Toki: Going Ape Spit (Sega Mega Drive)

TokiNo mundo dos videojogos, tal como noutras artes, há sempre espaço para coisas bizarras. E que outra reacção é que poderíamos ter quando víssemos à nossa frente a capa deste jogo?? Um macaco com uma banana na mão, a cuspir um jacto de luz com bolas de energia! Quando vi este que se tornou no meu exemplar na Cash Converters de Alfragide, fiquei algum tempo perplexo a olhar para a capa e, com um leve olhar na contracapa decidi trazê-lo. Custou-me 5€ se não estou em erro, mas falta-lhe o manual.

Toki Going Ape Spit - Sega Mega Drive
Jogo com caixa

A história começa por ser o cliché habitual, um feiticeiro qualquer rapta a nossa namorada e é o nosso papel salvá-la. Mas para tornar as coisas mais interessantes, transforma-nos também num macaco com super poderes. E são estes super poderes que tornam este jogo numa interessante mistura de plataformas com os run and gun característicos de séries como Contra ou Gunstar Heroes, isto porque podemos disparar da boca do macaco projécteis de energia como nos shmups, onde iremos encontrar ao longo dos níveis vários powerups distintos, como diferentes modos de fogo, ou outros na forma de sapatilhas que nos permitem andar mais rápido ou saltar mais alto. E sendo este um jogo com origens nas arcades, basta uma colisãozinha que perdemos logo uma vida. De resto os níveis vão tendo um desafio quanto baste, ao colocar-nos a atravessar zonas com plataformas que caem, abismos com espinhos e outras coisas fofinhas.

O porquê dos protagonistas estarem seminus é algo que me ultrapassa
O porquê dos protagonistas estarem seminus é algo que me ultrapassa

De resto, apesar de existirem imensas conversões deste Toki para os mais variados sistemas, esta versão Mega Drive vence pelo conteúdo adicional, ao introduzir um maior número de níveis e por conseguinte, bosses. Para se ter uma ideia, um jogador experiente poderia chegar ao fim do jogo em cerca de 20 minutos no original de arcade. Aqui precisaria de quase uma hora. Mas apesar de todo este conteúdo adicional, não traz nada de muito novo, com o jogo a apresentar na mesma os tradicionais cenários selvagens em florestas, montanhas, subaquáticos, dentro de vulcões e cavernas geladas. Mas não deixa de ser um bom jogo de plataformas, desafiante quanto baste.

Quando vi este macaco nos screenshots da contracapa fez-se logo luz. Afinal tinha jogado 5 minutos deste jogo em emulação antes.
Quando vi este macaco nos screenshots da contracapa fez-se logo luz. Afinal tinha jogado 5 minutos deste jogo em emulação antes.

Graficamente não é dos jogos mais brilhantes na Mega Drive. A paleta de cores escolhida é constantemente escura, não havendo muita variedade de cores. É verdade que a Mega Drive tem algumas limitações quanto à sua paleta de cores, mas olhando para jogos como a série do Sonic é fácil ver que com pouco consegue-se na mesma fazer muito, o que não é aqui o caso. Este conteúdo adicional infelizmente ficou-se só nos níveis expandidos e adicionais… pois nas músicas deixaram ficar tudo como está. O resultado é que vamos ter muitas músicas a repetirem-se ao longo do jogo e devo dizer que também não fiquei impressionado com as mesmas.

Concluindo esta rapidinha, mesmo com as suas limitações nos audiovisuais, este Toki acabou por ser um jogo que me surpreendeu pela positiva, quanto mais não seja pela bizarrice da capa e do conceito. Já na jogabilidade, é um bom jogo que mistura bem os conceitos de platformer, run ‘n gun e shmup. Só por aí já marca pontos!

Sonic 3D Flickie’s Island (Sega Mega Drive)

Sonic 3DO artigo de hoje será invariavelmente mais uma rapidinha, até porque já escrevi há algum tempo atrás sobre a versão Sega Saturn do Sonic 3D. E apesar desta versão ser a original e a Saturn ter algumas diferenças, no fundo acaba por ser o mesmo jogo pelo que não vale a pena estar a alongar-me muito. Este meu exemplar foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa há uns 2 meses atrás, tendo-me custado cerca de 7€. Está como novo!

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Tal como devo ter referido no artigo da Saturn, este Sonic 3D é uma espécie de sucessor tanto da série clássica Sonic, como de um jogo arcade muito mais antigo, o Flicky. Isto porque os pequenos pássaros estão aqui presentes e tal como no original das arcades também temos de os reunir e encaminhá-los a uma saída, neste caso uns anéis mágicos que os teletransportam para uma outra dimensão. De resto o jogo mantém uma identidade algo fiel aos jogos do Sonic clássicos, excepto na perspectiva que passa a ser isométrica. Com essa nova perspectiva, o aspecto velocidade e malabarismos como vários tipos de loopings tiveram de ser algo sacrificados, dando mais ênfase à exploração e alguns elementos de puro platforming.

Apesar da velocidade ter sido sacrificada, não deixa de ter a identidade muito própria dos Sonics clássicos
Apesar da velocidade ter sido sacrificada, não deixa de ter a identidade muito própria dos Sonics clássicos

As diferenças face à versão Saturn assentam principalmente nos detalhes gráficos e nos níveis bónus. Nestes últimos, enquanto aqui vamos tendo alguns caminhos armadilhados para avançar e coleccionar anéis suficientes para ganhar uma esmeralda caótica, na versão Saturn estes foram refeitos de uma forma completamente 3D, onde Sonic percorre uma série de circuitos em meios tubos tal como no Sonic 2, mas claro, com gráficos melhores. Os gráficos continuam bem bonitinhos para uma Mega Drive, mas a versão Saturn apresenta-os de uma forma mais refinada e com alguns efeitos gráficos adicionais. Já nas músicas sinceramente prefiro as da versão Mega Drive, pois prefiro o chiptune e as melodias em si são bastante agradáveis como nos Sonics clássicos. E temos a vantagem de não ter loadings! De resto aqui também temos uma cutscene de abertura em Full Motion Video, que se bem que se apresenta de uma forma bastante pixelizada, não deixa de ser impressionante para uma Mega Drive e certamente que ocupa uma grande parte do curto armazenamento do cartucho.

Tails e Knuckles também marcam aqui a sua presença, se bem que apenas para nos conduzirem aos níveis bónus
Tails e Knuckles também marcam aqui a sua presença, se bem que apenas para nos conduzirem aos níveis bónus

Posto isto, devo dizer que mesmo não sendo um jogo tão bom como os clássicos da Mega Drive, não deixa de ser um óptimo jogo de plataformas, e mesmo a versão Saturn ser superior em alguns aspectos, a versão Mega Drive acaba por fazer muito mais sentido do que a versão 32bit que no fim de contas apenas serviu para fazer de tapa-buracos após o fiasco de Sonic X-Treme.

Mercs (Sega Mega Drive)

MercsO Commando foi um jogo interessante por parte da Capcom. Notavelmente influenciado por filmes como Rambo, esse era um daqueles primeiros jogos de acção em que sozinhos teríamos de defrontar um exército inteiro em cenários de guerra. O conceito pegou e naturalmente acabaram por surgir diversos imitadores, como Ikari Warriors, Jackal ou mesmo alguns jogos do próprio Rambo que acabaram por lhe seguir essas mesmas pegadas. Naturalmente a Capcom também não se deixou ficar quieta e mais tarde ou mais cedo lançam também este Mercs como uma sequela aprimorada. Das várias conversões existentes deste jogo, esta para a Mega Drive acaba por ser a mais interessante, pelas razões que irei referir ao longo deste artigo. Esta minha cópia, apesar de ser Genesis foi comprada cá em Portugal, tendo vindo de um bundle no OLX onde comprei 8 jogos de Mega Drive em caixa por 35€.

Mercs - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual, na sua versão americana

A história prende-se aos clichés habituais: o presidente norte-americano foi raptado aquando de uma visita a um qualquer país africano. Mas em vez de se envolver o exército por aparentemente desrespeitar tratados diplomáticos, o governo norte-americano decide antes contratar uma equipa de mercenários para que de forma “discreta” se possa resolver esse conflito. Sim, uma equipa até porque o lançamento original para arcade permitia multiplayer cooperativo de até 3 jogadores em simultâneo. Infelizmente na versão Mega Drive não tem qualquer multiplayer, sendo esse o seu principal defeito.

Aqui temos alguma liberdade de movimento, podendo explorar os níveis da forma como quisermos. Só não dá voltar para trás
Aqui temos alguma liberdade de movimento, podendo explorar os níveis da forma como quisermos. Só não dá voltar para trás

De resto, Mercs tem também uma jogabilidade um pouco diferente de Commando. É quase um Contra com uma perspectiva diferente, ou mesmo um shmup com soldados em vez de naves espaciais ou aviões. Isto porque vamos tendo várias armas diferentes ao nosso dispor, desde a tradicional metralhadora, até lança-chamas, lasers ou mesmo o “spread shot” bem conhecido da série Contra. Para além disso, também existem outros power-ups que nos podem aumentar o poder de fogo, daí a minha comparação aos shmups tradicionais. Outras novidades estão também na eliminação do conceito de 1 hit kills, sendo o mesmo substituído por uma barra de vida, que inclusivamente pode ser regenerada caso encontremos power-ups para o efeito. A outra novidade está no facto de podermos conduzir alguns veículos como jipes, barcos ou tanques, o que torna a acção ainda mais interessante! E claro, para além das armas normais temos também as bombas que destroem todos os inimigos no ecrã, mas essas vêm em número limitado.

Estes caixotes podem conter uma grande variedade de itens... ou então barras de dinamite que explodem passado poucos segundos
Estes caixotes podem conter uma grande variedade de itens… ou então barras de dinamite que explodem passado poucos segundos

Mas se por um lado a Sega teve o desplante de não ter introduzido a vertente multiplayer nesta conversão, por outro lado adicionaram um modo de jogo diferente, o “Original Mode”. Aqui os níveis são completamente redesenhados e algumas mecânicas de jogo alteram-se. Ao longo do jogo vamos encontrando tendas de campanha. Lá dentro temos uma loja onde poderemos trocar as medalhas que vamos encontrando no campo de batalha por power-ups, mas também poderemos encontrar outras personagens que podem ser recrutadas e jogáveis. Ao longo do jogo basta carregar no botão de pausa que poderemos alternar entre as diferentes personagens, sendo que cada uma dispõe de uma arma diferente. Os power ups que encontramos afectam apenas essa mesma personagem, pelo que temos de ter alguma estratégia ao apanhá-los. Não vale a pena apanhar um powerup de dano para a arma quando a mesma já está no máximo. Mais vale mudar para outra personagem, apanhar esse power-up e mudar de volta para a personagem anterior caso desejemos.

A tal loja que vamos encontrando no Original Mode
A tal loja que vamos encontrando no Original Mode

A nível de audiovisuais já nos sistemas arcade este jogo era um salto bem grande face ao Commando original. Notoriamente 16bit, o jogo apresentava umas sprites bem detalhadas, em níveis igualmente detalhados e bastante coloridos. As sprites gigantes para os bosses eram um eye candy e felizmente não houve grandes perdas de qualidade nesta transição para a Mega Drive, com os gráficos a ficarem muito próximos da versão arcade. As músicas são também bem inspiradas, acho que neste campo tanto a Capcom como a Sega fizeram um bom trabalho.

A apontar de negativo nesta conversão só consigo mesmo fazê-lo à falta da vertente multiplayer, nem que fosse para 2 jogadores apenas. De resto o Mercs é um óptimo shooter para quem gostar do género e esta conversão para a Mega Drive tecnicamente saiu muito bem na fotografia. O modo original foi sem dúvida uma adição muito benvinda e quase que faz esquecer a falta de multiplayer. Existe também uma conversão deste jogo para a Master System, que acabou por sair mais ou menos na mesma altura, tal como a Sega o fez com outros jogos da Capcom na mesma época (Strider, Ghouls ‘n Ghosts, Forgotten Worlds), estou algo curioso em ver como seria a versão Master System deste Mercs, mas esta versão enche-me as medidas.

Golden Axe II (Sega Mega Drive)

Golden Axe IIHá uns dias atrás escrevi um artigo sobre o primeiro Golden Axe, onde referi que era um dos meus jogos preferidos da Mega Drive, pela sua temática bárbara, pela jogabilidade e pelos audiovisuais também. Mas é aqui também que começam algumas confusões com todo o percurso que a série Golden Axe levou, pois apesar deste ser uma sequela directa do primeiro jogo, este Golden Axe II é exclusivo para a Mega Drive, com a verdadeira sequela a ficar-se apenas no exclusivo de arcade Golden Axe: The Revenge of Death Adder, que é excelente por sinal e nunca foi convertido para mais nenhuma plataforma até agora. Este meu exemplar foi comprado já há uns bons tempos atrás na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado 10€. Está em óptimo estado e vinha com 2 manuais portugueses iguais, um deles cedi-o a um amigo para completar a cópia dele.

Golden Axe II - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, manuais e papelada do Club Sega

Neste jogo voltamos a encarnar nas mesmas personagens de Ax Battler, o bárbaro primo do Conan, a bela amazonas Tyris Flare e o anão Gillius Thunderhead para combater a nova ameaça de “Dark Guld” (onde foi o Death Adder?) que se encontra a espalhar o terror por aquelas terras. O facto de termos as mesmas personagens jogáveis, uma jogabilidade e inimitos muito semelhantes aos do primeiro jogo acabaram por desapontar várias pessoas. Sinceramente eu também esperaria um pouco mais, mas este Golden Axe não é de todo um mau jogo, bem pelo contrário! As grandes novidades na jogabilidade estão no sistema de magias que para além de terem trocado “os elementos” a Ax Battler e Gillius que passam a usar magia de vento e rocha respectivamente, o próprio sistema de magias mudou. Ao longo do jogo, como entre cada nível vamos na mesma enfrentar alguns seres que possuem power ups de regeneração de vida ou de magia, a diferença é que em vez de serem pequenos duendes, são agora feiticeiros que também nos atacam. E a maneira como invocamos as magias muda. Por um lado mantém-se igual o esquema de cada personagem possuir barras de magia com diferentes distribuições de magic levels e slots, mas ao contrário do primeiro Golden Axe onde ao clicar no botão de ataques mágicos automaticamente usariamos todo o poder mágico amealhado até então, agora podemos escolher qual a “intensidade” dos ataques mágicos, podendo ficar com algum poder mágico para usar posteriormente. Para isso devemos deixar o botão A pressionado o tempo suficiente para seleccionar o nível de magia que queremos utilizar.

Era tão melhor que tivessem mantido os esqueletos do original!
Era tão melhor que tivessem mantido os esqueletos do original!

Para além disso, existem pequenas mudanças na jogabilidade, como diferentes golpes (mas não muitos assim). Também podemos uma vez mais montar em criaturas inimigas e usá-las para atacar os nossos oponentes, como vários dragões e uma vez mais aquele Chicken Leg que nunca achei nada intimidador. Para além do modo de história que pode ser jogado de forma cooperativa com mais um amigo e onde vamos tendo pequenos interlúdios entre cada nível que nos contam a história, temos também mais uma iteração do modo “The Duel”. Este modo de jogo faz lembrar o “survival” de outros jogos de luta, colocando-nos a combater contra vários inimigos de forma sequencial, e com a dificuldade crescente.

O primeiro nível acaba por ser aquele mais austero, quanto mais não seja pelos cadáveres ali em background
O primeiro nível acaba por ser aquele mais austero, quanto mais não seja pelos cadáveres ali em background

Os níveis são bem detalhados e apesar de serem mais variados pois levam-nos na mesma a aldeias, florestas e ruínas, mas também diferentes cavernas e castelos. No entanto acho que não têm a mesma mística do primeiro Golden Axe. Onde andam as tartarugas e águias gigantes? O jogo possui vários inimigos diferentes do original, mas ainda assim com várias semelhanças. Creio que só ficaram a faltar as guerreiras, pelo menos todos os outros tinham clones respectivos. Também não gostei tanto das animações das magias neste jogo, acho que no primeiro Golden Axe foram mais bem conseguidas. As músicas também não são tão boas, na minha opinião.

screenshot
Dark Guld… Quem é este marmanjo?

No fundo, este Golden Axe II é um daqueles jogos que simplesmente pegou no original, trocaram algumas coisas e siga para bingo. Não é um mau jogo, nada disso, para mim continua a ser óptimo. Mas entre este e o primeiro nota-se perfeitamente que este Golden Axe II não possui o mesmo carisma que tornaram o Golden Axe original num jogo tão bom. Basta ver o que fizeram com a sequela oficial nas arcades com o Revenge of Death Adder, esse sim, jogo tão bom, embora impossível de a Mega Drive alguma vez conseguir recriar aquilo. Mas a Mega Drive não ficou nada mal servida com o Golden Axe III na minha opinião, embora esse seja um jogo que não se compreende de forma alguma como é que o mesmo nunca saiu fora dos territórios asiáticos… mas isso poderá ser tema para uma outra conversa.

Golden Axe (Sega Mega Drive)

Golden AxeHá imenso tempo que estava cheio de vontade de escrever sobre o primeiro Golden Axe, um dos videojogos preferidos da minha infância, mas como ainda não o tinha em standalone, nem para a Mega Drive (versão preferida) ou para a Master System, tenho adiado sempre. Mas fartei-me de esperar e vou usar como base a versão que vem incluída na compilação Mega Games 2, juntamente com o primeiro Streets of Rage e o Revenge of Shinobi, o que perfaz um conjunto de 3 jogos fantásticos e que transpiram “Mega Drive” por todos os poros. Já não me lembro onde esta compilação foi comprada nem quanto custou, portanto, paciência!

Compilação com caixa e manuais portugueses
Compilação com caixa e manuais portugueses

Durante os anos 80, a maior fonte de inspiração para os videojogos era nada mais nada menos que o cinema, tendo sido uma década forte em filmes e videojogos de ninjas e ficção científica. Mas houve um outro filme muito peculiar, o de Conan o Bárbaro, protagonizado por Arnold Schwarzenegger. Esse era um filme de fantasia obscura, onde habitavam criaturas sinistras e muita violência. E Golden Axe é practicamente um videojogo com a mesma temática, misturando a temática fantasiosa de Conan, com a jogabilidade de um beat ‘em up de rua como Final Fight. E a meu ver acho que resultou lindamente!

screenshot
Choose your destiny! Para mim, ainda é o melhor ecrã de selecção de personagens de sempre.

Ao contrário do solitário Conan, temos aqui 3 heróis para jogar: Ax Battler, o típico guerreiro bárbaro que deve ser um primo afastado do próprio Conan, A amazonas Tyris Flare, um pouco mais fraca fisicamente que Ax, mas com poderes mágicos superiores, e o velho anão Gilius Thunderhead, o que mais poder físico tem, mas menos de magia. Qual o nosso objectivo? Procurar e derrotar o vilão Death Adder, que para além de ter raptado o rei e a princesa daquele reino, ursupou-se do Golden Axe, um poderoso artefacto mágico que está a ser utilizado para semear o caos e destruição pelos povos.

Usar criaturas para atacar os nossos inimigos? Siga!
Usar criaturas para atacar os nossos inimigos? Siga!

Tal como referi acima, a jogabilidade é a de um beat ‘em up de rua, mas passado numa idade média fantasiosa, com vários guerreiros, cavaleiros e respectivas armaduras, esqueletos armados e várias outras criaturas mágicas, como dragões. Mas não é só pancadaria da grossa que este Golden Axe nos apresenta, podemos também montar nessas estranhas criaturas e usá-las para atacar os nossos oponentes, da mesma forma que eles também as tentam montar e usá-los contra nós. Para além disso, temos ainda os ataques mágicos que referi anteriormente. Ao longo do jogo vamos ver alguns duendes de trajes verdes ou azuis e com sacos às costas. Se os atacarmos eles deixam cair comida que nos regenera alguma vida (no caso dos verdes), ou uns potezinhos azuis. Esses potezinhos são utilizados para encher uma espécie de barra de magia presente no canto superior esquerdo do ecrã. Dependendo da personagem escolhida, essa barra de energia vai ter vários slots numéricos, sendo que cada slot pode albergar 1 ou mais desses potezinhos que apanhamos por aí. Cada um desses níveis representa um poder mágico cada vez mais forte, embora sempre que desencadeamos um ataque mágico gastamos logo tudo de uma vez. Ou seja, quanto mais preenchida estiver a barra de magia, mais forte o ataque será. Para além do modo de jogo normal, temos ainda o The Duel, que é uma espécie de Survival, onde teremos de enfrentar um inimigo de cada vez, mas tentando conservar o mais possível a nossa vida.

Isto é só das cenas mais awesome de sempre da era 16bit
Isto é só das cenas mais awesome de sempre da era 16bit

Outra coisa que sempre gostei neste jogo é mesmo dos seus visuais que são excelentes para o final da década de 80. Aqui atravessamos florestas sinistras, pequenas aldeias e vilarejos que depois nos apercebemos que são na realidade construídas nas costas de uma tartaruga gigante… ou uma águia gigante que voa pelos céus, bem como finalizar na fortaleza de Death Adder que aqui se encontra expandida face à versão original arcade, ao apresentar um nível e um boss extra. De resto a nível gráfico propriamente dito, acho que está um jogo bem detalhado, em especial os ataques mágicos que por vezes são mesmo um mimo para os olhos, como aquele dragão gigante que Tyris invoca. Depois todos aqueles detalhes como o ecrã de escolha de personagens só lhe abonam! A nível de músicas e efeitos sonoros, bom a música título continua gravada na minha memória, e os efeitos sonoros foram outra das coisas “inspiradas” pelo filme do Conan! Basta fazerem uma pequena pesquisa no youtube que vêm logo as semelhanças!

O modo The Duel coloca-nos a lutar contra oponentes cada vez mais complicados
O modo The Duel coloca-nos a lutar contra oponentes cada vez mais complicados

Este é sem dúvida um dos meus videojogos preferidos, tanto da Mega Drive, como do panorama geral. É ainda algo simples na sua jogabilidade, mas apresentou um mundo fantasioso que eu sempre gostei e acho que das imensas propriedades intelectuais que a Sega ainda detém, o mundo de Golden Axe ainda hoje seria óptimo para ser revisitado em jogos mais modernos. Sim, já o fizeram no Beastrider que dizem ser terrível, mas hei-de lá chegar.