Idol Mahjong Final Romance R Premium Package (Sega Saturn)

Tempo de vos deixar agora com mais uma super rapidinha dedicada à Sega Saturn. Há pouco tempo trouxe cá um pequeno artigo sobre o Idol Mahjong Final Romance R, um jogo de mahjong com conteúdo explícito, tanto que recebeu a classificação X18, algo que representou uma certa mudança na postura da Sega ao permitir este tipo de conteúdo mais tabu nas suas plataformas. Pois bem, este é um relançamento desse mesmo jogo com alguns extras. O meu exemplar veio no mesmo lote que a versão original, embora lhe falte o CD com o jogo base, pelo que a fotografia que vos deixo abaixo inclui o disco dessa edição. Pelo que consegui apurar, trata-se efectivamente de CDs idênticos em ambos os lançamentos.

Jogo com caixa, manual, livro de arte e CD bónus

O que traz então esta edição Premium? Para além do jogo base e respectivo manual, inclui também um livro de arte com esboços de todas as personagens presentes no jogo. O segundo CD é o Kisekae Disc, que originalmente teria sido distribuído apenas através de uma lotaria promovida pela ASK Kodansha, destinada aos compradores da versão normal que manifestassem interesse nesse disco bónus. A verdade, porém, é que nem foi preciso esperar dois meses para que esta edição Premium chegasse às lojas, já com esse mesmo CD incluído.

O que o Kisekae Disc contém é apenas isto. Uma ferramenta para vestir as personagems com diferentes roupas e acessórios.

Mas em que consiste então o Kisekae Disc? Muito simples. Trata-se de um pequeno programa onde podemos vestir todas as personagens com diferentes roupas e acessórios. Ou despi-las. É só isso. Ainda assim, esta edição perde o mini-CD com um audiobook que acompanhava o lançamento original.

Idol Mahjong Final Romance R (Sega Saturn)

Tempo de voltar às rapidinhas na Sega Saturn com um exclusivo japonês que é, no mínimo, curioso. A série Idol Mahjong Final Romance teve as suas origens nas arcades como um jogo strip mahjong para adultos, onde o jogador defronta diversas mulheres que vão ficando com cada vez menos roupa à medida que vamos progredindo. Apesar de em arcades e sistemas abertos como computadores nunca ter havido grandes restrições a conteúdos mais adultos, o mesmo não se aplicava às consolas domésticas, cujos títulos teriam de seguir critérios mais rigorosos por parte das suas fabricantes. A Sega, no entanto, durante o período em que a Saturn esteve activa no mercado, foi bem mais permissiva, levando ao lançamento de vários videojogos com conteúdo para adultos (nudez parcial) classificados como X18, como foi o caso do Tenchi Muyou Ryououki Gokuraku, que já cá trouxe no passado. Este Idol Mahjong Final Romance R, devido ao seu conteúdo explícito, lá recebeu a mesma classificação. O meu exemplar foi comprado ao desbarato num bundle de vários imports japoneses de Saturn que comprei na vinted algures em Abril de 2023.

Jogo com caixa, manual, spine card e audio book

Tal como referi acima, o nosso objectivo é defrontar diversas jovens mulheres em partidas de mahjong onde, sempre que ganharmos uma ronda, somos recompensados uma cena animada em estilo anime, onde a personagem em específico vai tirando uma peça de roupa de cada vez, até ficar em topless. Pelo meio poderemos comprar alguns itens que nos ajudem a fazer batota e obter peças mais favoráveis para ganhar a partida. De resto, não há muito mais a acrescentar ao conceito do jogo. Como não sou grande jogador de mahjong, e com a barreira linguística a dificultar ainda mais a experiência, também não sei diferenciar um bom simulador de um mau.

Os diferentes itens de batota que poderemos comprar antes de cada partida

Visualmente, é um jogo todo em 2D, com uma apresentação simples, porém agradável, e este Final Romance R distinguia-se pelas suas cenas animadas entre partidas, ao contrário das imagens estáticas dos seus predecessores. Aparentemente, a versão Sega Saturn inclui mais conteúdo e animações que o original arcade por ser baseada num formato CD. No que toca ao som, nada de especial a apontar, a narração é toda falada em japonês e, não havendo qualquer patch de tradução feito por fãs, não me parece que vá entender grande coisa do que ali é dito. Tendo em conta que esta edição traz ainda um CD com um pequeno audiobook, é possível que exista alguma narrativa importante pelo meio, mas sinceramente sinto que não estou a perder nada de especial. As músicas são festivas e agradáveis.

As “recompensas” de vencer são cenas animadas como esta

Portanto cá fica mais um curto artigo sobre um import japonês que muito dificilmente receberá uma localização. Não foi um jogo que explorasse em profundidade, mas fiquei pelo menos a conhecer mais uma das muitas curiosidades do catálogo japonês da Saturn. Aparentemente, a série Idol Mahjong Final Romance até terá tido algum sucesso pois chegou a receber algumas versões modernizadas para a Nintendo Switch no Japão (se bem que fico curioso em saber se essas versões para a Nintendo Switch sofreram algum tipo de censura).

Super Volleyball (PC-Engine)

Vamos voltar às rapidinhas a jogos de desporto da PC-Engine, agora com um jogo de voleibol. Super Volleyball teve as suas origens como um jogo arcade da Videosystem lançado em 1989, tendo posteriormente recebido conversões para a PC-Engine / Turbografx-16 em 1990 e para a Mega Drive em 1991 embora esta última nunca tenha cá chegado à Europa. O meu exemplar é a versão japonesa da PC-Engine e foi comprada algures em Dezembro num lote considerável de jogos, infelizmente a maioria de desporto, mas que mesmo assim me ficou a cerca de 5€ por jogo, já a contar com portes e alfândega. Edit: arranjei recentemente uma versão Turbografx-16 nacional, pelo que acabei por acrescentar a esta na colecção.

Jogo com caixa, manual embutido na capa e registration card

Este é então um jogo de volleyball com uma perspectiva vista de lado e que muito me fez lembrar o Hyper V-Ball da Super Nintendo, também produzido pela Videosystem. A diferença é que, pelo menos na altura em que o joguei através de emulação há cerca de 20 anos atrás, tinha gostado bastante do jogo. Já este jogo aqui da PC-Engine, infelizmente não foi o caso. Mas vamos começar pelo básico. Podemos escolher modos de jogo para um ou para dois jogadores, onde no primeiro caso poderemos jogar partidas individuais ou uma espécie de campeonato do mundo onde teremos de escolher uma de 8 selecções nacionais e defrontar as restante sete. Existe também uma opção para observar o CPU a jogar entre si e uma outra para criar a nossa própria equipa, embora não tenha perdido tempo com isso, confesso.

Jogo com caixa, manual embutido na capa e um manual adicional em português.

Os controlos são relativamente simples. O botão I é o principal botão de acção, sendo usado para servir, passar a bola entre os nossos colegas de equipa e atirá-la para a área adversária, enquanto o botão II serve para bloquear os “remates” da equipa adversária. Existem no entanto diferentes combinações de botões para os serviços, bem como algumas técnicas mais avançadas para os spikes, mas infelizmente não consegui arranjar uma versão digitalizada do manual norte-americano, pelo que não consigo dar mais detalhes. Em todos os momentos nós podemos controlar o posicionamento jogador que fica numa posição mais de retaguarda com o d-pad e a maior dificuldade que tive foi precisamente perceber qual a melhor localização que deveria tomar para receber as jogadas adversárias. A maior parte das vezes não estava bem posicionado e lá perdia mais uns quantos pontos. Mesmo a atacar ou bloquear por vezes há também um certo timing que devemos ter em atenção e por vezes já não reagia a tempo. Por exemplo, quando estamos a preparar o serviço ou o spike e atiramos a bola pelo ar, durante breves momentos esta fica vermelha e é a indicação que o jogo nos dá que deveremos atacar a bola nessa altura.

Uma das opções que poderemos customizar é a duração de cada set

A nível audiovisual é um jogo super simples, embora as personagens até que têm um bom detalhe e animações. As músicas só existem no ecrã título, menus e entre partidas, existindo também um ou outro jingle quando alguma equipa pontua. São músicas agradáveis, mas durante as partidas apenas iremos ouvir o ruído dos jogadores a interagirem com a bola, os apitos do pavilhão desportivo e algumas reacções do público. É um jogo super simples visualmente.

Em cima, a roxo, vemos a posição dos receivers, que podem ser controlados a qualquer momento com o d-pad, mesmo que a câmara oculte a sua posição

Portanto devo dizer que este Super Volleyball acabou por ser uma desilusão, porque eu lembro-me de ter jogado uma das suas sequelas há muitos anos atrás (o tal Hyper V-Ball da Super Nintendo) e não ter tido grandes problemas com a jogabilidade como tive neste jogo da PC-Engine. Mas também pode ser a memória a pregar-me partidas…

Wai Wai Mahjong (PC-Engine)

O artigo de hoje será uma super rapidinha pois é um jogo de mahjong e eu entendo tanto de mahjong como da taxa de crescimento de nenúfares nos lagos da Hungria. Quando tentei completar o Yakuza 2 a 100%, havia lá uma sidequest que envolvia derrotar algum mestre de mahjong. E eu tentei aprender a jogar mas não é algo que se aprenda de um dia para o outro pelo que ao fim de várias tentativas acabei por desistir. Este Wai Wai Mahjong para a PC Engine é um jogo produzido pela Videosystem e veio cá parar à colecção após ter sido comprado num grande lote de jogos no Japão, tendo-me ficado por menos de 5€ cada jogo, já a contar com portes e alfândega.

Jogo com caixa, manual embutido na capa e registration card.

Pensem no mahjong como uma espécie de híbrido entre dominó e poker (certamente não terá nada a ver, mas fica a analogia). Dominó porque existem várias pedras com diferentes símbolos, alguns com caracteres chineses, outras com círculos ou canas de bambú e poker porque tipicamente nos videojogos o mahjong é jogado a dinheiro. A partir daí é um mistério completo para mim, mas pelo que entendi pelo pouco que joguei, e pelo que consegui traduzir do manual, a ideia será defrontar uma série de oponentes e sacar-lhes todo o seu dinheiro. Poderemos gravar o progresso no jogo com passwords em kanji e eventualmente poderemos também comprar certos power ups que nos possam auxiliar nas partidas, como espreitar a mão do nosso oponente, por exemplo. Será um jogo inteiramente para um jogador pois no multiplayer não haveria qualquer hipótese de ocultar as mãos dos jogadores entre si.

Escolher peças à sorte e esperar pelo melhor.

A nível audiovisual é um jogo extremamente simples, com os nossos oponentes a serem representados como caricaturas algo cómicas e as suas expressões faciais a mudarem entre a felicidade e a desolação caso percam ou ganhem dinheiro no final de cada jogada. As músicas são também algo calmas e agradáveis.

Eventualmente poderemos gastar o dinheiro que vamos amealhando em power ups

E pronto, fica assim o meu primeiro artigo sobre um jogo de mahjong. Este foi um jogo que chegou à minha colecção por ter vindo em bundle, pois de outra forma nunca o compraria. E os jogos de mahjong que eventualmente venha a arranjar no futuro também chegarão cá da mesma forma certamente e não esperem por um artigo mais elaborado quando os documentar.

F1 World Grand Prix (Nintendo Gameboy Color)

No seguimento do artigo do F1 World Grand Prix para a Nintendo 64, trago-vos agora mais uma rapidinha, desta vez para a conversão desse mesmo jogo para a Gameboy Color. Resumindo numa única frase: é um excelente jogo de corridas de F1, tendo em conta que o estamos a jogar num sistema 8bit e portátil! O meu exemplar foi comprado num bundle de vários cartuchos de Gameboy, algures durante este ano na Feira da Vandoma no Porto.

Apenas cartucho

O jogo original para a Nintendo 64 era excelente pelo seu conteúdo, a atenção ao detalhe digna de alguns jogos de simulação, e os bons audiovisuais. Então é impressionante que a Videosystem conseguiu incluir todos os modos de jogo do original para um cartucho da Gameboy! Ou seja, temos o modo campeonato que nos leva ao longo da temporada de 1997, onde podemos escolher qualquer um dos pilotos e construtores, bem como correr em qualquer dos circuitos que marcaram presença nesse ano. Os modos de jogo incluem a corrida única de exibição, o time trial, o grand prix, a versão para 2 jogadores com recurso a um cabo de ligação para 2 Gameboy Colors e até o Challenge marca aqui a sua presença. Neste modo de jogo somos levados a cumprir vários desafios, como o de vencer uma corrida em situações desfavoráveis.

No modo campeonato, aqui também temos a possibilidade de correr nos treinos, voltas de qualificação e aquecimento antes da corrida em si. Temos também a hipótese de customizar vários parâmetros do carro ou da corrida, como activar o uso das boxes, as condições metereológicas, o número de voltas, entre outros. É muito agradável ver tanto conteúdo num singelo cartucho de Gameboy Color.

Para uma Gameboy Color, o jogo apresenta um óptimo grafismo!

Passando para os audiovisuais, este é certamente dos melhores jogos de corrida que já passaram num sistema 8bit (e portátil). Os carros e as pistas apresentam um bom nível de detalhe, com alguns pormenores muito interessantes, como um cursor que surge na parte inferior do ecrã quando temos algum oponente colado na nossa retaguarda, mostrando a sua posição para que possamos evitar que nos ultrapasse. A nível de som, aí não há muito a fazer, o Gameboy Color faz o que pode. Kudos também para a cutscene de introdução, que usa um clip de full motion video, embora em baixíssima resolução e a preto-e-branco, mas não deixa de ser um marco interessante.

Portanto, para os fãs de Fórmula 1, este é também um excelente jogo para a Gameboy Color, suplantado talvez apenas pela sua sequela directa que também viu um lançamento para a portátil da Nintendo.