Thunder Force II (Sega Mega Drive)

Depois de cá já  ter trazido o Thunder Force IV, nessa altura referi que era um pouco ingrato começar a escrever sobre a série logo com último jogo da mesma a sair na 16bit da Sega. Mas na verdade é interessante ver a evolução da franchise ao longo dos anos. A série Thunder Force teve as suas origens numa série de computadores japoneses, com o primeiro jogo a nunca ter saído numa consola, muito menos fora do Japão. O segundo título começou da mesma forma, tendo sido lançado inicialmente para o fantástico computador da Sharp, o X68000, mas a Mega Drive recebeu uma conversão no ano seguinte. O meu exemplar foi comprado numa Cex por 15€, algures no mês passado. Foi comprado online, infelizmente o que recebi não correspondeu às expectativas, pois recebi a versão Genesis, com a capa em mau estado e sem manual. Será para substituir assim que a oportunidade surgir.

Jogo com caixa na sua versão americana

E o jogo volta-nos a colocar em confronto directo com o império de ORN que aparentemente continuam a tramar alguma. Na verdade, a história não costuma ser o ponto forte neste tipo de jogos e nem precisa de ser, pois tudo se resume a controlarmos uma nave e enfrentar sozinhos um poderoso exército armado até aos dentes.

O primeiro Thunder Force era um shmup com uma perspectiva de top-down, onde poderíamos navegar a nave livremente por uma área de jogo, com o objectivo de destruir uma série de alvos primários espalhados pelos níveis. Esta sequela ainda possui esses conceitos, mas alterna-os com as mecânicas de jogo de um shmup horizontal clássico, como Gradius ou R-Type. Ao longo do jogo iremos então alternar constantemente entre ambos os modos de jogo, sendo que nos níveis na perspectiva top-down, vamos navegando por áreas fechadas e o objectivo vai sendo o de destruindo uma série de bases inimigas, para além de sobreviver aos ataques dos outros inimigos que nos vão atacando. Seguimos depois por um nível mais tradicional shmup horizontal, que culmina sempre no confronto contra um boss.

Nos níveis top-down, temos uma série de bases como esta para descobrir e destruir

Depois tanto num tipo de nível como no outro, iremos encontrar diversos power ups que os inimigos deixam depois de serem destruídos, estes consistem na sua maioria, diferentes tipos de armas, que poderemos alternar livremente entre elas com os botões A ou C. Estas podem ser diferentes tipos de raios laser, projécteis que dispersam na sua trajectória ou mesmo outros teleguiados. As armas que apanhamos nos níveis top down e sidescrolling horizontal são diferentes e claro, se perdermos uma vida, perdemos todos os power ups que tinhamos equipado até então, mas apenas as armas referentes ao tipo de nível que estamos a jogar no momento, as restantes mantêm-se. Outros power ups que podemos encontrar consistem em escudos que nos dão invencibilidade temporária, ou pequenas naves que orbitam à nossa volta, não só para nos proteger dos projécteis inimigos, mas também para ampliarem o nosso poder de fogo.

Já nos níveis em sidescrolling horizontal, espera-nos sempre um boss no final

A jogabilidade é exigente, tal como seria de esperar. Os primeiros níveis não são propriamente difíceis, mas a certa altura a dificuldade começa a escalar. Nos níveis top-down vamos tendo corredores cada vez mais estreitos para atravessar, bem como algumas paredes que devem ser destruídas para podermos navegar em segurança. A certa altura também teremos alguns inimigos practicamente indestrutíveis a voar à nossa volta. Como estamos em movimento constante, temos de ter muito cuidado para não embater numa parede ou inimigo, caso contrário perdemos uma vida e todos os power ups que carregamos. Nos níveis mais tradicionais, a dificuldade também escala, com imensos inimigos e projécteis a voar pelo ecrã, bem como alguns obstáculos para ultrapassar.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo bem mais simples do monstro (no bom sentido) que o Thunder Force IV se veio a tornar. Os gráficos são bastante simples, particularmente os dos níveis em scrolling horizontal, com planos de fundo com pouco detalhe. O design dos inimigos, e particularmente dos bosses, também não é o melhor, pois são, à falta de melhor palavra, simples. Mas é um jogo lançado originalmente nos primeiros anos de vida da Mega Drive, pelo que até se compreende. As músicas são uma vez mais numa onda mais rock e mesmo metal, embora a qualidade das mesmas ainda seja algo inconstante.

Mesmo que estejam inimigos do lado de fora da fronteira, não é boa ideia tentar atravessá-la

Portanto este Thunder Force II não é um mau jogo de todo, e é interessante ver como a Technosoft foi evoluindo a mesma ao longo dos anos. Thunder Force começou como sendo um top-down shooter com total liberdade de movimentos, e aqui assistimos a uma transição para uma jogabilidade mais tradicional dentro dos shmups, ao incluir níveis que vão alternando entre ambos os estilos de jogo. Tecnicamente é ainda um jogo algo primitivo visto ser um fruto dos primeiros tempos de vida da consola, mas não deixa de ser uma entrada interessante no catálogo da Mega Drive.

Lemmings 2: The Tribes (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas na Mega Drive, o jogo que cá vos trago agora é a sequela do Lemmings, cuja conversão para a Mega Drive desta vez não ficou a cargo da Sunsoft, mas sim foi subcontratada pela Psygnosis a um estúdio mais pequeno, os Digital Developments, que sinceramente não conheço mais nenhum jogo em que tenham eventualmente trabalhado. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro de 2019, numa das minhas idas à feira da Vandoma. Ficou-me por 10€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Neste segundo jogo dos Lemmings, as criaturas estão divididas em diferentes tribos, mas o objectivo é o mesmo de sempre: temos de guiar os pequenos roedores em segurança, com o mínimo de casualidades possível, por uma série de níveis repletos de obstáculos e armadilhas até as suas respectivas saídas. Tal como no seu predecessor, teremos uma série de skills que podemos assignar individualmente aos lemmings que vão surgindo e que lhes permitem escavar em diferentes direcções, construir escadas ou pontes, entre outras, para que possam ultrapassar esses tais obstáculos e abrir um caminho seguro aos Lemmings que venham atrás. A diferença é que agora temos muitas, muitas mais habilidades embora várias delas acabem por ter funcionalidades semelhantes. Por exemplo em vez de cavar um buraco à mão, é possível usar uma arma capaz de abrir um túnel em segundos. Ou o lança rockets que cria buracos em paredes, mas o lança-chamas serve para o mesmo, embora em curta-distância. Ou as diferentes skills de construção de escadas/pontes, sendo que também temos uma arma que lança um gancho com um cabo que se enterra numa parede e os Lemmings podem atravessar o seu cabo em segurança.

Lemmings 2 traz muitas novas habilidades. Ainda bem que temos um modo de treino para as por em práctica!

Também temos outras skills para controlar o movimento dos lemmings, como a possibilidade de os por a correr individualmente ou saltar em posições chave. Para além de todas estas skills, temos também outros controlos como é o caso do fast forward quando quisermos acelerar o tempo, o botão de suicídio em massa para tentar o nível novamente, ou uma hélice. Esta hélice serve para complementar algumas skills específicas, como o caso do Twister ou de algumas habilidades voadoras, como a asa-delta ou tapete voador. Basicamente ao activar a hélice, o cursor ganha essa forma e cria vento, podendo manter a asa-delta ou o tapete voador no ar por mais tempo, ou no caso das habilidades do twister ou super-homem, poderemos mesmo controlar o seu movimento, onde o lemming se afasta ou aproxima da ventoinha numa linha recta perante a sua posição. Como podem ver, há aqui muita coisa nova a explorar e uma vez mais, em cada nível teremos um conjunto prédeterminado de habilidades para gastar, pelo que teremos mesmo que nos habituar a usá-las.

Antes de cada nível saberemos de antemão quais as habilidades que teremos à disposição, o tempo disponível e um mini layout do nível

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo competente e há agora uma maior coerência no seu design. Isto porque o jogo está dividido em 12 tribos diferentes, onde em cada tribo teremos 10 níveis para completar. As tribos possuem níveis com temáticas diferentes, como a praia, desportos, antigo egipto, era medieval, o espaço, entre outros. Portanto cada nível correspondente a cada tribo não só possui temáticas diferentes, bem como algumas habilidades, obstáculos e armadilhas exclusivos. As músicas são também distintas em cada zona e são geralmente agradáveis, mas a minha preferida é facilmente a da cutscene de abertura, onde nos é contada a história por detrás deste jogo. Aliás, essa cutscene é excelente, e mesmo a Mega Drive não ter uma paleta de cores tão diversificada quanto os Amiga, mesmo aqui a cutscene é fantástica. A Psygnosis adorava todo este eye candy e aqui também resultou bem.

Graficamente tem de ser um jogo simples, até porque temos 50 sprites em constante movimento no ecrã,

Portanto este Lemmings 2 é uma sequela sólida. Por um lado mantém a mesma jogabilidade do original, sendo um excelente crossover entre um jogo de plataformas com puzzle game. Continua exigente, continua a requerer uma precisão pixel-perfect em certas alturas, mas que gostou do original irá certamente gostar deste, até porque temos muitas novas habilidades para usar.

Kawasaki Superbikes (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas na Mega Drive, vamos ficar com mais um jogo desportivo, nomeadamente de corridas de motos. Publicado pela Domark e produzido pelo mesmo estúdio que nos trouxe anteriormente o F1 e que utiliza o mesmo motor gráfico. Ou seja, temos aqui mais um jogo com uma forte componente gráfica em 3D poligonal e, embora não corra a 60fps, está longe disso, não deixa de ter alguma fluidez visto ser um jogo 3D sem recurso a qualquer hardware adicional. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias, no início do passado mês de Fevereiro, tendo-me custado 2€.

Jogo com caixa e manual. Aparentemente comprado no continente por um preço absurdo. É verdade, antigamente os jogos novos também eram caros.

Ao contrário do F-1 que possuia a licença da FIA, este não possui qualquer licença da MotoGP a não ser para a fabricante Kawasaki. Então, todos os pilotos e outros fabricantes são completamente fictícios. Vamos tendo vários modos de jogo distintos (sendo que precisamos de ir para as opções para os seleccionar), desde corridas amigáveis para um ou dois jogadores ou competições mais prolongadas, incluindo o modo campeonato que nos levará numa série de diferentes circuitos espalhados pelo globo, incluindo o nosso velhinho Estoril.

Tal como o F1, os gráficos possuem poligonos em 3D primitivos

Antes de cada corrida a sério é nos dada uma previsão metereológica, e com base nessa informação e no circuito em si, poderemos optar equipar a moto com diferentes pneus e diferentes caixas de velocidades. As condições metereológicas no entanto, pelo que vi, não variam muito. Tanto podemos jogar com sol e pista seca, como com tempo de chuva, mas não vemos chuva no ecrã. O céu fica com uma tonalizade cinzenta e as motos escorregam mais, sinalizando a pista molhada. Nalgumas condições metereológicas específicas, podemos ver a meteorologia a mudar durante as corridas, embora a única coisa que mude é mesmo a cor do céu e a aderência dos pneus no solo. De resto sim, antes de cada corrida propriamente dita, temos também uma prova de qualificação, onde teremos uma série de voltas para competir e ficar com o melhor tempo possível, que nos dará a posição de partida para a corrida real. Temos também de considerar as paragens nos pit, para trocar de pneus e caso tenhamos muitos acidentes podemos mesmo ficar com a moto danificada e desistir da corrida. Nessa situação ou assumimos que fizemos 0 pontos nessa corrida e seguimos em frente, ou reiniciamos o jogo e usamos a password que nos foi atribuida no final da corrida anterior para começar novamente.

Num dia chuvoso, apesar de não vermos chuva a cair, o céu está todo cinzento e as motos escorregam mais facilmente

A nível gráfico, como já referi acima, é um jogo que utiliza um motor gráfico semelhante ao F1, com os circuitos a serem representados totalmente em 3D poligonal, embora com polígonos muito simples e sem quaisquer texturas. Apenas as outras motos são apresentadas em sprites 2D que sinceramente mereciam mais cor e detalhe. É um jogo muito mais fluído que outros como Hard Drivin, embora não esteja sequer perto da fluidez de jogos de corrida mais modernos. De resto, as músicas apenas existem nos menus e entre cada corrida, embora não sejam nada de especial e os efeitos sonoros também não são nada particularmente interessante.

Portanto, este Kawasaki Superbikes é um jogo de corridas interessante, tal como o F1, por ser uma implementação técnica muito interessante numa consola limitada como a Mega Drive para processar gráficos em 3D poligonal, sem recurso a qualquer hardware adicional que a auxilie nesse processamento. Mas sinceramente acabo por preferir o feeling mais arcade de jogos como Super Hang-On.

 

Fantasia (Sega Mega Drive)

A série Illusion é das melhores séries de platforming que a Sega alguma vez produziu, todos os títulos possuem uma óptima qualidade, não importa a plataforma que os tenha recebido. Já este Fantasia, apesar de ter sido produzido pela Sega, o seu desenvolvimento ficou com o estúdio francês Infogrames. Não sei o porquê desta decisão, mas o resultado final foi um jogo visualmente muito agradável tal como os Illusion, mas com um nível de dificuldade muito superior, sendo frustrante por vezes. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu algures no mês passado, tendo-me custado à volta dos 5€. É uma versão algo Frankenstein, na medida em que tem a capa é PAL, mas o manual e cartucho é americano. Não é o primeiro que vejo assim, talvez algumas versões tenham sido lançadas na Europa mesmo desta forma, ou pelo menos no Reino Unido, que foi de onde este jogo veio.

Jogo com caixa e manual

O jogo segue de certa forma a história apresentada pelo filme de mesmo nome, onde Mickey toma o papel de um aprendiz a feiticeiro, Antes de dormir, roubam as notas músicais que uma orquestra estava prestes a tocar e, durante os seus sonhos terá recuperar as notas musicais. Sim, Fantasia é um musical e a música tem aqui um papel importante na história também.

Plataformas que se movem e caem? Claro que sim!

No que diz respeito á jogabilidade, conceptualmente esta é simples: Fantasia é um jogo de plataformas com um botão para saltar e um outro para atirar projécteis, ataques mágicos mas com munições muito limitadas, cujas podem ser restabelecidas ao coleccionar livros voadores espalhados pelos níveis. O outro ataque básico é saltar em cima dos adversários. De resto, iremos atravessar diversos níveis onde o objectivo é o de coleccionar todas as notas musicais espalhadas pelos mesmos, antes de encontrar a saída. No entanto, Fantasia não é um jogo divertido. Temos tantos inimigos no ecrã como num shmup e os controlos infelizmente deixam muito a desejar, com Mickey a responder algo tardiamente aos comandos, tornando o combate contra inimigos e o platforming mais sensível numa tarefa hercúlea. Para além disso os níveis são grandes, repletos de passagens que nos levam a outras áreas e temos de os explorar bem para encontrar todas as notas musicais que precisamos. Basicamente, mediante o nível de dificuldade escolhido, o número de notas musicais a encontrar também varia e, caso não as tenhamos encontrado todas, somos convidados a tentar o mesmo nivel novamente. É um jogo frustrante!

Alguns inimigos possuem um design muito interessante, mas claro, isso veio tudo do filme.

Por outro lado, graficamente é um jogo bem interessante, certamente foi o aspecto que a Infogrames melhor trabalhou. Os níveis estão bem detalhados, sendo que cada mundo corresponde a um dos quatro elementos: água, terra, ar e por fim fogo. No primeiro mundo vamos saltitar entre folhas à superfície de um lago, bem como navegar debaixo de água. No mundo da Terra iremos atravessar florestas e montanhas com dinossauros, enquanto mundo do Ar nos leva às nuvens. Por fim no Fogo exploramos um vulcão infernal, repleto de diabretes que só nos vão incomodar. As músicas são na sua maioria interpretações clássicas de compositores como Bach, Beethoven ou Tchaikovsky e se por um lado até gosto bastante destas músicas, por outro estava à espera que a Mega Drive lhes fizesse mais justiça.

Portanto este Fantasia é uma infeliz oportunidade perdida. O filme original da Disney é um clássico de animação que merecia um jogo de plataformas que lhe fizesse justiça. É que o jogo é bastante bonitinho, mas os controlos lentos e a quantidade absurda de inimigos que temos em simultâneo no ecrã fazem-lhe a folha.

The Aquatic Games (Sega Mega Drive)

Vamos continuar pelos jogos desportivos na Mega Drive,  embora este seja muito peculiar. É um jogo do universo do James Pond, que replica de certa forma a série Track and Field introduzida pela Konami, onde teremos uma série de diferentes desportos/eventos para participar, mas desta vez com uns visuais bem mais animados e todos os atletas são retirados da série James Pond. O meu exemplar veio da Cash Converters algures no passado mês de Fevereiro e custou-me algo á volta dos 8€se bem me lembro.

Jogo com caixa e manual

Lançado algures entre o James Pond II e 3, este The Aquatic Games é, tal como referi acima, um jogo desportivo que replica os diferentes eventos de atletismo introduzidos por jogos como Track and Field, pelo que podem contar desde já com mais um button masher, se bem que teremos também alguns desportos bem diferentes do habitual. Dispomos inicialmente de vários modos de jogo, como três modos de treino onde poderemos practicar qualquer desporto e o objectivo é ganhar medalhas de bronze, prata, ou ouro respectivamente. O “The Aquatic Games” é o modo de jogo principal onde iremos competir em todos os eventos consecutivamente, existindo ainda outros três modos de jogo semelhantes, mas para 2, 3 ou 4 jogadores respectivamente.

Alguns dos eventos são bastante bizarros, como este onde temos de alimentar peixes com doces

De forma a progredir nos Aquatic Games, temos de garantir pelo menos uma medalha de bronze nos eventos que participamos, para conseguir avançar para o evento seguinte. O primeiro é uma adaptação da corrida de 100m, onde teremos de pressionar repetidamente os botões A e B para que James Pond corra mais rápido. Eventualmente cruzamo-nos com um pássaro e a ideia é deixar o pássaro pegar em nós para nos dar uma maior vantagem perante o nosso oponente. O evento seguinte é mais simples e faz lembrar certos jogos como o Super Pang da Capcom. Aqui controlamos uma foca e vemos em plano de fundo muitas outras focas que estão a dormir uma sesta. Bolas de praia vão sendo atiradas e temos de evitar que estas caiam sobre as focas que estão a dormir, acordando-as. Teremos então de saltar e tocar nas bolas em pleno ar, tentando afastá-las do ecrã e ganhando com isso pontos. Se várias focas acordarem, o evento termina.

Ao menos os gráficos são bastante polidos

O evento seguinte é uma adaptação do triplo salto, onde temos de carregar repetidamente nos botões A e B durante a corrida inicial. Quando nos aproximamos da zona do salto, temos de pressionar o botão C para preparar o salto. No ecrã surge então um medidor do ângulo a obter, onde o ãngulo óptimo são de 45º, para se chegar o mais longe possível. O próximo evento coloca-nos a saltar entre 2 trampolins, sendo que o objectivo é o de realizar alguns truques enquanto estamos no ar, impressionando o juri. Somos mesmo obrigados a saltar de um trampolim para o outro e temos de ter um timing muito preciso entre cada salto, bem como nos truques que poderemos fazer. O evento que se segue é outro bastante bizarro, onde controlamos uma estrela do mar cujo objectivo é o de alimentar os peixes que vêm á tona da água pedir comida. Como o fazemos? Nas pontas esquerda e direita do ecrã temos máquinas de vending de doces, com as quais teremos de interagir para encher os nossos bolsos de doces e teremos de os ir largando na direcção de algum peixe que venha pedir comida. Teremos de ser rápidos a agir pois eventualmente começam também a aparecer anzóis com iscos que tentam pescar os mesmos peixes e a ideia é não deixar que isso aconteça.

Este evento do monociclo é certamente um dos mais frustrantes pelos controlos

O próximo evento é outro bizarro, na medida em que teremos uma série de balões por cima de nós e o objectivo é rebentá-los. Agora como fazê-lo? Por nós vão passar uma série de búzios com conchas pontiagudas. Teremos então de saltar em cima deles (mas não no centro senão esmagamo-os) e enquanto eles rodopiam no ar, teremos de pressionar o botão C, onde James Pond saca de uma tigela e o tenta apanhar. Uma vez apanhada a concha, temos de nos posicionar debaixo de um balão e pressionar o botão C novamente para a atirar. Mas temos de ter cuidado com os outros moluscos que vão surgindo no ecrã, se não saltarmos em cima deles, James tropeça, perdendo alguns segundos. Outros de carapaça azul são capazes de nos electrocutar, pelo que teremos de os evitar também.

O evento seguinte é uma corrida de monociclo, onde teremos de evitar alguns obstáculos pelo caminho. O problema é que em vez de pressionar os botões A e B que nem malucos para ganhar velocidade, teremos antes de usar o D-Pad e pressioná-lo nos sentidos dos ponteiros do relógio, como se tivéssemos de dar ao pedal. Com os obstáculos que iremos encontrar, isto não será assim tão fácil de coordenar. Por fim temos a adaptação dos 110m barreiras, uma corrida onde teremos de pressionar repetidamente os botões A e B para ganhar velocidade e o botão C para ir saltando nos obstáculos.

Até o evento mais simples da corrida dos 100m tem as suas particularidades!

A nível audiovisual, os gráficos são bastante coloridos e bem detalhados, com um design de personagens muito cartoony, típico da série James Pond. As músicas são também geralmente alegres, festivas e agradáveis.

Portanto, este é o Aquatic Games, um jogo que vai buscar influências a outros títulos como Track & Field, mas também aos California Games e afins, dada a natureza baseada em pontos de alguns dos eventos. É no entanto um jogo muito chato, com controlos complicados e muitas vezes não teremos qualquer pista em como agir em cada evento, sendo o manual de instruções algo essencial.