Streets of Rage 2 (Sega Mega Drive)

Streets of Rage IIO Streets of Rage original é um dos meus jogos preferidos da Mega Drive. Quando penso na consola de 16bit da Sega, são jogos como o Streets of Rage, Golden Axe, Shinobi e Sonic the Hedgehog que saltam imediatamente à memória e que transpiram “Mega Drive” por todos os poros. Mas vendo as coisas com calma e se calhar pondo um pouco o valor sentimental e nostálgico de lado, o primeiro Streets of Rage apesar de não ser nada mau, teria ainda muita margem de manobra para melhorias. E felizmente foi isso que a Sega fez, ao nos presentear esta bela sequela logo no início de 1993. Este meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide há uns bons meses atrás por 10€.

Streets of Rage II - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais

O meu artigo original foi publicado na revista PUSHSTART #56, o primeiro volume que acabamos por imprimir em papel e que entretanto já esgotou. Para já não temos os artigos online, se isso um dia acontecer acabo por colocar aqui o link, como é habitual. Mas o grande resumo desse meu artigo é o seguinte: Streets of Rage II é uma sequela perfeita, pegando em tudo o que o primeiro tinha de bom e melhorando-o em todos os níveis. Resumindo, se são fãs de beat ‘em ups de rua e gostaram do Streets of Rage original, irão certamente adorar este segundo capítulo, com uma jogabilidade mais refinada, gráficos e música excelente e maior variedade nos níveis. Absolutamente recomendado.

Sunset Riders (Sega Mega Drive)

Sunset RidersAlgures no início da década de 90, alguém na Konami deve ter pensado: como seria se fizéssemos um Contra passado no Velho Oeste? Bom, e na verdade foi mais ou menos isso que acabaram por fazer quando lançaram Sunset Riders nas arcades. Mas ainda foram mais longe ao incluir o suporte a 4 jogadores em simultâneo, à semelhança do que fizeram nos beat ‘em ups das Tartarugas Ninja. Depois desse lançamento inicial, foram lançadas duas conversões distintas: uma para a SNES e uma outra para a Mega Drive que é a que aqui trago. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado sensivelmente 6€.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Neste jogo encarnamos em Billy ou Cormano, dois pistoleiros caçadores de prémios em busca do próximo bandido procurado pela justiça. Cada nível é antecedido pelo cartaz do bandido que teremos de defrontar e a sua recompensa, sendo claro que o mesmo aparecerá como boss no final do nível. De resto considerem este como um Contra, com a mesma jogabilidade frenética e disparos para todo o lado. Infelizmente, e apesar de ser um excelente jogo, esta versão Mega Drive acaba por ser justamente aquela que pior convertida foi. Isto porque para além do suporte a 4 jogadores em simultâneo ter sido removido (o que não é nada surpreendente), apenas 2 das 4 personagens são seleccionáveis e cerca de metade dos níveis presentes na versão arcade e SNES foram cortados. Para tentar compensar de alguma forma, os níveis que ficaram acabaram por ser remodelados e expandidos.

Estas "senhoras da vida" provavelmente foram censuradas na versão SNES
Estas “senhoras da vida” provavelmente foram censuradas na versão SNES

É mesmo pena, mas ainda assim não deixa de ser um excelente jogo, este Sunset Riders da Mega Drive, para quem não conhecer as outras versões irá-se divertir de igual forma. Aqui somos levados de uma pequena vila repleta de saloons e moças que nos dão muitos “beijinhos”, até um comboio em movimento, um deserto no meio de territórios índios ou uma mansão final onde se esconde o mafioso do vilão final. Tudo isto repleto de acção, tiroteios, e uma grande variedade de inimigos que defrontamos. As músicas são também bastante agradáveis.

Antes e depois dos combates contra os bosses são sempre trocadas algumas linhas de diálogo
Antes e depois dos combates contra os bosses são sempre trocadas algumas linhas de diálogo

E assim fica mais um clássico da Konami da velha guarda cuja sua passagem pela Mega Drive não deixa de ser super divertida, mas no fim de contas deixa um travo amargo quando soubermos o que mais ficou por mostrar. Não se entende o porquê desta decisão da Konami, talvez pouco tempo disponível. Infelizmente a versão SNES anda a preços proibitivos pelo que se alguma vez encontrarem esta da Mega Drive baratinha não se acanhem!

European Club Soccer (Sega Mega Drive)

European Club SoccerTal como referi ontem, o artigo que trarei cá será mais uma rapidinha a um jogo de futebol da Mega Drive. O escolhido hoje é o European Club Soccer da Virgin Interactive, um jogo que já tive imensas oportunidades de o comprar e sempre deixei para trás, até que acabei por comprar um bundle de jogos MD em que ele lá vinha e lá fiquei com ele. Ficou-me a menos de 5€, estando em caixa, sem manuais. Edit: No mês de Janeiro de 2020 arranjei uma versão completa por 7€.

Jogo completo com caixa e manual

European Club Soccer como o nome indica é um jogo mais focado nos clubes europeus, ao invés de selecções nacionais. E no menu inicial temos a possibilidade de participar em vários modos de jogo. O Simulation é mesmo uma simulação da Liga dos Campeões, mas sem fase de grupos, tudo em jogos de eliminação. O modo Arcade permite-nos jogar uma partida apenas, sem compromissos. A vertente multiplayer está presente em ambas as opções, no modo arcade podemos jogar contra um amigo, já no modo Simulation até 8 jogadores podem participar e escolher clubes diferentes. Uma coisa engraçada no Simulation é que após o final da Liga Europeia competimos numa final idêntica à Taça Intercontinental, defrontando uma equipa aleatória do Brasil, Argentina ou Uruguai. Infelizmente não me parece ser possível jogar com essas equipas sul-americanas, sendo apenas possível jogar com as europeias. Mas temos dezenas de equipas de vários países da europa para escolher. De Portugal temos o Belenenses, Benfica, Porto, Sporting e Vitória de Guimarães, embora todos os nomes dos jogadores sejam fictícios pois a Virgin não possuía as licenças necessárias.

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European Club Soccer tem um vasto leque de equipas que podem ser escolhidas

Em relação à jogabilidade, bom essa não me pareceu das melhores, pois o jogo pareceu-me ter um ritmo algo lento. No entanto lá nos permitia fazer uma série de coisas que todos os outros jogos de futebol nos deixavam, como vários tipos de remates (incluíndo cabeceamentos), passes ou roubos de bola. A perspectiva do jogo é um misto de lateral e aérea, algo semelhante ao que jogos mais modernos como os Pro Evolution Soccer nos habituaram. E sim, também se pode escolher diferentes tácticas e fazer substituições se acharmos que as coisas não estão a correr pelo melhor.

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Podemos ir alternando as cores do nosso equipamento

E no que diz respeito aos audiovisuais, a nível gráfico é um jogo muito competente, com cores vibrantes e com uniformes minimamente fiéis às cores das equipas. A única coisa que me chateou mais foi mesmo na questão das músicas, que apesar de não serem propriamente más, tocam durante todo o jogo, quando eu sinceramente preferia ouvir apenas os ruídos do público, que aqui apenas vão-se ouvindo quando alguém marca um golo.

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Este até que é um jogo bastante colorido e este ângulo dá-nos uma boa panorâmica para irmos planeando as jogadas

De resto a Mega Drive está repleta de jogos de futebol, e apesar deste European Club Soccer não ser dos mais fluídos do seu género na biblioteca desta consola, também não é dos piores. Para mim, e por questões nostálgicas, esse cálice vai sempre para o FIFA 97, mas certamente que os fãs do género irão encontrar aqui alguma coisa de interessante.

World Championship Soccer II (Sega Mega Drive)

World Championship Soccer 2Nos próximos dias devo despachar aqui umas quantas rapidinhas a videojogos desportivos, que habitualmente não são muito do meu interesse. E o primeiro desses felizes contemplados é precisamente este cartucho solto que tenho do World Championship Soccer II da Mega Drive, que foi comprado por pouco mais de 1€ na Feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás. E porquê comprei eu um cartucho solto de um jogo de futebol algo obscuro para a Mega Drive? Porque tem uma história curiosa entre os coleccionadores desta plataforma: existem duas variantes europeias do mesmo: uma com a tradicional capa em tons de azul da Mega Drive, e um relançamento com as capas acastanhadas da série Classics – uma espécie de platinuns que tentaram implementar na altura. O lançamento original é incrivelmente raro, um dos jogos PAL mais raros desta consola. Por outro lado, o relançamento é incrivelmente comum. Mas o cartucho é idêntico em ambos os lançamentos, portanto será que este meu cartucho teria sido da blue box? Nunca saberei… EDIT: entretanto arranjei uma versão com caixa, claro, a Classics.

Jogo com caixa

De qualquer das formas a sua “raridade” especial é apenas uma das suas curiosidades. Sendo este um jogo de futebol com o selo da Sega, porque nós aqui na Europa nunca chegamos a conhecer nenhum World Championship Soccer 1? Na realidade conhecemos sim, apenas com um nome diferente. O primeiro World Championship Soccer teve esse nome apenas em solo americano, já aqui no velho continente era chamado de World Cup Italia 90′! E apesar desta sequela (que tal como o original era baseado no campeonato do Mundo de futebol, faltando-lhe apenas a licença da FIFA) ter o logótipo da Sega e da linha Sega Sports que perdurou até bem depois da Dreamcast ter sido descontinuada, este jogo na realidade não foi desenvolvido pela Sega, mas sim por um estúdio europeu já bem conhecido e com provas dadas do seu valor no que diz respeito a videojogos de futebol: a Sensible Software, responsável por, entre outros, a série Sensible Soccer.

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A perspectiva lateral faz com que os jogadores apareçam maiores no ecrã

Mas ao contrário do Sensible Soccer (que também possui um lançamento para a Mega Drive) onde a perspectiva de jogo era vista de cima, neste World Championship Soccer 2 a perspectiva muda para uma lateral, onde os jogadores acabam por ficar maiores e por conseguinte, mais detalhados. A jogabilidade… essa continua frenética como sempre. Num momento temos a bola perto da nossa baliza, com um piscar de olho acaba por chegár à área adversária! De resto, este é um jogo onde apenas podemos escolher selecções, e para além de partidas amigáveis que podemos jogar com, contra e sem amigos, temos claro o modo campeonato. Tendo sido este um jogo algo apressado para o mercado de forma a sair algures durante o ano de 1994, onde se defrontou o campeonato mundial nos Estados Unidos, podemos claro jogar com as selecções que aí participaram. Mas para os nostálgicos pode-se também participar noutras edições do campeonato do mundo, nomeadamente o México ’86 e Itália 90′. Existem também outras variantes onde podemos customizar o nosso próprio campeonato do mundo mas sinceramente não cheguei a abordar essas opções.

As várias selecções disponíveis neste jogo
As várias selecções disponíveis neste jogo

No que diz respeito aos audiovisuais, como já referi acima, pelo simples facto de a perspectiva mudar para lateral, acaba por poder apresentar o campo de uma forma muito próxima ao ecrã e por sua vez ter os jogadores em ponto grande, comprando com o Sensible Soccer da Mega  Drive que quase precisamos de uma lupa para ver os jogadores. Passando para as músicas já acabam por me passar ao lado. Concluíndo, este acaba por ser um jogo que infelizmente vai passar ao lado de muita gente, pois o que não falta na Mega Drive são jogos de futebol e muitos destes são bem mais completos do que este.

Teenage Mutant Hero Turtles: Hyperstone Heist (Sega Mega Drive)

Hyperstone HeistApesar da Konami ter escolhido as arcadas e plataformas Nintendo como alvos principais dos seus videojogos das Tartarugas Ninja, o sucesso que a Mega Drive / Genesis teve no ocidente também não poderia ser ignorado e o resultado foi neste Hyperstone Heist, mais um beat’ em up altamente influenciado pelo Turtles in Time da Arcade/SNES, que tinha saído anteriormente, no mesmo ano. Este meu exemplar foi comprado na Feira da Vandoma no Porto há uns meses atrás por 10€, faltando-lhe o manual. Infelizmente, devido à minha falta de tempo, esta será mais uma rapidinha.

TMNT - Sega Mega Drive
Jogo com caixa

As semelhanças com o Turtles in Time começam logo na história, com a estátua da liberdade a desaparecer em directo na TV. Claro que o responsável por tal façanha foi o Shredder e o seu Foot Clan, que encolheu a estátua da Liberdade e a ilha de Manhattan de tal forma que as conseguiu pousar na sua secretária. Isso se deve ao poder da Hyperstone Heist, um artefacto poderosíssimo da Dimensão X. O resto não é nada difícil de adivinhar, lá terão as tartarugas de ir atrás do Shredder e seus amigos para estragar a festa.

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A história vai buscar algumas semelhanças ao Turtles in Time

A jogabilidade é simples porém excelente, mesmo como esta série de beat ‘em ups baseados na franchise nos habituou. Um botão para atacar, outro para correr e um outro para saltar, mas ainda assim podemos fazer montes de ataques e combos diferentes. Como também é habitual, iremos ver vários itens que podemos apanhar. Uns são pizzas que tanto nos podem restabelecer alguma da nossa vida perdida como despoletar um ataque poderoso capaz de provocar dano a todos os inimigos no ecrã. Já outros podem ser armas que podemos utilizar para encher o Foot clan de porrada. Os níveis vão sendo variados, apesar de muitos deles serem inspirados noutros jogos da série, principalmente o Turtles in Time. Lembram-se daquele segmento em que se andava numa prancha de surf? Também está aqui presente. E apesar deste jogo ter menos níveis que o Turtles in Time, para compensar acabam por ser mais longos.

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A versão Mega Drive está muito bem conseguida graficamente, mesmo não tendo muitos dos efeitos da versão SNES

Graficamente é um óptimo jogo, embora possua menos “efeitos especiais” que o Turtles in Time. Ainda assim gostei bastante das cores, detalhe das sprites e backgrounds, bem como das animações, tanto das 4 tartarugas com que podemos jogar, como dos bosses que são facilmente reconhecíveis para quem se lembra da série da TV. E para essas pessoas que passaram a sua infância a ver as Tartarugas Ninja, também depressa irão reconhecer a música título do jogo, que fica imediatamente no ouvido e teima em não sair.

Para mim, o Hyperstone Heist até pode ser um pouco redundante para quem tiver acesso ao Turtles in Time ou os anteriores para a NES, mas não deixa de ser um excelente beat ‘em up, mesmo que tenha muita coisa reciclada de outras versões.