Knuckles Chaotix (Sega 32X)

Knuckles ChaotixSe há jogo do Sonic desta era dourada das máquinas 16bit que eu não me consigo decidir se gosto ou odeio, é o Knuckles Chaotix, para o addon 32X da Mega Drive. E não é pelo facto de Sonic, ou Tails não serem personagens jogáveis, nada disso. É mesmo pela jogabilidade diferente que implementaram aqui, em conjunto com uns visuais bem mais “psicadélicos” que ainda não consegui entender se gosto ou não. Entretanto, este meu cartucho foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa por 5€, perto do final de 2015.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

A história curiosamente é diferente na versão Japonesa e ocidental, embora apenas esteja descrita no manual (que por acaso não tenho) e não no jogo em si. Nesta versão o jogo é passado na tal Carnival Island, uma ilha com um parque de diversões todo high-tech e psicadélico, ilha essa alimentada por uma esmeralda do caos gigante (tal como no Sonic & Knuckles, presumo). Robotnik planeia sugar toda a energia libertada pela esmeralda e é com essa desculpa que Knuckles o tenta impedir. Pelo meio parece que Robotnik também raptou uma série dos seus amigos e a única maneira que Knuckles tem de os libertar temporariamente é através de uns anéis especiais, que os une através de um feixe de energia “elástica”. É uma história um bocado elaborada demais, mas o que interessa reter aqui é que o Chaotix é jogado sempre com duas personagens ligadas entre si com uma espécie de elástico. E como isso se traduz para o gameplay? Bom, como qualquer elástico, ao esticar vai acumular uma certa energia elástica que ao ser libertada traduz-se em grande velocidade. A ideia é usar essas propriedades elásticas para ver as duas personagens a fazer algumas acrobacias enquanto atravessam os níveis. É um bocado difícil de explicar, de tal forma que a Sega incluiu um segmento de tutorial antes do jogo “a sério” começar, que explica exaustivamente estas mecânicas de jogo e todas as suas possibilidades. Para jogar com mecânicas algo semelhantes aos Sonic clássicos… bom, basta pegarem na outra personagem ao colo e siga!

Inicialmente somos levados por um tutorial que nos explica as mecânicas de jogo
Inicialmente somos levados por um tutorial que nos explica as mecânicas de jogo

Outra das coisas que chama logo à atenção neste jogo, para além da falta de Sonic e Tails, é da inclusão de imensas novas personagens, cada qual com diferentes habilidades. Para além do Knuckles que pode planar e escalar paredes, temos personagens como o crocodilo Vector que também pode escalar paredes e dar segundos saltos, o tatu Mighty que pode saltar entre paredes, a pequena abelha Charmy que pode voar livremente, ou o camaleão Espio que pode andar em paredes e tectos. Eventualmente também podemos escolher 2 robots do Robotnik, que supostamente são robots que se revoltaram contra o seu criador, mas não parece, pois as suas habilidades não dão jeito nenhum. Heavy, tal como o nome indica é bastante pesado e atrasa-nos a vida e o Bomb, que para além de também não ser muito rápido ainda pode explodir se lhe apetecer.

Antes de começar cada nível podemos escolher desta forma a personagem que nos acompanha
Antes de começar cada nível podemos escolher desta forma a personagem que nos acompanha

Depois o jogo segue uma estrutura muito não linear. A partir do momento em que passamos a zona tutorial, para além de desbloquear o modo para 2 jogadores, passamos sempre por um hub, a entrada da Carnival Island que nos dá acesso a tudo. Primeiro calhamos numa espécie daquelas máquinas que existem na vida real para tentar apanhar bonecos ou brindes, mas aqui para escolher a personagem que nos acompanha. Depois entramos noutro sítio onde podemos escolher qual zona a visitar. Cada zona possui 5 níveis, e podem ser jogadas de forma independente umas das outras. De resto, temos também os níveis de bónus, que podem ser acedidos ao encontrar anéis especiais no decorrer dos níveis normais. Estas colocam a personagem que entrou no nível a descer um abismo em queda livre, onde teremos de tentar apanhar o máximo número de anéis e power-ups. Os outros níveis especiais são acessíveis no final dos níveis normais se possuirmos mais de 50 anéis. Fazem lembrar os níveis de bónus do Sonic 2 onde percorríamos uma espécie de tubo e tinhamos de coleccionar um certo número de anéis para desbloquear uma esmeralda do Caos. Aqui também começamos a percorrer estruturas similares, mas também podem ser planas, com obstáculos e buracos que teremos de ter em conta. Mas ao contrário dos jogos do Sonic, aqui não somos recompensados com uma esmeralda no fim, mas sim anéis do Caos (porquê não sei).

O mesmo pode ser dito dos níveis, este jogo tem uma progressão completamente não-linear
O mesmo pode ser dito dos níveis, este jogo tem uma progressão completamente não-linear

Os níveis em si vão sendo variados, existindo alguns com uma ênfase muito maior para a velocidade (como o Speed Slider) e outros mais para a exploração, como a Amazing Arena ou Techno Tower, com uma natureza mais labiríntica onde por vezes teremos até de resolver pequenos puzzles para prosseguir. Com novas mecânicas de jogo vêm também novos power ups e para além dos já habituais power ups de velocidade, 10 anéis extra, escudos e invencibilidade surgem também muitos outros. Um é um outro anel especial, cinzento, com a particularidade que se formos atingidos por um inimigo, em vez de termos dezenas de nossos anéis perdidos a serem espalhados por todo o lado, veremos um único anel cinzento a cair e se o apanharmos, recuperamos na totalidade os anéis que tínhamos antes de ser atingidos. Outros tornam a personagem que o apanhou gigante ou minúscula, o que influencia as físicas do jogo e a velocidade ou poder que podemos atingir. Outros power ups transformam-nos temporariamente na personagem que está no monitor, outros servem até para estabilizar o ecrã de escolha de parceiros ou o de escolha de níveis, dando-nos muita mais liberdade e controlo nessas escolhas (sem os power ups é tipo roleta russa).

Alguns efeitos gráficos como o sprite scaling são usados bastante aqui
Alguns efeitos gráficos como o sprite scaling são usados bastante aqui

Tecnicamente, apesar de 2D, é um jogo bem bonito, na minha opinião. As zonas são bastante coloridas e repletas de detalhes, embora muitas vezes as cores sejam demasiado psicadélicas. Mas sendo o jogo passado num suposto parque de diversões, é algo de esperar que assim seja. Depois vemos imensos efeitos gráficos que só estávamos habituados a ver na SNES, como a rotação e ampliação fluída de sprites. Até pequenos efeitos de partículas vemos no ecrã, ao destruir algumas plataformas. As músicas são excelentes, algumas delas bem memoráveis!

Os níveis de bónus já são num 3D algo rudimentar
Os níveis de bónus já são num 3D algo rudimentar

No fim de contas, volto ao que referi na introdução do artigo. Knuckles Chaotix é um jogo que não consigo mesmo me decidir se gosto ou odeio. Por um lado possui mecânicas de jogo tão únicas que certamente irão estranhar sempre alguém experimente o jogo, por outro os níveis são tão psicadélicos que nem é normal, mas por outro, ao fim de algum tempo quase que nos habituamos a tudo isto! E a banda sonora é óptima. De resto, é uma pena que seja um jogo de 32X, pois fora este lançamento nunca o vimos em nenhuma das imensas compilações que se fizeram de jogos do Sonic ou outros para a Mega Drive. Suspeito que seja pela dificuldade de emulação desse sistema, já que no PC ainda demorou bastante até existirem emuladores competentes e estáveis.

Toy Commander (Sega Dreamcast)

toycommander-dceSer criança é possuir uma imaginação bastante fértil e passar tardes inteiras a brincar com practicamente qualquer coisa que nos apareça à frente, sejam brinquedos, material de escritório, louça da cozinha, qualquer coisa serve para a imaginação de uma criança. Se der para misturar tudo ainda melhor! O que a No Cliché aqui fez neste Toy Commander foi precisamente isso, levar-nos a reviver essas brincadeiras e toda a criatividade que nos caracterizava. O meu exemplar, se não estou em erro, veio de um bundle que comprei para a Dreamcast há uns bons meses atrás, na feira da Vandoma, no Porto.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

A história leva-nos então para a imaginação fértil de uma jovem criança chamada Andrew Gunthy, onde os seus antigos brinquedos, sentindo-se negligenciados por não serem incluidos nas brincadeiras, decidem armar a confusão por toda a casa, raptando outros brinquedos ou causando alguma destruição também. Somos então levados a explorar as diferentes divisões da casa, onde teremos de cumprir uma série de missões, muitas delas com contornos militares. Desde coisas simples como participar em corridas de brinquedos, ou procurar uma barra de chocolate e colocar 2 ovos a cozer, as missões acabam por se revelar bastante originais e variadas. Temos missões de resgate de brinquedos, de combate a incêndios, repelir invasões alienígenas, escoltar comboios, entre muitas, muitas outras.

Quaisquer semelhanças com Godzilla são mera coincidência. Ou não.
Quaisquer semelhanças com Godzilla são mera coincidência. Ou não.

E poderemos então conduzir vários tipos de veículos terrestres e aéreos, desde autocarros e camiões militares que podem transportar brinquedos, incluindo os soldados de plástico que nos podem auxiliar a tomar posições inimigas, passando por vários tipos de aviões, helicópteros e carros militares equipados com armas. Por um lado temos metralhadoras e mísseis (que na verdade podem ser lápis de cor, tampas de canetas bic ou marcadores), bombas ou outras armas explosivas. Ao longo do jogo teremos vários power-ups que podemos apanhar que vão desde upgrades às armas, tornando-as mais potentes, ou simplesmente restaurar o combustível ou “vida” de cada veículo. É um jogo bastante divertido e original, embora o maior problema esteja nos seus controlos que não são os mais intuitivos. Mas isso sempre foi um problema da Dreamcast em jogos 3D, devido à falta de um segundo analógico. De resto, para além deste modo história que nos irá ocupar muitas horas, temos também uma vertente multiplayer que dará até 4 jogadores em split screen. Não cheguei a experimentar este modo de jogo, mas consiste em versões adaptadas de capture the flag e deathmatch, com brinquedos.

A diversidade de brinquedos e de missões é elevada!
A diversidade de brinquedos e de missões é elevada!

Graficamente é um jogo muito bem conseguido para a Dreamcast, especialmentequando nos lembramos que era um jogo de lançamento no mercado europeu. As divisões da casa estão bem retratadas e a disposição dos seus objectos varia bastante consoante as missões. Ocasionalmente lá nos deparamos com uma ou outra textura em muita baixa resolução, mas sinceramente acho que no geral a prestação gráfica deste jogo é bastante sólida. No que diz respeito ao som, não tenho nada a apontar sobre os efeitos sonoros que são competentes. Já as músicas é que não são nada de especial para o meu gosto, abordando bastante temas electrónicos e de dance music.

Resumidamente, este Toy Commander é um excelente jogo pela sua diversidade e originalidade nas suas missões. A nível de controlos envelheceu um pouco mal, mas parece-me um bom jogo no geral. Pena que a No Cliché apenas tenha lançado um outro jogo na sua carreira, uma espécie de sucessor deste Toy Commander, o Toy Racer, que tal como o nome indica foca-se apenas nos segmentos de corrida. Agartha, que seria um survival horror também para a Dreamcast, acabou por ser cancelado.

MIG-29 Fighter Pilot (Sega Mega Drive)

MIG29Continuando com as rapidinhas, hoje trago cá um artigo muito breve sobre o MIG-29 Fighter Pilot, um simulador de voo lançado para a Mega Drive através da Domark, onde nos pomos atrás dos controlos do famoso caça soviético. O meu exemplar veio de um bundle que comprei há uns meses atrás na feira da Vandoma, no Porto, veio em conjunto de mais uns 5 jogos e 2 Mega Drives que me ficaram por 45€ no total.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Como sempre somos levados a um teatro de guerra, aqui num qualquer país do médio oriente, onde um poderoso general invadiu um outro estado bastante conhecido pelas suas reservas de petróleo. Nós supostamente somos um piloto de elite dos Mig-29 que terá pela frente várias missões críticas para o desenrolar deste conflito. E como em qualquer simulador de voo, temos uma catrafada de coisas para fazer. Os botões B e C abrem menus que nos permitem escolher as armas que queremos activar, ou outras funcionalidades como largar flares ou chaff para despistar mísseis inimigos ou mesmo activar ou recolher o trem de aterragem. Se usarmos um comando de 6 botões, a tarefa fica mais simples pois alguns dos botões ficam já mapeados com algumas destas funções regulares. Antes de cada missão temos um briefing onde nos são mostrados os objectivos a cumprir, depois lá somos levados para um ecrã onde teremos de escolher que armas queremos equipar o nosso caça e em que quantidade. Por fim começa a missão e a primeira tarefa é levantar voo. Felizmente que o manual lá nos dá algumas dicas em como prosseguir, e a missão de treino também.

Os gráficos são poligonais e bastante simples. Ainda bem que o jogo é passado em desertos, senão ia ser complicado a Mega Drive dar conta do recado
Os gráficos são poligonais e bastante simples. Ainda bem que o jogo é passado em desertos, senão ia ser complicado a Mega Drive dar conta do recado

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo graficamente competente, pois é completamente em 3D poligonal, sem recurso a qualquer hardware extra, como muitos cartuchos da Super Nintendo possuíam chips adicionais para permitir coisas destas. No entanto não há milagres e o frame rate é bastante baixo, bem como o número de polígonos em simultâneo no ecrã ser bastante reduzido. Músicas só em menus e afins, pois durante a acção apenas ouvimos os vários barulhos do avião, e avisos de mísseis a serem disparados.

No fim de contas, este MIG-29 Fighter Pilot não é um jogo para todas as pessoas pois é um simulador. Surpreendentemente, existem uns quantos na Mega Drive, mas como não sou fã do género, também não vos consigo garantir se é melhor ou pior que a concorrência. Eu é mais After Burner!!

Arch Rivals (Sega Mega Drive)

Arch RivalsContinuando pelas rapidinhas (não há-de ser a única publicada num espaço de poucas horas), o jogo que vos vou trazer agora é a versão Mega Drive do Arch Rivals, um jogo de basquetebol 2 contra 2 produzido pela Midway, onde o fair play está riscado de qualquer dicionário e a pancadaria é o prato do dia. O meu exemplar custou-me 5€ na feira da Vandoma, no Porto, há uns meses atrás. Sinceramente, comprei-o mais por achar que a Rare tinha algum envolvimento no jogo, mas apenas o teve na conversão para a NES. Esta aqui ficou a cargo da Flying Edge.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Pode ser considerado um percursor do NBA Jam, também originalmente da Midway, pelas partidas de 2 contra 2 e pela jogabilidade fortemente arcade. Inicialmente começamos por escolher que equipas e jogadores representar, em partidas que podem ser jogadas contra o CPU ou contra algum amigo. E a piada do jogo está precisamente nos movimentos menos políticamente correctos que podemos desempenhar, desde roubar-lhes a bola, ou espetar umas murraças bem dadas. E há lá um árbitro no jogo, cuja única coisa que faz é marcar faltas se demorarmos o tempo limite para tentar encestar uma bola. De resto, o que conta é encestar e terminar com mais pontos no final do jogo. Uma coisa interessante, mas que depressa se pode tornar cansativa são as pequenas animações mostradas sempre que alguém consegue marcar pontos. Sejam os treinadores zangados ou as cheer leaders a saltitarem, ver isto de cada vez que alguém encesta uma bola acaba por se tornar repetitivo. É perfeitamente normal cada equipa marcar dezenas de pontos, daí se tornar maçador. De resto, cada partida tem 4 partes, onde em cada intervalo vamos poder ver algumas animações, como os comentários menos próprios dos comentadores desportivos, ou as cómicas coreografias das cheerleaders.

Tal como o NBA Jam uns anos depois, podemos tentar fazer algumas acrobacias
Tal como o NBA Jam uns anos depois, podemos tentar fazer algumas acrobacias

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo perfeitamente competente nesse campo. A nível gráfico, os jogadores e o pavilhão estão muito bem representados. Existe um traço muito cartoonish na representação dos diferentes jogadores, treinadores e cheer leaders. As músicas são sempre agradáveis, embora não fiquem na memória.

No intervalo temos sempre a actuação das cheerleaders. A do meio é a mais badalhoca
No intervalo temos sempre a actuação das cheerleaders. A do meio é a mais badalhoca

Em suma, é um jogo divertido para quem gostar de basquetebol, jogado de uma forma divertida e arcade. Peca no entanto pela escassez de modos de jogo ou de equipas a serem representadas. Serviu no entanto como base para os NBA Jam, lançados anos depois, e que se tornaram extremamente populares.

Sonic Compilation (Sega Mega Drive)

Sonic CompilationAqui estamos nós para mais uma rapidinha, agora à compilação Sonic Compilation para a Mega Drive. É uma colectânea que contém alguns dos jogos do universo Sonic the Hedgehog, incluindo o primeiro Sonic, a sua sequela directa e o puzzle game Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine. Visto que já abordei os primeiros Sonics, vou aproveitar para dar mais foco no Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, que ainda não o apanhei em standalone a um bom preço. O meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás, custou-me uns 8€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manuais, embora falte o manual do primeiro Sonic
Jogo com caixa e manuais, embora falte o manual do primeiro Sonic

Este é dos poucos jogos passados no universo do Sonic onde o ouriço azul não aparece em lado nenhum. É também um reskin de um outro jogo lançado originalmente no Japão, o Puyo Puyo, a lendária e já long runner franchise da Compile, que agora pertence à Sega. Puyo Puyo é mais um daqueles sucessores do Tetris, onde temos de juntar vários blocos de cores diferentes. Curiosamente, o Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine não é o único reskin que os Puyo Puyo receberam no ocidente. Na SNES, o Kirby’s Avalanche também sofreu o mesmo destino. E aqui, no Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine vemos o malvado cientista a maltratar os pobres feijõezinhos, colocando-os numa máquina com o plano de os transformar em robots escravos. Nós somos um Puyo Puyo especial, o Has Bean, uma espécie de mascote desta série Puyo Puyo. E vamos defrontando vários oponentes, muitos deles tirados da série de animação Adventures of Sonic the Hedgehog, que chegou a passar na TV portuguesa na primeira metade da década de 90.

O ecrã de selecção de jogos, não é muito diferente de alguns Mega Games
O ecrã de selecção de jogos, não é muito diferente de alguns Mega Games

As mecânicas de jogo são simples, tal como numa partida de tetris, vão caindo blocos pelo tecto e temos de evitar encher a nossa área de jogo até ao topo. A diferença é que aqui vêm sempre aos pares de 2 feijões coloridos. A ideia é juntar 4 ou mais blocos da mesma cor, podendo estes estar agrupados de qualquer forma, logo que estejam juntos uns dos outros. Se formos inteligentes o suficiente, poderemos desencadear cadeias de combos que colocam no ecrã do nosso oponente uma série de feijões transparentes só para atrapalhar. Claro que o mesmo também pode acontecer connosco… De resto, para além do modo história, temos também um versus para o multiplayer e um modo de treino.

Misturar feijões coloridos nunca foi tão divertido!
Misturar feijões coloridos nunca foi tão divertido!

Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine é um óptimo jogo de puzzles dentro do seu género. É uma pena que a série Puyo Puyo nunca tenha tido tanto sucesso assim. E esse jogo, mais os 2 primeiros Sonic the Hedgehog num único cartucho, fazem deste Sonic Compilation uma excelente colectânea para a Mega Drive.