California Games (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas, ficamos agora com uma das muitas conversões de California Games, um videojogo desenvolvido originalmente pela Epyx para os computadores Apple II e Commodore 64, que continha diversos desportos radicais e/ou de verão. Foi um sucesso, pelo que o jogo acabou por ser convertido para muitos outras plataformas (no caso da Sega incluindo a própria versão para a Master System que conto trazer cá nos próximos dias). Esta versão para a Mega Drive já foi uma conversão algo tardia, tendo ficado a cargo da Novotrade, a mesma empresa que mais tarde viria a desenvolver Ecco the Dolphin. O meu exemplar foi comprado em Julho deste ano, após ter vindo de um grande bundle de jogos e consolas que comprei a meias com um amigo.

Jogo com caixa

Basicamente neste California Games podemos competir nos seguintes eventos: half-pipe (skate), footbag (dar toques numa bola sem a deixar cair no chão), surf, patins e BMX. Existe ainda um evento adicional (disco voador) que foi descartado desta versão para a Mega Drive. Em cada um destes eventos temos um tempo limite e a ideia é a de fazer o máximo de truques possível durante esse tempo. No caso dos patins ou da BMX temos de ter ainda cuidado com os obstáculos que nos vão surgindo na pista. Até aqui tudo bem, mas infelizmente os controlos não são nada intuitivos, e o timing em que temos de fazer os truques também não é. Para além disso, infelizmente o meu exemplar não traz manual, o que também não ajuda à festa.

Posso não perceber nada dos controlos, mas ao menos o jogo está bonito

A nível audiovisual no entanto esta conversão possui gráficos totalmente redesenhados, tirando melhor partido de um sistema 16bit como a Mega Drive. Os gráficos são então coloridos e bem detalhados, tendo gostado especialmente das ondas do nível do Surf ou da praia em background enquanto andamos de patins. As músicas são também bastante agradáveis, principalmente a música título que ficou muito bem implementada.

Casino Games (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas e à Master System, o jogo que cá trago hoje, como se facilmente pode inferir pelo seu nome, é um título que nos dá a hipótese de jogar alguns jogos típicos de casinos. O meu exemplar foi comprado num pequeno bundle a um particular algures no passado mês de Setembro, tendo-me custado 6€.

Portanto, neste Casino games podemos jogar várias modalidades. Nos jogos de cartas temos o Poker tradicional (não a variante popular de hoje em dia do Texas Hold ‘Em), o Blackjack e o Baccarat, que por acaso só conhecia de nome. Depois temos a possibilidade de jogar em slot machines e, contra o que estava à espera, podemos também experimentar uma mesa de pinball, embora aí naturalmente não seja possível ganhar ou perder dinheiro, apenas pontos. Começamos inicialmente com 500 dólares e aparentemente a ideia é chegar ao milhão. Podemos no entanto gravar o nosso progresso no jogo na forma de passwords, para continuar noutra altura.

Poker é talvez o jogo mais bem implementado aqui e que nos oferece uma variedade de oponentes

No que diz respeito aos audiovisuais, confesso que este Casino Games foi uma agradável surpresa. Os gráficos são coloridos e bem detalhados, dentro dos possíveis, claro, visto que estamos a jogar cartas ou pouco mais. Mas no caso do Poker, podemos escolher diferentes oponentes que por sua vez vão tendo diferentes expressões faciais consoante a maneira em como o jogo está a correr. Para além disso, temos aqui uma das melhores sequências de Game Over de sempre! As músicas são também agradáveis, sendo este um dos jogos que suporta o FM Sound, algo que só está disponível nativamente nas Master System e Mark III japonesas, se bem que este jogo nunca saiu no Japão. Mas visto ter saído em 1989, ano do último lançamento para a Master System em solo nipónico, talvez a certa altura do seu desenvolvimento estivesse previsto um lançamento japonês.

Confesso que não estava à espera de poder jogar Pinball num casino.

Portanto, este até foi um jogo que me surpreendeu, e dentro deste nicho muito específico, as únicas outras opções para a Master System são talvez o Parlour Games, que também conto cá trazer muito em breve.

Prince of Persia (Sega Mega CD)

Como habitual, mais uma rapidinha para mais uma conversão de um clássico. Prince of Persia, desenvolvido por Jordan Mechner e lançado originalmente para sistemas Apple em 1989 foi um tremendo sucesso e rapidamente foi convertido para inúmeras plataformas. As consolas da Sega não foram excepção, e já cá trouxe inclusivamente a versão da Master System, convertida pela Domark, que também lançaram uma versão para a Mega Drive que ainda não tive a oportunidade de a adquirir. Por outro lado, a Mega CD recebeu uma conversão inteiramente diferente, desenvolvida originalmente no Japão. O meu exemplar foi comprado no mês passado em Paris, numa viagem de trabalho mas que me deu tempo suficiente para visitar as lojas de Boulevard Voltaire. Custou-me 20€.

Jogo com caixa e manual

Creio que já sabem o que vos espera neste Prince of Persia. O Sultão ausentou-se do país para tratar de alguns assuntos e o Vizir aproveita para fazer um golpe de estado, obrigando também a princesa lá do sítio a casar-se com ele. O vizir dá um tempo de 60 minutos para a princesa decidir o que quer fazer da sua vida, sendo esse o mesmo tempo que nós, o protagonista, teremos para explorar os calabouços do palácio, defrontar o Vizir e resgatar a princesa. Literalmente temos uma hora para terminar o jogo, algo que acaba por ser fazível, mas obriga-nos a conhecer os níveis todos de trás para a frente.

Esta versão possui algumas cutscenes em anime. Com péssimo voice acting, claro!

A nível de controlos também já sabem o que a casa gasta. Podemos correr, caminhar lentamente, saltar, escalar paredes. Os caminhos estão repletos de armadilhas como pedaços do chão que caem, espinhos que nascem do solo, ou mesmo lâminas capazes de nos cortar ao meio. Pelo meio de tantas armadilhas teremos uma série de interruptores pressurizados que nos abrem temporariamente algumas portas e claro, alguns guardas para combater, mas para isso temos primeiro de encontrar uma espada. O sistema de combate é fiel ao original, permitindo-nos atacar mas também defender das investidas dos nossos adversários.

Um passo em falso e acabamos assim

Mas o que torna este Prince of Persia diferente dos restantes é mesmo o toque nipónico. Os gráficos são um pouco diferentes do original, as sprites de Prince e dos guardas são mais detalhadas e cheias de adornos, mas para além disso vamos tendo algumas cutscenes anime que nos vão contando a história. O problema é mesmo o voice acting que é terrível. As músicas são de qualidade CD Audio e repletas de temas árabes, muito bem tocados por sinal, e que se encaixam que nem uma luva ao estilo do jogo.

Portanto esta conversão do Prince of Persia é para mim mais uma conversão sólida, diferente das que vimos nos outros sistemas contemporâneos por ter um toque mais japonês. Das versões 16bit ainda quero voltar a jogar a versão Mega Drive, pois parece-me ser mais uma conversão sólida e claro, a versão Super Nintendo que é muito diferente e inclui muito conteúdo extra.

James Bond 007: The Duel (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, agora para a Mega Drive, vamos para mais um jogo de acção que me surpreendeu pela positiva. Apesar de ter o Timothy Dalton na capa, actor que deu a cara a James Bond em apenas 2 filmes na década de 80, este videojogo acaba por não seguir a trama de nenhum desse filmes. O meu exemplar foi comprado no mês passado a um particular, tendo-me custado uns 10€.

Jogo com caixa e manual

Este James Bond the Duel é um jogo de acção/plataformas, onde os nossos objectivos são sempre os mesmos ao longo dos vários níveis: resgatar uma série de mulheres espalhadas ao longo dos níveis, detonar uma bomba algures e em seguida procurar a saída dentro de um tempo limite, antes que tudo exploda. Os controlos são simples, com um botão para saltar, outro para disparar o nosso revólver, e um outro para atirar granadas, algo bastante útil para defrontar alguns mid bosses que nos apareçam à frente, como é o caso do Dentes de Aço. Podemos disparar para a esquerda, direita e diagonais, mas infelizmente não conseguimos disparar para cima ou para baixo, o que até dava jeito em certas alturas. Ainda sobre a jogabilidade, convém também ter em conta que este é daqueles jogos onde se cairmos de uma certa altura perdemos uma vida.

Temos diferentes localizações para explorar, mas os objectivos são sempre os mesmos

A nível gráfico, é um jogo bonitinho, mas deixa um pouco a desejar. As sprites são pequenas porém bem animadas, o jogo até que é colorido e detalhado quanto baste, mas como é tudo tão pequeno, fica sempre a sensação que estou a jogar num sistema 8bit. Tendo em conta que a mesma equipa também lançou o mesmo jogo para a Master System e Game Gear, pode estar aí a explicação do porquê de ambas as versões serem diferentes, porém muito parecidas. As músicas sinceramente até que as achei bastante agradáveis, embora um tema ou outro também me tenha soado saído de uma Master System.

O jogo até que é bastante colorido, mas por vezes parece que estou num sistema 8bit

Portanto este James Bond 007 The Duel até que nem o achei um mau jogo de todo. A série Rolling Thunder dá-lhe 10 a 0, é verdade, mas ainda assim achei-o suficientemente divertido e confesso que até fiquei curioso em experimentar a versão Master System que quero ver se a arranjo no futuro.

Marble Madness (Sega Master System)

Para não variar, mais uma rapidinha a uma conversão de arcade, desta vez para a Sega Master System. Marble Madness, lançado originalmente pela Atari, é um clássico arcade na medida em que oferecia uma jogabilidade simples, de absorção imediata, mas com um desafio elevado. O objectivo é o de conduzir um berlinde por uma série de caminhos labirínticos e repletos de obstáculos e outras armadilhas, até à sua meta. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado no mês de Setembro, tendo vindo de um leilão online que me ficou a 6€ por jogo.

Jogo com caixa e manual

O objectivo do jogo é tão simples que mesmo que uma pessoa não esteja habituada a videojogos depressa aprende o que tem de fazer. Basicamente temos um berlinde que temos de o conduzir por um labirinto repleto de abismos, armadilhas e outros inimigos que podem interferir. Podemos cair, ou ser comidos as vezes que quisermos pois temos vidas infinitas, no entanto temos é um tempo limite para chegar ao destino e é aí que está o desafio. Muitas vezes temos de fazer descidas íngremes em rampas estreitas, à beira de um abismo e com curvas apertadas, pelo que temos de controlar bem a inércia da bola. Numa arcade isto era mais engraçado pois os controlos usavam uma rollerball, até era mais intuitivo. Aqui temos de usar o d-pad e simplesmente este é um dos jogos que requerem muita práctica, pois até nem temos assim tantos níveis.

Por vezes conseguimos ganhar alguns segundos precisosos

A nível audiovisual é um jogo simples, porém bem detalhado. Os níveis são apresentados numa perspectiva isométrica e possuem alguns inimigos ou armadilhas que até têm boas animações. As músicas são também agradáveis, pelo que no fundo esta até acaba por ser uma boa conversão do clássico arcade.