Dragon: The Bruce Lee Story (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas vamos agora para mais um jogo da Mega Drive. Dragon: The Bruce Lee Story é a adaptação do filme do mesmo nome que seria uma suposta biografia do famosíssimo actor de filmes de artes marciais, que teve um fim de vida trágico, infelizmente. Por acaso nunca vi o filme, mas a Virgin achou que seria boa ideia fazer um videojogo à volta do mesmo e nas consolas 16bit onde o mesmo foi lançado, este é essencialmente um jogo de luta com algumas particularidades. As versões Master System e Game Gear são um beat ‘em up à Streets of Rage, pelo que um dia destes haverei de as trazer cá. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Janeiro, tendo vindo num grande bundle de jogos de Mega Drive que tinha comprado a um particular.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Aqui controlamos Bruce Lee ao longo de várias cenas do filme, começando por lutar contra um marinheiro num bar em Hong Kong, cozinheiros num restaurante chinês, entre vários outros bandidos, supostamente sempre de cenas retiradas do filme. Entre cada combate temos também pequenas cutscenes com frases retiradas do filme, mas que nem por isso me esclarecem muito acerca da história em si.

Ao longo do jogo vamos lutar uma série de combates semelhantes aos do filme

Depois se estavam a contar com um clone de Street Fighter, infelizmente enganam-se redondamente, pois possui muitas nuances. Os combates são na sua maioria de 1 contra 1, mas temos pelo menos 2 combates onde teremos de defrontar 2 inimigos em simultâneo. Por outro lado, também podemos jogar o modo história de forma cooperativa com até 3 humanos contra o CPU, mas nem assim as coisas ficam muito mais facilitadas. O inconveniente é que só podemos jogar com Bruce Lee, seja em que vertente multiplayer for, sim, mesmo no versus. Depois as mecânicas de jogo são muito estranhas e este é mesmo daqueles jogos em que convém usar um comando de 6 botões, pois aí até o botão MODE é usado. Basicamente teremos diferentes tipos de socos e pontapés, que por sua vez também são diferentes mediante a distância para os oponentes. Abaixo da barra de vida de Bruce temos uma barra de energia que, à medida em que a formos enchendo e tendo um comando de 6 botões nos permite mudar de estilo de luta, desbloqueando por sua vez alguns golpes especiais, incluindo o uso de nunchakus, que por sua vez vão também gastando essa barra de energia. Mas não é um jogo nada fácil pois a inteligência artificial não dá tréguas mesmo em graus de dificuldade mais baixos. Bloquear ou desviar dos golpes dos nossos oponentes é vital, e o facto de as mecânicas de jogo serem algo estranhas não ajuda nada. Regra geral temos um certo número de tentativas para vencer um combate, e quando as mesmas são esgotadas, somos levados para um confronto contra o boss final (que é muito difícil). Se o vencermos, continuamos a aventura para no fim o defrontar outra vez.

Por vezes temos que defrontar mais que um oponente!

A nível gráfico, não posso dizer que seja um jogo tão bem detalhado quanto o Street Fighter II, mas mesmo assim não me parece mau de todo. A nível de som, para além de umas voice samples um pouco roucas, as músicas não são nada do outro mundo mas cumprem bem o seu papel.

Portanto este Dragon: The Bruce Lee Story parece-me, infelizmente, uma oportunidade perdida de terem feito algo com pés e cabeça. Os controlos demoram tempo a habituar e o facto de a IA não dar tréguas também não ajuda. Para além disso, a decisão de mesmo no multiplayer apenas podermos controlar Bruce não faz muito sentido. Fiquei no entanto muito curioso com a versão Master System devido a esta ser um beat ‘em up. Espero num futuro breve a poder trazer cá.

Olympic Winter Games (Sega Mega Drive)

Continuando no reino das 16bit, vamos agora para a Mega Drive para mais uma rapidinha a um jogo desportivo. Depois de Olympic Gold, baseado nos jogos Olímpicos de Barcelona de 1992, a U.S. Gold volta a lançar um jogo olímpico, desta vez para os Olímpicos de Inverno de 1994 em Lillehammer, na Finlândia. E tal como os videojogos deste tipo, poderemos participar numa série de diferentes eventos desportivos, que infelizmente costumam ter a praga de possuirem controlos estranhos e difíceis de dominar. O que não é a excepção aqui! O meu exemplar veio num bundle de mais de 20 jogos de Mega Drive que surgiu num negócio a um particular, ficando a um preço bem em conta no final. Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade de papelada que este jogo trazia!

Jogo com caixa, manuais e papelada diversa

Felizmente o meu exemplar veio com o manual, pois poucos são os eventos onde temos alguma indicação visual no ecrã sobre o que temos de fazer. A maior parte das acções estão assignadas ao D-pad para movimentar o atleta, enquanto que os botões faciais vão servindo para ganharmos velocidade nalguns eventos, por exemplo. Mas convém lermos mesmo o manual ou um guia online e aproveitar a opção de treino para ir practicando os eventos, pois quando for a sério, o CPU não perdoa. Estes eventos podem ser diferentes provas de slalom de esqui, bobsled e um outro parecido, mas de trenó para uma pessoa apenas, corridas de patins de gelo, o tradicional salto de esqui, a prova de biatlo onde temos de correr com esquis e atirar ao alvo com uma arma de fogo, entre outros. São no total 10 eventos, e em alguns deles podemos competir head-to-head contra amigos, já noutros cada jogador joga à vez.

Passar pelos checkpoints nem sempre é fácil

A nível audiovisual é um jogo até que competente. Não é tão bonito quanto o Winter Challenge com os seus visuais 3D (mas felizmente também não é tão lento!!), mas os eventos apresentam um nível de detalhe satisfatório. Também vamos ouvindo várias músicas agradáveis, seja nos menus entre cada prova, ou mesmo nalgumas provas em si, o que sinceramente até me agradou. Portanto este Olympic Winter Games até pode ser um jogo interessante para quem for fã do género, mas eu sinceramente não sou grande fã de button mashers deste tipo.

The Lion King (Sega Mega Drive)

Vamos para mais uma rapidinha, não porque o jogo não mereça uma análise mais em detalhe, mas sim porque já aqui trouxe a versão da Super Nintendo, que é muito idêntica e que recomendo a sua leitura para mais detalhe. O meu exemplar da Mega Drive foi comprado no mês passado de Janeiro, num bundle de dezenas de jogos Mega Drive que comprei a um particular e este, como ainda não o tinha na colecção, apesar de nunca ter sido prioridade por já ter a versão SNES, acabou por cá ficar.

Jogo com caixa e manual

A nível de jogabilidade, gráficos e som, esta versão é muito semelhante à SNES. Na jogabilidade esperem na mesma pelas mesmas frustrações em alguns níveis, embora controlar o Simba, especialmente nos saltos, me pareça um pouco melhor nesta versão. A nível gráfico, a versão Mega Drive está ligeiramente inferior à versão SNES, seja por ter menos variedade de cores nos níveis, ou na falta de um ou outro efeito gráfico. As músicas, apesar de serem na mesma bastante agradáveis, não há como negar que a versão Super Nintendo é muito superior. Logo na música título na versão SNES ouvimos instrumentos nítidos e alguns coros vocais, algo que não acontece aqui. Mas a música não deixa de ser agradável, no entanto. Aqui também temos algumas pequenas cutscenes com voice samples de qualidade, mas mais uma vez a versão SNES acaba por ser um pouco melhor nesse aspecto.

Embora a versão SNES seja ligeiramente superior nos gráficos, esta versão Mega Drive não é nada má

De resto este Lion King não deixa de ser um sólido jogo de plataformas, mesmo que não tenham a versão SNES ou PC, não deixam de ficar bem servidos aqui.

NHL 95 (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, o que vos trago cá hoje é nada mais nada menos que NHL 95, da EA Sports, para a Mega Drive. É o quarto NHL que a EA produziu ainda com a Mega Drive como plataforma principal de desenvolvimento e desde já parece-me um jogo bem conseguido! O meu exemplar foi comprado no mês passado, veio num bundle de vários jogos de Mega Drive que comprei a um particular.

Jogo com caixa

Dispomos de vários modos de jogo, tal como jogos amigáveis, diferentes tipos de torneios ou campeonatos mesmo. Para além disso temos ainda um modo de treino onde poderemos practicar alguns conceitos básicos do jogo como passar ou rematar. Mas as grandes novidades deste NHL 95 face aos anteriores está na vertente de customização, onde podemos criar jogadores à nossa medida, uma funcionalidade que foi também sendo introduzida noutros jogos desportivos da EA. Para além disso, quando jogarmos em modo de temporada, também podemos contratar ou vender jogadores para a nossa equipa, o que nos dá uma maior capacidade de gestão da nossa equipa.

Graficamente até que é um jogo bem detalhado e a acção é intensa

A nível audiovisual este é um bom jogo para uma consola 16bit. Antes de cada partida temos sempre um pequeno comentário de um comentador desportivo, como se estivéssemos num directo televisivo, algo que já tem sido habitual nos videojogos da EA Sports nesta época. De resto os efeitos sonoros estão muito bons, desde os gritos de dor dos jogadores quando levam com uma stickada, aos júbilos do público. As músicas existem em baixo número, e como devem calcular apenas existem no ecrã título e menus entre partidas.

Portanto este parece-me um jogo sólido de NHL, se bem que não tenho grande base de comparação com os restantes que existem na Mega Drive. A jogabilidade é rápida, o que também nos motiva bastante. Para além desa versão Mega Drive, temos também a versão Super Nintendo, que aparentemente não tem tantas features, a versão Game Boy que naturalmente é bem modesta, e uma versão para o PC, que pelo menos graficamente está muito boa.

Joe Montana Football (Sega Mega Drive)

Siga para mais uma rapidinha para um videojogo de desporto, até porque não sou fã de futebol americano. Recentemente um amigo meu até me explicou algumas bases do desporto, mas a verdade é que, passando isso para a realidade de um videojogo retro, não há muito que eu consiga fazer, practicamente mal passo da primeira jogada. Pelo que este artigo será mais uma de trivia do que analisar o jogo propriamente. O meu exemplar veio para a minha colecção no mês passado de Janeiro, após ter comprado um bundle considerável de jogos de Mega Drive a um particular no facebook.

Jogo com caixa

O futebol americano é um desporto muito importante… para os norte-americanos. E naturalmente que videojogos desportivos, por muito que eu não me identifique com a sua maioria, não deixam de ser uma importantíssima fatia do mercado e já assim o eram desde o início. Para melhor promover a Mega Drive, ou Genesis como é conhecida em terras do Tio Sam, a Sega fez uma série de contratos com celebridades do desporto (e não só, como o caso do Michael Jackson). No caso do futebol americano, Joe Montana, uma das maiores estrelas da NFL da época, foi a personalidade escolhida para representar a Sega, após fecharem um acordo milionário que tanto a Nintendo como a própria Electronic Arts também tentaram fazer no passado.

Temos imensas tácticas para escolher quando tentamos preparar um ataque ou defesa. Sinceramente é tudo igual para mim.

Após a Sega ter fechado esse acordo com Montana, visto que a empresa ainda não tinha nenhum estúdio norte-americano e os japoneses não teriam naturalmente o know-how necessário para produzir um videojogo daquele desporto, decidiram então subcontratar a Mediagenic (Activision) para o desenvolver, isto ainda em 1989. Entretanto devido a consecutivos atrasos no seu desenvolvimento, e visto que o jogo nunca estaria pronto a tempo do Natal de 1990, a Sega decidiu então voltar-se para a EA (que já estava a desenvolver o primeiro Madden NFL Football para a Mega Drive e que iria revolucionar por completo os videojogos desse desporto), para darem uma mãozinha. O plano inicial da Sega era que a EA transformasse o Madden NFL que já estavam a desenvolver para a Mega Drive no Joe Montana Football, que recusaram. No entanto a EA decidiu reaproveitar o projecto de um outro videojogo de futebol mais simples, que acabou por se tornar neste Joe Montana Football, lançado originalmente nos Estados Unidos em Janeiro de 1991. Existe também uma versão para a Master System, desenvolvida pela Blue Sky Software, mas essa não é para aqui chamada.

Quando nos preparamos para fazer um passe, aparece uma janela adicional no ecrá que nos ajuda a direccionar melhor o passe

Portanto este é essencialmente um jogo de futebol americano, onde temos de levar a bola até ao final do campo adversário durante a nossa fase de ataque. Antes de cada jogada temos um ecrã táctico onde podemos escolher qual a jogada que queremos que a nossa equipa faça. O objectivo é que haja pelo menos um artista que comece a correr em direcção ao final do campo e que o nosso quarterback, no meio da confusão, lhe atire a bola (ovo?) com sucesso. Quando nos preparamos para fazer isso, o ecrã mostra uma pequena janela com a perspectiva do homem na dianteira e teremos de alinhar o nosso passe na sua direcção e tendo também em conta a distância já percorrida. Mas confesso que ainda não atinei bem com isto. Depois também teremos de defender e basicamente é para dar pancada. Os modos de jogo permitem-nos participar em pequenas partidas, jogos amigáveis ou torneios maiores, o tal Sega Bowl.

A nível audiovisual parece-me ser um jogo competente, mas é verdade que o Madden NFL a nível de apresentação no geral está muito mais bem conseguido. As músicas também só existem no ecrã título e transições entre partidas. Os efeitos sonoros parecem-me cumprir bem o seu papel. E basicamente é isto o que eu posso dizer do Joe Montana Football, que devo dizer que fico surpreendido por ter sido tanto ainda assim.