Voltando às rapidinhas, hoje trago-vos um dos primeiros spinoffs da saga Pokémon para a Gameboy Color, o Pokémon Pinball, ainda da primeira geração de Pokémon, com os originais 151 para apanhar. E tal como o nome do jogo refere, é uma adaptação para pinball. Quanto à sua execução, veremos se realmente foi uma boa ideia ou não. Entretanto o meu exemplar veio parar à minha colecção por 2 partes. A caixa, com todos os manuais, papelada e inserts, tinha-me custado 1€ numa loja que a tinha para lá perdida em algum sítio. O cartucho em si custou-me uns 4€ a um particular.
Jogo com caixa, manual e papelada
Como muitos outros jogos de pinball, um dos objectivos é o de fazer o máximo de pontos possíveis, mas sendo este um Pokémon, também temos de os apanhar a todos. Ao iniciar a cada partida podemos optar pela mesa Red ou Blue, uma alusão aos 2 títulos Pokémon originais. E depois lá controlamos uma pokébola ao lançando-a pela mesa, ressaltando em vários objectos, passando por túneis ou alavancas, que nos vão dando mais pontos e multiplicadores de pontos. Para além disso, é precisamente ao conseguir seguir uma sequência específica de eventos que poderemos também capturar ou evoluir pokémons. Tanbém vamos tendo acesso a minijogos que são na verdade pequenos bosses como o caso do Mewtwo, os Digletts, o Meowth, entre outros. Cada mesa possui a possibilidade de visitarmos várias localizações dos primeiros jogos, como Vermillion City, Mt. Moon, Celadon ou outros, sendo que cada localização possui diferentes Pokémons para apanhar. Apanhar os 151 é uma tarefa hercúlea e exige muitas e muitas horas de pinball, algo que eu não tenho tanta paciência assim.
As diferentes mesas têm também diferentes locais para visitar e pokemons para apanhar
Para além disso, a física deixa muito a desejar, pois por vezes vemos a bola a ter comportamentos que não lembram a ninguém. Por outro lado este é um dos poucos jogos da Gameboy Color que suportam o sistema rumble que adiciona vibração à consola, necessitando para isso de inserir uma pilha AAA no cartucho. Sinceramente não me faz falta! No que diz respeito aos audiovisuais, por um lado as músicas são agradáveis, assim como os efeitos sonoros. Por outro, acho que as mesas de pinball poderiam ter mais algum detalhe.
Para apanhar ou evoluir um pokemon é necessário que a bola bata numa série de sítios
Portanto este é um jogo de pinball que até pode agradar aos fãs do género se quiserem um jogo apenas para pontuar. Para os fãs de Pokémon apenas, será mais difícil de agradar.
Continuando pelas rapidinhas, o jogo de hoje leva-nos à adaptação para consolas da Nintendo do filme Gremlins 2, lançado algures em 1990. Digo adaptação para as consolas da Nintendo pois existe uma outra versão do Gremlins 2 produzida pela Elite para os vários computadores da época. Esta versão é produzida pela Sunsoft, tendo sido lançada para a NES e Nintendo Gameboy respectivamente. O meu exemplar foi comprado algures durante o mês passado a um particular, tendo-me custado uns 12€.
Apenas cartucho
Os filmes dos Gremlins são baseados nas estranhas e misteriosas criaturas peludas, que não podem nem ser alimentadas depois da meia-noite, nem molhadas com água. Se tal acontecer, a criatura fofinha dá origem a uma série de diabretes capazes de causar o caos, algo que aconteceu numa pequena cidade do interior norte-americano no primeiro filme, preparando-se para acontecer agora em plena Nova Iorque. Neste jogo tomamos o papel do próprio Gremlin “bom” que percorrerá um arranha-céus e assim derrotar todos os Gremlins maus e outras criaturas que encontrar.
Este é um jogo de acção numa perspectiva aérea que mistura conceitos de shooter com os de um jogo de plataformas. O objectivo é levar o Gizmo até à saída do nível, atravessando uma série de obstáculos e inimigos, tipicamente culminando na luta contra um boss. A jogabilidade é simples com um botão para saltar e um outro para atacar. Ao longo dos níveis e à medida que vamos combatendo os inimigos, estes vão deixando para trás alguns itens que nos poderão ajudar. O mais comum são pequenos cristais que servem de unidade monetária do jogo, mas também podemos encontrar Pogo Sticks que nos permitem saltar sobre os inimigos e derrotá-los rapidamente, de forma temporária. Temos um relógio que paralisa brevemente os inimigos no ecrã e uma lâmpada que destrói todos os que estejam presentes no ecrã.
Ao longo do jogo não vamos enfrentar outros Gremlins apenas, mas também criaturas estranhas como tomates gigantes
Para além disso, de vez em quando encontramos portas que nos levam a uma loja. É aqui que podemos trocar os cristais por alguns itens, se bem que apenas podemos comprar um item de cada vez: temos um balão (podemos carregar um máximo de 5) onde a cada vez que nos enganamos um salto e vamos caindo de um precipício, este balão é usado automaticamente, dando-nos alguns segundos para nos colocarmos em segurança. Podemos também comprar power ups temporários para a nossa arma, bem como corações extra que nos aumentam a barra de vida (mas infelizmente só até ao fim do nível) ou mesmo vidas extra. De resto, no final dos confrontos com cada boss ganhamos um upgrade à nossa arma, que, tal como nos shmups, tipicamente consegue disparar em várias direcções e com projécteis mais poderosos.
Eventualmente lá encontramos lojas secretas onde podemos comprar alguns itens que nos ajudarão
De resto a nível gráfico é um jogo minimamente competente, embora os cenários não sejam lá muito variados entre si. Mas o que me agrada mesmo são as músicas! A Sunsoft tipicamente faz um excelente trabalho neste campo e este título não é excepção à regra! Algumas das músicas são mesmo viciantes! De resto é um jogo bastante agradável de se jogar, pelo que recomendo que lhe dêm uma olhada se tiverem a oportunidade.
O Secret of Mana é um clássico intemporal no ramo dos action RPGs japoneses. Creio que não há dúvidas disso, tanto que a Square-Enix escolheu este jogo para um full remake em 3D para várias plataformas actuais. Depois do Secret of Mana, que no Japão era originalmente conhecido por Seiken Densetsu 2 (o primeiro jogo da série chegou até nós Europeus como Mystic Quest), a Squaresoft começou a trabalhar na próxima sequela, Seiken Densetsu 3 que acabou por sair no Japão algures em 1995. Infelizmente, e talvez devido ao mercado das 16bit estar a entrar numa fase descendente nessa altura, esse jogo nunca foi localizado. Por outro lado, o ramo Americano da Sqaresoft também tinha começado o desenvolvimento deste Secret of Evermore que partilha algumas das mesmas mecânicas de jogo que Secret of Mana, mas estava a ser desenvolvido de raiz para o mercado ocidental, tanto que os japoneses nunca o receberam. O meu exemplar foi comprado algures em 2016, num pequeno bundle de vários jogos de Super Nintendo que me ficou por 70€ no total.
Apenas cartucho, versão espanhola
O jogo começa por nos levar ao ano de 1965 à pequena cidade norte-americana de Podunk, onde algures no interior de uma mansão estava a decorrer uma experiência científica que correu mal e todos os presentes na sala desapareceram sem deixar rasto. A narrativa avança então 30 anos para os anos 90, onde encarnamos no papel de um jovem adolescente viciado em filmes de acção. O jovem, que lhe damos o nome que quisermos, estava a sair precisamente do cinema quando o seu cão começa a perseguir um gato que entra pela velha mansão abandonada, até que descobrem o laboratório secreto e uma vez mais todos desaparecem misteriosamente. Somos então levados para o estranho mundo de Evermore, aterrando inicialmente numa zona aparentemente pré-histórica, com homens das cavernas e dinossauros. À medida que vamos explorar Evermore, vamos encontrando as personagens desaparecidas de Podunk e vilões que querem dominar aquele mundo a todo o custo.
A piada deste Secret of Evermore está na variedade de cenários que vamos visitando
As mecânicas de jogo, tal como referido acima são inspiradas nas de Secret of Mana, na medida em que este é um RPG de acção com um sistema de menus em anel, ganhamos experiência à medida em que combatemos, assim como as armas que temos equipadas e as magias que desencadeamos, todos vão subindo de nível, ficando cada vez mais ponderosas. O jogo possui também um sistema de menus em anel, mas as similaridades acabam-se por aí. Apesar de termos sempre 2 personagens na party (o herói e o seu cão), este é um jogo completamente single player, na medida em que apenas controlamos activamente uma das personagens, a outra é controlada por inteligência artificial, se bem que é possível escolher o seu comportamento típico. Com o cão a vaguear sozinho, ele vai alternando entre ataque e exploração, permitindo-nos encontrar vários itens escondidos.
Como sempre não poderiam deixar de haver bosses para enfrentarmos!
A outra grande diferença perante o Secret of Mana está mesmo no sistema de magias, que aqui é substituido por um sistema de alquimia. Ao longo do jogo vamos poder encontrar e/ou comprar vários diferentes materiais que podem ser usados em conjunto como magias de ataque, defesa ou suporte como regenerar a nossa vida, aumentar o ataque, evasão e outros stats.
O sistema de magias é substituido por fórmulas de Alquimia, onde misturando diferentes reagentes poderemos desbloquear diferentes feitiços
A nível audiovisual é um jogo que usa o mesmo motor gráfico do Secret of Mana pelo que possui gráficos coloridos e relativamente bem detalhados. O mundo de Evermore é variado, consistindo em diferentes regiões temáticas, como uma zona pré-histórica cheia de florestas, cavernas e vulcões, uma outra zona romana e/ou egípcia com desertos e grandes monumentos ou catacumbas para serem exploradas. Por fim temos também por explorer uma zona medieval com castelos e dragões, bem como uma estação especial toda futurista. No entanto, a narrativa não é lá muito apelativa a meu ver, não achei que as personagens fossem muito carismáticas. Por outro lado as músicas são de boa qualidade, fruto do excelente chip sonoro da Super Nintendo.
Apesar de não ser um jogo graficamente tão completo como Seiken Densetsu 3, possui os seus momentos
Portanto este Secret of Evermore até que nem é um mau jogo de todo, especialmente para os fãs de Secret of Mana já que herda muitas das suas mecânicas de jogo. Mas depois de jogar uma ROM traduzida do Seiken Densetsu 3, preferia de longe que tivéssemos antes recebido por cá esse jogo, sem dúvida um dos mais fortes dentro do seu género.
Voltando às rapidinhas na Gameboy, o jogo que cá vos trago hoje é um simples jogo de corridas de fórmula 1, este Ferrari Grand Prix Challenge trazido até nós pela Acclaim, o que geralmente não é lá muito bom sinal. O meu exemplar foi comprado há umas semanas numa feira de velharias por 1€.
Apenas cartucho
Este é um jogo de corridas relativamente simples, onde encarnamos num piloto de F-1 da Ferrari e vamos poder correr ao longo de uma temporada de Fórmula 1, ao longo de vários circuitos oficiais, mas contra pilotos e outros fabricantes fictícios. Inicialmente podemos escolher se queremos um carro com mudanças automáticas ou manuais e depois lá começamos a temporada, onde podemos optar por participar numa volta de qualificação, ou lançarmo-nos logo para a corrida propriamente dita, se bem que se não quisermos fazer a volta de qualificação começamos no último lugar. Depois o objectivo é terminar a corrida na melhor posição possível, sendo-nos atribuida uma pontuação diferente consoante a posição em que terminarmos a corrida. Para além disso, e para tornar o jogo mais desafiante, à medida em que vamos correndo e passando certos checkpoints, o jogo vai-nos obrigando a manter-nos num certo lugar, sendo que se nos desleixarmos somos desqualificados e convidados a começar essa pista novamente. O progresso no campeonato é gravado através de um sistema de passwords.
Na parte de baixo do ecrã podemos ver a volta em que estamos, a nossa posição na corrida e no circuito comparando com o primeiro lugar.
De resto, é isto, o jogo é bastante simples. A nível audiovisual também não esperem nada do outro mundo. As músicas e efeitos sonoros cumprem o seu papel, no entanto não são propriamente memoráveis e os gráficos também são simples, tendo em conta as limitações da plataforma. O layout dos circuitos é parecido com os reais, e os backgrounds vão mostrando algo que os distinga entre si, como a Torre Eiffel no GP da França ou o Big Ben no GP do Reino Unido.
Posto isto, este Ferrari Grand Prix é um jogo de corridas bastante simples, existem melhores opções na Gameboy para os fãs de Fórmula 1.
Voltando às rapidinhas na Gameboy Color, o jogo que cá trago hoje é a adaptação para esta portátil da Nintendo do V-Rally, um jogo de corridas desenvolvido pela Infogrames com a tarefa de competir com o famoso Colin McRae Rally da Codemasters. Na verdade, existem 2 versões para as portáteis da Nintendo. Uma lançada originalmente em 1998 para a Gameboy Clássica e uma outra, a que cá trago, lançada no ano seguinte para a Gameboy Color. Apesar desta vir num cartucho do formato da Gameboy clássica mas de cor negra, o que indica ser um jogo de GBC mas com retrocompatibilidade com a Gameboy normal, supostamente na caixa indica que é exclusive para a Gameboy Color. Sinceramente não cheguei a testá-lo numa Gameboy classica para tirar a dúvida se é ou não retrocompatível, mas o que é certo é que esta versão é idêntica à anterior, com a adição de cores, e poucas mais alterações. O meu exemplar veio de um bundle comprado algures nos últimos meses de 2017, tendo-me custado algo entre os 2, 3€ por cartucho.
Apenas cartucho
Aqui dispomos de dois modos de jogo, o arcade e o championship. O primeiro acaba por ser uma espécie de Sega Rally, onde vamos correndo em vários circuitos com o objectivo de chegar em primeiro e garantir que atravessemos todos os checkpoints dentro do tempo disponível. No modo Championship, como esperado, vamos ganhando pontos mediante a posição em que acabemos cada circuito e o objectivo é chegar em primeiro no fim. A jogabilidade é simples com um botão para acelerar e outro para travar, e dispomos de 4 carros distintos para escolher, cada qual com as suas características: Um Peugeot 206, um Ford Escort, Subaru Impreza e por fim um Mitsubishi Lancer.
O menu de selecção de carros até apresenta uns bonitos efeitos 3D
Tal como já referido acima, esta versão Gameboy color é essencialmente a versão clássica, com menus mais fancy, gráficos coloridos, e o trilho de Córsega a ser substituído pelo do Yosemite Park, nos Estados Unidos. Mas pelo que vi da versão clássica, na verdade, apenas alteram o nome do circuito, tudo o resto parece-me igual. De resto, os gráficos são coloridos e os carros parecem ser sprites digitalizadas dos originais. A equipa tentou também esmerar-se ao ponto de incluir detalhes como chuva ou neve, e tal como jogos como Out Run, os circuitos também possuem relevo. De resto, as músicas não são nada de especial, existindo apenas nos menus e nas transições entre corridas.
Os gráficos até que são bem coloridos e relativamente bem detalhados
Portanto, este V-Rally acaba por ser um jogo de corridas minimamente competente para quem gosta do género, sendo que a Gameboy Color também não pode fazer muito melhor. Mas se porventura já tiverem a versão lançada no ano anterior para a Gameboy clássica, a única coisa nova que vão ter aqui é mesmo os gráficos coloridos.