F1 (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas na Mega Drive, hoje trago cá um jogo de Fórmula 1 que sinceramente até o achei bastante interessante. Este F1 tem as suas origens num outro jogo desenvolvido por um estúdio francês para os computadores Atari-ST e Commodore Amiga, o Vroom. Sim, o jogo chama-se mesmo Vroom – vivam as onamatopeias! Entretanto a Domark conseguiu a licença da FIA e lá converteram o Vroom para a Mega Drive. O meu exemplar foi comprado em Janeiro a um amigo meu, por 5€.

Jogo com caixa e manual

Portanto este é um jogo de Formula 1 devidamente licenciado pela FIA e que diz respeito à época de 1993. Tirando o Ayrton Senna que já tinha cedido os seus direitos de imagem à Sega aquando do desenvolvimento do Super Monaco GP 2, todos os outros pilotos e construtores parecem-me estar aqui devidamente representados. E reforço aqui o “parece-me” pois não sou especialista na matéria. A nível de modos de jogo temos o training que como o nome indica permite-nos practicar corridas em cada circuito, o arcade e o championship. O arcade tem um feeling arcade, como o próprio nome indica e pode ser jogado também em multiplayer com um amigo. Já o Championship é o principal modo de jogo onde teremos toda uma temporada pela frente. Aqui vamos percorrer todos os circuitos da época de 1993 (o nosso Estoril está aqui representado), sendo que primeiro temos a fase da qualificação. Depois lá temos também a possibilidade de customizar levemente o nosso carro antes de cada corrida, embora, para um simulador, as opções não sejam muitas. Nas corridas temos também a hipótese de visitar as boxes, por exemplo para trocar os pneus ou voltar a customizar o carro para o resto da corrida.

Para um simulador, não temos muitas possibilidades de customização.

Graficamente é um jogo muito interessante, na medida em que mistura o grafismo 2D típico dos jogos de corrida da era 16-bit, ja com algumas coisas em 3D poligonal como os túneis, pontes, ou as próprias boxes. Isto resulta num grafismo muito agradável e acima de tudo bastante fluído. As pistas em si também têm um aspecto mais realista, pois possuem desníveis, pelo que vamos subir e descer pequenas colinas ao longo dos circuitos. Mas isso também pode ser um problema, na medida que por várias vezes acabei por embater na traseira de um carro no final de uma subida. Os controlos em si são bastante ágeis também. No que diz respeito ao som, os efeitos sonoros são competentes e as músicas, que apenas tocam no ecrã título, menus de transição entre corridas e no fim, são também bastante agradáveis.

Graficamente éum jogo impressionante, misturando muito bem gráficos 2D e 3D

Portanto este F1 acabou para mim por ser uma boa surpresa, principalmente do ponto de vista técnico, pelos visuais e fluidez de jogo que conseguiram implementar sem recorrer a hardware adicional (take that, Super FX!). No entanto para quem for fã do género e quiser jogar algo mais de simulação, esta poderá então não ser a melhor escolha.

Dragon: The Bruce Lee Story (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas vamos agora para mais um jogo da Mega Drive. Dragon: The Bruce Lee Story é a adaptação do filme do mesmo nome que seria uma suposta biografia do famosíssimo actor de filmes de artes marciais, que teve um fim de vida trágico, infelizmente. Por acaso nunca vi o filme, mas a Virgin achou que seria boa ideia fazer um videojogo à volta do mesmo e nas consolas 16bit onde o mesmo foi lançado, este é essencialmente um jogo de luta com algumas particularidades. As versões Master System e Game Gear são um beat ‘em up à Streets of Rage, pelo que um dia destes haverei de as trazer cá. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Janeiro, tendo vindo num grande bundle de jogos de Mega Drive que tinha comprado a um particular.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Aqui controlamos Bruce Lee ao longo de várias cenas do filme, começando por lutar contra um marinheiro num bar em Hong Kong, cozinheiros num restaurante chinês, entre vários outros bandidos, supostamente sempre de cenas retiradas do filme. Entre cada combate temos também pequenas cutscenes com frases retiradas do filme, mas que nem por isso me esclarecem muito acerca da história em si.

Ao longo do jogo vamos lutar uma série de combates semelhantes aos do filme

Depois se estavam a contar com um clone de Street Fighter, infelizmente enganam-se redondamente, pois possui muitas nuances. Os combates são na sua maioria de 1 contra 1, mas temos pelo menos 2 combates onde teremos de defrontar 2 inimigos em simultâneo. Por outro lado, também podemos jogar o modo história de forma cooperativa com até 3 humanos contra o CPU, mas nem assim as coisas ficam muito mais facilitadas. O inconveniente é que só podemos jogar com Bruce Lee, seja em que vertente multiplayer for, sim, mesmo no versus. Depois as mecânicas de jogo são muito estranhas e este é mesmo daqueles jogos em que convém usar um comando de 6 botões, pois aí até o botão MODE é usado. Basicamente teremos diferentes tipos de socos e pontapés, que por sua vez também são diferentes mediante a distância para os oponentes. Abaixo da barra de vida de Bruce temos uma barra de energia que, à medida em que a formos enchendo e tendo um comando de 6 botões nos permite mudar de estilo de luta, desbloqueando por sua vez alguns golpes especiais, incluindo o uso de nunchakus, que por sua vez vão também gastando essa barra de energia. Mas não é um jogo nada fácil pois a inteligência artificial não dá tréguas mesmo em graus de dificuldade mais baixos. Bloquear ou desviar dos golpes dos nossos oponentes é vital, e o facto de as mecânicas de jogo serem algo estranhas não ajuda nada. Regra geral temos um certo número de tentativas para vencer um combate, e quando as mesmas são esgotadas, somos levados para um confronto contra o boss final (que é muito difícil). Se o vencermos, continuamos a aventura para no fim o defrontar outra vez.

Por vezes temos que defrontar mais que um oponente!

A nível gráfico, não posso dizer que seja um jogo tão bem detalhado quanto o Street Fighter II, mas mesmo assim não me parece mau de todo. A nível de som, para além de umas voice samples um pouco roucas, as músicas não são nada do outro mundo mas cumprem bem o seu papel.

Portanto este Dragon: The Bruce Lee Story parece-me, infelizmente, uma oportunidade perdida de terem feito algo com pés e cabeça. Os controlos demoram tempo a habituar e o facto de a IA não dar tréguas também não ajuda. Para além disso, a decisão de mesmo no multiplayer apenas podermos controlar Bruce não faz muito sentido. Fiquei no entanto muito curioso com a versão Master System devido a esta ser um beat ‘em up. Espero num futuro breve a poder trazer cá.

Taz-Mania (Sega Master System)

Vamos para mais uma rapidinha, agora na Master System, para abordar a adaptação do Taz-Mania que tinha sido produzido e lançado pela Sega na Mega Drive na mesma altura. A nível de mecânicas base e história, é muito similar à versão 16bit, mas naturalmente com menos detalhe gráfico. O meu exemplar foi comprado em Janeiro deste ano na Cash Converters do Porto. Custou-me 10€.

Jogo com caixa

Portanto o jogo conta a aventura de Taz em busca de um vale perdido onde aparentemente ainda habitam algumas aves pré históricas gigantes, que por sua vez também põe ovos bastante grandes. Iludido com a perspectiva de fazer uma omolete enorme, Taz parte então à descoberta de tal vale. Tal como na versão Mega Drive, vamos explorar alguns níveis distintos como selvas, cavernas ou ruínas de antigas civilizações.

Sim, isto parece que foi desenhado por crianças.

As mecânicas de jogo que foram introduzidas na Mega Drive mantêm-se em certa parte, visto que Taz pode saltar ou rodopiar sobre si mesmo como um furacão, o que ajuda bastante em alguns saltos mais sensíveis ou onde temos de chegar mais longe. Aqui o modo “furacão” é a única forma de ataque para os inimigos, onde na versão Mega Drive havia alguma variedade, pois podiamos saltar em cima deles como no Mario, ou até comê-los, se bem que nem todos os inimigos davam para fazer todos estes “ataques”. Aqui também temos power ups como comida que nos restabelecem parcialmente a vida, vidas extra, estrelas que nos dão invencibilidade temporária ou bombas que, se as comermos, causam-nos dano. Ao contrário da versão Mega Drive, onde tínhamos um botão que permitia comer coisas, aqui para consumir um destes itens basta passar por eles. Ou seja, temos de ter cuidado em não comer bombas por engano. Ao passar por elas em modo furacão são destruídas, mas por outro lado também temos de ter em atenção evitar destruir power ups dos bons. Outra diferença está no tempo em que podemos deixar o Taz em modo furacão, pois para além da barra de energia temos outra de stamina que se esvazia rapidamente quando estamos a rodopiar. Por outro lado também se encha muito rapidamente quando ficamos “normais”.

Os bosses não são nada complicados

O jogo está dividido portanto em várias zonas, cada uma com dois níveis de plataformas onde o objectivo é unicamente o de encontrar a sua saída e por fim um nível contra um boss. Os níveis em si são relativamente simples, não sendo este um jogo muito difícil, até porque temos power ups com fartura (bons e maus). Há alguns níveis um pouco mais labirínticos que teremos de explorar mais e por vezes lá temos de dar alguns saltos de fé. Isto porque apesar de Taz se poder agachar, infelizmente não serve para a câmara do jogo se mover para baixo, mostrando-nos se temos ou não plataformas em baixo para aterrar com segurança. Mas com todos os power ups que podemos encontrar, esta é uma inconveniência menor.

Se explorarmos os níveis calmamente vemos que há uma abundância de vidas extra e itens que nos regeneram a energia

De resto a nível audiovisual, eu não estava de todo à espera de um jogo com o mesmo nível de detalhe da versão Mega Drive, se bem que também não achei a versão Mega Drive nada por aí além nos gráficos. Mas confesso que estava à espera que o resultado final fosse um pouco melhor. Nada a apontar às sprites de Taz e dos inimigos, mas os cenários estão muito, muito feios mesmo. Parece que foram desenhados por crianças! A Master System é claramente capaz de muito melhor. As músicas também não são nada de especial infelizmente. Mas por incrível que pareça a versão Game Gear consegue ser ainda muito pior, mas isso seria tema para um eventual artigo futuro.

Portanto este Taz-Mania é um simples jogo de plataformas, que sinceramente deixa muito a desejar nos seus audiovisuais. Se forem coleccionadores, evitem pagar muito dinheiro por este jogo. Eu arrependi-me bastante dos 10€ que dei, devia ter sido metade.

Olympic Winter Games (Sega Mega Drive)

Continuando no reino das 16bit, vamos agora para a Mega Drive para mais uma rapidinha a um jogo desportivo. Depois de Olympic Gold, baseado nos jogos Olímpicos de Barcelona de 1992, a U.S. Gold volta a lançar um jogo olímpico, desta vez para os Olímpicos de Inverno de 1994 em Lillehammer, na Finlândia. E tal como os videojogos deste tipo, poderemos participar numa série de diferentes eventos desportivos, que infelizmente costumam ter a praga de possuirem controlos estranhos e difíceis de dominar. O que não é a excepção aqui! O meu exemplar veio num bundle de mais de 20 jogos de Mega Drive que surgiu num negócio a um particular, ficando a um preço bem em conta no final. Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade de papelada que este jogo trazia!

Jogo com caixa, manuais e papelada diversa

Felizmente o meu exemplar veio com o manual, pois poucos são os eventos onde temos alguma indicação visual no ecrã sobre o que temos de fazer. A maior parte das acções estão assignadas ao D-pad para movimentar o atleta, enquanto que os botões faciais vão servindo para ganharmos velocidade nalguns eventos, por exemplo. Mas convém lermos mesmo o manual ou um guia online e aproveitar a opção de treino para ir practicando os eventos, pois quando for a sério, o CPU não perdoa. Estes eventos podem ser diferentes provas de slalom de esqui, bobsled e um outro parecido, mas de trenó para uma pessoa apenas, corridas de patins de gelo, o tradicional salto de esqui, a prova de biatlo onde temos de correr com esquis e atirar ao alvo com uma arma de fogo, entre outros. São no total 10 eventos, e em alguns deles podemos competir head-to-head contra amigos, já noutros cada jogador joga à vez.

Passar pelos checkpoints nem sempre é fácil

A nível audiovisual é um jogo até que competente. Não é tão bonito quanto o Winter Challenge com os seus visuais 3D (mas felizmente também não é tão lento!!), mas os eventos apresentam um nível de detalhe satisfatório. Também vamos ouvindo várias músicas agradáveis, seja nos menus entre cada prova, ou mesmo nalgumas provas em si, o que sinceramente até me agradou. Portanto este Olympic Winter Games até pode ser um jogo interessante para quem for fã do género, mas eu sinceramente não sou grande fã de button mashers deste tipo.

The Lion King (Sega Mega Drive)

Vamos para mais uma rapidinha, não porque o jogo não mereça uma análise mais em detalhe, mas sim porque já aqui trouxe a versão da Super Nintendo, que é muito idêntica e que recomendo a sua leitura para mais detalhe. O meu exemplar da Mega Drive foi comprado no mês passado de Janeiro, num bundle de dezenas de jogos Mega Drive que comprei a um particular e este, como ainda não o tinha na colecção, apesar de nunca ter sido prioridade por já ter a versão SNES, acabou por cá ficar.

Jogo com caixa e manual

A nível de jogabilidade, gráficos e som, esta versão é muito semelhante à SNES. Na jogabilidade esperem na mesma pelas mesmas frustrações em alguns níveis, embora controlar o Simba, especialmente nos saltos, me pareça um pouco melhor nesta versão. A nível gráfico, a versão Mega Drive está ligeiramente inferior à versão SNES, seja por ter menos variedade de cores nos níveis, ou na falta de um ou outro efeito gráfico. As músicas, apesar de serem na mesma bastante agradáveis, não há como negar que a versão Super Nintendo é muito superior. Logo na música título na versão SNES ouvimos instrumentos nítidos e alguns coros vocais, algo que não acontece aqui. Mas a música não deixa de ser agradável, no entanto. Aqui também temos algumas pequenas cutscenes com voice samples de qualidade, mas mais uma vez a versão SNES acaba por ser um pouco melhor nesse aspecto.

Embora a versão SNES seja ligeiramente superior nos gráficos, esta versão Mega Drive não é nada má

De resto este Lion King não deixa de ser um sólido jogo de plataformas, mesmo que não tenham a versão SNES ou PC, não deixam de ficar bem servidos aqui.