Dragon Age Inquisition (PC)

Vamos revisitar o mundo fantasioso de Thedas com até agora o último capítulo na saga Dragon Age. O seu antecessor foi um jogo que me tinha deixado com sentimentos mistos. Por um lado o combate era mais fluído, mas mantendo todas as mecânicas tácticas do original, mas a nível de exploração era um jogo muito mais pobre, pois tudo andava à volta da mesma cidade de Kirkwall e o pouco que exploravamos fora da cidade eram áreas relativamente pequenas e pouco variadas entre si. Este novo capítulo felizmente já é muito maior e variado na área a explorar! O meu exemplar foi comprado na Mediamarkt de Alfragide algures no início de Janeiro de 2016, tendo-me custado algo próximo dos 20€.

Jogo em 4 DVDs com caixa e papelada

A história começa logo após os eventos do Dragon Age II, onde feiticeiros e templários estão em guerra aberta após a revolta de Kirkwall. Entretanto, e depois de criarmos a nossa personagem baseada em raça (humano, anão, elfo ou qunari que são agora uma possibilidade), género e classe (warrior, rogue, mage) somos levados para o caos. Isto porque estavam a ser negociadas tréguas entre ambas as facções conflituosas num Conclave que juntou todos os líderes religiosos da Chantry e representantes das facções rebeldes dos feiticeiros e templários. Nessa altura dá-se uma gigantesca explosão que mata todos os que estavam presentes no Conclave e abre um enorme buraco no céu de onde mergulham inúmeros demónios que aterrorizam toda a população. O único sobrevivente? A personagem que nós criamos, que misteriosamente ganha também o poder de poder fechar essas brechas no céu. Inicialmente considerados como o principal suspeito dessa catástrofe, vamos acompanhando Cassandra, a interrogadora de Varric no jogo anterior bem como o próprio Varric, um anão rogue bastante carismático e uma nova personagem, o misterioso feiticeiro Solas. Eventualmente de suspeito passamos a líderes da nova Inquisição, formada para fechar todas as brechas no céu e encontrar o responsável por tal acto.

Para combates mais exigentes como é o caso dos dragões, devemos usar a vertente táctica do jogo, ao posicionar os nossos elementos da party e definir quais skills utilizar.

Ao longo do jogo vamos conhecer outras personagens que poderão juntar-se a nós como os feiticeiros Dorian de Tevinter e Vivienne ligada à nobreza de Orlais, os rogues Sera e Cole, este último uma personagem bastante bizarra, e os warriors Blackwall e Iron Bull, este último um Qunari. Teremos então 3 personagens por classe à nossa disposição, mais a personagem principal que criamos inicialmente. Para além destes, teremos mais três personagens a considerar na liderança da Inquisition: A embaixadora Josephine que lida com toda a parte diplomática, e as caras conhecidas de Cullen, líder militar da Inquisition, e Leliana, spymaster. Estas três personagens não são party members mas lideram as diferentes operações que poderemos assignar-lhes. Estas fazem-me lembras as missões dos assassinos nos Assassin’s Creed, onde poderemos enviar os seus agentes para várias localizações de Thedas e cumprir algumas missões em background, que tipicamente nos trazem diferentes recompensas.

Agora com um mundo mais vasto a explorar, é boa ideia desbloquear as mounts o quanto antes

E este jogo é bem mais vasto do que os seus antecessores, o que no caso do Dragon Age II é de facto uma grande vantagem. Vamos ter imensas áreas, todas distintas entre si, para explorar livremente e cumprir dezenas de sidequests, desde montar acampamentos das forças da Inquisition ou conquistar fortalezas, ambos servindo posteriormente como pontos de fast travel. Missões como derrotar uma série de forças inimigas, procurar itens/tesouros específicos, fechar brechas que cospem darkspawn, ou mesmo caçar alguns dragões poderosos, são apenas alguns dos exemplos das várias sidequests que teremos pela frente. Algumas das áreas nem sequer têm main quests associadas, pelo que são de exploração completamente opcional e claro que eu as passei a pente fino. As mounts como cavalos ou outras criaturas estranhas são também aqui introduzidas e são outra novidade benvinda, pois temos mesmo muito território a explorar. Tendo em conta que o jogo anterior apenas nos deixava explorar Kirkwall e algumas áreas pequenas nas suas imediações, isto é sem dúvida uma grande melhoria. Depois até a nossa base pode ser altamente customizada, principalmente quando conquistamos a fortaleza de Skyhold. Esta é uma base de dimensão considerável, repleta de NPCs para interagir, lojas e algumas customizações que poderemos escolher.

As áreas a explorar são bastante diversificadas entre si e com imensos segredos e tesouros escondidos

Passando para os combates, apenas poderemos levar mais 3 membros connosco a qualquer momento. Quando iniciamos um combate, controlamos apenas uma personagem em tempo real, com as restantes três a assumirem controlo automático, cujos parâmetros de comportamento podem ser algo calibrados. Mas, tal como nos jogos anteriores, a qualquer momento podemos pausar as batalhas, bem como mudar a câmara para uma perspectiva de top down, e fazer algum micro management como melhor posicionar as nossas personagens e decidir quem ataca quem e de que forma. Em encontros mais ligeiros, geralmente controlo a minha personagem em real time e deixo as outras combaterem à sua vontade, mas para combates mais delicados convém ser mais inteligente e este controlo táctico permite-nos isso. À medida que vamos derrotando adversários, completando quests ou lendo documentos (codex) que vamos encontrando por aí, vamos ganhar pontos de experiência que por sua vez nos vão permitir subir de nível. Ao subir de nível, para além de ficarmos mais fortes, vamos ganhando pontos que poderão ser atribuidos para desbloquear novas habilidades. Cada classe possui diferentes skilltrees, com mais algumas a serem desbloqueadas na segunda metade do jogo. Nós não vamos conseguir completar todas as skilltree disponíveis, pelo que convém planear ao certo que habilidades usar em cada personagem. Visto que teremos 3 membros por classe mais a personagem que nós criamos, é boa ideia ir evoluindo cada personagem de forma distinta, sendo que nos pontos de fast travel podemos alterar a nossa party activa e trocar por personagens com skills mais adequadas para o que iremos enfrentar de seguida.

Varric é uma das caras conhecidas que temos de volta e se o mantivermos na party, os seus comentários irónicos serão uma constante

De resto, e ainda na jogabilidade, convém também referir o enorme sistema de crafting que aqui temos. Desde fazer upgrades a equipamento ou a criá-los de raiz com base em receitas e em itens que vamos coleccionando à medida que vamos explorar os cenários, também poderemos criar uma série de poções ou granadas, que tanto nos servem para regenerar vida, mana, melhorar alguns stats como resistência a fogo ou gelo, ou então criar as tais granadas. O sistema de gestão de poções é algo que já não gostei tanto, pois apenas poderemos ter 2 a 3 tipos de poções / granadas diferentes equipados em simultâneo e com números bastante limitados. Ou seja, para recuperar vida temos um número limitado de poções, que devemos racionar com cuidado, pelo que ter um healer na party é também algo bastante recomendado. Apenas em certos pontos no jogo, como os acampamentos ou fortalezas ocupadas é que poderemos restabelecer o número de poções equipadas ou mesmo descansar em tendas e recuperar pontos de vida. Uma coisa que não abordei antes é o facto deste Dragon Age Inquisition ter também uma vertente multiplayer, o que é inédito (e também algo estranho) na série, mas confesso que essa nem sequer o experimentei. Pelo que investiguei é um modo de jogo cooperativo onde teremos de enfrentar explorar alguns mapas e enfrentar cooperativamente vários grupos de inimigos poderosos.

O sistema de crafting permite-nos não só melhorar o equipamento, como criar armas e armaduras de raíz, baseando-se em algumas receitas que podemos comprar ou encontrar

A narrativa é outro ponto forte deste jogo. Todas as personagens que recrutamos são bastante carismáticas e muitas vezes possuem crenças e uma visão diferente das dos outros. À medida que vamos progredindo no jogo, as respostas e escolhas que vamos optando tanto nos diálogos como as decisões chave de algumas quests, para além de terem repercussões na história que nos acompanham até ao final do jogo, também serão merecedoras de aprovação ou reprovação por parte dos nossos colegas. Manter uma relação amigável com toda a gente é então um desafio, mas é um desafio que vale a pena, pois à medida que vamos conquistando a sua confiança, teremos acesso a novas sidequests onde iremos ficar a descobrir mais sobre o seu passado. Também tal como nos jogos anteriores, vamos poder envolver-nos em romances. As opções são várias personagens da nossa party ou dos colegas líderes da Inquisition, embora nem todas sejam receptivas a romances. Para além disso, das personagens recepticas a romances temos também de ter em conta a sua orientação sexual (temos personagens straight, homo e bi) e preferência racial. Por exemplo, Solas é heterosexual, mas apenas está interessado em mulheres elfo, pelo que a raça e género da personagem que criamos vai delimitar o leque de possíveis romances a alcançar ao longo da aventura.

Tal como nos anteriores, nos diálogos vamos tendo diversas opções que podem afectar a maneira como as restantes personagens se relacionam connosco. Mas agora vamos tendo alguns ícones que podem indicar o tipo de resposta que vamos dar.

Do ponto de vista audiovisual, este Dragon Age Inquisition usa o motor gráfico da Frostbite, o mesmo usado nos Battlefield e a qualidade gráfica é bastante boa, para um jogo de 2014. Os cenários são bastante variados entre si, desde regiões mais montanhosas, florestas, desertos ou planícies, todos com localizações interessantes para descobrir como cavernas, ruínas antigas ou fortalezas que podem inclusivamente ser conquistadas. Nalgumas das regiões, como é o caso das Hinterlands, poderemos inclusivamente descobrir alguns povoamentos ou pequenas cidades como a Redcliffe que já tinha sido explorada no Dragon Age Origins. A cidade de Val Royeaux é a única grande cidade que pode ser explorada e ocasionalmente teremos mesmo de explorar palácios ou mansões nas imediações de Val Royeaux, onde iremos inclusivamente interagir com a nobreza e realeza do império de Orlais. Infelizmente ainda não foi desta que exploramos o império de Tevinter, mas isso será certamente tema para uma eventual sequela, que aparentemente até já está em produção. De resto, para além de todas estas zonas diferentes a explorar, os cenários são ricos em detalhe e o Frostbite é muito bom também para renderizar os efeitos gráficos das magias como as de fogo ou gelo, bem como bons efeitos de luz. Foi um prazer visitar Thedas uma vez mais. A nível de som, o voice acting é uma vez mais muito competente, com diferentes sotaques a representarem diferentes regiões de Thedas. Orlais tem um sotaque francês muito carregado e aparentemente o aspecto das suas cidades e habitantes, em particular a nobreza e realeza, é mesmo inspirado na francesa. As músicas são tipicamente bastante épicas, tendo em conta as batalhas colossais que iremos enfrentar. A nível de performance, estou com uma boa máquina para este jogo, nada de especial a apontar a não ser por uma série de crashes que tive frequentemente e que me mandavam o PC abaixo. Vi vários relatos de crashes a acontecer com outros utilizadores, mas nada que obrigasse a máquina a fazer reboot a não ser que fosse problema de hardware como temperaturas altas. Visto que apenas encontrei esse problema com este jogo até agora, presumo que seja alguma incompatibilidade com a minha placa gráfica que é 5 anos mais recente que este jogo. Felizmente que podemos gravar o jogo regularmente, logo que estejamos fora de combate, mas não deixa de ser um bocado frustrante.

O motor gráfico Frostbite é de facto muito competente e o mundo de Thedas só teve a ganhar com a sua implementação. Os cenários possuem uma riqueza impressionante para um jogo de 2014.

Portanto devo dizer que gostei bastante deste Dragon Age Inquisition. É um bom RPG que apresenta um mundo bem maior a ser explorado, repleto de intriga política, religiosa e social. Gostei da história, do carisma das personagens e das imensas sidequests que teremos pela frente. Já não gostei tanto do inventário bastante limitado de poções que podemos carregar, o que irá dificultar bastante alguns encontros mais desafiantes, como os dragões (opcionais) a defrontar. E claro, os reboots que me iam ocorrendo aleatoriamente, mas isso poderá não ser culpa do jogo.

Lotus II: R.E.C.S (Sega Mega Drive)

Tempo de voltar às rapidinhas na Mega Drive para ficarmos com mais um jogo de corridas bem competente. Tal como o seu predecessor na Mega Drive, que era na verdade uma adaptação do Lotus II do Commodore Amiga, este é também uma adaptação do Lotus III da mesma plataforma, pelo que as duas plataformas ficaram algo desfasadas nos seus numerais. Bom, e o meu exemplar foi comprado na CeX algures em Agosto e custou-me 6€.

Jogo com caixa e manual

O Lotus Turbo Challenge que a Mega Drive recebeu tinha-me deixado agradavelmente surpreendido, pela sua jogabilidade fluída, boa sensação de velocidade e excelentes gráficos para uma Mega Drive. Esta sequela não desaponta nesse aspecto. Na sua base continua a ser um jogo de corridas inspirado por OutRun onde iremos correr em diversas paisagens diferentes e o objectivo é sempre o de chegar ao checkpoint seguinte dentro do tempo limite. A principal diferença para o OutRun é que o Lotus continua a ser um jogo linear, com circuitos separados entre si e sem ramificações nas estradas. A menos que escolhamos antes jogar no modo campeonato, aí já teremos de ter em conta a classificação em que chegamos no final de cada corrida bem como o consumo de combustível durante cada corrida. Sinceramente prefiro o arcade. De resto podemos uma vez mais competir com o Lotus Esprit, Elan e também o M200, um protótipo da Lotus que nunca chegou a ser comercializado. Para além disso este jogo oferece também a habitual vertente em multiplayer através de split screen, bem como um editor de pistas, esta a grande novidade desta sequela. Mas confesso que não perdi grande tempo com isso.

Antes de cada circuito temos a hipótese de escolher qual música ouvir, tal como no Out Run

No que diz respeito aos audiovisuais, desta vez temos mesmo de separar os gráficos e som. A nível gráfico é um jogo excelente, tal como o seu antecessor. As pistas são bastante variadas entre si, desde montanhas, florestas, praias ou zonas mais urbanas, os circuitos estão cheios de relevo e as corridas decorrem a uma velocidade estonteante. É impressionante a sensação de velocidade que tanto este Lotus como o seu antecessor conseguiram introduzir na Mega Drive. Algumas pistas possuem alguns detalhes gráficos deliciosos, como a condução nocturna, ou outros detalhes meterelógicos como chuva, neve ou mesmo nevoeiro, onde apenas vemos um breve brilho dos faróis traseiros dos nossos oponentes a média distância.

Aqui temos uma vez mais alguns efeitos gráficos muito interessantes como o de nevoeiro

Já a nível de som, bom infelizmente deixa muito a desejar. Isto porque é um daqueles jogos em que temos de optar por ouvir efeitos sonoros ou música, mas não ambos em simultâneo. Quando isso acontece, tipicamente é porque os efeitos sonoros são bastante ricos e a Mega Drive fica sem recursos para processar ambos em simultâneo, mas infelizmente não é esse o caso. Aliás, o primeiro Lotus tinha melhores efeitos sonoros que este, com várias vozes digitalizadas. Aqui apenas ouvimos o ruído irritante dos carros e pouco mais. Já as músicas, sinceramente até as achei agradáveis, excepto aquela mais calma que já não apreciei tanto. Ainda assim, não consigo entender o porquê de não podermos ouvir ambas as coisas em simultâneo. Só com os efeitos sonoros o som torna-se algo irritante. Só com a música sente-se a falta de mais qualquer coisa.

Madden NFL 94 (Sega Mega Drive)

Vamos agora a mais uma rapidinha, principalmente depois de ter escrito um artigo do predecessor deste Madden NFL 94, o John Madden Football 93. O futebol americano é um desporto que não me desperta interesse nenhum, pelo que vamos lá retirar isto do sistema o quanto antes! Tal como o outro jogo, este Madden NFL veio do mesmo conjunto de vários jogos de desporto que foram comprados como novos, numa feira de velharias algures durante o passado mês de Agosto por 5€ cada um.

Jogo com caixa, manual e papelada diversa

Enquanto os jogos anteriores tinham sido desenvolvidos pela Blue Sky Software, estes seguintes já tiveram uma nova equipa a trabalhar nos mesmos, nomeadamente a High Score Productions, a mesma equipa por detrás do excelente Jungle Strike. Este é também o primeiro jogo da série Madden que detem a licença da própria NFL, pelo que esperem que esta vez as equipas já tenham os seus nomes e logotipos reais, no entanto creio que os jogadores ainda são fictícios visto a EA não ter ainda a licença da NFLPA por esta altura.

Tal como no nosso futebol, as partidas começam pela moeda ao ar para decidir o pontapé de saída

No que diz respeito aos modos de jogo, temos as partidas amigáveis, a temporada completa ou poderemos saltar logo para os playoffs da fase final se assim o desejarmos. A jogabilidade parece-me semelhante aos anteriores, mas não levem a minha palavra por certa pois reafirmo que não sou grande conhecedor do desporto. Uma vez mais teremos de estar constantemente a escolher formações e tácticas em cada jogada, quer estejamos a jogar ofensivamente, quer à defesa e eu continuo clueless sem saber qual a melhor forma de prosseguir em qualquer situação.

Ok, escolher uma táctica à sorte, depois passar a bola para alguém e esperar que a apanhe

Do ponto de vista audiovisual, sinceramente, apesar de não achar este jogo mau de todo, creio que ficou uns furos abaixo do título anterior. Em vez dos vários comentários do John Madden durante as partidas, vamos ouvindo muito mais os árbitros a interferir nas jogadas. Sinceramente preferia os comentários do título anterior, sempre davam mais vida ao jogo. As músicas, que aqui continuam a ouvir-se apenas nos menus e afins, também eram mais ao meu gosto no jogo anterior. De resto, as animações e a apresentação geral do jogo a começar pelos seus menus também ficaram mais visualmente apelativos no John Madden Football 93. Mas isto é tudo a minha opinião pessoal, claro, até porque mesmo assim este Madden NFL 94 continua a ter uma produção que faz inveja a qualquer FIFA que tenha saído nas plataformas 16bit: as reacções do público, a antevisão de cada partida como se estivéssemos num programa televisivo, são tudo detalhes que acabam por contar.

John Madden Football ’93 (Sega Mega Drive)

Bom, apesar de não perceber nada de futebol americano, gostaria de ter inaugurado os artigos da série Madden logo com o primeiro jogo lançado na Mega Drive, o John Madden Football de 1990. Mas como esta não é uma série que planeio coleccionar a sério de todo, vai ter de ficar asssim. O meu exemplar custou-me 5€, tendo sido comprado numa feira de velharias algures em Agosto e foi certamente new old stock pois está mesmo novo.

Jogo com caixa, manual e papelada

A minha experiência com jogos de futebol americano em sistemas retro, para além de ter testado uma boa parte deles em emulador anos atrás e não ter sequer conseguido fazer uma jogada do início ao fim, consiste no Great Football da Master System que possui uma versão bem simplificada do desporto e do primeiro Joe Montana Football para a Mega Drive. Este último já implementou uma versão mais realista do desporto, embora a sua qualidade tivesse ficado aquém do primeiro John Madden Football, que revolucionou completamente os videojogos de desporto nas consolas, pelo menos para o mercado norte-americano.

Antes de iniciar uma jogada, devemos escolher qual a formação e estratégia a usar, tanto a defender como a atacar

Este jogo ainda não possui a licença da NFL, pelo que presumo que as equipas não sejam 100% fieis às da temporada 1992/1993, mas teremos 28 equipas por onde escolher, mais algumas equipas clássicas ou all-stars. Os modos de jogo resumem-se a temporadas inteiras, avançar logo para os playoffs ou outros torneios mais curtos. E uma vez escolhido o modo de jogo, a equipa a representar e acertado uma ou outra opção que queiramos mudar, chegamos à acção propriamente dita. Depois de atirar a moeda ao ar, que nos permite escolher para que lado do campo queremos atacar teremos de escolher a nossa jogada ofensiva ou defensiva. Se jogarmos ao ataque, a ideia do jogo é ir conquistando jardas à equipa adversária até conseguirmos fazer finalmente um touchdown, ou tentar rematar à baliza se já for possível. Se a bola (ou ovo?) cair ao chão temos de repetir a jogada, mas se for interceptada pela equipa adversária com sucesso, os papéis invertem-se e passamos a jogar à defesa.

no momento do passe temos também estas câmaras adicionais que provavelmente ajudam qualquer coisa

Tanto ao ataque como defesa teremos inicialmente de seleccionar a formação e a táctica a usar, pelo que teremos umas quantas dezenas de diagramas de jogadas para escolher, durante alguns segundos. Bom, isto para mim é como um burro a olhar para o palácio, mas a ideia com que fico é que o objectivo é passar a bola para trás, para o Quarterback, que por sua vez tem de descobrir um buraco na defesa adversária, passar a bola para alguém, esperar que o passe seja eficaz e que o nosso atacante consiga ganhar o máximo de jardas possível. Não é de todo a minha cena. De resto, pelo que li por aí, parece-me que esta versão do Madden, para além de alguns melhoramenots visuais que detalharei mais à frente, trás pouca coisa de novo, a não ser a implementação de algumas regras que não faço ideia para o que servem.

As reacções do público são outro dos detalhes visuais muito interessantes que incutiram aqui

Agora passando para os audiovisuais, é fácil perceber o porquê da série ter tido tanta aclamação pelo público norte americano. No campo da jogabilidade mais uma vez afirmo que não sou a melhor pessoa para comentar pois tenho zero skills no desporto, mas pelo menos a nível de apresentação, este Madden dá 10-0 a qualquer FIFA que a Electronic Arts publicou para a Mega Drive. A nível de apresentação o jogo está repleto de imensos detalhes interessantes, as sprites estão bem animadas e vamos tendo vários clipes de voz com comentários a cada jogada, aparentemente do próprio John Madden. Pelo que investiguei a Sega foi ainda mais longe neste aspecto com a sua tecnologia Sports Talk, aplicada numa série de jogos de baseball e futebol americano também em 1992, mas isso seria tema para outro artigo.

Portanto o que eu tenho a dizer deste John Madden Football ’93 é isto, e fico surpreendido por já ter sido bem mais do que esperava inicialmente. Na mesma altura em que comprei este jogo também veio o Madden NFL 94, pelo que esperem por uma rapidinha em breve.

NBA Live 97 (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com o NBA Live 97 para a Sega Mega Drive, que até possui algumas novidades face ao seu antecessor, num ano em que as 16 bit já eram plataformas com cada vez menos foco no mercado. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no passado mês de Agosto, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manuais

Tal como o seu predecessor temos ao nosso dispor partidas individuais, um modo de temporada completa, alusivo à época 96-97, bem como poderemos saltar logo para os play offs finais. Mas também temos alguns modos de jogo mais à basquetebol de rua, como partidas de 2 contra 2 ou 3 contra 3. Não são propriamente NBA Jams com toda a sua loucura, mas é uma adição interessante à fórmula. De resto, a nível de controlos parecem-me idênticos aos do seu antecessor incluindo o suporte ao comando de 6 botões, onde poderemos assignar algumas jogadas pré-definidas aos botões adicionais dessa linha de comandos.

A perspectiva isométrica dos jogos anteriores mantém-se

A nível de opções e customização, poderemos optar por por uma jogabilidade bem mais próximo de um simulador, onde temos de ter em conta a fadiga dos jogadores, eventuais lesões, e todas as faltas e regras do desporto. Ou então uma experiência mais arcade e mais leniente perante as regras. De resto, para o modo temporada, podemos também participar no mercado de trânsferência de jogadores, para além de consultar um extenso dossier de estatísticas gerais.

Para além das estatísticas podemos ver uma breve história de cada equipa aqui representada

A nível audiovisual, o jogo usa o mesmo motor gráfico dos seus antecessores, com a acção a ser apresentada numa perspectiva isométrica. Portanto, para além de mudanças nos menus e respectivas músicas entre partidas, não esperem por nada muito diferente, se bem que também não haveria muito mais por onde mudar, pois na minha opinião esta perspectiva isométrica resulta muito bem neste tipo de jogos desportivos para sistemas mais antigos sem suporte nativo a gráficos tri-dimensionais.