um jogo de 2001/2002 não é muito pior graficamente que este. Para piorar as coisas, o jogo sofre imensos slowdowns nos momentos mais caóticos. Isto tudo na versão PS2, não sei até que ponto é que o jogo será melhor nas outras 2 consolas. As animações das personagens também são fracas, e isso aliando a uns controlos lentos acaba por confundir bastante o jogador, pois nem sempre se consegue perceber se matamos mesmo um inimigo até que ele se volta a levantar. Sonoramente é um jogo competente, como com qualquer shooter histórico que tenha jogado. Apesar de não ter uma ambientação de topo, pelas razões que já mencionei, desempenha suficientemente bem o seu papel.

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Tanya a introduzir uma missão toda "sniper"

Por fim resta-me apenas mencionar a componente multiplayer. Ao invés de ter o tradicional split-screen, o jogo tem apenas suporte ao multiplayer directamente online. Já agora, de todos os jogos de PS2 que analisei por cá e que teoricamente teriam jogo online, este Call of Duty foi o único que me deixou ir online e até participar numas partidas. Tudo isto porque todos os outros pediam-me que criasse um perfil de rede através do Network Access Disk que vinha junto do broadband adapter original da PS2. Como eu tenho uma PS2 Slim, a placa de rede já vem integrada, mas a Sony falhou em não fornecer esse disco de acesso, ou incluir essas funções no próprio firmware. Este Call of Duty permitiu-me criar o tal perfil no cartão de memória, que todos os outros jogos com suporte a jogo online reconheceram posteriormente. Emfim, adiante: os modos de jogo disponíveis são os habituais Deathmatc, Team DM, Capture the Flag e um “Seek and Destroy”, onde à semelhança do Counter Strike uma equipa encarregua-se de defender um determinado objectivo enquanto a outra o tenta destruir. Ainda nos dias de hoje, com um jogo não muito bom lançado em 2004, consegui encontrar algumas almas penadas a jogar isto pela net.

Finalizando, o jogo tem também alguns desbloqueáveis, tais como artwork e pequenos filmes com imagens e clipes do making of, sendo alguns bónus agradáveis, na minha opinião. Também na minha opinião, o começo da série Call of Duty nas consolas não foi de facto a melhor. Não sei como o jogo se comporta técnicamente uma Xbox ou Gamecube, mas na PS2 para além de haver shooters com a mesma temática mais bonitos, há com jogabilidade bem mais suave. A PS2 viria a receber mais uns 3 Call of Duty, todos eles com a temática da IIª Guerra Mundial e que eu trarei aqui brevemente. Estou a meio do Call of Duty 2: Big Red One e já é uma boa melhoria face a este.

Yakuza (Sony Playstation 2)

Yakuza-PS2Desde a descontinuação da Dreamcast que a Sega andou aí um período à deriva, com vários jogos medianos e alguns mesmo mauzinhos. Ainda assim, alguns bons jogos foram surgindo e na minha opinião nesta era “HD” a Sega está a voltar a lançar jogos de qualidade com maior regularidade. Este Yakuza na minha opinião foi dos poucos jogos realmente originais que a Sega lançou desde o desmantelamento da Dreamcast. A minha cópia do Yakuza foi comprada no ano passado na Amazon UK, não me recordo quanto terá custado ao certo, mas não foi acima de 10€. Está em óptimo estado.

Yakuza PS2
Jogo com caixa e manual

Yakuza é um jogo que tenta misturar a vida do crime organizado de Grand Theft Auto, com a aventura “livre” numa cidade tal como Shenmue, e um sistema de batalhas aleatórias como num RPG. Confusos? A história coloca-nos na pele de Kazuma Kiryu, um membro da Yakuza do Clã de Tojo, mais precisamente da famíla Dojima. Kazuma é um Yakuza honrado e, ao fim de vários anos de serviço à família Dojima, Kazuma recebe um “serviço” que lhe gerará um bom lucro para começar a sua própria família. As coisas estavam a correr muito bem, quando Nishiki, o melhor amigo de Kazuma, enlouquece e comete um crime passional, assassinando o seu Oyabun, Dojima. Oyabun é o chefe da família: o “Padrinho”, digamos assim. Por motivos pessoais, e para salvar a pele de Nishiki, Kazuma decide tomar as culpas do crime, acabando por passar 10 anos na prisão, sendo expulso desonradamente da Yakuza, e com a sua cabeça a prémio. Quando sai da prisão, encontra o Tojo Clan em plena guerra interna, com 10 Biliões de Yenes desaparecidos, o “Padrinho” do clã assassinado, e disputas entre famílias para a liderança. Kazuma é apanhado no meio deste alvoroço, que só aumenta quando descobre uma menina de 9 anos de nome Haruka, a qual terá de proteger a todo o custo.

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Kazuma e Haruka. Nas cut-scenes as personagens têm mais detalhe, principalmente na sua animação facial.

De facto, a história deste jogo na minha opinião é o seu forte. Mas passemos à jogabilidade. Yakuza passa-se num distrito fictício de Tóquio – Shinjuku – que por sua vez é bastante influenciado pelo distrito real Kabukicho e as suas “red light“. Kazuma – a partir de um certo ponto do jogo – pode explorar livremente toda esta área da cidade, desde ir aos locais certos para prosseguir na história, bem como andar literalmente a pastar, ir aos bares de acompanhantes, casinos ilegais, centros Arcade, fazer side-quests, ou simplesmente andar à pancada nas ruas com Yakuzas e outros gangsters aleatórios que nos vão desafiando. Este modo aventura tem um problema, a câmara fixa na maior parte dos casos. Quando passamos para o modo batalha, já temos algum controlo da câmara. Este modo batalha é provavelmente aquilo que as pessoas mais se queixam neste jogo. Isto porque o controlo de Kazuma é bastante rígido, quase “Tank Controls”. Os combos são bastante mecânicos e demorados – um exemplo de comparação é os golpes de espada dos Hunters em Phantasy Star Online – lentos, e com uma direcção quase constante. Isto acaba por deixar várias vezes Kazuma e os seus adversários a dar vários pontapés e murros na atmosfera. Existe a possibilidade de fazer “Lock-on” aos inimigos, mas está mal-executado e muitas vezes Kazuma nem fica bem “alinhado” com o alvo, o que pode acabar por resultar em combos inúteis, mais uma vez. No início os inimigos não são muito agressivos, não há problema, mas lá para o final existem alguns bosses que põe mesmo os nossos reflexos (e paciência!) à prova. Ainda assim, o combate tem várias coisas boas, como a possibilidade de uso de armas, desde armas brancas, armas de fogo, passando por uma infindade de objectos nas ruas/bares/etc como cadeiras ou sinais de trânsito. Cada inimigo derrotado dá pontos de experiência que podem ser usados para aprender novos golpes e habilidades, para além de fortalecer Kazuma. Novos golpes também podem ser aprendidos de outras formas, é uma questão de estarem atentos às personagens e side quests que vão surgindo. Para além disto, existem várias side-quests que, apesar de não serem obrigatórias, são bastante úteis pois recompensam com pontos de experiência preciosos, bem como dinheiro. Mini-jogos é coisa que não falta, com jogos de casino como Slot Machines, Roulette e Blackjack, um “Batting Center” para dar umas tacadas de Baseball, bem como uma série de coisas semi-pornográficas para fazer, tais como visitar um clube de strip, engatar miúdas em bares de acompanhantes (uma espécie de dating-sim) e receber massagens suspeitas por uma massagista avantajada. Não existe nudez, mas a “mensagem” está implícita. Não sou um grande fã de dating-sims, mas em Yakuza foi algo sub-aproveitado. Digo isto pois não há grande incentivo a fazê-lo, gasta-se imenso tempo e dinheiro para pouca recompensa. Mas não interessa.

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A primeira rua que exploramos no jogo. O mapa no canto inferior esquerdo mostra os locais que podemos visitar.

Passando para os visuais, os mesmos não são grande coisa, mas aceitáveis numa PS2. As personagens estão minimamente aceitáveis, mas esperem por muitos “serrilhados” na mesma. Ao passear pela cidade vão ver que as pessoas que nos rodeiam muitas vezes estão com um detalhe horrível, mas realmente num jogo sand-box numa PS2 não se pode pedir muito melhor. Grande parte do jogo é passada a ver cut-scenes cinematográficas, a maior parte com o próprio motor gráfico do jogo, outras com animações em CG. Mas a qualidade das CGs é tão foleira (lembra os tempos de PS1 e Saturn), que acabo por preferir as in-game. Para além de gráficos medianos que nitidamente ficariam muito melhor num hardware superior, Yakuza tem imensos loadings. Viajar pela cidade acaba por se tornar um pouco enfadonho por vezes, pela acção ser interrompida sempre que abandonamos uma secção da cidade para fazer o loading da seguinte. A nível de som gosto da banda sonora do jogo. As faixas mais rockeiras funcionam bem nas cenas de pancadaria, e a música mais contida na exploração da cidade. Já o voice acting, tenho reacções mistas. Até que bem competente, mas a Sega cometeu o erro de regravar as vozes para inglês nas releases ocidentais. Não deixa de ser estranho vaguear pelas ruas cheias de publicidade e sinais em japonês e sermos abordados por gangsters com vozes do ghetto “Yo muthafucker!”. Felizmente nos jogos seguintes a Sega teve o bom senso de manter o voice acting original e utilizar as legendas como tradução. Para os jogadores PAL, uma coisa que recomendo bastante é para os que tiverem televisões minimamente modernas que joguem o jogo na opção “NTSC”, ou seja com a frequência de 60Hz. Muitos jogos que saem por cá não são optimizados para as televisões PAL e acabam por ser um pouco mais lentos. Em Yakuza nota-se bastante a diferença de fluidez de movimentos num sinal e no outro.

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Porrada!

Como conclusão, devo dizer que de todos os jogos que joguei até agora na PS2 (e ainda me faltam jogar muitos mesmo dos que já comprei), o Yakuza foi dos jogos que mais gozo me deu jogar. Mesmo tendo gráficos medianos, e um sistema de batalha algo rígido, a excelente história, a atenção ao detalhe, as missões paralelas e o prazer de vaguear numa baixa de Tóquio virtual tornam este jogo num dos meus preferidos da plataforma. Nunca fui um grande fã de jogos como Grand Theft Auto, talvez devido ao exagero e mesmo por retratar o mundo do crime norte-americano. O mundo dos Yakuza sempre me  pareceu mais apelativo, talvez pelas suas raízes e pelo código de honra que muitos seguem. Isso e todo o submundo de Tóquio associdado. Apesar de ser um jogo violento, não chega aos exageros totais de séries como GTA, embora Yakuza também seja um pouco irrealista ao tornar as pessoas muito resistentes a tiros de armas de fogo, mas hey, é um videojogo. Yakuza tornou-se numa série de sucesso no mercado oriental, mas por cá tem-se tornado mais despercebida. Ao menos os jogos principais têm saído por cá, o que já não é mau.

Shinobi (Sony Playstation 2)

Shinobi PS2Com o anúncio da descontinuação da Dreamcast e da mudança de ramo da SEGA para se focar inteiramente em software (no mercado caseiro) levou a que imensos jogos que estavam em produção para a Dreamcast fossem cancelados, mesmo que estivessem quase prontos, tal como aconteceu como o Half-Life, por exemplo. Muitos dos próprios jogos da Sega viram conversões para as outras consolas concorrentes, bem como o cancelamento de jogos que estavam em produção para a Dreamcast e recomeçar o trabalho noutras plataformas. Shinobi foi um deste jogos, tendo começado a ser produzido em 2001 para a Dreamcast, acabando por sair na PS2 algum tempo depois. A minha cópia foi adquirida neste ano, no eBay UK, tendo-me custado algo em torno dos 6€ mais portes de envio. O jogo está em bom estado e completo, trazendo juntamente um poster com um catálogo de outros jogos da SEGA para a PS2, na parte de trás.

Shinobi PS2
Jogo completo com caixa, manual e poster/catálogo (dobrado)

Simplesmente chamado de “Shinobi” este jogo é uma espécie de reboot da série. Apesar de se basear no clã ninja “Oboro” como nos restantes títulos, a história não segue Joe Musashi mas sim um ninja todo estiloso de nome Hotsuma. Hotsuma e o seu irmão Moritsune, os herdeiros do clã Oboro tiveram de realizar um duelo até à morte para decidir quem seria o futuro líder do clã, de acordo com as regras. Hotsumo venceu o duelo (embora sinta remorsos) e anos mais tarde acontece uma catástrofe no Japão que dizima a cidade de Tóquio, surgindo também um misterioso palácio dourado que albergava o feiticeiro Hiruko. Hiruko é um tirano que tinha sido derrotado e selado anos antes, pelo próprio clã Oboro, e na altura do seu regresso aniquilou todo o clã Oboro, deixando apenas Hotsuma como sobrevivente. Pior, Hiruko controla os cadáveres dos próprios ninjas de Oboro, motivando ainda mais o desejo de vingança por Hotsuma.

Shinobi PS2 Poster
Poster que veio com o jogo - obrigado Sega pelo mimo

Shinobi sempre foi uma série com jogos difíceis, mas este jogo abusa nesse quesito. Hotsuma é um ninja versátil e facilmente controlável, mas ainda assim o jogo consegue ser bastante castigador. A espada de Hotsuma é uma arma amaldiçoada de nome “Akujiki”, que se alimenta das almas de quem é abatido por esta. Contudo, se a espada estiver muito tempo sem receber “alimento”, é a vida do próprio Hotsuma que paga, indo diminuindo com o tempo. Isto obriga a que o jogador procure sempre o combate e não perca muito tempo em exploração de cenários. Hotsuma é um ninja bastante versátil, podendo dar saltos duplos, andar (e saltar) entre paredes, bem como usar o stealth dash, uma habilidade que faz o ninja mover-se momentaneamente de forma bastante rápida, deixando um rasto “holográfico” para trás. Esta manobra pode ser usada para esquivar de ataques de adversários, ou mesmo para ajudar no combate em si. Quando derrotamos um inimigo com a espada, este fica momentaneamente paralisado. Devemos aproveitar esse tempo para derrotar outros inimigos (sempre com a espada) que estejam no ecrã. Ao derrotar todos, é aplicada a técnica TATE, que consiste em ver os inimigos a desfazerem-se todos ao mesmo tempo, numa perspectiva cinematográfica. Aplicar TATEs dá mais pontos e mais “vida” à espada. Para além dessa espada Hotsuma pode coleccionar várias Kunais espalhadas ao longo dos níveis, que podem ser usadas para paralisar brevemente os inimigos (algo bastante útil nalguns). Para além das Kunais existem scrolls de magia que podem ser também coleccionadas (num máximo de 3). Existem 3 magias diferentes que podem ser realizadas, um pouco como à moda antiga, tal como ataques de fogo que danificam todos os inimigos numa certa àrea, ou magia para dar uma invencibilidade temporária.

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Hotsuma e um inimigo chato.

Estas técnicas parecem ser armas poderosas, e na verdade os controlos do jogo até que são bastante precisos, contudo o design dos níveis e as ondas de inimigos que começam a aparecer tornam o jogo bastante difícil e frustrante. Embora seja possível fazer “lock-on” a um determinado inimigo, nem sempre é boa ideia fazê-lo pois corremos o risco de ser “sufocados” pelos restantes inimigos que se aproximam vertiginosamente. Muitos níveis têm abismos sem fundo, algo que eu odeio profundamente quando são usados à exaustão, e para se completar esses níveis é obrigatório dar saltos cirúrgicos que englobam o uso de técnicas de wall jumping, double jumping e stealth dash. Os níveis estão divididos em 2 actos, sendo que no final de cada acto há sempre uma luta contra um boss. Não existe qualquer checkpoint ao longo dos níveis, pois uma morte seja provocada por quedas ou por combate resulta sempre em começar o nível do início. É um jogo bastante exigente, mas ao menos temos vidas ilimitadas e existe um “checkpoint” antes de cada combate contra um boss. Contudo se desligarmos a PS2 a meio do boss teremos de rejogar todo o nível novamente.

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Exemplo de um TATE

Embora o jogo não encoraje uma grande exploração devido à espada nos sugar vida e aos níveis serem traiçoeiros ao ponto de não querermos arriscar uns quantos saltos extra, a verdade é que existem várias medalhas espalhadas nos níveis que vão desbloqueando vários extras. Umas são fáceis de se obter, outras nem por isso. Os extras incluem a hipótese de rejogar os níveis já concluídos, rever as cut-scenes, artwork, bem como jogar com o irmão de Hotsume, ou com o clássico Joe Musashi. Joe comporta-se de maneira diferente dos 2 irmãos, ao não utilizar uma espada que consuma as almas, bem como as suas kunais não paralisam os inimigos, apenas dão dano. Finalmente, ao descobrir todas as medalhas nos vários níveis de dificuldade (nem quero imaginar como é o jogo em Hard ou Super) desbloqueamos os EX Stages, uns níveis extra semelhantes às VR Missions de Metal Gear Solid.

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A hipótese de se jogar com Joe Musashi é um incentivo à exploração em Shinobi

Graficamente o jogo não é nada de especial, embora os modelos de Hotsuma e dos restantes bosses/personagens principais estão bem detalhados. Os restantes inimigos e cenários já são mais simples, o que até se pode compreender, visto ser um jogo com raízes na Dreamcast e em 2002 também não havia muito melhor numa PS2. A única coisa que me chateia nesta questão é mesmo a pouca variedade de texturas e de design nos próprios níveis. Com toda a acção, é frequente a câmara mudar de ângulo e ficarmos sem saber muito bem de onde viemos e para onde devemos ir em seguida. A nível de som o jogo tem uma banda sonora algo old-school, misturando temas como música tradicional japonesa com faixas mais rock ou electrónica. Já o voice acting, acredito que o original japonês esteja excelente. Não é estranho que a Sega inclua nas opções do jogo que o audio seja o japonês ou o inglês. Isso acontece na versão americana de Shinobi, aqui a Sega decidiu incluir outros idiomas como o francês ou o espanhol e retirou o original japonês. Se já o voice-acting em inglês é um pouco mau, nem me atrevi a espreitar os outros.

Concluindo, não posso recomendar este Shinobi a todos os públicos. Fãs da série Shinobi e da temática ninja em geral, poderão apreciar este jogo, embora sejam necessárias doses industriais de paciência e de auto-controlo para não desatar ao pontapé pela casa. Fãs de jogos old-school com graus elevados de dificuldade também poderão apreciar este desafio. Claro que os fãs hardcore da Sega também deverão experimentar este jogo, nem que seja para ter um cheirinho do que seria o Shinobi se a Dreamcast se aguentasse por mais um ou 2 anos. Este Shinobi teve uma sequela também para a PS2, de nome Nightshade (ou Kunoichi no Japão), que já apresenta uma mecânica de jogo algo diferente e menos castigadora. Mas ainda não tive a oportunidade de o jogar.

Killzone Liberation (Sony Playstation Portable)

killzone_liberation_platinumTempo agora para escrever a primeira análise a um jogo de PSP. O escolhido foi o Killzone Liberation, que serve de ponte entre os Killzone e Killzone 2, de PS2 e PS3 respectivamente. Lançado em 2006, Killzone Liberation não é um First Person Shooter como os restantes jogos da série, mas antes um shooter de perspectiva quase isométrica, que oferece bastantes novidades para a série na sua jogabilidade. A minha cópia foi adquirida na loja portuense TVGames, por 5€. Está em óptimo estado, apesar de ser a versão Platinum. Edit: Algures em Agosto de 2016 comprei a versão black label por 3€ na Cash Converters de Alfragide.

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Jogo com caixa e manual, versão Black label

Eu gosto bastante de FPS. O Killzone na PS2 é um jogo que tinha imenso potencial, mas o hype exagerado em torno do “Halo Killer” e uma produção algo apressada para colocar o jogo nas prateleiras na altura mais oportuna, tornou Killzone numa experiência com o feeling que estavamos a jogar uma versão beta qualquer de um jogo superior. Neste Liberation a Guerilla Games decidiu enveredar numa abordagem diferente. Apesar de achar que a PSP tem hardware para fazer um FPS decente (a DS tem o excelente Metroid Prime Hunters!), apenas com um analógico deveria ser algo bastante frustrante. Dessa forma, o que temos aqui é um shooter na terceira pessoa, com a câmara a dar uma perspectiva aérea, algo entre o isométrico e o “top-down view“. Com o analógico controlamos a personagem principal (Jan Templar de Killzone 1), com os botões “normais” a servir das funções básicas de disparo, granadas, recarregar e action/ataque melee. Os botões L e R servem para o mecanismo de lock-on em inimigos ou para agachar/levantar. Frequentemente teremos um companheiro para nos ajudar no jogo, ao qual podemos dar algumas ordens básicas utilizando o botão direccional, seja para mover a personagem para uma área, para atacar um inimigo, colocar bombas, etc. Isto acaba por dar um feeling mais estratégico ao jogo, mesmo que seja apenas algumas vezes.

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Também é possível conduzir veículos, como por exemplo um tanque.

A história prossegue os acontecimentos passados em Killzone. A guerra entre os Hellghast e as forças ISA continua em força. Desta vez voltamos a controlar Jan Templar, que se aventura por território ocupado de Hellghasts para resgatar uma série de prisioneiros de guerra importantes da ISA e do próprio governo de Vekta, raptados pelo general Metrac do exército inimigo. Durante o caminho Jan Templar acaba por receber ajuda dos seus colegas Rico e Luger, também do primeiro jogo. O jogo principal é composto por 4 capítulos com 4 níveis cada, sendo algo curto. Uma coisa que não gostei muito é o facto de podemos utilizar apenas uma arma (para além de um tipo de granadas). Antes de cada nível podemos escolher uma das armas que temos disponíveis para jogar, sendo que ao longo do jogo vamos encontrando várias caixas com items e munições, onde podemos trocar de arma também. Inicialmente apenas podemos escolher no início do nível uma simples “Assault Rifle”, mas ao longo do jogo poderemos encontrar dinheiro escondido nalguns caixotes que servirá para desbloquear novas armas e updates dos stats das mesmas. A acção, apesar de ser frenética em vários momentos, exige sempre que pensemos um pouco antes de disparar. Isto pois a munição é limitada e não se encontra em grandes quantidades, bem como os inimigos geralmente são “inteligentes”, procurando sempre abrigar-se do fogo inimigo e trabalhando em equipa para tirar-nos do ninho.

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Exemplo das ordens que se pode dar ao companheiro

Para além do modo história, sempre que se termina um capítulo é desbloqueado uma série de “Challenge Games”. Como o nome indica são vários desafios, desde galerias de tiro, defesa de pontos cruciais, encontrar x items no menor tempo possível, etc. O objectivo aqui é obter medalhas de ouro em todos os desafios para desbloquear novas habilidades no jogo principal, como por exemplo carregar mais granadas, ter mais pontos de vida, munição infinita, etc. Passando para a vertente multiplayer, a versão original do jogo apenas permite jogar no modo ad-hoc, uma espécie de LAN wireless. Por cada nível concluído no modo single player, é desbloqueado esse mesmo nível para ser jogado de forma cooperativa com um amigo. Para além disso temos os jogos mais tradicionais como Deathmatch e variantes, Assault e Capture the Flag, onde podem jogar um máximo de 6 pessoas. Há pouco falei numa “primeira versão” do jogo, pois este tem DLCs. Eu tenho uma perspectiva muito crítica em relação a DLCs. Se for conteúdo inteiramente novo como os velhinhos expansion packs que comprávamos para jogos como Quake ou Diablo, por mim tudo bem. Agora cobrar por coisas que deveriam pertencer ao jogo principal de raiz, isso é que não. Poucos meses depois de Killzone Liberation ter saído, foi lançado um DLC que inclui 1 capítulo novo (que conclui a história do jogo), um modo extra no multiplayer (uma variante de Deathmatch), novos mapas multiplayer, e suporte a jogo online, com os mesmos modos de jogo descritos em ad-hoc. Felizmente este DLC foi lançado gratuitamente, embora hoje em dia não seja possível fazer-se download de forma oficial. Felizmente na internet encontra-se tudo e pude jogar o último capítulo. Os servidores para jogo online também estão encerrados, paciência. Infelizmente há uma opção “Download” que para além do DLC deveria deixar-me fazer download dos items que ganhei ao completar os desafios, como temas, artwork e afins, coisa que já não tenho acesso.

Graficamente é um jogo bastante competente, com cenários 3D bem detalhados tendo em conta a máquina em questão e o ano de 2006. Infelizmente não me pareceu haver uma variedade de cenários tão interessante como no Killzone original, mas isso é o menos. Para além de bons gráficos o jogo tem uma física interessante aplicada às personagens inimigas, é engraçado vê-los a voar após uma explosão de uma granada ou similar. A nível de som, confesso que não prestei muita atenção à banda sonora, mas o voice acting está bom. Mantiveram as vozes do jogo original, gosto bastante da voz da Luger, pena que poucas vezes ela participe activamente no jogo. Pelo contrário não gravaram muitas vozes para o Rico, acaba por ser um pouco repetitivo e monótono ouvir sempre os mesmos insultos para os Hellghast, que mantiveram as suas vozes e visuais característicos.

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Exemplo de uma partida multiplayer

Para concluir, considero Killzone Liberation como um óptimo shooter para a PSP. Apesar de apreciar mais a mecânica de FPS, a Guerrilla Games conseguiu tirar bom partido das características da PSP, resultando num jogo bastante agradável. Quem tiver PSP e gostar de jogos de acção, tem aqui um prato cheio. Para uma melhor experiência é altamente aconselhado a instalar o DLC que apesar de já não estar oficialmente disponível no site de Killzone, encontra-se muito facilmente por aí. Para além das novas funcionalidades, acrescenta um último capítulo que conta a história que ficou por contar no final do quarto capítulo, que terminou de uma maneira algo abrupta.