Road Rash 3 (Sega Mega Drive)

48015_frontVoltando à Mega Drive, o jogo que cá trago agora é o terceiro Road Rash, mais um exclusivo da consola de 16bit da Sega. Enquanto que o primeiro retratava corridas ilegais de motos ao longo do estado da California, o segundo jogo já era ao longo dos Estados Unidos. Nesta sequela damos a volta ao mundo, e curiosamente os EUA ficaram de fora. É também um jogo com algumas mudanças, mas já lá vamos. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide algures no verão de 2016, creio que me custou entre 8 a 10€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

A maior diferença que vemos aqui é logo no aspecto gráfico. O Road Rash II era graficamente muito semelhante ao primeiro, visto que partilhavam o mesmo motor gráfico. Aqui a Electronic Arts decidiu seguir a moda de incluir sprites digitalizadas como em Mortal Kombat ou Donkey Kong Country e sinceramente acho que o resultado não é o melhor. Prefiro os gráficos do Road Rash II!

Não gostei muito destes gráficos digitalizados, o Road Rash II envelheceu melhor
Não gostei muito destes gráficos digitalizados, o Road Rash II envelheceu melhor

De resto, a nível de jogabilidade o conceito é o mesmo. Vamos participando em várias séries de 5 corridas por cada nível de dificuldade, onde o nosso objectivo é chegar sempre nos 3 primeiros lugares em cada corrida. Pelo meio podemos andar à pancada com os outros oponentes ou com a polícia que nos persegue. Os nossos adversários têm armas como bastões de basebol, correntes ou as “cattle prods” que podem ser roubadas com alguma sorte. A polícia desta vez não conduz só motos, também temos carros ou helicópteros que nos podem perseguir. Por cada acidente que tivermos somos projectados para fora da moto, pelo que temos de correr até à moto para nos safarmos. É aí que podemos ser caços pela polícia. De resto temos também de ter em conta a nosa barra de vida e a da nossa moto, que se ficar destruída desqualifica-nos logo da corrida. À medida em que vamos correndo e vencendo, também ganhamos dinheiro que pode ser usado para comprar outras motos ou upgrades, como melhor armadura, pneus ou suspensões. Temos mesmo de ir juntando algum dinheiro e ir comprando melhores motos pois à medida que vamos progredindo nos níveis de dificuldade a nossa moto fica cada vez mais fraca comparando com a concorrência.

Trocar de moto para melhor e fazer os upgrades é obrigatório se queremos continuar a ser competitivos
Trocar de moto para melhor e fazer os upgrades é obrigatório se queremos continuar a ser competitivos

Ao longo do jogo vamos correr em países como o Brasil, Reino Unido, Alemanha, Itália, Quénia, Austrália ou Japão. Cada nível possui apenas 5 circuitos, pelo que estas localizações vão alternando, ficando sempre duas de fora. O jogo possui alguns detalhes interessantes, como os carros a conduzirem pela esquerda no Reino Unido, os diferentes tipos de animais que podemos ver na estrada, os carros por vezes até batem uns nos outros e os oponentes são bem mais agressivos do que aquilo que eu me lembrava. Uma novidade interessante são as segundas hipóteses que pore vezes recebemos: se formos caços pela polícia, ou com a moto destruída e não tivermos dinheiro suficiente para pagar a multa ou o reparo da moto, poderemos vir a ser abordados para um desafio interessante. Da parte da polícia, teremos de mandar abaixo um oponente chave para que a polícia o apanhe. Da parte do dono da loja das motos, a missão é idêntica. Se o conseguirmos fazer na corrida seguinte, então poderemos continuar o jogo.

Caindo da moto temos de literalmente correr atrás do prejuízo, perdendo segundos preciosos. O truque é fazer os oponentes cair da moto!
Caindo da moto temos de literalmente correr atrás do prejuízo, perdendo segundos preciosos. O truque é fazer os oponentes cair da moto!

Depois temos também o modo multiplayer que sinceramente nunca experimentei neste Road Rash 3, mas o que o manual diz é o seguinte: Podemos jogar o modo “campanha” de forma alternada e usando um comando apenas, ou em split screen. Existe ainda a opção “Mano a Mano” que consiste em correr um contra o outro, em split screen, e sem mais nenhum oponente na pista.

No que diz respeito à banda sonora, os temas são na sua maioria de rock ou até metal (era capaz de jurar que ouvi uns blast beats aqui e ali), o que me agrada bastante. Alguns locais como o Brasil ou o Quénia possuem músicas com algumas influências étnicas, como os apitos brasileiros ou os ritmos tribais africanos. A música que se ouve quando corremos em Itália estranhamente possui umas melodias russas. Depois no final de cada corrida temos sempre uma pequena cutscene algo cómica para os casos em que nos tenhamos apurado ou não, bem como comentários dos nossos oponentes.

No final de cada corrida temos sempre um bitaite de algum dos nossos oponentes.
No final de cada corrida temos sempre um bitaite de algum dos nossos oponentes.

Portanto, Road Rash 3 é para mim um jogo sólido para quem for fã da série, e a escolha de fazer uma “world tour” foi a meu ver acertada. Alguns pormenores interessantes como a segunda chance num ecrã de Game Over foram bem pensados! O que não foi acertado, ou pelo menos não envelheceu nada bem, foi a escolha de usar sprites digitalizadas nos gráficos. É uma pena. Mas mais pena ainda é nunca mais ter havido um Road Rash há mais de 15 anos…

Pinnochio (Sega Mega Drive)

pinocchioA rapidinha de hoje leva-nos de volta à Mega Drive, para mais um dos jogos da Disney da era 16bit, daqueles desenvolvidos pela Virgin e que possuiam excelentes gráficos e animações. E apesar de Pinnochio não fugir a essa regra, pois é um jogo bonito, acaba também por deixar um pouco a desejar na sua jogabilidade, embora tenha também alguns momentos interessantes e originais. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto algures há uns bons meses atrás. Custou-me 2€.

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Tal como o nome indica, este videojogo é uma adaptação do clássico filme da Disney, que conta a história de uma marionete construída por Gepetto e que ganha vida através de uma fada mágica. Pinocchio é o seu nome, o nariz cresce quando mente, e tem o sonho de se tornar um rapaz de carne e osso. Acho que todos conhecemos a história e o jogo até se adapta muito bem aos acontecimentos do filme. Os controlos são também simples com um botão para saltar e outro para atacar. Mas o que eu esperava que fosse um simples jogo de plataformas, Pinnochio acabou por me surpreender pela sua variedade, embora não seja necessariamente uma coisa boa. No primeiro nível controlamos Pinocchio pelas ruas da sua cidade, esquivando-se de todos os perigos que nos perseguem, até porque em grande parte do nível não podemos atacar. No seguinte já controlamos o grilo falante, onde estamos num candeeiro público a defrontar uma série de insectos. O terceiro nível é passado num teatro de marionetas, onde temos de imitar uma coreografia apresentada por outras marionetas. Um bocadinho como o dance dance revolution mas sem as indicações da sequencia de botões a pressionar, temos de os memorizar. Os níveis restantes já vão sendo mais característicos de um jogo de plataformas, embora ainda tenham os seis quês. Desde saltitar de balão em balão na Pleasure Island, os níveis subaquáticos, incluindo aquele em que nos vamos balanceando de peixe em peixe para fugir de Monstro, a baleia que comeu Gepetto. E claro, o nível final é também um bocadinho chato, onde mais uma vez fugimos da baleia, mas desta vez com Gepetto e termo-nos de desviar de vários calhaus.

Não, o screenshot não está ao contrário. Num dos níveis sub aquiáticos por vezes temos estas mecânicas de "inversão de gravidade"
Não, o screenshot não está ao contrário. Num dos níveis sub aquiáticos por vezes temos estas mecânicas de “inversão de gravidade”

Graficamente é um jogo bastante bonito, como a Virgin bem nos habituou nos seus jogos da Disney em sistemas de 16bit. Para além dos níveis estarem bem detalhados, as personagens também o são e as suas animações ficaram bastante fluídas. Mais ou menos entre cada nível vamos tendo também pequenas cutscenes que nos vão contando a história do jogo, na forma de páginas de um livro. As músicas são também muito boas e se não me engano foram buscar muitas melodias ao filme clássico da Disney.

Os gráficos continuam excelentes e as animações também. Não há como negá-lo!
Os gráficos continuam excelentes e as animações também. Não há como negá-lo!

Sinceramente, Pinocchio é para mim um jogo algo estranho. Por um lado dou o mérito à equipa de ter ousado criar níveis completamente diferentes entre si, tanto nos objectivos a cumprir como na jogabilidade, mas por outro acho que a execução ficou muitas vezes aquém das expectativas. No aspecto técnico é um excelente trabalho, como tem sido habitual.

Hyperdunk (Sega Mega Drive)

hyperdunkContinuando pelas rapidinhas de videojogos desportivos, agora para um jogo de basquetebol da Mega Drive. Produzido pela Konami, Hyperdunk é na verdade uma sequela do Double Dribble, um clássico da NES e um dos melhores, senão mesmo o melhor, jogos de basquetebol em sistemas 8bit. A versão americana deste Hyperdunk é até chamada de Double Dribble: The Playoffs Edition, mas no que diz respeito à qualidade da sequela, bom, pelo menos na apresentação gráfica já ganha pontos. Na verdade foi um daqueles jogos que comprei mais por ter o selo da Konami do que outra coisa, mas valeu a pena, pois ó jogo tem um feeling muito arcade. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, algures durante o verão, tendo-me custado cerca de 12€.

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Os controlos são simples, com um botão para passar e outro para rematar caso estejamos a jogar ofensivamente, quando não temos a posse da bola temos um botão para trocar de jogador, outro para tentar roubar a bola ao adversário e um outro para a interceptar. No que diz respeito aos modos de jogo temos o tradicional encontro amigável, e os Playoffs que tradicionalmente se jogam depois da época normal. Aqui podemos escolher uma entre 16 diferentes equipas, embora o jogo não possua a licença NBA, pelo que os nomes dos jogadores são fictícios. Depois temos o modo multiplayer e aí acredito que o jogo seja bastante divertido. Isto porque é possível jogar com um máximo de 8 jogadores em simultâneo, com recurso a 2 multi taps. Infelizmente nunca experimentei este modo de jogo, mas deve ser interessante, se bem que meter 8 pessoas na mesma sala a jogar o mesmo jogo pode ser um desafio em termos de logística.

Afundanços? Sim, claro que é possível!
Afundanços? Sim, claro que é possível!

A nível técnico acho o Hyperdunk muito bem conseguido, desde a cutscene inicial (que me faz lembrar de certa forma a abertura do International Superstar Soccer), passando pelo ecrã título e no jogo propriamente dito. Aí os pavilhões estão muito bem detalhados, as partidas são jogadas com música também agradável e os efeitos sonoros estão bons~,com um público bastante entusiasmado! No ponto de vista audiovisual, a Konami esteve muito bem.

Posto isto, apesar do Hyperdunk não ter aquele “realismo” que a série NBA Live da EA impôs, nem a mesma diversidade de equipas, a sua jogabilidade parece-me bem mais agradável, e o facto de possibilitar um multiplayer para tanta gente é também algo de enaltecer.

Spider-Man (Sega Mega Drive)

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Este é capaz de ser o primeiro jogo que o tenho no seu combo Mega Drive, Master System e Game Gear, embora na realidade ainda exista a versão Mega CD que é bastante similar a esta, com mais alguns melhoramentos, mas isso agora não interessa. E tal como os já referidos Spider-Man (versus the Kingpin) para a Master System e Game Gear, esta é a versão original, que apesar de possuir algumas diferenças face às versões de 8bit, mantém muitas das suas características, pelo que não me irei alongar muito neste artigo. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, algures durante o mês de Agosto. Creio que me custou 10€.

Jogo com caixa e manual

Tal como já referido nos artigos da Master System e/ou Game Gear, a história aqui é muito idêntica, com o Kingpin a plantar uma mega bomba em pleno coração de Nova Iorque e colocar todas as culpas no Homem Aranha, de forma a que toda a população se revolte contra o super herói. Nós lá teremos de descobrir onde está a bomba, desactivá-la, derrotar Kingpin e salvar a nossa imagem. A Sega tinha também introduzido uns conceitos interessantes na medida em que temos um tempo limite real para chegar ao final do jogo, caso contrário a bomba explode. Para regenerar a nossa vida poderíamos ir a qualquer altura visitar o nosso apartamento, como Peter Parker, e descansar para recuperar forças. Mas quanto mais descansarmos, menos tempo teremos depois para chegar ao final do jogo com sucesso. O stock de teias também poderia ser reposto ao tirar fotos aos bosses dos níveis, vendê-las no jornal Daily Bugle, ganhar algum dinheiro e repor o nosso stock. Bom, isso está cá tudo, mas também poderemos encontrar alguns power ups durante cada nível, que nos restaura parte da vida ou teias, o que tira alguma piada à parte de micromanaging das teias e vida.

Enquanto a polícia nos persegue, uma velhinha é assaltada!
Enquanto a polícia nos persegue, uma velhinha é assaltada!

A jogabilidade, como um todo, está melhor no original da Mega Drive do que nas adaptações de 8bit, o que por si só já é uma excelente notícia. A movimentação é fluída, permitindo escalar paredes, atacar e balancear-nos de um lado para o outro. Para além disso, graficamente é claro um jogo bastante superior. Os níveis são semelhantes aos das versões 8bit, embora tenham estruturas diferentes e sendo muito mais detalhados. Para terem uma ideia, logo no primeiro nível onde temos de escalar o edifício do jornal Daily Bugle, podemos também ajudar uma velinha prestes a ser assaltada por um bandido! De resto, graficamente os níveis estão muito melhor detalhados, embora ainda assim a Mega Drive é capaz de fazer melhor. A Master System parece-me que tem melhores cutscenes entre níveis, na minha opinião. Já as músicas sinceramente não achei nada demais.

Sempre gostei do design do Dr. Octopus neste boss.
Sempre gostei do design do Dr. Octopus neste boss.

Resumindo, para quem já leu os meus artigos das versões Master System ou Game Gear deste jogo, já estaria mais ou menos à espera de quais seriam as mecânicas de jogo aqui encontradas. E apesar de continuarem a não ser perfeitas, a sua implementação está de facto muito melhor aqui, sem contar com a restante melhoria na qualidade gráfica. Seria sem dúvida a melhor versão deste jogo, não fosse o facto de haver uma conversão para a Mega CD que eu ainda não testei.

Psycho Pinball (Sega Mega Drive)

psycho_pinball_coverartVoltando às rapidinhas e às mesas de pinball, o jogo que cá trago hoje é a adaptação para a Mega Drive de um suposto clássico da Codemasters do género. Confesso que não sou o maior fã de pinball, embora goste de os jogar de vez em quando para puro entretenimento, sem me preocupar se chego ao fim ou não. Há algumas excepções como os já referidos Dragon’s Fury, Sonic Spinball e de certa forma o recentemente analisado Super Mario Ball por serem mais fantasiosos e irem mais além dos jogos de pinball mais tradicionais. Psycho Pinball também foge um pouco à normalidade mas é um jogo mais “sério” do que aqueles referidos, conforme irei desenvolver mais à frente. O meu exemplar sinceramente já não me recordo bem quando foi comprado, mas acho que veio num bundle de jogos de Mega Drive que incluiu várias consolas, comandos e jogos que veio da feira da Vandoma no Porto.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Neste jogo teremos várias mesas para explorar, onde o objectivo é fazer o máximo de pontos possíveis sem perder todas as bolas às quais temos direito. Temos várias mesas de pinball a explorar, cada qual com temáticas diferentes como o velho oeste, halloween, ou o fundo do mar. Aí temos várias maneiras de pontuar e abrir alguns mini-jogos, como activar interruptores ou passar as bolas por alguns tubos especiais. Esses mini-jogos tanto podem ser coisas relativamente simples, jogadas naquele pequeno display com leds vermelhos onde geralmente mostra apenas a pontuação. Podem ser pequenas coisas como black jack ou um jogo onde temos de pescar o maior número de peixes que nos vai aparecendo no ecrã. Outros mini-jogos é que já são mais fantasiosos e nos levam a pequenos segmentos de platforming, seja saltar de carruagem em carruagem num comboio a vapor, ou tentar fugir do interior de uma baleia que nos engoliu. De resto, a mesa Psycho Pinball serve também de portal para todas as outras mesas e o objectivo do jogo vai sendo mesmo esse, o de fazer o máximo de pontos possível, ao explorar todas as mesas de pinball.

As mesas de pinball estão bem detalhadas e repletas de segredos a descobrir
As mesas de pinball estão bem detalhadas e repletas de segredos a descobrir

Graficamente é um jogo muito interessante, tal como a Codemasters sempre nos bem habituou nas consolas da Sega, ao apresentar cores vivas e mesas de pinball bem detalhadas. As múcisas são também muito boas na minha opinião, com diferentes temáticas consoante a mesa em que estamos a jogar. Ocasionalmente lá enveredam pelo rock que eu bem gosto, o que também me agradou.

Alguns dos minijogos levam-nos para fora da realidade do que uma máquina de pinball seria capaz de fazer... ou não!
Alguns dos minijogos levam-nos para fora da realidade do que uma máquina de pinball seria capaz de fazer… ou não!

Posto isto, acho este Psycho Pinball um jogo interessante para quem for fã do género, pela complexidade das mesas a explorar e também pelos minijogos que podem ser desbloqueados ao longo do jogo.