Mais uma rapidinha a um jogo que já cá trouxe no blogue, nomeadamente a sua versão para a NES. Tendo em conta que o jogo é exactamente o mesmo, não me vou alongar neste artigo. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Agosto, tendo-me custado 5€.
Jogo com caixa
Ora este é um light gun shooter com as suas origens na arcade e foi um daqueles jogos certamente influenciados por filmes como Rambo ou Commando, onde teríamos exércitos inteiros para defrontar. Tal como a sua versão para a NES, este jogo suporta tanto os comandos, como a pistola light phaser, embora se o jogarmos com a light gun teremos de usar o comando na mesma para lançar as granadas.
Se não tivermos cuidado vamos ver este ecrã muitas vezes
De resto este é um shooter caótico que exige muita práctica e destreza, principalmente se usarmos o comando. Os inimigos não páram de surgir no ecrã, é impossível não sofrermos dano e temos de ter atenção a diversos factores como o de não matar inocentes (caso contrário perdemos mais vida), bem como devemos estar atentos às nossas munições que não são ilimitadas. Se as gastarmos todas num nível, bom, é game over. Ocasionalmente vemos alguns animais como pássaros, galinhas ou porcos a passearem-se pelo ecrã e se lhes dispararmos, geralmente eles largam alguns itens que podemos apanhar, sejam mais balas, granadas, medkits ou vida extra. Cada nível tem também a sua quota de inimigos a abater, desde soldados de infantaria, passando por tanques, helicópteros ou outros veículos blindados. Ocasionalmente teremos também um ou outro boss no final dos níveis.
Vamos ter muitos inimigos a dispararem constantemente contra nós
Do ponto de vista audiovisual, esta adaptação é mais colorida que a versão NES, mas muito próxima da mesma no que diz respeito ao detalhe gráfico em si. Claro que ambas as versões ainda ficam um bom bocado aquém da versão original arcade. Gosto particularmente no entanto daqueles ecrãs no final de cada missão. Nada a apontar aos efeitos sonoros e as músicas existem apenas no ecrã título e na transição entre cada nível.
Portanto esta adaptação do Operation Wolf até que me parece bem competente, tendo em conta as limitações impostas pelo hardware. Mas é um jogo bem desafiante, até porque o dano sofrido geralmente transita de nível para nível e se não tivermos cuidado rapidamente ficamos sem munições.
Bom, já há algum tempo que tenho um computador SC-3000 da Sega na colecção, mas não tinha nenhum jogo para o testar, a não ser o software BASIC que veio com o computador. Não me apetece muito estar a aprender a versão SEGA do BASIC agora, pelo que tenho andado a ver se arranjava um outro jogo para testar o sistema mais a sério. Entretanto lá acabei por encontrar este Champion Golf (na sua versão Japonesa) no eBay por menos de 10€ no passado mês de Setembro, pelo que acabei por o comprar.
Jogo com caixa e pequeno manual
Como devem calcular este é um jogo muito simples na sua apresentação. E se eu não tivesse andado atrás de um manual online em inglês, alguns dos seus detalhes me teriam passado completamente ao lado. Basicamente aqui temos um conjunto de 9 buracos para competir, onde a ideia é finalizá-los com o mínimo número de tacadas, preferencialmente abaixo do seu par. Uma vez iniciado o jogo, o mapa do buraco actual é apresentado na sua totalidade numa perspectiva aérea, vista de cima. Depois como jogamos? Bom, temos na mesma de ter em atenção qual o taco queremos usar, o vento, a força da tacada e a sua direcção como muitos outros jogos de golf, mas a maneira que tal está aqui implementado pode não ser lá muito intuitiva. Vamos começar com os controlos: as setas servem para mover o nosso caddy pelas bordas do ecrã. Onde o caddy estiver posicionado será a direcção da nossa tacada. Na parte superior do ecrã vemos várias outras informações. A animação da esquerda é o medidor de potência da tacada, logo a seguir vemos a direcção e força do vento. Mais à direita temos a informação do par, o taco que temos actualmente seleccionado, o número de tacadas que já demos e uma informação de distância que nunca muda, independentemente da nossa posição actual ou do taco seleccionado, pelo que me parece uma informação um bocado inútil.
Tal como o ecrã título indica, podemos usar o teclado ou o joystick para controlar o jogo
Uma vez tendo o taco seleccionado, e a direcção definida pela posição do caddy, é tempo de preparar a tacada. E aqui temos de estar atentos à animação no canto superior esquerdo do ecrã que indica a potência da tacada. A animação mostra alguém a levantar o taco e a ideia é, quanto mais alto o taco estiver, mais potente será a tacada, pelo que deveremos pressionar o botão respectivo na potência que quisermos. De resto vamos tendo vários obstáculos como habitual, desde os sandpits, ou os lagos, onde se a bola lá aterrar sofremos uma penalização. Uma vez levando a bola até ao green, o ecrã muda para uma vista ampliada do próprio green também. Todas as restantes mecânicas de jogo mantêm-se.
Os obstáculos também têm de ser tidos em conta!
De resto, do ponto de vista audiovisual, este é um jogo muito simples. O hardware do computador SC-3000 (ou consolas SG-1000) é bastante primitivo e isso é bem notório neste jogo. Os gráficos são muito simples, o caddy é um mero stickman que anda à volta do ecrã e os efeitos sonoros são muito básicos. A música apenas toca no ecrã título, depois só voltamos a ter os efeitos sonoros básicos ao longo do restante jogo.
Portanto este Champion Golf é um jogo muito simples e primitivo, até porque é um título de 1983! É também um dos vários títulos desportivos da série Champion e teve também um lançamento oficial em alguns países europeus como a França ou Itália. A ver que mais jogos irei arranjar para este sistema!
Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, ficamos agora com este 90 Minutes para a Dreamcast. Depois do UEFA Dream Soccer, a parceria entre a Sega e a Silicon Dreams chegou ao fim e a empresa nipónica olhou para os seus estúdios internos de forma a produzir mais um jogo de futebol para a sua última consola, que não teve o apoio da Electronic Arts, logo ficou sem a sua linha de jogos desportivos. O meu exemplar foi comprado em Agosto a um particular, veio num bundle de uma Dreamcast e vários jogos que acabou por me ficar muito barato.
Jogo com caixa, manual e papelada
Na altura da Dreamcast, apesar da consola ter recebido alguns jogos de futebol como os Worldwide Soccer 2000, Virtua Striker 2 ou mesmo o tal UEFA Dream Soccer que já referi acima, era a série FIFA da Electronic Arts que dominava a cena, com os ISS Pro da Konami também a terem muito boa reputação com os jogadores. Com a ausência de títulos da Electronic Arts na Dreamcast, e o suporte da Konami ser muito limitado também, a Dreamcast nunca chegou a receber nenhum desses títulos mais famosos. Enquanto os restantes desportos como basquetebol, hóquei no gelo e futebol americano acabaram por ficar muito bem servidos pela série 2K, a Sega nunca conseguiu competir a sério no futebol neste período. Depois de três títulos produzidos pela Silicon Dreams, foi a vez da Smilebit tentar fazer a diferença e o resultado foi este 90 Minutes.
Olha o Quim à baliza!
No que diz respeito ao conteúdo, sinceramente até que gostei do que vi aqui. Temos várias competições diferentes para abordar, desde partidas amigáveis, campeonato do mundo de selecções nacionais, várias ligas de diferentes países, bem como outras competições e torneios distintos, como torneios de clubes europeus, por exemplo. E aparentemente a Sega conseguiu a licença da FIFA pois temos aqui clubes reais e nomes de jogadores também. Já no que diz respeito à jogabilidade, bom, eu não sou grande jogador deste tipo de jogos e não gastei tanto tempo com o 90 Minutes assim. Mas a acção pareceu-me algo lenta e não era muito fácil controlar a bola ou passá-la para onde quisermos mas isso pode ter prefeitamente falta de jeito da minha parte.
Infelizmente achei a acção algo lenta e os controlos imprecisos
No que diz respeito à apresentação, acho que o jogo até que possui bons gráficos, mas devo dizer que gostei mais das animações dos jogadores no UEFA Dream Soccer. Temos uma série de estádios genéricos onde podemos escolher jogar, bem como poderemos escolher também as condições atmosféricas bem como a altura do dia, o que lhe dá uma maior variedade na sua apresentação. As músicas, como bem sabemos apenas tocam durante os menus e afins e aí devo dizer que este 90 Minutes possui uma banda sonora clássica da Sega, com algumas músicas mais rock, com solos de guitarra bem melódicos e sonantes! Já durante as partidas, temos os comentários de um comentador britânico e, se por um lado é impressionante ele ter gravado vozes para os nomes de todos os jogadores, durante as partidas os seus comentários acabam por ser muitas vezes muito aborrecidos, o que é pena.
Acho que o Zidane já tinha menos cabelo nesta altura
Portanto este 90 Minutes até que me parece ser um jogo de futebol bem completo, tanto nos seus modos de jogo e competições distintas, como na variedade de equipas que podemos escolher e com os nomes dos jogadores reais, o que não era muito comum na época a não ser nos FIFAs. Já na jogabilidade, lembro-me que na altura a imprensa não a avaliou bem e eu realmente achei o jogo um bocado lento e os controlos nem sempre eram assim tão precisos.
Noutros tempos, uma conversão de uma IP conhecida para o mundo dos videojogos poderia vir a assumir muitras formas diferentes, seja pela grande panóplia de diferentes sistemas que existiam no mercado, seja por questões de direitos, ou outros. O caso da adaptação do Jurassic Park é um desses casos em que a licença ficou distribuida entre a britânica Ocean Software e a Sega. Enquanto a Ocean ficou a cargo das versões SNES, NES, Gameboy, PC e Amiga, a Sega ficou com a versão arcade e todas as adaptações para os seus sistemas, desde uma versão 8bit para a Game Gear e Master System, outra para a Mega Drive e esta para a Mega CD. O bom é que estas versões são todas diferentes entre si! O meu exemplar foi comprado já há uns 2 anos pelo menos, ficou aqui esquecido durante todo esse tempo. Para já tenho apenas o disco, que veio dentro de uma Mega CD que comprei por 7€ na feira da Vandoma no Porto.
Disco solto
Então e como a Sega diferenciou este Jurassic Park da versão Mega Drive? Ao fazer um point and click adventure, claro. Aqui tomamos o papel de um cientista da InGen (a empresa que criou o local e os seus dinossauros) que é levado para a ilha depois dos acontecimentos do filme, de forma a pelo menos recuperar uns quantos ovos das diferentes espécies que lá habitam. No entanto o seu helicóptero sofre um acidente ao chegar à ilha, do qual é o único sobrevivente. Para além disso, temos apenas 12 horas em “tempo real” para coleccionar ovos de todas as espécies e depois escapar da ilha!
Quem viu o filme sabe bem o que aconteceu com este jipe
No que diz respeito às mecânicas de jogo, esta é então uma aventura gráfica na primeira pessoa, com algumas sequências de acção ocasionais. O cursor vai mudando de forma consoante o local por onde passamos, mudando para uma seta ao indicar uma direcção onde nos podemos mover, uma mão para indicar objectos com os quais podemos interagir ou uma lupa para os objectos que podemos observar mais atentamente. De resto, como devem calcular, não teremos a vida fácil para apanhar os ovos pois estes vão sendo sempre protegidos pelos seus progenitores, para não falar dos outros dinossauros carnívoros que nos acham um bom petisco. Portanto, para além de resolver alguns puzzles que nos permitam alcançar alguns ovos em segurança, também teremos de procurar algumas armas (não letais) para tranquilizar os dinossauros que nos confrontam, daí ocasionalmente termos algumas sequências de acção também. Uma vez apanhados alguns ovos, temos também de ter a preocupação que eles se podem estragar, pelo que teremos de viajar para o centro de controlo e os carregar na incubadora.
Este terminal no centro de controlo é o que nos permite gravar o progresso no jogo, bem como visualizar algumas vídeochamadas sobre a nossa missão
O facto de termos uma meta em “tempo real” para finalizar o jogo é um desafio extra e eu fico sempre nervoso quando tenho um tempo limite para fazer o quer que seja. Principalmente em jogos deste género, onde não temos grandes pistas do que fazer e a exploração e experimentação levam-nos o seu tempo. Deixo o “tempo real” entre aspas pois enquanto estamos no mesmo ecrã o relógio decorre em tempo real, mas sempre que nos movimentamos de ecrã para ecrã passa sempre 1 minuto se for dentro da mesma zona ou 10 minutos, se mudamos para uma zona diferente. E como vamos andar a explorar bastante, todos esses conjuntos de 10 minutos causam impacto na aventura como um todo.
Ao longo do jogo poderemos também ver alguns vídeos com curiosidades de cada um dos dinossauros que vamos encontrar
Passando para os audiovisuais, devo dizer que fiquei bem agradado com o que vi aqui. Este é um jogo na primeira pessoa, onde em cada ecrã onde estamos podemos olhar em 360º horizontalmente para as nossas imediações. Sempre que mudamos de área, temos uma pequena cutscene em full motion video a acompanhar essa transição, mas ao contrário da maioria dos jogos de Mega CD, aqui os vídeos são em maior resolução (embora a sua qualidade não seja a melhor de todas, como habitual). Uma vez terminada a transição, os cenários já são renderizados normalmente, embora tenham um bom nível de detalhe tendo em conta que estamos a falar de uma Mega Drive / CD. Um detalhe interessante é a inclusão de alguns vídeos narrados por um paleontólogo que nos vai contando algumas curiosidades e factos das várias espécies de dinossauros que iremos encontrar. Passando para a parte do som, as músicas são um misto de chiptune e músicas em formato CD Audio. As músicas chiptune são tipicamente bastante calmas e nem por isso muito excitantes, já as faixas CD audio tanto podem ser músicas mais mexidas, especialmente para aquelas secções onde há mais acção, como faixas de apenas barulhos de fundo da própria natureza, sem qualquer música.
Alguns dinossauros, mesmo sendo herbívoros devem ser distraídos para podermos lhes roubar os ovos à vontade
Portanto este Jurassic Park para a Mega CD, apesar de não ser propriamente uma masterpiece, é a meu ver um jogo bem interessante. Quanto mais não seja para mostrar as capacidades da Mega CD e o facto de ser possível fazer coisas diferentes, em vez de apenas converterem jogos de Mega Drive com alguns extras como músicas em CD audio ou cutscenes em vídeo, como muito se fez.
Vamos agora a mais uma rapidinha, principalmente depois de ter escrito um artigo do predecessor deste Madden NFL 94, o John Madden Football 93. O futebol americano é um desporto que não me desperta interesse nenhum, pelo que vamos lá retirar isto do sistema o quanto antes! Tal como o outro jogo, este Madden NFL veio do mesmo conjunto de vários jogos de desporto que foram comprados como novos, numa feira de velharias algures durante o passado mês de Agosto por 5€ cada um.
Jogo com caixa, manual e papelada diversa
Enquanto os jogos anteriores tinham sido desenvolvidos pela Blue Sky Software, estes seguintes já tiveram uma nova equipa a trabalhar nos mesmos, nomeadamente a High Score Productions, a mesma equipa por detrás do excelente Jungle Strike. Este é também o primeiro jogo da série Madden que detem a licença da própria NFL, pelo que esperem que esta vez as equipas já tenham os seus nomes e logotipos reais, no entanto creio que os jogadores ainda são fictícios visto a EA não ter ainda a licença da NFLPA por esta altura.
Tal como no nosso futebol, as partidas começam pela moeda ao ar para decidir o pontapé de saída
No que diz respeito aos modos de jogo, temos as partidas amigáveis, a temporada completa ou poderemos saltar logo para os playoffs da fase final se assim o desejarmos. A jogabilidade parece-me semelhante aos anteriores, mas não levem a minha palavra por certa pois reafirmo que não sou grande conhecedor do desporto. Uma vez mais teremos de estar constantemente a escolher formações e tácticas em cada jogada, quer estejamos a jogar ofensivamente, quer à defesa e eu continuo clueless sem saber qual a melhor forma de prosseguir em qualquer situação.
Ok, escolher uma táctica à sorte, depois passar a bola para alguém e esperar que a apanhe
Do ponto de vista audiovisual, sinceramente, apesar de não achar este jogo mau de todo, creio que ficou uns furos abaixo do título anterior. Em vez dos vários comentários do John Madden durante as partidas, vamos ouvindo muito mais os árbitros a interferir nas jogadas. Sinceramente preferia os comentários do título anterior, sempre davam mais vida ao jogo. As músicas, que aqui continuam a ouvir-se apenas nos menus e afins, também eram mais ao meu gosto no jogo anterior. De resto, as animações e a apresentação geral do jogo a começar pelos seus menus também ficaram mais visualmente apelativos no John Madden Football 93. Mas isto é tudo a minha opinião pessoal, claro, até porque mesmo assim este Madden NFL 94 continua a ter uma produção que faz inveja a qualquer FIFA que tenha saído nas plataformas 16bit: as reacções do público, a antevisão de cada partida como se estivéssemos num programa televisivo, são tudo detalhes que acabam por contar.