FIFA International Soccer (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas de jogos desportivos na Game Boy, o jogo que cá trago agora é a primeira iteração da série FIFA da Electronic Arts. Tal como no jogo anterior, este também veio num bundle de 22 cartuchos de Gameboy comprado no mês anterior na Feira da Vandoma do Porto por 20€. Mas ao contrário do Baseball, este já é um desporto que conheço bem!

Apenas cartucho

Ao contrário dos outros jogos de futebol que existiam na Gameboy até ao lançamento deste primeiro FIFA, este é um jogo que preza mais pelo realismo do que numa jogabilidade puramente arcade. Mas numa portátil bastante restrita como a Gameboy isso pode não ser uma boa ideia. Mas já lá vamos. Aqui vamos tendo vários modos de jogo, desde as partidas amigáveis, passando por campeonatos, torneios como a taça do mundo ou outros meramente por playoffs. Existem várias opções que poderemos customizar, como activar a fatiga dos jogadores, que nos obriga a ter uma maior atenção às substituições que poderemos fazer ao longo das partidas. Ou então decidir as condições meteorológicas ou se queremos um relvado natural ou sintético. Supostamente terá influência na jogabilidade, mas não notei grandes diferenças assim.

Surpreendentemente é um jogo bem colorido na Super Game Boy

Apesar de ser um jogo com uma grande variedade e leque de opções, como tem sido habitual nos jogos desportivos da Electronic Arts, o problema está na jogabilidade. Para além da acção ser lenta e as sprites apresentarem muito flickering (já o Soccer sofria desse mal!), os controlos também não são os melhores, nem a inteligência artificial. Os passes saem ao lado e correr com a bola é uma miragem, pois este é daqueles jogos que nos obrigam a correr em linha com a bola, caso contrário ela fica para trás, muito provavelmente para ser recuperada por algum jogador da equipa adversária, porque os jogadores da nossa equipa também parece que não se sabem posicionar…

Graficamente os FIFAs clássicos foram jogos que ficaram conhecidos também pela adopção de uma perspectiva isométrica que melhor simulava o 3D e aqui na Game Boy a mesma é também usada. No entanto o preço é alto, com bastante sprite flickering e pouco detalhe nos jogadores, bem como a bola que é minúscula. É também um jogo com suporte ao acessório da Super Game Boy, ganhando logo muito mais cor e uma nova vida. A nível de audio não tenho nada de relevante a comentar. As músicas são minimamente competentes, podendo ser configuradas para se ouvirem apenas durante os menus ou também durante as partidas, e os efeitos sonoros infelizmente também ficam muito aquém das minhas expectativas. É uma pena! E ainda faltaram um aninhos até o ISS sair na Gameboy…

Baseball (Nintendo Gameboy)

Vamos lá a uma super rapidinha a um jogo que só veio parar à minha colecção por ter vindo num conjunto de 22 cartuchos que comprei no mês passado, na feira da Vandoma no Porto, por 20€. Baseball é uma espécie de uma adaptação do jogo de mesmo nome da NES e, tal como a sua versão caseira, foi também um dos jogos de lançamento da Gameboy, pelo menos em solo norte-americano.

Apenas cartucho

O meu problema com este jogo é: não gosto de baseball. Para além de nunca ter entendido bem as suas regras, também nunca sequer senti nenhum apelo pelo desporto. E esta adaptação para a Gameboy parece-me ser ainda mais pobre em conteúdo do que a versão NES, pelo que me apercebi. Temos apenas 2 equipas para escolher, com Mario e Luigi também como protagonistas. Existe a opção de alternar entre equipas americanas ou japonesas, mas não faço ideia se há alguma mudança de regras de jogo, ou se são só os nomes dos jogadores que passam a ser orientais. Se for só isso, é estúpido. De resto é um jogo simples, mas que a mim me passa completamente ao lado até porque nem percebo o desporto em si. Pelo que investiguei, envelheceu muito mal e a própria Game Boy clássica possui jogos de basebol melhores. Vale o que vale.

The Legend of Zelda (Nintendo Entertainment System)

O artigo de hoje é mais uma rapidinha, pois apesar deste primeiro Legend of Zelda ser um classic e por isso merecer um artigo mais extenso, eu já acabei por escrever as minhas impressões através da compilação The Legend of Zelda Collector’s Edition para a Nintendo GameCube, que para além deste jogo traz ainda a sua sequela directa da NES e os dois jogos lançados originalmente para a Nintendo 64, o Ocarina of Time e o Majora’s Mask.

Jogo com caixa e manual

Recomendo então que dêm uma leitura a esse artigo para as minhas impressões sobre o jogo. Este meu exemplar entrou na minha colecção em 2 fases. A caixa e manual foram-me oferecidas por um colega de trabalho no final do ano passado. Estão impecáveis! O cartucho dourado foi comprador a um vendedor particular no mês passado por 40€.

Spawn: In the Demon’s Hand (Sega Dreamcast)

Hoje é tempo de mais uma rapidinha, desta vez para a Sega Dreamcast. Não sou um grande conhecedor das comics do Spawn, confesso. Mas a sua temática “infernal” e mais matura é algo que me interessa, pelo que é uma das coisas que está na minha “to do list”. Entretanto existem vários videojogos do Spawn, nem todos com boas críticas, mas este da Capcom sempre me interessou, até porque teve as suas origens na arcade. E tendo sido desenvolvido originalmente para o sistema NAOMI nas arcades, uma conversão para a Dreamcast não podia ter faltado. O meu exemplar foi comprado algures em 2016, numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto. Veio num bundle de uma Dreamcast com vários jogos que me ficou no total por 25€.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Este Spawn é um jogo de porrada, daqueles em que podemos percorrer livremente vários cenários e derrotar vários inimigos, geralmente de forma muito violenta. Faz-me lembrar de certa forma um Power Stone, mas com minions prontos a serem esquartejados. Existem 3 modos de jogo principais dentro do Arcade: o Boss rush é o principal, onde vamos percorrendo uma série de níveis com o objectivo de assassinar um boss em cada nível. Depois temos duas variantes do deathmatch: o Team Battle Mode, que tal como o nome indica, está dividido em equipas e o Battle Royale, onde são todos contra todos e ganha quem sobreviver. Depois temos o Tournament mode, onde podemos jogar versões extendidas dos modos Team Battle e Battle Royale.

Inicialmente dispomos apenas de 11 personagens jogáveis. Mas muitas mais há para desbloquear!

A jogabilidade em si é bastante divertida. Existem várias personagens do universo da saga Spawn com as quais podemos jogar (e muitas outras para desbloquear à medida em que vamos jogando várias partidas – tal como na série Super Smash Bros.), sendo que cada personagem possui várias habilidades distintas. Cada uma possui um ataque melee de curto alcance e um outro de longo alcance, geralmente envolvendo armas. Para além disso, as arenas estão repletas de power ups escondidos, como diferentes armas brancas, desde espadas a motoserras, passando por várias armas de fogo ou explosivos. Existem também muitos outros power ups que nos aumentam a velocidade, poder de ataque ou defesa, bem como itens regenerativos. A jogabilidade em si é bastante rápida e frenética, tipicamente de um jogo arcade. Então com o extra da violência over the top, sabe ainda melhor! E como em qualquer jogo arcade que se preze temos um tempo limite para derrotar cada boss. É perfeitamente normal morrermos muitas vezes, até porque há bosses extremamente poderosos, mas temos de ter em atenção que a cada vez que morremos, sofremos uma penalização de vários segundos.

Os bosses são muitas vezes imponentes!

O problema são os controlos e câmara que não dá para ser controlada livremente devido à falta de um segundo analógico, algo que é causa de muitas chatices na maioria dos jogos em 3D na Dreamcast, pois aqui usamos um dos gatilhos para centrar a câmara, ou controlá-la, mas deixando o dedo do gatilho premido e sem nos podermos mover. E mesmo só tendo um analógico, decidiram não o usar, mas sim o D-Pad, o que é algo que realmente não se entende.

Para além de cada personagem possuir uma série de ataques próprios, podemos também equipar muitas armas diferentes que encontramos no solo de batalha.

Graficamente é um jogo interessante, nada do outro mundo, mas com visuais sólidos para a Dreamcast. A apresentação é o ponto mais forte, pois o universo do Spawn está cheio de criaturas interessantes e bem detalhadas, fruto da imaginação do Todd McFarlane. As músicas têm todas uma toada bem metal, que muito me agrada, e o narrador é todo do death metal com os seus guturais, o que resulta muito bem face a toda a violência que se vê no ecrã.

Existem vários modos de jogo que podem ser jogados com até 4 pessoas.

De resto é um jogo que preza muito a longevidade, pois teremos muitas personagens para desbloquear através do Boss Attack Mode, e artwork para desbloquear, inclusivamente das armas extra que vamos apanhando e usando ao longo do jogo. É um excelente jogo de porrada, que apenas peca precisamente pela falta de controlo da câmara e pelos controlos que poderiam e deveriam ser um pouco melhores.

Super Mario Kart (Super Nintendo)

Depois de escrever sobre vários jogos da série Super Mario Kart, escrever sobre o primeiríssimo jogo da série acaba por ser algo redundante, pelo que este artigo vai ser algo ligeiro. Este primeiro jogo da saga saiu em 1992 e já aí era um jogo bastante divertido, principalmente no multiplayer. É também um título que tira partido dos gráficos em mode 7, algo que a SNES era bem conhecida por conseguir fazer. O meu exemplar veio em 2 fases. A caixa e manual foi-me oferecida por um colega de trabalho em Dezembro passado. O cartucho veio num bundle que comprei por 30€ na feira da Vandoma no Porto, há uns meses atrás. No fim de contas acabou por ficar por 5€.

Jogo completo com caixa, manual e papelada

Tal como nos jogos que lhe sucederam, aqui vamos correndo em karts com várias personagens do mundo do Super Mario (inclusivamente o Donkey Kong Junior que já não se via desde o Donkey Kong Junior da NES!). Naturalmente também vamos correr em vários cenários de Mushroom Kingdom (mais concretamente do Super Mario World) e podemos sem dúvida considerar este jogo como o percursor de todo um subgénero dentro dos videojogos de corridas: os kart racers!

Inicialmente podemos jogar em 2 diferentes categorias, os karts com motor de 50cc e os de 100. Cada categoria apresenta-nos 3 diferentes campeonatos de onde podemos correr, o Mushroom, Flower e Star Cups, cada qual com 5 circuitos diferentes. Eventualmente lá desbloqueamos o Special Cup, que culmina na primeira iteração do circuito da  Star Road e desbloqueamos também a categoria dos Karts com motores de 150cc, ou seja, corridas bem mais rápidas. Uma das coisas que sempre caracterisou esta série foram os power ups que podemos apanhar ao longo das corridas, como as cascas de banana ou as carapaças de tartarugas que podemos atirar aos nossos oponentes e desorientá-los momentaneamente. Naturalmente que os outros também nos podem fazer o mesmo, pelo que temos de ter isso em conta. Na vertente single player, o jogo está dividido na mesma em 2 ecrãs. O de cima mostra a corrida propriamente dita, já o de baixo possui um mapa do circuito e a posição actual de todos os pilotos. Mas esse ecrã serve também para activar a câmara traseira, caso queiramos ver o que os nossos oponentes andam a fazer, ou deixar-lhes um “presentinho” no sítio certo.

Infelizmente com a pista em mode 7, tudo é achatado, tal como as moedas ou as caixas para activar os power-ups

Ainda no single player, para além da vertente “campeonato” temos também os Time Trials, que como o nome indica serve para tentarmos obter o melhor tempo possível dentro de cada circuito. No multiplayer temos também uma variante do Mario Kart GP, semelhante ao modo single player mas com o suporte a 2 jogadores humanos, mais 6 controlados pelo CPU. Temos também o Match Mode onde apenas os 2 jogadores humanos concorrem entre si, sem qualquer outro piloto na pista. Por fim temos o Battle Mode que é uma espécie de deathmatch sobre rodas.

Para além dos nossos oponentes nos poderem fazer a vida negra, também temos de evitar os obstáculos que nos vão surgindo

A nível audiovisual sinceramente nunca foi um jogo que me impressionou muito. O Mode 7 até poderia ser impressionante pelos seus efeitos de rotação e zoom, mas na verdade tudo era plano e achatado, incluindo as caixas de power ups ou as moedas, o que nunca achei que ficasse muito bem. Acho que o F-Zero, pelos seus visuais mais limpos, resulta melhor. Por outro lado as músicas são óptimas, como seria de esperar.

Portanto, este Mario Kart é um clássico que despoletou todo um subgénero de jogos de corrida que se foram popularizando ao longo da década de 90 até aos dias de hoje. É talvez o jogo da série que envelheceu pior a nível gráfico, mas não deixa de ser bastante divertido.