E-Swat: City Under Siege (Sega Mega Drive)

Cyber Police E-Swat é um jogo de acção da Sega que foi lançado nas arcades em 1990. Apesar de ter também um polícia com uma armadura high-tech como protagonista (claramente inspirado em Robocop) esse jogo possuia mecânicas de jogo na verdade muito similares ao Shinobi, na medida em que podíamos saltar entre 2 planos distintos em várias ocasiões. Quando o jogo foi convertido para a Master System e Mega Drive, cada uma dessas conversões acabou por se tornar um jogo diferente. Este meu exemplar da versão Mega Drive foi comprada em Feveiro a um particular no Reino Unido custou-me algo em torno dos 15€.

Jogo com caixa

O jogo coloca-nos no papel de um polícia de uma metrópole, cujo trabalho é combater o crime nas ruas. Vamos tendo uma série de missões/níveis, sendo que a partir da terceira missão já estaremos equipados de um poderoso exo-esqueleto todo futurista, que nos dá muito maior poder de fogo e um jetpack para melhor manobrar nos combates. Mas como já referi acima, começamos o jogo como sendo meramente “humanos” e vulneráveis, onde podemos apenas sofrer um golpe antes de perder uma vida. Como armas, apenas temos o nosso fiel revólver. A partir do momento em que passamos a usar o fato robótico, já tudo muda de figura.

Sempre achei piada a esta cutscene de apresentação do jogo na Mega Drive

A armadura dá-nos mais resiliência, pois temos uma barra de vida maior, capaz de aguentar com mais porrada, no entanto não se iludam quanto a isso, pois é muito fácil vê-la reduzida a zero numa questão de segundos principalmente em níveis mais avançados, onde temos muitos inimigos a disparar contra nós em simultâneo. Depois vamos encontrando uma série de diferentes armas, que podem ser seleccionadas livremente entre si. Desde balas, mini mísseis, bolas de energia (que podem ser acumuladas como o Power Beam do Metroid para disparar uma bola de energia gigante), ou mesmo um poderoso lança chamas que usa também o combustível do nosso jetpack. O jetpack por sua vez dá-nos muita mais agilidade, permitindo-nos voar em várias direcções, sendo que o combustível também é consumido muito rapidamente. Este pode ser medido numa outra barra, no canto superior direito do ecrã e vai-se regenerando lentamente com o tempo. Para além disso teremos outros itens e power ups espalhados pelo jogo que podemos apanhar, mas que se resumem essencialmente a armas novas, ou recargas dos nossos escudos.

Nos primeiros níveis jogamos na forma humana, estando mais vulnerável

Mas em que é que este jogo se diferencia da versão Arcade mesmo? Bom, primeiro porque os níveis são diferentes, embora tenham sempre um boss para derrotar no final. Na versão arcade o boss é aprisionado com vida no fim do combate, enquanto que na versão Mega Drive nem por isso. Para além disso o original arcade possui uma jogabilidade muito semelhante ao Shinobi ou Rolling Thunder, permitindo-nos muitas vezes alternar entre diferentes planos no mesmo nível. Aqui na Mega Drive isso também está presente nalguns níveis, mas com muito menos frequência, pois aqui o foco está mais no platforming e combate.

Após desbloquearmos o fato robótico, lá desbloqueamos uma série de novas armas bem como um jetpack bastante útil por vezes

A nível audiovisual, sinceramente acho que este jogo até que está bem conseguido. A versão arcade possui níveis e sprites com um nível de detalhe bem superior, mas sinceramente gostei mais do aspecto noir da versão Mega Drive, com os seus cenários mais escuros. E são também variados quanto baste, pois tanto percorremos áreas urbanas, como uma prisão, zonas industriais ou laboratórios todos high-tech. As músicas também as achei bem conseguidas e são todas catchy, particularmente a que toca sempre que temos algum confronto contra um boss.

Portanto este E-Swat: City Under Siege é um óptimo jogo de acção da Sega, tendo sido lançado ainda algo cedo no ciclo de vida da plataforma. É pena que não tenha tanta fama como outros títulos da Mega Drive da mesma altura, pois seria uma franchise com potencial para algumas sequelas mais refinadas. Estou curioso em experimentar a versão Master System!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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