PGA Tour Golf II (Sega Mega Drive)

Vamos voltar às rapidinhas a jogos desportivos, precisamente ao revisitar a série PGA Tour Golf, com o segundo jogo desta saga a sair na Mega Drive, tendo em conta que já cá falei tanto do primeiro, como do terceiro também. E este vai ser mesmo uma rapidinha, pois os modos de jogo são practicamente os mesmos do seu predecessor, oferecendo no entanto mais circuitos onde competir. O meu exemplar foi comprado numa loja online algures no passado mês de Abril, tendo-me custado menos de 6€ creio.

Jogo com caixa e manual

Portanto, tal como no primeiro jogo teremos a possibilidade de treinar uma ronda inteira no modo practice, ou treinar tacadas de longa ou curta distância nos modos de treino Driving Range ou Putting Green. O modo torneio é sem dúvida o principal, onde teremos vários circuitos de golfe (supostamente representações fiéis de circuitos de golf reais) pela frente e competimos contra inúmeros outros golfistas profissionais. Temos também o Skins Challenge, que é um outro modo de competição, mas com a pontuação a ser calculada de forma diferente. A nível de mecânicas de jogo, tal como o seu predecessor teremos de ter em consideração a força do vento e qual o taco a usar em cada situação. Felizmente, ao contrário de outros jogos de golf, à medida que seleccionamos o taco temos uma indicação visual de qual a distância máxima que a bola pode atingir. Isto é muito bom para os leigos do desporto possam fazer a melhor escolha, visto que a nossa distância relativa ao buraco está sempre presente no canto inferior direito do ecrã. Quando estamos no green, ou seja próximo do buraco, podemos também chamar um ecrã que nos mostra a curvatura da superfície à volta do mesmo. Já ao preparar as tacadas, temos o habitual medidor de força e efeito que devem ser seleccionados a 2 tempos.

PGA Tour Golf possui mais golfistas e circuitos mas as mecânicas de jogo são similares e ainda bem

A nível gráfico parece-me ser ligeiramente superior que o seu predecessor, na medida em que as sprites dos golfistas estão melhor animadas e a física da trajectória da bola também me parece mais bem conseguida. Já os cenários, a qualidade gráfica em si é muito semelhante à do jogo anterior. A nível de apresentação como um todo, uma vez mais teremos os conselhos de alguns golfistas profissionais antes de cada circuito/buraco, bem como algumas informações dadas por um apresentador de televisão sobre a performance de outros golfistas. No que diz respeito ao som, a música apenas toca nos menus e outros ecrãs de transição, já durante as partidas apenas temos o som das bolas, seja na tacada, seja quando atingem a superfície ou outro obstáculo como árvores. Ocasionalmente também temos algumas vozes digitalizadas como reacções do público.

Portanto aqui temos mais um simulador sólido, embora não traga muitas novidades a nível de jogabilidade perante a iteração anterior. Pelo que já li por aí, que ainda não experimentei o jogo, o PGA Tour 96 é possivelmente o melhor da Mega Drive até porque foi desenvolvido por uma equipa diferente dos restantes. Mas veremos, assim que deitar as minhas mãos num exemplar.

World Class Leaderboard (Sega Mega Drive)

Não há muito tempo atrás, trouxe cá a versão Master System deste mesmo World Class Leaderboard, que por sua vez era uma conversão de um clássico de mesmo nome desenvolvido originalmente para a Commodore 64 nos finais da década de 80. E enquanto as versões 8bit da Sega foram lançadas algures em 1991, esta versão 16bit saiu um ano depois e devo dizer que apresenta algumas melhorias que me agradaram face às versões anteriores. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado numa loja online algures no passado mês de Abril, tendo custado cerca de 5,6€.

Jogo com caixa e manual

Ora e aqui temos exactamente os mesmos circuitos para competir, sendo 3 deles baseados em circuitos de golf reais, como o Cypress Creek, Doral e St. Andrews, mais um circuito fictício e sem dúvida o mais desafiante, o The Gauntlet. Este é desafiante pois está repleto de obstáculos como árvores, água e blocos de areia por todo o lado. Os outros circuitos também vão tendo esses obstáculos é certo, mas o The Gauntlet abusa mesmo.

Malditas árvores!

No que diz respeito aos modos de jogo, temos os mesmos da versão Master System, ou seja, poderemos competir nos 18 buracos de cada um dos 4 circuitos mencionados acima, bem como dois modos de treino onde podemos treinar as tacadas a longa distância, e o putting, quando já estamos no green, próximos do alvo. No caso dos torneios, teremos no entanto 3 métodos diferentes de pontuação a considerar. De resto devo dizer que prefiro de longe a interface que incluiram aqui em relação às versões 8bit, principalmente nas mecânicas do swing que agora são mais intuitivas. Basicamente temos na mesma uma barrinha de energia que vai subindo e descendo e, em 2 fases teremos de escolher não só a potência que queremos imprimir na tacada, mas também o efeito. Para dar uma tacada devemos pressionar (e manter pressionado) o botão A enquanto vemos essa tal barrinha a encher. Assim que largamos o botão, a potência está seleccionada e a barrinha começa agora a mover-se no sentido inverso e uma vez que pressionarmos o botão novamente iremos seleccionar o efeito. Basicamente, tanto na potência como no efeito temos um nível de referência que devemos tentar respeitar para a tacada sair o mais perfeita possível. Basicamente são as mesmas mecânicas de jogo da versão Master System, mas agora está visualmente bem mais intuitivo.

Os menus continuam demasiado simples e nada atractivos

A área de jogo mostra na mesma outros detalhes, como a distância (em jardas) ao objectivo, a direcção e força do vento, qual o taco que temos seleccionado actualmente e, ao lado direito temos uma overview vista de cima desde a posição onde estamos até à zona do green. Tal como na Master System podemos aceder a um menu manhoso que nos permite consultar o mapa completo do curso em jogo, mas graças a essa vista do lado direito do ecrã, deixa de ser importante. Agora, apesar de podermos alternar livremente entre tacos, seria bom haver alguma indicação visual no ecrã de qual a distância máxima que cada taco alcança. Desta vez nem sequer temos essa informação no manual! Mas, pressionando o botão Start, para além de vermos a opção de ter uma overview do curso actual, temos também a opção de pedir a opinião ao Caddy, que nos vai dando precisamente esses detalhes. Menos mal.

Desta vez a interface felizmente está visualmente mais intuitiva e útil!

A nível gráfico esta é também uma versão com muito mais detalhe face às originais de 8bit. Os cenários são renderizados à nossa volta mediante a nossa posição actual no terreno e desta vez não temos de esperar alguns breves segundos para termos a imagem no ecrã. Quando damos uma tacada vemos a bola a viajar pelo ecrã, a sua curvatura, e aquela vista aérea do lado direito acompanha também a bola desde o seu ponto de partida até ao final, o que é mais um detalhe interessante. Outros detalhes engraçados, as nuvens têm um efeito de parallax scrolling, mas a partir do momento que damos uma tacada, esse scrolling fica bem mais lento, pois o CPU está a calcular a trajectória da bola em 3D e apresentá-la no ecrã. De resto, a nível de audio, temos apenas músicas nos menus e afins, já durante as partidas apenas ouvimos as tacadas e pouco mais, com o jogo a possuir uma vez mais algumas vozes digitalizadas e aplausos do público quando conseguimos meter a bola no buraco.

Portanto, devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido com esta versão do Worldclass Leaderboard da Mega Drive. Continuo a achar que a Mega Drive tem simuladores de golf superiores, mas o facto de terem melhorado bastante a interface do jogo face à versão de Master System para mim já foi uma grande vitória. E o upgrade nos visuais foi também muito bem recebido.

Super Kick Off (Sega Mega Drive)

Mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez à versão Mega Drive do Super Kick-Off, depois de já cá ter trazido as versões 8bit para a Master System e Game Gear. Curiosamente a versão Mega Drive já saiu quase 2 anos depois das versões 8bit, sendo um jogo já algo diferente e sem algumas das decisões estranhas que tinham tomado na versão 8bit, como a opção de escolher estrangeiros estar associada à linguagem escolhida do jogo. O meu exemplar foi comprado numa loja online algures durante o mês de Abril, tendo-me custado algo à volta dos 5€.

Jogo com caixa e manual

O jogo possui diversos modos de jogo como seria de esperar, mas a menos que já estejam familiarizados com as mecânicas de jogo da série Kick Off, recomendo vivamente que comecem pelo modo de treino, onde poderemos treinar a “simples” arte de controlar a bola, bem como algumas jogadas específicas, como centros ou a marcação de penalties. É que este Super Kick Off é daqueles jogos de futebol com a bola solta, ou seja é muito difícil mudar de direcção em controlo da bola. Basicamente temos de mudar de direcção apenas quando o jogador está em pleno contacto com a bola caso contrário mudamos nós de direcção e a bola continua a ir sozinha. Mesmo para passar, com o botão B, temos de o deixar pressionado perto da bola para a segurar, escolher a direcção do passe e só depois soltar o botão. É um jogo que exige portanto muita práctica e, apesar de por defeito a jogabilidade ser muito rápida, é possível tornar o jogo mais lento, o que será certamente uma ajuda.

As cores dos uniformes nem sempre batem certo…

De resto temos uma série de clubes internacionais (de entre as quais uma certa equipa da capital), algumas selecções nacionais, incluindo a portuguesa, mas também um maior foco na liga inglesa. Para além de partidas amigáveis poderemos também criar ligas ou diversos tipos de torneios com as equipas/selecções disponíveis. Poderemos editar as equipas, os seus jogadores e naturalmente, antes de cada partida, seleccionar a sua táctica e o 11 inicial. Outras opções como faltas, tipo de relvado ou condições metereológicas podem também ser ajustadas.

Graficamente é um jogo simples, com o jogo a possuir uma vista de cima, mas com os jogadores maiores e com mais detalhe do que o Sensible Soccer, por exemplo. A acompanhar as partidas temos também uma espécie de radar que mostra o posicionamento dos jogadores e da bola, sinceramente acho-o bastante distractivo, até porque não é fácil perceber onde está a bola, pois esta é um pequeno ponto branco nesse radar. O problema é que os jogadores de ambas as equipas são pontos negros e brancos, portanto a bola acaba por se confundir. A nível de audio, nada a apontar. Os efeitos sonoros não são nada do outro mundo mas também não são irritantes e as músicas até que são agradáveis.

Este radar estava de facto a tirar-me um pouco do sério

Portanto este Super Kick-Off, apesar de ser um jogo na minha opinião melhor idealizado do que as suas versões 8bit, não é certamente um jogo de futebol que irá agradar a toda a gente, pela sua jogabilidade muito particular e frenética. Mas experimentem se tiverem a oportunidade de o jogar e digam de vossa justiça, até porque hoje em dia perco muito pouco tempo com videojogos desportivos.

World Class Leaderboard (Sega Master System)

Voltando à Master System, vamos ficar com mais um jogo de golf, o último nos próximos tempos, pelo menos para esta consola, já que para a Mega Drive vou ter pelo menos mais dois para experimentar em breve. E o jogo que cá trago hoje é a adaptação do World Class Leaderboard, um simulador de golf, produzido originalmente pela Access Software para o Commodore 64. E claro, a partir do momento em que a britânica U.S. Gold adquiriu a licença do jogo, múltiplas conversões para outros sistemas mais populares na Europa surgiram, entre as quais versões para as consolas da Sega. As versões 8bit foram convertidas pela Tiertex, que possui um historial de qualidade algo inconsistente nos seus trabalhos para a Master System e Game Gear. Temos também uma versão para a Mega Drive que foi lançada posteriormente. O meu exemplar foi comprado numa loja online algures durante o mês de março, tendo-me custado algo em torno dos 7€.

Jogo com caixa e manual

Ora e aqui dispomos de 3 modos de jogo, desde uma partida completa de golf, onde poderemos escolher 1 de 4 circuitos para onde competir, bem como 2 modos de treino, o driving range, onde practicamos as tacadas de longa distância, e o putting, ou seja, quando temos a bola já próxima do buraco e temos de dar aquelas tacadas mais delicadas e com especial atenção ao relevo da superfície. Isto é tudo muito bonito e até aqui tudo bem, mas confesso que a interface do jogo não é nada amigável. Nós temos todas aquelas funcionalidades básicas de um simulador de golf que se preze, como a indicação da direcção do vento, qual a distância de onde estamos até ao alvo, a possibilidade de alternar entre diferentes tacos e definir não só a direcção e força exercida na nossa tacada, mas também a posição da bola que vamos atingir, o que irá influenciar a curvatura da sua trajectória. O problema, tal como referi, é que a interface é altamente confusa para tudo isto.

Árvores, água e areia, tudo obstáculos a evitar, mas a água é certamente o pior

Alteramos a selecção de tacos e a direcção do “tiro” com o d-pad, esquerda e direita para ajustar a direcção da tacada, cima e baixo para alternar o taco. Agora a menos que sejam profissionais de golf e saibam quais os alcances de cada taco, não temos no ecrã nenhuma indicação do mesmo… De resto, quando acharmos que estamos prontos para tentar a nossa tacada, devemos pressionar o botão 1 e deixá-lo pressionado e vemos “magia” a acontecer no canto inferior direito. Basicamente temos um medidor dividido em 2, em que a primeira metade define a potência da tacada, e a segunda metade define a zona da bola onde atingimos, influenciando a sua curvatura. Ao largar o botão pela primeira vez definimos a potência da tacada, depois temos de nos preocupar com a sua curvatura. Aqui temos um timing muito preciso para pressionar o botão novamente. Pressionando cedo ou tarde irá atribuir um efeito à bola e arruinar a tacada. Acredito que seja uma questão de práctica, mas visualmente aquelas barrinhas não são lá muito apelativas nem intuitivas.

É bastante recomendável perder algum tempo com os modos de treino primeiro

Quando estamos no green, ou seja, perto do buraco, o medidor torna-se mais simples e útil, onde apenas teremos de ter em conta a potência da tacada e indicações visuais da distância que a bola poderá alcançar. Mas claro, isto apenas acontece se não seleccionarmos o grau de dificuldade profissional. Em graus de dificuldade mais baixos a jogabilidade poderá ser mais simplificada, sem influência de vento e/ou efeitos na bola. De qualquer das formas, ainda no green, teremos de ter também atenção ao relevo do terreno.

No que diz respeito aos audiovisuais, apenas temos música no ecrã título, que pessoalmente não achei nada de especial. Passando para a área de jogo, os gráficos são típicos de vários simuladores da época, com o cenário a ser renderizado consoante a nossa posição no mapa. Escondidos da interface principal, estão também as possibilidades de termos uma vista aérea do circuito na sua totalidade, mas também a possibilidade de rodarmos ligeiramente o nosso campo de visão para a esquerda ou direita, com o CPU a renderizar novamente os cenários. Os efeitos sonoros são poucos e simples, embora o jogo possua algumas vozes digitalizadas o que até confesso que foi uma (talvez a única!) agradável surpresa a retirar daqui. Quando conseguimos a proeza de atirar com uma bola para a água, ouvimos uma boca que sempre me faz lembrar as tiradas do Duke Nukem.

Podemos ter uma overview do campo de circuito onde estamos, mas sempre com aquela linha diagonal “You are here”

Este World Class Leader Board foi efectivamente o primeiro simulador mais sério do desporto a sair na Master System e na altura a imprensa Britânica elogiou bastante esta conversão, mas eles também já eram fãs da versão sua versão original do Commodore 64, pelo que já estavam certamente habituados à sua jogabilidade. No meu caso, eu sinceramente prefiro de longe a maior simplicidade gráfica e o balanço na jogabilidade entre simulação e arcade que o Golfamania nos trouxe. É para mim um jogo bem mais divertido como um todo, mas para quem gostar de simuladores presumo que este seja mais realista que o próprio PGA Tour Golf, pelo que é uma questão de o experimentarem durante algum tempo.

Trivial Pursuit: Genus Edition (Sega Master System)

Vamos voltaar a mais um jogo da Master System, desta vez não é uma rapidinha a um título desportivo, mas sim uma adaptação a um muito conhecido jogo de tabuleiro, o Trivial Pursuit, que visa em testar os nossos conhecimentos de cultura geral. Esta adaptação para a Master System, possui algumas falhas, mas não deixa de ser um título interessante. O meu exemplar foi comprado numa loja online algures em Março, creio que me custou uns 7€.

Jogo com caixa e manual

O Trivial Pursuit é um jogo de tabuleiro que deveria dispensar apresentações. Múltiplos jogadores (até um máximo de 6) podem participar, começando do centro do tabuleiro e vão percorrendo as restantes casas consoante o valor que lhes sair nos dados. Se caírem numa casa colorida, terão de responder a uma pergunta de cultura geral da área respectiva àquela cor, como geografia, história, arte e literatura, ciência, ou desporto. Acertando na pergunta temos direito a jogar uma vez mais, ou caso calhemos numa casa sem cor também poderemos jogar novamente. As casas mais importantes são as que ficam nas intersecções do círculo exterior com as outras linhas que cruzam no centro. Cada uma destas casas nos permite responder uma vez mais a uma pergunta de cultura geral associada ao tema/cor da mesma, mas se acertamos, ganhamos um “queijinho”. A ideia é recolher queijinhos de todos os temas e depois conseguir chegar novamente ao centro do tabuleiro e o primeiro que o fizer, ganha o jogo.

Muitas destas questões são direccionadas ao público britânico e geralmente a eventos das décadas de 70 e 80

Agora esta implementação da Master System, apesar de ser um jogo que nos permita jogar apenas com 1 jogador, é nitidamente um jogo feito a pensar em jogar em família. Em primeiro lugar, porque mesmo jogando sozinhos o jogo não coloca nenhuns bots a responder aleatoriamente a perguntas para competir connosco, mas a maneira como a Domark implementou o sistema de perguntas e respostas foi mesmo feito a pensar para se jogar em família ou com alguém a controlar-nos. Imaginem que fazem uma pergunta do género “Qual o primeiro presidente norte-americano que comunicou com os astronautas na Lua?”. Depois temos algum tempo para pensar na resposta (que pode ser customizado nas opções) e uma vez findo esse tempo o jogo pergunta: “A tua resposta foi Nixon?” e aí supostamente temos de ser honestos e dizer se sim ou não. Se acertamos na resposta temos o direito de jogar outra vez, falhando passamos a vez a outra. Ora se estivermos a jogar sozinhos poderemos perfeitamente fazer batota e dizer ao computador que acertamos todas as questões e eventualmente lá ganhamos o jogo. Já se jogarmos com outros jogadores humanos, certamente irá haver aquela pressãozinha social para não aldrabar. Na minha opinião seria mais interessante o jogo apresentar algumas respostas de escolha múltipla, mas compreendo que isso seria adulterar as regras do jogo.

No entanto se seleccionarmos outras líguagens no início do jogo, teremos perguntas direccionadas para esses países

Já no que diz respeito às perguntas… bom, este foi um jogo lançado em 1992, pelo que muitas das questões que vamos ter são relativas a eventos que aconteceram na década de 70 e 80, e muitas dessas perguntas são também mais vocacionadas para o público britânico. Portanto vamos ter imensas perguntas que são muito difíceis para nós respondermos. Mas um detalhe interessante é que me parecem que as perguntas são direccionadas a públicos diferentes consoante a linguagem seleccionada. Depois de ter jogado umas partidas em inglês resolvi experimentar o jogo em espanhol e já vi algumas perguntas mais focadas na cultura dos nuestros hermanos, pelo que assumo que o mesmo aconteça nas outras linguagens, nomeadamente no francês e alemão. Portanto acho que foi interessante a Domark não ter simplesmente traduzido as perguntas vocacionadas para o público britânico (até porque é a nacionalidade da própria empresa), mas terem-se esforçado em incluir perguntas mais vocacionadas para outros povos europeus.

Perguntas que necessitem de pistas visuais ou musicais são feitas em salas diferentes

No que diz respeito aos audiovisuais, devo dizer que achei este jogo uma bela surpresa nesse aspecto. Temos um pássaro todo bem vestido a servir de apresentador do jogo, e as suas animações são muito bem conseguidas, assim como os diálogos que vai mantendo connosco. Sempre que nos sai uma pergunta somos levados a uma de várias salas. Para uma pergunta típica somos levados a um escritório repleto de livros, para uma pergunta que envolva música, já somos levados para uma sala de música onde o pássaro irá tocar no piano uma pequena melodia relacionada com a pergunta que nos estão a fazer. Poderão ser melodias tradicionais (como o Frère Jacques),  ou pequenos excertos de melodias de filmes conhecidos das décadas de 70 e 80. Outras vezes somos levados a uma sala de cinema onde nos mostram imagens relacionadas com alguma pergunta. Todas estas salas estão bem detalhadas e as músicas, como um todo, são agradáveis.

Portanto sinceramente até achei piada a este Trivial Pursuit, especialmente no cuidado que tiveram na sua apresentação. Jogá-lo hoje em dia acho que é uma perda de tempo, pois o trivia que aqui temos está completamente desactualizado e desajustado com a nossa realidade, mas não deixa de ter sido um jogo interessante para o seu tempo.