Mario Kart DS (Nintendo DS)

Voltando para a Nintendo DS, o jogo que tenho andado a viciar ultimamente, pelo menos desde que terminei o Mario & Luigi Partners in Time, é o Mario Kart DS, aquele que foi o pioneiro da série em possuir multiplayer online, algo que já poderia perfeitamente ter acontecido na Nintendo Gamecube, mas isso é outra conversa. E sinceramente o resultado final até que me surpreendeu, principalmente pela quantidade de conteúdo que trás. O meu exemplar veio da Cash de Alfragide, tendo sido comprado algures no verão passado por 5€.

Jogo com caixa, manual e papelada

A jogabilidade é a mesma clássica da série Mario Kart. O modo principal de jogo é o Grand Prix, onde dispomos de vários “campeonatos” diferentes de 4 corridas cada. Temos as habituais Mushroom, Flower, Star e Special cups, esta última que culmina na clássica Rainbow Road. Mas para além dessas 4  taças, desbloqueamos ainda outras 4 adicionais, contendo apenas circuitos clássicos dos Mario Kart anteriores, da SNES (que ficaram bem mais bonitos que usando apenas o Mode 7), Nintendo 64, GBA e até GameCube. Já sabia que o Mario Kart da Wii tinha também estes circuitos clássicos de jogos anteriores, mas não fazia ideia que este jogo da DS também tinha o mesmo. De resto, ainda no Grand Prix, podemos também jogá-lo em diferentes níveis de dificuldade, desde os motores de 50cc, para 100, 150 e por fim o Mirror, que consiste nas corridas de 150cc mas com as pistas invertidas.

O ecrã tactil mostra o mapa, que na perspectiva ampliada mostra mais detalhe dos objectos na pista

Para além disso temos também o Time Trial, onde o objectivo é o de fazer as corridas o mais rápido possível, o Battle Mode e um novo modo de jogo, o Mission. O primeiro já é algo conhecido de todos os Mario Karts anteriores e divide-se em duas vertentes. A primeira é o Baloon Battle, que é uma espécie de deathmatch sobre rodas, onde temos de rebentar os balões presos nos karts dos adversários. O outro é o Shine Runners, onde o objectivo é coleccionar as várias Shines (do Super Mario Sunshine) espalhadas na arena, e se possível também roubá-las aos oponentes. Quem tiver menos shines vai sendo eliminado até que sobre apenas o vencedor. Por último temos então o Mission Mode. Aqui vamos participar em corridas com objectivos definidos, como coleccionar um determinado número de moedas espalhadas na pista, atravessar uma série de checkpoints por uma ordem pré-definida, usar power-ups para derrotar uma série de inimigos, entre outros. Até contra bosses temos de lutar! Isto acrescenta uma boa dose de longevidade ao jogo, até porque temos de ter uma boa performance se quisermos desbloquear o ultimo número de missões.

A inclusão de um mission mode trouxe maior longevidade ao jogo e é muito benvinda

No multiplayer, temos o habitual multiplayer local, desta vez jogado de forma completamente wireless. O modo online estava apenas restrito ao modo Grand Prix, mas limitado a 4 jogadores de cada vez. Infelizmente não cheguei a experimentar, mas acredito que tenha sido viciante, pelo menos até à popularização dos flashcarts e respectivos cheaters…

No que diz respeito às características da Nintendo DS, o ecrã de cima apresenta a corrida em si, já o de baixo mostra duas coisas: a tabela classicativa de cada participante da corrida, incluindo os power ups que cada um carrega, bem como o mapa da pista. Este pode ser visto em duas perspectivas: uma perspectiva abrangente da pista toda onde vemos a localização de cada participante, e uma vista ampliada que nos mostra com mais detalhe os oponentes perto de nós, bem como os power-ups que nos atiram ou a localização dos obstáculos. E sim, temos aqui bastantes power-ups como não poderia deixar de ser, incluindo a infame blue shell que muita dores de cabeça dá a quem vai em primeiro lugar.

Para além das competições habituais, aqui temos também outras 4 taças com circuitos de outros jogos da série

Graficamente é um bom jogo tendo em conta que a Nintendo DS possui capacidades 3D algo semelhantes às da Playstation ou Nintendo 64. Os circuitos apresentam muito mais detalhe que os mesmos na Nintendo 64, pelo menos em texturas, mas naturalmente que a nível poligonal a coisa não é tão boa assim. Mas ao menos na Nintendo 64 os karts eram sprites 2D. Por outro lado, tanto os efeitos sonoros são bem competentes e as músicas muito agradáveis.

Por todas estas razões, o Mario Kart DS foi um jogo que me surpreendeu bastante pela positive. A jogabilidade é intemporal e só ficava melhor se a DS possuísse algum analógico. Mas a quantidade de conteúdo, incluindo desbloqueável como novas personagens jogáveis, karts, e as missões, tornam este jogo indipensável a todos os fãs da série que tenham uma Nintendo DS.

Batman Forever (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, trago cá agora a versão da Nintendo GameBoy da adaptação do filme Batman Forever e, tal como a versão Mega Drive, é bastante decepcionante. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, algures em Maio, vindo no meio de um bundle que me trouxe 22 cartuchos por 20€.

Apenas cartucho

Sumarizando bastante, esta versão é mázinha. O layout dos níveis está mais simplificado e não temos aquele elemento de puzzle ocasional que víamos na versões de 16bit, mas a jogabilidade em si ainda me parece desnecessariamente complicada, até porque temos apenas 2 botões faciais, para tantos movimentos diferentes. E não haver um manual online deste jogo também me dificultou a vida!

Gráficos digitalizados e portáteis 8bit monocromáticas não combinam.

A nível gráfico, como podem adivinhar é um jogo extremamente simples. Os níveis parecem também ser digitalizados, mas numa consola como a Gameboy isso não faz muito sentido! Os Donkey Kong Lands chegam lá perto, mas continuo a achar que esta não é uma consola para gráficos digitalizados. Assim sendo, temos cenários muito vazios e desprovidos de vida! Já as músicas gostei mais do que na versão Mega Drive.

Goal! (Nintendo Entertainment System)

A rapidinha de hoje leva-nos de volta à NES para mais um jogo de desporto que infelizmente não resistiu lá muito bem ao teste do tempo. O jogo que cá trago hoje é o Goal! da Jaleco, lançado para a NES algures em 1989, com algumas sequelas lançadas também na Gameboy e SNES, uns anos depois. O meu exemplar veio de uma feira de velharias que fui no mês passado aqui no Porto e custou-me 7.5€.

Apenas cartucho

O jogo dispõe de vários modos de jogo, desde o tradicional versus que nos coloca a jogar partidas amigáveis em multiplayer, bem como o modo campeonato do mundo, onde dispomos de 16 selecções nacionais que poderemos escolher representar. Naturalmente que Portugal não está aqui representado. Este modo Campeonato do Mundo tem duas fases de grupos e só depois a semifinal e final. Temos também o modo torneio onde podem entrar 8 equipas e é jogado por eliminatórias. Para além disso temos um outro modo de jogo que achei original. Intitulado de “Shoot Competition”, é um modo de jogo onde temos vários desafios de, a partir de um lance de bola parada, marcar golo. Se a defesa interceptar a bola o desafio está perdido. Achei um modo de jogo bastante curioso!

A perspectiva é muito estranha e não ajuda nada na movimentação dos jogadores

Mas isto era tudo muito bonito se a jogabilidade fosse boa. Em primeiro lugar vamos para a perspectiva que é vista de cima, mas oblíqua. Não é uma perspectiva isométrica, como nos primeiros FIFAs, mas mesmo oblíqua, o que não ajuda nada para as deslocações com o D-Pad, onde só nos conseguimos mover em 8 direcções fíxas. Depois o jogo é lento, cheio de problemas de framerate e a inteligência articial deixa muito a desejar. É pena, pois para um jogo lançado originalmente no Japão em 1988, até parece ter bastante conteúdo para o que se via na altura.

Ao menos quando alguém marca um golo vemos uma bonita animação de um jogador a festejar

As músicas são toleráveis, e vão tocando ao longo das partidas. Os gráficos já não gosto tanto, principalmente pela perspectiva estranha já mencionada acima. No entanto o jogo possui algumas animações interessantes, nas pequenas cutscenes que acontecem quando alguém marca um golo, ou quando o árbitro tem de intervir na partida. De resto é um jogo que tenta fazer o melhor possível face às limitações de hardware. No fim de contas, se a perspectiva usada fosse mais convencional e a jogabilidade um pouco mais polida, creio que poderíamos estar aqui com um jogo de futebol de peso para a NES. Assim sendo, prefiro antes divertir-me no irrealista Nintendo World Cup.

Tiny Toon Adventures: Buster Busts Loose (Super Nintendo)

Uma das licenças que a Konami dispunha durante os anos 90 era a dos Tiny Toon, uma versão moderna dos clássicos Looney Tunes, com personagens jovens, mas inspiradas nas clássicas. Era uma das minhas séries de animação preferidas enquanto criança, pelo que os seus videojogos também me interessavam. Um dos jogos que a Konami desenvolveu foi este Buster Busts Loose, que tem como o Buster Bunny como protagonista principal. O meu exemplar veio de uma troca feita com um particular, há alguns meses atrás.

Apenas cartucho

Este jogo não tem propriamente uma história em si, simplesmente parece ser jogado em episódios diferentes, onde cada nível possui uma temática completamente distinta. O primeiro nível é passado na “universidade” onde as personagens andam e temos de viajar até à cozinha, onde temos lá o Taz Junior (Dizzy Devil) a destruir a cozinha em busca de comida, já o nível seguinte leva-nos aos Westerns, com a última parte, passada na locomotiva de um comboio a vapor a lembrar-me logo do filme Back to the Future III. Um dos níveis seguintes já nos leva para o meio de uma partida de futebol americano onde temos de nos desviar de uma série de jogadores e conseguir marcar um touchdown. O último nível (que não se consegue aceder no modo easy) já é uma clara paródia/homenagem aos filmes do Star Wars.

Com o Dash até podemos subir paredes!

O jogo em si usa as mecânicas dos jogos de plataformas, com Buster a dispor de um botão para saltar, outro para atacar (através de umas cambalhotas pelo ar) e os botões L e R a servirem para activar o dash, ou seja, para permitir ao Buster correr desenfreadamente, conseguindo até correr em paredes. É uma mecânica de jogo bem necessária nalguns níveis onde o platforming seja mais exigente. Mas não podemos simplesmente correr sempre que nos apetece, pois ao usar o dash estamos a usar uma barra de stamina do Buster, que se vai regenerando de cada vez que deixemos de correr. Pelo meio dos níveis principais temos sempre direito a alguns minijogos que podem ser escolhidos através de uma roleta. Estes minijogos são bastante variados entre si, desde versões simplificadas do Bingo, do jogo das escondidas, partidas de squatch, entre outros. Estes minijogos servem para ganharmos vidas extra, que por sua vez também podem ser obtidas a cada 100 estrelas que coleccionemos ao longo dos níveis “normais”.

Este é o minijogo que menos gosto, nunca fui fã de jigsaw puzzles, e aqui ainda temos a pressão do tempo

A nível audiovisual é um jogo competente, mas nada fora deste mundo tendo em conta as capacidades da Super Nintendo. São gráficos coloridos, com um nível de detalhe considerável e o uso quanto baste dos típicos efeitos de sprite scaling e mode 7 que a SNES sempre conseguiu fazer. Por outro lado as músicas são bastante festivas e vamos poder ouvir a faixa tema dos Looney Tunes Adventures tocada de formas completamente diferentes, mediante o nível em que estamos.

No fim de contas, este é um jogo de plataformas simples, mas bem competente. Os fãs do género conseguem passar um bom tempo com esta pequena aventura!

Mario and Luigi: Partners in Time (Nintendo DS)

Continuando pela Nintendo DS, o jogo que cá trago hoje é a continuação do Mario and Luigi, uma interessantíssima série de RPGs baseados no universo do Mushroom Kingdom trazida até nós pela AlphaDream. O primeiro jogo foi lançado originalmente para a Gameboy Advance e impressionou-me pelas suas mecânicas de jogo originais e um sentido de humor sempre presente ao longo da aventura. Esta sequela, já para a Nintendo DS, usa a mesma fórmula básica, mas aproveita também as características da Nintendo DS para adicionar algo novo. O meu exemplar veio de uma das CeX do Norte algures em Fevereiro deste ano. Creio que me custou algo próximo dos 20€.

Jogo completo com caixa, manual e papelada

A história deste jogo leva-nos à mais recente invenção do Professor E. Gadd, nada mais nada menos que uma máquina do tempo! E na sua viagem inaugural, a princesa Peach viaja ao Mushroom Kingdom do passado, onde tanto ela, como Mario e Luigi eram apenas pequenas crianças. Acontece que Peach viaja para uma altura em que o Mushroom Kingdom estava a ser invadido por uma raça de aliens, os Shroobs. A princesa Peach é atacada, fica presa no passado e recai aos irmãos Mario e Luigi viajarem até lá através de vários portais que se vão formando, resgatar a princesa Peach, e por um término à invasão dos Shroobs.

Quando os irmãos estão separados mas na mesma “sala”, a acção divide-se nos dois ecrãs

Apesar do jogo ter sido lançado para a Nintendo DS, o touch screen muito raramente é usado. O que mais partido se tira da Nintendo DS é mesmo os botões X e Y, bem como os dois ecrãs. Isto porque para além de Mario e Luigi também vamos jogar com o Baby Mario e Baby Luigi, que são precisamente controlados com os botões X e Y, enquanto os adultos usam o A e B. Depois o sistema de combate é muito interessante. Tal como no primeiro Mario and Luigi o jogo usa um sistema de combate por turnos onde podemos tomar muitas acções diferentes como atacar (de diferentes formas), usar itens, ou tentar escapar da batalha. Temos é de usar o botão correspondente a cada personagem para escolher as acções. E também tal como no primeiro jogo, existe todo um encorajamento para brincarmos aos quick time events, isto porque ao pressionar numa série de botões na hora certa, conseguimos fazer mais dano quando atacamos, bem como conseguimos evitar sofrer dano quando um inimigo nos ataca. Por vezes até podemos contra atacar dessa forma. Por exemplo, a forma mais simples de ataque das duplas Mario e Luigi é saltar em cima dos inimigos. Se depois do salto, carregarmos no botão de ataque na altura certa, uns microsegundos antes de atingirmos o adversário, iremos causar mais dano. Por outro lado ao saltar (ou sacar dos martelos) também na hora certa permite-nos esquivar dos ataques inimigos ou até causar-lhes dano. Mas com a adição dos bébés Mario e Luigi, quando lutamos os 4 em conjunto podemos ter algumas interacções com os 4, exigindo alguns QTEs mais complexos.

Agora com 4 personagens jogáveis conseguimos lançar algumas habilidades que requerem a cooperação de todos

Para além dos combates interessantes, o jogo também preza pelos puzzles inteligentes que nos vai apresentando ao longo da aventura, tirando partido das habilidades que cada personagem vai aprendendo. Apesar de na maior parte das vezes os 4 personagens andarem sempre juntos, por vezes temos de os separar, mandando os bébés para um lado e os adultos para o outro. Os bébés são os que podem usar um martelo e destruir alguns obstáculos, bem como furar debaixo da terra e conseguir assim entrar por baixo de algumas portas trancadas. Os adultos conseguem saltar mais alto e mais longe, principalmente depois de aprenderem o truque para rodopiarem. Existem outras habilidades que aprendem mais tarde e que tiram partido dos 4 irmãos em simultâneo, para tratar de alguns puzzles mais complexos.

A narrativa é bastante interessante, e por vezes até um pouco sinistra!

A nível de narrativa, tal como o anterior este é um jogo com uma história agradável e repleta de boa disposição. Acho que fizeram um bom papel ao representar os aliens dos Shroobs bem como a Princess Shroob. Por vezes o plot parece bem sério e ameaçador para um jogo da série Mario! Por outro lado, a história está também repleta de bom humor, o que também nos motiva a continuar a jogar “só mais um bocadinho”.

A nível audiovisual é um jogo algo semelhante ao da Gameboy Advance. O jogo está completamente em 2D, mas com sprites bem definidas e animadas. Os dois ecrãs são usados como um só durante as batalhas, já durante a fase de exploração são usados de forma diferente, com um dos ecrãs a mostrar o mapa e o outro a acção. Por vezes misturam-se um pouco principalmente quando separamos os bébés dos adultos e temos de usar ambos os pares de forma independente. De resto, as músicas são também bastante agradáveis como vem sendo habitual nos jogos do Mario e os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel.