Data East Classic Collection (Super Nintendo)

Tempo de voltar a trazer um lançamento after market aqui ao blogue. Lançado pela retro-bit, esta Data East Classic Collection é uma compilação de 5 jogos que foram originalmente produzidos pela Data East e lançados para a Super Nintendo/Super Famicom durante os anos 90. Apesar de não ser, a meu ver, a melhor selecção de títulos da Data East disponíveis para esta consola, o seu ponto forte é a inclusão de muitos jogos que nunca chegaram a sair em solo europeu, e uns quantos que é a primeira vez que saem no ocidente como um todo. O meu exemplar veio de uma loja francesa algures no passado mês de Dezembro, tendo-me custado quase 30€. Este artigo será então um conjunto de rapidinhas dos 5 jogos aqui incluídos.

Jogo com caixa, manual e autocolantes

O primeiro é o Fighter’s History, um jogo de luta muito influenciado por Street Fighter II. Na verdade é quase um clone: o jogo utiliza os mesmos controlos de 3 botões de socos e outros 3 de pontapés, golpes especiais despoletados da mesma forma e até elementos visuais como o fundo azul com os retratos de cada lutador entre cada combate são muito idênticos ao de Street Fighter II. Tanto que a Capcom até processou a Data East por violar os seus direitos de autor, embora a Data East tenha conseguido vencer o processo.

Fighter’s History é um clone descarado de Street Fighter II em muitos aspectos. Até na qualidade!

E este acaba por ser então um bom clone de Street Fighter II, com 9 personagens jogáveis bem distintas entre si (embora não tenham o mesmo carisma que o elenco da Capcom) mais dois bosses sendo que o último é nada mais nada menos que Karnov, uma personagem já conhecida da Data East de outros videojogos. A jogabilidade é boa e graficamente também foi um jogo que me impressionou pela positiva, por ter alguns cenários bem detalhados, coloridos e com bonitos efeitos de parallax scrolling. Foi uma boa surpresa e a Data East não se ficou por aqui, lançando nos anos seguintes mais duas sequelas, incluindo a que irei mencionar já de seguida.

Este segundo Fighter’s History continua com uma boa jogabilidade e boa apresentação audiovisual no geral

A primeira sequela foi o Karnov’s Revenge, lançada desta vez para a Neo Geo e com uma jogabilidade ligeiramente modificada, passando do esquema de 6 botões tradicional do Street Fighter para 4 botões. No ano seguinte sai em exclusivo para a Super Famicom no Japão o Fighter’s History: Mizoguchi Kiki Ippatsu que está também aqui incluído. Usa o mesmo esquema de 4 botões de ataque (dois para socos e outros dois para pontapés) e continua a ser um jogo de luta bem competente, com vários novos modos de jogo. O principal é o Mizoguchi, um modo história onde somos obrigados a jogar com a personagem de mesmo nome. Este está repleto de cutscenes em japonês entre cada combate, pelo que não se entende muito bem o que se está para ali a dizer. Temos também um modo de jogo similar ao tradicional arcade e versus para 2 jogadores. Para além disso, dentro do menu “extra” temos dois modos de jogo adicionais: um tag que nos permite entrar em combates do género tag team com até 4 jogadores em simultâneo e um survival que é na verdade uma espécie de team battle onde são formadas equipas e os combates terminam quando uma das equipas tiver sido completamente derrotada, como nos King of Fighters clássicos.

No menu extra vemos alguns modos de jogo adicionais que a Data East decidiu incluir

Este segundo Fighter’s History aqui introduzido é também um jogo com uma boa jogabilidade e uma boa apresentação audiovisual. Temos uns quantos novos personagens e pessoalmente até prefiro as sprites novas que as anteriores. Apesar de ligeiramente mais pequenas, têm melhores animações e detalhe no geral. As arenas já têm um resultado algo misto. Algumas ficaram muito boas, cheias de detalhe, animações e bonitos efeitos de parallax scrolling tal como no primeiro jogo, já outras são bem mais simples. Nada de especial a apontar à música que é agradável, assim como os efeitos sonoros e vozes digitalizadas. Pena no entanto que este jogo não tenha sido traduzido, pois gostava de ter entendido melhor o que estava para ali a acontecer no modo história.

A versão SNES do Magical Drop nunca saiu do Japão, no entanto neste cartucho foi completamente traduzida!

Mencionei a questão da tradução porque os próximos dois jogos tiveram esse mimo. O primeiro é o Magical Drop, um jogo de puzzle também com as suas origens nas arcades. Recebeu conversões para vários sistemas ao longo dos anos, mas apenas a versão Gameboy Color teve um lançamento físico no ocidente. A versão SNES foi no entanto traduzida nada mais nada menos pelo pessoal da Aeon Genesis, agora também com um projecto profissional chamado de Time Capsule Games, pelo que a poderemos jogar em inglês neste cartucho. É um puzzle game, não há muito para traduzir, mas não deixa de ter sido uma óptima ideia e só tenho pena que não tenham traduzido também o Fighter’s History acima mencionado.

Magical Drop é um jogo colorido e bem viciante!

Em relação ao jogo em si, pensem numa espécie de Puzzle Bobble/Bust-A-Move, com uma série de balões coloridos a surgirem no tecto e em baixo controlamos uma personagem que pode puxar e atirar esses balões numa linha vertical. A ideia será então reorganizar os balões de forma a que se forme uma linha vertical de pelo menos 3 da mesma cor. Quando isso acontece, esses 3 balões explorem, assim como todos os da mesma cor que lhes forem adjacentes. É um jogo que mesmo sozinhos se joga num esquema de versus contra outra personagem pelo que quanto melhor for a nossa performance e mais combos conseguirmos executar, mais “lixo” mandamos para o ecrã do nosso oponente e o contrário também pode acontecer. Se um balão ou mais atravessar a linha inferior, essa personagem perde o jogo. Em suma é um puzzle game simples e divertido, com vários modos de jogo como o modo história para cada personagem, um versus para 2 jogadores, um modo endless e um modo puzzle onde com um número prédeterminado de movimentos teremos de limpar o ecrã de todos os balões. As músicas não são nada de especial, mas o jogo é muito colorido e bem detalhado.

O segundo Magical Drop inclui bem mais personagens jogáveis, novos modos de jogo e uns audiovisuais bem melhores que os do seu antecessor

Segue-se então o Magical Drop 2 que é uma sequela do jogo anterior e usa as mesmas mecânicas de jogo, tendo no entanto novas personagens jogáveis. No que diz respeito aos modos de jogo temos na mesma o modo história, o endless, puzzle e battle mode. O puzzle é diferente na medida em que já não temos um número limitado de movimentos para limpar o ecrã, mas sim somos encorajados a fazê-lo no mínimo tempo possível. Já o battle mode possui diversos sub-modos de jogo como o versus tradicional, ou um modo time attack, por exemplo. Visualmente é um jogo ainda mais colorido, bem detalhado e animado e a banda sonora é também amplamente superior à do primeiro. Diria sem dúvidas que é a versão a jogar!

Quando o jogo nos sugere um certo buraco ou bola devemos tentar seguir essa sugestão para amealhar mais pontos

Por fim temos o Side Pocket, um jogo de bilhar e o único desta compilação que tinha chegado a sair na Europa. Apesar de o original arcade ter sido desenvolvido pela Data East, a versão que aqui temos foi uma espécie de remake trabalhado pela Iguana. Dispomos de vários modos de jogo, como o Pocket Game que pode ser jogado sozinho ou contra um amigo, bem como o 9-Ball que poderá também ser jogado com um amigo. O Pocket Game é o principal modo de jogo, onde teremos de percorrer várias cidades norte-americanas e vencer uma série de desafios. O objectivo em cada partida é o de encaixar todas as bolas nos buracos do bilhar, tendo em conta que cada vez teremos um objectivo maior de pontos para avançar para o nível seguinte. Ganhamos pontos adicionais se conseguirmos encaixar bolas na sua sequência numérica, se as conseguirmos encaixar seguidas sem falhar jogadas ou se conseguirmos meter alguma bola no buraco que o jogo eventualmente indica. Depois dessa partida ainda poderemos vir a ter alguns desafios adicionais antes de avançar para a cidade seguinte, como encaixar algumas bolas sem partir copos de vidro que estejam espalhados pela mesa.

Os desafios são bastante exigentes e obrigam-nos a usar soluções criativas

A jogabilidade é simples, permitindo-nos escolher a direcção da tacada, a sua potência bem como em qual zona da bola queremos atingir, podendo inclusivamente lançá-la com alguns efeitos, que serão necessários para algumas das jogadas mais complexas. É um jogo que irá exigir uma práctica considerável pois alguns desafios não são fáceis e os limites impostos pelo modo de jogo normal serão cada vez mais elevados. Para quem gosta desse desafio temos ainda o modo de jogo Trick Shot que consiste nisso mesmo: um conjunto de desafios cada vez mais difíceis e que os teremos de completar com uma única tacada. De resto este é um jogo visualmente agradável, apesar de simples e com uma banda sonora muito relaxante à base de melodias jazz e que resultam lindamente no chip de som da Super Nintendo.

Portanto estamos aqui perante uma interessante compilação de vários títulos da Data East. Pessoalmente gostaria de ver os Metal Max ou Joe and Mac (se bem que estes últimos já receberam uma compilação similar da retro-bit), mas temos aqui uns quantos bons jogos. Os Fighter’s History, apesar de não trazerem nada de muito novo são bons jogos de luta, assim como os Magical Drop que são óptimos puzzle games e têm ainda o bónus das suas versões aqui incluídas terem sido integralmente traduzidas para inglês. O Side Pocket é também um jogo interessante, sendo o único que já tinha sido lançado originalmente em solo europeu.

Mega Man: The Wily Wars (Sega Mega Drive)

Mega Man (ou Rockman no Japão), foi uma das séries mais populares da Capcom que surgiu originalmente em 1987 na NES. São tipicamente jogos de acção/plataforma em 2D com um setting futurista, não fossem os principais protagonistas, heróis e vilões, cientistas ou robots. A série foi tão popular que só a NES recebeu 6 jogos da mesma, entre 1987 e 1993. A partir desse ano começaram no entanto a surgir várias outras subséries dentro do mesmo universo como Mega Man X, Legends, Zero ou ZX, já para não referir os inúmeros Battle Networks. Por acaso nunca tinha trazido cá nenhum jogo da série original até agora, até porque todos o que possuo na colecção compilações, pelo por enquanto. Este The Wily Wars acaba também por ser uma conversão musculada dos primeiros 3 Mega Man da NES, mas com algum conteúdo adicional que irei detalhar mais à frente. Este artigo fará então uma análise muito breve aos jogos aqui incluídos e às novidades que foram sendo introduzidas a nível de jogabilidade de título para título.

Collectors Edition da retro-bit com inúmeros extras

Em relação ao The Wily Wars em si, este foi o primeiro lançamento da série Mega Man a chegar a um sistema da Sega, nomeadamente a Mega Drive. Aparentemente a Capcom terceirizou o seu desenvolvimento que acabou por se tornar bastante atribulado, o que levou a que o próprio Keiji Inafune (criador da série) a envolver-se pessoalmente no processo. Esta compilação acabou então por ser lançada em 1994 nos vários mercados, embora nos Estados Unidos o jogo tenha sido lançado exclusivamente no serviço do Sega Channel. Este era uma subscrição em que os consumidores de televisão por cabo poderiam ter acesso a vários jogos da Mega Drive que seriam descarregados para a consola. Era um sistema inovador para a época mas ainda muito primitivo, até porque os jogos descarregados seriam apagados sempre que a consola fosse desligada, por exemplo. Ora isso levou a que esta compilação se tornasse bastante coleccionável, particularmente pelos norte-americanos que não chegaram a ter acesso a este jogo por vias de retalho normal, inflaccionando bastante seu o preço nos círculos habituais. Felizmente que a empresa norte-americana retro-bit, que já há alguns anos que tem vindo a relançar, de forma legítima, certos jogos para sistemas retro, relançaram, no final de 2021, uma nova edição física deste título. Naturalmente, sendo devidamente licenciada pela Capcom, tornou-se numa óptima maneira de ter acesso a este lançamento de forma legítima e bem mais económica. O meu exemplar foi-me cedido por um amigo que por engano comprou 2 unidades. Custou-me 75€, sendo esta uma das edições limitadas da retro-bit que inclui muito conteúdo adicional.

Podemos escolher quais dos 3 Mega Man jogar em qualquer ordem. Uma vez terminado todos, desbloqueamos a Wily Tower

Os jogos da série Mega Man decorrem no futuro, algures nos anos 20XX, onde o brilhante cientista Dr. Light criou uma série de robots que ajudam a humanidade a progredir. No entanto, a certa altura todos esses robots passam a ser hostis para com os humanos, com o rival Dr. Wily a estar por detrás desse ataque. O Dr. Light cria então um novo robot super poderoso, o tal Mega Man, que iremos protagonizar. No primeiro jogo, teremos primeiro de enfrentar 6 Robot Masters, para depois enfrentar o próprio Wily em seguida. Esta trama vai-se repetindo de forma algo idêntica nas suas sequelas.

Num dos níveis do MM1 poderemos encontrar o Magnet Beam, que nos dará um jeitaço nalguns desafios

A jogabilidade é simples, com um botão para saltar e um outro para que Mega Man dispare com a sua arma, o mega buster. O jogo tem um progresso inicialmente não linear, pois podemos escolher livremente a ordem pela qual queremos jogar cada nível e enfrentar os seus robot masters no final dos mesmos. Outra particularidade chave é que, após derrotar um robot master herdamos as suas habilidades, nomeadamente as suas armas. Estas podem ser escolhidas através de um terceiro botão que lança um menu com o nosso inventário disponível no momento, onde poderemos escolher que habilidades equipar. O mega buster, a tal arma que temos por defeito, possui munições infinitas. Já qualquer outra das habilidades gasta energia, visível através de uma barra de energia no canto superior esquerdo e que pode ser restabelecida ao apanhar uns certos power ups para o efeito. Neste MM1 poderemos ainda encontrar o Magnet Beam, uma arma que não causa dano, mas permite-nos criar algumas plataformas temporárias, uma habilidade que nos dará imenso jeito em certas ocasiões.

Tal como as versões da NES, não esperem por sprites lá muito grandes.

Um detalhe interessante que é válido para todos os Mega Man presentes nesta compilação é o facto de os bosses serem susceptíveis ao dano inlfligido por uma arma específica de um outro boss. Por exemplo, a arma que herdamos do Elecman causa muito mais dano se a usarmos no Iceman, que por sua vez a sua arma causa bastante dano no Fireman. Portanto atacar os níveis por uma certa ordem pode ser muito vantajoso! Uma vez derrotados todos os Robot Masters teremos alguns níveis adicionais com novos bosses, inclusivamente os próprios Robot Masters que teremos de enfrentar novamente, algo que se repetirá nos jogos seguintes. Só mesmo no fim é que iremos enfrentar o Dr. Wily. De resto, por norma todos os Mega Man são jogos desafiantes, que exigem um platforming preciso pois os níveis estão repletos de inimigos e outros perigos que nos retiram uma vida imediatamente, como cair em abismos sem fundo ou tocar em espinhos nas superfícies. Segmentos como aqueles onde teremos plataformas que aparecem e desaparecem dentro de uma sequência própria sempre foram frustrantes!

A partir do MM2, podem contar com 8 Robot Masters em vez de 6. A ordem pela qual os atacamos continua ser inteiramente de livre escolha

O Mega Man 2 mantém a mesma jogabilidade base, aumentando o número de Robot Masters de 6 para 8, aumentanto portanto o número de diferentes armas que teremos acesso. Derrotando alguns Robot Masters específicos dá-nos também acesso a outros equipamentos adicionais, os Item 1, 2 ou 3. Estes permitem-nos criar diferentes tipos de plataformas, habilidades que darão imenso jeito para atravessar certas secções, ou apanhar alguns power ups que são de outra forma inatingíveis. A partir deste Mega Man 2 poderemos também passar a encontrar e armazenar Energy Tanks, capazes de restabelecer toda a nossa barra de vida. O Mega Man 3 leva-nos uma vez mais a enfrentar 8 novos Robot Masters. É aqui que é introduzido o Proto Man, um protótipo criado antes do Mega Man e que aqui surge como um rival, mas não necessariamente um vilão. O cão robot Rush também é introduzido e tal como os Item 1, 2 e 3 do jogo anterior, o Rush aparece como dando-nos habilidades adicionais como um jetpack, por exemplo. O Mega Man 3 introduz também a habilidade de slide, sendo activada ao pressionar baixo e o botão de salto, sendo uma habilidade que também dará muito jeito, particularmente no confronto contra os bosses.

Como é habitual nesta série, contem com vários desafios de platforming. Usar o equipamento que vamos encontrando de forma inteligente será também uma grande ajuda em certos momentos.

Uma vez terminados todos os jogos (e se jogarem em emulação tenham em conta que nem todos os emuladores suportam saves para EEPROM – algo que a versão original europeia do jogo contém, pelo que é melhor usarem uma ROM modificada) teremos então acesso ao conteúdo inteiramente novo, a Wily Tower. Esta é composta por 3 níveis com novos robot masters e posteriormente mais uma Wily Tower onde iremos percorrer mais alguns níveis e defrontar novamente o cientista maléfico. Não temos no entanto nenhumas armas ou equipamento novo para descobrir. O twist é que, antes de começar cada nível, poderemos escolher livremente um conjunto de 8 armas e 3 itens dos jogos anteriores!

Depois de derrotar os Robot Masters temos sempre a base do Dr. Wily para explorar que é naturalmente bem mais desafiante

No que diz respeito aos audiovisuais, não esperem que esta compilação seja um remake, pois acaba mais por ser uma conversão dos originais da NES com algum conteúdo extra à mistura. Com isto quero dizer que não esperem por sprites e cenários super bem detalhados como os Mega Man X da SNES, mas sim por sprites com mais ou menos as mesmas dimensões e detalhe dos lançamentos originais de NES, o que é pena. Os cenários estão mais coloridos e têm mais detalhe que os originais, mas a Mega Drive é capaz de muito melhor. É uma pena que este título não tenha sido mesmo desenvolvido pela própria Capcom e sim por um outro estúdio anónimo e subcontratado, pois a Mega Drive merecia melhor. Até a performance por vezes leva uma grande pancada, com muita lentidão quando há mais inimigos no ecrã do que é habitual. Aparentemente este lançamento da retro-bit corrige, ou atenua esse problema, mas lá está, eu usei mesmo a ROM PAL original para o jogar, pelo que não posso comentar. As músicas dos títulos originais estão também aqui presentes e, apesar de não serem más, eu sou um fã confesso das capacidades chiptune da NES, mas também das da Mega Drive, quando usadas devidamente, conseguem produzir algumas músicas avassaladoras. Infelizmente também não é esse o caso, mas as músicas não são más de todo e a Wily Tower traz também músicas novas.

Digam isso às inúmeras sequelas…

Portanto estamos aqui perante uma compilação interessante que inclui 3 clássicos absolutos da NES, mais a Wily Tower, um conjunto de níveis inteiramente novo. O pessoal mais purista não gosta muito destas versões da Mega Drive por existir algum input lag, ou a já referida lentidão ocasional (que aparentemente foi atenuada neste relançamento da retro-bit). O facto de a performance não ser a melhor e os audiovisuais, apesar de não serem maus, estarem muito aquém do que a Mega Drive consegue fazer, particularmente para um lançamento de 1994, não deixam de salientar uma oportunidade perdida de se fazer algo muito melhor. Ainda assim não deixa de ser um óptimo título, atenção.