Virtua Striker 2 Ver. 2000.1 (Sega Dreamcast)

Virtua Striker 2Para não variar, hoje é tempo de mais uma rapidinha! E o jogo que cá trago é mais um de futebol, desta vez para a Dreamcast. É a primeira adaptação para consolas de um título da série Virtua Striker da Sega, uma franchise de videojogos de futebol com a sua raiz nas arcades. O Virtua Striker 2 original foi um jogo de grande sucesso nessas máquinas, tendo sido lançado originalmente em 1997 para o sistema Model 2. Foi recebendo alguns updates nos anos seguintes, com o Ver. 2000 já a sair no sistema Naomi. Da Naomi para a Dreamcast foi um tirinho e é assim que nasceu esta conversão. O meu exemplar custou 2€ e veio da feira da Vandoma, no Porto, há coisa de 2 meses atrás.

Jogo completo com caixa e manuais

Este é um jogo bastante simples, com uma jogabilidade intuitiva e nada complicada. Bastante fiel às suas raízes, portanto. Botões para passe curto, longo e remate, ou para tentar recolher a bola quando se joga à defesa. Tal como os International Superstar Soccer clássicos, aqui também apenas se podem jogar com selecções nacionais, nada de clubes nem de nomes reais dos jogadores. No que diz respeito aos modos de jogo, temos o modo arcade original, diversos tipos de campeonatos e torneios internacional, partidas livres ou os habituais tiros de penáltis.

Tal como no ISS, o radar do campo marca aqui a sua presença
Tal como no ISS, o radar do campo marca aqui a sua presença

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo com gráficos razoáveis para uma Dreamcast. Temo-nos que nos lembrar que o Virtua Striker 2 foi originalmente um jogo lançado no sistema Model 2, o mesmo que nos trouxe jogos como Virtua Fighter 2 ou Daytona USA. Com a conversão para Naomi e posteriormente para Dreamcast houve algumas melhorias gráficas, mas a consola da Sega é capaz de melhor, na minha opinião. As músicas são alegres, embora só toquem nos menus principais, intervalos entre partidas e afins. Durante o jogo propriamente dito temos os barulhos dos cânticos nos estádios e um comentador muito tímido que pouquíssimas palavras diz em cada partida. Este era um aspecto que deveria definitivamente ser melhorado.

As raízes arcade são bem notórias ao longo do jogo
As raízes arcade são bem notórias ao longo do jogo

Em suma, Virtua Striker 2 é um bom jogo de futebol para a Dreamcast, para quem procurar por uma experiência mais ligeira, tal como nas arcades. É verdade que a Dreamcast sofre pela falta de um jogo de futebol de peso como os PES ou FIFA, mas para quem procurar um jogo de futebol mais a sério nessa plataforma, talvez recomende o 90 Minutes, ou o Worldwide Soccer 2000 Euro Edition.

Sonic Spinball (Sega Mega Drive)

Sonic SpinballEra inevitável. Com níveis como Spring Yard, Casino Night Zone, entre muitos outros similares que colocavam o rápido ouriço azul a comportar-se como uma bola de pinball, certamente que não demoraria muito tempo até alguem tentar fazer um jogo só disso. E essa tarefa coube à Sega Technical Institute, um dos infelizmente já extintos estúdios norte-americanos da Sega, os mesmos que nos trouxeram jogos como Kid Chameleon ou Comix Zone. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na feira da Vandoma, no Porto por 5€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Como sempre, a nossa missão é impedir que o Dr. Robotnik faça alguma das dele. E desta vez temos uma fortaleza gigante para explorar, fortaleza essa que está construída como máquinas de pinball gigantes. Mas este também não é um jogo de pinball normal, já que existem alguns segmentos de platforming, onde Sonic pode andar, correr, saltar e até fazer o seu spindash, embora sejam curtos. Existem 4 níveis, separados por pequenos níveis de bónus que detalharei mais à frente. O objectivo em cada nível é coleccionar todas as esmeraldas caóticas lá espalhadas, para depois enfrentar um boss. Para isso, teremos de activar botões, alavancas, destruir obstáculos e afins até abrir caminho para mesas de pinball secundárias onde poderemos encontrar as esmeraldas. Os níveis de bónus são algo diferentes. Em vez de Sonic ser a bola, vemos o reflexo do Sonic a controlar uma máquina de pinball, com um pequeno Robotnik a navegar por lá. O objectivo é fazer o máximo de pontos possível e derrotar o pequeno Robotnik que por lá anda.

Embora não seja muito frequente, nem sempre andamos a fazer de bola de pinball
Embora não seja muito frequente, nem sempre andamos a fazer de bola de pinball

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo que eu aprendi a gostar. Por ter sido desenvolvido inteiramente pela vertente norte-americana da Sega, há aqui uma certa ocidentalização que não está inteiramente presente nos outros jogos. Isso nota-se pelos visuais não serem tão coloridos, mas mais sombrios. O Sonic, Robotnik e alguns dos inimigos que por lá vão aparecendo, têm também as feições vistas nas séries de animação do Sonic do início da década de 90, que também chegaram a ser transmitidos na RTP, ao Domingo de manhã. Para além disso, as músicas têm uma vertente rock muito acentuada e algumas faixas são mesmo bastante viciantes. Não me lembrava do jogo ter músicas tão boas, para ser sincero!

As esmeraldas por vezes estão à vista, mas chegar até lá é outra história.
As esmeraldas por vezes estão à vista, mas chegar até lá é outra história.

No fim de contas, acho este um título muito interessante, pois conseguiram fazer um bom jogo de pinball, onde somos mesmo obrigados a explorar caminhos e fazer pequenas tarefas para progredir. Mistura bem a habilidade e reflexos necessários de um jogo de flippers com a exploração e puzzle solving. Para além disso tem uma óptima banda sonora que só agora redescobri!

Sonic the Hedgehog Chaos (Sega Master System)

Sonic ChaosHoje voltarei à Sega Master System, para escrever um breve artigo de um dos jogos que mais ansiava ter, mas que nunca me aparecia à frente a um preço convidativo. Estou a referir-me ao Sonic Chaos da Master System, o terceiro jogo de plataformas do ouriço azul a chegar à consola de 8bit da Sega. É um jogo para mim muito nostálgico de criança, na altura da febre do Sonic, pois joguei-o bastante em casa de amigos ou na minha Master System quando mo emprestavam. O meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa, tendo-me custado 5€. Infelizmente a caixa não está em bom estado, quando encontrar um exemplar em melhor estado acabo por o substituir.

A história é a seguinte: o Dr. Robotnik anda atrás das esmeraldas caóticas para os seus habituais planos maléficos, e na cutscene de abertura vemos que já apanhou uma! Como Sonic teremos então de procurar as outras 5 esmeraldas (lembrem-se que os jogos 8bit do Sonic apenas existem 6, ao contrário de 7) e recuperar a que está na posse de Robotnik antes que seja tarde demais. Podemos também jogar com Tails pela primeira vez num Sonic 8bit, embora por algum motivo não seja necessário andar atrás das esmeraldas se decidirmos jogar com o Tails.

No primeiro nível de bonus apenas temos de voar com os Rocket Shoes à procura da esmeralda. Se não quiserem ter trabalho deixem-se estar no centro do ecrã.
No primeiro nível de bonus apenas temos de voar com os Rocket Shoes à procura da esmeralda. Se não quiserem ter trabalho deixem-se estar no centro do ecrã.

E este Sonic Chaos é um jogo repleto de novidades nos sistemas 8bit. Para além de ter o Tails jogável com a sua habilidade de voar, ambas as personagens podem também finalmente usar o spin dash! Ainda há outra curiosidade com o Tails, pois para além de tradicionalmente ser uma personagem que torna os jogos mais fáceis devido à sua habilidadede voar, também começamos o jogo com 5 vidas e 3 continues, embora Sonic apenas comece com 3 vidas e nada de continues. Outra mudança drástica está na forma como coleccionamos as esmeraldas. Nos 2 jogos anteriores para a Master System / Game Gear, as esmeraldas eram coleccionadas ao explorar os níveis. Aqui teremos de entrar num special stage, tal como nos jogos dos 16bit. Mas mesmo esses special stages possuem as suas particularidades. São acessíveis apenas com o Sonic, ao coleccionar 100 anéis num nível. Mas a partir do momento em que entramos num destes níveis de bónus, o nível normal acaba automaticamente, pelo que continuaremos directamente no nível seguinte  depois. Os níveis de bónus em si, tirando o primeiro, acabam por ser níveis de plataformas algo labirínticos, onde com um tempo reduzido teremos de encontrar a esmeralda. É possível que nos dêm algumas dores de cabeça no início enquanto vamos conhecendo os seus layouts.

Já tinham saudades destes labirintos de tubos?
Já tinham saudades destes labirintos de tubos?

De resto este possui alguns power-ups diferentes dos outros jogos do Sonic. A diferença a meu ver mais gritante é a falta de escudos, pelo que teremos de ter cuidados redrobados para não sofrer dano e perder os anéis que a muito custo carregamos, se quisermos obter todas as esmeraldas. Os outros power-ups podem-nos dar 10 anéis extra, invencibilidade temporária, as sapatilhas que fazem Sonic/Tails correrem ainda mais rápido ou então 2 novos power-ups que dão aqui o ar de sua graça pela primeira vez. Um são os rocket shoes, um skate voador que nos permite voar a alta velocidade por tempo limitado. O outro é uma espécie de um pogo stick que nos deixa também saltar mais alto. Está bem ilustrado na capa do jogo, da versão Game Gear.

Infelizmente os bosses são bastante simples
Infelizmente os bosses são bastante simples

Os níveis em si são variados, oferecendo a variedade do costume. Começamos numa zona que faz lembrar a Green Hill Zone, passando por zonas mais urbanas, industriais ou outros locais como ruínas subaquáticas. Aqui teremos de ter o habitual cuidado de não morrer afogado, procurando oxigénio quando virmos uma contagem decrescente a surgir no ecrã. Geralmente esta zona aquática não é tão subaquática assim como a Labyrinth Zone do Sonic 1, bastando muitas vezes  apenas saltar que vimos logo à superfície. Para quem gosta das emoções fortes destes jogos, então sim, o que não faltam aqui são vários tipos de loopings e paredes destrutíveis. Usem e abusem do spin dash! Infelizmente a nível técnico de vez em quando nota-se aqui e ali um slowdown. As sprites do Sonic e seus inimigos também não me agradaram tanto como nos primeiros 2 jogos (especialmente no primeiro), e os bosses poderiam ser melhores. Por outro lado as músicas são bem agradáveis.

Mas estes pequenos problemas técnicos ou simples preferências  minhas não estragam nada o prazer que para mim é jogar este Sonic Chaos e toda a nostalgia de o ter jogado bastante em criança e de já há muito ansiar tê-lo na minha colecção.

Phantasy Star III: Generations of Doom (Sega Mega Drive)

Phantasy Star IIIA série Phantasy Star foi criada originalmente para a Sega Master System como concorrente directa de outras franchises como Dragon Quest e Final Fantasy que vieram a ter bastante sucesso na sua concorrente, a Nintendo Famicom / NES. Para além disso, foi um jogo projectado de forma a tirar o máximo partido técnico das capacidades da Master System, o que acabou por acontecer. Mais tarde, com o lançamento da Mega Drive, a mesma equipa que trabalhou no primeiro jogo lançou-se para a sequela, onde o resultado final foi mais um bom jogo, com uma história bem mais dramática, embora com algumas diferenças na jogabilidade (as dungeons na primeira pessoa deixaram de existir) e os itens e magias ganharam novas nomenclaturas que perduram até aos dias de hoje com os Phantasy Star mais recentes. Por algum motivo a Sega relegou a tarefa de um novo Phantasy Star para uma equipa diferente da que trabalhou nos dois primeiros jogos e o resultado infelizmente não foi o melhor, como irei descrever ao longo deste artigo. O meu exemplar foi comprado algures no final do ano passado / início deste ano no e-bay, tendo-me custado cerca de 40€, já a contar com os portes.

Phantasy Star III - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual

1000 anos após os acontecimentos do Phantasy Star II, num mundo algo medieval, trava-se uma grande guerra entre duas facções, uma liderada pelo guerreiro Orakio, outra por pela feiticeira Laya. A certa altura, após uma trégua entre ambas as partes, os dois líderes desaparecem misteriosamente. Cada facção ficou desconfiada da outra e ao longo dos 1000 anos seguintes o clima de tensão entre os 2 povos manteve-se bem alto. É nesse clima que encarnamos em Rhys, príncipe do reino de Landen, fiel aos Orakians, e o que começa por ser apenas um resgate da sua noiva que havia sido raptada por um dragão de Laya, as coisas acabam por escalar uma vez mais por proporções épicas, à medida em que a história se vai desenrolando. E o conceito mais interessante deste Phantasy Star III é nada mais nada menos que as próprias Generations of Doom, pois o jogo atravessa 3 gerações distintas, onde no final de cada arco de história podemos escolher 1 de duas noivas disponíveis. A noiva que escolhermos vai-se reflectir no filho que será a próxima personagem principal no arco de história seguinte. Para além disso a própria história que o jogo leva é diferente com cada escolha, levando-nos a 8 finais distintos.

Castelos? Num Phantasy Star???
Castelos? Num Phantasy Star???

Mas fora esse conceito, practicamente tudo o resto é inferior ao seu predecessor, o Phantasy Star II. A começar pelos menus de batalha que são menos intuitivos, a qualidade da história em si, e depois a parte audiovisual. O detalhe gráfico deste Phantasy Star III são inferiores aos restantes, e o facto do jogo ter contornos mais medievais na medida em que temos aldeias e castelos para explorar também me deixaram um pouco desiludido. Mas várias cavernas que exploramos são completamente high-tech e algumas das personagens jogáveis são andróides… humm, algo se passa, mas deixo esse desfecho para quem quiser se aventurar no jogo. Ainda nos gráficos há algo aqui que acho superior ao PSII: os backgrounds nas batalhas. Tal como no primeiro Phantasy Star da Master System, oa mesmos são variados e detalhados, ao contrário do PSII que mais parecia algo virtual. O problema é que os nossos inimigos pouco se mexem, as animações ficam muito aquém das expectativas. Coisas como cabeças gigantes cujo ataque é mexerem as orelhas… No que diz respeito às músicas sinceramente prefiro a banda sonora do Phantasy Star II no geral, mas não acho que esta seja má de todo. Só não sei é porque raio é que têm de tocar pelo menos 2, 3 músicas diferentes ao longo de cada batalha!

Ao menos as batalhas agora possuem backgrounds, tal como no primeiro jogo. Pena que as animações sejam horríveis
Ao menos as batalhas agora possuem backgrounds, tal como no primeiro jogo. Pena que as animações sejam horríveis

No fim de contas, este é um jogo que acabou por desiludir um pouco. Tem o seu quê de original, nomeadamente o facto de ser jogado em 3 gerações distintas e cujas nossas escolhas nos levam por diferentes quests e 8 finais, tudo o resto acaba por ficar uns furos abaixo dos primeiros 2 jogos. A mistura de conceitos high-tech com fantasia medieval não resultou nada bem na minha opinião, e apesar de ao longo do jogo as coisas serem explicadas, mesmo assim acho que não foi um conceito bem executado. Mas felizmente que a Sega aprendeu completamente com os seus erros, pois no capítulo seguinte voltaram com força, com a mesma equipa que esteve por detrás do desenvolvimento dos primeiros 2 jogos e o resultado foi um dos melhores (top 3 para mim) RPGs da era 16-bit. Mas isso, claro, será tema para um outro artigo.

 

Wonder Boy (Sega Master System)

WonderboyA franchise Wonder Boy tem um percurso muito interessante que certamente daria para escrever muitos livros à volta da mesma. Com as suas raízes nas arcades, este primeiro jogo é um jogo de plataformas algo simples, onde o objectivo é ir do ponto A ao ponto B com os ocasionais confrontos de bosses a surgirem entre cada “mundo”. Sendo um jogo produzido pela Westone, mas cujos direitos da franchise Wonder Boy pertenciam à Sega, conversões directas para outros sistemas só se a Sega autorizasse, o que não aconteceu. Então para dar a volta a isso, a Hudson quando lançou este Wonder Boy na NES, alterou a personagem principal e alguns inimigos, mudando o nome do jogo para Adventure Island. A Hudson continuou a desenvolver novos Adventure Islands com estas mecânicas de jogo do primeiro Wonder Boy, enquanto a WestOne evoluiu a série para um interessante híbrido de metroidvania e RPG de acção, que por sua vez eventuais ports para sistemas não-Sega também levaram com mudanças de nome e de protagonistas! Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás a um particular. Custou-me 15€.

Wonder Boy - Sega Master System
Jogo com caixa

A história por detrás deste primeiro Wonder Boy é simples e verdadeiramente cliché. O protagonista, Tom-Tom, vê a sua namorada a ser raptada por um poderoso feiticeiro e o que acontece a seguir é muito fácil de adivinhar: Lá teremos de ser nós a correr atrás do prejuízo e procurá-la ao longo da ilha tropical em que estamos. O jogo está então dividido em 10 “mundos” diferentes, com 4 níveis cada, sendo que no quarto nível teremos sempre um boss para combater. Mas se a história é bastante cliché, as mecânicas de jogo é que são um pouco diferentes do habitual. Em cada nível temos uma barra de energia no centro do ecrã que vai diminuindo com o tempo. A ideia é não deixar a barra esvaziar-se por completo senão perdemos uma vida. A mesma pode ser restabelecida ao apanhar os diversos frutos que vão aparecendo no ecrã. Outros itens que vão aparecendo são os ovos que se partem assim que passemos por cima deles, apresentando alguns power-ups. Temos os machados que são basicamente a arma de arremesso do jogo, onde poderemos derrotar os inimigos que nos aparecem à frente, temos também o skate que nos permite andar mais rápido mas por outro lado não nos deixa andar para trás. Outro power up é a fada que nos dá invencibilidade temporária, deixando-nos invulneráveis aos inimigos e outros obstáculos como rochas ou fogueiras. É a única maneira de destruir alguns desses obstáculos, ao passar-lhes por cima enquanto estamos invulneráveis. A nível de controlos os mesmos são simples, com um botão para saltar e o outro para atacar com os machados. O que é mais difícil de dominar são os saltos, pois muitas vezes temos de ganhar algum balanço de forma a conseguir concretizá-los com sucesso, o que com um bocadinho de prática se vai lá.

Comparando com o Adventure Island da NES, esta versão é bem mais colorida
Comparando com o Adventure Island da NES, esta versão é bem mais colorida

O maior problema deste jogo, a meu ver, é o facto de ser bastante repetitivo. É certo que existe alguma variedade nos níveis, pois tanto podemos estar a percorrer zonas de praia tropical, florestas, cavernas, cavernas geladas ou até vulcões, a maneira como essas zonas estão distribuídas não parecem seguir nenhum fio condutor, e ao fim de 40 níveis acaba por cansar um pouco estar a fazer constantemente a mesma coisa. De resto graficamente é um jogo colorido, mas também bastante simples. As músicas são agradáveis, embora eu goste mais dos temas do 4º nível de cada mundo mais o confronto contra os bosses, pois são melodias mais tensas.

Ao decapitar o boss, a sua cabeça é substituída pelo boss que enfrentaremos no mundo seguinte
Ao decapitar o boss, a sua cabeça é substituída pelo boss que enfrentaremos no mundo seguinte

Apesar de não achar que este primeiro Wonder Boy seja um mau jogo, é verdade que a série acabou por evoluir para algo muito superior. O que aqui se torna algo repetitivo com o  tempo, em jogos como Wonderboy III: The Dragon’s Trap é substituído por um mundo aberto onde o sentido de exploração e também de grinding acabam por ter um foco muito maior.