T2 The Arcade Game (Sega Mega Drive)

21170_frontO artigo de hoje para não variar é mais uma rapidinha, desta vez para um jogo da Mega Drive. T2: The Arcade Game, é um dos vários jogos lançados sobre este fantástico filme de acção protagonizado por Arnold Schwarzenegger, tendo as suas origens na arcade e produzido pela Midway. É um light gun shooter em 2D, portando ainda algo similar àquelas galerias de tiro como o Operation Wolf. O meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa, foi comprado algures em Agosto/Setembro e custou-me 5€.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

O jogo segue mais ou menos os acontecimentos narrados pelo filme, que acredito plenamente que todos os leitores já o tenham visto. No entanto há um grande foco nos acontecimentos do futuro, pelo que a primeira metade dos níveis decorre nesse cenário apocalíptico onde as máquinas tentam a todo o custo exterminar a raça humana, connosco a participar em campos de batalha onde temos de destruir ondas intermináveis de exterminadores, ou mesmo nas próprias bases da resistência, onde exterminadores disfarçados de humanos tentam causar o caos. Eventualmente lá mandamos o “nosso” exterminador para o passado para proteger John Connor e os níveis seguintes uma vez mais acabam por ser mais ou menos inspirados no filme, com a destruição da empresa Cyberdine que viria mais tarde criar a Skynet e a fuga ao avançado T-1000, culminando no famoso tiroteio numa fundição metarlúrgica.

Existe um número razoável de diferentes itens que podemos apanhar. Este em particular faz o reset do medidor de sobreaquecimento da metralhadora
Existe um número razoável de diferentes itens que podemos apanhar. Este em particular faz o reset do medidor de sobreaquecimento da metralhadora

Eu gosto bastante de light gun shooters, mas infelizmente, antes do Virtua Cop ou Time Crisis que introduziram o 3D, permitindo a transições mais dinâmicas ou cinemáticas, nos velhinhos jogos 2D deste género, a jogabilidade acabava por ser bem mais limitada, com os níveis a resumirem-se a galerias de tiro algo estáticas ou simplesmente com um simples scrolling no ecrã. Este jogo não foge a essa regra, e o número de inimigos no ecrã é bastante abundante, de tal forma que se torna practicamente impossível não sofrer dano, principalmente se não tivermos uma Menacer e recorrermos aos controlos pelo comando. Talvez por isso o jogo não penalize o jogador sempre que seja necessário recorrer aos continues. De resto a jogabilidade em si é bastante simples, com um botão para disparar a arma no seu modo “normal”, ou seja, disparar balas. O outro botão serve para disparar a arma secundária, que podem ser rockets ou uma shotgun, dependendo dos níveis. Aí a munição é limitada, ao contrário da arma primária, a metralhadora, que possui balas infinitas. No entanto essa arma pode sobreaquecer, obrigando-nos a gerir melhor as coisas do nosso lado. Naturalmente existem também uma série de power ups, que tanto podem surgir normalmente no ecrã, ao derrotar inimigos, ou ao destruir caixotes e objectos aleatórios nos níveis. Desses power ups temos coisas como continues extra, itens que nos aumentam temporariamente o poder de fogo, munição para a arma secundária, rapid fire sem sobreaquecer a arma principal, entre outros.

Graficamente é um jogo um pouco mais modesto tendo em conta o original de arcade, onde as sprites digitalizadas à lá Mortal Kombat foram substituídas por puro pixel art, alguns níveis foram simplificados e a cutscene final foi removida, substituída por uma foto do John Connor, acompanhada por texto. No que diz respeito ao som, para além de algumas voice samples que foram também omitidas face à versão arcade, no geral até gostei da adaptação. As músicas têm todas uma toada mais rock, que se adequa bem àquilo que o chip de som da Mega Drive é capaz de produzir.

Sempre me fascinou o design ameaçador destes exterminadores!
Sempre me fascinou o design ameaçador destes exterminadores!

No fim de contas, considero este T2 The Arcade Game um sólido light gun shooter, tendo em conta que para a época, não havia muito melhor e os jogos 2D deste género sempre foram algo “gallery shooters” (com o Lethal Enforcers da Konami a ser uma notável excepção). De resto, numa nota de rodapé, este jogo foi convertido para uma panóplia de plataformas incluindo a Commodore Amiga, Super Nintendo e respectivas consolas de 8bit. E se por um lado a conversão da Game Boy é horrenda, as versões Master System e Game Gear, numa perspectiva meramente técnica, foram óptimas surpresas. Mas deixarei isso para um possível futuro post, assim que apanhar uma dessas versões na colecção.

Champions of Europe (Sega Master System)

311219_frontContinuando pela Master System com mais uma rapidinha, o artigo que cá trago hoje é de um jogo que corro o sério risco de lhe ser injusto. Isto porque sinceramente pelo que joguei não me agradou, embora tenha lido muitas opiniões em que é um jogo que se demora a habituar à sua jogabilidade e eu não lhe dei tanto uso assim. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa, algures durante o mês de Agosto, por 5€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Tal como no nome do jogo indica, refere-se ao campeonato europeu de futebol de 1992, e dá-nos a possibilidade de participar no torneio, jogar partidas amigáveis ou participar em sessões de treino, onde podemos practicar os penalties, ou simplesmente correr pelo campo e practicar os controlos. E isso acaba por ser uma função muito importante pois os controlos deste jogo são muito diferentes. Controlar a bola é uma tarefa hercúlea, pois ao contrário dos jogos de futebol normais, onde o jogador que leva a bola se tem de preocupar em fugir aos adversários de forma a não perder a bola, aqui o simples facto de correr com posse da bola é uma arte por si só. É perfeitamente normal, principalmente se estiverem 2 jogadores humanos a jogar um contra o outro, ver a bola parada no campo e fails consecutivos de ninguém a conseguir controlar decentemente.

A interface do menu principal tenta ser original para a época, mas acho-a desnecessariamente complicada
A interface do menu principal tenta ser original para a época, mas acho-a desnecessariamente complicada

Para além dos controlos adversos, o jogo deixa-nos com uma série de opções, algumas mais interessantes que outras. No caso de jogarmos o modo torneio, muitas dessas tornam-se aleatórias de partida para partida, como é o caso das condições meteorológicas, velocidade do vento, ou o critério do árbitro (há 7 árbitros, supostamente cada qual com diferentes critérios de arbitragem mas no fim de contas parece-me tudo algo aleatório). Outras opções são sempre alteráveis, como é o caso do posicionamento do radar do jogo ou a duração de cada parte. A estratégia pode também ser alterada a qualquer altura nas partidas ao pressionar os botões 1 e 2 em simultâneo.

Tudo isto é muito bonito para um jogo de 8bit, mas a jogabilidade desnecessariamente complicada mata tudo. Isso e o facto de existirem aqui mais uns erros crassos. Não há qualquer informação no ecrã do tempo de cada partida nem do seu resultado, ocasionalmente lá aparece um balão de fala do árbitro que vai indicando o tempo (real) que falta para terminar a parte respectiva e ainda mais ocasionalmente o resultado. Custava assim tanto colocar essa informação no ecrã? Depois não há qualquer música durante as partidas, nada de ruídos de fundo, nem sequer quando se marca um golo. Tudo o que ouvimos são os apitos do árbitro e os ressaltos da bola no chão, que soam a tudo menos ao que deveriam. As únicas vezes que temos música é durante a intro do jogo e quando vencermos o torneio. Depois há aqui uns bugs bastante ridículos, como faltas completamente estúpidas ou pior ainda, se marcarmos um auto golo, o golo conta a nosso favor. Sim, é verdade.

As indicações do árbitro são dadas pela forma destes balões de diálogo
As indicações do árbitro são dadas pela forma destes balões de diálogo

Para mim é o pior jogo de futebol que já joguei na Master System. Pior ainda que o World Soccer, que por si já é um jogo extremamente simples, no entanto tem uma jogabilidade muito melhor que este. Mas o que é mais incrível é que para além de ter recebido óptimas notas, tanto nas revistas oficiais da Sega como nas outras, ainda hoje vejo aqui e ali algumas boas críticas independentes ao jogo, onde se queixam um pouco da jogabilidade mas que acaba por ser uma questão de hábito. Não sei onde esta gente tem a cabeça ou então sou eu que estou muito errado…

Thunder Blade (Sega Master System)

50451_frontHoje é tempo de mais uma rapidinha, onde voltamos à Sega Master System para analisar mais uma conversão arcade da própria Sega. Thunder Blade, que provavelmente já o conhecem pela sua adaptação para a Mega Drive, era um shooter tecnicamente impressionante para a altura em que saiu, pelo seu uso da tecnologia de sprite scaling e de diferentes perspectivas, sempre com uma óptima sensação de velocidade e profundidade. Infelizmente a Master System não tem capacidades para implementar toda essa tecnologia, pelo que esta é uma conversão mais modesta. O meu exemplar foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa algures em Agosto, tendo-me custado 5€.

Jogo em caixa
Jogo em caixa

Originalmente, Thunder Blade era um shmup bem impressionante para a época em que foi lançado nas arcades, tal como referido no parágrafo acima. Apesar de possuir apenas 4 níveis, os mesmos eram dividos na perpesctiva “over the top” mais tradicional, com o scrolling vertical, e depois outros segmentos numa perspectiva de terceira pessoa semelhante ao que era visto em jogos como After Burner ou Space Harrier. Mesmo na perspectiva mais tradicional, havia uma sensação de profundidade notória, o primeiro nível decorria numa cidade e os prédios eram apresentados como uma camada de sprites umas em cima das outras, posicionando-se de tal forma com o scrolling que simulam um efeito 3D agradável. Até era possível controlar a altura do helicóptero, mas infelizmente na versão Master System isso não é possível, e nesses segmentos vistos de cima, o tal efeito 3D também não foi incluido.

Visto de cima, Thunder Blade é um jogo algo banal, pois nesta versão perdeu-se o efeito 3D característico da versão arcade
Visto de cima, Thunder Blade é um jogo algo banal, pois nesta versão perdeu-se o efeito 3D característico da versão arcade

Depois, se jogaram o Space Harrier da Master System, quando o jogo altera para aquela perspectiva, também podem esperar uma performance semelhante, ou seja, são segmentos algo lentos e naqueles níveis tipo o segundo, onde somos levados por umas cavernas e teremos de nos desviar de vários obstáculos. Como o framerate nessas secções é horrendo e nem dá para entender muito bem o caminho, escusado será dizer que fartei de me bater nas paredes. Curiosamente o remake da Mega Drive apenas se focou nesta perspectiva, mas essa consola já tinha o poder necessário para replicar melhor essas secções mais chatas. No final de cada nível temos um boss para defrontar, alguns na perspectiva mais tradicional, outros na mais “tridimensional”. De resto a jogabilidade é simples, com um botão a disparar rajadas de metralhadora e outro para disparar mísseis ar-terra, de forma a atingir os inimigos que estavam no solo, geralmente tanques ou navios no nível aquático.

Na perspectiva pseudo 3D tipo After Burner, mesmo quando o caminho a seguir é tão simples quanto este, as coisas ficam algo lentas.
Na perspectiva tipo After Burner, mesmo quando o caminho a seguir é tão simples quanto este, as coisas ficam algo lentas.

Tecnicamente não é uma conversão lá muito boa. A música é sempre a mesma e não é das mais agradáveis. Depois por um lado na perspectiva mais tradicional o jogo até é fluído, embora a custo de se perder aqueles efeitos 3D da versão arcade. Quando passa para a perspectiva tipo Space Harrier as diferenças infelizmente são logo bem notórias, conforme já mencionado. Mas ao menos a Sega tentou e temos de ver que nessa altura estava practicamente sozinha a suportar a Master System em todos os territórios, onde a competição era feroz tanto pela Nintendo no Japão e Estados Unidos, como pela esmagadora popularidade dos micro computadores da Sinclair, Commodore e afins no território europeu. Por acaso até fiquei agradavelmente surpreendido com as conversões para Commodore 64 e ZX Spectrum, a versão C64 conseguiu reproduzir de uma forma minimamente convincente a sensação de profundidade dos níveis de perspectiva vista de cima.

Maximum Force (Sega Saturn)

maximum-forceContinuando com as rapidinhas, o jogo que vos trago agora é um daqueles tesourinhos deprimentes que eu não fazia ideia da sua existência e de certa forma se calhar até era melhor manter-me na ignorância. Lembram-se dos jogos da série Lethal Enforcers da Konami? Eram light gun shooters bastante interessantes por serem construídos a partir de cenários e personagens digitalizadas, um pouco como os lutadores do Mortal Kombat que eram actores reais. Ora isto em 1992 nas arcades era um feito impressionante, mas em 1997 já nem tanto. Maximum Force é um jogo com um conceito similar, mas desenvolvido pela Midway, que infelizmente deixa muito a desejar. A minha cópia foi comprada por acaso na Cash Converters de Benfica por cerca de 2€. Só o trouxe por ser muito barato e me parecer um jogo maravilhosamente mau. Fiquei surpreendido depois ao descobrir que é um lançamento nada comum para a Saturn.

Jogo completo com caixa e manual
Jogo completo com caixa e manual

Em Maximum Force tomamos o papel de um ou dois agentes anti terroristas e somos levados a cumprir 3 missões em cenários completamente distintos desde uma missão que começa num navio da Marinha e termina evitando que terroristas roubem plutónio, para outra em plena cidade onde um enorme assalto a um banco está a decorrer, até que somos levados a uma mansão no meio da selva, para destruir um poderoso cartel. A jogabilidade é simples, devemos matar todos os bandidos que aparecem no ecrã, antes que os mesmos nos matem a nós! Temos de ter também em atenção às balas disponíveis na arma e recarregá-la regularmente, de forma a evitar surpresas desagradáveis. Claro que ocasionalmente lá aparecem uns civis vindos do nada, mesmo a pedirem para serem baleados, o que é de evitar. Por vezes também aparecem umas mulheresem trajes menos próprios também vindas do nada… Para além disso podemos também destruir vários objectos dos cenários, resultando em pontos extra, ou alguns power ups como rapid fire ou balas mais poderosas. Também poderemos desbloquear uma série de pequenos níveis de bónus que são na realidade galerias de tiro onde teremos de fazer o máximo número de pontos possível dentro do tempo limite. Algumas dessas galerias são bastante ridículas, como uma em que vemos moçoilas a nadar de bikini no meio de tubarões, ou outra onde as cabeças dos produtores do jogo vão passando pelo ecrã.

A nível de opções não há muita coisa que se possa mudar.
A nível de opções não há muita coisa que se possa mudar.

Graficamente é um jogo muito estranho. Os cenários são pré-renderizados em 3D, já os bandidos e civis que vão surgindo no ecrã são sprites digitalizadas de actores reais. As suas animações são muito estranhas (especialmente as dos civis que tentam passar despercebidos, essas chegam até a ser cómicas) e para contrastar com tanto “realismo” o gore parece ser desenhado no paint! De resto, tanto como os cenários como as personagens estão em baixa resolução, quando comparado com o original de arcade que apresenta visuais bem mais nítidos (mas não menos hilariantes). As músicas não são nada de especial, sinceramente. Algumas melodias em sintetizador que parecem retiradas de filmes duvidosos da década de 80.

Matar os bandidos, não disparar sobre os inocentes. Não há muito mais a explicar.
Matar os bandidos, não disparar sobre os inocentes. Não há muito mais a explicar.

Em suma, Maximum Force é para mim um daqueles jogos que são francamente maus, mas de uma forma algo cómica que até se tornam algo indispensáveis numa colecção, para mostrar junto de outras bizarrices. Já tenho o Area 51 debaixo de mira!

Space Harrier II (Sega Mega Drive)

Space Harrier IIHá já uma semana que não escrevia cá nada. Estou em fase de mudanças (e por acaso do destino daqui a menos de um mês estarei novamente), nesta última semana estava sem internet fixa em casa e por isso a vontade de escrever também nunca apareceu. Mas já cá estou debaixo de um outro tecto e é tempo então de escrever mais uma rapidinha, para festejar tal feito. O artigo de hoje vai-se focar no Space Harrier II, uma das sequelas do famoso shooter da Sega do final dos anos 80. Ao contrário do primeiro, este ficou-se exclusivo pelas consolas domésticas.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

E para quem conhece ou jogou o primeiro Space Harrier, já sabe o que esperar, a fórmula utilizada neste jogo é practicamente idêntica. O mesmo é visto numa perspectiva da personagem principal, um guerreiro capaz de voar e disparar a sua arma ao mesmo tempo. Nesta perspectiva, é um jogo que originalmente usava a tecnologia Super Scaler de sprites, conferindo-lhe, no original das arcades, uma fluidez de jogo incrível e efeitos gráficos que lhe davam profundidade e uma certa percepção 3D. A conversão para a Master System era notavelmente muito inferior, mas esta sequela para a Mega Drive já se aproxima mais do original. Apesar da Mega Drive não possuir suporte nativo à tecnologia Super Scaler da Sega, ainda assim conseguiram transmitir uma experiência de jogo próxima do original.

Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor
Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor

De resto, é practicamente a mesma coisa do primeiro Space Harrier, com inimigos e níveis diferentes. Mas nada é assim tão diferente que não deixe de ser familiar. Os padrões quadriculados no chão e eventualmente nos tectos, os inimigos a voarem por todos os lados, os bosses compostos por múltiplas sprites ligadas entre si, estão uma vez mais aqui presentes. A jogabilidade é bastante familiar, embora agora seja possível utilizar o auto-fire.

Já disse que tecnicamente este é um jogo muito mais próximo ao original das arcades do que a versão para a Master System alguma vez poderia ser. Mas infelizmente nem tudo são rosas. Se por um lado temos aqui as vozes digitalizadas que anunciavam que estávamos a entrar na era dos 16 bit com todas as suas novas potencialidades, por outro lado as músicas acabaram por me desiludir bastante. A faixa título do primeiro Space Harrier é das minhas melodias clássicas de videojogos preferidas, a versão Master System (preferencialmente com o chip FM Unit) é fabulosa, aqui as músicas são muito mais contidas. Foi para mim uma grande desilusão neste campo.

De resto, não deixa de ser Space Harrier! Um shooter fantasioso que só poderia ser saído da década dourada dos anos 80, e esta versão Mega Drive, se não fosse pela banda sonora decepcionante, teria tudo para ser um dos grandes shooters da plataforma.