Call of Duty 2: Big Red One (Sony Playstation 2)

Call of Duty Big Red One PS2Enquanto que a primeira iteração de Call of Duty nas consolas de mesa deixou bastante a desejar na minha opinião, já este Call of Duty 2: Big Red One representa uma franca melhoria. Desenvolvido em conjunto com a Treyarch e a Gray Matter Interactive (estúdio que veio a fundir-se com a Treyarch pouco tempo depois) este Big Red One é mais uma vez um jogo diferente do Call of Duty 2 para PC (este desenvolvido pela Infinity Ward). A minha cópia foi comprada na Gamestop perto do Estádio do Dragão, tendo-me custado quase 7€. Está em bom estado e completa.

Call of Duty 2 Big Red One PS2

Jogo completo com caixa, papelada e manual

Ao contrário de Call of Duty 2 no PC, onde mais uma vez encarnamos soldados de 3 diferentes facções da IIª Guerra Mundial (Americanos, Britânicos e Soviéticos), em Big Red One vivemos apenas as aventuras da Fox Company, uma companhia da famosa 1ª divisão de Infantaria Norte-Americana. Tomaram essa decisão de modo a dar um clima mais cinematográfico, e a criar laços entre os soldados, levando a uma história mais empolgante. De facto até se deram ao trabalho de utilizar vários actores da excelente série de TV “Band of Brothers” nas personagens deste jogo. Com todos estes ingredientes, a narrativa ficou naturalmente melhor. Apesar de convivermos sempre com os mesmos soldados, não quer dizer que os cenários e missões não sejam variados, bem pelo contrário. Começamos com algumas missões no Norte de África, desde assaltar aeródromos a devastar franceses de Vichy com tanques, passando pela invasão da Sicília com várias missões bastante empolgantes e repletas de lutas em cenários apertados, e por fim na europa central, desde o desembarque no dia D na Omaha Beach até à fronteira Alemã. Contudo fico com a sensação que poderiam ter caprichado mais nos diálogos entre os companheiros, mas são picuinhices minhas.

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Um dialogozinho antes da acção

Os controlos estão bastante melhores, embora pouca coisa tenha mudado na esquematização dos botões. Agora é possível fazer lean para a esquerda ou direita, perdendo-se a função de usar items no Finest Hour. De resto está tudo lá, a função de mirar pelo iron sight das armas, a mudança de postura, etc. Os controlos estão também mais precisos, mais responsivos e não tão lentos como no jogo anterior, resultando assim numa melhor experiência. Infelizmente ainda não estão perfeitos, digo isto pois existem 2 missões onde é necessário conduzir um tanque de guerra e devo dizer que conseguiram piorar o controlo dos tanques que existia em Finest Hour. Enquanto que no jogo anterior o analógico da esquerda servia para controlar o “corpo” do tanque e o da direita para controlar o seu canhão, aqui resolveram fazer uma mistura difícil de explicar, apenas digo que não gostei. Mas felizmente foram apenas 2 missões de tanques e não um terço do jogo… Experiências como essa fizeram mais uma em que estavamos a bordo de um bombardeiro norte-americano, e tinhamos o objectivo de mandar abaixo uns quantos caças nas várias metralhadoras tripuladas, bem como largar bombas nalguns alvos “terrestres”. Não gostei muito desta missão sinceramente, mas dou o mérito de experimentarem coisas novas. Mais uma vez, ao completar-se cada nível é desbloqueado uma série de extras, como artwork, vídeos históricos e informação relativa às armas e veículos encontrados no jogo.

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A primeira missão a bordo de um tanque - e logo para explodir uns quantos Panzers ao mesmo tempo

O multiplayer é mais uma vez limitado ao modo online e LAN, não oferecendo o tradicional split screen para os jogadores de consola mais tradicionais. Mais uma vez deixaram os jogadores de Gamecube sem qualquer multiplayer, pois mesmo apesar de existir modems e adaptadores de rede para a consola, a falta de interesse da Nintendo em investir no online alastrou-se às restantes desenvolvedoras, deixando a Sega e a Chunsoft com apenas uns 4 jogos lançados com essa funcionalidade. Mas isso agora não interessa para este caso, portanto adiante. Os modos de jogo disponíveis são variantes do Deathmatch, Team Deathmatch, Capture the Flag e Domination. Trazido do jogo de PC, o multiplayer também introduz as “Battlefield Promotions” como recompensa para uma boa performance individual ou de equipa. Essas recompensas incluem carregamentos aéreos de health packs ou munições explosivos “Satchel” e a habilidade de usar os binóculos para chamar por bombardeamentos de artilharia. No multiplayer existe também a hipótese de se correr (embora não se possa correr e disparar ao mesmo tempo), infelizmente não implementaram isso no singleplayer, o que é pena. Também para quem tiver um head-set USB poderá utilizá-lo nos jogos online.

Passando para a parte técnica, este é um jogo bem superior ao anterior. Os gráficos já são melhores, assim como as texturas. Os mapas são bem mais variados e posso dizer que me deu gozo jogar nos mapas de Sicília, nos campos verdejantes e repletos de oliveiras, bem como nas pequenas cidades ricas em acção. Apesar de acreditar que o jogo esteja melhor numa Gamecube ou Xbox, tendo em conta as limitações da PS2 não está nada mau. O som está óptimo, a narração é coerente, os efeitos de som são credíveis e a música como sempre épica dá outro toque à coisa. Neste campo não há muito que queixar. Notei uma ou outra quebra no framerate de vez em quando, quando as coisas começavam a ficar realmente caóticas, mas não me incomodou. Eu gosto sempre de jogar com legendas, mas neste jogo as mesmas nem sempre estavam bem visíveis, pois atrapalhavam com a disposição da restante HUD. A inteligência artificial não é a melhor, mas também não foi coisa que me incomodou muito.

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O desembarque na Normandia, a ordenar a artilharia para mandar abaixo uns quantos bunkers nas costa.

Este Call of Duty 2 Big Red One é uma experiência bem mais agradável que Finest Hour. A começar pela jogabilidade, que apesar de não apresentar muitas diferenças não está tão lenta como no jogo anterior. Decidiram focar-se mais nas missões de infantaria, e não a conduzir tanques durante uma grande parte do jogo, assim como escoltar demasiados bots estúpidos. Os gráficos estão superiores, existem armas novas que pode ser utilizadas, tais como francesas e italianas, etc. É um óptimo FPS com a temática da 2ª Guerra Mundial, para uma PS2. Futuramente (embora não seja o próximo post) irei trazer cá o Call of Duty 3 também para PS2, que do pouco que joguei pareceu-me amadurecer bem as ideias dos anteriores, sendo provavelmente o melhor jogo da série na PS2. Veremos.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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9 respostas a Call of Duty 2: Big Red One (Sony Playstation 2)

  1. Fala cara, eu sou o Maxwel_Gamer do The Classics Games e estou comentando aqui porque estou jogando o COD 3 (no PS2) e estou gostando muito (nunca senti tanto prazer em matar nazistas) e quero perguntar se você recomenda que eu compre o Big Red One. Abraço

  2. cyberquake diz:

    Olá!
    Olha, pelo pouco que já joguei do CoD 3 (as 4 primeiras missões), o Big Red One é mais simples e linear. O CoD 3 é mais cinemático e com melhores gráficos. O Big Red One tem gráficos quase tão bons como esse. De resto estou a gostar mais dos controles do Big Red One, e não tem os quick time events chatos que o CoD3 tem. Portanto é isso, pelo que vi, é melhor numas coisas e pior noutras, mas não é um mau jogo. Se o vires baratinho compra! Abraço

  3. Ok, vou ver se corro atrás desse e do Finest Hour. Abraço

  4. cyberquake diz:

    O Finest Hour, comparado com os outros 2 é mauzinho. Mas se quiseres completar a colecção então força!

  5. Ok, vou comprar os 2, pois gosto do estilo Segunda Guerra Mundial (não gosto muito de guerra moderna

  6. Anónimo diz:

    alguem pode me falar como posso correr mais rapido no big red one (ps2)

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