FIFA International Soccer (Super Nintendo)

Continuando pelas rapidinhas, vamos a mais um jogo da Super Nintendo onde não vou perder muito tempo a falar, pois é de futebol e é uma conversão de um jogo que saiu originalmente para a Mega Drive, e cuja versão eu preferiria abordar com mais detalhe. É o jogo que deu origem à franchise FIFA da Electonic Arts e o meu exemplar veio de um bundle que comprei recentemente para a SNES e Nintendo 64, à volta de 30 cartuchos que nos ficaram a menos de 1€. E por esse preço porque não ficar com mais um FIFA?

Apenas cartucho

Este foi o jogo que introduziu a jogabilidade que se manteve fiel nas suas sequelas de 16-bit ao longo dos anos, como a perspectiva isométrica que lhe dava algum sentido de realismo. A jogabilidade ainda não é tão refinada quanto a de um International Super Star Soccer ou FIFA 97, mas começa aqui a dar os seus primeiros passos. Dispomos de vários modos de jogo, como partidas amigáveis ou provas mais longas como campeonatos ou torneios, com fases de grupos ou apenas através dos Playoffs.

A nível de conteúdo parece-me ser idêntico à versão Mega Drive. Já nos audiovisuais a história é outra.

A nível técnico é uma versão que se difere da original precisamente por ser mais colorida, tanto nos estádios, como nos menus que são muito mais agradáveis de se navegar. A música na versão SNES, que também só tocam durante os menus, intervalos e afins, também é agradável nesta versão, com um bom baixo. No resto, na minha opinião a versão Mega Drive é superior. Apesar de possuir menos cor, os jogadores e o detalhe dos estádios pareceu-me melhor na Mega Drive.

Mas pronto, é mais um FIFA e na SNES também temos uns quantos para experimentar, escusamo-nos de ficar pelo primeiro.

Shadow of the Beast (Sega Mega Drive)

Vamos a mais uma rapidinha, agora para a Mega Drive. Sim, eu sei que quando escrevi sobre o Shadow of the Beast para o ZX Spectrum prometi que um dia que comprasse a versão Mega Drive escreveria um artigo mais detalhado, mas a verdade é que já falei de grande parte do jogo, pois aqui a fórmula é a mesma, embora a nível audiovisual seja muito superior. O meu exemplar foi comprado em conjunto com a sua sequela também para a Mega Drive, a um vendedor no eBay, algures no mês passado. Ficaram-me ambos os jogos por 20€ + portes.

Jogo com caixa e manual

A história desta aventura é uma de vingança. O protagonista, agora monstro, era um bébé humano quando foi raptado por uns feiticeiros do mal que o transformaram numa criatura monstruosa, de forma a servir a Besta, uma criatura infernal que governava aquele mundo hostil. A certa altura as memórias humanas voltam e passamos o resto do jogo em busca da Besta, para a derrotar e assim vingar o nosso triste destino.

O jogo apresenta-nos um mundo fantasioso bastante sombrio e hostil

Quando o jogo saiu originalmente para o Commodore Amiga, era um portento técnico, com gráficos belíssimos, muitos efeitos de parallax scrolling, e uma banda sonora fantástica. No entanto, e para contrastar, era um jogo incrivelmente difícil, com inimigos a surgirem de todos os lados, e as mecânicas de detecção de colisão obrigavam-nos a ter um timing mesmo pixel perfect, caso contrário sofríamos dano e muito rapidamente lá se esgotavam as nossas vidas. A versão Mega Drive não me parece ser tão complicada quanto a original, até porque os inimigos existem em menor quantidade. Mas não deixa de ser um grande desafio, até porque continuam a haver muitos obstáculos e vários inimigos que atacam em conjunto, sendo practicamente impossível por vezes não oferecer dano. Este é também um jogo onde se preza bastante a exploração, de forma a encontrar itens que nos desbloqueem zonas seguintes. Pelo meio lá vamos encontrando alguns power ups que nos vão restabelecendo saúde. Lá na segunda metade do jogo podemos ainda ganhar um poder de ter um ataque de longo alcance, que nos substitui os socos que exigem mesmo um timing muito apertado para ter sucesso.

Curiosamente a versão japonesa possui alguns toques extra de gore

Graficamente este é um jogo fantástico, na minha opinião. A versão Amiga é claramente superior, mas a Mega Drive recebe também uma versão com muita qualidade. Do que mais gosto neste jogo são mesmo os cenários sombrios e repletos de criaturas estranhas. Só a artwork da capa é algo do outro mundo mesmo! Felizmente as músicas também ficaram muito boas na Mega Drive.

Portanto, apesar de ser um jogo difícil, este Shadow of the Beast na minha opinião não deixa de ser um clássico que deve ser conhecido. E se a dificuldade for mesmo um factor decisivo… bom lá decidiram incluir um cheat code que nos dá invencibilidade, pelo que não há desculpa para não o jogarem. Nem que seja para verem os diferentes níveis e apreciar os seus audiovisuais.

The Lord of the Rings: Return of the King (Sony Playstation 2)

A adaptação do filme “The Lord of the Rings: The Two Towers” por parte da Electronic Arts surpreendeu-me bastante pela positiva. Seguramente que muitos dos que viram os filmes no cinema ficaram impressionados pelas épicas batalhas entre orcs, humanos, elfos, anões, hobbits e outras criaturas. A Electronic Arts decidiu então ir pelo óbvio e fazer um hack and slash repleto de acção, com alguns elementos de RPG pelo meio. E o resultado foi a meu ver excelente, onde a única coisa que realmente falhou foi a falta de um multiplayer cooperativo. Eis que se passa um ano, o filme do Return of the King prepara-se para estrear nos cinemas e a EA decide manter a mesma fórmula do jogo anterior. E desta vez incluiram o multiplayer! O meu exemplar veio da cash converters de Alfragide, algures em 2015, por cerca de 3€.

Jogo com caixa e manual. Porque tenho o manual em português e tudo o resto inglês é um mistério.

A história continua os eventos do jogo anterior, que ficou a meio da épica batalha de defesa da fortaleza de Helm’s Deep. Depois dessa missão inicial (que é inteiramente jogada pelo Gandalf, personagem deixada de parte no jogo anterior), seguem-se os eventos do Return of the King, com o jogo a dividir-se em 3 caminhos distintos. Temos o The Path of the Wizard, onde Gandalf começa por tentar convencer os Ents a lutarem contra as forças de Sauron e Saruman, temos o Path of the King, que nos levam à equipa de Aragorn, Legolas e Gimli, que começam por tentar recrutar o exército dos mortos para a batalha final. Por fim temos o Path of the Hobbits, onde jogamos com Sam e tentamos salvar o Frodo de várias coisas, como quando ele caiu na armadilha do Smeagol, ou foi aprisionado pelos Orcs. O Frodo é jogável apenas no último nível, onde temos de defrontar Smeagol, antes de nos vermos livres do amaldiçoado anel de Sauron.

O sistema de combos é muito semelhante ao anterior. Quanto maior for a combo, mais pontos de experiência ganhamos. Se entrarmos no perfect mode então ainda melhor, poisos nossos golpes ficam temporariamente mais fortes

A jogabilidade é muito similar ao jogo anterior, com o jogo a focar-se bastante nas combos e em ganhar pontos de experiência, que podem depois ser trocados por novos golpes especiais, alguns que se revelam bastante úteis no futuro. Uma das novidades está na introdução dos “Fellowship Upgrades”, pois da mesma forma que podemos desbloquear um upgrade para uma certa personagem, por um custo adicional poderemos desbloquear esse mesmo upgrade para as outras personagens também. A única restrição é que as outras personagens apenas poderão usufruir desses upgrades quando atingirem o nível respectivo. Por exemplo, se eu “comprar” o Fellowship upgrade de uma habilidade do Aragorn de nível 5, os outros apenas a poderão usar quando também atingirem o nível 5. Depois temos também o tal falado modo cooperativo. Infelizmente nem todas as missões podem ser jogadas cooperativamente, mas já não é nada mau terem finalmente introduzido este modo de jogo.

Algumas das missões fizeram-me ficar ainda com menos cabelo. Esta foi das que menos gostei por ser quase igual a uma do jogo anterior. Não há mais ninguém na Terra Média que saiba mandar escadas ao chão?

Claro que temos também muitos extras, mais uma vez com pequenas entrevistas aos actores e pequenos clipes com artwork retirada dos filmes. A nível de conteúdo bónus temos não uma mas quatro personagens secretas para desbloquear, como o Faramir (irmão de Boromir) e os hobbits Merry e Pippin. Níveis extra também temos dois, os Palantir of Saruman e Sauron. São uma vez mais uma espécie de survival mode, onde teremos de sobreviver a várias waves de inimigos, com a dificuldade a aumentar a cada round.

Graficamente é um jogo impressionante para a PS2. Os personagens estão muito bem detalhados, assemelhando-se bastante às personagens do filme. Os cenários estão também muito bem detalhados e espelham muito bem a “epicidade” retratada nos filmes. A nível de som também não há nada a apontar de mal, pois o jogo conta com o voice acting dos actores, e as músicas são uma vez mais retiradas dos filmes, logo já se sabe com o que contar. A nível técnico a única coisa que ficou aquém foi mesmo a câmara, que não sendo controlável, por vezes nos deixava em situações indesejáveis.

A inclusão de um modo cooperatio foi algo muito benvindo na série. Pena que nem todas as missões sejam jogáveis dessa forma.

Portanto, apesar de ter achado este Return of the King um pouco irritante numa ou noutra missão (a defesa do muro de Minas Tirith ou o que se antecede ao combate contra o Witch King), a inclusão de um modo cooperativo foi muito benvindo  e a nível técnico, como de extras desbloqueáveis, continua um jogo muito interessante e bem recomendável para quem for fã do género.

Jordan vs Bird: One on One (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, desta vez para a Mega Drive, o jogo que cá trago é mais um jogo desportivo de Basquetebol da Electronic Arts. Antes da série NBA Live ter sido criada, a EA desenvolveu vários jogos de basquetebol com diferentes títulos e jogabilidade. Este Jordan vs Bird, tal como o seu nome indica, é um jogo de 1 contra um 1, com Michael Jordan e Larry Bird. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias por 5€ há coisa de uns 2 meses atrás.

Jogo com caixa e manual

E aqui dispomos de vários modos de jogo. Os modos de jogo principais são mesmo o 1 contra 1, que pode ter duas variantes: na primeira, o limite da partida é dado pelo tempo, no outro podemos colocar o limite com o número de pontos. E aqui como é uma partida de 1 contra 1, apenas jogamos com um cesto e parte do campo. Mas também como não poderia deixar de ser, todos os modos de jogo podem ser jogados sozinhos ou contra um amigo.

O 1 contra 1 é talvez aquele que seja mais interessante no multiplayer

Outro dos modos de jogo é o Three Points contest, onde estamos fora da linha de 3 pontos a tentar encestar o máximo de bolas possível. A jogabilidade é um pouco estranha, com um botão para agarrar a bola, outro para saltar e outro ainda para a lançar. Começamos numa das extremidades do semicírculo da linha de 3 pontos, e vamos fazendo lançamentos ao longo de diferentes ângulos. Depois temos também o Slam Dunk, que me faz lembrar as provas de mergulho nos jogos olímpicos. Aqui devemos escolher 3 tipos diferentes de afundanços, com nomes como Hole in One, Reverse Jam ou Hula-Loop. Depois, devemos aplicar uma sequência de botões para fazer o afundanço correctamente, com um júri a atribuir-nos uma pontuação no fim.

O 3 points contest é aquele modo de jogo que é mais bonito graficamente

Graficamente até que é um jogo bem interessante, com sprites bem grandes e detalhadas. Também o facto de termos apenas 1 ou 2 jogadores presentes no ecrã ajuda à festa. A arena de jogo está também graficamente bem definida, e antes de cada partida, seja no 1 contra 1, ou nos outros, temos sempre alguns diálogos entre comentadores televisivos. A nível de som é um jogo também competente, mais nos efeitos sonoros do que propriamente nas músicas, que apenas se ouvem nos menus e são maioritariamente músicas festivas.

The Lord of the Rings: The Two Towers (Sony Playstation 2)

Ao contrário do Fellowship of the Ring, cujo videojogo saído em 2002 foi inspirado nos livros e não nos filmes, logo de saída foram saindo videojogos referentes às 2 obras seguintes da saga, The Two Towers e no ano seguinte o Return of the King. A diferença é que estes dois jogos já foram desenvolvidos pela Electronic Arts e são baseados nos filmes, não directamente dos livros. São também jogos muito mais divertidos ao misturarem conceitos de RPG com os de um beat ‘em up / hack ‘n slash fantasioso. O meu exemplar já foi comprado há uns bons tempos numa das cash converters da área de Lisboa. Não me deve ter ficado mais caro que 3€.

Jogo em caixa com manual.

Já que a Electronic Arts não fez nenhum jogo alusivo ao filme do Fellowship of the Ring, decidiram então incluir várias partes do primeiro filme, já neste videojogo. A aventura começa com um nível de tutorial, onde jogamos com Isildur, na mítica batalha contra Sauron, que perde o seu precioso anel e com isso a sua forma humana. Somos depois levados para o Weathertop, onde com Aragorn temos de protejer o pequeno Frodo de ataques dos Nazgul, com os níveis seguintes a levarem-nos para as minas de Moria. Eventualmente a narrativa vai-nos levando também para os acontecimentos vistos em Two Towers, culminando na épica batalha da defesa de Helm’s Deep.

No final de cada nível a nossa performance é recompensada com pontos de experiência que podem depois ser trocados por novas técnicas e habilidades

A jogabilidade é então a de um hack and slash, onde podemos jogar com Aragorn, o elfo Legolas ou o anão Gimli. Cada um possui diferentes características, com Legolas a ser o mais ágil, porém o menos forte, ao contrário do Gimli que com o seu machado consegue desferir ataques poderosos, mas lentos. Já Aragorn é o típico personagem mais balanceado. Cada personagem possui também ataques de longo alcance, o que no caso de Aragorn e Legolas são o arco e flecha, embora estas tenham munição limitada, sendo necessário apanhar power ups com mais flechas. De resto, é um jogo que se foca muito nos combos. Quanto maior o combo, maior o rating do mesmo, que pode ir desde fair a perfect. A nossa performance no final de cada nível é traduzida em pontos de experiência que podem ser trocados por novos golpes, combos e habilidades para cada uma das três personagens disponíveis. Ou quatro, pois um dos segredos do jogo é a possibilidade de desbloquear Isildur. A jogabilidade é simples e funcional, com o jogo oferecer ataques rápidos mas que dão pouco dano e podem ser facilmente bloqueados, como ataques mais poderosos e capazes de partir escudos, mas que são mais lentos na sua execução, deixando-nos temporariamente vulneráveis. Temos os ataques de longo alcance, a possibilidade de executar inimigos quando os mesmos estiverem no chão e por aí fora.

Eventualmente lá teremos de defrontar alguns bosses. O Troll em Moria é um dos primeiros

O maior defeito deste jogo na minha opinião está em ser apenas single player. Há muitos níveis que jogamos com a companhia de um ou outro NPC, incluind o Gandalf, mas o que não se compreende é como não há qualquer multiplayer cooperativo. Talvez tenha sido algo pensado mas que não houve tempo de finalizar devido a deadlines? Independentemnte da razão é uma baixa de peso que acabou felizmente por ser colmatada na sequela The Return of the King. Para compensar temos muitos extras para desbloquear, como a personagem secreta de Isildur e uma missão secreta na torre de Saruman, ou entrevistas aos actores principais, making ofs e artwork dos filmes.

Graficamente é um jogo competente, tendo em conta que saiu pouco depois do Fellowship of the Ring da Vivendi Universal e a nível gráfico este está muito superior. Os cenários estão bem detalhados, desde as minas de Moria, florestas e cavernas, culminando nas épicas batalhas de Helm’s Deep, que são tão intensas quanto nos filmes. As personagens também estão bem detalhadas e no que diz respeito ao voice acting não preciso de dizer nada, até porque foi todo feito pelos actores originais. As músicas são também tão épicas quanto nos filmes, o que é bom!

As cutscenes vão-se intercalando com segmentos directamente retirados dos filmes, outros reproduzidos pelo motor gráfico do jogo.

No fim de contas este Two Towers foi uma muito agradável surpresa quando saiu. Apesar de ser um jogo um pouco curto e imperdoavelmente não tem qualquer vertente multiplayer cooperativa, não deixa de ser um bom hack and slash para quem gosta do género e para quem gostou dos livros ou filmes do Tolkien. A fórmula foi contudo mais aprimorada no The Return of the King, que inclusivamente já o comecei a jogar e não deverá estar para muito longe um eventual artigo.