Donald Duck in Cold Shadow (PC)

Donald in Cold ShadowO artigo que cá trago hoje é referente a um dos jogos que eu mais queria ter na minha infância. Foi numa altura em que eu tinha descoberto grandes videojogos de plataformas como o Aladdin da Virgin e quando vi que o próximo jogo com o selo da Disney Interactive seria este Maui Mallard/In Cold Shadow as minhas expectativas foram ao rubro, pois para além de gostar bastante de jogos de plataforma, adorava o Pato Donald e pelas imagens que via do jogo parecia prometer bastante. Só havia um pequeno problema. A versão PC apenas saiu em formato CD-ROM e naquela altura ainda não tinha nada disso no meu velhinho Pentium. Muito menos uma Mega Drive ou SNES que só muito mais tarde é que vim a comprar para mim e foram essas as versões que acabei por jogar, de forma emulada. E então fiquei super contente quando há coisa de um mês atrás encontrei precisamente a Bigbox de PC deste jogo que tanta baba me fez escorrer pelo queixo quando via publicades do mesmo em revistas! Custou-me 1€, ainda por cima!

Donald Duck in Cold Shadow (PC)
Jogo completo em caixa, com manual e papelada

A primeira coisa que chama à atenção neste jogo é que retrata um Pato Donald diferente, quase como se fosse uma persona completamente distinta. Em vez de retratar um Donald trapalhão e facilmente irritável, aqui o pato é na verdade Maui Mallard, detective privado, corajoso e destemido que também é ninja nas horas vagas. Maui Mallard estava sossegado a tirar umas merecidas férias numa qualquer ilha tropical, quando o artefacto/ídolo a Shabuhm Shabuhm, protector daquela ilha é roubado/desaparece. O detective decide então investigar o desaparecimento desse artefacto, levando-o por casas assombradas, tribos de canibais, vulcões e até entrar noutra dimensão.

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Jogar como Cold Shadow permite-nos fazer uma série de acrobacias

A jogabilidade é excelente e típica de um jogo de plataformas da Disney, principalmente se estiverem habituados aos outros títulos que tinham o nome da Disney Interactive (principalmente os desenvolvidos pela Virgin como Aladdin ou Lion King). As nossas habilidades são também diferentes, mediante a persona de Donald com a qual estivermos a jogar no momento. Como Maui Mallard, estamos munidos de um revólver que dispara insectos (afinal isto é um videojogo da Disney e não pode ser muito violento), já como Cold Shadow, o seu alter-ego de ninja erudito, temos um bastão com o qual distribuimos pancada e nos dá acesso a outras habilidades, como balancear-nos entre paredes estreitas. De qualquer das formas, tanto o revólver tem munições limitadas, como apenas podemos utilizar as habilidades de Cold Shadow com algumas limitações, pelo que temos também de ter sempre em atenção em procurar novas munições, ou outros talismãs que nos vão permitindo transformar novamente no ninja.

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Entre cada nível lá vamos tendo uma pequena cutscene que nos vai contando a história

No campo dos audiovisuais, este é mais uma vez um jogo excelente. A versão original é a da Mega Drive, que já continha cenários variados e muito bem detalhados, com Donald e os inimigos a possuirem animações muito fluídas (mais uma vez já como os jogos da Disney Interactive nas 16bit nos tinham habituado). As músicas também eram muito boas. De resto, e ainda nos visuais, o facto de os níveis serem passados na sua maioria durante a noite, e toda a influência do sobrenatural (até com zombies a desfazerem-se aos pedaços) tornam este jogo da Disney muito peculiar nesse aspecto. O facto de também existirem pequenas cutscenes entre cada nível que vão contando a história acaba também por construir uma linha condutora que nos vai acompanhar ao longo desta aventura.

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De todos os jogos do Donald que já joguei, este é sem dúvida aquele que é mais obscuro e algo sinistro em certas ocasiões

Ainda sobre a versão Mega Drive, essa é exclusiva europeia, pois nos Estados Unidos a Nintendo fez um acordo de exclusividade, pelo que no que diz respeito às consolas domésticas, apenas a SNES recebeu uma versão. A nível gráfico é uma versão muito mais colorida e com melhor qualidade de som, como seria de esperar. Também foram feitas uma série de modificações nos níveis, já a versão PC aqui retratada, fruto de ter sido desenvolvida pela mesma equipa que trabalhou no lançamento original da Mega Drive, tem a versão da consola da Sega por base. A nível de conteúdo é portanto muito idêntica, possuindo gráficos melhores, em maior resolução, e músicas em formato CD-Audio. É a melhor versão das 3 na minha opinião, embora hoje em dia seja muito difícil correr este jogo em qualquer Windows mais recente que o 98.

De qualquer das formas, seja a versão PC, Mega Drive ou SNES, este é um jogo de plataformas que eu acabo sempre por recomendar, quanto mais não seja pela sua originalidade em querer dar uma nova personalidade a uma das mais reconhecíveis personagens da Disney.

Duke Nukem II (PC)

Estamos a chegar ao Natal, e com isso toda a azáfama habitual de compras, jantares de empresa, de amigos e outras coisas afins que nos levam muito do nosso tempo, já para não mencionar o trabalho que teima em não abrandar. Por isso, e após alguns dias de inactividade, o artigo de hoje será mais uma rapidinha. Duke Nukem II é mais um jogo de plataformas desenvolvido pela Apogee, que utiliza mais ou menos a fórmula do jogo original, se bem que aqui a personagem de Duke Nukem já se começa a aproximar da personagem que todos conhecemos. Este jogo veio incluido nalgum bundle ou steam sale, tendo-me custado muito pouco.

Duke Nukem IIE qual a história por detrás deste jogo? Bom, o nosso amigo Duke estava pacificamente a participar num talk-show televisivo matinal a falar sobre o lançamento da sua autobiografia “Why am I so great?” – daí eu dizer que este Duke já se aproxima mais da personalidade que conhecemos. A certa altura Duke é raptado por uma entidade alienígena que planeia usar o seu cérebro para construir clones do Duke e invadir a Terra! Mas claro, Duke consegue libertar-se e o resto do jogo é passado a destruir a ameaça alien. Nota: estes não são (ou pelo menos não aparentam ser) os mesmos aliens que surgiram no Duke Nukem 3D e seguintes.

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O salto normal não chega para chegar onde querem? E disparar uns tiros desta arma para dar impulso??

De resto, e tal como referi logo no primeiro parágrafo, a jogabilidade é muito semelhante ao Duke Nukem original. Isto pois estamos perante um jogo de plataformas 2D, em que para atacar os inimigos mandamos-lhes com chumbo em cima. Ao longo do jogo iremos ver imensos itens para apanhar e caixinhas coloridas para destruir, que ou albergam outros itens ou powerups, ou então são armadilhas e têm explosivos, tal como no primeiro jogo. Muitos itens servem só para aumentar a pontuação, mas muitos outros servem para regenerar a vida de Duke, armas adicionais como um lança-chamas, lança rockets, uma arma laser ou rapid fire para a sua arma normal. Mas também podem ser chaves necessárias para progredir no jogo, por exemplo.

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Nalguns momentos do jogo podemos conduzir este veículo que acabará por dar bastante jeito para algum boss

Felizmente este Duke II a nível de apresentação é um jogo muito superior ao primeiro. Agora temos gráficos bastante coloridos em VGA, o que resultam em níveis muito mais detalhados, embora ainda não se veja um progresso muito lógico entre os mesmos pois tanto exploramos calabouços, cidades em ruína, cavernas, zonas montanhosas, ou bases espaciais, com as coisas a repetirem-se um pouco sem que haja um grande fio condutor. Mas isso é o menos, pois para além da jogabilidade não ser má nem os gráficos, o som também se saiu muito bem. Temos agora suporte a placas de som e as músicas são bastante rockeiras, indo buscar inclusivamente alguns riffs a músicas conhecidas. Era capaz de jurar que ouvi ali uns acordes de Megadeth, o que não seria nada de estranhar, até porque eles vieram a tocar uma versão da música título do jogo seguinte, o Duke Nukem 3D.

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Aqui já nos apercebemos que vai ser um jogo repleto de acção e que a franchise do Duke se encaminhava para algo grandioso

Na minha opinião, este é um jogo que acabou por envelhecer muito melhor que o seu predecessor. E de todos os jogos de plataformas que a Apogee desenvolveu (não apenas editou), é bem provável que o Duke Nukem II seja o mais forte.

Alone in the Dark (PC)

Alone in the Dark PCO jogo que cá trago hoje é um pioneiro do género dos survival horrors, que indubitavelmente terá influenciado outros jogos como os clássicos Resident Evil, muito devido aos cenários pré-renderizados com ângulos de câmara fixa. Mas apesar de ter sido inovador para a época em que foi lançado (logo em 1992), naturalmente é um jogo que não envelheceu lá muito bem e muitas das suas mecânicas de jogo ainda são algo cruas. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na feira da Ladra em Lisboa por cerca de 2.5€, estando a jewel case ainda selada.

Alone in the Dark - PC
Jogo em caixa jewel case.

Este jogo decorre na mansão de Derceto, algures no Louisiana, nos inícios do século XX. Essa era uma mansão já bem antiga e com uma reputação de longos anos de estar assombrada e com uma aura maligna que pouca sorte trouxe a quem por lá passou. O seu último residente foi um tal de Jeremy Hartwood que acabou por se enforcar por razões misteriosas. E o jogo lá nos pergunta se queremos jogar com uma de duas personagens: Emily Hartwood, sobrinha de Jeremy, que não se conforma com a morte do seu tio pois acha que ele seria incapaz de tal coisa e quer investigar a mansão em busca de pistas que expliquem as acções do seu falecido tio. A outra personagem é o investigador privado Edward Carnby, a quem lhe pedem também que investigue a mansão e algumas das suas antiquidades.

As duas personagens com as quais podemos jogar. Apenas os seus backgrounds diferem, a jogabilidade é idêntica
As duas personagens com as quais podemos jogar. Apenas os seus backgrounds diferem, a jogabilidade é idêntica

Os controlos são os infames tank controls, que por sua vez também figuraram nos Resident Evil clássicos, vários anos mais tarde. De resto o jogo obriga-nos a explorar todas as divisões da mansão, abrindo e fechando gavetas e armários, apanhando e interagindo com vários objectos de forma a progredir na mansão, abrindo portas que nos levam a outras partes da casa previamente inacessíveis. Também teremos várias armas que podemos descobrir, desde revólveres ou caçadeiras com munição limitada, até espadas ou arco e flecha. Isto porque naturalmente vamos ter vários inimigos sobrenaturais para enfrentar, como ratazanas gigantes, zombies ou outras criaturas estranhas, algumas indestrutíveis por métodos normais. Infelizmente o combate e demais interacções também não são lá muito intuitivas. Isto porque temos de ir a um menu e seleccionar o tipo de acção que desejamos executar, como procurar/abrir/fechar/empurrar que acabam por ser mapeadas na tecla espaço. Se desejarmos combater temos de seleccionar essa opção e depois, mantendo o botão do espaço pressionado, é com as teclas direccionais que vamos desencadeando os vários tipos de ataque. Sinceramente poderia ser muito mais intuitivo.

Aqui já haviam muitas mecânicas de jogo que mais tarde viriam a ser aproveitadas no Resident Evil. No entanto a sua implementação ainda deixou algo a desejar
Aqui já haviam muitas mecânicas de jogo que mais tarde viriam a ser aproveitadas no Resident Evil. No entanto a sua implementação ainda deixou algo a desejar

Graficamente é um jogo pioneiro para a sua época, tal como referi logo no primeiro parágrafo. Apesar de possuir um 3D poligonal muito primitivo, as fundações de como viriam a ser os survival horrors no final da década de 90 teriam sido lançadas, ao introduzir os gráficos pré-renderizados, ângulos de câmara fixos e outras pequenas coisas como a escassez de munições. Os ângulos de câmara fixos infelizmente por vezes também são problemáticos, em especial com uns controlos tão mauzinhos, que nos podem tornar os combates ainda mais frustrantes. Felizmente que podemos evitar muitos desses confrontos, logo na primeira sala que exploramos se não taparmos uma janela e um alçapão com outros objectos, saltam logo dois inimigos! Indo para o audio, já que esta é uma versão em CD Rom, então temos direito a muitos monólogos em audio real, na forma de vários livros, notas ou cartas que podemos encontrar e ler. Infelizmente o voice acting não é o melhor, mas aguenta-se bem, até porque nessa altura não era nada incomum o voice acting em videojogos ser fraquinho. As músicas também só teriam a ganhar em serem mais tensas do que o que são…

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A maioria do voice acting dá-se quando alguém lê em voz alta os documentos/livros que encontramos

De resto, para além do jogo normal este disco ainda contém o “Jack in the Dark”, um pequeno jogo produzido na altura em que a Infogrames já estaria a desenvolver a sequela. Este é principalmente um jogo de aventura, onde encarnamos numa pequena menina em noite de Halloween que se encontra aprisionada numa loja de brinquedos cujos ficam vivos e a tentam atacar. É um pequeno jogo mesmo, mas já se nota aqui e ali uma ligeira melhoria gráfica.

No fim de contas, e apesar de todas as suas limitações pelos jogos em 3D ainda serem bastante primitivos nessa altura, tanto a nível gráfico como de jogabilidade pois as empresas ainda não sabiam muito bem o que fazer a nível de controlos, Alone in the Dark não deixa de ser um título bastante original, e pioneiro dentro de um género. Gostava de ter visto a reacção do Shinji Mikami quando o jogou pela primeira vez.

Duke Nukem (PC)

Hoje será tempo de mais uma rapidinha, já que no fim de semana não houve practicamente tempo nenhum para me aproximar sequer do PC. E o jogo que vos trago hoje é um jogo de plataformas desenvolvido e publicado pela Apogee, e logo o primeiro de uma franchise que muita tinta deu a gastar ao longo dos anos, pelas melhores e pelas piores razões. Sim, estou a falar do Duke Nukem. Os primeiros dois Dukes são jogos de plataformas 2D, um pouco na veia dos Commander Keen da iD Software, cujos a Apogee também publicou. Este jogo foi comprado nalguma promoção do Steam, tendo-me ficado baratinho.

Duke Nukem

Neste primeiro Duke Nukem ainda não haviam invasões de alienígenas ao nosso planeta com o objectivo de nos raptar as boazonas. Aqui o vilão era o Dr. Proton, que algures no “futuro próximo” de 1997 queria dominar o mundo com o seu exército de robots. Os aliens surgiram apenas no jogo seguinte!

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Aqui o Duke ainda não tinha todas aquelas one liners, mas já estava perto

A nível de mecânicas de jogo, este acaba por ser bastante simples. Um botão para saltar e um outro para atacar, ou seja, disparar a nossa arma contra tudo o que mexa. O objectivo de cada nível é simplesmente chegar à sua saída, sendo que para isso muitas vezes teremos de encontrar chaves coloridas que nos dêm acesso a outros locais. De certa forma este é um típico jogo de plataformas para o PC desta época, um pouco como a série Commander Keen, pois temos níveis bem grandinhos (tanto horizontalmente como verticalmente) para explorar, repletos de inimigos para destruir e itens para coleccionar, embora a maioria desses itens sirvam apenas para aumentar a nossa pontuação. Alguns como comida ou coca-cola servem para restabelecer um pouco a nossa barra de energia, outros dão mais poder de ataque à nossa arma ou outros até nos deixam fazer rappel em algumas secções de alguns níveis. E sim, no final de cada “episódio” – pois este é um jogo lançado originalmente como shareware – teremos um combate contra o Dr. Proton.

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É frequente recebermos algumas dicas ou ameaças do Dr. Proton ao longo do jogo

No que diz respeito aos audiovisuais ainda há algumas coisas a referir. Em primeiro lugar, sendo este um jogo de 1991 e de forma a garantir retrocompatibilidade com PCs mais antigos, os gráficos são em EGA, que não apresentam lá muitas cores. Mas isso para mim é o menos importante, pois ainda assim as sprites e backgrounds acabam por estar bem definidos. Se bem que há também a polémica de alguma artwork ter sido “aproveitada” de jogos como a versão (horrível) para PC do Megaman ou do Turrican. De resto até que gostei da variedade dos episódios, sendo o primeiro passado numa cidade em ruínas após os ataques do Dr. Proton, o seguinte na sua base lunar e no último somos levados para o futuro. O que me causa mais pena é mesmo ao jogo não ter suporte a placas de som e todos os efeitos sonoros serem em PC Speaker, o que sempre achei muito mau, mas quando não haviam placas de som, que remédio tínhamos senão em aguentar. Nesta altura do campeonato acho que a Apogee deveria ter incluído suporte às poucas placas de som já existentes.

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Apesar de possuir gráficos simples, até que gostei dos backgrounds utilizados nos diferentes episódios

Em suma, Duke Nukem não é um mau jogo de plataformas, mas confesso que seja um pouco ultrapassado para os dias de hoje. A sua sequela acaba por ser um jogo muito melhor, ao apresentar gráficos mais cuidados e um design de níveis também mais trabalhado.

Dracula 2: The Last Sanctuary (PC / Sony Playstation)

Dracula 2Hoje teremos direito a um artigo sobre um jogo que possuo em dois sistemas diferentes. Dracula 2: The Last Sanctuary é uma aventura gráfica na primeira pessoa que, tal como o primeiro jogo também aqui analisado tanto para PC como Playstation, continua a saga do romance de Bram Stoker sobre o príncipe das trevas mais famoso do mundo do entretenimento. Tal como o primeiro jogo, este também teve um lançamento inteiramente em português, onde se traduziu tudo, incluindo o voice acting. Felizmente que desta vez arranjei a versão inglesa. A versão PC deu entrada na minha conta steam há coisa de um ou 2 anos, através de algum bundle. A versão PS1 veio de umas trocas e vendas que fiz com um particular há coisa de um mês atrás.

Dracula 2 The Last Sanctuary - Sony Playstation
Jogo com dois discos, caixa e manual

E tal como o seu predecessor, este é também uma jogo de aventura gráfica point and click, jogado na primeira pessoa. A acção decorre logo após recordarmos os acontecimentos finais do último jogo, onde Jonathan regressa a Londres para defrontar Dracula de uma vez por todas. E após passarmos algum tempo em Londres em busca de Drácula, ao visitar a sua propriedade em Carfax Abbey, ou o asilo do Dr. Seward, coisas acontecem e teremos de voltar uma vez mais à transsilvânia para resgatar a nossa noiva/esposa Mina uma vez mais.

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Mais uma vez acaba por ser Mina a ficar no centro das atenções

A nível de mecânicas de jogo há muita coisa que se mantém idêntica à prequela e a muitos outros jogos do mesmo género em que a Cryo Interactive tenha acabado por lhes deitar as mãos. Jogamos numa perspectiva de primeira pessoa em que o movimento é dado com cliques do rato, transitando numa série de ecrãs estáticos, mas que os podemos explorar livremente em practicamente 360º. O resto é o típico de jogos point and click onde a exploração dos cenários, interacção com objectos, pessoas e resolução de alguns puzzles são o prato do dia. Ao explorar os cenários, o nosso cursor do rato vai mudando de figura. Se for uma seta, quer dizer que podemos avançar nessa direcção. Se for uma mão, podemos apanhar esse objecto, se for uma roda dentada, então teremos de procurar no nosso inventário por um objecto para colocar nesse local. Se escolhermos o objecto certo, o cursor ganha contornos verdes, caso contrário fica vermelho. Comandos simples e só pelo facto de termos uma pista visual se certo item serve para aquela posição ou não, já é uma ajuda. Mas há aqui algumas novidades também, sendo que a maior a meu ver são aqueles momentos onde de facto temos a vida em risco ao ser atacados por criaturas ou armadilhas e vemos no ecrã uma barra a esvaziar-se com o tempo. Pois, esse é o tempo que temos para nos safar, seja a interagir com alguns objectos para criar armadilhas a quem nos persegue, ou até sacar um revólver do nosso inventário e dispará-lo quase como se fosse um first person shooter.

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Parece um first person shooter mas não é!

Em relação a pormenores técnicos, felizmente nem a versão PS1 nem a PC que eu possuo foram integralmente traduzidas para português. Digo isto pois já na altura quando comprei o primeiro Dracula, sabia perfeitamente que os diálogos seriam completamente falados em português, mas tinha uma certa curiosidade mórbida em ver como foi feito esse trabalho de tradução, que naquela época ainda não era nada habitual. Mas felizmente desta vez veio tudo com o voice acting em inglês que, apesar de não ser nada por aí além, sempre é tolerável. Graficamente é um jogo com gráficos pré-renderizados, onde é a versão PC que leva a melhor pois apresenta-os com uma resolução maior. Mas é a arte e design das personagens, aliados a uns diálogos não lá muito convincentes que me retiram alguma da piada ao jogo, pois apesar de o mesmo até ter uns gráficos bonitinhos para a altura, não achei que fizessem justiça à malvadez de Drácula e suas concubinas.

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O inventário é semelhante ao do jogo anterior e permite interagir com objectos entre si

Resumindo, para mim Dracula 2: The Last Sanctuary não deixa de ser um jogo de aventura minimamente competente, capaz de entreter qualquer fã do género, ainda para mais se gostam destes com uma temática mais para o Oculto. No entanto, é também um jogo que me deixou um pouco a desejar, principalmente pelos seus diálogos pobres e design/caracterização de personagens que de assustadores não têm muito, tal como referi no parágrafo acima. Os restantes jogos desta série parece que já iniciam um novo arco de história, pelo que me deixaram bastante curioso para os experimentar. Em breve!!