XII Stag (Sony Playstation 2)

XII StagE para não variar muito dos últimos artigos, o que vou trazer cá hoje é invariavelmente mais uma rapidinha. Desta vez o escolhido é o shmup XII Stag da Taito, que não é uma empresa estranha a este subgénero de videojogos, mas este XII Stag em particular parece-me ter passado um pouco de baixo do radar. Pelo menos eu não o conhecia de lado nenhum e fiquei curioso quando o vi na Cash Converters de Alfragide. Este género de jogos e os fighters 2D são algo que até me agrada, mas jogo de forma mais casual, pois costumo ser um zero à esquerda quando comparado com os fãs hardcore. No entanto são jogos a que eu vou estar mais atento doravante e tentarei os trazer, sempre que os encontrar baratinho. Foi o que aconteceu com este XII Stag da Taito, apesar de me ter sido oferecido pelo Mike do Game Chest a quem eu bem agradeço.

XII Stag - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa e manual

No que diz respeito à história, essa nunca foi o foco deste tipo de jogo. É sempre um piloto destemido com uma nave super-poderosa contra um exército inteiro de outras naves e aviões de combate e bosses poderosos. Nada mais interessa, a não ser a jogabilidade. E ao contrário de outros shooters como Ikaruga, ou Castle of Shikigami onde temos algumas habilidades próprias como absorção de dano este XII Stag opta por uma jogabilidade mais old-school. Ou quase. O setup dos controlos é simples, com um botão para disparar, outro para o autofire que se forem como eu é para deixar premido durante todo o jogo, e um outro para o ataque especial. A “novidade” está nos disparos laterais e traseiros que podemos fazer, embora não tenham o mesmo poder de fogo que os dianteiros. Os traseiros são disparados automaticamente sempre que um inimigo se aproxime nessa direcção, já os laterais obrigam-nos a “abanar” repetidamente a nave para a esquerda e direita para os disparar, o que não é lá muito inteligente e acaba por ser utilizado unicamente para quem quiser obter grandes pontuações, já que essa técnica é muito bem recompensada nesse aspecto.

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Podemos mapear as acções para diferentes botões

O ataque especial é uma “bomba” que provoca uma barreira circular temporária que absorve todos os disparos que a atravessem e danifica os inimigos que estejam lá dentro também. De resto, como eu achei essa mecãnica dos disparos laterais um pouco chata, felizmente há a opção de activar esses disparos laterais com um botão apenas. De resto, e apesar de não ser um jogo com uma componente de bullet hell predominante, excepto nalguns bosses e inimigos em níveis mais avançados, temos sim é de ter cuidado com muitos dos inimigos (ou asteróides) que podem surgir de qualquer lado do ecrã, resultando por vezes em mortes evitáveis. Ainda bem que temos continues infinitos.

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As armas especiais devem ser utilizadas inteligentemente

Graficamente não é nada do outro mundo. Os inimigos são apresentados num 2D bem detalhado, mas a minha queixa vai mesmo para os backgrounds, que me parecem de baixa resolução e o scrolling é muito repetitivo. Os níveis em si vão variando de temática, culminando numa batalha final contra uns pulmões e um coração gigantes (desculpem lá o spoiler), mas gosto de shmups mais bem trabalhados na parte visual. As músicas são competentes, tendo sempre uma toada electrónica e futurista, adaptando-se ao conceito do jogo.

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Este não é um jogo bullet hell, mas tem os seus momentos

XII Stag parece-me ser um shmup vertical sólido, embora a PS2 tenha no seu catálogo outros títulos bem superiores. As suas mecânicas de tiros laterais são um pouco chatas de se executar na sua forma original, mas felizmente é possível mapear essa acção num botão, facilitando mais as coisas para um comum mortal como eu.

Kuru Kuru Kururin (Nintendo Gameboy Advance)

Kuru Kuru KururinO artigo de hoje vai ser mais uma rapidinha porque, you know it, o tempo tem sido completamente escasso. E para a rapidinha de hoje será um jogo bastante bizarro da altura do lançamento da Gameboy Advance, pelo menos em território europeu. Kurukuru Kururin é uma espécie de puzzle-game com um conceito bastante original que só alguém do Japão poderia ter uma ideia dessas e já perceberão o porquê. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular, a quem eu bem agradeço e está completo com caixa e manuais.

Kuru Kuru Kururin - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa manuais e papelada

O jogo é bizzarro até na história. O nosso protagonista é um pato em busca de todos os seus irmãos que estão espalhados por sabe-se lá onde. E como os vamos encontrar? Bom, e que tal enfiarmo-nos no veículo mais estranho do mundo? Que tal soa uma bola com 2 hélices gigantes que rodam sem parar para atravessar corredores estreitos e cheios de obstáculos? Porque basicamente é isso que acontece ao longo de todo o jogo, temos de levar o “helicóptero” do ponto A ao ponto B em cada nível, evitando ao máximo embater em paredes ou outros obstáculos no meio. A velocidade com que as hélices rodam é sempre a mesma e o sentido “também”. Com base nisso temos de pensar bem no timing para atravessar algumas curvas, aproveitando o sentido de rotação e a curvatura. Ao embater em paredes perdemos um coração, e temos poucos para usar, no entanto os mesmos podem ser regenerados em algumas áreas do circuito.

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Esta é a coisa que pilotamos

Mas também podemos ver algumas molas e nessas podemos embater à vontade, pois alteram o sentido de rotação das hélices e são muitas vezes a chave para o sucesso ao fazer alguns “S” ou outros circuitos mais complexos. Para além disso podemos também apanhar uma série de itens de bónus, que poderão ser usados depois para customizar o aspecto do nosso helicóptero. Creio que são apenas mudanças cosméticas… e para além do modo história temos um modo de treino onde podemos practicar os circuitos já desbloqueados e um outro modo Challenge, onde temos de bater tempos mais apertados em vários circuitos. Existe também uma vertente multiplayer que pode ser jogada até 4 jogadores com apenas um único cartucho, uma das grandes novidades introduzidas pela GBA. Mas claro que não experimentei.

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Ao embater nalguma superfície que não uma mola, somos penalizados

Graficamente é um jogo simples, mas bem colorido. Os níveis são temáticos, tanto temos cenários mais naturais ou industriais, mas como é um jogo baseado em circuitos não há muita coisa que se possa fazer. Por outro lado, as músicas são excelentes e fazem-me lembrar bastante o chiptune da NES. Para fechar o artigo, devo dizer que Kurukuru Kururin é um jogo divertido para ser jogado numa portátil. Quem gosta de puzzle games irá certamente encontrar algum desafio aqui, mas não é de todo um jogo que eu recomende incondicionavelmente. Cumpre o seu papel.

Spider-Man (Sega Game Gear)

Spider-ManMais uma rapidinha, agora para Game Gear. Este Spider-Man foi um jogo que comprei um pouco às cegas pois não me estava mesmo a lembrar de nenhum jogo do aranhiço para a Game Gear apenas com esse nome. E acabei por o levar em bundle juntamente com outros cartuchos numa das minhas visitas à feira da Ladra em Lisboa por cerca de 3€. Quando cheguei a casa é que me apercebi que isto não é nada mais nada menos que o Spider-Man vs the Kingpin. I have made a huge mistake, e já vão descobrir o porquê.

Spider-Man - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Tal como o nome completo do jogo indica, o nosso principal adversário é o Kingpin, o rei do crime organizado lá do sítio, embora também tenhamos de defrontar uma série de outros vilões clássicos da série do Spider-Man, como o Dr. Octopus, Venom ou o Green Goblin. O plano do Kingpin consistia em tentar desacreditar o homem-aranha na opinião pública, transmitindo pequenos relatos de TV indicando que o herói era na verdade um criminoso e estava a planear explodir uma bomba bem no centro da cidade nos próximos XX minutos. O resto do jogo leva-nos literalmente em contra relógio a tentar progredir na história, defrontando outras caras conhecidas para desactivar as bombas, desmascarar o Kingpin e salvar a sua imagem.

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Não seria um jogo do homem aranha se não nos pudéssemos balancear com as teias

A minha maior queixa deste jogo (minha e a de muitos outros) são os controlos horríveis, com uma má detecção de colisões, inimigos bem chatos e cada dano que sofrermos expelir-nos bem para trás o que pode trazer ainda mais algumas chatices. Isso e a dificuldade bem acima da média. Mas se tentarmos ignorar esses defeitos, então este jogo até que tem algumas coisas interessantes e originais. Para começar vamos mesmo jogar o resto do jogo em contra relógio. Com sensivelmente 30 minutos para desarmar as bombas vamos ter de atravessar vários níveis repletos de perigos e inimigos e tudo isto com apenas uma barra de energia e uma vida. Como restauramos a nossa vida? Bom, a qualquer momento do jogo podemo-nos “transformar” em Peter Parker e ir descansar ao nosso quarto, restabelecendo alguma dessa energia perdida. O problema é que o relógio continua sempre a contar.

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Para regenerar a vida podemos descansar no nosso apartamento. Mas o relógio conta sempre!

Depois, com um botão para salto e um outro para atacar, com ataques que tanto podem ser normais como usando as teias de aranha, as nossas reservas de teias também se vão esgotando. E então como as podemos restabelecer? Bom, fazendo o que Peter Parker faz de melhor: fotografar! É nos menus de pausa que podemos escolher essas opções como nos retirarmos temporariamente para recuperar energia, mas também podemos escolher uma máquina fotográfica. A ideia consiste em tirar fotografias aos bosses, para quando chegarmos ao fim de cada nível possamos ganhar algum dinheiro com as mesmas no jornal Daily Bugle e com esse atestar dinheiro ganho atestar o nosso stock de teias. E claro, as teias servem também para nos deslocarmos pelo ar, onde como não poderia deixar de ser, as teias são atiradas para o infinito e mesmo assim o Homem-Aranha consegue balancear-se de um lado para o outro.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é outro jogo que não é nada de especial. Ainda assim a versão Game Gear consegue ser um pouco melhor, devido ao seu ecrã reduzido, aumentaram um pouco o “zoom” aos cenários e personagens, aparentando assim ter melhor detalhe. Mas não é nada de espectacular, vale mais pelas “cutscenes” que vamos vendo entre cada nível. As músicas e efeitos sonoros por outro lado são horríveis, do pior que já ouvi numa Master System/Game Gear. Posto tudo isto, não posso dizer que recomende este Spider-Man (vs  the Kingpin), embora até ache alguma piada a alguns conceitos de jogo que lhe introduziram.

Boulder Dash (Nintendo Entertainment System)

Boulder DashO artigo que trarei cá hoje é invariavelmente mais uma rapidinha, pois o tempo não dá mesmo para mais. E também não teria assim muito para dizer pois este Boulder Dash é uma conversão de um clássico da velha-guarda, bastante simples nas suas mecânicas de jogo, mas nem por isso propriamente fácil. Para já apenas disponho do cartucho, que foi comprado na feira da Vandoma no Porto, algures durante o mês de Janeiro por 5€, se a memória não me falha.

Boulder Dash - Nintendo Entertainment System
Apenas cartucho

O objectivo do jogo é simples: somos o mineiro Rockford e o nosso pai, Stoneford deu-nos uma série de mapas de várias minas que tinham imensos tesouros, como diamantes ou outras pedras preciosas. Bom, os mapas deviam ser uma porcaria pois o que mais se vê é terra, rochas, inimigos e alguns diamantes à vista. Os outros têm mesmo de ser descobertos. E o jogo é passado numa perspectiva que pode parecer “top-down view”, mas na realidade é uma vista lateral. Os controlos são bem simples, os direccionais fazem com que Rockford ande ou escave na direcção pretendida e o objectivo é apanhar um certo número de diamantes antes do tempo limite. Mas a gravidade é uma coisa lixada e é preciso ter cuidado ao escavar a terra debaixo de rochas, pois faz com que elas caiam e se estivermos debaixo, bom, não é difícil adivinhar o que nos acontece.

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Podemos mudar a cor da sprite da nossa personagem. Yay pallete swaps!

Para piorar as coisas existem também vários inimigos a vaguear pelo subsolo e também nos podem matar com um toque apenas. Por outro lado também podemos ser inteligentes e fazer com que rochas caiam em cima deles, matando-os. Isto acaba também por ser obrigatório, pois ao matar os inimigos eles explodem e podem rebentar com algumas paredes que nos dão acesso a mais diamantes. Alguns inimigos acabam mesmo por gerar 9 diamantes extra após explodirem! Como vêm, o conceito do jogo é bem simples, apesar de existirem imensos níveis repletos de inimigos e outros perigos, pois as rochas podem começar a cair em cascata e os inimigos por vezes seguem padrões de movimento algo imprevisíveis. É um daqueles jogos arcade da velha guarda em que apesar de não haver uma grande variedade, o desafio está sempre lá. Creio que o jogo está dividido num total de quase 100 níveis, que por sua vez estão espalhados ao longo de 4 quests de 6 mundos cada. É muito nível!

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Até os próprios diamantes nos podem esmagar se não tivermos cuidado

Graficamente é um jogo bastante simples, com sprites pequenas e pouca variedade de inimigos ou cenários, nota-se bem que este Boulder Dash é uma encarnação de um jogo da primeira metade da década de 90. As músicas são acessíveis, tanto vamos tendo algumas melodias agradáveis para ouvir, em especial nos menus e introduções de cada nível, como outras músicas mais tensas, em especial quando andamos mesmo nas escavações a tentar sobreviver a todo o custo.

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Existem vários mundos a explorar, embora não haja grande variedade nas mecânicas de jogo

Boulder Dash é um daqueles jogos que apesar de ter envelhecido mal com o tempo, pelo menos no seu aspecto, a sua jogabilidade simples mantém-se desafiante. Cumpre o seu papel, e é uma herança dos jogos arcade da velha guarda, ao lado de títulos como Pac-Man ou Dig Dug. No entanto não é daqueles títulos que eu considere um must-have para qualquer coleccionador de NES.

FIFA Soccer 97 (Sega Mega Drive)

FIFA 97Mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez o FIFA 97 para a saudosa Sega Mega Drive, possivelmente o jogo de futebol que mais joguei na vida, no entanto não tenho muito mais a acrescentar ao que já foi escrito em artigos como o do FIFA 95 e 96, daí a rapidinha. E ao contrário desses 2 jogos, que os tenho com caixa e manual, este FIFA 97 apenas o cartucho veio cá parar, tendo sido comprado juntamente com a consola por 15€, ficando-me a um preço muito barato. Edit: Eventualmente em Agosto de 2017 ofereceram-me uma caixa do jogo.

Jogo com caixa

Tal como nos anteriores, este jogo contém uma vasta selecção de diferentes equipas, campeonatos e selecções, embora infelizmente a nossa portuguesa tenha ficado no esquecimento. Já ter a selecção não é mau! Mas podemos criar as nossas próprias equipas, tal como no FIFA 96. A nível de modos de jogo é exactamente a mesma coisa: podemos jogar um amigável, torneios, campeonatos e playoffs. A grande novidade está é no tipo de estádio que podemos escolher: outdoor e indoor. Nos estádios normais, nada muda, mas nos indoors a história já é outra. Aqui é jogada uma variante de futebol de salão, onde apenas temos 5 ou 6 jogadores em campo para cada equipa e podemos fazer tabelinhas com as paredes, resultando em partidas mais frenéticas. Foi na minha opinião uma boa adição ao jogo que já ia na sua quarta iteração a utilizar o mesmo motor gráfico.

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A adição do indoor soccer é sem dúvida a grande novidade deste jogo

Fora isso não reparei em grandes diferenças a nível de jogabilidade, pois apesar de ter sido o jogo de futebol que mais joguei até agora, nunca deixou de ser de uma forma mais casual. De resto, a nível gráfico também não existem muitas diferenças face aos anteriores, talvez exceptuando o facto de podermos jogar em diferentes condições climatéricas e isso nota-se no relvado. As músicas quando existentes cumprem bem o seu papel, embora não sejam propriamente memoráveis. Já os efeitos sonoros continuam excelentes e não tenho nada a apontar nesse campo.

FIFA 97 é mais um bom jogo de futebol para a Mega Drive, sendo na minha opinião o mais interessante dos cinco que a consola de 16bit da Sega acabou por receber, quanto mais não seja pela adição do indoor soccer.