Call of Duty 4: Modern Warfare (PC)

Call of Duty 4: Modern Warfare

Siga para mais um artigo para PC, pois efectivamente tem sido a plataforma que mais tenho jogado ultimamente. Este foi o meu primeiro contacto com os Call of Duty pós 2a Guerra Mundial que tive, só que ao invés de ter sido em 2007 como todos os comuns mortais, o meu caso foi apenas na semana passada. Culpas de ser o “shooter da moda” e eu ser um “unhas-de-fome” que não gosta de pagar full price pelos seus jogos. Foi adquirido numa GAME pela zona da Maia/Porto, não recordo qual, tendo o jogo (usado) custado uns 10€. Como não tem DRMs, e está em bom estado, pareceu-me bom negócio. Edit: Recentemente comprei uma versão GOTY por um décimo do valor, na feira da Ladra em Lisboa.

Call of Duty 4 Modern Warfare - PC
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Ao contrário dos Call of Duty da 2a Guerra Mundial, os eventos nesta nova série são fictícios. A história coloca-nos nos tempos modernos, onde a Rússia vê-se envolvida no meio de uma guerra civil, com um grupo de separatistas ultranacionalistas a quererem instaurar o velho regime soviético novamente. Em simultâneo, um outro grupo militar provoca um golpe de estado num país árabe, bastante rico em petróleo, instaurando igualmente um clima de terrorismo e hostilidade perante o ocidente. O jogo coloca-nos principalmente na pele de 2 diferentes soldados, cada um pertencendo a forças militares diferentes. Um militar norte-americano dos Marines, cujas missões se passam no médio oriente, e um outro militar britânico, pertencendo ao “Special Air Service” britânico, cujo teatro de guerra é maioritariamente nos países de leste. Ao longo do jogo ainda poderemos controlar mais uma ou outra personagem, mas as facções são as mesmas. A narrativa vai alternando entre as diferentes forças militares, com cutscenes intermédias que nos vão pondo ao corrente das ligações existentes entre os dois conflitos. O jogo apresenta também missões variadas, que passam por resgate de personagens ou objectos importantes, apoio a invasões terrestres, uma missão na qual estamos a bordo de um bombardeiro norte-americano e devemos dar apoio a militares no terreno, e várias missões de infiltração, do lado dos britânicos. De facto, preferi de longe as missões do SAS, até porque as restantes personagens  que nos acompanham são bem mais carismáticas na minha opinião.

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Missões com sniping são sempre divertidas!

De resto a fórmula é idêntica aos jogos anteriores da série. Saúde regenerativa, o progresso marcado por objectivos que tenhamos de cumprir, objectivos esses marcados numa bússola no ecrã. Muitas das vezes o jogador encontra um impasse em que os inimigos não páram de surgir, é suposto mesmo que o jogador vá arriscando sempre um pouco mais em território inimigo para que a história prossiga. De resto somos presenteados como de costume com vários momentos “scripted”, de modo a que a experiência se torne mais épica e cinematográfica. O armamento consiste em armas reais, mas como eu tenho andado de volta do Battlefield 3 nos últimos tempos, já não é algo que me impressione muito. Mas em 2007 acredito que tenha causado um impacto considerável, visto que o arsenal ainda é extenso (embora não no nível do Battlefield, claro). Algo que também era novo em Call of Duty por esta altura foi um sistema de física mais realista, com superfícies destrutivas e balas a atravessarem certos materiais, forçando os jogadores a trocar de cobertura constantemente.

Para além do modo campanha, Modern Warfare apresentou um modo multiplayer muito bem sucedido. Para além das variantes de Deathmatch, CoD4 apresenta vários outros modos de jogo baseados em objectivos, seja captura em equipa de pontos chave, conquista das bases inimigas, destruição de objectivos, etc. Para além do mais existem um ou outro tweak, um modo hardcore onde o dano recebido é mais realista, e um outro modo “old school”, onde os pickups encontram-se espalhados pelos mapas, dando um feel mais da velha guarda à jogatina. No multiplayer a performance do jogador é premiada de duas formas. Com o número de kills consecutivas nas partidas, vamos podendo utilizar alguns extras, desde chamar um robot que revela as posições dos inimigos perto de si, passando por chamar ataques aéreos ou mesmo um helicóptero de combate. Para além do mais os jogadores vão ganhando também pontos de experiência como se um RPG se tratasse, permitindo que se desbloquem novas armas, acessórios ou perks. Estes últimos tratam-se de “habilidades” extra para as personagens, tais como carregar mais munições, causar mais dano ou aumentar os pontos de vida do jogador.

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Por vezes temos alguns objectivos temporizados

Graficamente, bom é difícil dar uma opinião concisa. Quando vi o jogo pela primeira vez em 2007 pareceu-me de facto muito impressionante, com uma experiência muito realista. Infelizmente a engine na qual o jogo corre não envelheceu muito bem nos PCs, tendo dificuldades em adaptar-se a processadores multicore e arquitecturas de 64bit. Com o meu PC actual, tive de o jogar numa resolução muito baixa e com os gráficos não muito puxados, para manter o framerate estável e jogável. Tendo em conta que consigo ter boas performances no Battlefield 3 que fica a anos luz deste CoD4, é uma pena não o conseguir correr melhor. Assim sendo, para quem tiver computadores contemporâneos, vou pela primeira vez recomendar que joguem este FPS numa das consolas para tirar melhor partido do audiovisual. O audio como sempre é óptimo, com excelentes efeitos sonoros, e banda sonora a condizer com a acção, excepto para a música rap dos créditos finais, que abomino.

Call of Duty 4 Modern Warfare PC
Jogo completo com caixa, manual e papelada

No fim de contas devo dizer que este Modern Warfare, apesar de o ter jogado pela primeira vez já bastante tarde, apresentou um modo campanha que me agradou bastante, apesar de ser bastante curto. Infelizmente isso é algo habitual nos restantes FPS militares modernos que possuo. E tal como referi há pouco, para quem tiver um PC recente e uma PS360, apesar de achar de longe que a combo rato+teclado é o melhor método de controlar um jogo deste tipo, a engine apresenta problemas em adaptar-se a PCs modernos, pelo que têm melhores performances na versão consola.

Call of Duty 2 (PC)

Call of Duty 2

O Call of Duty original surgiu para fazer concorrência aos Medal of Honor, numa altura em que os FPS com a temática da 2a Guerra Mundial proliferavam no mercado. O jogo fez sucesso de tal forma que a série foi evoluindo até se tornar no colosso dos First Person Shooters que se tornou hoje em dia. Tal como o jogo anterior, este também decorre durante a 2a Guerra Mundial, com o jogador a ter a hipótese de lutar entre 3 facções, norte-americana, soviética e britânica. A minha cópia foi adquirida numa GAME, não tendo custado mais de 5€. Infelizmente não é uma edição “black label“.

Call of Duty 2 PC
Jogo completo com caixa, manual e papelada

O modo de campanha percorre diversos famosos campos de batalha da WW2, com a facção soviética a lutar em Moscovo e Stalingrado, a maioria da campanha britânica a decorrer no teatro de guerra do Norte de África, e por fim a Norte-Americana por alturas do Dia D. As missões em si são variadas, desde missões de infiltração, perseguições, ou defender cidades/posições de ataques/contra-ataques nazis. Tal como o jogo anterior, muitos eventos são scripted, conferindo ao jogo uma atmosfera mais cinemática. Isto foi algo que tinha sido bem feito no jogo anterior e aqui não é excepção. O armamento, uniformes e veículos são igualmente fielmente retratados face aos originais. Não sou nem de longe perito em balística, mas nesse aspecto calculo que jogos mais recentes como os Brothers In Arms sejam mais fiéis nesse campo. Não vou perder muito tempo a escrever sobre a jogabilidade, pois a mesma não é diferente dos restantes. As missões são delineadas por objectivos que temos de cumprir, estando os mesmos marcados numa bússola, facilitando assim a vida ao jogador. A tinnitus resultante de uma explosão próxima foi um dos efeitos que mais me impressionou na altura em que o primeiro Call of Duty foi lançado, sendo hoje em dia um efeito comum em jogos similares. A novidade na jogabilidade neste CoD 2, é a inclusão do sistema de saúde regenerativa, algo que também passou a ser comum nos FPS modernos, infelizmente.

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Oficiais do Exército Vermelho a interrogarem um soldado Alemão. Coisa boa não vem.

Para além de um sólido modo de campanha consistindo em 27 missões, Call of Duty possui também um robusto modo multiplayer à moda antiga. Digo isto pois aqui ainda não tinha sido implementado os ranking systems baseados em experiência que vemos nos jogos actuais. O jogo no PC permite sessões até 64 jogadores, com os clássicos modos de jogo Capture the Flag, variantes de Deathmatch e os modos Headquarters e Seek and Destroy. O último é inspirado no Counter Strike, em que os jogadores de uma equipa têm de destruir um determinado objectivo, os restantes têm de o impedir. Com a particularidade de não existirem quaisquer respawns, ou seja, quem “morrer” só volta a jogar na ronda seguinte. O Headquarters é algo parecido a um modo “Conquest” nos jogos actuais, onde as equipas têm de capturar e em seguida defender os seus HQs.

Apesar de cumprir o seu papel, graficamente o jogo não é nada do outro mundo  pois à semelhança do anterior, a engine ainda era baseada na “id Tech 3” de Quake 3 Arena. De qualquer das maneiras isso não impede que a experiência no modo singleplayer não seja boa. De facto, a estruturação das missões com os cenários envolventes tornam Call of Duty 2 num FPS bastante agradável de se jogar, mesmo nos dias de hoje. A nível de som, eu canso-me de me repetir. Geralmente estes FPS da 2a Guerra Mundial, como CoD, Brothers in Arms ou Medal of Honor costumam ter um trabalho exemplar neste campo e esta não é uma excepção. A música épica, aliada aos ruídos ensurdecedores das MG-42 ou das anti-aéreas resultam sempre bem e eu só tenho pena de não possuir uma instalação de som Surround para que pudesse tirar todo o partido deste campo.

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Sniper é sempre divertido.

Este é um artigo um pouco curto para um jogo deste gabarito, mas a verdade é que eu já escrevi sobre imensos FPS da WW2 neste blogue que sinceramente não há muito mais a dizer. Call of Duty 2 é um jogo bastante agradável, apesar de não ser de todo revolucionário e inovador. Quem for fã da série ou de jogos da 2a Guerra Mundial, tem aqui mais uma boa alternativa.

Call of Duty World at War Final Fronts (Sony Playstation 2)

Call of Duty World at War Final Fronts

Para acabar (para já) com a série de jogos seguidos dedicados à IIª Guerra Mundial trago o último Call of Duty a sair na Playstation 2. Tal como Medal of Honor Vanguard foi um jogo que saiu já numa altura tardia para a PS2, visto que a consola ainda vendia muito bem. Ambos os jogos foram inspirados nos seus “primos” para as consolas HD, neste caso o Call of Duty World at War. Enquanto que o original foi desenvolvido novamente pela Treyarch, esta versão PS2 ficou-se pelas mãos do estúdio britânico Rebellion. A minha cópia foi adquirida na Gamestop do Dolce Vita perto do Estádio do Dragão, tendo-me custado algo em torno dos 7.5€.

Call of Duty World at War Final Fronts PS2
Jogo completo com caixa e manual

Como o próprio nome indica, a história segue os campos de batalha finais da guerra. Isto quer dizer que vamos andar a espalhar o terror tanto pela Europa como no pacífico. As batalhas na europa, mais precisamente em solo alemão são executadas por tropas britânicas enquanto que as do pacífico são naturalmente norte-americanas. O jogo tem 4 campanhas no total, uma inicial no pacífico, duas na Alemanha e uma final novamente no pacífico em plenas portas de Tóquio. Provavelmente já disse isto quando falei no Medal of Honor Rising Sun, e de facto os níveis repletos de selvas, foxholes com japoneses saltitantes e bunkers por tudo quanto é sítio é algo que continua a não me agradar por aí além. As missões em si não são nada que já não se tivesse visto num Call of Duty anteriormente: destruir bunkers, artilharia, conquistar base inimiga, defendê-la do contra-ataque inimigo, estourar com uns tanques, etc. Já foi tudo visto. A jogabilidade não é má de todo. No artigo anterior eu reclamei do Call of Duty 3 de ter alterado a jogabilidade do Big Red One. Enquanto que continuo a preferir a jogabildade desse jogo, acabei por me habituar à nova que se encontra toda neste jogo também. Felizmente não vou reclamar da jogabilidade dos tanques. Existe apenas uma missão com tanques e felizmente não temos de os conduzir. Apenas controlamos o canhão para destruir tanques e infantaria nazi. O jogo para a PS2 não vem com qualquer tipo de jogo multiplayer, seja online seja em splitscreen e ao contrário dos outros jogos também não traz nenhum conteúdo bónus a desbloquear ao longo da campanha singleplayer.

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"Aiming down the sight" na primeira missão

A nível gráfico o jogo não é propriamente feio. Digamos que é aceitável tendo em conta as limitações da PS2. A Rebellion não usou a engine da Treyarch do CoD3, tendo usado uma engine proprietária. O jogo tem efeitos de luz bonitos, mas prefiro as texturas de Call of Duty 3 ou mesmo do Big Red One, estavam mais trabalhadas. O facto de uma parte do jogo ser passada em selvas também não é algo que me fascine particularmente. Os inimigos são novamente idênticos entre si, existindo muita pouca variedade entre eles. Isto ja é uma queixa antiga, mas adiante. Em relação ao som, a banda sonora não tenho muito que lhe dizer, adequa-se ao carácter épico que o jogo tenta transmitir, mas uns furos abaixo do habitual. Já o voice-acting está fraquinho. As falas dos companheiros (especialmente do sargento que nos ordena) estão muito mal conseguidas e o facto de este CoD não ter suporte a legendas também é outro ponto menos bom.

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Pequenos filmes históricos são mostrados no início de cada campanha, como é habitual

Este post é bem mais curto, mas de facto não há muito mais a dizer. Não cheguei a jogar o World at War original (ainda), mas esta conversão para PS2 deixa um pouco a desejar. Tendo em conta que saiu num período em que a PS2 já era pouco relevante até se pode aplaudir a iniciativa, mas o que é certo é que o resultado final não é o melhor. Apenas recomendo a quem for um fã ferrenho da série ou de jogos com a temática da 2ª Guerra Mundial no geral.

Call of Duty 3 (Sony Playstation 2)

Call of Duty 3 PS2Bom, e ao contrário do que tinha mencionado no post anterior, o próximo artigo será mesmo o Call of Duty 3 da PS2. Este é o segundo desenvolvido pela Treyarch e curiosamente é o único Call of Duty da série principal que não chegou a sair para o PC, sendo as versões superiores pertencentes às consolas HD – PS3 e X360. É um jogo com os seus altos e baixos, conforme descreverei em seguida. A minha cópia foi adquirida algures no final de Dezembro do ano passado no miau.pt, tendo-me custado 4.5€, está completa e em bom estado.

Call of Duty 3 PS2
Jogo completo com caixa e manual

Call of Duty 3 apresenta várias novidades. A história decorre após os eventos da invasão dos aliados na Normandia, mais precisamente as batalhas para a liberação da vila de Chambois, um ponto fulcral para a futura liberação de Paris. Encarnamos 4 diferentes facções, a americana, britânica + resistência frances e esquadrões da Polónia e Canadá. Para além de ser incomum jogar-se com estas duas últimas nacionalidades, em Call of Duty 3 decidiram misturar as diferentes história, para demonstrar como diferentes exércitos trabalharam em “conjunto” para um bem comum, ao invés dos jogos anteriores onde cada facção tinha uma campanha própria que era jogada de uma só vez. Já no Big Red One houve um cuidado maior em tentar contar uma história ao longo das batalhas, neste jogo voltaram a melhorar o conceito. Ao misturarem as diferentes missões de cada exército criaram uma linha temporal entre elas, e a narrativa relaciona bem as acções de uns que influenciarão as missões seguintes. Cada exército tem também as histórias clichês de soldados exemplares que se sacrificam em prol do esquadrão, outros cobardolas, etc. Mas quanto a isso não tenho nada contra.

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Esta primeira missão foi impressionante

Já na jogabilidade é que não gostei assim tanto. Em primeiro lugar porque mudaram o mapeamento dos botões, que no Big Red One estava bom. Não que tenha mudado realmente muita coisa, o aiming down the sight, disparos e agachar/rastejar continuam no mesmo sítio. Infelizmente retiraram foi a possibilidade de se fazer lean, o que tinha dado bastante jeito neste jogo. Já os restantes botões trocados foi apenas uma questão de hábito. Felizmente a maior parte do jogo foi apenas em missões de infantaria “normal”, com uma ou outra ocasional onde teríamos de conduzir um jipe (ou simplesmente ficar a disparar numa metralhadora pesada instalada no veículo, como já aconteceu noutros CoDs), bem como uma ou outra missão em que teríamos de conduzir um tanque. Enquanto que conduzir um jipe em plena França rural, atropelando Nazis e fugindo de disparos de Panzers inimigos tenha sido bastante agradável, mais uma vez não atinei com as missões dos tanques. Parece impossível mas ainda conseguiram piorar mais os controlos do Big Red One neste aspecto. Os controlos são praticamente os mesmos, a sensibilidade é que é muito maior, o que para mim ainda dificultou mais as coisas, mas adiante. Este é também o primeiro CoD na PS2 que não usa medkits para regenerar a saúde, mas a saúde é regenerada com o tempo (logo que não sejamos atingidos entretanto). Infelizmente decidiram render-se à moda dos Quick Time Events e de vez em quando lá andamos à pancada com um Nazi qualquer que nos apanhou de surpresa, bem como também acontece noutras situações, como instalar uma carga explosiva.

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Um exemplo de um quick time event. Não que os outros sejam muito diferentes.

Como tem sido habitual, completar as missões desbloqueia uma série de conteúdo bónus. Não é muito diferente do que incluíram nos outros jogos: artwork, perfis de armas e veículos da guerra, biografias das personagens do jogo e as cutscenes que nos vão surgindo. Contudo no final da campanha singleplayer é desbloqueado uma série de 3 entrevistas com veteranos de guerra que combateram nas batalhas relatadas no jogo. Sinceramente achei muito interessante. Mas Call of Duty há muito que deixou de se cingir ao singleplayer e apresenta uma forte componente online, mesmo numa PS2. Actualmente muito poucas pessoas jogam, portanto também não lhe dei muita atenção. De qualquer das formas apresenta os já conhecidos modos de jogo Deathmatch e Team DM, Capture the Flag, Headquarters, etc. As partidas podem ter um máximo de 16 jogadores, existem vários veículos à disposição, e cada jogador pode pertencer a diferentes classes com diferentes habilidades e categorias de armas que se pode especializar.

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A calmaria antes da tempestade

Resta-me apenas falar da parte técnica. Para o hardware da PS2, é um jogo graficamente bonito. Obviamente que não vale a pena comparar com as versões para X360 e PS3 (embora mesmo essas não sejam nada do outro mundo). Os mapas são grandes quanto baste e são bastante detalhados. Existem alguns efeitos de luz bem conseguidos para uma PS2, embora o fumo seja fraco. A nível gráfico só me posso queixar mesmo é dos soldados alemães que são todos iguais uns aos outros. Isso nota-se bem nos confrontos com os Quick Time Events, onde a cara dos alemães foi sempre a mesma. É pena, podiam ter variado um pouco mais neste aspecto. De resto é um jogo competente. Ainda existem algumas quebras de framerate, mas não foi algo que me tenha acontecido muitas vezes. Também é compreensível, pois nalgumas batalhas existe um grande número de nazis no ecrã, bem como de companheiros aliados. De resto os mapas são bastante lineares como tem sido habitual. É pena que existam secções com obstáculos mínimos que são intransponíveis, ou barreiras invisíveis. Um bug que dei conta foi ter ficado preso nalguns desses obstáculos, ou entre NPCs. Aconteceu-me umas 3x, tendo de reiniciar do último checkpoint. A nível de som é um bom jogo. Apesar de existirem várias frases repetitivas, desta vez gostei mesmo dos berros que os alemães mandavam uns aos outros. A banda sonora como sempre é adequada ao jogo, e o voice acting é competente. Mais alguém associou a voz do escocês Duncan Keith ao groundskeeper Willie?

Apesar de a fórmula de FPS da 2ª Guerra Mundial estar bem gasta na altura em que este CoD3 saiu, não deixa de ser um shooter competente. Esta versão específica da PS2 acho que é um port bem conseguido, aproveitaram bem as capacidades da velhinha consola, e na minha opinião é dos melhores FPS que a mesma pode oferecer (principalmente tendo em conta o clima épico e cinematográfico). Ainda assim prefiro de longe os controlos do Big Red One. Para quem não tiver uma Wii, ou uma consola HD e quiser jogar um bom FPS singleplayer na PS2 tem aqui uma óptima escolha. Para os demais, sempre recomendo as versões X360 ou PS3. Para além de serem melhores graficamente, o modo online é ainda melhor executado e sempre deve ter mais gente a jogá-lo.

Call of Duty 2: Big Red One (Sony Playstation 2)

Call of Duty Big Red One PS2Enquanto que a primeira iteração de Call of Duty nas consolas de mesa deixou bastante a desejar na minha opinião, já este Call of Duty 2: Big Red One representa uma franca melhoria. Desenvolvido em conjunto com a Treyarch e a Gray Matter Interactive (estúdio que veio a fundir-se com a Treyarch pouco tempo depois) este Big Red One é mais uma vez um jogo diferente do Call of Duty 2 para PC (este desenvolvido pela Infinity Ward). A minha cópia foi comprada na Gamestop perto do Estádio do Dragão, tendo-me custado quase 7€. Está em bom estado e completa.

Call of Duty 2 Big Red One PS2
Jogo completo com caixa, papelada e manual

Ao contrário de Call of Duty 2 no PC, onde mais uma vez encarnamos soldados de 3 diferentes facções da IIª Guerra Mundial (Americanos, Britânicos e Soviéticos), em Big Red One vivemos apenas as aventuras da Fox Company, uma companhia da famosa 1ª divisão de Infantaria Norte-Americana. Tomaram essa decisão de modo a dar um clima mais cinematográfico, e a criar laços entre os soldados, levando a uma história mais empolgante. De facto até se deram ao trabalho de utilizar vários actores da excelente série de TV “Band of Brothers” nas personagens deste jogo. Com todos estes ingredientes, a narrativa ficou naturalmente melhor. Apesar de convivermos sempre com os mesmos soldados, não quer dizer que os cenários e missões não sejam variados, bem pelo contrário. Começamos com algumas missões no Norte de África, desde assaltar aeródromos a devastar franceses de Vichy com tanques, passando pela invasão da Sicília com várias missões bastante empolgantes e repletas de lutas em cenários apertados, e por fim na europa central, desde o desembarque no dia D na Omaha Beach até à fronteira Alemã. Contudo fico com a sensação que poderiam ter caprichado mais nos diálogos entre os companheiros, mas são picuinhices minhas.

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Um dialogozinho antes da acção

Os controlos estão bastante melhores, embora pouca coisa tenha mudado na esquematização dos botões. Agora é possível fazer lean para a esquerda ou direita, perdendo-se a função de usar items no Finest Hour. De resto está tudo lá, a função de mirar pelo iron sight das armas, a mudança de postura, etc. Os controlos estão também mais precisos, mais responsivos e não tão lentos como no jogo anterior, resultando assim numa melhor experiência. Infelizmente ainda não estão perfeitos, digo isto pois existem 2 missões onde é necessário conduzir um tanque de guerra e devo dizer que conseguiram piorar o controlo dos tanques que existia em Finest Hour. Enquanto que no jogo anterior o analógico da esquerda servia para controlar o “corpo” do tanque e o da direita para controlar o seu canhão, aqui resolveram fazer uma mistura difícil de explicar, apenas digo que não gostei. Mas felizmente foram apenas 2 missões de tanques e não um terço do jogo… Experiências como essa fizeram mais uma em que estavamos a bordo de um bombardeiro norte-americano, e tinhamos o objectivo de mandar abaixo uns quantos caças nas várias metralhadoras tripuladas, bem como largar bombas nalguns alvos “terrestres”. Não gostei muito desta missão sinceramente, mas dou o mérito de experimentarem coisas novas. Mais uma vez, ao completar-se cada nível é desbloqueado uma série de extras, como artwork, vídeos históricos e informação relativa às armas e veículos encontrados no jogo.

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A primeira missão a bordo de um tanque - e logo para explodir uns quantos Panzers ao mesmo tempo

O multiplayer é mais uma vez limitado ao modo online e LAN, não oferecendo o tradicional split screen para os jogadores de consola mais tradicionais. Mais uma vez deixaram os jogadores de Gamecube sem qualquer multiplayer, pois mesmo apesar de existir modems e adaptadores de rede para a consola, a falta de interesse da Nintendo em investir no online alastrou-se às restantes desenvolvedoras, deixando a Sega e a Chunsoft com apenas uns 4 jogos lançados com essa funcionalidade. Mas isso agora não interessa para este caso, portanto adiante. Os modos de jogo disponíveis são variantes do Deathmatch, Team Deathmatch, Capture the Flag e Domination. Trazido do jogo de PC, o multiplayer também introduz as “Battlefield Promotions” como recompensa para uma boa performance individual ou de equipa. Essas recompensas incluem carregamentos aéreos de health packs ou munições explosivos “Satchel” e a habilidade de usar os binóculos para chamar por bombardeamentos de artilharia. No multiplayer existe também a hipótese de se correr (embora não se possa correr e disparar ao mesmo tempo), infelizmente não implementaram isso no singleplayer, o que é pena. Também para quem tiver um head-set USB poderá utilizá-lo nos jogos online.

Passando para a parte técnica, este é um jogo bem superior ao anterior. Os gráficos já são melhores, assim como as texturas. Os mapas são bem mais variados e posso dizer que me deu gozo jogar nos mapas de Sicília, nos campos verdejantes e repletos de oliveiras, bem como nas pequenas cidades ricas em acção. Apesar de acreditar que o jogo esteja melhor numa Gamecube ou Xbox, tendo em conta as limitações da PS2 não está nada mau. O som está óptimo, a narração é coerente, os efeitos de som são credíveis e a música como sempre épica dá outro toque à coisa. Neste campo não há muito que queixar. Notei uma ou outra quebra no framerate de vez em quando, quando as coisas começavam a ficar realmente caóticas, mas não me incomodou. Eu gosto sempre de jogar com legendas, mas neste jogo as mesmas nem sempre estavam bem visíveis, pois atrapalhavam com a disposição da restante HUD. A inteligência artificial não é a melhor, mas também não foi coisa que me incomodou muito.

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O desembarque na Normandia, a ordenar a artilharia para mandar abaixo uns quantos bunkers nas costa.

Este Call of Duty 2 Big Red One é uma experiência bem mais agradável que Finest Hour. A começar pela jogabilidade, que apesar de não apresentar muitas diferenças não está tão lenta como no jogo anterior. Decidiram focar-se mais nas missões de infantaria, e não a conduzir tanques durante uma grande parte do jogo, assim como escoltar demasiados bots estúpidos. Os gráficos estão superiores, existem armas novas que pode ser utilizadas, tais como francesas e italianas, etc. É um óptimo FPS com a temática da 2ª Guerra Mundial, para uma PS2. Futuramente (embora não seja o próximo post) irei trazer cá o Call of Duty 3 também para PS2, que do pouco que joguei pareceu-me amadurecer bem as ideias dos anteriores, sendo provavelmente o melhor jogo da série na PS2. Veremos.