Voltando às rapidinhas na Mega Drive, e depois de ter escrito um artigo sobre a adaptação para a NES do primeiro filme do Batman realizado pelo Tim Burton, a Sunsoft ficou também encarregue da versão Mega Drive, que acabou por sair mais tarde (tal como a da PC-Engine/Turbografx) e que, tal como todas as outras, é um jogo inteiramente diferente. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular no passado mês de Março, a quem eu muito agradeço.
Jogo com caixa
Na verdade este é também um sidescroller 2D com alguns elementos de plataformas, mas muito diferente da versão NES. Aqui o Batman não consegue saltar de parede em parede e possui apenas o batarang (mais uma vez com munição limitada) como arma opcional. No entanto pode usar o seu gancho para alcançar plataformas altas, algo que teremos mesmo de usar nalguns níveis. Para além disso, temos 2 níveis que funcionam como shmups horizontais, onde num deles conduzimos o Batmobile, já no outro conduzimos o seu Batwing pelos céus de Gotham. Ambos os veículos possuem tiros de metralhadora ilimitados e um número limitado de mísseis. Os power ups que encontramos podem ser munições para o batarang ou mísseis no caso dos níveis com veículos, vidas extra, ou corações que restabelecem a nossa barra de energia.
É verdade que aqui não temos serras eléctricas nas paredes, mas também temos alguns desafios
Outra coisa que salta à vista é que esta versão está mais próxima dos acontecimentos do filme. Aliás, se esperarmos algum tempo no ecrã título, começa a surgir um texto de introdução ao filme, que na verdade acaba por resumir o filme todo, o que não faz muito sentido, era suposto ser apenas uma introdução. Mas começamos na mesma nas ruas de Gotham, passando pela fábrica de produtos químicos, onde defrontamos Jack Napier e assistimos à sua transformação em Joker, após cair num tanque com produtos químicos. Depois lá passamos por um museu, onde resgatamos a jornalista Vicki Vale das mãos de Joker. Pelo meio de níveis com veículos lá visitamos a catedral de Gotham, onde defrontaremos uma série de inimigos, incluindo todos os bosses anteriores de forma sequencial, culminando com o combate final contra o Joker no topo das torres da Catedral.
Um shmup? Por esta não estavam à espera!
Graficamente está um jogo bem competente, com sprites pequenas, porém bem detalhadas e animadas. Os cenários também estão bem detalhados, mas gosto particularmente do primeiro nível, com umas ruas de Gotham, à noite, mas muito bem caracterizadas. Mais uma vez, e como é habitual nos títulos da Sunsoft, as músicas são também excelentes e muito viciantes.
Portanto este é mais um jogo sólido do Batman e da Sunsoft, que recomendo bastante se o encontrarem a um preço apetecível. Aliás, dos bons jogos que a Sunsoft desenvolveu/publicou para a Mega Drive, este é facilmente o mais comum e acessível!
Continuando pelas rapidinhas na Mega Drive, o jogo que cá trago hoje é o Rolo to the Rescue, um título de plataformas publicado pela Electronic Arts para a Mega Drive em 1992. E quando o começamos a jogar, desde cedo notamos que há ali qualquer coisa de europeu na sua jogabilidade e direcção de arte. E de facto é o que acontece, este é um jogo produzido pela Vectordean, um estúdio britânico. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular no verão passado, sendo a versão Genesis.
Jogo com caixa, versão americana
Neste jogo controlamos o elefante Rolo, cujo seu objectivo é o de salvar a sua mãe que se encontra prisioneira de um circo. Pelo caminho vamos salvando uma série de outros animais, que por sua vez também nos podem ajudar na aventura. Como? Bom, em cada nível temos vários animais enjaulados para resgatar, mas para o fazer temos de derrotar um inimigo específico que possui uma chave capaz de destrancar as restantes jaulas. Ao libertar os animais, eles seguem-nos sendo que teremos depois de descobrir a saída do nível. Nalguns níveis poderemos também encontrar peças de puzzle que representam uma rosa dos ventos, essas que nos deixam desbloquear outras saídas secundárias que por sua vez nos desbloqueiam novos níveis, incluindo níveis de bónus onde poderemos amealhar muitos pontos e/ou vidas extra.
Depois de libertar todos os animais, temos de encontrar a saída, marcada por estes painéis amarelos
Cada animal que nos acompanha pode ter diferentes habilidades que nos podem ser úteis, sendo que a qualquer altura podemos alternar entre personagens. Por exemplo, os castores conseguem nadar, os coelhos saltam mais alto do que qualquer outro animal, as toupeiras escavam túneis, etc. Todos estes animais dão-nos outras possibilidades que teremos de aproveitar de forma a conseguir atravessar os níveis, seja para desbloquear caminhos, ou para encontrar segredos. Para além disso, o próprio Rolo também pode apanhar diferentes power-ups que lhe dão outras habilidades, como é o caso de disparar água pela tromba, sugar objectos e dispará-los ou encher-se de hélio e flutuar como um balão.
Cada animal que libertamos possui habilidades que nos podem ser úteis, por exemplo o esquilo escala paredes
Graficamente é um jogo simples e colorido. Faz-me lembrar bastante o design de James Pond com os seus gráficos coloridos e personagens amigáveis, o que não é de estranhar, visto a Vectordean ser também a autora dessa série. Os níveis são distintos entre si, com cenários de floresta, desertos/pirâmides, zonas mais urbanas, etc. Um detalhe interessante de notar é o chapéu de Rolo que muda consoante a zona que estamos a explorar. No deserto, Rolo tem um chapéu daqueles típicos dos exploradores do final do século XIX, enquanto que no cenário do Oeste, Rolo possui um chapéu de Cowboy, ou um capacete de mineiro ao explorar cavernas! As músicas são típicamente bastante festivas e agradáveis, e também não me posso queixar dos efeitos sonoros.
O mapa mundo vai-se revelando à nossa volta à medida que vamos avançando no jogo
Portanto este é um jogo de plataformas bastante divertido e com uma jogabilidade interessante, que nos oferece diferentes mecânicas de jogo. Não se deixem enganar pelo aspecto infantil da sua capa, é um jogo sólido.
Cyber Police E-Swat é um jogo de acção da Sega que foi lançado nas arcades em 1990. Apesar de ter também um polícia com uma armadura high-tech como protagonista (claramente inspirado em Robocop) esse jogo possuia mecânicas de jogo na verdade muito similares ao Shinobi, na medida em que podíamos saltar entre 2 planos distintos em várias ocasiões. Quando o jogo foi convertido para a Master System e Mega Drive, cada uma dessas conversões acabou por se tornar um jogo diferente. Este meu exemplar da versão Mega Drive foi comprada em Feveiro a um particular no Reino Unido custou-me algo em torno dos 15€.
Jogo com caixa
O jogo coloca-nos no papel de um polícia de uma metrópole, cujo trabalho é combater o crime nas ruas. Vamos tendo uma série de missões/níveis, sendo que a partir da terceira missão já estaremos equipados de um poderoso exo-esqueleto todo futurista, que nos dá muito maior poder de fogo e um jetpack para melhor manobrar nos combates. Mas como já referi acima, começamos o jogo como sendo meramente “humanos” e vulneráveis, onde podemos apenas sofrer um golpe antes de perder uma vida. Como armas, apenas temos o nosso fiel revólver. A partir do momento em que passamos a usar o fato robótico, já tudo muda de figura.
Sempre achei piada a esta cutscene de apresentação do jogo na Mega Drive
A armadura dá-nos mais resiliência, pois temos uma barra de vida maior, capaz de aguentar com mais porrada, no entanto não se iludam quanto a isso, pois é muito fácil vê-la reduzida a zero numa questão de segundos principalmente em níveis mais avançados, onde temos muitos inimigos a disparar contra nós em simultâneo. Depois vamos encontrando uma série de diferentes armas, que podem ser seleccionadas livremente entre si. Desde balas, mini mísseis, bolas de energia (que podem ser acumuladas como o Power Beam do Metroid para disparar uma bola de energia gigante), ou mesmo um poderoso lança chamas que usa também o combustível do nosso jetpack. O jetpack por sua vez dá-nos muita mais agilidade, permitindo-nos voar em várias direcções, sendo que o combustível também é consumido muito rapidamente. Este pode ser medido numa outra barra, no canto superior direito do ecrã e vai-se regenerando lentamente com o tempo. Para além disso teremos outros itens e power ups espalhados pelo jogo que podemos apanhar, mas que se resumem essencialmente a armas novas, ou recargas dos nossos escudos.
Nos primeiros níveis jogamos na forma humana, estando mais vulnerável
Mas em que é que este jogo se diferencia da versão Arcade mesmo? Bom, primeiro porque os níveis são diferentes, embora tenham sempre um boss para derrotar no final. Na versão arcade o boss é aprisionado com vida no fim do combate, enquanto que na versão Mega Drive nem por isso. Para além disso o original arcade possui uma jogabilidade muito semelhante ao Shinobi ou Rolling Thunder, permitindo-nos muitas vezes alternar entre diferentes planos no mesmo nível. Aqui na Mega Drive isso também está presente nalguns níveis, mas com muito menos frequência, pois aqui o foco está mais no platforming e combate.
Após desbloquearmos o fato robótico, lá desbloqueamos uma série de novas armas bem como um jetpack bastante útil por vezes
A nível audiovisual, sinceramente acho que este jogo até que está bem conseguido. A versão arcade possui níveis e sprites com um nível de detalhe bem superior, mas sinceramente gostei mais do aspecto noir da versão Mega Drive, com os seus cenários mais escuros. E são também variados quanto baste, pois tanto percorremos áreas urbanas, como uma prisão, zonas industriais ou laboratórios todos high-tech. As músicas também as achei bem conseguidas e são todas catchy, particularmente a que toca sempre que temos algum confronto contra um boss.
Portanto este E-Swat: City Under Siege é um óptimo jogo de acção da Sega, tendo sido lançado ainda algo cedo no ciclo de vida da plataforma. É pena que não tenha tanta fama como outros títulos da Mega Drive da mesma altura, pois seria uma franchise com potencial para algumas sequelas mais refinadas. Estou curioso em experimentar a versão Master System!
Voltando aos clássicos, hoje trago-vos cá o terceiro jogo da saga Streets of Rage, sem dúvida uma das mais populares da era 16bit e foi a resposta da Sega ao Final Fight da rival Capcom. No entanto, apesar de ser um bom jogo, este Streets of Rage 3 nunca recebeu tanta atenção quanto os seus predecessores. Talvez por não ser tão comum, ou pelo facto de ser um jogo muito diferente do original japonês. O meu exemplar foi comprado algures no final do ano passado a um particular. Custou-me 50€, estando completo e em bom estado geral.
Jogo com caixa e manual
A história decorre algum tempo depois dos acontecimentos do último jogo, onde apesar do líder mafioso Mr. X ter sido derrotado duas vezes, não desiste de tentar controlar a cidade. Desta vez os seus planos envolvem robots, tendo o Mr X raptado o chefe da polícia local, substituindo-o por um robot controlado pela organização. Dr. Zan, um cientista e também ciborgue que estava a colaborar com Mr. X, contacta a já veterana Blaze Fielding informando-a do plano, dando assim início a mais uma nova aventura. Blaze, Axel, Eddie “Skate” Hunter e o próprio Dr. Zan são as personagens que temos inicialmente à disposição, com o Adam mais uma vez a ficar de fora. Na verdade poderemos desbloquear outras duas personagens secretas, como o ninja Shiva, ou o Roo – um canguru que luta boxe. Ambas as personagens podem ser desbloqueadas através de códigos, mas o Roo pode ser desbloqueado durante o jogo, quando chegamos à luta contra Roo e o seu dono. Se derrotarmos o seu dono, Roo foge e fica posteriormente disponível quando perdermos uma vida e quisermos mudar de personagem.
Ao longo do jogo vamos tendo várias cutscenes com as diferentes personagens, que dão muito mais sentido à história.
Bom, este Streets of Rage 3 é um beat ‘em up como os outros, mas mudaram uma série de coisas na sua fórmula. A primeira é que os níveis estão maiores. Já os níveis do Streets of Rage II eram grandinhos comparando com os do primeiro jogo, aqui são muito maiores, atravessando vários estágios diferentes e com vários combates com sub bosses entretanto. Mais uma vez podemos equipar armas brancas que apanhemos na rua, ou através de inimigos, mas desta vez as armas possuem uma durabilidade limitada. Por outro lado, é possível agora fazermos combos e golpes específicos com as diferentes armas que equipamos, o que é bom. Para além disso, os ataques especiais de cada personagem estão uma vez mais de volta, sendo que desta vez apenas somos penalizados com pontos de vida ao usar esses golpes de forma consecutiva. Isto porque à direita da nossa barra de vida, temos uma outra barra de energia que, quando estiver cheia, significa que podemos aplicar um special. Ao aplicá-lo sem a barra de energia cheia é que somos penalizados com a perda de alguns pontos de vida. Para além disso vamos poder desbloquear novos specials para cada personagem, consoante a nossa performance.
Ash, o eterno injustiçado, é uma personagem desbloqueável na versão japonesa.
O jogo é também muito mais difícil e se jogado no modo easy apenas chegamos ao nível 5 e não teremos acesso ao final verdadeiro. Isto porque o jogo possui na verdade 4 finais, sendo que os outros três estão relacionados com as nossas acções nos últimos níveis, nomeadamente se os terminamos dentro de um tempo limite. Existe também uma maior interactividade dentro dos próprios níveis – para além de existirem várias armadilhas como carros industriais a passarem a toda a velocidade em carris, ou buracos onde poderemos atirar para lá os inimigos, derrotando-os mais facilmente. No sexto nível somos mesmo obrigados a explorar bem a zona, entrando em diferentes salas e activando (ou desactivando – à porrada) interruptores que ditarão se conseguirmos salvar o chefe da polícia a tempo ou não. Os inimigos aparecem também em grande número e são mais inteligentes, esquivando-se dos nossos golpes, podendo apanhar armas do chão (ou mesmo as comidas que nos restauram a energia), e facilmente nos rodeiam. Portanto, jogando esta aventura com 2 jogadores é sempre mais agradável.
Aqui as armas têm durabilidade limitada
No que diz respeito aos audiovisuais, a apresentação do jogo é excelente. Isto porque o mesmo possui imensas cutscenes com vários diálogos entre cada nível, o que melhora bastante a narrativa. Os níveis em si são bastante diversificados e bem detalhados e sim, podemos uma vez mais percorrer as ruas da cidade, discotecas, cavernas, o famoso nível com um elevador gigante, ou zonas mais industriais como a fábrica dos robots. Mas por outro lado a música desapontou-me. É na mesma produzida por Yuzo Koshiro, possuindo temas que misturam a electrónica com outros géneros musicais, incluindo o jazz, mas na verdade achei a banda sonora uns bons furos abaixo dos seus predecessores.
Para além disso, convém referir que este jogo infelizmente foi vítima de censura face à versão japonesa – já agora também se diz que a versão japonesa é muito mais fácil que a ocidental, mas nunca confirmei. Mas voltando à censura, para além das personagens femininas (principalmente a Blaze) estarem mais vestidas na versão ocidental, temos um boss que foi completamente omitido nesta versão. É verdade que hoje em dia, numa geração de virgens ofendidas, isto poderia ser visto como algo preconceituoso e altamente esteriotipado, mas sinceramente nunca achei que fosse motivo suficiente para ser censurado. Basicamente na versão japonesa defrontamos o Ash, um boss gay altamente esteriotipado, que pode posteriormente ser desbloqueado como personagem jogável. É pena, pois seria uma personagem muito bem humorada para umas partidas. Para além disso, a história da versão japonesa também é algo diferente e muito mais sinistra. Basicamente antes do jogo começar houve uma explosão que matou milhares de pessoas e um general militar estrangeiro foi raptado, ao contrário do chefe da polícia. Basicamente na versão oriental o Mr. X queria arranjar um pretexto para começar uma nova guerra mundial.
Já referi que este jogo possui demasiados ninjas??
Posto isto, este Streets of Rage 3 é para mim mais um sólido jogo na saga. Não tão bom como o seu predecessor, mas ainda assim um óptimo jogo que a meu ver pecou mais na banda sonora não ser tão boa e na censura face à versão original japonesa. Infelizmente depois deste jogo a série Streets of Rage entrou num coma profundo. Depois de um pitch promovido pela Core Design que foi rejeitao do pela Sega, dando origem ao Fighting Force, ou de um projecto que nunca chegou a ver a luz do dia para a Dreamcast, até ao momento nunca chegamos a ver um novo jogo na série. Mas eis que recentemente a Sega anunciou, através da DotEmu e Lizard Cube que uma nova entrada na série está finalmente em desenvolvimento. Pelo pouco que já se viu, deixou-me com água na boca!
Vamos a mais uma rapidinha a um jogo desportivo. World Cup USA 94, tal como o nome sugere é uma adaptação para videojogo do Campeonato do Mundo de Futebol de 1994, que ocorreu nos EUA. A U.S. Gold foi a publisher que adquiriu os direitos para produzir o videojogo oficial do evento e a também britânica Tiertex lá o desenvolveu, lançando versões para imensos sistemas diferentes. As influências de clássicos como Kick Off e Sensible Soccer são notórias, mas será que a jogabilidade compensa? Lá veremos. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Feveiro na Cash Converters do Porto. Custou-me 5€.
Jogo completo com caixa e manuais
A primeira coisa que vemos, depois do tradicional logótipo da Sega e afins, é um ecrã de escolha de língua. Até aqui tudo bem, mas depois quando queremos começar o jogo e entramos nos menus, todas as opções são representadas como ícones gráficos que envolvem o Striker, a mascote canina do torneio. Ora qual é a piada de escolher a linguagem do jogo com todos os menus assim?? Felizmente o meu exemplar possui manual, pelo que lá consegui descortinar melhor as coisas. É verdade que alguns ícones são bem representados e não deixam muitas margens para dúvidas, mas outros nem por isso. Portanto não começamos lá muito bem!
Ao longo das partidas vamos tendo estes pequenos pormenores gráficos
Temos vários modos de jogo distintos, mas o principal é claro o do World Cup, onde podemos escolher uma das 24 equipas que participou na fase final do torneio, jogando nos mesmos grupos que na competição. Existem no entanto outros modos de jogo onde poderemos escolher outras 8 equipas que não chegaram a se qualificar, como foi o caso de Inglaterra, França e Portugal. Este é o caso de partidas amigáveis, ou uma versão customizada do torneio onde poderemos escolher antes uma destas equipas alternativas. Existe também um modo treino, onde poderemos practicar livremente as mecãnicas de jogo em partidas amigáveis, bem como treinar livres ou penáltis. É também possível customizar uma série de aspectos, desde a activação de condições meteorológicas aleatórias entre cada partida (nomeadamente o vento que acabará por influenciar a trajecótória da bola, a formação adoptada pela equipa, ou mesmo as cores do equipamento, desde as camisolas e calções, mas também as meias e chuteiras!
O árbitro adora mostrar cartões para o vazio!
Outra das coisas que podemos customizar são algumas regras, como a activação ou não de foras-de-jogo, ou do atraso de bola para o guarda redes. Mas a mais importante para mim é o controlo de bola: podemos ter a bola sempre “presa” aos nossos pés como em muitos jogos de futebol de hoje em dia, ou como em alguns clássicos, ter a bola mais solta, cuja direcção vai depender da forma como nos movimentamos em campo. Pessoalmente eu prefiro ter mais controlo sobre a bola, nunca fui um grande fã das outras mecânicas de jogo. Portanto a nível de opções até que temos aqui muita variedade!
A nível audiovisual é um jogo algo inconsistente, sinceramente. É verdade que é um jogo colorido, os menus apesar de não serem nada funcionais são bonitos de se ver. Durante as partidas em si, vamos vendo vendo alguns pop-ups de janelas a aparecerem no ecrã quando algumas coisas acontecem, como a bola sair de campo, vemos uma janela com um fiscal de linha a fazer um movimento a indicar o lançamento de linha lateral. Ou quando há um pontapé de baliza, aparece uma imagem também a indicar algo semelhante. Por outro lado quando há faltas e cartões para mostrar, não temos nenhum pop-up deste género, mas sim vemos o árbitro a correr em direcção aos jogadores e mostrar o cartão. Sobre o estádio e jogadores, bom, o jogo foi mesmo influenciado por clássicos como Sensible Soccer, pois as sprites são mesmo muito pequenas. Sobre as músicas, elas apenas existem nos menus, já durante o jogo apenas temos o ruído da plateia (que é quase inexistente) e o som da bola a ser chutada de um lado para o outro.