Andre Agassi Tennis (Sega Mega Drive)

Voltando a mais uma rapidinha a um jogo desportivo, vamos ficar agora com a versão Mega Drive do Andre Agassi Tennis. E se por um lado a versão Master System nem me tenha parecido má de todo, esta versão Mega Drive, se me dissessem que a TecMagik pegou na versão Master System e a transpôs para a Mega Drive, eu provavelmente acreditava-me. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado a um particular durante o mês de Julho, creio que me custou 7€.

Jogo com caixa e manual

No que diz respeito aos modos de jogo, temos a possibilidade de treinar ou participar em torneios, quer com 1 ou 2 jogadores, quer em singles ou doubles. Podemos escolher um de vários tenistas, cada qual com as suas características e pontos fortes/fracos diferentes. O Andre Agassi é um deles, naturalmente. Os restantes parecem-me ser fictícios mas é interessante termos também tenistas femininas e podermos criar equipas/confrontos mistos. Até aqui tudo bem, o problema está mesmo quando começamos a jogar. Os controlos são horríveis, as personagens são muito lentas, a mecânica de detecção de colisões é horrível, ou se calhar até é realista demais, pois muitas vezes damos raquetadas no ar. Temos mesmo de alinhar todos os astros e estar muitíssimo bem posicionados para conseguir responder às jogadas da melhor forma. O bom é que a inteligência artificial também não é a melhor e muitas vezes limita-se a ficar plantada no chão e levarem com uma bola na cabeça. À medida que vamos jogando e participando em diversos torneios, o dinheiro que vamos ganhando pode ser usado para melhorar as características do tenista que escolhemos. O problema é que o jogo não é nada agradável de se jogar e muito provavelmente vão-se fartar dele muito antes de conseguirem terminar um torneio com sucesso, de forma a conseguirem comprar os vossos primeiros upgrades.

Se puserem a versão Master System lado a lado vão ver que as diferenças são muito poucas

A nível gráfico é um jogo muito mediano. Tal como referi acima, não anda mesmo muito longe da versão Master System. Os campos de ténis possuem pouco mais de detalhe e, apesar de termos campos com relvado, cimento, tartan ou outro piso que agora não me recordo, na verdade o estádio em si é sempre igual. A única coisa que muda é mesmo a cor do chão. No que diz respeito ao som, o jogo possui algumas músicas que vão tocando nos menus e entre partidas. Já durante as partidas em si, apenas ouvimos os sons das raquetadas que os jogadores vão mandando ao longo do jogo, bem como a voz do comentador a anunciar a pontuação.

Portanto este Andre Agassi Tennis, pelo menos na sua versão para a Mega Drive, é um jogo de ténis que a meu ver acaba por ficar muito aquém das expectativas. Continuo a preferir de longe o Pete Sampras Tennis, de todos os que joguei.

Putt and Putter (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas, vamos novamente à Master System para ficar com um interessante jogo de mini-golf. Vocês sabem como são os parques de mini golf, com circuitos repletos de obstáculos e acabam por ser experiências bem agradáveis para se passar uma tarde com amigos. Mas aqui não precisamos de sair do sofá! O meu exemplar foi comprado a um particular por 5€ no passado mês de Julho.

Jogo com caixa e manual

O jogo leva-nos por uma série de circuitos repletos de subidas, descidas e outros obstáculos como plataformas móveis sobre a água, passadeiras rolantes, objectos de pinball que causam ricochete na bola a alta velocidade, entre outros. Os controlos são simples, onde apenas temos de seleccionar a direcção para onde queremos disparar a bola e posteriormente a potência da tacada. Factores como o vento ou diferentes tacos para serem usados não são sequer para se ter em conta aqui.

O jogo possui também um modo para 2 jogadores que não explorei

Inicialmente dispomos de 5 bolas para completar um buraco, que acabam por ser as diferentes vidas do jogo. Cada buraco tem um par de referência, ou seja um número de tacadas recomendado para completar esse buraco. Se por acaso conseguimos acertar com a bola no buraco num número inferior de tacadas, como os birdies, eagle, albatross ou hole in one, o número de tacadas abaixo do par ganhamo-os como vidas extra. Por outro lado, completar um buraco com um número de tacadas acima do par, retira-nos o mesmo número de vidas. Pelo que apesar de ser um jogo divertido e com mecânicas interessantes, também não convém fazer muitas experiências pois corremos o risco de vir a ter um game over mais cedo. Ocasionalmente também teremos alguns níveis de bónus onde poderemos vir a ganhar mais algumas vidas extra.

Os interruptores servem para activar ou desactivar os tapetes rolantes

No que diz respeito aos audiovisuais, devo dizer que este Putt & Putter é um jogo simples mas bem competente. Os circuitos são apresentados numa perspectiva isométrica que simula bem um espaço tridimensional, pelo que conseguimos identificar correctamente as inclinações do terreno e todos os obstáculos que teremos pela frente. Nada de especial a apontar ao som, pois as músicas são também bastante agradáveis!

Portanto achei este Putt & Putter um jogo bem divertido. Existe também uma versão Game Gear que, pelo que descobri, é muito diferente da versão Master System. Para além da câmara estar mais próxima devido ao pequeno ecrã, os circuitos são também diferentes. A versão Master System, apesar de possuir menos circuitos, estes aqui são mais complexos e possuem alguns obstáculos não existentes na versão de Game Gear.

NBA Live 97 (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com o NBA Live 97 para a Sega Mega Drive, que até possui algumas novidades face ao seu antecessor, num ano em que as 16 bit já eram plataformas com cada vez menos foco no mercado. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no passado mês de Agosto, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manuais

Tal como o seu predecessor temos ao nosso dispor partidas individuais, um modo de temporada completa, alusivo à época 96-97, bem como poderemos saltar logo para os play offs finais. Mas também temos alguns modos de jogo mais à basquetebol de rua, como partidas de 2 contra 2 ou 3 contra 3. Não são propriamente NBA Jams com toda a sua loucura, mas é uma adição interessante à fórmula. De resto, a nível de controlos parecem-me idênticos aos do seu antecessor incluindo o suporte ao comando de 6 botões, onde poderemos assignar algumas jogadas pré-definidas aos botões adicionais dessa linha de comandos.

A perspectiva isométrica dos jogos anteriores mantém-se

A nível de opções e customização, poderemos optar por por uma jogabilidade bem mais próximo de um simulador, onde temos de ter em conta a fadiga dos jogadores, eventuais lesões, e todas as faltas e regras do desporto. Ou então uma experiência mais arcade e mais leniente perante as regras. De resto, para o modo temporada, podemos também participar no mercado de trânsferência de jogadores, para além de consultar um extenso dossier de estatísticas gerais.

Para além das estatísticas podemos ver uma breve história de cada equipa aqui representada

A nível audiovisual, o jogo usa o mesmo motor gráfico dos seus antecessores, com a acção a ser apresentada numa perspectiva isométrica. Portanto, para além de mudanças nos menus e respectivas músicas entre partidas, não esperem por nada muito diferente, se bem que também não haveria muito mais por onde mudar, pois na minha opinião esta perspectiva isométrica resulta muito bem neste tipo de jogos desportivos para sistemas mais antigos sem suporte nativo a gráficos tri-dimensionais.

 

Alien Storm (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, pois estou de férias e o tempo para escrever será reduzido. O jogo que cá trago hoje é a versão Master System do Alien Storm, um interessante jogo de acção produzido pela Sega para as arcades e que acabou por receber conversões para as suas consolas domésticas da altura. Infelizmente, como seria de esperar, esta versão para a Master System é bem mais modesta, pelo que recomendo uma leitura pelo artigo da versão Mega Drive. O meu exemplar foi comprado a um amigo algures em Julho deste ano, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manual

Tal como a versão Mega Drive e arcade, este jogo consiste em três mecânicas de jogo distintas. Por um lado temos aqueles segmentos mais à lá beat ‘em up, passando por alguns níveis mais à shooters onde temos de atirar em todos os aliens, mas também destruir os cenários à nossa volta. Por fim temos também alguns segmentos de perseguição a alta velocidade. Mas esta versão é bem mais simplificada, pois nem sequer podemos escolher a personagem feminina que desapareceu por completo desta versão.

Nesta versão temos poucos inimigos para enfrentar de cada vez e eles também morrem bem mais rápido

Durante as fases de pancada, os poucos combos que haviam foram bem simplificados, embora ainda tenhamos os golpes especiais que vão consumindo a energia. Energia e vida podem ser restabelecidas ao coleccionar os power ups para o efeito. Esta versão possui também menos níveis, embora tenha um segmento no metropolitano que não me recordo de ter visto na Mega Drive! O suporte a multiplayer também não existe nesta versão, infelizmente.

A variedade de mecânicas de jogo do original está também aqui presente

Portanto a nível audiovisual é também uma versão bem mais modesta. Os cenários e as sprites das personagens principais apesar de continuarem coloridas, perderam muito do detalhe e animações das versões 16bit. Já as músicas, infelizmente, acho que essas ficaram mesmo mázinhas nesta versão. Mas ainda assim é um jogo que entretém, embora ache que tanto a omissão do multiplayer como da personagem feminina seriam perfeitamente evitáveis.

UEFA Dream Soccer (Sega Dreamcast)

Continuando nas rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com este UEFA Dream Soccer, originalmente também conhecido por Sega Worldwide Soccer 2001. Foi também produzido pela Silicon Dreams, a mesma equipa que nos trouxe os últimos Worldwide Soccer para a Dreamcast. Algures no seu ciclo de desenvolvimento o nome mudou para UEFA Dream Soccer e a própria Sega acabou por fazer uma parceria com a Infogrames, talvez por esta empresa ser detentora dos direitos da UEFA para videojogos na época. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Agosto após ter vindo num interessante bundle de jogos de Dreamcast que me acabou por ficar bastante barato.

Jogo com caixa e manuais

Mas sinceramente não entendo o porquê do licenciamento da UEFA, pois os jogadores possuem não possuem os seus nomes verdadeiros e para além disso teremos à nossa disposição algumas selecções de fora da Europa, bem como o campeonato Japonês e Norte Americano… talvez a Sega estaria a planear lançar o jogo por lá também?? Mas ao menos traz futebol feminino, o que não era nada comum na altura. A jogabilidade pareceu-me bastante fluída, mas eu não sou mesmo expert neste tipo de jogos. Um pormenor que me pareceu interessante é o facto do indicador do jogador seleccionado, quando com a bola, possui uma seta que indica sempre a direcção da baliza adversária.

Graficamente é um jogo que possui um bom nível de detalhe e animações dos jogadores

Modos de jogo aqui é o que não falta! Inicialmente teremos de escolher entre o modo Arcade e o modo tradicional. Dentro do modo arcade temos 6 modos de jogo distintos, nomeadamente o Global Domination, Survival, Time Attack, Gender Challenge, Team Challenge e Versus. O Global Domination, tal como o nome indica, consiste em conquistar o mundo! Para isso teremos uma série partidas onde teremos de uma série de equipas do mesmo continente e repetir o processo nos continentes seguintes. O Time Attack é um daqueles modos de jogo onde somos obrigados a marcar golo (e não sofer!) dentro do limite de tempo disponível. O Survival coloca-nos numa série de partidas com dificuldade crescente. Já o Team e Gender Challenge são similares, onde podemos escolher um conjunto de 3 equipas e defrontar 3 outras equipas adversárias, sendo que o Gender Wars coloca-nos a competir contra equipas do sexo oposto. Já dentro do modo tradicional temos diversos campeonatos (de clubes ou selecções nacionais), taças e torneios para escolher, bem como um modo de treino e a possibilidade de jogar partidas amigáveis.

Se estivermos com a bola, vemos na base do jogador uma seta que indica a direcção da baliza

Graficamente é um jogo muito interessante para a época em que foi lançado. Os gráficos parecem-me muito bons para a época, principalmente nas animações dos jogadores. Os estádios também estão bem detalhados, excepto ali para o banco de suplentes onde todos parecem folhas de papel. Cada partida é também narrada por dois comentadores, para além de uma apresentadora televisiva que faz a antevisão e o fecho de cada partida. Os comentadores até que vão tendo um leque interessante de coisas para dizer, embora nem sempre com o entusiasmo que deveriam ter, na minha opinião.

Portanto este UEFA Dream Soccer até me parece uma opção de futebol bem válida para a Dreamcast, esta infeliz consola que foi privada da Electronic Arts e toda a sua linha desportiva, bem como dos ISS e Pro Evolution Soccer da Konami. Da Silicon Dreams fica-me ainda a faltar jogar o seu predecessor imediato, o SWWS 2000 Euro Edition, mas parece ser uma opinião consensual que este é o melhor dos dois.