Bio-Hazard Battle (Sega Mega Drive)

Bio-Hazard Battle

Para não fugir muito ao artigo anterior, hoje teremos mais uma rapidinha a um shmup. E dentro desse género, o Bio Hazard Battle é um dos exemplos mais competentes na biblioteca da Sega Mega Drive, com toda a sua temática biológica por detrás. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na cash converters de Alfragide por cerca de 5 a 6€.

Jogo com caixa e manual

Este jogo coloca-nos a explorar um planeta em ruínas e repleto de enormes criaturas. Parece que a civilização desse mesmo planeta viveu muitos anos em guerras biológicas até que as coisas foram para o torto de vez, tornando o planeta inabitável e cheio de criaturas agressivas. Os sobreviventes decidiram então lançar uma grande estação espacial em órbita e viverem por lá até que as coisas se acalmassem. Pois bem, parece que chegou o momento de voltar alguém à superfície e começar o trabalho de exterminador de pragas.

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Cada uma destas “naves” tem armas próprias

Inicialmente dispomos de uma de 4 naves biológicas para jogar, cada qual a assemelhar-se a um insecto diferente e também com armas especiais distintas. De resto, o Bio-Hazard Battle segue as mecânicas convencionais dos shmups. Um botão para os ataques normais, outro para os especiais, que são nada mais nada menos que ataques onde devemos deixar o botão pressionado até carregar o ataque completamente para depois o largar. Mas tal como R-Type podemos também apanhar uma nave “satélite”, que vai andando à nossa volta e dispara os seus próprios projécteis em simultâneo com os da nave principal, bem como consegue absorver dano. A maneira como esse satélite anda à nossa volta depende da forma como manejamos a nossa nave. Depois claro, temos os powerups habituais, com outros modos de disparo que poderemos usar.

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Os nossos inimigos tanto podem ser pequenos insectos ou girinos com caras humanas, como outros mais portentosos

Graficamente é um jogo muito bem competente. O primeiro nível consiste em descer desde o espaço até à superfície, onde transitamos para o nível seguinte e vemos cidades em ruínas, passando depois por florestas, cavernas, debaixo de água e até o local onde aparentemente estes armas biológicas que produziram todas estas criaturas foram concebidas. Os níveis, efeitos especiais, backgrounds e todas as criaturas em jogo pareceram-me bem conseguidas, em especial aquelas maiores que estão bem detalhadas. A música foi também uma surpresa bastante agradável, pois para além de ter um som com bastante qualidade, as próprias melodias são bastante incomuns e sonantes, embora existam também alguns momentos mais tensos, em especial os temas de quando enfrentamos bosses, pois ficaram sinistros quanto baste.

Para mim, Bio-Hazard Battle é um dos shmups mais interessantes da Mega Drive, recomendo vivamente a todos os que apreciam este subgénero de videojogos.

Solitaire Poker (Sega Game Gear)

Solitaire PokerComo estive inactivo no fim de semana, cá vá mais um daqueles artigos super-rápidos só para picar o ponto e dizer que estou vivo. O Solitaire Poker como dá para entender do nome é um jogo de cartas, que tanto combina elementos do Solitário como do Poker. Fácil, não? E este meu exemplar foi oferecido por um colega do trabalho, em conjunto com a sua colecção Game Gear quase toda.

Solitaire Poker - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Essencialmente temos duas áreas distintas de jogo. À esquerda vemos filas de cartas como no solitário, à direita temos uma matriz de 5 por 5 cartas que temos de preencher mediante as cartas que nos vão saindo do lado esquerdo. É aí que entram as regras do Poker pois temos de organizar as cartas do lado direito de forma a obter combinações de 5 cartas, como pares, trios, flushs, straights e por aí fora. Essas combinações podem ser contabilizadas horizontalmente, verticalmente e nas diagonais principais e naturalmente quanto mais altas forem as combinações que conseguirmos fazer, mais pontos obtemos. Existem várias pequenas variantes destes jogos para experimentar, tanto em singleplayer como em multiplayer através do cabo próprio para o efeito, mas as regras básicas mantêm-se as mesmas.

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A área de jogo pode parecer um pouco confusa ao início

A nivel técnico não esperem nada do outro mundo, aliás este é um jogo de cartas, nem tal é suposto. Mas invés a termos uns backgrounds de casino como se calhar seria de esperar, aqui somos presenteados com temas mais tropicais, como praias em background e um ponteiro a ser uma flor vermelha. As músicas até que são agradáveis e apesar de este não ser propriamente um jogo que me fascine, não se pode dizer que seja mau. Até que é bem competente naquilo a que se propõe: oferecer uma experiência aliciante numa portátil de 8bit para quem gosta de jogos de cartas.

Cool Spot (Sega Mega Drive)

Cool SpotMais um breve artigo a um jogo de plataformas para a Mega Drive. Produzido pela Virgin Interactive, Cool Spot é um jogo da mascote da bebida 7UP, pelo menos no mercado americano. Nós aqui tínhamos o Fido Dido e apesar de este ter sido um jogo licenciado pela 7UP, cá pela Europa todas, ou quase todas as menções à marca 7UP foram retiradas, precisamente pela mascote ser outra. O que é pena e sinceramente nem faz assim tanto sentido visto que seria publicidade gratuíta para a marca de qualquer das formas. Mas publicidades à parte, Cool Spot é acima de tudo um óptimo jogo de plataformas e merece ser recomendado por isso mesmo. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide por cerca de 5, 6€.

Cool Spot - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual

Antes de começar o jogo vemos o Spot a surfar numa garrafa verde de refrigerantes… sim, na versão americana diz 7UP… e começamos o jogo precisamente com Spot a chegar a uma praia. O nosso objectivo ao longo de todo o jogo é o de resgatar os outros Spots que se encontram aprisionados no final de cada nível. E a jogabilidade é bastante simples, aproximando-se até um pouco da de Earthworm Jim, produzido mais tarde por algumas pessoas que também passaram por esta equipa. Podemos então saltar e subir/descer escadas ou cordas, bem como disparar uns objectos brancos que supostamente são bolhas de gás em várias direcções e é esta a nossa forma principal de combate aos vários inimigos que vamos encontrando.

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Se estivéssemos a jogar a versão americana, esta garrafa diria 7UP

Depois Cool Spot é um jogo que se mantém fiel às suas dimensões. O Spot é uma mascote pequenina e então tudo nos mundos em que jogamos é grande. Tanto na praia como dentro de casas, todos os objectos são proporcionais. Vamos então saltar em cadeiras de praia gigantes, subir redes de voleibol de praia, atravessar um porto com um navio gigante a abanar-se em background ou até mesmo andar num comboio de brincar dentro de uma casa, com vários brinquedos a nos atacar. E apesar de todos os nossos inimigos ou serem pequenos animais, insectos ou brinquedos, há algo que me surpreendeu pela negativa, não existir qualquer boss. Quem aprisionou todos os outros Spots então? De resto muito anda à volta das pintinhas vermelhas que podemos apanhar em cada nível. Na verdade para libertar cada Spot precisamos de apanhar pelo menos 60 dessas pintinhas vermelhas e temos de ter alguma pressa em fazê-lo pois o relógio está sempre a contar. Se conseguirmos apanhar 85 ou mais, ganhamos um passaporte para um nível de bónus que se passa dentro de uma garrafa de 7-Up e onde termos de apanhar uma certa letra do alfabeto. Cada letra dá um continue e no total formam a palavra VIRGIN. Isto na nossa versão europeia, pois na americana forma a palavra UNCOLA, algo que aparentemente era utilizado como slogan da marca nesse mercado.

Cool Spot 101
Cool Spot 101

No que diz respeito aos audiovisuais este Cool Spot é um jogo muito bem conseguido, como o eram muitos outros jogos de 16bit da Virgin. Os níveis estão bem conseguidos com óptimos gráficos e cenários bem detalhados. As animações continuam excelentes, a começar pela “funky walk” do Cool Spot. Se há algo que a Virgin sempre nos habituou na era das máquinas 16bit foi precisamente as animações fluídas e bem detalhadas. As músicas também são excelentes, começando por algumas de rock clássico que muito me fazem lembrar o Chuck Berry, como para outras melodias mais modernas, mas bastante sonantes.

Os backgrounds são bem detalhados e o jogo como um todo está bem animado
Os backgrounds são bem detalhados e o jogo como um todo está bem animado

Aparentemente houve mais dois jogos do Spot antes deste Cool Spot ter saído, tanto para a NES como para a Gameboy. Por acaso não os conhecia, apenas a sequela Spot Goes To Hollywood, onde a Virgin trocou o simples mas eficiente e divertido platforming 2D, por um jogo de aventura/acção em pseudo-3D de perspectiva isométrica… má decisão da Virgin pois jogos de plataforma com esta perspectiva tendem a ser muito frustrantes. Aparentemente dizem que a versão 32bit desse mesmo jogo (PS1 e Saturn) até que é a melhor, pelo que me deixa algo curioso em a experimentar. Talvez seja assunto para um artigo futuro!

Super Thunder Blade (Sega Mega Drive)

Super Thunder BladeVamos lá a mais uma rapidinha para a Mega Drive e desta vez o jogo que cá trago hoje é um dos títulos de lançamento da consola, logo ainda bastante primitivo. O Thunder Blade original (que também tem uma conversão para a Master System) era um shooter arcade que impressionava pelos seus feitos técnicos, principalmente pela sobreposição de sprites dos arranha-céus que lhe davam uma óptima sensação de velocidade. E se por um lado era normal que tivessem de fazer sacrifícios numa conversão para a Master System, na Mega Drive alguns desses sacrifícios ainda foram feitos. Mas já lá vamos. A minha cópia foi comprada há uns 2 meses atrás na cash converters de Alfragide por cerca de 5 a 6€.

Super Thunder Blade - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais. O manual português é o da versão brasileira… provavelmente a Ecofilmes utilizou-os nos primeiros tempos.

Mas na verdade esta nem é bem uma sequela do Thunder Blade original, mas sim uma espécie de remake. Depois sinceramente nem sabemos muito bem qual é o nosso propósito ali, mas isso não nos impede de andar aos tiros a outros helicópteros, tanques e bosses gigantescos. Depois há qualquer coisa neste helicóptero que me faz lembrar a franchise Blue Thunder e como nos anos 80 era muito comum encontrar inspirações de filmes ou séries nos videojogos, certamente esta hipótese não andará muito longe da verdade.

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O sprite scaling neste nível até que nem ficou mau de todo

Então este é um shooter onde controlamos um helicóptero e até agora tudo bem. Mas na jogabilidade é que vamos vendo algumas coisas que o diferenciem, pois ao longo dos níveis vamos jogando em duas perspectivas diferentes, por um lado podemos jogar como se um shmup vertical se tratasse, noutras alguras a perspectiva muda para algo semelhante a um Space Harrier, e é nesta perspectiva que as coisas se acabam por tornar bastante difíceis e irritantes, isto porque por vezes torna-se difícil de ver os projécteis inimigos na nossa direcção no meio da confusão e noutras a detecção de colisões também não parece ser a mais precisa. Depois há um ou outro nível em que quando jogamos nessa perspectiva, para além do fogo inimigo, temos também de nos desviar de uma série de obstáculos, mas felizmente que temos o botão B que nos permite deixar de avançar enquanto o botão estiver pressionado.

Quaisquer semelhanças com o Blue Thunder são mera coincidência... ou não!
Quaisquer semelhanças com o Blue Thunder são mera coincidência… ou não!

Graficamente é um jogo interessante se tivermos em conta que este é um dos primeiríssimos jogos da Mega Drive. É um jogo graficamente impressionante quando comparado com os restantes jogos 8bit de 1988/1989, mas acabou por ser naturalmente ultrapassado. E se por um lado não tem as maravilhas de super scaling de sprites da versão arcade, embora até seja relativamente fluído. Ainda assim tem um ou outro efeito gráfico interessante como as várias camadas de parallax scrolling, bastante notórias logo no primeiro nível ao ver como as nuvens se movem. Já a música infelizmente não é nada variada e acaba por nos saturar rapidamente.

Super Thunder Blade é um jogo interessante, se bem que ultrapassado e ainda um pouco primitivo para a Mega Drive. Os seus piores pontos são mesmo a dificuldade, se calhar a música repetitiva e o facto de ter só 4 níveis. Mas como também não é o jogo mais fácil do mundo, ainda levaremos muito tempo até chegarmos ao final do jogo. É daqueles que acabo por recomendar apenas a fãs da Sega da velha guarda e o seu espírito de jogos arcade de acção.

Indiana Jones and the Last Crusade (Sega Mega Drive)

Indiana JonesComo se calhar terão reparado, o blogue tem estado um pouco inactivo nos últimos tempos, é que eu estive de férias e aproveitei para tirar um pouco de férias da escrita também. Mas já estou de regresso a Portugal e para celebrar tal façanha cá fica mais uma rapidinha. Mais uma vez vou escrever sobre este terceiro filme do Indiana Jones, após ter escrito sobre a versão da Master System que sinceramente nem é assim grande coisa. Este meu exemplar da Mega Drive foi comprado há coisa de um mês atrás na cash converters de Alfragide por cerca de 5/6€.

Indiana Jones and the Last Crusade - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manuais

Bom, esta foi uma daquelas compras por impulso, pois surgiu numa altura em que levei muito jogo da Mega Drive/Master System da cash converters de uma só vez. Acabei por incluir este Indiana Jones no bundle pois tinha a ilusão que a versão Mega Drive seria mais jogável. Bom, e numa coisa realmente a versão Mega Drive é superior: nos audiovisuais. Já a jogabilidade infelizmente continua muito mázinha. Este é na verdade um jogo muito similar a nível de mecânicas de jogo e dos níveis que teremos pela frente com as outras versões, embora a estrutura dos níveis em si me pareça ser algo diferente. Ou seja, é na mesma um jogo de plataformas e Indy pode atacar os seus inimigos com os punhos (mais vale estar quieto pois o alcance é muito curto e perdemos uma vida muito rapidamente), ou com o chicote, se bem que este parece enfraquecer a cada vez que seja utilizado. Depois para além dos saltos continuarem a não serem os melhores e a maneira que o Indy se balanceia de uma plataforma para a outra com o seu chicote parecer também rápida demais, o próprio design dos níveis e da forma como os inimigos estão dispostos também não são os melhores. Vamos ser atingidos por coisas que não vemos até ser tarde demais, a detecção de colisões também não funciona da melhor forma e por aí fora, que é como quem diz: vamos morrer muitas vezes ao tentar passar o jogo.

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O jogo tenta retratar alguns dos momentos do filme. No entanto, neste nível e no anterior o Indiana Jones deveria ser adolescente e não adulto.

Outra das coisas que esta versão tem que a Master System não tem são os bosses no final de cada nível, que por sua vez também dispõem de uma barra de energia e é fácil perceber se falta muito para os derrotar ou não. Mas não respirem de alívio quando os derrotarem pois geralmente há umas armadilhas no fim. E falando em fim, o último nível é mais uma vez passado nas catacumbas em busca do Santo Graal (no final do jogo temos mesmo de escolher o cálice certo) e teremos de ter em conta o famoso puzzle do IEHOVA.

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O último nível não tem qualquer boss, e só quem viu o filme é que sabe o que fazer. Este é de facto um nível mais inteligente!

Tal como referi acima, no que diz respeito aos audiovisuais então sim, este jogo é muito bem detalhado – embora continue a achar estúpido que a sprite do Indiana Jones no primeiro nível seja a dele adulto e não a de adolescente – mas no geral os gráficos são bem competentes. As músicas também vão buscar muitas melodias ao filme mas acho que têm aquele som mais arranhado como a Mega Drive infelizmente ficou bem conhecida, mesmo tendo no seu catálogo jogos com som excelente, como os Streets of Rage, claro está. No fim de contas, e infelizmente digo isto, não acho que este seja propriamente um jogo bom. É possível que esta seja a melhor versão das várias existentes no mercado, mas para mim ainda deixa muito a desejar na jogabilidade.