The Legend of Zelda: Collector’s Edition (Nintendo Gamecube) – Parte 2: The Adventure of Link

The Legend of Zelda Collector's Edition

Este artigo é a continuação do artigo anterior referente à compilação The Legend of Zelda Colectors Edition para a Nintendo Gamecube, cujo pode ser consultado aqui. O jogo que trago cá hoje é também para a primeira consola “a sério” da Nintendo, a famosíssima Nintendo Entertainment System, ou NES para os amigos. Pelos anos 80, os grandes jogos da plataforma que chegavam ao mercado americano pareciam ter uma espécie de maldição no segundo jogo. Metal Gear 2, Castlevania 2, Super Mario Bros 2 todos eles eram consideradas as ovelhas negras das suas séries respectivas. The Legend of Zelda foi outro lançamento algo polémico. O original tinha feito um enorme sucesso, tornando-se um jogo altamente influenciável para muitos outros que lhe sucederam e na sua sequela a Nintendo quis experimentar um rumo diferente, algo que acabou por não resultar muito bem.

The Legend of Zelda - Collector's Edition
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Em primeiro falemos da história. Neste tempo as coisas ainda eram bastante simples e não era necessário inventar-se cronologias alternativas para interligar todos os jogos universo de Hyrule. The Adventures of Link é a sequela original de The Legend of Zelda, sem grandes complicações, decorrendo após uns anos, com Link já com 16 anos. Por essa altura Link apercebe-se de uma estranha marca que surge na sua palma da mão, contendo o emblema da família real de Hyrule. Pedindo conselhos a Impa, Link descobre que a sua marca consegue abrir uma porta magicamente selada de um palácio do reino. Atrás dessa porta Link e Impa descobrem uma “bela adormecida”, que não é nada mais nada menos que uma antiga princesa Zelda que tendo sofrido um poderoso feitiço, tem estado adormecida desde então. Link descobre que para acordar esta “nova” Zelda deve descobrir a peça final que falta da Triforce, a Triforce of Courage. Claro que Ganon está também metido ao barulho, com os seus seguidores a tentar matar Link para que com o seu sangue consigam ressuscitar Ganon. E dizia eu que a história era simples…

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No. 3 Triforce, Engrish at its best. Na verdade este erro foi corrigido neste e posteriores relançamentos.

Mas o que realmente diferencia este the Legend of Zelda dos demais é a sua jogabilidade que aqui se tornou um misto de RPG com jogo de plataformas. No overworld, o jogo decorre com uma vista de topo tal como na prequela, contudo desta vez o jogo contém batalhas pseudo-aleatórias, com vários monstros a vaguearem pelo mundo de Hyrule. Caso colidam com Link, a perspesctiva altera-se para um side-scroller, onde Link tem de combater vários inimigos ao mesmo tempo. Esta perspectiva é também utilizada sempre que Link entra nalguma aldeia, templo ou caverna. Estes últimos também com uma maior relevância no platforming. Com os combates Link vai ganhando pontos de experiência, que servem para aumentar as suas capacidades, sejam em pontos de vida, ataque e magia. Heart containers também regressam, igualmente aumentando a vida de Link. Por outro lado, introduzem-se também os Magic Containers. Com os combates sendo executados numa perspectiva diferente, a Nintendo implementou um sistema de combate mais complexo, permitindo que tanto Link como os inimigos ataquem e defendam utilizando diferentes ângulos. Com o decorrer do jogo, Link vai aprendendo novas técnicas que acabam por se tornar imprescindíveis para derrotar alguns inimigos mais chatos. Também tal como os jogos anteriores, é necessário o uso de diferentes items/magias/habilidades para se aventurar mais no jogo, pelo que para além da aventura principal, também vamos dar por nós a explorar Hyrule exaustivamente para encontrar tudo o que estiver por lá escondido.

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O “menu” de level up

Analisando as coisas mais friamente, se calhar até que nem é um jogo mau de todo. Simplesmente a jogabilidade dos restantes The Legend of Zelda em 2D. O sistema de batalha não me agradou, nem a forma como fizeram as transições overworld para sidescroller. Para manter o mesmo sistema de combate, na minha opinião que o fizessem que nem o Wonder Boy III: The Dragon’s Trap, que mantendo tudo como um sidescroller, é um dos melhores jogos da Sega Master System e eu próprio identifico muitas das suas características com este jogo. A história também me pareceu muito desinspirada.

Graficamente não podemos esperar muito de um jogo de NES. É um dos aspectos em que ainda hoje prefiro o jogo original, que embora seja graficamente mais simples na medida em que as sprites são menores, o jogo está muito mais bem conseguido neste aspecto. Aqui as sprites são feias, assim como os cenários que são muito desinspirados. O próprio overworld é bem mais “quadrado” que no jogo original. A música continua a ser de qualidade, com destaques óbvios para a música do “overworld” e “Palace” que ficam logo no ouvido.

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A arte original da capa

No fim de contas, compreende-se bem porque este The Legend of Zelda é considerado a ovelha negra da série (nem mencionemos os abortos da CDi), devido às suas “inovadoras” mecânicas que na minha opinião não foram muito bem aproveitadas. Os controlos em si não são maus, o jogo não me parece ter defeitos de maior, apenas mal executado. Compreendo de certa forma a Nintendo querer fazer algo diferente com a série, mas ainda seria muito cedo para uma decisão dessas, a meu ver. Por um lado não gosto muito de ver desde há uns anos para cá a Nintendo a lançar sempre os mesmos jogos vezes sem conta, por outro lado geralmente a coisa resulta em pleno e agrada-me bastante pelo que não me queixo. O próximo artigo deverá voltar à plataforma em activo mais antiga no mercado, o PC, com um RPG muito bem conceituado. 🙂

Cthulhu Saves the World (PC)

Cthulhu Saves the WorldPrometo que o próximo artigo não vai ser de PC, mas desta vez ainda não escapa. Mais uma vez produzido pela pequena equipa da Zeboyd Games, o mesmo estúdio responsável pelo anterior Breath of Death VII: The Beginning, este é um outro pequeno RPG que mais uma vez presta homenagem aos jRPGs da velha guarda, igualmente com uma elevada toada cómica. Cthulhu para quem não conhece é uma das divindades malignas do conhecido escritor H.P. Lovecraft, que aqui vê-se forçado a tornar-se bonzinho. O jogo saiu uns meses depois do anterior no serviço da Microsoft XBLA, mais uma vez a um preço reduzido. A versão Steam saiu uns tempos depois, mas com mais algum conteúdo, sob o seguinte subtítulo: “Super Hyper Enhanced Championship Edition Alpha Diamond DX Plus Alpha FES HD – Premium Enhanced Game of the Year Collector’s Edition (without Avatars!)“. Conforme podem ver, o humor está sempre presente. Tal como o Breath of Death, o meu exemplar digital foi-me oferecido por um utilizador do fórum NeoGAF, ao qual fico agradecido.

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Os diálogos são uma vez mais muito bem humorados

A história começa com Cthulhu que estava previamente adormecido durante milhares de anos a regressar à vida e a preparar-se para espalhar novamente o terror perante a raça humana. Só que nessa altura surge um estranho e misterioso feiticeiro que retira a Cthulhu todos os seus poderes. Por ironia do destino, ou melhor, dos desenvolvedores do jogo, a única maneira que Cthulhu tem de reaver os seus poderes e poder dominar o mundo é tornar-se um herói salvando o mesmo de diversos perigos. Logo no início Cthulhu vê uma rapariga a ser atacada por alguns monstros, e estando disposto a tornar-se um herói e reaver os seus poderes, salva-a. A jovem de nome Umi apaixona-se por Cthulhu e decide juntar-se à aventura, estando assim encontrada a primeira personagem secundária.

As mecânicas de jogo são idênticas ao Breath of Death VII, pelo que não me vou alongar muito neste parágrafo. O facto de os monstros se tornarem cada vez mais fortes a cada turno que passa, a saúde das personagens ser restaurada no final de cada batalha, e um level-up onde o jogador pode escolher de que forma quer que as personagens evoluam, são mecânicas que foram aqui mantidas. Uma das mudanças foi a introdução de um número maior de outras personagens que se juntam à aventura. Embora a “party” esteja igualmente apenas limitada a 4 personagens, iremos encontrar bem mais personagens disponíveis, que podemos alternar sempre que achemos boa altura. O sentido de humor é algo que volta a dar cartas, com personagens com uma certa piada e mais uma vez imensas referências a pop-culture de videojogos e também da literatura “lovecraftiana”.

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O sistema de batalha é idêntico, porém com mais detalhe

Graficamente é notória uma evolução, onde o jogo anterior tinha-se inspirado nos Dragon Quest de NES, aqui os gráficos sofreram um “upgrade” aos tempos das SNES e Mega Drive, com mais cores, efeitos de parallax e cenários de batalha bem mais elaborados, contrastando com o fundo negro do jogo anterior. Eu diria que este jogo vai buscar algumas influências aos jogos clássicos Phantasy Star, pela inclusão de um gato falante, alguns elementos sci-fi, e acima de tudo, as cutscenes utilizando painéis animados, tal como no Phantasy Star 4. A banda sonora também sofreu um upgrade que embora mais uma vez não seja chiptune, faz de facto lembrar os jogos desse período. As músicas em si são diversas, mas eu gostei mais das faixas que se ouviam nas batalhas, claramente inspiradas nos movimentos Power Metal nipónicos.

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Infelizmente as “cidades” pouco têm para oferecer

O jogo em si é um pouco mais grandinho que o anterior, mas ainda assim é algo curto. De qualquer das maneiras, face ao preço a que se encontra no steam, acho que qualquer fã de jRPGs da velha guarda não perderia nada em jogar ambos os jogos desta “série”. Bom, fica agora a promessa que o próximo artigo não será de PC, mas sim um clássico de um conhecido herói vestido de verde. Até lá!

Breath of Death VII: The Beginning (PC)

Breath of Death VII The BeginningDe volta para mais um artigo consecutivo de PC. Isto acontece pois esta tem sido a plataforma que mais tenho jogado nas últimas semanas. Tendo criado recentemente conta no backloggery, se virem que ainda não terminei, ou nem sequer peguei em cerca de 70% dos meus jogos de PC, é muito provável que o PC continue a ser a minha plataforma de eleição dos próximos tempos. O artigo de hoje não será muito longo, assim como o jogo. O meu exemplar foi-me foi oferecido por um utilizador do fórum norte-americano NeoGAF que costumo frequentar, juntamente do seu sucessor espiritual “Cthulhu Saves the World”.

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Diálogos que quebrem a 4a parede são comuns

Breath of Death VII é uma homenagem aos jRPGs da velhinha guarda, notoriamente os primeiros Dragon Quests, onde a mecânica de jogo lhe vai buscar muitas influências. Mas primeiro uma pequena referência à história que é bastante estranha. O jogo decorre num cenário pós apocalíptico, porém algo medieval. Ou seja, a raça humana entrou numa grande guerra que a dizimou por completo e de alguma forma o mundo viu-se invadido de seres sobrenaturais, como fantasmas, zombies ou esqueletos. A história não deve ser levada a sério pois o jogo deve ser visto não só como uma homenagem aos RPGs old-school mas também como uma paródia aos mesmos. A história é simples e repleta de clichés e momentos bem humorados. O nosso herói é um esqueleto mudo de nome Dem que parte à aventura para descobrir tesouros antigos das ruínas humanas, sendo posteriormente acompanhado de 3 NPCs, todos eles entrados na “party” de maneira forçosa, sem o consentimento do herói que coitado não consegue falar.

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O ecrã de batalha é igualmente simples

Embora os visuais sejam os de um RPG de NES, a jogabilidade felizmente não é assim tão arcaica. Enquanto que o sistema de combate é na mesma por turnos, dispondo de diversas opções habituais, não existe um grinding muito chato, até porque cada área tem apenas um número limitado de batalhas aleatórias. Para além disso existe um interessante sistema de combos e de ataques conjuntos, que as personagens vão adquirindo com o desenrolar da história. O jogo preza as batalhas rápidas, pelo que os monstros vão ficando mais agressivos com o decorrer do tempo, forçando o jogador a ser o mais agressivo possível logo de início. As personagens no fim de cada batalha voltam a ficar com toda a saúde, mesmo que tenham “morrido” anteriormente, bem como recuperam algum dos MPs gastos. Isto acaba por tornar o jogo não muito difícil, onde apenas as lutas contra bosses surgem um maior desafio. A evolução das personagens não é linear, sempre que se ganha um nível, é dada ao jogador a opção de escolher um de 2 caminhos, obtendo melhores atributos numa categoria do que noutras e/ou novas técnicas ou magias diferentes.

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Gráficos que fazem invariavelmente lembrar os Dragon Quest da NES

A narrativa é interessante, repleta de referências pop-culture a outros videojogos e anime. É na minha opinião o melhor aspecto do jogo, pois de resto pouco há a fazer. O percurso é linear e apenas voltamos a uma ou outra cidade mais que uma vez apenas para actualizar o nosso equipamento com peças mais poderosas. De resto a aventura termina em poucas horas, o que justifica o seu baixo preço. Graficamente o jogo é reminiscente dos RPGs da década de 80, com sprites pouco detalhadas e minúsculas, e os gráficos das batalhas com o fundo negro. É uma homenagem ao retrogaming que tem estado bastante em voga nos últimos tempos. O mesmo se diz da banda sonora, que embora não seja chiptune, foi composta de forma a emular dessa forma esse estilo.

Tendo em conta que é um joguinho desenvolvido por 2 pessoas e geralmente custa uma bagatela, eu recomendaria que todos os fãs de RPGs o experimentem. Mas como apesar de ter um óptimo sentido de humor, não deixa de ser um jogo relativamente curto e com pouquíssimo replay value, pelo que existem no mercado jogos bem melhores neste aspecto.

PUSHSTART #28

Já está disponível nas “bancas do costume” a edição Nº28 da Revista PUSHSTART, onde eu contribuí com uma análise ao jogo indie To the Moon, onde mais tarde poderão lê-la também por aqui. Para além disso, podem contar com uma entrevista a Aphra Kerr, oradora na conferência Videojogos 2012; com um 4×4 ao E.T. – The Extraterrestrial, jogo que é apontado com um dos títulos que mais contribuíram para o videogame crash de 83; uma análise ao tablet low cost BQ Maxwell Plus e muito, muito mais.

Download aqui.

Broken Sword: The Sleeping Dragon (PC)

Broken Sword The Sleeping Dragon

Após 2 jogos de sucesso lançados sucessivamente, o estúdio Revolution deixou a série de lado durante alguns anos, até que em 2003 lançou finalmente o terceiro capítulo da saga para o PC, PS2 e Xbox. Infelizmente muitas mudanças foram feitas à jogabilidade, a começar nos gráficos e movimentação 3D e o abandono do conceito “point and click“. Compreendo que mudanças teriam de ser feitas pois o género de jogos de aventura já há muito que estava gasto e imensas séries conceituadas acabaram por ir para o Limbo. Ainda assim, na minha opinião deram imensos passos na direcção errada. Mas já lá vamos. Tal como os outros 2 Broken Sword, este jogo foi comprado numa Steam sale a um preço tão irrisório que aconselho toda a gente a comprar. Edit: recentemente comprei um exemplar físico a um particular por 4€.

Jogo com dois discos, caixa e manual PT

O jogo decorre uns tempos após a segunda aventura, com o “casalinho” George Stobbart e Nicole Collard a seguirem cada um as suas vidas. Mas mais uma vez o destino os traz juntos, quando um hacker parisiense que se encontrava a desencriptar um manuscrito antigo e um arqueólogo em pleno Congo são ambos assassinados por intermédio de uma nova organização secreta, formada após a queda dos Neo-Templários no primeiro Broken Sword. O jogo vai-se desenrolando até que a trama começa a adquirir alguns contornos sobrenaturais, com civilizações antigas bastante avançadas tecnologicamente, dragões e uma energia bastante poderosa produzida pelo planeta que os vilões querem controlar a todo o custo.

A jogabilidade foi notoriamente adaptada para as consolas, com a versão PC sem qualquer suporte ao rato, mesmo para navegar nos menus iniciais. A falta de um analógico no PC é um pouco limitativa no movimento da personagem, principalmente por não se ter qualquer controlo sob a câmara e quando o jogo decide mudar os ângulos por vezes pode ser incomodativo. Foi bastante frustrante num ou noutro segmento que passo já a explicar: em certos pontos do jogo vão existir alguns momentos em que a personagem pode morrer, para que isso não aconteça é necessário correr ao longo de um corredor sem qualquer demora de maior e por vezes essa mudança no ângulo acabou por levar a um “game over” desnecessariamente. Felizmente quando isso acontece o jogo recomeça automaticamente do momento anterior, para uma nova tentativa.A movimentação entre obstáculos também poderia ser melhor executada. Outra coisa que surgiu neste jogo foi a implementação de alguns “Quick Time Events“, algo que nunca fui particularmente fã. Felizmente apenas consistem em pressionar sempre o mesmo botão num ou noutro momento chave.

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A aventura de George começa com um pequeno desastre aéreo e logo com um “puzzle” de arrastar caixotes.

Outros elementos “novos” na série são algumas secções em que exige stealth para infiltrar (ou escapar) certos locais. No jogo anterior já existia uma ou outra secção do género, mas aqui aparecem em maior número. De resto o progresso no jogo assenta essencialmente na exploração dos cenários, interacção entre objectos e diálogos chave com certas pessoas, nada de novo aqui. Existem puzzles, desta vez mais adequados a um jogo de aventura em 3D. Ainda assim existe um exagero nuns puzzles tradicionais de arrastar caixotes/pedras ao longo de várias secções para aceder a outras áreas. Estes puzzles repetem-se muitas vezes e acabam por ser completamente desinspirados.

Graficamente o jogo não é nada de especial, mesmo para uns padrões de 2003. Ainda assim as animações pareceram-me interessantes. O factor nostalgia existe ao longo do jogo todo, com algumas áreas clássicas a serem revisitadas, ou mesmo o regresso de alguns items, uns mais úteis que outros. O voice-acting continua excelente, ao menos isso. O jogo mantém um bom sentido de humor, essencialmente na secção que decorre em Inglaterra, com personagens mais carismáticas. Ainda assim, está uns furos abaixo do charme que o jogo original tinha neste campo.

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A praça de Mountfaçon regressa em 3D. Os veteranos irão reconhecer aquela personagem.

Tenho pena que a série tenha enveredado por este caminho, existe um quarto jogo que é igualmente em 3D, mantendo diversos elementos da jogabilidade deste jogo presentes. Pelo que li algures, parece que corrigiram algumas falhas deste jogo, mas ainda assim preferia de longe a velha fórmula dos clássicos. Os fãs acham o mesmo e existe por aí um fangame intitulado Broken Sword 2.5, sendo este completamente em 2D e incorporando todos os elementos da jogabilidade clássica. Não sei o que a Revolution anda a planear fazer com a série, mas gostaria que regressassem às origens definitivamente. Com o a popularidade actual da distribuição digital de videojogos, certamente seria mais fácil para a empresa agradar a um certo nicho de mercado, como fazem muitas outras. Veremos.