Super Monaco G.P. II (Sega Game Gear)

21628_frontOs próximos artigos serão apenas muito breves entradas, isto porque são de conversões que já foram por aqui analisadas. Este caso é o de Ayrton Senna’s Super Monaco G.P. II, a última sequela desta série de corridas de F1 da Sega, com as suas origens nas arcades. Este jogo foi conhecido pela importante participação do famoso piloto Ayrton Senna no seu processo de desenvolvimento, principalmente da versão da Mega Drive, que o tornou no jogo mais realista no mercado (para consolas caseiras, visto que nos computadores a história era outra). O jogo saiu então para as 3 principais consolas da Sega na altura, entre as quais a versão Master System que já analisei aqui.

Apenas o cartucho
Apenas o cartucho

O meu exemplar foi comprado na feira da Vandoma no Porto, num bundle da consola com uns 7 ou 8 jogos que me ficou por 10€. A versão Game Gear é idêntica à da Master System, com as principais diferenças a estarem no facto do ecrã da Game Gear ser mais pequeno e a informação a ter de ser adaptada à menor resolução. A outra grande diferença está no suporte a multiplayer para 2 jogadores. Enquanto que na Master System isso foi uma das coisas que falhou, aqui existe com recurso ao cabo de ligação entre 2 Game Gears.

Sonic Mega Collection Plus (Sony Playstation 2)

60323_frontA rapidinha de hoje leva-nos de volta à Playstation 2 e a mais uma das várias compilações que a consola acolheu. Esta em especial é uma reedição da compilação Sonic Mega Collection, que tinha sido lançada algum tempo antes em exclusivo para a Nintendo Gamecube. O que trouxe esta nova versão Plus? Bom, essencialmente mais jogos e conteúdo extra! Este meu exemplar veio da Cash Converters e Alfragide, algures durante o verão de 2016 e não me terá custado mais de 2.5€.

Compilação com caixa e manual
Compilação com caixa e manual

A versão original de Gamecube trazia por defeito todo o catálogo de jogos do Sonic lançados para a Mega Drive, incluindo o Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine. Para além desses clássicos poderiamos vir a desbloquear as combinações de Sonic & Knuckles e os seus predecessores, mais dois outros clássicos da Mega Drive: Flicky, o velhinho jogo arcade cujos pássaros viriam a ter um importante papel no Sonic 3D e Ristar, um outro jogo de plataformas desenvolvido pela Sonic Team que mais tarde acabarei por trazer cá num artigo em separado. A versão japonesa dessa compilação trazia ainda mais 2 jogos de Mega Drive escondidos, nomeadamente o clássico Comix Zone e o estranho The Ooze, ambos jogos da Sega Technical Institute, o estúdio americano que desenvolveu Sonic Spinball e Sonic 2. Felizmente esta versão PS2 traz também esses dois últimos jogos que anteriormente estavam exclusivamente na versão japonesa da Game Cube. Para além disso, incluíram ainda mais uns 6 jogos de Sonic para a Game Gear, como o Sonic the Hedgehog, Sonic Chaos, Sonic Blast, Sonic Labyrinth, a versão 8bit do Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine e o primeiro Sonic Drift, o jogo de corridas que apenas havia sido lançado em território japonês.

A versão Plus inclui uma série de jogos da Game Gear também
A versão Plus inclui uma série de jogos da Game Gear também

Para além de todos esses jogos, podemos aceder a scans de todos os manuais de instruções, códigos de batota, e uma série de diferentes galerias, desde artwork de cada personagem, scans de várias bandas desenhada da Archie Comics, ou vídeos do Sonic Heroes com algum making off pelo meio. Não está nada mau, embora eu preferisse ter conteúdo extra como entrevistas aos produtores ou algum making off mais concreto.

Portanto, Sonic Mega Collection Plus é uma excelente compilação para quem quiser ter todos os Sonic clássicos da Mega Drive num só disco. A escolha dos jogos da Game Gear é um pouco estranha, deixando buracos como o Sonic 2 ou o Triple Trouble, mas esses estarão na Sonic Gems Collection, cujo artigo também cá trarei em breve.

Pinnochio (Sega Mega Drive)

pinocchioA rapidinha de hoje leva-nos de volta à Mega Drive, para mais um dos jogos da Disney da era 16bit, daqueles desenvolvidos pela Virgin e que possuiam excelentes gráficos e animações. E apesar de Pinnochio não fugir a essa regra, pois é um jogo bonito, acaba também por deixar um pouco a desejar na sua jogabilidade, embora tenha também alguns momentos interessantes e originais. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto algures há uns bons meses atrás. Custou-me 2€.

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Tal como o nome indica, este videojogo é uma adaptação do clássico filme da Disney, que conta a história de uma marionete construída por Gepetto e que ganha vida através de uma fada mágica. Pinocchio é o seu nome, o nariz cresce quando mente, e tem o sonho de se tornar um rapaz de carne e osso. Acho que todos conhecemos a história e o jogo até se adapta muito bem aos acontecimentos do filme. Os controlos são também simples com um botão para saltar e outro para atacar. Mas o que eu esperava que fosse um simples jogo de plataformas, Pinnochio acabou por me surpreender pela sua variedade, embora não seja necessariamente uma coisa boa. No primeiro nível controlamos Pinocchio pelas ruas da sua cidade, esquivando-se de todos os perigos que nos perseguem, até porque em grande parte do nível não podemos atacar. No seguinte já controlamos o grilo falante, onde estamos num candeeiro público a defrontar uma série de insectos. O terceiro nível é passado num teatro de marionetas, onde temos de imitar uma coreografia apresentada por outras marionetas. Um bocadinho como o dance dance revolution mas sem as indicações da sequencia de botões a pressionar, temos de os memorizar. Os níveis restantes já vão sendo mais característicos de um jogo de plataformas, embora ainda tenham os seis quês. Desde saltitar de balão em balão na Pleasure Island, os níveis subaquáticos, incluindo aquele em que nos vamos balanceando de peixe em peixe para fugir de Monstro, a baleia que comeu Gepetto. E claro, o nível final é também um bocadinho chato, onde mais uma vez fugimos da baleia, mas desta vez com Gepetto e termo-nos de desviar de vários calhaus.

Não, o screenshot não está ao contrário. Num dos níveis sub aquiáticos por vezes temos estas mecânicas de "inversão de gravidade"
Não, o screenshot não está ao contrário. Num dos níveis sub aquiáticos por vezes temos estas mecânicas de “inversão de gravidade”

Graficamente é um jogo bastante bonito, como a Virgin bem nos habituou nos seus jogos da Disney em sistemas de 16bit. Para além dos níveis estarem bem detalhados, as personagens também o são e as suas animações ficaram bastante fluídas. Mais ou menos entre cada nível vamos tendo também pequenas cutscenes que nos vão contando a história do jogo, na forma de páginas de um livro. As músicas são também muito boas e se não me engano foram buscar muitas melodias ao filme clássico da Disney.

Os gráficos continuam excelentes e as animações também. Não há como negá-lo!
Os gráficos continuam excelentes e as animações também. Não há como negá-lo!

Sinceramente, Pinocchio é para mim um jogo algo estranho. Por um lado dou o mérito à equipa de ter ousado criar níveis completamente diferentes entre si, tanto nos objectivos a cumprir como na jogabilidade, mas por outro acho que a execução ficou muitas vezes aquém das expectativas. No aspecto técnico é um excelente trabalho, como tem sido habitual.

Virtua Athlete 2K (Sega Dreamcast)

virtua-athlete-2kPara não destoar, vamos continuando com as rapidinhas de jogos desportivos, onde vou abordar desta vez um jogo da Sega Dreamcast, plataforma que já não trazia cá nada há algum tempo. E este Virtua Athlete 2K é na verdade um sucessor espiritual de jogos como Athlete Kings ou Winter Heat da Sega Saturn que eram jogos com uma dinâmica completamente arcade. Na verdade até foi uma coisa que me surpreendeu visto este jogo ter um aspecto bem mais realista que os seus antecessores, esperava uma experiência mais completa como o Sydney 2000, mas Virtua Athlete 2K continua a ser um jogo arcade na sua essência. A minha cópia foi comprada numa loja no Porto por 2€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

O Athlete Kings da Saturn era conhecido em todo o lado excepto na Europa por Decathlete. Porquê? Porque continha todos os 10 desportos que um atleta de decatlo practica. Aqui temos apenas 7: Corrida de 100 metros, 400metros barreiras, 1500 metros, salto em comprimento, salto em altura, lançamento do peso e lançamento do dardo. Todos eles possuem uma jogabilidade que mais se assemelha a um quick time event gigante. No sprint de 100 metros, o objectivo é pressionar os botões A e X o mais rápido possível, nos 400 metros barreiras também, mas com a condicionante adicional de precisarmos de pressionar no D-Pad para cima quando for a altura de pensar. Nos 1500 metros temos de controlar o button mashing de forma ao nosso atleta aguentar toda a corrida. Nos outros desportos, para além do button mashing para ganhar balanço, seja a correr para os saltos, ou a preparar o lançamento, temos também de ter em conta o ângulo em que saltamos, ou que lançamos o dardo. Isso tem a ver com o timing com que pressionamos o botão B e o largamos, pois assim que carregarmos no B surge um indicador do ângulo que vai constantemente crescendo até largarmos o botão.

Na prova dps 1500 metros temos de ter cuidado com a fadiga e moderar o button mashing
Na prova dps 1500 metros temos de ter cuidado com a fadiga e moderar o button mashing

E é practicamente isto. Sim, o jogo tem multiplayer que vai até 4 jogadores, mas é assim uma evolução tão grande desde o Athlete Kings da Saturn? Ainda por cima perdendo 4 desportos? Não me parece. Depois temos também a possibilidade de criar os nossos próprios atletas com as opções habituais de modificar o rosto, o fato e afins. Outra das coisas que podemos seleccionar são pequenos emblemas que simbolizam os interesses de cada atleta. Podemos ter interesses como variados desportos como natação, skate ou fórmula 1, bem como gostar de heavy metal e engenharia. Muitos destes emblemas podem ser adquiridos ao terminar o Exhibition mode com boas pontuações e aparentemente os interesses que escolhermos para os atletas definem também as suas aptidões para os diferentes desportos deste Virtua Athlete. Conceito interessante, mas não salva o facto de haver apenas 7 desportos para practicar.

Ali o logo da Climax foi algo surpreendente, não sabia que eles estavam envolvidos na criação do jogo.
Ali o logo da Climax foi algo surpreendente, não sabia que eles estavam envolvidos na criação do jogo.

Graficamente era um jogo competente para a época em que foi lançado. Os atletas e estádios estão bem detalhados, e o jogo possui uma boa apresentação, com anunciadores “profissionais” e uma câmara muito semelhante ao que estamos habituados a ver na TV. As músicas vão sendo algo variadas mas fazem-me lembrar bastante aquela época de ouro das arcades da Sega, com a música título repleta de guitarradas e as outras mais calmas, mas que poderiam facilmente fazer parte de um desses clássicos dessa era.

Somando tudo, Virtua Athlete 2K foi um jogo que me deixou algo desiludido. Se por um lado a sua jogabilidade mais arcade me agrada bem mais do que um jogo mais de simulação, o facto de possuir apenas 7 modalidades é um grande revés. O multiplayer de 4 jogadores e o esquema dos emblemas com os interesses não o salvam disso. Se forem fãs do género, sugiro talvez espreitar o Sydney 2000 que saiu no mesmo ano também para a Dreamcast.

Hyperdunk (Sega Mega Drive)

hyperdunkContinuando pelas rapidinhas de videojogos desportivos, agora para um jogo de basquetebol da Mega Drive. Produzido pela Konami, Hyperdunk é na verdade uma sequela do Double Dribble, um clássico da NES e um dos melhores, senão mesmo o melhor, jogos de basquetebol em sistemas 8bit. A versão americana deste Hyperdunk é até chamada de Double Dribble: The Playoffs Edition, mas no que diz respeito à qualidade da sequela, bom, pelo menos na apresentação gráfica já ganha pontos. Na verdade foi um daqueles jogos que comprei mais por ter o selo da Konami do que outra coisa, mas valeu a pena, pois ó jogo tem um feeling muito arcade. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, algures durante o verão, tendo-me custado cerca de 12€.

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Os controlos são simples, com um botão para passar e outro para rematar caso estejamos a jogar ofensivamente, quando não temos a posse da bola temos um botão para trocar de jogador, outro para tentar roubar a bola ao adversário e um outro para a interceptar. No que diz respeito aos modos de jogo temos o tradicional encontro amigável, e os Playoffs que tradicionalmente se jogam depois da época normal. Aqui podemos escolher uma entre 16 diferentes equipas, embora o jogo não possua a licença NBA, pelo que os nomes dos jogadores são fictícios. Depois temos o modo multiplayer e aí acredito que o jogo seja bastante divertido. Isto porque é possível jogar com um máximo de 8 jogadores em simultâneo, com recurso a 2 multi taps. Infelizmente nunca experimentei este modo de jogo, mas deve ser interessante, se bem que meter 8 pessoas na mesma sala a jogar o mesmo jogo pode ser um desafio em termos de logística.

Afundanços? Sim, claro que é possível!
Afundanços? Sim, claro que é possível!

A nível técnico acho o Hyperdunk muito bem conseguido, desde a cutscene inicial (que me faz lembrar de certa forma a abertura do International Superstar Soccer), passando pelo ecrã título e no jogo propriamente dito. Aí os pavilhões estão muito bem detalhados, as partidas são jogadas com música também agradável e os efeitos sonoros estão bons~,com um público bastante entusiasmado! No ponto de vista audiovisual, a Konami esteve muito bem.

Posto isto, apesar do Hyperdunk não ter aquele “realismo” que a série NBA Live da EA impôs, nem a mesma diversidade de equipas, a sua jogabilidade parece-me bem mais agradável, e o facto de possibilitar um multiplayer para tanta gente é também algo de enaltecer.