Continuando pelas rapidinhas, ficamos agora com mais um jogo de corridas para a Mega Drive. Produzido pela britânica Gremlin, Newman Haas Indycar featuring Nigel Mansellé na verdade o segundo jogo com a licença do piloto britânico produzido pela Gremlin, tendo o primeiro sido o Nigel Mansell’s World Championship Racing que eventualmente também irei arranjar até porque não é assim tão incomum. O meu exemplar veio de uma feira de velharias no Porto, algures em Agosto, tendo-me custado 2€.
Jogo com caixa e manual
Bom, em primeiro lugar, tal como o título do jogo indica, este é um jogo de formula Indy, ou seja vamos pilotar carros parecidos aos de fórmula 1, mas apenas em circuitos norte-americanos e de acordo com as suas regras. Ainda assim, a nível de modos de jogo, as coisas não mudam muito. Podemos jogar sozinhos ou com um amigo em split screen, simples corridas ou uma temporada inteira. Aqui, antes de cada corrida, podemos sempre practicar o circuito e optar, ou não, por umas voltas de qualificação antes da corrida em si. Depois se optarmos por uma jogabilidade mais arcade ou de simulação, teremos pit stops automáticos ou obrigatórios, regras da bandeira amarela, ou a possibilidade de customizar alguns aspectos do carro. Nada de muito mais a apontar no que diz respeito às mecânicas de jogo.
Os circuitos são todos poligonais, apesar de serem primitivos, não deixam de impressionar um pouco
Já a nível gráfico este jogo fez-me lembrar o F1 da Domark, na medida em que mistura sprites 2D dos carros com circuitos em 3D poligonal, embora sejam muito primitivos. Ainda assim o jogo é fluído quanto baste. A versão Super Nintendo desta vez é mais fluída, mas por outro lado é também completamente em 2D. Take that Super FX once again! No que diz respeito ao som, bom, durante as corridas podemos optar entre ouvir os efeitos sonoros ou a música. Nunca os dois em simultâneo, o que é um pouco bizarro. As músicas até que são agradáveis e cativantes, mas ouvimos a mesma música em todas as corridas, pelo que se calhar prefiro ir ouvindo os efeitos sonoros apenas.
Um dos jogos arcade mais impressionantes da Sega da década de 80 era o After Burner, que surgiu após o sucesso de filmes como Top Gun. Uma das cabines arcade do After Burner era uma “cápsula” que se movia ao longo de um eixo, dando uma experiência muito mais enriquecedora. Infelizmente nunca a cheguei a experimentar, no entanto. G-LOC: Air Battle é um sucessor espiritual do After Burner, onde uma das suas cabines arcade é a famosa R-360, que supostamente se move em 360º! O jogo acabou por ser convertido para várias plataformas, onde no caso das versões Sega, são todas um pouco distintas entre si na jogabilidade. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Setembro numa das famosas lojas parisienses de Boulevard Voltaire, custou-me 10€.
Jogo com caixa e manual
Ao longo do jogo iremos sobrevoar diferentes áreas como oceanos, florestas, cidades ou mesmo voar baixo num desfiladeiro rodeado por armas anti-aéreas. Em cada um dos segmentos teremos sempre um certo número de aviões ou alvos terrestres para abater, dentro de um tempo limite sendo que tanto podemos usar a metralhadora com munição infinita, como mísseis, que devem apenas ser disparados assim que o computador de bordo fizer lock-on num inimigo, caso contrário são desperdiçados, o que devemos evitar visto termos um número limitado dos mesmos. À medida que vamos avançando no jogo o número de alvos a abater vai sendo maior, bem como os inimigos acabam por se tornar mais agressivos e imprevisíveis, tornando a nossa tarefa mais complicada. A última fase de cada missão consiste em aterrar no porta aviões, onde vamos ter de seguir as instruções que vão surgindo no ecrã para alinhar o avião com a pista e assim aterrar em segurança.
Antes de cada nível temos um pequeno briefing visual que nos indica as zonas por onde iremos voar.
O jogo começa por ser jogado numa perspectiva de primeira pessoa, alternando por vezes para uma perspectiva de terceira pessoa, especialmente quando os combates se tornam mais intensos e temos de nos desviar do fogo inimigo que nos surge na retaguarda. Os pontos que vamos amealhando entre cada missão servem de unidade monetária, tanto para comprar mais mísseis ar-ar ou ar-terra, bem como fazer upgrade à nossa metralhadora ou armadura do avião, algo que creio que não acontece no original arcade.
Quando voamos num desfiladeiro temos de evitar as paredes, mas o detalhe gráfico uma vez mais não é tão bom quanto na versão arcade
A nível audiovisual é um jogo que me desperta sentimentos algo mistos. Por um lado graficamente acho que até está bem conseguido, com os cenários a alternarem constantemente entre cidades, florestas, oceanos, desertos ou o céu em pleno. Mas por outro lado os mesmos vão-se repetindo constantemente de missão para missão. Os aviões até que vão estando bem detalhados, mas claro que no geral, a nível gráfico, esta versão não chega aos calcanhares da versão arcade, que é um dos expoentes máximos da tecnologia super scaler, introduzida por Yu Suzuki em meados da década de 80 em títulos como Hang-On, Out Run ou Space Harrier. Por outro lado as músicas não as achei tão bem conseguidas como em outros jogos arcade da sega e mais uma vez, quando comparando com a versão arcade, a única sample de voz que aqui temos parece-me mesmo ser a do “Fire!” gritada vezes sem conta pelo nosso co-piloto quando um alvo esteja trancado na mira.
No final de cada nível podemos trocar os pontos por munições ou upgrades
Portanto este jogo até que acaba por ser divertido, mas na minha opinião apenas em doses curtas, pois acaba por se tornar bastante repetitivo com o desenrolar das diferentes missões. Mas de certa forma que a Probe (não, não foi a própria Sega a converter um jogo arcade dos seus para uma das suas consolas) até esteve bem em incluir mais níveis, mesmo que sejam repetitivos, pois a versão arcade é um jogo bastante curto por si só. Também não deixa de ser curioso que as versões Master System e Game Gear sejam completamente diferentes entre si. A versão Master System não me parece má de todo tendo em conta as circunstâncias, mas a versão Game Gear parece-me completamente atroz. A ver se a jogo um dia.
Voltando às rapidinhas, ficamos agora com uma das muitas conversões de California Games, um videojogo desenvolvido originalmente pela Epyx para os computadores Apple II e Commodore 64, que continha diversos desportos radicais e/ou de verão. Foi um sucesso, pelo que o jogo acabou por ser convertido para muitos outras plataformas (no caso da Sega incluindo a própria versão para a Master System que conto trazer cá nos próximos dias). Esta versão para a Mega Drive já foi uma conversão algo tardia, tendo ficado a cargo da Novotrade, a mesma empresa que mais tarde viria a desenvolver Ecco the Dolphin. O meu exemplar foi comprado em Julho deste ano, após ter vindo de um grande bundle de jogos e consolas que comprei a meias com um amigo.
Jogo com caixa
Basicamente neste California Games podemos competir nos seguintes eventos: half-pipe (skate), footbag (dar toques numa bola sem a deixar cair no chão), surf, patins e BMX. Existe ainda um evento adicional (disco voador) que foi descartado desta versão para a Mega Drive. Em cada um destes eventos temos um tempo limite e a ideia é a de fazer o máximo de truques possível durante esse tempo. No caso dos patins ou da BMX temos de ter ainda cuidado com os obstáculos que nos vão surgindo na pista. Até aqui tudo bem, mas infelizmente os controlos não são nada intuitivos, e o timing em que temos de fazer os truques também não é. Para além disso, infelizmente o meu exemplar não traz manual, o que também não ajuda à festa.
Posso não perceber nada dos controlos, mas ao menos o jogo está bonito
A nível audiovisual no entanto esta conversão possui gráficos totalmente redesenhados, tirando melhor partido de um sistema 16bit como a Mega Drive. Os gráficos são então coloridos e bem detalhados, tendo gostado especialmente das ondas do nível do Surf ou da praia em background enquanto andamos de patins. As músicas são também bastante agradáveis, principalmente a música título que ficou muito bem implementada.
Continuando pelas rapidinhas, agora para a Mega Drive, vamos para mais um jogo de acção que me surpreendeu pela positiva. Apesar de ter o Timothy Dalton na capa, actor que deu a cara a James Bond em apenas 2 filmes na década de 80, este videojogo acaba por não seguir a trama de nenhum desse filmes. O meu exemplar foi comprado no mês passado a um particular, tendo-me custado uns 10€.
Jogo com caixa e manual
Este James Bond the Duel é um jogo de acção/plataformas, onde os nossos objectivos são sempre os mesmos ao longo dos vários níveis: resgatar uma série de mulheres espalhadas ao longo dos níveis, detonar uma bomba algures e em seguida procurar a saída dentro de um tempo limite, antes que tudo exploda. Os controlos são simples, com um botão para saltar, outro para disparar o nosso revólver, e um outro para atirar granadas, algo bastante útil para defrontar alguns mid bosses que nos apareçam à frente, como é o caso do Dentes de Aço. Podemos disparar para a esquerda, direita e diagonais, mas infelizmente não conseguimos disparar para cima ou para baixo, o que até dava jeito em certas alturas. Ainda sobre a jogabilidade, convém também ter em conta que este é daqueles jogos onde se cairmos de uma certa altura perdemos uma vida.
Temos diferentes localizações para explorar, mas os objectivos são sempre os mesmos
A nível gráfico, é um jogo bonitinho, mas deixa um pouco a desejar. As sprites são pequenas porém bem animadas, o jogo até que é colorido e detalhado quanto baste, mas como é tudo tão pequeno, fica sempre a sensação que estou a jogar num sistema 8bit. Tendo em conta que a mesma equipa também lançou o mesmo jogo para a Master System e Game Gear, pode estar aí a explicação do porquê de ambas as versões serem diferentes, porém muito parecidas. As músicas sinceramente até que as achei bastante agradáveis, embora um tema ou outro também me tenha soado saído de uma Master System.
O jogo até que é bastante colorido, mas por vezes parece que estou num sistema 8bit
Portanto este James Bond 007 The Duel até que nem o achei um mau jogo de todo. A série Rolling Thunder dá-lhe 10 a 0, é verdade, mas ainda assim achei-o suficientemente divertido e confesso que até fiquei curioso em experimentar a versão Master System que quero ver se a arranjo no futuro.
Continuando pela Mega Drive e pelas rapidinhas, ficamos agora com o último videojogo da série Micro Machines a ser desenvolvido com base nos sistemas 16 bit. Sendo um lançamento exclusivo europeu, este Micro Machines Military, tal como o nome indica, incide principalmente em corridas com veículos militares. O meu exemplar foi comprado algures em Abril numa ida a Paris em trabalho, onde lá consegui visitar as famosas lojas de Boulevard Voltaire. Custou-me 15€.
Jogo com caixa e manual
A nível de jogabilidade não há muita coisa que mude, a não ser que agora todos os veículos podem usar armas. De resto, é um jogo altamente viciante, especialmente jogado em multiplayer, algo que, com a introdução do J-Cart (duas portas para ligar comandos extra no próprio cartucho), podemos jogar partidas não só até 4 jogadores, mas sim 8 se todos partilharem um comando. Sempre achei um pouco inconveniente partilhar o comando desta forma, mas não deixa de ser uma ideia interessante.
Como sempre teremos vários obstáculos para contornar
Infelizmente no entanto temos menos modos de jogo que nos títulos anteriores. Se jogarmos sozinhos temos o challenge race, onde teremos uma série de circuitos para explorar sendo que temos de ficar constantemente nas primeiras posições para avançar. Temos também o time trial, onde temos um tempo limite para percorrer 3 voltas em cada circuito. Um novo modo de jogo é o Arena, onde temos uma arena que preenche um ecrã inteiro e temos de atirar os oponentes para fora da arena, sobrevivendo um certo limite de tempo. Depois temos as versões “Pro” destes mesmos modos de jogo, onde os circuitos possuem agora mais obstáculos e os oponentes não dão tréguas. Fica a faltar o modo liga do jogo anterior, por exemplo! As opções multiplayer oferecem também variantes destes modos de jogo no single player.
Bom a cozinha não é propriamente um cenário de guerra, mas é um clássico em Micro Machines
Graficamente é um jogo muito bem detalhado, embora já não hada muito a dizer pois a Codemasters acertou em cheio logo no primeiro jogo, depois foi só acrescentar alguma variedade ao longo das sequelas. Aqui temos uma vez mais circuitos montados em divisões da casa, no quintal, na oficina de alguém, onde os objectos do dia-a-dia são parte importante nas corridas, servindo de obstáculos ou mesmo para demarcar os circuitos. As músicas são também bastante agradáveis.
Portanto este é mais um óptimo Micro Machines, com uma jogabilidade bastante divertida, e agora podemos inclusivamente disparar projécteis contra os nossos adversários, para apimentar ainda mais as coisas! Ainda assim nota-se perfeitamente que a fórmula já estava a ficar algo gasta nos 16 bit, pois este jogo possui muito menos pistas e modos de jogo que os seus antecessores.