The Simpsons: Bart vs the Space Mutants (Sega Master System)

Simpsons SMSBart vs The Space Mutants é um dos primeiros videojogos da famosa série (senão mesmo o primeiro, não tenho a certeza se o excelente beat ‘em up da Konami nas Arcades tenha saído primeiro). É um jogo de plataformas que saiu nas mais variadas plataformas dos inícios da década de 90, entre as quais a versão Master System que aqui trago. Esta versão em particular é uma das “Portugueses Purples” que já tenho falado neste espaço (quem não estiver recordado ou simplesmente não o tenha visto antes, pode ver aqui). Foi adquirida no Miau.pt, ainda neste ano de 2011, pela quantia de 5€  se a memória não me falha. Infelizmente falta-lhe o manual, mas em contrapartida traz um poster/catálogo de jogos e acessórios da Tec Toy, a distribuidora brasileira das consolas Sega. EDIT: recentemente fiz uma troca com um amigo, que me arranjou também a versão normal do jogo.

Bart vs the Space Mutants SMS
Jogo com caixa e poster/catálogo (dobrado)

A história deste jogo é simples. Bart, com os seus novíssimos óculos de visão Raio-X, em vez de estar a espreitar os balneários das raparigas, como qualquer rapaz da idade de Bart faria numa situação dessas, descobre que alienígenas estão-se a preparar para invadir a Terra. Os ETs apenas precisam de descobrir uma série de objectos na terra para construirem a sua poderosa arma com que planeiam conquistar o planeta, e como apenas Bart sabe da sua existência, cabe-lhe a ele estragar os seus planos.

The Simpsons Bart vs Space Mutants - Sega Master System
Jogo com caixa e manual, versão normal PAL

A jogabilidade é a de um side-scroller, mas este jogo é algo peculiar. No primeiro nível, onde visitamos muitos locais familiares de Springfield, o objectivo é pintar todos os objectos roxos para vermelho. Isso pode ser feito com o spray de Bart ou com outros objectos que podemos adquirir, ou mesmo interagindo com objectos do cenário. No 2º nível já temos de apanhar todos os chapéus espalhados num centro comercial, incluindo os que algumas pessoas possam ter vestidos. No terceiro nível, passado numa feira Popular, o objectivo é apanhar ou rebentar o maior número de balões azuis, o quarto nível é passado num museu e tem de se coleccionar placas que digam “Exit”. Finalmente no último nível, passado na central nuclear o objectivo é apanhar várias “power rods” radioactivas. Este jogo é mais que um side-scroller e tem algumas boas ideias para usar objectos ou interagir com o cenário, infelizmente peca bastante por ser um jogo difícil e com alguns saltos bastante precisos. Ainda assim, a versão Master System deve ser das menos frustrantes de se jogar.

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A família reunida na “cut-scene” de abertura

Os gráficos são bastante coloridos e “cartoony”,  o que contribui bastante para o jogo. Sinceramente neste campo não tenho nenhuma razão de queixa, não se pode pedir muito mais a esta consola. A nível de som, devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido, é dos poucos jogos para a Master System que tem boas músicas sem usar o chip FM. As músicas são bastante agradáveis e ficam no ouvido, já os efeitos sonoros não são nada de especial, mas escapam. O que irão concerteza sentir a falta é da música “oficial” da série, coisa que, devido a direitos de autor, apenas a versão para NES possui (mas não tenho a certeza desta parte).

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Um shot do primeiro nível

Os Simpsons tiveram imensos videojogos lançados e durante muitos anos apenas o original para as Arcades vingou tanto nas críticas como no público em geral. Este Bart vs the Space Mutants não foge a essa regra, tem várias ideias interessantes mas não são executadas da melhor forma e a jogabilidade algo travada e o nível de dificuldade não ajudam. Ainda assim, na minha opinião esta versão Master System nem é das piores e tem para mim um grande valor nostálgico. O jogo saiu originalmente para NES, tendo sido convertido para vários computadores como Atari, Amiga, Spectrum e afins, bem como estas versões para a Master System e Game Gear. A versão Mega Drive é sem dúvidas a melhor graficamente, mas a jogabilidade ainda é pior, na minha opinião.

Strider (Sega Master System)

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A segunda metade da década de 80 foi brilhante para os jogos arcade. Shinobi, Ghouls ‘n Goblins, Golden Axe, Final Fight, entre muitos outros como o Strider da Capcom que trago aqui hoje. Strider é um side-scroller passando num mundo pós-apocalíptico, repleto de acção onde encarnamos Strider Hiryu um espadachim bastante versátil e acrobático. A versão para Master System saiu apenas em 1992 pelas mãos da pequena Tiertex que já tinha lançado várias conversões do mesmo jogo para vários computadores da época. A minha cópia foi comprada no ano passado na virtualantas da Maia, não me deve ter custado mais de 4€ e está completa e em bom estado.

Strider SMS
Jogo completo com caixa, manuais e um catálogo de jogos

A história de Strider como disse acima decorre num futuro próximo (o jogo é passado no século XXI, numa terra pós-apocalíptica), onde o imperador conhecido como Grandmaster Meio tem vindo a semear o terror e conquistado vários continentes. Mas onde há imperadores tiranos, há sempre um grupo de rebeldes que vão tentando derrubar o regime. Aqui existem os Striders, uma classe de guerreiros que misturam o high-tech do futuro com as habilidades ninja. Em Strider encarnamos o melhor guerreiro do grupo, Hiryu, cuja missão é nada mais nada menos que assassinar o tirano. A acção começa na cidade de Kafazu, a primeira a ser invadida pelo Grandmaster, passando por zonas como a Sibéria, uma enorme base aérea e a própria Third Moon, onde Hiryu acaba por defrontar o próprio Imperador.

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Logotipo do jogo. Apesar de mais simples que o original para Arcade, ainda era badass.

Mas o que realmente tornou Strider num sucesso foi a sua fantástica jogabilidade. Hiryu, armado com a sua espada “Falchion” é um guerreiro bastante ágil: Rápido a esquartejar os seus inimigos, bem como capaz de fazer saltos acrobáticos entre outras habilidades como escalar paredes e dependurar-se em tectos usando uma espécie de gancho metálico. Isto em 1989 era algo bastante eye-candy. Estas maravilhas para a versão Arcade e um ou outro port para plataformas +/- dentro da mesma “categoria”, já a versão Master System é bastante mais modesta neste aspecto, onde para apresentarem uns bons visuais sacrificaram na jogabilidade, tornando-a bem mais lenta. O número de inimigos na versão Master System também é bem menor, tornando este jogo algo mais fácil, até porque os próprios boss não são nada de especial nesta versão. Disse fácil? Esqueçam. Os níveis como habitual têm um tempo limite para serem concluídos, e nesta versão deixaram os limites mesmo muito justos, é habitual perderem-se algumas vidas à pala disso.

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Screenshot da primeira zona do jogo

A nível gráfico para uma Master System o jogo não é mau de todo e conseguiram reter muitas das habilidades e manobras do original para Arcade. Infelizmente a jogabilidade não é a melhor tal como referi antes, nem o número de inimigos é satisfatório. Os backgrounds são simplesmente negros, a Master System é capaz de muito melhor. Enquanto que a conversão deste jogo para a Mega Drive (a melhor conversão da altura) ficou a cargo da própria Sega, a versão Master System foi convertida pelo pequeno estúdio inglês Tiertex, que já tinha convertido o mesmo jogo para vários computadores da época uns anos antes (Amiga, Commodore 64, DOS, Spectrum, etc). Já nessas conversões apresentavam estes problemas, portanto é normal que a versão Master System tenha ficado um pouco aquém. A nível de som, não vale a pena continuar a bater no ceguinho. Por esta altura, se têm seguido os artigos neste blogue, já devem ter reparado que digo sempre que o som sempre foi o calcanhar de Aquiles da Master System (SEGA, porque não lançaram o adaptador FM por cá?). Não vale a pena falar, é mau e chega.

Para concluir, Strider é um jogo old-school muito bom que deveria ser jogado por toda a gente. Apenas não na Master System. Se querem mesmo jogar “à old-school” procurem a conversão Mega Drive que é óptima ou joguem o jogo em todo o seu esplendor num emulador de Arcade como o MAME (a versão PC-Engine também é jeitozinha). Este jogo foi lançado também juntamente com o Strider 2 para a Playstation e é uma conversão quase perfeita da versão arcade. O Strider lançado para a NES é um jogo completamente diferente (mas também passado no mesmo universo), e antes de sair o Strider 2 em 1998 para a PS1 e Arcade, a U.S. Gold lançou um Strider II ou Strider Returns para ambas as consolas da Sega e vários computadores da época. É um jogo que não tem a mão da Capcom, pelo que não pertence à saga oficial, e também não é tão bom.

Wonder Boy III: The Dragon’s Trap (Sega Master System)

wonder-boy-iii-the-dragons-trap-coverA Master System foi a minha primeira e única consola durante muitos anos. Andavam os meus amigos de volta de jogos como Daytona USA ou Final Fantasy VII para a suas Sega Saturn e Playstation, e eu ainda andava de volta de jogos como Sonic 2, Desert Strike ou até Phantasy Star. Ainda assim, haviam alguns jogos mais antigos da década de 80 que me despertavam o interesse mas não conhecia ninguém que os tinha e só os vim a jogar mais tarde. A série Wonderboy da Westone foi uma delas. Wonderboy foi um jogo simples de plataformas desenvolvido para as arcades de 1986. Pouco tempo depois viu conversões para as consolas da Sega SG-1000 e mais tarde Mark III/Master System (entre outras). Uma conversão para a NES também foi desenvolvida por parte da Hudson, contudo como a Sega mantinha os direitos da franchise “Wonder Boy”, pelo que o jogo sofreu algumas alterações das personagens e bosses, bem como um novo nome “Adventure Island”. Desde esse momento que as 2 série seguiram caminhos diferentes. A Hudson manteve o nome Adventure Island e lançou vários jogos com a mesma mecânica do original, já a Westone manteve o nome Wonderboy e evoluiu a série para o mundo “Monster World”, onde os jogos passaram a ser mais que meros jogos de plataforma. Para evitar confusões neste, existe um outro Wonderboy III desenvolvido para Arcade e Mega Drive que segue um pouco as raízes da série, sendo um jogo mais linear. Este artigo refere-se exclusivamente ao “The Dragon’s Trap”. O meu exemplar veio do Ebay, tendo-me custado à volta de 15 libras. Infelizmente possui a capa e manual em mau estado, pelo que eventualmente o substituirei.

Jogo com manual

 

Bom, a história deste The Dragon’s Trap começa onde o jogo anterior ficou (Wonderboy in Monster Land). Wonder Boy no castelo do maléfico Meka Dragon, equipado com todo o equipamento lendário, todos os “corações” e ataque e defesa no máximo. Enfrentamos assim um dos bosses mais fortes do jogo logo no primeiro encontro, mas com o Wonder Boy todo “pimped up” a batalha não é assim um grande desafio. Contudo, Meka Dragon antes de morrer amaldiçoa Wonder Boy, transformando-o num pequeno monstro “Lizard-Man”. Wonder Boy escapa depois do castelo transformado em monstro e todo o equipamento e “corações” que previamente tinha foram perdidos. Assim começa esta aventura, com Wonder Boy à procura da Salamander Cross, o item que lhe poderá restaurar a sua forma humana. A maior parte dos jogos da série Wonder Boy / Monster World são jogos não lineares, que misturam a exploração de jogos de plataforma como Metroid, aliando a características de RPGs de acção como os próprios Castlevania 2D modernos, com armas/ escudos e armaduras, e vários items que alteram o status da personagem. De facto, Wonder Boy é largado num “overworld”, sem muito sítio por onde ir inicialmente. À medida que o jogo vai progredindo vamos adquirindo novas habilidades transformando-nos noutros animais, abrindo assim hipóteses de percorrer caminhos ou alcançar items que de outra forma seriam impossíveis de obter. Existem também lojas espalhadas pelo jogo onde podemos adquirir items/equipamento, igrejas onde podemos fazer “save” do jogo  – na verdade apenas geram uma password com o progresso actual, e outras casas como uma onde poderemos alternar entre as várias formas de animais que vamos adquirindo ao longo do jogo. Como devem calcular, cada animal tem pontos fortes e fracos, a impossibilidade de utilizar algum equipamento, ou habilidades próprias, tais como imunidade a lava, voar, nadar, ou esgueirar-se por portas e entradas minúsculas. Os animais que vamos “adquirindo” ao longo do jogo são: Lizard-Man, Mouse-Man, Piranha-Man, Lion-Man, Hawk-Man e finalmente o “Hu-Man” – a forma humana que embora seja forte, não possui nenhuma habilidade especial. Tal como Zelda também existem pelo jogo “Heart Containers”, que aumentam os pontos de vida de Wonder Boy.

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Graficamente, para um jogo de 1989, posso dizer sem problema algum que foi um dos jogos mais bonitos da era 8-bit. As personagens carismáticas com sprites detalhadas (o mesmo para os inimigos e bosses), os “níveis” bem pensados, bastante coloridos e variados entre si, tornam este Wonder Boy numa boa experiência mesmo ao fim destes anos todos. Visitamos vários castelos, cavernas, selvas, templos, passagens sub-aquáticas, pirâmides e esfinges, muitas dessas zonas com vários caminhos a explorar e items a descobrir, consoante o animal que incorporamos. A nível de som, quem conhece a Master System sabe que o seu chip de som nunca foi lá grande coisa (culpa da Sega que não quis lançar a Master System já com o chip FM embutido no ocidente), mas neste jogo o pessoal da Westone conseguiu dar a volta ao problema e apresentar várias melodias agradáveis que concerteza fazem parte das memórias de muitos jogadores de Master System por esse mundo fora. Os controlos são óptimos para um jogo de plataformas, com precisão e inércia de movimento no ponto certo. O combate é simples – espada e escudo (ou não, dependendo do animal). A exploração e o grinding para obter dinheiro para comprar equipamento superior, tornam este jogo numa óptima experiência, um pouco viciante, até.

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Este “padre” tem um aspecto curioso

Existem algumas conversões deste jogo: em 1992 foi lançada uma conversão directa para a Master System portátil, ou seja, a Sega Game Gear. Apesar de o jogo em si ser o mesmo, foram feitas algumas modificações, principalmente a nível de artwork, tanto no title screen como nas lojas. Antes disso, em 1991 saiu para a TurboGraphX 16 / PC Engine da NEC uma conversão feita por parte da Hudson (os mesmos por detrás da série Adventure Island) que como se as séries Wonder Boy/Monster World e Adventure Island já não fossem confusas por si só, esta versão do jogo chama-se Adventure Island no mercado japonês e Dragon’s Curse no ocidente. É o mesmo jogo que na versão Master System, mas devido ao hardware melhorzinho da TG16 o jogo apresenta gráficos mais detalhados, embora tenham alterado mais uma vez o aspecto da personagem principal e bosses. Em 2007 na colecção SEGA Ages 2500 para a PS2 japonesa saiu uma compilação completa de todos os jogos da série Wonder Boy / Monster World, e na Nintendo Virtual Console existem tanto a versão Master System como a TG16 para download. Para quem gosta de jogos de plataforma e aventura, recomendo vivamente que joguem esta série. Em Wonderboy III: The Dragon’s Trap têm o melhor jogo da série na minha opinião.

 

Action Fighter (Sega Master System)

action-fighter-coverTempo de mais um post rápido de um jogo do fundo da gaveta (do fundo mesmo!). Action Fighter é um shooter vertical da Sega saido originalmente em 1986 para a Arcade e Master System (e posteriormente para vários computadores da época). É claramente inspirado por outro jogo famoso um pouco mais antigo, o Spy Hunter da Midway, porém tem algumas diferenças notáveis. Este jogo chegou-me às mãos através de um pack de 7 jogos que comprei no miau.pt há uns anos, na altura tinha-me ficado por 5€ o pack completo, mais os respectivos portes de envio. Apenas lhe falta o manual, infelizmente.

Action Fighter SMS
Uma das capas mais manhosas de sempre

Tal como em Spy Hunter, assumimos que o protagonista de Action Fighter é uma espécie de agente secreto. O jogo tem 5 níveis, cada um com um objectivo de destruir algumas armas de destruição massiva, tais como submarinos, tanques de mísseis, etc. As missões começam sempre com uma moto, num cenário urbano, com vários outros veículos na estrada. A moto é um veículo frágil, portanto um hit dos inimigos ou um despiste e lá se vai uma vida. É aí que entra a parte do shooter, apesar de a maior parte dos veículos que vão aparecendo na estrada não me parecerem inimigos (até ambulâncias lá andam), não existe qualquer penalização por destruí-los (ao contrário do que acontece em Spy Hunter). Agora vem a parte gira: ao destruir os “inimigos” que vão surgindo no ecrã, eles vão deixando várias letras. Ao coleccionar as letras de A até D transforma a frágil moto num carro desportivo mais robusto (não explode ao primeiro toque em inimigos) e com mais poder de fogo. Ainda na estrada de vez em quando surge um camião que diz “SEGA”. A ideia é conseguirmos entrar no camião em andamento (o pessoal old school lembra-se do Kitt a fazer isso), com o objectivo de ganhar mais poder de fogo.

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Briefing da primeira missão

Depois de coleccionar as letras E e F o carro é transformado num avião e aqui o jogo toma completamente uma proporção de shooter vertical. Tal como em vários outros shooters da época, pode-se disparar em 2 níveis diferentes: à altura da nave e largar bombas para inimigos que estejam no solo. Também é possível adquirir vários outros power-ups quando se está em voo. Enquanto se está no ar basta novamente 1 hit para voltar ao início da secção aérea. O esquema de vidas é que é curioso. No início de cada missão temos um timer. Enquanto esse timer não chegar a zero, podemos morrer as vezes que quisermos que não tem problema. Depois desse tempo já é a “doer”. Felizmente várias vidas podem ser adquiridas quer em powerups quer na pontuação corrente.

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"Easy right!"

Passando para o aspecto técnico da coisa e tendo em conta que o ano era 1986, Action Fighter não é muito mau. Não tem gráficos muito variados, é verdade, mas as sprites são detalhadas o suficiente e o jogo é bastante colorido, algo que nem muitas consolas da altura podiam dar-se ao luxo de fazer. Já o som é aquela eterna pedra no sapato. Para quem está habituado ao chip sonoro da Master System até que pode nem desgostar. A jogabilidade em si não é muito boa, principalmente na parte terrestre, onde é muito fácil perder o controlo do veículo, podendo ter consequências fatais. No final de contas, Action Figher não é um jogo que tenha envelhecido muito bem, e seja apelativo para jogar nos dias de hoje. Recomendo apenas a coleccionadores ou fãs do género.

Rastan (Sega Master System)

RastanO sucesso de filmes como Conan the Barbarian alastrou-se ao mundo dos videojogos, nos finais da década de 80, tal como toda a cultura “ninja”. Isso acabou por se traduzir em jogos como Golden Axe ou este Rastan. Rastan é um sidescroller old-school lançado originalmente para as Arcades através da Taito, durante a segunda-metade dos anos 80. Recebeu várias conversões para outras plataformas da mesma época, incluindo a que trago hoje, que saiu em 1988. Foi dos poucos jogos produzidos por uma third party para a consola da Sega durante os anos 80, devido às políticas altamente restritivas e monopolistas que a Nintendo então tinha. A minha cópia foi comprada algures em 2005/2006, num lote de uns 10 para a Master System que me ficaram por cerca de 7€ no total, no miau.pt. Um bom negócio!

Jogo com caixa e manual

Este será um post mais curto, visto que não há muito a dizer sobre este jogo. A história prende-se com o mercenário bárbaro Rastan que foi chamado por um rei para resgatar a sua filha da região de Semia, uma terra controlada por monstros e pelo vilão Karg. Sim, é mais um cliché do “salva a princesa do gajo mau”. O jogo em si é um sidescroller, mas ao contrário de muitos jogos do seu tempo, em Rastan os níveis decorrem ao longo de 4 direcções, existindo por vezes alguns pequenos caminhos alternativos, ao contrário da esmagadora maioria dos sidescrollers da época, onde a acção era sempre da esquerda para a direita. Um problema com Rastan é a sua jogabilidade travada que não cresceu bem ao longo do tempo. Os saltos que Rastan dá são difíceis de se controlar, e como o jogo tem várias partes em que skills de platforming são bem precisas, como saltar de corda em corda, podem tornar o jogo um pouco irritante. O jogo está dividio em 6 zonas, cada zona com 3 níveis sendo que no terceiro existe um boss. Felizmente, Rastan não é daqueles “1hit kills”, aqui existe uma barra de energia para o bárbaro. Ao longo do jogo Rastan irá encontrar vários items, desde diferentes armas, escudos, armaduras, items restaurativos ou até veneno que retira energia ao bárbaro.

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A preparar-se para desfazer mais 2 baddies

Graficamente o jogo não é nada de especial, mas considerando que é um jogo de 1988 não está nada mau e até é uma das melhores conversões do original da arcade. As sprites é que são bastante pequenas, e os níveis graficamente são algo simples. Os inimigos ainda são bastante variados e são o que se estaria à espera de encontrar num jogo com esta temática. Desde morcegos e cobras gigantes até vários monstros verdes com espadas ou machados, esqueletos “vivos”, feiticeiros, e outros bichos que tal. Algo controverso em Rastan é que este é um jogo violento e controverso tendo em conta a época em que saiu. Os inimigos são esquartejados e desfazem-se em poças de sangue, o manual inclui artwork dos inimigos, alguns com nudez feminina, etc. Embora nos dias de hoje isto seja algo não tão incomum, a verdade é que esses jogos levam logo um rating para idades mais adultas, mas naquele tempo não havia nada disso. Não que isso me incomode, já agora. A nível de som não esperem uma obra prima, a Master System não tem mesmo um bom chipset de som (se não contarmos com o FM japonês – isso é uma história completamente diferente).

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Exemplo da artwork polémica – isto é uma Gorgon

Rastan é uma série que viu 3 jogos ao longo dos anos (mais um ou outro cameo), mas talvez apenas este jogo viu algum sucesso. Foi convertido para vários computadores da época, como o Commodore 64, ZX-Spectrum ou o Apple IIgs. Não é um jogo fantástico, mas como sempre gostei desta temática creio que não custa nada vocês experimentarem-no um dia. Recentemente saiu para PC, PS2 e Xbox uma compilação de nome Taito Legends, Rastan está lá e é uma conversão perfeita do original Arcade. Eu diria que era a melhor versão para se jogar actualmente, a menos que prefiram a emulação.